Internacional, Negócios

Empresas dos EUA evitam tarifas com estratégia de crise global; entenda

Zonas de comércio exterior nos Estados Unidos permitem que as empresas importem produtos ou materiais e os armazenem isentos de impostos

As empresas estão cada vez mais recorrendo a uma política da era da Depressão para evitar as tarifas do presidente Donald Trump, importando produtos para zonas designadas dos EUA, onde não precisam pagar tarifas até que queiram.

Existem 374 zonas de comércio exterior, ou FTZs, nos Estados Unidos, originalmente criadas para ajudar a manter as empresas competitivas durante a Grande Depressão.

Atualmente, essas zonas existem em todos os estados e em Porto Rico e permitem que as empresas importem produtos ou materiais (insumos) para os Estados Unidos e os armazenem isentos de impostos.

Os importadores só pagam tarifas quando vendem seus produtos para clientes americanos. E se optarem por exportar itens para fora dos Estados Unidos, não pagam tarifa alguma.

Desde que Trump anunciou tarifas sobre quase todos os países em abril, o interesse nessas zonas de comércio exterior quadruplicou, de acordo com a Descartes, uma empresa de logística que ajuda empresas a se estabelecer e operar em FTZs.

“As zonas de comércio exterior foram criadas nos Estados Unidos em 1934, coincidentemente a última vez em que as tarifas foram tão proeminentes e, francamente, tão impactantes quanto agora”, disse Jackson Wood, diretor de estratégia industrial da Descartes.

“E é por isso que elas também estão muito mais presentes na mente dos importadores americanos.”

Quase US$ 1 trilhão em mercadorias foram importadas para essas zonas em 2023, de acordo com o Departamento de Comércio, que aprova novas zonas. Isso representa quase um terço de todas as mercadorias importadas para os Estados Unidos naquele ano, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras.

Essas zonas empregam mais de meio milhão de pessoas.

O Departamento de Comércio dos EUA confirmou à CNN que a Associação de Comércio Internacional (ACI) observou um interesse crescente em zonas de comércio exterior, mas disse que é muito cedo para dizer se isso resultará em mais empresas operando nas zonas.

Mesmo assim, muitas empresas estão estocando mercadorias nessas Zonas de Livre Comércio. Não se trata de uma brecha, dizem os especialistas, mas de uma maneira de as empresas manterem o fluxo de caixa em um momento em que muitas se sentem pressionadas.

“Eles sempre foram um instrumento de nicho na caixa de ferramentas dos importadores americanos”, disse Wood. “Agora, como estamos neste ambiente tarifário incrivelmente impactante, cada vez mais organizações estão dizendo: ‘sim, o argumento comercial para criar uma zona de comércio exterior faz sentido para nós.’”

Zonas francas são uma almofada tarifária

Altamente seguras e rigorosamente fiscalizadas, as Zonas de Livre Comércio (ZLCs) devem estar a menos de 90 minutos, ou 90 milhas, de um ponto de entrada da Alfândega e Proteção de Fronteiras. Mas não há duas ZLCs exatamente iguais.

As zonas podem variar em tamanho, desde uma pequena sala em um armazém até centenas de hectares da área ocupada por uma empresa inteira. Dezenas de empresas podem fabricar e distribuir produtos a partir de um único armazém.

O que as FTZs têm em comum é que elas oferecem às empresas alívio — ainda que temporário — no pagamento de impostos em meio à atual guerra comercial.

A Audio-Technica, fabricante de toca-discos e equipamentos de áudio, inaugurou seu segundo armazém e centro de distribuição em uma zona de comércio exterior em San Diego em junho.

A empresa japonesa importa produtos totalmente montados de suas unidades de produção no Japão e na China. Oitenta por cento dessas mercadorias são vendidas no mercado americano, enquanto 20% são exportadas, informou a empresa.

“Com tarifas mais altas, temos a possibilidade de adiar o pagamento dessas tarifas até que possamos retirá-las da Zona de Livre Comércio para fins comerciais”, disse Dan Ratley, diretor executivo de cadeias de suprimentos da Audio-Technica.

A Audio-Technica não precisa pagar tarifas sobre seus produtos importados até que a empresa decida liberar seus produtos nos Estados Unidos para venda aos clientes. Isso significa que a empresa pode mantê-los isentos de impostos na zona até que estejam dispostos ou possam pagar.

“Todos estão investigando e tentando minimizar (os efeitos das tarifas), melhorar seu fluxo de caixa e evitá-las completamente”, disse Ratley.

Motores para economias locais

As empresas não podem simplesmente se estabelecer em uma zona de comércio exterior — elas precisam de um beneficiário, que atue como intermediário entre elas e o Departamento de Comércio. Esses beneficiários geralmente são cidades, portos ou aeroportos, e as Zonas de Livre Comércio podem ser uma vantagem para eles.

A cidade de Phoenix, beneficiária desde 1988, ajudou a criar dezenas de empresas em sua zona, conhecida como Zona 75.

“Como beneficiários, precisamos estar dispostos a aceitá-los em nossa zona de comércio exterior. Sem nossa carta de apoio, eles não conseguiriam enviar sua solicitação”, disse Christine Mackay, diretora de desenvolvimento econômico da cidade de Phoenix.

As Zonas de Livre Comércio (ZLCs) podem ser multiplicadoras econômicas, especialmente para comunidades menores. O crescimento do emprego e dos salários aumentou nas comunidades de seis a oito anos após a criação de uma ZLC, de acordo com um estudo de 2019 publicado pela Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Atualmente, 75.000 pessoas trabalham na Zona 75 de Phoenix. Para cada emprego na Zona 75, a cidade afirma que gera entre três e seis empregos adicionais. Dez anos atrás, o salário médio para um novo emprego em Phoenix era de US$ 30.000. Hoje, é de US$ 84.000.

“Fizemos a diferença ao alavancar nosso status de beneficiários de zona de comércio exterior e trazer empresas que têm grandes multiplicadores econômicos, que trazem benefícios realmente fortes para a comunidade”, disse Mackay.

‘Um grande problema’

As zonas de comércio exterior oferecem muitos benefícios. Mas, sob o regime comercial atual, alguns não estão mais disponíveis.

Historicamente, quando as empresas importavam insumos — pequenas peças feitas de cobre, aço ou alumínio — para a ZLC para fabricar outros produtos, elas só tinham que pagar a tarifa sobre o produto acabado.

Mas, conforme detalhado nas ordens executivas de Trump sobre tarifas recíprocas em abril , as empresas que operam em FTZs agora devem pagar a tarifa dos insumos, não do produto acabado, que geralmente é mais alta.

Mesmo que o material ou peça seja usado para fabricar um produto enquanto estiver na zona de comércio exterior, o produto final ainda será tarifado na mesma taxa do insumo quando sair da zona, disse o Departamento de Comércio à CNN.

Por exemplo, a Audio-Technica importa produtos totalmente montados para sua Zona de Livre Comércio (ZLC) do Japão e da China, que têm tarifas médias de 10% ou 30%, respectivamente.

Mas alguns desses produtos são feitos de aço e alumínio, o que coloca a empresa em risco de uma tarifa de até 70% devido às tarifas sobre essas peças metálicas.

“Uma das características do programa de zonas de comércio exterior é esse benefício, mas essas restrições impostas por decretos executivos impediram tudo isso. Portanto, se você trouxer um componente para produtos acabados para a zona de comércio exterior dos EUA, estará pagando uma taxa de imposto mais alta quando ele sair”, disse Melissa Irmen, diretora de advocacy e relações estratégicas da Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Embora as zonas de comércio exterior continuem sendo uma ferramenta atraente para alguns importadores, a política comercial atual as torna mais complicadas para outros.

“Temos membros que estão muito chateados por terem perdido a capacidade de manter a competitividade global que este programa lhes deu para permanecer nos Estados Unidos — e isso é um grande problema”, disse Irmen.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Brasil e Índia querem ampliar negócios em diferentes mercados

Os destaques são energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes

Ampliar as relações comerciais entre Brasil e Índia em diferentes mercados, com destaque para energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes. Autoridades e representantes da indústria dos dois países avaliaram essa necessidade, nesta segunda-feira, durante o Fórum Econômico Brasil-Índia, no Rio de Janeiro.  A conferência acontece em paralelo ao segundo dia da Cúpula de Líderes do Brics, que reúne chefes de Estado de 11 países sob a presidência temporária do Brasil.

Segundo levantamento da ApexBrasil, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram em média 13,7% ao ano desde 2019, totalizando US$ 5,3 bilhões em 2024. Os destaques da pauta incluem açúcar, petróleo, óleos vegetais e algodão bruto.

Entre as mais de 380 oportunidades comerciais identificadas, destacam-se os setores de combustíveis, celulose e máquinas e equipamentos. Os dados são do estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia, realizado pela ApexBrasil e publicado em junho de 2025.

O presidente da CNI, Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, destacou as similaridades entre os dois países.

Também no evento, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou as convergências econômicas e políticas entre os dois países, que defendem o multilateralismo e o compromisso com o crescimento sustentável. Rosa comentou, por exemplo, sobre a possibilidade de cooperação nas áreas de fertilizantes e tecnologia digital. E reafirmou o desejo do governo Lula de ampliar a integração, a cooperação e o comércio exterior.

Para o embaixador e presidente da Cop-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, André Corrêa do Lago, as questões energética e climática estão entre os principais temas da agenda comum entre Brasil e Índia.

“A Índia tem que colocar ainda centenas de milhões de habitantes numa média de consumo de energia muito mais alta do que a atual, o que faz com que a Índia tenha uma escala extraordinária para investimentos.”

André Corrêa do Lago comentou também que a Índia, ao adotar os biocombustíveis, se tornou um dos maiores produtores cana de açúcar do mundo, ultrapassando o Brasil; e que o Brasil já tem uma matriz energética limpa. O embaixador disse ainda que uma das principais metas do governo brasileiro é acabar com o desmatamento e aumentar a restauração florestal.

Em 2025, o relacionamento diplomático Brasil-Índia completou 76 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Internacional

Preços ao consumidor na China sobem pela primeira vez em cinco meses

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio

Os preços ao consumidor na China subiram pela primeira vez em cinco meses em junho, enquanto a deflação ao produtor piorou, conforme a economia enfrenta incertezas sobre uma guerra comercial global e uma demanda interna fraca.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira, acima da previsão de uma pesquisa da Reuters de estabilidade dos preços.

O índice caiu 0,1% na base mensal, ante uma queda de 0,2% em maio, e em linha com as previsões dos economistas de queda de 0,1%.

Já o índice de preços ao produtor caiu 3,6% em junho ante o ano anterior, pior do que a queda de 3,3% em maio e a maior deflação desde julho de 2023.

Isso se comparou com a expectativa de uma queda de 3,2% na pesquisa da Reuters.

Fonte: InfoMoney


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Internacional

Apoio para adesão da Bolívia ao Mercosul

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) assinou um acordo para apoiar a adesão da Bolívia ao Mercosul, consolidando assim sua incorporação plena ao bloco regional.

Durante a 66ª Reunião do Conselho do Mercosul, a Bolívia e o CAF acordaram uma cooperação técnica não reembolsável no valor de 200 mil dólares. Essa iniciativa busca acompanhar a implementação da adesão da Bolívia ao Mercosul por meio de estudos técnicos e normativos.

O acordo foi assinado por Christian Asinelli, vice-presidente do CAF, e Huáscar Ajata, vice-ministro do Comércio Exterior e Integração. Terá duração de 12 meses e contempla duas linhas principais de trabalho: uma análise dos efeitos econômicos e sociais da integração; e o acompanhamento na adoção do marco normativo do bloco.

Desde julho de 2024, a Bolívia é formalmente Estado Parte do Mercosul. Segundo o protocolo de adesão, o país tem quatro anos para harmonizar sua legislação com a do bloco; o que implica a adoção de mais de 3.900 normas e 84 acordos.

O CAF destacou que essa assistência permitirá à Bolívia identificar as reformas necessárias para se integrar de forma eficaz, fortalecendo sua política comercial, sua competitividade e seu arcabouço institucional.

O estudo analisará os impactos projetados até 2035 em emprego, investimento, comércio e consumo. Também será avaliada a política comercial boliviana e sua relação com os países do bloco, que já são parceiros-chave em energia, agricultura, insumos industriais e mineração.

Além disso, serão incluídas atividades de socialização do processo e eventos institucionais em apoio à entrada plena do país.

A adesão da Bolívia ao Mercosul também abre novas oportunidades logísticas e comerciais que o CAF busca potencializar por meio de cooperação técnica especializada.

Fonte: Todo Logística News

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: 5 dos 10 itens mais vendidos do Brasil para os EUA tiveram queda com as tarifas

Demanda reduzida e a maior concorrência com outros países também prejudicaram as exportações brasileiras de parte dos produtos. Número geral, porém, é positivo e foi recorde em maio.

Na próxima quarta-feira (9), termina a pausa de 90 dias no programa de tarifas recíprocas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com poucos acordos comerciais no radar, há uma chance real de que as taxas sobre produtos importados voltem a atingir mais de 180 países.

Um levantamento feito pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostra que o tarifaço piorou os números de exportação de alguns dos principais itens brasileiros vendidos aos EUA.

Cinco dos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos americanos registraram queda nas vendas em maio. Veja abaixo:

Variação do volume exportado

Dados correspondem aos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos EUA

Segundo a Amcham, as tarifas aplicadas pelos EUA são apenas um dos fatores que explicam a queda nas exportações. Parte dos produtos sofre também com particularidades de mercado.

Os óleos brutos de petróleo, por exemplo, tiveram menor demanda por parte das refinarias americanas.

No caso da celulose, houve uma concorrência mais intensa com o Canadá que, segundo a Amcham, tem um “acesso diferenciado” aos mercados dos EUA por conta do USMCA (acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México).

A boa notícia é que a redução de parte dos produtos aconteceu em meio a um avanço no número geral de exportações brasileiras aos EUA.

Segundo o levantamento, a venda geral dos nossos produtos para lá totalizou US$ 3,6 bilhões (R$ 19,6 bilhões) em maio, um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor é recorde para o período e mostra uma pauta de exportação mais diversificada.

Brasil ainda tenta acordo

Embora o Brasil não tenha sido um dos mais impactados pelas tarifas, com alíquota de 10%, especialistas destacam que o país continua sujeito às tarifas sobre aço e alumínio, em vigor desde o início de junho.

Antes fixadas em 25%, as tarifas foram elevadas para 50% por meio de um decreto assinado por Trump. Tanto o aço quanto o alumínio são produtos estratégicos para as exportações brasileiras, e o Brasil é um dos principais fornecedores de aço para os EUA.

“O país precisará, sim, avançar nas negociações bilaterais com os Estados Unidos, especialmente do lado do Itamaraty e do MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], para garantir que cotas preferenciais ou isenções tarifárias sejam aplicadas para o aço brasileiro”, afirma Nobre, da Warren, à época.

O ministro do Desenvolvimento e vice-presidente, Geraldo Alckmin, chegou a se pronunciar algumas vezes nos últimos meses sobre os impactos das tarifas de Trump para o Brasil e o mundo, mas sem detalhar o andamento das negociações.

No início de junho, Alckmin afirmou que a melhor forma de mitigar os efeitos seria aprofundar o diálogo com os americanos, destacando a criação de um grupo de trabalho bilateral com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o USTR (representante do comércio dos EUA).

Pelo lado do Brasil, o grupo conta com a participação do Ministério da Indústria e do Ministério das Relações Exteriores. Procurado, o MDIC afirmou ao g1 que as negociações foram iniciadas em março e que, desde então, “uma série de reuniões presenciais e virtuais” tem sido realizada para dar continuidade às tratativas.

“Neste momento, enquanto as negociações seguem em curso, não é possível divulgar detalhes sobre o conteúdo das discussões, sob pena de impactar o andamento e a efetividade do processo negociador”, informou o ministério.

O MDIC acrescentou que segue comprometido com a defesa dos interesses dos exportadores brasileiros, “tanto em relação às tarifas recíprocas quanto no enfrentamento de medidas adotadas sob o argumento de segurança nacional”.

“A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é sólida, histórica e de relevância estratégica para ambos os países. Os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil, e o intercâmbio entre as duas economias é complementar, trazendo benefícios mútuos”, completou o ministério.

Fonte: G1



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Internacional, Mercado Internacional

Trump envia cartas a países oficializando tarifaço

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, nesta segunda-feira (7/7), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará cartas a parceiros comerciais oficializando o início das tarifas recíprocas impostas por ele assim que assumiu o segundo mandato. As tarifas variam entre 25% e 40%. As primeiras nações que receberam o documento foram o Japão e a Coreia do Sul.

“Haverá aproximadamente 12 outros países que receberão notificações e cartas diretamente do presidente dos Estados Unidos. O presidente ainda planeja criar planos comerciais personalizados para cada país deste planeta”, disse Leavitt.

Países que receberam a carta

Japão: tarifa de 25%
Coreia do Sul: tarifa de 25%
Myanmar: tarifa de 40%
Laos: tarifa de 40%
África do Sul: tarifa de 30%
Cazaquistão: tarifa de 25%
Malásia: tarifa de 25%

A secretária de imprensa também confirmou que Trump estenderia formalmente seu prazo para a imposição de tarifas recíprocas de 9 de julho para 1º de agosto, com a intenção de dar aos países mais tempo para negociar acordos.

“O presidente também assinará um decreto executivo hoje, adiando o prazo de 9 de julho para 1º de agosto. Portanto, a tarifa recíproca, ou essas novas tarifas que serão fornecidas nesta correspondência a esses líderes estrangeiros, serão divulgadas no próximo mês, ou acordos serão firmados, e esses países continuarão a negociar com os Estados Unidos. Vimos muitos desenvolvimentos positivos na direção certa, mas o governo, o presidente e sua equipe comercial querem fechar os melhores acordos para o povo americano e para os trabalhadores americanos. É nisso que eles estão focados”, explicou Leavitt.

Até o momento os acordos anunciados são:

Reino Unido.
Vietnã.
Trégua com a China.
Japão, Coreia do Sul e União Europeia estão em negociação.

Nesta segunda, Donald Trump, publicou duas das múltiplas cartas que seu governo enviará aos parceiros comerciais tributados no chamado “Dia da Libertação”.

Segundo o documento, o governo dos EUA aplicarão a partir do dia 1º de agosto uma tarifa de 25% sobre todos os produtos importados do Japão e da Coreia do Sul.

O presidente dos EUA adotou um tom semelhante nas duas cartas ao afirmar que apesar de ter buscado negociar, as tributações são injustas a seu país e por isso que as tarifas serão impostas e ao destacar que se qualquer uma das nações tentar retaliar os EUA, sofrerão ainda mais com as tarifas norte-americanas.

Quanto ao motivo pelo qual Trump decidiu começar com os dois aliados asiáticos, Leavitt disse que “é prerrogativa do presidente e esses são os países que ele escolheu”.

Fonte: Metrópoles

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Internacional, Negócios

Brasil e China firmam parceria estratégica para integração ferroviária continental

Memorando assinado nesta segunda (7) marca avanço na integração logística sul-americana e amplia cooperação internacional no setor. Corredor ligará Brasil e Peru

Governo Federal deu mais um passo rumo à modernização da infraestrutura de transportes do país. Nesta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa pública ferroviária do mundo.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a relevância estratégica da parceria. “Celebramos hoje a assinatura deste memorando de entendimento, um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária. Este não é apenas um gesto formal, é o primeiro passo de uma jornada técnica, institucional e diplomática que visa aproximar continentes, reduzir distâncias e fortalecer laços entre nações que compartilham uma visão de longo prazo”, afirmou.

O acordo prevê a realização de estudos conjuntos para avaliar a viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru. A proposta busca reposicionar o país no comércio internacional, promovendo ganhos logísticos, econômicos e ambientais, especialmente para as exportações brasileiras com destino ao mercado asiático.

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil, Maurício Muniz, destacou que o projeto integra uma diretriz definida pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, dentro da nova agenda de cooperação estratégica entre os países.

“Tenho confiança que nossas instituições estão estruturadas e melhor organizadas, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., assim como o governo chinês, dando todo o suporte para que esses estudos dessa vez se concluam e tragam bons resultados para os nossos países”, destacou.

A diretora de Administração e Finanças da Infra S.A., Elisabeth Braga, enfatizou o papel da empresa no desenvolvimento técnico do projeto.

“Estamos iniciando uma parceria estratégica para construir os melhores estudos para alavancar a infraestrutura ferroviária no Brasil, em especial, esse estudo específico da conexão do continente americano na parte sul do continente. A Infra S.A. está pronta para desenvolver essa parceria”, ressaltou.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário Leonardo Ribeiro acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Desde então, equipes dos dois países vêm conduzindo análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

O projeto considera ainda a integração com outros modais, como rodovias e hidrovias, e está alinhado às diretrizes do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pelo mapeamento das rotas bioceânicas na América do Sul. O objetivo é consolidar uma malha logística integrada, sustentável e conectada aos principais corredores comerciais do mundo.

Representando o lado chinês, o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, reforçou o compromisso da empresa com a cooperação.

“Esta parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”, disse.

Parceria global 

A parceria com a China insere o Brasil em uma nova dinâmica de planejamento estratégico de longo prazo. Com ampla experiência no setor ferroviário, a China State Railway Group é referência mundial em eficiência, inovação e velocidade de expansão. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o sistema chinês transportou mais de 1,46 bilhão de passageiros, estabelecendo um novo recorde. A empresa opera a maior malha de trens de alta velocidade do planeta e acumula projetos de destaque internacional, como a ferrovia Jacarta–Bandung, na Indonésia.

O Brasil, por sua vez, fortalece sua agenda de integração regional e infraestrutura sustentável, alinhada aos princípios da cooperação Sul-Sul e às metas do Novo PAC. A expectativa é que os estudos em andamento deem suporte a futuros investimentos e concessões ferroviárias, contribuindo para reduzir o custo logístico e ampliar a eficiência do transporte de cargas no país.

“O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Também participaram da cerimônia representantes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da Embaixada da China no Brasil.

Assista à reunião na íntegra no canal do Ministério dos Transportes no YouTube

Fonte: Ministério dos Transportes

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EUA: tarifas devem entrar em vigor em 1º de agosto para países sem acordos

O governo dos Estados Unidos aplicará a partir de 1º de agosto tarifas aos parceiros comerciais com os quais não tenham alcançado acordos, seja Taiwan ou a União Europeia, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As tarifas devem atingir, em alguns casos, os níveis muito elevados que o presidente Donald Trump havia anunciado em 2 de abril, antes de suspender a aplicação das taxas para permitir negociações comerciais e estabelecer um prazo até 9 de julho para alcançar acordos, declarou Bessent ao canal CNN.

Bessent reiterou as declarações feitas por Trump na sexta-feira à imprensa, quando mencionou um novo prazo para a imposição das tarifas alfandegárias.

Em sua plataforma Truth Social, Trump prometeu impor uma tarifa adicional de 10% aos países que “se alinharem” com o Brics, grupo que expressou uma “séria preocupação” com o aumento de tarifas “unilaterais”, embora sem mencionar os Estados Unidos.

“Qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções para esta política”, afirmou Trump.

O grupo, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado recentemente para 11 países e representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB.

Trump afirmou no domingo aos jornalistas a bordo do avião presidencial que “provavelmente” começará a aplicar as tarifas em 1º de agosto.

O republicano acrescentou que havia assinado mais de 10 cartas para informar os países sobre os aumentos das tarifas.

“Acredito que teremos a maioria dos países preparados para 9 de julho, seja uma carta ou um acordo”, disse Trump, antes de insistir que alguns acordos foram alcançados.

Ao seu lado, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de agosto, “mas o presidente está definindo as tarifas e os acordos agora mesmo”.

Trump anunciou mais tarde na Truth Social que começará a enviar nesta segunda-feira (7) aos parceiros comerciais as primeiras cartas informativas sobre as tarifas que serão impostas ou sobre os acordos alcançados.

“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas de Tarifas dos Estados Unidos e/ou Acordos com vários países ao redor do mundo serão entregues a partir das 12h00 (13h00 de Brasília), de segunda-feira, 7 de julho”, anunciou Trump em sua rede social.

Washington mantém negociações com vários países para alcançar acordos comerciais que evitem as tarifas.

Com a China, o governo Trump estabeleceu uma trégua temporária para reduzir as tarifas de até três dígitos que haviam sido impostas de maneira recíproca.

Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais com os Estados Unidos.

Bessent disse que o governo está “próximo de vários acordos”, mas não citou com quais países.

O secretário do Tesouro negou que os Estados Unidos estejam ameaçando os países com sua política tarifária, embora tenha admitido que é necessário aplicar “pressão máxima”.

“Não é um novo prazo. Estamos dizendo que é o que acontecerá. Se você quer acelerar as coisas, siga adiante. Se quiser retornar à tarifa antiga, a escolha é sua”, disse.

O secretário citou como exemplo a União Europeia, ao afirmar que o bloco “está fazendo um progresso muito bom” após uma relutância inicial a modificar o acordo comercial com Washington.

Fonte: Portal UOL

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Evento, Internacional, Negócios

Empresas brasileiras recebem prêmio por inclusão racial no comércio internacional

1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior valoriza a equidade racial e a presença negra em cargos estratégicos

A primeira edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior reconheceu 20 empresas que se destacaram pela adoção de boas práticas de inclusão de pessoas negras em posições de liderança e protagonismo no cenário do comércio internacional. A iniciativa faz parte do programa Raízes Comex e foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR).

A empresa Inputsom Arte Sonora foi a vencedora na categoria Liderança Global, destinada a empresas que já atuam no mercado internacional. A organização atua em pós-produção sonora e supervisão musical no cenário internacional, atuando em projetos de plataformas globais como Netflix, Amazon, Disney+, Discovery+ e Apple TV+. A presença da empresa em produções internacionais tem permitido a exportação contínua de serviços criativos com DNA brasileiro e lideranças negras em funções estratégicas.

Outras 19 organizações foram reconhecidas na categoria Jornada Global, voltada a empresas que ainda não exportam ou estão em fase inicial de internacionalização. São de diferentes setores como serviços; alimentos, bebidas e agronegócios; higiene pessoal e cosméticos; tecnologia da informação, entre outros.

O prêmio foi lançado no último dia 21 de março – Dia Internacional contra a Discriminação Racial, e está alinhado às diretrizes do Programa Raízes Comex, instituído pela Portaria SECEX nº 375/2024, que busca fomentar a equidade racial no comércio exterior.

Práticas de inclusão

Para esta primeira edição, 45 empresas se inscreveram. Com base nos critérios definidos, puderam participar empresas de todos os portes e setores da economia; com profissionais negros em cargos estratégicos, como presidência, sociedade ativa, direção ou gerência e; ainda, organizações que adotem práticas de inclusão racial e apoiem o desenvolvimento de profissionais negros no comércio exterior.

Após o processo seletivo, 20 empresas foram aprovadas e passarão a contar com benefícios exclusivos de promoção internacional e de capacitação.

Reconhecimento oficial

As empresas vencedoras receberão um Certificado de Reconhecimento Oficial pela contribuição à diversidade no comércio exterior brasileiro. A iniciativa valoriza o papel da liderança negra e incentiva práticas corporativas alinhadas aos princípios de equidade racial, inclusão produtiva e responsabilidade social.

A entrega desse prêmio, segundo Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, é o reconhecimento de que não há avanço sustentável sem diversidade e sem equidade. “Parabenizo as 20 empresas premiadas, que iniciam ou aprofundam sua jornada internacional com um olhar atento à inclusão. A diversidade não é apenas um valor; é uma força que amplia horizontes e conecta o Brasil a um mundo mais dinâmico e representativo”, destaca.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, a diversidade é um motor essencial de inovação e competitividade. “Essa premiação reconhece histórias inspiradoras de empreendedores e empreendedoras que, com talento e resiliência, ampliam a presença do Brasil no mundo. É uma honra valorizar essas trajetórias e reforçar nosso compromisso com um comércio exterior mais plural e representativo”, avalia.

Categorias e benefícios

Liderança Global: para empresas exportadoras (1 premiada)

  • Participação em ações internacionais de promoção comercial, com passagens e hospedagens custeadas para até dois profissionais negros;
  • Agenda de negócios internacional customizada, com reuniões estratégicas nos mercados-alvo selecionados com o apoio da ApexBrasil.

Jornada Global: para empresas iniciantes na exportação (19 premiadas)

  • Acesso à Jornada de Capacitação para Internacionalização, com treinamentos e mentorias especializadas;
  • Pontuação extra em programas da ApexBrasil, como o Exporta Mais Brasil e ações de e-commerce internacional com a Amazon.com.

Confira a lista de empresas aprovadas

Sorvetes Algaroba
Bkl Modas Serviços & Comércio Ltda
Business for All
Cambui Online
Diaspora.Black
Diversidade.io
Field Right
Grupo Riqueza Descoberta
Interfrazão
Interpres
IPORINCHE
LH Indústria
Moa Coffee
New Tabernacle Space Islands Startup Tecnologia Espacial Ltda
Proeduca
Resolut Capital
SBX Casa Editorial
Thiago dos Santos Fernandes
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Sobre o Raízes Comex

O Raízes Comex é um programa do MDIC, lançado em novembro de 2024, que tem como objetivo ampliar a participação de pessoas negras no comércio exterior brasileiro. A iniciativa surgiu a partir de um estudo da Secex que revelou a baixa representatividade racial no setor, especialmente em cargos de liderança. Por meio de capacitação, promoção comercial, incentivo à inclusão nas empresas e valorização de negócios liderados por pessoas negras, o programa busca fortalecer a diversidade e a equidade no comércio internacional, em alinhamento com a Política Nacional da Cultura Exportadora.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Mercado Internacional

China estuda protocolos para rever restrições à carne de frango do Brasil, diz ministro

Afirmação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que teve reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês no Brics. ‘Disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro’, contou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo (6) durante a Cúpula do Brics que a China estuda um protocolo para rever as restrições à carne de frango brasileira.

As restrições foram impostas depois do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no país, registrado em Montenegro (RS), em maio.

O ministro disse que ainda não há uma data para o fim das restrições.

“Eu tive a oportunidade, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês [Li Qiang] para que eles pudessem, então, já rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro.”

Maior exportador de frango do mundo, o Brasil se declarou livre da doença em 18 de junho, depois de cumprir um prazo de 28 dias sem novos casos em aves comerciais.

Fávaro disse que a exportação e venda de carne de frango estão em um momento de recuperação no país. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o país como livre da gripe aviária, após caso registrado em São Paulo.

“Hoje, são nove mercados ainda restringindo o consumo da carne de frango brasileira, três deles não têm relação comercial. Portanto, são só seis que são importantes a gente retomar, de 20 e poucos países que restringiram a compra contra o caso ocorrido”, disse Fávaro.

Os bloqueios de exportação de carne são feitos para evitar a contaminação de granjas no exterior com material contaminado do Brasil, ainda que esta seja uma possibilidade remota.

⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.

Taxar alimentos é taxar o combate à fome, diz ministro

Fávaro também falou sobre o multilateralismo e o fim do protecionismo econômico, outro tema em debate no Brics. Segundo ele, houve envio de cargas de carne bovina brasileira neste final de semana para a Indonésia.

“Nós já temos 387 novos mercados abertos para agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Tivemos a oportunidade de, ontem [sábado], embarcarmos a primeira carga de carne bovina brasileira para a Indonésia, um mercado muito vantajoso, muito importante, e isso está gerando oportunidade para nossa agropecuária”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Todos defendem o multilateralismo. O mundo não precisa de taxação, de protecionismo. Veja que absurdo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o a combate à fome. É encarecer a comida no mundo.”

Fonte: G1

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