Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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Exportação, Internacional

EUA ameaçam UE com tarifas de 17% sobre exportações de alimentos

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia numa escalada do conflito comercial com Bruxelas. Prazo final das negociações está previsto para a próxima semana.

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia, numa escalada do conflito comercial com Bruxelas, avança o Financial Times (acesso pago), citando três fontes próximas.

A notícia sobre a ameaça de tarifas de 17% às exportações agrícolas e de alimentos chega dias antes do prazo final de 9 de julho para fechar um acordo comercial, após o qual o presidente americano, Donald Trump, prometeu que irão avançar com tarifas de 20% sobre todos os produtos da UE se nenhum acordo for alcançado.

Os negociadores da União Europeia não conseguiram, até o momento, obter um avanço nas negociações comerciais com o governo Trump e procuram agora continuar a negociar, segundo a Reuters. Uma fonte descreveu a situação à agência noticiosa após as negociações em Washington como “ainda muito instável e difícil de prever”, enquanto outra fonte descreveu a perspetiva como “sombria”.

No entanto, de acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, citado pela Reuters, “houve progresso em direção a um acordo em princípio durante a última ronda de negociações, que ocorreu esta semana”.

“Após discutir a situação atual com nossos Estados-membros, a Comissão agora irá retomar as negociações com os EUA sobre o conteúdo durante o fim de semana”, disse.

O presidente Donald Trump quer que Bruxelas conceda às empresas americanas amplas isenções de regulamentações e reduza o excedente comercial com os EUA. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, terá tido conhecimento da questão na quinta-feira em reuniões em Washington, tendo passado a mensagem aos embaixadores dos 27 Estados-membros esta sexta-feira.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quinta-feira que esperava um “acordo de princípio” que permitisse às partes continuarem a conversar até um acordo final. Contudo, os EUA estão a pressionar os países a fecharem acordos vinculativos dentro do prazo estabelecido por Trump.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de 10% a todos os produtos da UE e de mais 25% às importações de aço, alumínio e veículos, mas o Presidente norte-americano ameaçou aumentar estas sobretaxas para 50%. Tendo em conta a possibilidade de as negociações com os Estados Unidos não resultarem num acordo, a Comissão lançou uma consulta sobre uma lista de reequilíbrio com produtos norte-americanos que podem ser tarifados.

Fonte: ECO Sapo

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Comércio Exterior, Internacional

Algodão fecha em baixa mesmo com notícia de acordo comercial dos EUA com o Vietnã

Contrato para dezembro em Nova York encerrou a semana com recuo de 0,5%

Os Estados Unidos anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações do Vietnã. Apesar disso, as cotações de algodão para dezembro, que haviam caído após relatório de área plantada no país norte-americano, não se recuperaram em sua totalidade, encerrando a semana com queda de 0,5%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (4).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 03/jul cotado a 68,46 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun). O contrato Jul/26 fechou em 71,59 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 833 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 03/jul/25).

Baixistas 1 – O relatório de Área Plantada do USDA para a safra 2025/26 indicou 10,12 milhões de acres (4,1 milhões de hectares), uma queda de 9,5% ou -1,06 milhão de acres em relação à safra anterior, porém um aumento de 2,6% em relação às intenções de plantio de março.

Baixistas 2 – Chuvas favoráveis nas High Plains do oeste do Texas (Llano Estacado) elevaram as expectativas de melhora nas condições das lavouras, aumentando a pressão sobre os preços.

Baixistas 3 – A condição da safra dos EUA melhorou, com a classificação de “boa a excelente” subindo para 51% (+4%), acima da última safra (50%). No Texas, essa classificação subiu para 40%, um aumento de 5% na semana.

Altistas 1 – Cotações de algodão na bolsa ZCE da China estão em trajetória de alta, com ganho de aproximadamente 8% desde o início de abril. Isso ampliou a diferença entre os preços do algodão local e do importado, tornando a importação de algodão mais atrativa.

Altistas 2 – Modesta redução nos estoques de algodão na zona franca de Qingdao (principal porto de importação de algodão da China). No final de Junho, o volume em estoque fechou em 336 mil tons, dos quais 150 mil do Brasil (final de Maio o estoque estava em 375 mil toneladas total, sendo 175 mil Brasil).

Altistas 3 – O anúncio de um acordo comercial com o Vietnã, apesar de já esperado, trouxe otimismo de que mais acordos sejam anunciados em breve.

XXII ANEA Cotton Dinner 1 – Durante o evento anual da Anea nesta semana em São Paulo (SP), Joe Nicosia, VP da Louis Dreyfus, defendeu que o Brasil e EUA se unam na promoção global do algodão como fibra sustentável.

XXII ANEA Cotton Dinner 2 – Nicosia alertou que além de promoção, é fundamental que cada país tenha políticas públicas de fomento ao uso de fibras naturais e combate à poluição de microplásticos.

XXII ANEA Cotton Dinner 3 – Como exemplo de política pública, ele citou a proposta de lei dos EUA de 2025 (“Buying American Cotton Act”), que destina créditos fiscais transferíveis para incentivar o uso de algodão americano em produtos importados pelo país.

XXII ANEA Cotton Dinner 4 – Para obter o crédito tributário previsto na lei americana, será necessário comprovar a origem do algodão por meio de um sistema confiável de rastreabilidade, e o valor do crédito dependerá também de onde o produto foi processado, com maior incentivo para importação de países com acordo comercial com os EUA.

XXII ANEA Cotton Dinner 5 – Nicosia alertou que o consumo global de algodão precisa crescer, ou parte da produção mundial terá que ser cortada. Para ele, a chave está em melhorar qualidade, logística e defesa do setor, com foco em comunicação, dados científicos e legislações para apoiar o uso da fibra natural.

Tarifas 1 – Em 02/jul, os EUA anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações vietnamitas. Os detalhes ainda serão divulgados.

Tarifas 2 – O governo Chinês criticou a parte do acordo com o Vietnã que prevê tarifa de 40% sobre produtos exportados pelo Vietnã, mas originários da China, alertando que acordos como esse podem romper a atual trégua EUA-China.

EUA – Para a semana encerrada em 29/jun, o relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 95% do algodão estava plantado nos EUA, 40% estava em fase de quadratura e 9% em fase de formação de cápsulas.

China 1 – A China Cotton Association reduziu as estimativas de importações de algodão pela China para 24/25 em 100 mil tons, para 1,2 milhão tons.

China 2 – Um levantamento do Cncotton.com estimou a área plantada com algodão na China em 2025 em 3,05 milhões ha, um aumento de 180 mil hectares (+6,3%) em relação a 2024. De acordo com o Cncotton.com, a importação em 2025/26 será de 1,35 milhão tons.

Índia – Até 27/jun, a área plantada de algodão na Índia atingiu 5,46 milhões ha, ficando 531 mil ha (9%) abaixo do registrado no mesmo período de 2024, segundo o Ministério da Agricultura local. A área total prevista pelo USDA é de 11,4 milhões ha.

Turquia 1 – Em maio, as importações de algodão pela Turquia atingiram 142.836 tons, maior volume em meses, sendo os EUA o principal fornecedor (64.532 tons), seguido por Brasil (46.218 tons) e países da antiga União Soviética (17.381 tons).

Turquia 2 – O volume de importações turcas de ago/24 a mai/25 totalizou 759,8 mil tons, superando as 593,5 mil tons do mesmo período em 2023/24. O Brasil respondeu por 34% do total, seguido por EUA (29%) e países da CEI (15%).

Egito – A área plantada no Egito atingiu 78,6 mil ha, correspondendo a 68% da intenção inicial. O número final da safra atual deve ser divulgado em breve, com a conclusão do plantio.

Brasil – Exportações – O fechamento das exportações de jun/25 será divulgado hoje à tarde (15h).

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (03/07), foram colhidos no estado da BA (24%), GO (17,30%), MA (8%), MG (32%), MS (3,6%), MT (0,2%), PI (21%), PR (95%) e SP (82,27%). Total Brasil: 6,54%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (03/07), foram beneficiados nos estados de MG (7%), PI (9,5%), PR (75%) e SP (60%). Total Brasil: 0,78%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso – CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Logística, Portos

Haveria uma crise operacional em Manzanillo

O porto de Manzanillo, no estado de Colima, atravessa um dos seus momentos mais delicados em 2025 até agora.

Considerado o principal ponto marítimo do país em volume de carga, o porto sofreu entre maio e junho uma crise operacional provocada por um conflito trabalhista, o qual interrompeu parcialmente suas atividades e deixou uma marca visível em suas estatísticas.

Durante o mês de maio, Manzanillo registrou a movimentação de 298.923 contêineres de 20 pés (TEU); seu número mensal mais baixo do ano. Pela primeira vez em 2025, o volume operado caiu abaixo dos 300 mil TEU, o que contrasta com os 337.670 movimentos registrados em março, seu pico máximo até agora. Essa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior reflete claramente o impacto direto das paralisações operacionais.

Conflito trabalhista
O conflito eclodiu em 12 de maio, quando trabalhadores da alfândega iniciaram uma série de protestos por supostos abusos trabalhistas e demissões injustificadas. Embora as manifestações tenham durado apenas quatro dias, foram suficientes para afetar a operação geral do terminal. Em 20 de maio, o porto operava com apenas cinco inspetores ativos. Em resposta, a Contecon Manzanillo e a Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) anunciaram, em 12 de junho, uma medida emergencial: ampliar temporariamente o horário de atendimento para 24 horas por dia, a fim de lidar com os picos de demanda acumulada.

Em nível nacional, Manzanillo mantém a liderança no número de operações portuárias, com 1,59 milhão de movimentos entre janeiro e maio. No entanto, outros portos começam a aproveitar suas fragilidades. Lázaro Cárdenas reporta um crescimento de 12,9% nas operações acumuladas e Ensenada cresce 6,2%. Em contraste, Manzanillo apresenta uma contração anual de 1%, superando apenas Veracruz, que caiu 4,6%.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional

Projeto piloto histórico de captura de carbono é concluído na China

Global Centre for Maritime Decarbonisation (GCMD), de Cingapura, concluiu com sucesso o primeiro projeto piloto do mundo a demonstrar toda a cadeia de valor para o dióxido de carbono (CO₂) capturado a bordo de navios.

O projeto foi realizado em duas fases principais. A primeira envolveu a transferência ship-to-ship (STS) de 25,44 toneladas métricas de CO₂ liquefeito (LCO₂) do porta-contêiner Ever Top para a embarcação receptora Dejin 26, administrada pela Shanghai Qiyao Environmental Technology Co., Ltd. (SMDERI-QET). O CO₂ foi então descarregado do Dejin 26 para um caminhão-tanque em um píer localizado em Zhoushan, na província de Zhejiang.

Ever Top foi adaptado em 2024 com um sistema de captura e armazenamento de carbono a bordo (Onboard Carbon Capture and Storage – OCCS). Desenvolvido pelo Shanghai Marine Diesel Engine Research Institute, que integra a China State Shipbuilding Corporation, o sistema OCCS captura mais de 80% das emissões de carbono da embarcação, com 99,9% de pureza. A tecnologia permite que o gás seja liquefeito e transferido ainda no mar, dispensando infraestrutura portuária especializada e tornando o descarregamento de CO₂ mais flexível e acessível.

A segunda fase, coordenada pelo GCMD, supervisionou o transporte do CO₂ por mais de 2.000 km até a Mongólia Interior. Lá, em uma unidade conjunta da GreenOre e da Baotou Steel, o CO₂ foi utilizado com sucesso na produção de carbonato de cálcio de baixo carbono – um componente essencial em materiais de construção sustentáveis.

O piloto, realizado sob condições reais de regulamentação e logística, marca a primeira vez em que o CO₂ capturado a bordo de um navio foi totalmente rastreado desde a captura até sua aplicação final. Um dos principais desafios foi a classificação do CO₂ capturado. Inicialmente classificado como resíduo perigoso — o que exigiria seu descarte — o gás foi reclassificado como “carga perigosa” após articulações com os reguladores, permitindo assim seu reaproveitamento.

Segundo o GCMD, a iniciativa demonstra como a captura e armazenamento de carbono a bordo (OCCS) pode ser integrada aos caminhos de descarbonização industrial — especialmente na produção de materiais de construção, onde a mineralização do CO₂ pode compensar as emissões intensivas da produção de cimento.

O projeto se baseia em resultados de um estudo anterior do GCMD, que identificou a produção de concreto como um caso de uso de alto impacto para o CO₂ capturado.

Fonte: Splash 247

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Venezuela quis vir ao Brics e driblar calote com Brasil antes de parar negociação

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula

Antes de suspender as negociações da dívida bilionária com o Brasil, a ditadura da Venezuela sugeriu ao governo brasileiro pagar os débitos de mais de US$ 1,7 bilhão ( R$ 9,8 bilhões) com “lucros” obtidos por novos investimentos brasileiros no país.

Em paralelo, a ditadura chavista voltou a manifestar o desejo de participar das atividades do Brics, grupo do qual tentou fazer parte, mas foi barrado no ano passado por objeção política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula. O evento é o principal do calendário do Brics neste ano, mas o País segue no comando até dezembro, quando passa a presidência do bloco para a Índia.

A vontade da Venezuela foi comunicada à Coordenação-Geral do Brics. Mas o Estadão/Broadcast apurou que o governo Lula jamais considerou convidar Maduro ou membros de sua equipe. Interlocutores dizem que, se o fizesse, Lula passaria por uma “humilhação” depois do que ocorreu na eleição passada, quando a ditadura chavista fraudou abertamente o pleito.

Como presidente do Brics até dezembro, o Brasil tem o poder de sugerir uma pauta ao bloco e estender convites a países aliados da própria região ou de nações relevantes do Sul Global – essas reuniões costumam ser chamadas de Brics+ e Brics Outreach. Para a cúpula, o governo convidou México, Uruguai, Colômbia, Chile, Angola e Turquia, além de dois outros não revelados pelo Itamaraty.

Um telegrama obtido pelo Estadão revela que a Venezuela fez sugestões diplomáticas e mantinha vivo o desejo de participar do Brics durante a presidência brasileira do grupo. A ofensiva ocorreu a despeito do veto exercido pelo Brasil contra Maduro em 2024. O argumento foi que somente países com relações políticas amigáveis com todos os membros seriam aceitos.

Na cúpula anterior, em Kazan, a Venezuela tinha tanta certeza de que seria admitida como “parceira do Brics”, uma nova categoria de associação criada na época, que Maduro viajou para a Rússia de surpresa. No entanto, saiu de lá frustrado e furioso com o governo Lula e o Itamaraty, a quem acusou de lhe “apunhalar pelas costas”. O bloqueio deteriorou ainda mais as relações entre os antigos aliados de esquerda.

O veto foi motivado pelo fato de o Brasil não ter reconhecido a alegada e não comprovada reeleição de Maduro na eleição presidencial marcada por fraudes do chavismo e restrições e perseguição à oposição, em julho do ano passado. Lula gastara prestígio político para tentar reabilitar o chavista e mediar a realização de eleições transparentes e livres. Mas se viu enganado e ignorado pela ditadura, ao passar meses cobrando a divulgação de documentos que atestassem a suposta vitória de Maduro.

Lula, por sua vez, deixou de atender telefonemas de Maduro e determinou um esfriamento das relações políticas, enquanto o chavismo o acusava de ingerência externa e de atuar como “agente imperialista dos Estados Unidos”, entre outras provocações e ofensas.

Mesmo com as rusgas, a Venezuela voltou à carga, depois de o governo brasileiro retomar laços discretos e explicitar que não romperia relações diplomáticas. Em 5 de março, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, reportou ao Itamaraty um encontro com a ministra do Comércio Exterior, Coromoto Godoy.

Na conversa, ocorrida em 28 de fevereiro, a embaixadora brasileira deixou claro à ditadura que “uma grande barreira para o maior adensamento do comércio bilateral seria a dívida venezuelana, referente às operações de financiamento às exportações de bens e serviços por empresas brasileiras”.

Segundo a diplomata brasileira, a ministra venezuelana respondeu de forma vaga e logo compartilhou sua “expectativa” de participar do Brics. A ministra venezuelana sugeriu que um convite fosse feito pelo governo brasileiro a algum representante da ditadura chavista.

“Minha interlocutora disse estar ciente da questão da dívida e manifestou, em tom vago, a expectativa de que esse entrave possa ser equacionado entre os dois países. Adicionou que o distanciamento não gerou benefícios para nenhum país e que um dos caminhos para a retomada do desenvolvimento da Venezuela seria a aproximação com o Brics. Nesse contexto, fez um apelo a que o Brasil considerasse convidar representante venezuelano para participar de eventuais atividades que possam contribuir para estreitar laços com o grupamento”, reportou Glivânia.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

Trump: tarifas via cartas valerão a partir de 1 de agosto e podem chegar a 70%

Presidente dos EUA disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua administração provavelmente começará a notificar os parceiros comerciais na sexta-feira sobre a nova tarifa dos EUA, que entrará em vigor em 1º de agosto, enquanto reafirma a preferência pela simplicidade em vez de negociações complicadas, cinco dias antes do prazo para acordos.

Trump disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

“Até o dia nove estarão totalmente cobertas”, acrescentou Trump, referindo-se ao prazo de 9 de julho que ele estabeleceu inicialmente para que os países fechassem acordos com os EUA para evitar tarifas mais altas que ele ameaçou. “Elas vão variar de talvez tarifas de 60 ou 70% até tarifas de 10 e 20%”, completou.

As negociações dos EUA com economias da Indonésia e Coreia do Sul até a União Europeia e Suíça estão chegando a estágios críticos, onde as questões mais controversas são resolvidas. A última ameaça de Trump, que segue seu padrão de emitir ultimatos para romper impasses, está alinhada com declarações anteriores de que alguns países não terão voz no nível de suas tarifas.

O topo da nova faixa de tarifas, se formalizado, seria maior do que qualquer uma das tarifas que o presidente inicialmente anunciou durante o lançamento do “Dia da Libertação” no início de abril. Essas variavam de uma tarifa base de 10% para a maioria das economias até um máximo de 50%. Trump não detalhou quais países receberiam as tarifas ou se isso significaria que certos produtos seriam taxados a uma taxa maior que outros.

Trump disse que os países “começarão a pagar em 1º de agosto. O dinheiro começará a entrar nos Estados Unidos em 1º de agosto.” As tarifas são normalmente pagas pelo importador, ou por um intermediário agindo em nome do importador. Mas frequentemente são as margens de lucro ou o consumidor final que acabam absorvendo grande parte do custo.

As ações na Ásia e Europa caíram junto com o dólar. Os mercados de ações e títulos dos EUA estavam fechados pelo feriado do 4 de julho.

O efeito retardado das tarifas sobre a inflação deixa alguns membros do Federal Reserve cautelosos quanto a cortes nas taxas de juros. O Fed tem evitado reduzir as taxas este ano — apesar da forte pressão de Trump — em parte para determinar se os aumentos de preços causados pelas tarifas podem evoluir para pressões mais persistentes no custo de vida.

Trump há muito ameaça que, se os países não fecharem acordos com os EUA antes do prazo da próxima semana, ele simplesmente imporá as tarifas, aumentando a pressão sobre os parceiros comerciais que têm corrido para garantir acordos com sua administração.

Ele anunciou inicialmente suas tarifas “recíprocas” mais altas em 2 de abril, mas as pausou por 90 dias para dar tempo para negociações, mantendo uma taxa de 10% durante esse período.

A Bloomberg Economics estima que, se todas as tarifas recíprocas forem elevadas ao nível ameaçado em 9 de julho, as tarifas médias sobre todas as importações dos EUA poderiam subir para cerca de 20%, ante quase 3% antes da posse de Trump em janeiro. Isso aumentaria os riscos de crescimento e inflação para a economia dos EUA.

Até agora, a administração Trump anunciou acordos com o Reino Unido e Vietnã e concordou com tréguas com a China, que viram as duas maiores economias do mundo aliviar tarifas retaliatórias e reduzir controles de exportação.

Questionado na quinta-feira se mais acordos estavam a caminho, Trump respondeu que “temos alguns outros acordos, mas sabe, minha inclinação é enviar uma carta dizendo quais tarifas eles vão pagar.”

“É muito mais fácil,” disse ele. “Prefiro fazer um acordo simples que você possa manter e controlar.”

Trump anunciou o acordo com o Vietnã na quarta-feira, dizendo que os EUA aplicariam uma tarifa de 20% sobre as exportações vietnamitas para os EUA e uma taxa de 40% sobre produtos considerados “transbordados” pelo país — uma referência à prática em que componentes da China e possivelmente de outras nações são redirecionados por terceiros países a caminho dos EUA.

Acordo com o Vietnã

Embora as taxas sejam menores que a tarifa de 46% que Trump impôs inicialmente ao Vietnã, são maiores que o nível universal de 10%. Muitos detalhes do acordo ainda são incertos, com a Casa Branca ainda não tendo divulgado um termo ou publicado qualquer proclamação formalizando o acordo.

Após o anúncio de Trump, o Vietnã disse que as negociações ainda estavam em andamento.

A Indonésia está confiante de que está perto de garantir um acordo comercial “audacioso” com os EUA que abrangerá minerais críticos, energia, cooperação em defesa e acesso ao mercado antes do iminente prazo das tarifas, segundo o principal negociador do país na sexta-feira.

No entanto, muitos parceiros comerciais importantes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, ainda trabalham para finalizar seus acordos.

O principal negociador comercial da Coreia do Sul visitará os EUA neste fim de semana com novas propostas em uma tentativa de última hora para evitar as tarifas mais altas que devem entrar em vigor.

O presidente dos EUA expressou otimismo sobre um acordo com a Índia, mas falou duramente sobre as perspectivas de um acordo com o Japão, classificando Tóquio como um parceiro difícil nas negociações. Ele intensificou suas críticas esta semana, dizendo que o Japão deveria ser forçado a “pagar 30%, 35% ou qualquer que seja o número que determinarmos.”

Trump também disse na terça-feira que não está considerando adiar o prazo da próxima semana. Questionado sobre uma possível extensão das negociações, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quinta-feira que Trump tomaria a decisão final.

“Faremos o que o presidente quiser, e ele será quem determinará se estão negociando de boa fé,” disse Bessent à CNBC quando questionado se o prazo poderia ser estendido.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional, Negócios

Ibovespa Futuro cai com feriado nos EUA e foco em tarifas de Trump e cenário interno

As atenções estão voltadas para declarações do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (4), em um dia sem a referência dos Estados Unidos, com os mercados fechados devido ao feriado do Dia da Independência. Com isso, as atenções se voltam para o cenário doméstico, com destaque para declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e para a divulgação de dados econômicos.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha queda de 0,29%, cotado aos 141.005 pontos.

Lula e o ministro Fernando Haddad participarão de evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pela manhã no Rio de Janeiro. Mais tarde, o presidente ainda estará presente na cerimônia de retomada de grandes investimentos da Petrobras PETR4.SA na Reduc, em Duque de Caxias, às 11h30.

Na agenda de dados do dia, o mercado avaliará números de inflação ao produtor para maio, divulgado pelo IBGE às 9h, e sobre a balança comercial brasileira em junho, às 15h.

No cenário externo, as negociações tendem a ser mais calmas por conta do feriado nos EUA, mas os agentes financeiros seguem de olho nas discussões comerciais do país com seus parceiros, conforme se aproxima o prazo de 9 de julho para os países evitarem a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington começará a enviar cartas aos países nesta sexta especificando as taxas tarifárias que eles terão de pagar sobre as exportações, uma clara mudança em relação às promessas anteriores de fechar dezenas de acordos individuais.

Já nesta sexta, Trump disse que as tarifas que constarem nas cartas entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto e podem chegar a 70% em alguns casos. “Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos”, disse, referindo-se ao prazo de 9 de julho, que marca o fim da pausa das tarifas recíprocas e, consequentemente, do período estabelecido para que parceiros comerciais chegassem a acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,53%, o S&P Futuro recuava 0,62% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,60%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, aos 5.454 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4), com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.

Os mercados europeus operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre China e União Europeia. Segundo fontes, o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês.

Além disso, Pequim impôs tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.

Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da OPEP+, que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o final do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda semana consecutiva, com promessa de Pequim de reprimir guerras de preços.

Fonte: InfoMoney

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