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Brasil e China firmam parceria estratégica para integração ferroviária continental

Memorando assinado nesta segunda (7) marca avanço na integração logística sul-americana e amplia cooperação internacional no setor. Corredor ligará Brasil e Peru

Governo Federal deu mais um passo rumo à modernização da infraestrutura de transportes do país. Nesta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa pública ferroviária do mundo.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a relevância estratégica da parceria. “Celebramos hoje a assinatura deste memorando de entendimento, um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária. Este não é apenas um gesto formal, é o primeiro passo de uma jornada técnica, institucional e diplomática que visa aproximar continentes, reduzir distâncias e fortalecer laços entre nações que compartilham uma visão de longo prazo”, afirmou.

O acordo prevê a realização de estudos conjuntos para avaliar a viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru. A proposta busca reposicionar o país no comércio internacional, promovendo ganhos logísticos, econômicos e ambientais, especialmente para as exportações brasileiras com destino ao mercado asiático.

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil, Maurício Muniz, destacou que o projeto integra uma diretriz definida pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, dentro da nova agenda de cooperação estratégica entre os países.

“Tenho confiança que nossas instituições estão estruturadas e melhor organizadas, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., assim como o governo chinês, dando todo o suporte para que esses estudos dessa vez se concluam e tragam bons resultados para os nossos países”, destacou.

A diretora de Administração e Finanças da Infra S.A., Elisabeth Braga, enfatizou o papel da empresa no desenvolvimento técnico do projeto.

“Estamos iniciando uma parceria estratégica para construir os melhores estudos para alavancar a infraestrutura ferroviária no Brasil, em especial, esse estudo específico da conexão do continente americano na parte sul do continente. A Infra S.A. está pronta para desenvolver essa parceria”, ressaltou.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário Leonardo Ribeiro acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Desde então, equipes dos dois países vêm conduzindo análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

O projeto considera ainda a integração com outros modais, como rodovias e hidrovias, e está alinhado às diretrizes do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pelo mapeamento das rotas bioceânicas na América do Sul. O objetivo é consolidar uma malha logística integrada, sustentável e conectada aos principais corredores comerciais do mundo.

Representando o lado chinês, o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, reforçou o compromisso da empresa com a cooperação.

“Esta parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”, disse.

Parceria global 

A parceria com a China insere o Brasil em uma nova dinâmica de planejamento estratégico de longo prazo. Com ampla experiência no setor ferroviário, a China State Railway Group é referência mundial em eficiência, inovação e velocidade de expansão. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o sistema chinês transportou mais de 1,46 bilhão de passageiros, estabelecendo um novo recorde. A empresa opera a maior malha de trens de alta velocidade do planeta e acumula projetos de destaque internacional, como a ferrovia Jacarta–Bandung, na Indonésia.

O Brasil, por sua vez, fortalece sua agenda de integração regional e infraestrutura sustentável, alinhada aos princípios da cooperação Sul-Sul e às metas do Novo PAC. A expectativa é que os estudos em andamento deem suporte a futuros investimentos e concessões ferroviárias, contribuindo para reduzir o custo logístico e ampliar a eficiência do transporte de cargas no país.

“O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Também participaram da cerimônia representantes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da Embaixada da China no Brasil.

Assista à reunião na íntegra no canal do Ministério dos Transportes no YouTube

Fonte: Ministério dos Transportes

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Internacional, Mercado Internacional

EUA: tarifas devem entrar em vigor em 1º de agosto para países sem acordos

O governo dos Estados Unidos aplicará a partir de 1º de agosto tarifas aos parceiros comerciais com os quais não tenham alcançado acordos, seja Taiwan ou a União Europeia, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As tarifas devem atingir, em alguns casos, os níveis muito elevados que o presidente Donald Trump havia anunciado em 2 de abril, antes de suspender a aplicação das taxas para permitir negociações comerciais e estabelecer um prazo até 9 de julho para alcançar acordos, declarou Bessent ao canal CNN.

Bessent reiterou as declarações feitas por Trump na sexta-feira à imprensa, quando mencionou um novo prazo para a imposição das tarifas alfandegárias.

Em sua plataforma Truth Social, Trump prometeu impor uma tarifa adicional de 10% aos países que “se alinharem” com o Brics, grupo que expressou uma “séria preocupação” com o aumento de tarifas “unilaterais”, embora sem mencionar os Estados Unidos.

“Qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções para esta política”, afirmou Trump.

O grupo, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado recentemente para 11 países e representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB.

Trump afirmou no domingo aos jornalistas a bordo do avião presidencial que “provavelmente” começará a aplicar as tarifas em 1º de agosto.

O republicano acrescentou que havia assinado mais de 10 cartas para informar os países sobre os aumentos das tarifas.

“Acredito que teremos a maioria dos países preparados para 9 de julho, seja uma carta ou um acordo”, disse Trump, antes de insistir que alguns acordos foram alcançados.

Ao seu lado, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de agosto, “mas o presidente está definindo as tarifas e os acordos agora mesmo”.

Trump anunciou mais tarde na Truth Social que começará a enviar nesta segunda-feira (7) aos parceiros comerciais as primeiras cartas informativas sobre as tarifas que serão impostas ou sobre os acordos alcançados.

“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas de Tarifas dos Estados Unidos e/ou Acordos com vários países ao redor do mundo serão entregues a partir das 12h00 (13h00 de Brasília), de segunda-feira, 7 de julho”, anunciou Trump em sua rede social.

Washington mantém negociações com vários países para alcançar acordos comerciais que evitem as tarifas.

Com a China, o governo Trump estabeleceu uma trégua temporária para reduzir as tarifas de até três dígitos que haviam sido impostas de maneira recíproca.

Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais com os Estados Unidos.

Bessent disse que o governo está “próximo de vários acordos”, mas não citou com quais países.

O secretário do Tesouro negou que os Estados Unidos estejam ameaçando os países com sua política tarifária, embora tenha admitido que é necessário aplicar “pressão máxima”.

“Não é um novo prazo. Estamos dizendo que é o que acontecerá. Se você quer acelerar as coisas, siga adiante. Se quiser retornar à tarifa antiga, a escolha é sua”, disse.

O secretário citou como exemplo a União Europeia, ao afirmar que o bloco “está fazendo um progresso muito bom” após uma relutância inicial a modificar o acordo comercial com Washington.

Fonte: Portal UOL

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Evento, Internacional, Negócios

Empresas brasileiras recebem prêmio por inclusão racial no comércio internacional

1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior valoriza a equidade racial e a presença negra em cargos estratégicos

A primeira edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior reconheceu 20 empresas que se destacaram pela adoção de boas práticas de inclusão de pessoas negras em posições de liderança e protagonismo no cenário do comércio internacional. A iniciativa faz parte do programa Raízes Comex e foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR).

A empresa Inputsom Arte Sonora foi a vencedora na categoria Liderança Global, destinada a empresas que já atuam no mercado internacional. A organização atua em pós-produção sonora e supervisão musical no cenário internacional, atuando em projetos de plataformas globais como Netflix, Amazon, Disney+, Discovery+ e Apple TV+. A presença da empresa em produções internacionais tem permitido a exportação contínua de serviços criativos com DNA brasileiro e lideranças negras em funções estratégicas.

Outras 19 organizações foram reconhecidas na categoria Jornada Global, voltada a empresas que ainda não exportam ou estão em fase inicial de internacionalização. São de diferentes setores como serviços; alimentos, bebidas e agronegócios; higiene pessoal e cosméticos; tecnologia da informação, entre outros.

O prêmio foi lançado no último dia 21 de março – Dia Internacional contra a Discriminação Racial, e está alinhado às diretrizes do Programa Raízes Comex, instituído pela Portaria SECEX nº 375/2024, que busca fomentar a equidade racial no comércio exterior.

Práticas de inclusão

Para esta primeira edição, 45 empresas se inscreveram. Com base nos critérios definidos, puderam participar empresas de todos os portes e setores da economia; com profissionais negros em cargos estratégicos, como presidência, sociedade ativa, direção ou gerência e; ainda, organizações que adotem práticas de inclusão racial e apoiem o desenvolvimento de profissionais negros no comércio exterior.

Após o processo seletivo, 20 empresas foram aprovadas e passarão a contar com benefícios exclusivos de promoção internacional e de capacitação.

Reconhecimento oficial

As empresas vencedoras receberão um Certificado de Reconhecimento Oficial pela contribuição à diversidade no comércio exterior brasileiro. A iniciativa valoriza o papel da liderança negra e incentiva práticas corporativas alinhadas aos princípios de equidade racial, inclusão produtiva e responsabilidade social.

A entrega desse prêmio, segundo Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, é o reconhecimento de que não há avanço sustentável sem diversidade e sem equidade. “Parabenizo as 20 empresas premiadas, que iniciam ou aprofundam sua jornada internacional com um olhar atento à inclusão. A diversidade não é apenas um valor; é uma força que amplia horizontes e conecta o Brasil a um mundo mais dinâmico e representativo”, destaca.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, a diversidade é um motor essencial de inovação e competitividade. “Essa premiação reconhece histórias inspiradoras de empreendedores e empreendedoras que, com talento e resiliência, ampliam a presença do Brasil no mundo. É uma honra valorizar essas trajetórias e reforçar nosso compromisso com um comércio exterior mais plural e representativo”, avalia.

Categorias e benefícios

Liderança Global: para empresas exportadoras (1 premiada)

  • Participação em ações internacionais de promoção comercial, com passagens e hospedagens custeadas para até dois profissionais negros;
  • Agenda de negócios internacional customizada, com reuniões estratégicas nos mercados-alvo selecionados com o apoio da ApexBrasil.

Jornada Global: para empresas iniciantes na exportação (19 premiadas)

  • Acesso à Jornada de Capacitação para Internacionalização, com treinamentos e mentorias especializadas;
  • Pontuação extra em programas da ApexBrasil, como o Exporta Mais Brasil e ações de e-commerce internacional com a Amazon.com.

Confira a lista de empresas aprovadas

Sorvetes Algaroba
Bkl Modas Serviços & Comércio Ltda
Business for All
Cambui Online
Diaspora.Black
Diversidade.io
Field Right
Grupo Riqueza Descoberta
Interfrazão
Interpres
IPORINCHE
LH Indústria
Moa Coffee
New Tabernacle Space Islands Startup Tecnologia Espacial Ltda
Proeduca
Resolut Capital
SBX Casa Editorial
Thiago dos Santos Fernandes
Zambia Brand

Sobre o Raízes Comex

O Raízes Comex é um programa do MDIC, lançado em novembro de 2024, que tem como objetivo ampliar a participação de pessoas negras no comércio exterior brasileiro. A iniciativa surgiu a partir de um estudo da Secex que revelou a baixa representatividade racial no setor, especialmente em cargos de liderança. Por meio de capacitação, promoção comercial, incentivo à inclusão nas empresas e valorização de negócios liderados por pessoas negras, o programa busca fortalecer a diversidade e a equidade no comércio internacional, em alinhamento com a Política Nacional da Cultura Exportadora.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Mercado Internacional

China estuda protocolos para rever restrições à carne de frango do Brasil, diz ministro

Afirmação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que teve reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês no Brics. ‘Disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro’, contou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo (6) durante a Cúpula do Brics que a China estuda um protocolo para rever as restrições à carne de frango brasileira.

As restrições foram impostas depois do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no país, registrado em Montenegro (RS), em maio.

O ministro disse que ainda não há uma data para o fim das restrições.

“Eu tive a oportunidade, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês [Li Qiang] para que eles pudessem, então, já rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro.”

Maior exportador de frango do mundo, o Brasil se declarou livre da doença em 18 de junho, depois de cumprir um prazo de 28 dias sem novos casos em aves comerciais.

Fávaro disse que a exportação e venda de carne de frango estão em um momento de recuperação no país. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o país como livre da gripe aviária, após caso registrado em São Paulo.

“Hoje, são nove mercados ainda restringindo o consumo da carne de frango brasileira, três deles não têm relação comercial. Portanto, são só seis que são importantes a gente retomar, de 20 e poucos países que restringiram a compra contra o caso ocorrido”, disse Fávaro.

Os bloqueios de exportação de carne são feitos para evitar a contaminação de granjas no exterior com material contaminado do Brasil, ainda que esta seja uma possibilidade remota.

⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.

Taxar alimentos é taxar o combate à fome, diz ministro

Fávaro também falou sobre o multilateralismo e o fim do protecionismo econômico, outro tema em debate no Brics. Segundo ele, houve envio de cargas de carne bovina brasileira neste final de semana para a Indonésia.

“Nós já temos 387 novos mercados abertos para agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Tivemos a oportunidade de, ontem [sábado], embarcarmos a primeira carga de carne bovina brasileira para a Indonésia, um mercado muito vantajoso, muito importante, e isso está gerando oportunidade para nossa agropecuária”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Todos defendem o multilateralismo. O mundo não precisa de taxação, de protecionismo. Veja que absurdo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o a combate à fome. É encarecer a comida no mundo.”

Fonte: G1

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Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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Exportação, Internacional

EUA ameaçam UE com tarifas de 17% sobre exportações de alimentos

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia numa escalada do conflito comercial com Bruxelas. Prazo final das negociações está previsto para a próxima semana.

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia, numa escalada do conflito comercial com Bruxelas, avança o Financial Times (acesso pago), citando três fontes próximas.

A notícia sobre a ameaça de tarifas de 17% às exportações agrícolas e de alimentos chega dias antes do prazo final de 9 de julho para fechar um acordo comercial, após o qual o presidente americano, Donald Trump, prometeu que irão avançar com tarifas de 20% sobre todos os produtos da UE se nenhum acordo for alcançado.

Os negociadores da União Europeia não conseguiram, até o momento, obter um avanço nas negociações comerciais com o governo Trump e procuram agora continuar a negociar, segundo a Reuters. Uma fonte descreveu a situação à agência noticiosa após as negociações em Washington como “ainda muito instável e difícil de prever”, enquanto outra fonte descreveu a perspetiva como “sombria”.

No entanto, de acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, citado pela Reuters, “houve progresso em direção a um acordo em princípio durante a última ronda de negociações, que ocorreu esta semana”.

“Após discutir a situação atual com nossos Estados-membros, a Comissão agora irá retomar as negociações com os EUA sobre o conteúdo durante o fim de semana”, disse.

O presidente Donald Trump quer que Bruxelas conceda às empresas americanas amplas isenções de regulamentações e reduza o excedente comercial com os EUA. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, terá tido conhecimento da questão na quinta-feira em reuniões em Washington, tendo passado a mensagem aos embaixadores dos 27 Estados-membros esta sexta-feira.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quinta-feira que esperava um “acordo de princípio” que permitisse às partes continuarem a conversar até um acordo final. Contudo, os EUA estão a pressionar os países a fecharem acordos vinculativos dentro do prazo estabelecido por Trump.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de 10% a todos os produtos da UE e de mais 25% às importações de aço, alumínio e veículos, mas o Presidente norte-americano ameaçou aumentar estas sobretaxas para 50%. Tendo em conta a possibilidade de as negociações com os Estados Unidos não resultarem num acordo, a Comissão lançou uma consulta sobre uma lista de reequilíbrio com produtos norte-americanos que podem ser tarifados.

Fonte: ECO Sapo

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Comércio Exterior, Internacional

Algodão fecha em baixa mesmo com notícia de acordo comercial dos EUA com o Vietnã

Contrato para dezembro em Nova York encerrou a semana com recuo de 0,5%

Os Estados Unidos anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações do Vietnã. Apesar disso, as cotações de algodão para dezembro, que haviam caído após relatório de área plantada no país norte-americano, não se recuperaram em sua totalidade, encerrando a semana com queda de 0,5%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (4).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 03/jul cotado a 68,46 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun). O contrato Jul/26 fechou em 71,59 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 833 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 03/jul/25).

Baixistas 1 – O relatório de Área Plantada do USDA para a safra 2025/26 indicou 10,12 milhões de acres (4,1 milhões de hectares), uma queda de 9,5% ou -1,06 milhão de acres em relação à safra anterior, porém um aumento de 2,6% em relação às intenções de plantio de março.

Baixistas 2 – Chuvas favoráveis nas High Plains do oeste do Texas (Llano Estacado) elevaram as expectativas de melhora nas condições das lavouras, aumentando a pressão sobre os preços.

Baixistas 3 – A condição da safra dos EUA melhorou, com a classificação de “boa a excelente” subindo para 51% (+4%), acima da última safra (50%). No Texas, essa classificação subiu para 40%, um aumento de 5% na semana.

Altistas 1 – Cotações de algodão na bolsa ZCE da China estão em trajetória de alta, com ganho de aproximadamente 8% desde o início de abril. Isso ampliou a diferença entre os preços do algodão local e do importado, tornando a importação de algodão mais atrativa.

Altistas 2 – Modesta redução nos estoques de algodão na zona franca de Qingdao (principal porto de importação de algodão da China). No final de Junho, o volume em estoque fechou em 336 mil tons, dos quais 150 mil do Brasil (final de Maio o estoque estava em 375 mil toneladas total, sendo 175 mil Brasil).

Altistas 3 – O anúncio de um acordo comercial com o Vietnã, apesar de já esperado, trouxe otimismo de que mais acordos sejam anunciados em breve.

XXII ANEA Cotton Dinner 1 – Durante o evento anual da Anea nesta semana em São Paulo (SP), Joe Nicosia, VP da Louis Dreyfus, defendeu que o Brasil e EUA se unam na promoção global do algodão como fibra sustentável.

XXII ANEA Cotton Dinner 2 – Nicosia alertou que além de promoção, é fundamental que cada país tenha políticas públicas de fomento ao uso de fibras naturais e combate à poluição de microplásticos.

XXII ANEA Cotton Dinner 3 – Como exemplo de política pública, ele citou a proposta de lei dos EUA de 2025 (“Buying American Cotton Act”), que destina créditos fiscais transferíveis para incentivar o uso de algodão americano em produtos importados pelo país.

XXII ANEA Cotton Dinner 4 – Para obter o crédito tributário previsto na lei americana, será necessário comprovar a origem do algodão por meio de um sistema confiável de rastreabilidade, e o valor do crédito dependerá também de onde o produto foi processado, com maior incentivo para importação de países com acordo comercial com os EUA.

XXII ANEA Cotton Dinner 5 – Nicosia alertou que o consumo global de algodão precisa crescer, ou parte da produção mundial terá que ser cortada. Para ele, a chave está em melhorar qualidade, logística e defesa do setor, com foco em comunicação, dados científicos e legislações para apoiar o uso da fibra natural.

Tarifas 1 – Em 02/jul, os EUA anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações vietnamitas. Os detalhes ainda serão divulgados.

Tarifas 2 – O governo Chinês criticou a parte do acordo com o Vietnã que prevê tarifa de 40% sobre produtos exportados pelo Vietnã, mas originários da China, alertando que acordos como esse podem romper a atual trégua EUA-China.

EUA – Para a semana encerrada em 29/jun, o relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 95% do algodão estava plantado nos EUA, 40% estava em fase de quadratura e 9% em fase de formação de cápsulas.

China 1 – A China Cotton Association reduziu as estimativas de importações de algodão pela China para 24/25 em 100 mil tons, para 1,2 milhão tons.

China 2 – Um levantamento do Cncotton.com estimou a área plantada com algodão na China em 2025 em 3,05 milhões ha, um aumento de 180 mil hectares (+6,3%) em relação a 2024. De acordo com o Cncotton.com, a importação em 2025/26 será de 1,35 milhão tons.

Índia – Até 27/jun, a área plantada de algodão na Índia atingiu 5,46 milhões ha, ficando 531 mil ha (9%) abaixo do registrado no mesmo período de 2024, segundo o Ministério da Agricultura local. A área total prevista pelo USDA é de 11,4 milhões ha.

Turquia 1 – Em maio, as importações de algodão pela Turquia atingiram 142.836 tons, maior volume em meses, sendo os EUA o principal fornecedor (64.532 tons), seguido por Brasil (46.218 tons) e países da antiga União Soviética (17.381 tons).

Turquia 2 – O volume de importações turcas de ago/24 a mai/25 totalizou 759,8 mil tons, superando as 593,5 mil tons do mesmo período em 2023/24. O Brasil respondeu por 34% do total, seguido por EUA (29%) e países da CEI (15%).

Egito – A área plantada no Egito atingiu 78,6 mil ha, correspondendo a 68% da intenção inicial. O número final da safra atual deve ser divulgado em breve, com a conclusão do plantio.

Brasil – Exportações – O fechamento das exportações de jun/25 será divulgado hoje à tarde (15h).

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (03/07), foram colhidos no estado da BA (24%), GO (17,30%), MA (8%), MG (32%), MS (3,6%), MT (0,2%), PI (21%), PR (95%) e SP (82,27%). Total Brasil: 6,54%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (03/07), foram beneficiados nos estados de MG (7%), PI (9,5%), PR (75%) e SP (60%). Total Brasil: 0,78%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso – CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Logística, Portos

Haveria uma crise operacional em Manzanillo

O porto de Manzanillo, no estado de Colima, atravessa um dos seus momentos mais delicados em 2025 até agora.

Considerado o principal ponto marítimo do país em volume de carga, o porto sofreu entre maio e junho uma crise operacional provocada por um conflito trabalhista, o qual interrompeu parcialmente suas atividades e deixou uma marca visível em suas estatísticas.

Durante o mês de maio, Manzanillo registrou a movimentação de 298.923 contêineres de 20 pés (TEU); seu número mensal mais baixo do ano. Pela primeira vez em 2025, o volume operado caiu abaixo dos 300 mil TEU, o que contrasta com os 337.670 movimentos registrados em março, seu pico máximo até agora. Essa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior reflete claramente o impacto direto das paralisações operacionais.

Conflito trabalhista
O conflito eclodiu em 12 de maio, quando trabalhadores da alfândega iniciaram uma série de protestos por supostos abusos trabalhistas e demissões injustificadas. Embora as manifestações tenham durado apenas quatro dias, foram suficientes para afetar a operação geral do terminal. Em 20 de maio, o porto operava com apenas cinco inspetores ativos. Em resposta, a Contecon Manzanillo e a Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) anunciaram, em 12 de junho, uma medida emergencial: ampliar temporariamente o horário de atendimento para 24 horas por dia, a fim de lidar com os picos de demanda acumulada.

Em nível nacional, Manzanillo mantém a liderança no número de operações portuárias, com 1,59 milhão de movimentos entre janeiro e maio. No entanto, outros portos começam a aproveitar suas fragilidades. Lázaro Cárdenas reporta um crescimento de 12,9% nas operações acumuladas e Ensenada cresce 6,2%. Em contraste, Manzanillo apresenta uma contração anual de 1%, superando apenas Veracruz, que caiu 4,6%.

Fonte: Todo Logística News

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