Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

A pedido de Milei, Mercosul flexibiliza regras comerciais

Anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Medida amplia lista de exceções à TEC, por meio do qual os países do bloco podem oferecer tarifas diferentes para ampliar ou restringir o comércio de alguns produtos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que os países do Mercosul assinaram na quarta-feira (25) uma autorização que amplia em 50 códigos tarifários a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC) do bloco.

A lista de exceções à TEC é um mecanismo por meio do qual as nações podem comercializar produtos com tarifas diferentes daquelas vigentes no bloco comercial. As tarifas podem ser maiores, ou menores, dependendo do objetivo. Com tarifas menores, por exemplo, os produtos ficam mais baratos.

“A LETEC [lista de exceção à TEC] ampliada representa instrumento adicional à disposição do governo brasileiro para equacionar questões relativas a desvios de comércio, frente às incertezas sobre barreiras comerciais decorrentes do contexto internacional”, firmou o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa.

A mudança também atende a um pedido do presidente argentino, Javier Milei, que busca estreitar a relação comercial do país com os Estados Unidos por meio de redução de tarifas.

Milei, que tem uma proximidade maior com o presidente norte-americano, Donald Trump, deu a entender em abril que o Brasil deveria agradecer à Argentina por ter sido taxado em 10% pelos EUA no início do mês.

Com a ampliação da lista de exceção à TEC:

  • a lista de exceção brasileira passa de 100 para 150 códigos comerciais;
  • a lista de exceção argentina sobe de 100 para 150 códigos comerciais;
  • a lista de exceção uruguaia, que pode alcançar 225 códigos até 2029, é ampliada em 50 itens;
  • a lista de exceção paraguaia, que pode alcançar 649 códigos até 2030, é ampliada em 50 itens.

Pelo acordo, as reduções terão de obedecer a dois parâmetros adicionais:

  1. As reduções tarifárias para os 50 códigos só poderão ser aplicadas a produtos cujas exportações a cada Estado Parte do Mercosul representem menos de 20% das exportações totais do código NCM objeto da medida.
  2. Para evitar concentração em setores econômicos, as reduções estão limitadas a 30% dos novos códigos por Capítulo da NCM.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional

China e EUA confirmam acordo para encerrar disputa comercial

Negociação põe fim a retaliações tarifárias e estabelece o envio de terras raras aos EUA depois de negociações em Genebra e em Londres

O Ministério do Comércio da China confirmou nesta 6ª feira (27.jun.2025) a assinatura do acordo com os Estados Unidos para encerrar a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. As informações são da Al Jazeera.

“Depois das conversas em Londres, as equipes de ambos os lados mantiveram comunicação próxima. Recentemente, ambos os lados confirmaram os detalhes da estrutura [do acordo]”, declarou um porta-voz do ministério chinês.

Na noite de 5ª feira (26.jun), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou durante evento na Casa Branca para promover sua política interna e agenda orçamentária que “acabamos de assinar com a China outro dia”. Ele não forneceu mais detalhes.

O pacto representa um avanço nas negociações entre os países. Um funcionário da Casa Branca explicou que “o governo [dos EUA] e a China concordaram com um entendimento adicional para uma estrutura de implementação do acordo de Genebra”.

O acordo se dá depois das negociações em Genebra, na Suíça, que levaram os 2 países a adiarem por 90 dias a implementação de aumentos tarifários enquanto buscavam um acordo comercial mais amplo. Posteriormente, conversas em Londres estabeleceram uma estrutura para as negociações.

Ainda na 5ª feira (26.jun), o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, informou à emissora norte-americana Bloomberg que o acordo havia sido “assinado e selado” 2 dias antes.

De acordo com um funcionário da Casa Branca, o entendimento se trata de “como implementar a aceleração de envios de terras raras para os EUA novamente”. Durante as conversas de Genebra, a China havia se comprometido a remover contramedidas não tarifárias impostas contra os EUA desde 2 de abril.

O país asiático havia suspendido exportações de minerais críticos e ímãs como retaliação a novas tarifas norte-americanas. Essa medida afetou cadeias de suprimentos para fabricantes de automóveis, empresas aeroespaciais, de semicondutores e contratos militares em todo o mundo.

Segundo o acordo, a China “revisará e aprovará solicitações para os itens de controle de exportação que atendam aos requisitos conforme a lei”. Em contrapartida, “o lado norte-americano cancelará correspondentemente uma série de medidas restritivas contra a China”, declarou o porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

Fonte: Poder 360

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Exportação, Internacional

Alckmin mira Nigéria para diversificar exportação

Em um momento de incertezas no mercado de petróleo devido às instabilidades no Oriente Médio e dificuldades de fornecimento de fertilizantes por causa da guerra na Ucrânia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concluiu nesta quarta-feira (25) uma missão à Nigéria, país com o qual o Brasil quer diversificar sua pauta de exportações e pode ampliar as compras nos setores de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

A Nigéria está entre as maiores economias do continente africano e tem a sexta maior população do mundo, com 223,8 milhões de habitantes – o Brasil tem a sétima maior. Segundo Alckmin, esse mercado deve crescer ainda mais, uma vez que a expectativa é que em 2050 o país passe a ter a terceira ou quarta maior população do mundo. “É um país que tem escala, cresce numa velocidade impressionante”, disse ele em entrevista ao Valor por telefone.

À frente de uma missão de empresários e autoridades, Alckmin afirmou que o Brasil prospecta oportunidades no setor de laticínios, aviões comerciais e de defesa, coletes balísticos e blindagem de veículos, indústria têxtil, máquinas agrícolas, biocombustíveis e arroz, principal item do cardápio dos nigerianos. Também se tratou da possibilidade de Brasil e Nigéria terem uma ligação aérea direta – primeiramente para cargas, mas eventualmente depois para passageiros também. Em outra frente, a indústria de carnes já está investindo no país.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres para a Nigéria a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras via Contêineres para a Nigéria | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

“A nossa busca é a diversificação. Hoje, a nossa exportação para a Nigéria está muito em cima do açúcar. É o principal produto, commodity. Queremos diversificar mais”, comentou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento.

A expectativa é que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, participe como convidado da cúpula do Brics no próximo mês, no Rio de Janeiro, e em agosto faça uma visita de Estado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Também se espera que representantes de empresas do país africano busquem parcerias no Brasil para ampliar as vendas de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

“Nós dependemos do nitrogenado, do fertilizante. Está crescendo no Brasil [a produção local], mas ainda 80% são importados. Isso é para a segurança alimentar. Deveremos ter este ano uma safra recorde, 10% maior, então a demanda por fertilizantes vai ser de dois dígitos”, acrescentou Alckmin.

Segundo o Mdic, a Nigéria é atualmente o 49º maior destino das exportações brasileiras. Em 2024, o Brasil exportou US$ 978,5 milhões para o país, com destaque para açúcares e melaços. Já a importações brasileira da Nigéria totalizou US$ 1,1 bilhão no mesmo período, sendo quase metade (48%) composta por adubos e fertilizantes químicos. O maior parceiro comercial da Nigéria é a China.

Fonte: Valor Econômico 

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Internacional, Negócios

Relação entre Brasil e Canadá: oportunidades de negócio e crescimento

relação entre Brasil e Canadá é um exemplo de cooperação bem-sucedida que beneficia empresas de ambas as nacionalidades. Essa parceria estratégica, que ultrapassa as fronteiras geográficas e culturais, se mostra cada vez mais promissora para empresas que buscam expandir suas operações, o que é possível por meio de intercâmbio comercial e investimentos mútuos.

Neste artigo, vamos explorar a história dessa relação e o atual cenário comercial, que constitui um ambiente de negócios seguro nos dois países. 

História da relação entre Brasil e Canadá

A conexão entre Brasil e Canadá é marcada por uma estreita parceria que tem se consolidado ao longo dos anos com base em valores compartilhados e interesses comuns, criando um ecossistema propício ao desenvolvimento econômico e à inovação. 

A prova está em diversos acordos bilaterais firmados, abrangendo áreas como comércio, tecnologia e educação, buscando extrair o máximo potencial dos recursos e competências únicas de cada país.

Um marco importante foi a assinatura do Acordo de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2008, que impulsionou projetos conjuntos em energias renováveis, agricultura sustentável, mineração e Tecnologia da Informação (TI). 

Outros acordos, como o de Acordo de Cooperação Acadêmica e o  Acordo em Assuntos Relativos à Defesa, comprovam a confiança mútua, reduzindo riscos e ampliando a segurança para negócios bilaterais.

Principais pautas comerciais entre Brasil e Canadá

A relação comercial entre Brasil e Canadá é pautada por uma diversidade de setores que se complementam e criam sinergias.  

As principais exportações do Brasil para o Canadá são de produtos agrícolas (como café, açúcar, soja e carne bovina), minérios (ferro, nióbio e ouro) e manufatura (como aeronaves e autopeças).

Por sua vez, as principais exportações do Canadá para o Brasil são fertilizantes (principalmente potássio), tecnologia (principalmente equipamentos médicos e softwares) e energia limpa (soluções para hidrelétricas e energia eólica).  

Em linhas gerais, dentre as pautas comerciais mais relevantes entre os dois países, podemos destacar:

  • Inovação: o intercâmbio entre empresas brasileiras e canadenses fomenta a integração de soluções tecnológicas inovadoras. Startups e grandes empresas se beneficiam desse ambiente colaborativo para desenvolver produtos e serviços que atendam a mercados internacionais.
  • Recursos naturais: a cooperação bilateral engloba investimentos em energias renováveis e na modernização dos processos de extração e manuseio dos recursos naturais. Essa pauta comercial impulsiona a economia de ambos os países e estimula a adoção de práticas sustentáveis.
  • Educação: o intercâmbio educacional e o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) impulsionam parcerias para promover inovações tecnológicas e científicas, o que atrai investimentos de empresas e talentos internacionais. As universidades canadenses, por exemplo, atraem milhares de estudantes brasileiros anualmente, enquanto as empresas de TI brasileiras encontram no Canadá um mercado propício à inovação.

Essas pautas evidenciam que o Brasil e o Canadá têm grande potencial para expandir não somente os negócios, mas também para a transferência de conhecimento.

Crescimento da balança comercial

Um dos indicadores mais positivos dessa parceria internacional é o expressivo crescimento da balança comercial entre os dois países. Nos últimos anos, exportações e importações entre Brasil e Canadá aumentaram de forma consistente, comprovando a força do comércio bilateral.

O Canadá, com sua estabilidade econômica, oferece um ambiente favorável para empresas brasileiras que buscam internacionalização. É um país conectado aos principais mercados do mundo, com crescimento de 1,3% em 2024 e tem previsão de estabilidade até 2026. Soma-se a tudo isso sua inflação controlada de 1,8% em 2024, abaixo dos 2,4% registrados dos Estados Unidos. 

Em 2024, as exportações brasileiras para o Canadá atingiram o recorde de US$ 6,31 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação aos US$ 5,77 bilhões de 2023. Esse desempenho resultou em um saldo positivo de US$ 3,53 bilhões na balança comercial com o Canadá: um crescimento de 47,4% em relação ao ano anterior.

Por sua vez, o Brasil, com seu mercado interno aquecido e recursos naturais abundantes, também  atrai companhias canadenses em busca de crescimento. A prova disso é que a CPP Investments, por exemplo, já investe mais de US$ 25 bilhões na América Latina, sendo que quase metade desse montante está no Brasil. Já a Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ) planeja investir entre US$ 2,94 bilhões a US$ 3,67 bilhões no país até 2027. 

Impactos positivos na bilateralidade dos negócios

Empresas que decidem ingressar nos mercados brasileiro ou canadense se beneficiam de:

  • Segurança jurídica: a clareza na legislação aumenta a confiança dos empresários, protegendo seus direitos e investimentos, reduzindo o risco de disputas legais e arbitrariedades e incentivando-os a expandir seus negócios.
  • Cooperação: o desenvolvimento de projetos conjuntos é impulsionado pela cooperação entre governos e empresas dos dois países. Alguns exemplos de ações conjuntas são: financiamento de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, regulamentação do comércio e rodadas de negócios. 
  • Conhecimento: a interação entre empresas brasileiras e canadenses promove o compartilhamento de tecnologias, práticas de gestão e inovações que podem ser adaptadas a diferentes contextos. Essa troca de conhecimento fortalece a competitividade e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Por que o Brasil e o Canadá são países ideais para as empresas

Para as empresas de todos os portes, o potencial da relação Brasil-Canadá é imenso. 

Mais do que ganhos comerciais diretos, essa conexão impacta diretamente nas estratégias empresariais e no compromisso com a inovação e a sustentabilidade.

Por isso, é fundamental que as empresas acompanhem as mudanças e tendências do mercado internacional, além de contar com parceiros e consultorias especializadas para orientar o processo de internacionalização.

Fonte: CCBC

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Internacional, Negócios

Missão à Ásia garante avanços nas negociações para a carne catarinense e exportação de grãos

O Estado de Santa Catarina deu um passo importante na consolidação de sua posição de destaque no agronegócio mundial ao encerrar a Missão Oficial à Ásia, liderada pelo governador Jorginho Mello. Com agendas estratégicas ligadas ao agronegócio no Japão e na China, a comitiva catarinense, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Carlos Chiodini, da presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, apresentou os diferenciais de defesa sanitária animal, vegetal e do sistema produtivo que fazem do Estado uma referência nacional e internacional em sanidade.

A missão à Ásia reforça o posicionamento de Santa Catarina como parceiro estratégico em cadeias globais de valor, levando ao mundo produtos agropecuários de excelência, com rastreabilidade, qualidade e respeito aos mais exigentes protocolos internacionais. “Levamos aos mercados asiáticos a mensagem de que Santa Catarina está comprometida com a segurança dos alimentos, inovação e responsabilidade na defesa sanitária. Esses diferenciais nos garantem acesso aos mercados de mais de 150 destinos internacionais e representam cerca de 65% de todo o comércio exterior catarinense”, afirma o secretário.

Governo do Estado reforça pedido ao Japão para abertura de mercado de carne bovina 

No Japão, o Estado pleiteou a abertura do mercado japonês para a carne bovina catarinense, destacando os altos padrões de controles sanitários e o compromisso com a qualidade. Também foram reforçados os laços históricos com a Província de Aomori, que há mais de quatro décadas mantém uma cooperação ativa com Santa Catarina, especialmente no cultivo da maçã. No Japão, também foi assinada carta de intenções para ampliar exportação de grãos e desenvolver infraestrutura logística. 

Na China, além de visitas técnicas e trocas de experiências sobre logística e inovação, a delegação catarinense reforçou o pedido de retomada das exportações de carne de frango do Estado, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado. Nesse sentido, também foi realizada visita estratégica no escritório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

“A missão fez escalas em dois mercados decisivos para o agro, apresentando o conceito da defesa sanitária praticado por Santa Catarina nos dias atuais: científica, tecnológica, assertiva e disciplinada. Com isso, novos mercados se abrem e acordos bilaterais podem ser flexibilizados, devido à segurança técnica, o que nos deixa sempre na linha de preferência nas mesas de negócios”, avalia a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Diferenciais 

Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, sendo o 1º Estado a conquistar esse reconhecimento no Brasil. Em 2015, alcançou mais um marco: o reconhecimento como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O Estado catarinense tem a menor prevalência de Brucelose e Tuberculose bovina, no Brasil, e o único com identificação individual (rastreabilidade) de todos os bovinos e bubalinos, além de ser livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial avícola.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Internacional

Qual é a importância do Estreito de Ormuz e por que os EUA pediram à China que impedisse o Irã de fechá-lo?

É uma das rotas marítimas mais importantes e estratégicas do mundo.

Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma via commercial que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte.

Trata-se de um canal estreito que, em seu ponto mais apertado, separa Omã do Irã por apenas 33 quilômetros.

Essa rota marítima, crucial para o comércio global, está agora no centro das atenções dos mercados.

Após os ataques sem precedentes dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã no último sábado (21/06), e oito dias depois de Israel lançar a maior ofensiva militar contra a República Islâmica, o mundo espera a reação iraniana, e tudo indica que o Estreito de Ormuz é uma das cartas que o país pode usar.

O parlamento iraniano já aprovou uma medida que autoriza o fechamento da passagem, ainda que a decisão final seja do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Agora, os Estados Unidos estão pedindo à China para impedir que o Irã concretize essa ameaça.

Mas, qual é a importância estratégica desse estreito e quais seriam as consequências de um eventual fechamento?

Uma passagem estratégica

Limitado ao norte pelo Irã e ao sul por Omã e pelos Emirados Árabes Unidos, esse corredor — que tem cerca de 50 km de largura na sua entrada e saída, e aproximadamente 33 km em seu ponto mais estreito — conecta o Golfo ao mar da Arábia.

O canal possui duas rotas marítimas, e cada uma mede 3 km.

Mas, apesar de sua extensão, o estreito é profundo o suficiente para permitir a passagem dos maiores petroleiros do mundo.

Na primeira metade de 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo estimativa da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), o que representa um comércio energético anual de quase US$ 600 bilhões.

Isso faz do estreito a passagem mais importante para a produção de petróleo no mundo, incluindo o petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), formada pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, além da maior parte do gás natural liquefeito do Catar.

Qualquer interrupção no estreito restringiria o comércio e impactaria em um aumento dos preços do petróleo a nível mundial.

Mas seu eventual fechamento teria um impacto particular sobre a China, que é o maior comprador global de petróleo iraniano e mantém uma estreita relação com Teerã.

Foi com esse argumento que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu à China que intervenha e impeça um possível bloqueio por parte do Irã.

“Eu incentivo o governo chinês, em Pequim, a conversar com o Irã sobre isso, porque eles dependem fortemente do Estreito de Ormuz para obter seu petróleo”, disse em uma entrevista à Fox News no domingo (22/06).

“Se fecham o estreito, será um suicídio econômico para eles. Nós temos opções para lidar com isso, mas outros países também deveriam prestar atenção. Isso os afetaria economicamente muito mais que a nós”, acrescentou.

Qual seria o impacto do fechamento do estreito?

O ex-chefe da agência de inteligência britânica MI6, Alex Younger, disse à BBC que o pior cenário possível em um conflito em curso entre Irã e Israel incluía um bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Fechar o estreito seria, obviamente, um problema econômico enorme, considerando o efeito que isso teria sobre o preço do petróleo”, afirmou.

Seria um “território desconhecido”, segundo Bader Al-Saif, professor adjunto da Universidade de Kuwait e especialista em geopolítica da Península Arábica.

“Isso teria consequências diretas nos mercados mundiais, porque veríamos uma alta no preço do petróleo e uma reação bastante nervosa das bolsas diante do que está acontecendo”, disse Al-Saif.

Naturalmente, também afetaria os países do Golfo, cujas economias dependem fortemente das exportações de energia.

A Arábia Saudita, por exemplo, usa o estreito para exportar cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mais do que qualquer país vizinho, segundo dados da empresa de análise Vortexa.

Como o Irã poderia fechar o estreito?

As normas das Nações Unidas permitem aos países exercer controle de até 12 milhas náuticas (cerca de 22,2 km) a partir de sua costa.

Isso significa que, em seu ponto mais estreito, Ormuz e suas rotas de navegação se encontram completamente dentro das águas territoriais de Irã e Omã.

Se o Irã tentasse bloquear os aproximadamente 3.000 navios que passam mensalmente pelo estreito, uma das formas mais eficazes de fazer isso, segundo especialistas, seria colocar minas navais usando lanchas rápidas de ataque e submarinos.

A marinha regular do Irã e a marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica poderiam, em teoria, lançar ataques contra navios de guerra estrangeiros e embarcações comerciais.

Contudo, esses grandes navios militares poderiam, por sua vez, se tornar alvos fáceis para ataques aéreos dos Estados Unidos.

As lanchas rápidas do Irã geralmente estão armadas com mísseis antinavio, e o país também opera uma variedade de navios de superfície, embarcações e semissubmersíveis e submarinos.

Especialistas concordam que o Irã poderia bloquear o estreito temporariamente, mas muitos também acreditam que os Estados Unidos e seus aliados conseguiriam restabelecer rapidamente o tráfego marítimo por meios militares.

Os EUA já fizeram isso antes.

No final da década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, os ataques às instalações petroleiras escalaram até se transformarem em uma “guerra dos petroleiros”, na qual ambos os países atacavam navios neutros para exercer pressão econômica.

Os petroleiros do Kuwait que transportavam petróleo iraquiano eram especialmente vulneráveis e, eventualmente, navios de guerra americanos começaram a escoltá-los pelo Golfo, no que se tornou a maior operação de comboios navais desde a Segunda Guerra Mundial.

O Irã vai bloquear o estreito?

Embora o Irã tenha ameaçado, em conflitos anteriores, fechar o Estreito de Ormuz, nunca chegou a realizar a ação.

O momento mais próximo disso foi durante a “guerra dos petroleiros” no fim dos anos 80, mas, mesmo naquela época, o tráfego pelo estreito de Ormuz não foi interrompido de maneira grave.

Se, desta vez, o Irã cumprir a ameaça, o resultado pode ser diferente.

Apesar da China não ter respondido ao chamado dos Estados Unidos, é muito pouco provável que Pequim receba bem um possível aumento nos preços do petróleo ou interrupções nas rotas de navegação, e poderia usar seu peso diplomático para dissuadir o governo iraniano de fechar o estreito.

A analista energética Vandana Hari disse que o governo iraniano tem “pouco a ganhar e muito a perder” se fechar o estreito.

“O Irã corre o risco de transformar em inimigos seus vizinhos produtores de petróleo e gás no Golfo, e provocar a ira do seu principal mercado, a China, ao interromper o tráfego no estreito.”

A China, em particular, compra mais petróleo do Irã do que qualquer outro país: suas importações superaram os 1,8 milhão de barris por dia no mês passado, segundo dados da empresa de análises Vortexa.

Outras importantes economias asiáticas, incluindo Índia, Japão e Coreia do Sul, também dependem fortemente do petróleo bruto que passa pelo estreito.

Nesta segunda-feira, o governo chinês declarou que os ataques dos Estados Unidos prejudicaram a credibilidade de Washington e pediu um cessar-fogo imediato.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que todas as partes deveriam conter “o ímpeto da força”, segundo um relatório da televisão estatal.

Em um editorial, o jornal estatal de Pequim, Global Times, também opinou que a participação dos Estados Unidos no Irã “complicou e desestabilizou ainda mais a situação no Oriente Médio e que estava levando o conflito a um “estado incontrolável”.

Fonte: BBC

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Comércio Exterior, Economia, Internacional

JPMorgan prevê desaceleração “estagflacionária” dos EUA com tarifas

As políticas comerciais dos EUA provavelmente vão desacelerar o crescimento econômico global e reacender a inflação nos Estados Unidos, onde há 40% de probabilidade de recessão no segundo semestre deste ano, disseram analistas do JPMorgan nesta quarta-feira (25).

O crescimento dos EUA deve ser de 1,3% neste ano, abaixo da previsão de 2% do início de 2025, com as tarifas mais altas vistas como choques negativos para a economia, disse o banco em uma nota de pesquisa de perspectiva de três meses.

“O impulso estagflacionário das tarifas mais altas foi o que impulsionou nossa perspectiva reduzida de crescimento do PIB para este ano”, afirmou. “Ainda consideramos os riscos de recessão elevados.” Estagflação é uma mistura preocupante de crescimento lento e inflação implacável, um fenômeno que assombrou os EUA na década de 1970.

O banco norte-americano tem uma perspectiva pessimista em relação ao dólar devido ao avanço mais lento dos EUA, na comparação com as políticas de apoio ao crescimento fora do país, que impulsionarão outras moedas, inclusive em mercados emergentes.

A instituição também espera que a parcela da demanda por títulos do Tesouro dos EUA por parte de investidores estrangeiros, do Federal Reserve e de bancos comerciais diminua devido ao tamanho crescente do mercado de dívida norte-americano. A compensação exigida dos investidores pelo risco de manter títulos do Tesouro dos EUA, conhecida como prêmio de prazo, pode aumentar em 40-50 pontos-base ao longo do tempo, disse o banco, embora ele não espere aumentos acentuados nos rendimentos dos títulos do Tesouro como os vistos no primeiro semestre deste ano.

Em abril, os rendimentos dos títulos do Tesouro dispararam em meio à volatilidade mais ampla do mercado, causada pelo anúncio de tarifas comerciais feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O JPMorgan espera que os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos encerrem o ano em 3,5% e os dos papeis de 10 anos terminem em 4,35%.

Nesta quarta-feira, eles estavam em 3,8% e 4,3%, respectivamente. Devido à inflação persistente causada por tarifas e à resiliência da economia, o banco espera que o Federal Reserve corte as taxas de juros em 100 pontos-base entre dezembro e a primavera de 2026 (do fim de março ao fim de junho) — mais tarde do que o consenso entre os operadores de futuros de juros, que até esta quarta-feira apostavam em dois cortes de 25 pontos-base neste ano.

Uma recessão ou uma desaceleração econômica mais acentuada do que o previsto desencadearia um ciclo de cortes mais agressivo, disseram os analistas do JPMorgan. Ainda assim, o banco seguiu otimista em relação às ações dos EUA, dada a contínua resiliência econômica e do consumidor, apesar da incerteza política.

“Na ausência de grandes surpresas políticas e/ou geopolíticas… acreditamos que o caminho de menor resistência para novas máximas será apoiado por fundamentos fortes liderados por tecnologia/IA, uma oferta constante de estratégias sistemáticas e fluxos de investidores ativos durante as quedas (dos mercados)”, disse.

Fonte: MSN

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Internacional

Avanço de Índia, China e Iraque ressalta atraso do Brasil no saneamento

O Brasil é um dos países mais atrasados do mundo no atendimento à população com sistemas de esgotamento sanitário e só recentemente faz aportes em maior volume graças a investimentos do setor privado.

Até 2022, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ficava atrás de Índia, Iraque, China e África do Sul e de vários países latino-americanos no total da população atendida por coleta e tratamento de esgoto.

Apesar dos investimentos recentes, o país ainda corre o risco de não conseguir cumprir as metas do novo Marco Legal do Saneamento Básico, de 2020, que permitiu o ingresso de empresas privadas na área.

Os dois principais objetivos do marco são levar o país a ter 99% da população com atendimento de água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até o final de 2033. Em 2023 (último dado oficial), o país tinha 83,1% da população com acesso a água e 55,2% com esgotamento.

No caso do esgoto, era menos do que tinham um ano antes o Peru (57,7%) e o México (62,5%). Na região, o país com maior cobertura é o Chile (95,3%), enquanto a média global era 56,6%.

Para atingir as metas do marco, o Brasil teria que investir R$ 223,82 por habitante todos os anos, em vez dos R$ 124,74 registrados em 2023. Isto significa que o investimento precisaria saltar de R$ 25,6 bilhões em 2023 para R$ 45,1 bilhões anuais até 2033.

Apesar de o novo marco do saneamento ter sido aprovado em 2020, muitos dos investimentos programados começam a ganhar força agora, com vários estados realizando privatizações, parcerias público-privadas ou concessões de estatais de saneamento.

Segundo Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, que monitora o setor desde 2007, os investimentos já programados e as perspectivas para os próximos anos fazem com que o Brasil “apareça mal na foto, mas com um filme promissor à frente”.

“Existe a confiança de que o modelo de negócios no setor esteja se consolidando. O grande desafio será fortalecer as agências reguladoras de forma técnica e independente para dar mais segurança aos investimentos”, afirma.

Neste ano, aportes importantes estão sendo realizados em estados como Pernambuco (R$ 18,9 bilhões), Pará (R$ 15,8 bilhões), Espírito Santo (R$ 7 bilhões) e Rondônia (4,9 bilhões). Juntos, devem atender a 16,1 milhões de pessoas.

Um dos principais problemas hoje é o custo de financiamento dos projetos. Com o juro básico (Selic) a 15% ao ano pressionado pelo aumento do gasto público sob o governo Lula e pela inflação, as empresas que investem acabarão repassando para a conta dos consumidores o custo de capital.

Outro obstáculo é a dificuldade que algumas empresas estaduais de saneamento enfrentam para levantar dinheiro para investimentos junto a bancos públicos.

Embora a iniciativa privada tenha feito grandes avanços desde 2020 por meio de privatizações (como a da Sabesp), concessões e PPPs com o setor público, as empresas estaduais ainda respondem pelo abastecimento de água urbano em 3.301 municípios e esgotamento em 1.213 -de 5.570 cidades no país.

Segundo a Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento), bancos oficiais costumam cobrar IPCA mais 3,5% a 4% ao ano nos financiamentos, pois são lastreados com dinheiro do FGTS (remunerado abaixo das taxas de mercado).

Mas quando as estaduais emitem papéis (debêntures) para levantar capital, pagam IPCA e até 8% ao ano em juros, em prazos de 15 anos -ante até 30 anos para recursos do FGTS. Esse custo maior recai sobre os consumidores.

Segundo Sergio Gonçalves, secretário-executivo da Aesbe, um efeito da dificuldade na obtenção de dinheiro pelas companhias estaduais é que elas estão acelerando PPPs e concessões. Em abril, a entidade computava R$ 11,1 bilhões em financiamentos com recursos do FGTS à espera de aprovação.

Entre as privatizadas ou concedidas totalmente ao setor privado constam as ex-estatais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí. Entre outras, as parcialmente concedidas são de Alagoas, Rio de Janeiro, Sergipe e Pará; e houve PPPs importantes em estados como Paraná, Ceará e Espírito Santo.

Segundo a Abcon-Sindcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), desde a aprovação do marco, em 2020, foram aproximadamente 60 leilões, que redundaram em mais de R$ 160 bilhões de investimentos.

Fonte: MSN

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Comércio, Internacional, Negócios

Premiê da China pede que nações trabalhem em conjunto para resolver disputa comercial

Li Qiang disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020

O premiê da China, Li Qiang, sugeriu que as nações trabalhem em conjunto para resolver disputas comerciais, em busca de benefícios mútuos.

“Quando a economia internacional enfrenta dificuldades, o que precisamos não é da lei da selva, onde os fortes atacam os fracos, mas sim da cooperação e do sucesso mútuo para resultados vantajosos para todos”, afirmou Li, durante evento do Fórum Econômico Mundial em Tianjin, na China.

Li disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020, enquanto o investimento transfronteiriço diminuiu nos últimos três anos, com o crescente protecionismo comercial global.

O premiê chinês também declarou que os países devem se opor à dissociação e às interrupções na cadeia de suprimentos, evitando politizar questões econômicas e comerciais. A economia chinesa continua a apresentar bom desempenho neste ano e manterá um crescimento “relativamente rápido” no futuro, segundo Li.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Internacional, Notícias

Trump cita petróleo e rejeita mudança de regime no Irã: “Provoca caos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24/6) que não deseja uma mudança de regime no Irã, recuando de declarações anteriores em que levantava essa possibilidade. A fala foi feita em conversa com a imprensa na porta do avião presidencial dos EUA, o Air Force One, no qual Trump fez viagem rumo à Holanda, onde participará de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Uma mudança de regime provoca caos, e idealmente não queremos ver tanto caos”, disse o presidente a jornalistas. “Gostaria de ver tudo se acalmar o mais rápido possível”, completou.

A declaração acontece após um fim de semana marcado por tensão entre os dois países, quando os EUA atacaram três instalações nucleares iranianas. Na ocasião, Trump chegou a sugerir uma possível troca de liderança em Teerã em publicação no Truth Social:

“Se o atual regime iraniano não consegue TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”, escreveu, em tom irônico.

Apesar do recuo na retórica, Trump manteve a posição firme quanto à proibição de que o Irã desenvolva armas nucleares.

“Eles nunca terão energia nuclear, mas, tirando isso, devem fazer um ótimo trabalho. Eles têm muito petróleo, vão se sair bem”, afirmou, acrescentando que os iranianos são “ótimos negociadores e empresários”.

Cenário de incerteza
Uma mudança abrupta no governo iraniano não garantiria um aliado para os Estados Unidos ou para Israel. O vácuo de poder, poderia abrir espaço para facções mais radicais e até acelerar o desejo do Irã de obter uma bomba nuclear como forma de retaliação aos ataques recentes.

Além disso, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que concentra grande parte do poder, pode ser substituído se for morto ou deposto, mas o colapso do regime como um todo é visto como um risco ainda maior para a estabilidade regional.

Trump e sua fama de “intermediador”
Nessa segunda-feira (23/6), o líder norte-americano anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, colocando um ponto final no conflito que durou quase duas semanas de confrontos militares diretos entre as duas potências rivais do Oriente Médio.

Ao comunicar a trégua, Trump descreveu o episódio como uma “guerra de 12 dias” e afirmou que sua mediação foi decisiva para evitar uma escalada ainda maior.

Trump aproveitou o momento para assumir o protagonismo nas negociações, buscando reforçar sua imagem de pacificador — mesmo após lançar uma grande ofensiva contra o território iraniano.

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, afirmou o norte-americano.

Fonte: Metrópoles

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