Internacional

Brasil e aliados defendem solução pacífica para crise na Venezuela e rejeitam uso da força

Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, em 4 de janeiro de 2026, um posicionamento conjunto sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. Diante da gravidade da situação, os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e manifestaram forte preocupação com ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a declaração, essas iniciativas violam normas fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso ou da ameaça do uso da força, além de ferirem a soberania e a integridade territorial dos Estados. Os governos alertam que esse tipo de ação representa um risco à paz regional, à ordem internacional baseada em regras e à segurança da população civil.

Defesa do diálogo e da vontade do povo venezuelano

No documento, os países reiteram que a crise na Venezuela deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferências externas.

A posição conjunta destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática, duradoura e alinhada à dignidade humana, sempre em conformidade com o direito internacional.

América Latina é reafirmada como zona de paz

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha reforçam ainda o entendimento de que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz, construída sobre os princípios do respeito mútuo, da não intervenção e da solução pacífica de controvérsias.

Nesse contexto, os governos fazem um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional. O grupo também conclama as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a utilizarem seus bons ofícios para promover a desescalada das tensões e preservar a paz.

Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos

Outro ponto destacado na declaração é a preocupação com eventuais tentativas de controle governamental, administração externa ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Segundo os países signatários, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e pode gerar impactos negativos na estabilidade política, econômica e social da região.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
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Internacional

União Europeia cobra respeito à vontade do povo venezuelano em meio à crise política

A União Europeia divulgou neste domingo (4) uma declaração oficial em que defende “calma e moderação” de todos os envolvidos na crise na Venezuela. O apelo tem como objetivo evitar o agravamento das tensões e abrir caminho para uma solução pacífica e negociada. O posicionamento foi publicado pela alta representante da UE para Relações Exteriores e Segurança, Kaja Kallas, em suas redes sociais.

Defesa do direito internacional e da Carta da ONU

No comunicado, a UE destaca que, em qualquer circunstância, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O texto ressalta ainda que os países que integram o Conselho de Segurança da ONU têm responsabilidade especial na preservação desses fundamentos, especialmente em contextos de instabilidade política.

Questionamento da legitimidade de Nicolás Maduro

A declaração reforça a posição do bloco de que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Diante desse entendimento, a União Europeia segue defendendo uma transição democrática pacífica na Venezuela, conduzida pelos próprios venezuelanos e com pleno respeito à soberania nacional do país.

Articulação internacional para apoiar o diálogo

Segundo o documento, a UE mantém diálogo próximo com os Estados Unidos e parceiros regionais para incentivar conversas entre todas as partes envolvidas no conflito. O objetivo é viabilizar uma solução democrática, inclusiva e pacífica, baseada no entendimento político e no respeito às instituições.

Crime organizado e direitos humanos preocupam o bloco

Outro ponto destacado pela União Europeia é a ameaça representada pelo crime organizado internacional e pelo tráfico de drogas, tratados como desafios globais. Para enfrentá-los, o bloco defende cooperação internacional, respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países.

Ao final, a UE reiterou a cobrança por respeito integral aos direitos humanos e pediu a libertação imediata e incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros atuam de forma coordenada para garantir a proteção de cidadãos europeus no país, incluindo aqueles detidos de maneira considerada ilegal.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Internacional

Domicílio fiscal no exterior cresce entre brasileiros de alta renda, mas exige regras rígidas

A transferência do domicílio fiscal para o exterior tem ganhado espaço entre brasileiros de alta renda, impulsionada por debates recentes nas redes sociais. O tema voltou ao centro das atenções após declarações do influenciador Thiago Nigro sobre uma suposta economia tributária obtida por David Vélez, cofundador do Nubank, ao fixar residência no Uruguai. Especialistas, no entanto, alertam: reduzir impostos fora do Brasil envolve um processo complexo, que vai muito além de mudar o endereço junto à Receita Federal.

Debate nas redes e aumento das saídas formais do país

A repercussão do caso dividiu opiniões. Parte do público criticou a decisão, alegando fuga de recursos do país, enquanto outros destacaram o peso da carga tributária brasileira. Em resposta, Vélez afirmou ao Pipeline, do Valor Econômico, que a motivação principal para a mudança foi a segurança, e não a economia de impostos.

O movimento não é isolado. Dados da Receita Federal mostram que mais de 21 mil brasileiros formalizaram a saída definitiva do país na declaração de 2025. Diante desse cenário, o Fisco prepara um painel para mapear os principais destinos desses contribuintes, com lançamento previsto ainda neste mês.

Em outubro, a Receita chegou a esclarecer que eram falsas as informações sobre um suposto rastreamento automático de brasileiros no exterior que não apresentaram a Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP). Segundo o órgão, não há monitoramento baseado apenas na mudança de domicílio, e o foco é orientativo.

O que leva os mais ricos a buscar outro domicílio fiscal

O domicílio fiscal define onde a renda de uma pessoa é tributada. Segundo Tatiana Berenguer, fundadora da TB Advisory, executivos e empresários passam a considerar a mudança quando percebem que uma parcela significativa do que produzem é absorvida pelo sistema tributário nacional.

Ela explica que é possível, em alguns casos, ter residência fiscal em mais de um país, como ocorre com cidadãos americanos ou com residentes nos Emirados Árabes Unidos, onde não há tributação sobre renda. Ainda assim, a decisão costuma ser estratégica.

Entre os principais fatores que motivam a mudança estão:

  • Carga tributária elevada e insegurança jurídica, que dificultam o planejamento de longo prazo;
  • Internacionalização dos negócios e trabalho remoto, reduzindo a necessidade de presença física no Brasil;
  • Planejamento sucessório, favorecido por legislações mais previsíveis e estáveis.

Berenguer ressalta que a busca não é por isenção total, mas por previsibilidade tributária e retorno sobre os impostos pagos. Segundo ela, países como os Estados Unidos seguem atraindo brasileiros mesmo com alta tributação, devido à segurança, qualidade de vida e infraestrutura.

Mudança de domicílio fiscal exige rompimento real com o Brasil

Especialistas reforçam que a alteração da residência fiscal não é apenas declaratória. Ela ocorre quando o contribuinte rompe vínculos fiscais com o Brasil e passa a cumprir os critérios exigidos por outra jurisdição. A partir disso, deixa de ser tributado como residente e passa a recolher impostos no Brasil apenas sobre rendimentos de fonte nacional.

O processo envolve várias etapas, entre elas:

  • Obtenção de residência legal no país escolhido;
  • Reconhecimento da residência fiscal pela autoridade local, com emissão de certificado;
  • Permanência efetiva fora do Brasil por mais de 12 meses, com pelo menos 183 dias no exterior;
  • Entrega da Comunicação de Saída Definitiva do País à Receita Federal;
  • Envio da Declaração de Saída Definitiva no ano-calendário seguinte;
  • Nomeação de procurador fiscal, quando há bens ou rendimentos no Brasil;
  • Comunicação às fontes pagadoras, como bancos e o INSS.

Autoridades fiscais podem exigir provas adicionais, como contratos de aluguel, contas de consumo e extratos bancários. Manter vida financeira e decisões patrimoniais concentradas no Brasil enquanto se declara residente no exterior acende alertas.

Riscos legais e penalidades

Simular uma mudança de domicílio fiscal pode resultar em sonegação fiscal, crime contra a ordem tributária e até lavagem de dinheiro, dependendo da estrutura utilizada. As penalidades incluem multas elevadas, cobrança retroativa de impostos com juros e responsabilização criminal.

Também pode haver enquadramento por falsidade ideológica, caso o contribuinte forneça informações falsas em declarações fiscais, documentos migratórios ou contratos usados para sustentar a suposta residência no exterior.

Por que Uruguai e Paraguai atraem brasileiros

O Uruguai se tornou um dos destinos mais procurados por oferecer incentivos como isenção de imposto sobre aplicações financeiras no exterior por até dez anos. Segundo Roberto Justo, do escritório Choaib, Paiva e Justo Advogados Associados, o benefício pode ser obtido com permanência mínima de 183 dias no país ou por alternativas como a compra de imóveis a partir de cerca de US$ 540 mil, reduzindo a exigência para 60 dias anuais.

Há ainda a possibilidade de investimentos superiores a US$ 2,07 milhões em empresas ou projetos produtivos, que dispensam a exigência de permanência física mínima.

O Paraguai também figura entre os preferidos, por não tributar a renda da pessoa física. Além disso, empresários têm estruturado operações no país para reduzir custos. Segundo Berenguer, importar produtos via empresas paraguaias pode reduzir em até 28% os custos operacionais, mesmo com logística adicional.

Economia de impostos amplia liberdade financeira

Com menor carga tributária e ambiente regulatório mais simples, os recursos economizados podem ser direcionados a investimentos, melhoria do padrão de vida e expansão patrimonial. Para especialistas, esse ganho pode representar décadas de liberdade financeira, maior diversificação internacional e mais poder de escolha para empresários e investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Internacional, Negócios

Retrospectiva 2025: Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial

Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia

O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China

Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura

Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia

Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar

A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes

Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina

Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões

Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:

Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secom GOVSC

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Internacional

Elevadores gigantes permitem que navios “subam montanhas” e conectem hidrovias estratégicas da China

Na província montanhosa de Guizhou, no sul da China, a engenharia transformou um dos terrenos mais acidentados do país em um corredor logístico de alta eficiência. Por meio de elevadores gigantes para navios, aquedutos suspensos e túneis escavados na rocha, embarcações conseguem vencer desníveis superiores a 250 metros e manter a conexão direta com o rio Yangtzé, principal eixo hidroviário chinês.

O que parece cena de ficção científica já faz parte da rotina local. Navios literalmente “sobem montanhas”, cruzam vales elevados e atravessam túneis navegáveis, tudo integrado a um sistema que combina geração de energia hidrelétrica, transporte fluvial e infraestrutura de grande escala.

Um país que navega sobre as montanhas

A China responde por cerca de um terço da capacidade hidrelétrica mundial, com aproximadamente 391 gigawatts instalados. Esse volume só foi possível graças à construção de grandes usinas em áreas de relevo extremo, onde rios profundos cortam cadeias montanhosas.

Entre esses projetos estão gigantes como a Usina de Três Gargantas, a maior do mundo, e complexos como o de Gaotan, em Guizhou. Nessas regiões, o desafio não era apenas gerar energia, mas manter a navegação ativa em rios fundamentais para a logística nacional.

Para isso, engenheiros chineses desenvolveram um conceito ousado: em vez de desviar rotas ou abandonar a navegação, criaram hidrovias verticais, onde navios sobem e descem montanhas por meio de elevadores monumentais.

Como funcionam os elevadores gigantes de Gaotan

O sistema de Gaotan lembra uma construção industrial de grande porte, mas seu interior abriga câmaras de água capazes de transportar embarcações inteiras. Cada elevador funciona de forma semelhante a um elevador urbano, porém em escala colossal.

As embarcações entram em uma espécie de “banheira” metálica cheia de água e são erguidas com estabilidade por cabos, engrenagens e contrapesos. Cada operação pode elevar navios de até 500 toneladas em cerca de 10 minutos, com capacidade projetada para cargas ainda maiores.

O primeiro elevador vence cerca de 78 metros de altura, equivalente a um prédio de mais de 20 andares. A partir daí, o percurso continua por canais artificiais até os próximos estágios.

Três elevadores e um desnível de 252 metros

O sistema completo é formado por três elevadores interligados, criando uma verdadeira escada hidráulica. Após o primeiro trecho, o navio segue até o segundo elevador, que adiciona mais 127 metros de subida. Em seguida, um terceiro equipamento realiza a descida final, de até 47 metros, conforme o nível da água.

No total, as embarcações vencem aproximadamente 252 metros de desnível — mais do que a altura da Estátua da Liberdade e superior à da Grande Pirâmide de Gizé. Em alguns pontos, os navios navegam a uma altura equivalente a prédios de 60 andares.

Apesar de cada elevador operar uma embarcação por vez, o sistema funciona em sequência contínua, criando um fluxo constante semelhante a uma linha de produção vertical.

O aqueduto suspenso que conecta tudo

Entre os elevadores, um dos elementos mais impressionantes é o aqueduto suspenso. Trata-se de um canal navegável elevado, que funciona como uma ponte de água sustentando navios em pleno deslocamento.

Diferente dos aquedutos históricos, esse foi projetado para suportar grandes cargas, variações de nível e condições geológicas complexas. A estrutura se integra ao relevo montanhoso e permite que os navios sigam viagem como se estivessem em um rio convencional — só que a dezenas de metros do solo.

Um túnel navegável dentro da montanha

Em outro trecho do trajeto, a geografia impôs um obstáculo ainda mais extremo: uma montanha maciça. A solução foi escavar um túnel navegável de cerca de 2,2 quilômetros, exclusivo para embarcações.

Dentro dele, o canal segue protegido, permitindo que os navios atravessem a rocha e cheguem ao próximo trecho da hidrovia. O túnel completa o conjunto formado por elevadores, aquedutos e canais, transformando um terreno quase intransponível em uma rota contínua de transporte aquático.

Energia, logística e o papel do rio Yangtzé

A razão de todo esse investimento é estratégica. Guizhou possui enorme potencial hidrelétrico e abriga diversas usinas ao longo do rio Wu, afluente direto do rio Yangtzé. Manter essa conexão ativa é essencial, já que o Yangtzé corta o país de oeste a leste e sustenta um dos maiores corredores industriais do planeta.

Interromper a navegação significaria isolar a região economicamente. Por isso, a China optou por integrar geração de energia e transporte fluvial, criando soluções que preservam a navegabilidade mesmo em terrenos extremos.

Gaotan e Três Gargantas: soluções diferentes para desafios distintos

Enquanto o sistema de Gaotan se destaca pela superação de grandes desníveis, o elevador da barragem das Três Gargantas chama atenção pela capacidade. Lá, uma única câmara eleva embarcações de até 3.000 toneladas, em um percurso de cerca de 113 metros.

Antes da instalação do elevador, os navios precisavam cruzar um conjunto de eclusas em cinco etapas, o que podia levar horas. Com o novo sistema, o tempo de travessia caiu drasticamente e o volume de cargas aumentou para dezenas de milhões de toneladas por ano.

Cada projeto atende a uma necessidade específica: Gaotan viabiliza a navegação onde ela praticamente não existiria; Três Gargantas otimiza um corredor já intensamente utilizado.

Por que os elevadores são a melhor solução

Construir rodovias ou ferrovias em Guizhou exigiria cortes massivos em montanhas, túneis extensos e manutenção constante em áreas instáveis. O custo e o risco seriam muito maiores.

Já o transporte fluvial oferece eficiência energética superior, menor emissão de poluentes e capacidade de carga muito maior. Uma única barcaça substitui dezenas de caminhões, com impacto ambiental reduzido.

Por isso, os elevadores gigantes de navios representam a solução mais racional para a região: integram energia, logística e geografia em um sistema único, eficiente e durável.

No fim, o que parecia impossível tornou-se um dos exemplos mais impressionantes de engenharia moderna, transformando montanhas em corredores navegáveis e consolidando a China como referência em infraestrutura de grande escala.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Trem interoceânico descarrila no México e deixa 13 mortos e quase 100 feridos

Um grave acidente ferroviário envolvendo um trem interoceânico deixou ao menos 13 pessoas mortas e 98 feridas neste domingo (28/12), no estado de Oaxaca, no sul do México. A informação foi confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum, por meio das redes sociais.

O trem transportava cerca de 250 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e seguia para Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, quando ocorreu o descarrilamento.

Mobilização das autoridades e atendimento às vítimas

Logo após o acidente, forças de segurança e equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência. De acordo com a Marinha do México, 139 pessoas não sofreram ferimentos, enquanto 98 ficaram feridas. Deste total, 36 vítimas precisaram de internação hospitalar, e as demais apresentaram ferimentos leves.

Segundo a presidente mexicana, os feridos foram encaminhados para hospitais do IMSS em Matías Romero e Salina Cruz, além de unidades do IMSS-Bienestar nas cidades de Juchitán e Ixtepec.

Investigação apura causas do descarrilamento

A procuradora-geral da República, Ernestina Godoy Ramos, informou que foi instaurado um inquérito oficial para investigar as causas do descarrilamento do trem interoceânico.

Claudia Sheinbaum afirmou ainda que determinou o deslocamento do secretário da Marinha e do subsecretário de Direitos Humanos do Ministério do Interior até o local do acidente, com o objetivo de prestar apoio direto às famílias das vítimas, além de representantes do IMSS e do IMSS-Bienestar.

Detalhes da composição e das operações de resgate

Em nota oficial, o Corredor Interoceânico informou que a composição era formada por duas locomotivas e quatro vagões, transportando 241 passageiros e nove tripulantes. O comunicado confirmou que o descarrilamento atingiu a locomotiva principal.

As autoridades responsáveis pelo corredor destacaram que seguem mobilizadas com ambulâncias terrestres, uma ambulância aérea e cerca de 40 profissionais de saúde naval. As equipes atuam em conjunto com autoridades federais, estaduais e municipais em operações de resgate, inclusive para socorrer pessoas que caíram em um barranco de aproximadamente sete metros de altura.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES

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Internacional

Chile cria gigante do lítio no Deserto do Atacama para fortalecer transição energética

Nova empresa une Codelco e SQM e consolida estratégia nacional para o lítio

O Chile, segundo maior produtor mundial de lítio, deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado global do mineral estratégico. A estatal Codelco e a mineradora privada SQM anunciaram a criação de uma nova empresa voltada à exploração de lítio no Deserto do Atacama, principal região produtora do país.

A iniciativa marca a formação da Nova Andino Litio SpA, companhia que ficará responsável pelas atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama até 2060. A operação foi aprovada pelos órgãos reguladores e deve gerar impacto positivo nos resultados financeiros da Codelco já a partir de 2025.

Parceria público-privada fortalece cadeia do lítio

O acordo estabelece que a nova empresa concentrará toda a gestão da produção de lítio na região, garantindo a continuidade dos contratos vigentes com a agência estatal Corfo e dos novos acordos previstos a partir de 2031. Como parte da negociação, a SQM transferiu à Codelco suas concessões de mineração no Salar de Maricunga, ampliando o controle estatal sobre áreas estratégicas.

A criação da Nova Andino Litio representa um dos principais movimentos da política mineral chilena voltada à transição energética, em um contexto de crescente demanda global por baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Apoio político e aval internacional

A iniciativa integra a agenda do presidente Gabriel Boric, que busca ampliar o protagonismo do Estado em setores estratégicos, sem abrir mão da participação privada. O acordo superou seu último entrave regulatório em novembro, após a aprovação da China — maior mercado consumidor de lítio do mundo.

A autorização chinesa foi concedida mediante o compromisso de manutenção dos contratos existentes e da garantia de fornecimento contínuo aos clientes do país, em condições consideradas “justas, razoáveis e não discriminatórias”.

Lítio como eixo da transição energética

O lítio é considerado um dos minerais-chave da transição energética global, sendo essencial para baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias limpas. Com a nova estrutura empresarial, o Chile reforça sua posição estratégica nesse mercado e amplia sua capacidade de atender à crescente demanda internacional.

A expectativa é que a Nova Andino Litio contribua para elevar a competitividade do país, fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a participação chilena no mercado global de minerais críticos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Morten Andersen/Bloomberg

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Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Internacional

China intensifica preparação militar e adapta transporte civil para cenários de guerra em larga escala

A China vem ampliando, ao longo de 2025, os preparativos militares do Exército de Libertação Popular (ELP) com uma série de exercícios de grande porte voltados à mobilização rápida de tropas, reservistas e recursos civis. A estratégia segue a diretriz de integração militar-civil, com foco especial no uso de sistemas de transporte comerciais para fins militares e atenção redobrada ao Estreito de Taiwan.

De acordo com análises divulgadas pela Reuters, os treinamentos têm se tornado mais frequentes e complexos, indicando um esforço coordenado para reduzir o tempo de resposta em cenários de conflito de alta intensidade.

Uso de navios civis e logística integrada chama atenção

Durante exercícios realizados no verão asiático, o ELP empregou embarcações civis, como navios do tipo roll-on/roll-off (RO-RO) e cargueiros, em operações anfíbias. Imagens de satélite apontam desembarques diretos de veículos militares em praias da província de Guangdong, evidenciando a incorporação de ativos comerciais às operações militares.

Segundo avaliações do Pentágono, a China testa de forma recorrente a capacidade de transporte multimodal civil para deslocamento rápido de forças, alinhando-se ao conceito de “início rápido e vitória decisiva”. A prática reduz barreiras logísticas e amplia a flexibilidade operacional em possíveis cenários de conflito.

Base legal sustenta estratégia de fusão militar-civil

A adaptação do transporte civil ao uso militar é respaldada por uma estrutura legal consolidada. A política de fusão militar-civil, formalizada a partir de 2015, foi reforçada pela Lei de Transporte de Defesa Nacional, de 2017, e por reformas no Sistema Nacional de Mobilização de Defesa.

Estudos do Asia Times e do ChinaPower Project indicam que o uso de infraestrutura de dupla finalidade — como portos, ferrovias, rodovias e aviação comercial — amplia significativamente a capacidade anfíbia do país, reduzindo gargalos logísticos em operações de grande escala.

Repercussão regional e resposta internacional

No cenário regional, Taiwan intensificou seus próprios exercícios militares, enquanto os Estados Unidos acompanham de perto a movimentação chinesa no Indo-Pacífico. Especialistas avaliam que os treinamentos têm efeito dissuasório, mas também representam ganhos reais de capacidade operacional.

O Ministério da Defesa da China, por sua vez, afirma que as atividades têm caráter defensivo e visam proteger a soberania nacional. Ainda assim, a intensificação dos exercícios ao longo de 2025 reforça a prioridade de Pequim em modernizar o ELP para conflitos prolongados e tecnologicamente avançados, em um ambiente geopolítico cada vez mais tensionado.

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FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/X/Diário do Brasil

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Internacional

Lake Pontchartrain Causeway: a ponte de quase 40 km sustentada por mais de 9.500 pilares sobre a água

A Lake Pontchartrain Causeway é uma das maiores pontes contínuas sobre a água já construídas no mundo. Com quase 40 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o lago Pontchartrain, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, apoiada em mais de 9.500 pilares de concreto. O que impressiona não é apenas o tamanho, mas a precisão técnica envolvida em sua construção.

Ao cruzar a ponte, muitos motoristas relatam uma sensação curiosa: em diversos trechos, não é possível ver terra em nenhuma direção. O horizonte se confunde com a água, criando a impressão de que a estrada se estende infinitamente.

Uma das maiores pontes contínuas do mundo sobre a água

A Causeway se destaca por sua extensão e pela regularidade de sua estrutura. Diferente de pontes estaiadas ou suspensas, ela apresenta um traçado reto e repetitivo, que esconde um nível elevado de complexidade técnica. Cada segmento depende de uma execução precisa para garantir estabilidade ao longo de dezenas de quilômetros.

Uma obra marcada pela repetição estrutural extrema

O grande desafio do projeto foi repetir a mesma solução estrutural milhares de vezes sem margem para erro. Cada trecho da ponte segue o mesmo padrão construtivo, exigindo alinhamento rigoroso e controle absoluto de qualidade.

Essa repetição em larga escala transformou a obra em um dos maiores exemplos de engenharia baseada em padronização e precisão.

Mais de 9.500 pilares sustentando a travessia

O verdadeiro coração da Lake Pontchartrain Causeway está abaixo da superfície. São mais de 9.500 pilares de concreto cravados no fundo do lago, formando uma base contínua e invisível para quem atravessa a ponte.

Esses pilares foram projetados para resistir à ação da água, às variações de carga e ao desgaste provocado pelo tempo, garantindo estabilidade mesmo em condições ambientais adversas.

Desafios de construir sobre um lago raso e instável

Embora o lago Pontchartrain não seja profundo, seu solo é formado por sedimentos macios, o que exige técnicas específicas de fundação. Além disso, a região sofre influência de tempestades tropicais e furacões, o que impõe esforços laterais significativos sobre a estrutura.

A solução foi distribuir o peso da ponte em milhares de pontos de apoio, reduzindo riscos localizados e aumentando a segurança estrutural.

Dois tabuleiros paralelos e décadas de expansão

A ponte é composta por dois tabuleiros paralelos, construídos em épocas diferentes. O primeiro foi inaugurado em 1956, enquanto o segundo entrou em operação em 1969 para atender ao aumento do tráfego.

Cada tabuleiro possui sua própria linha de pilares, o que dobra a complexidade tanto da construção quanto da manutenção ao longo dos anos.

Simples na aparência, complexa na execução

Visualmente, a Causeway parece apenas uma estrada reta sobre a água. No entanto, sua construção exigiu logística avançada, transporte preciso de materiais e posicionamento milimétrico de cada elemento estrutural.

Qualquer erro repetido milhares de vezes poderia comprometer toda a obra, tornando o controle de qualidade um dos fatores mais críticos do projeto.

Manutenção constante em ambiente agressivo

A exposição contínua à umidade, à salinidade e às variações climáticas exige inspeções frequentes. A integridade do concreto, a proteção contra corrosão e a estabilidade das fundações são monitoradas constantemente.

Por isso, a ponte não é apenas uma obra concluída, mas um sistema em manutenção permanente.

Uma experiência visual única para quem atravessa

Para quem dirige pela Causeway, a travessia é marcante. Em dias de céu limpo ou neblina, o encontro entre água e horizonte cria a sensação de que a estrada não tem fim.

Esse efeito visual ajudou a transformar a ponte em uma curiosidade mundial, frequentemente citada entre as obras de engenharia que parecem irreais.

Uma solução prática que virou símbolo

Antes da construção da ponte, a travessia do lago dependia de rotas longas ou balsas. A Causeway reduziu significativamente o tempo de deslocamento e se tornou essencial para a mobilidade regional, conectando comunidades ao entorno de Nova Orleans.

Mesmo sem ter sido pensada como atração turística, acabou se consolidando como um símbolo da engenharia funcional em grande escala.

Quando a repetição se transforma em grandiosidade

A Lake Pontchartrain Causeway mostra que grandiosidade não depende apenas de formas ousadas. Em muitos casos, o verdadeiro desafio está em repetir uma solução simples milhares de vezes, com precisão absoluta, em um ambiente hostil.

Essa combinação de simplicidade aparente e complexidade técnica faz da ponte uma das obras mais impressionantes já construídas sobre a água.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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