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ANTAQ divulga pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) anunciou a pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada (ROD), marcada para o dia 12 de março, às 9h. O encontro será realizado em formato telepresencial, com transmissão a partir do auditório da sede da Agência, em Brasília (DF).

A reunião ocorrerá no Edifício Sede da ANTAQ, localizado no SEPN Quadra 514, Conjunto E, Asa Norte, e integra a agenda periódica de deliberações do órgão regulador do setor aquaviário brasileiro.

Participação de interessados na reunião

Durante a reunião da Diretoria Colegiada da ANTAQ, será permitida a participação de partes interessadas nos processos pautados, que poderão apresentar sustentação oral. Essa manifestação pode ser realizada pelo próprio interessado ou por meio de advogados ou representantes legais devidamente constituídos.

A Agência ressalta que o pedido de participação deve ser feito obrigatoriamente pelos representantes legais das empresas ou partes envolvidas.

Prazo para solicitação de sustentação oral

Para participar da reunião e realizar a sustentação oral, é necessário preencher o formulário específico e encaminhar a documentação exigida com antecedência mínima de 24 horas úteis, considerando o horário de Brasília, em relação à reunião em que o processo estiver na pauta.

Solicitações enviadas após esse prazo não serão analisadas pela Agência.

Reuniões da ANTAQ e decisões regulatórias

As Reuniões Ordinárias da Diretoria Colegiada são momentos em que a ANTAQ avalia processos administrativos, decisões regulatórias e temas relacionados à regulação do transporte aquaviário, portos e infraestrutura logística marítima e fluvial no país.

Confira a pauta da 605ª ROD. 

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Connect Cast estreia com proposta de conectar profissionais e compartilhar experiências de mercado

O projeto Connect Cast – o talking oficial do ReConecta News, estreia como um novo espaço de diálogo sobre comunicação, estratégia e relacionamento no mundo corporativo. Apresentado por Renata Palmeira, o talnking pretender reúnir profissionais e especialistas para conversar sobre tendências, experiências e desafios profissionais, de mercado e pessoais no mundo dos negócios.

No primeiro episódio, Renata recebe a jornalista Daiana Brocardo para um bate-papo sobre a proposta do Connect e o papel cada vez mais estratégico da comunicação nas organizações. Durante a conversa, elas compartilham experiências profissionais e refletem sobre como as conexões humanas e a troca de conhecimento podem impulsionar resultados.

Segundo Renata Palmeira, a ideia do projeto é criar um ambiente de conversa verdadeira sobre o mercado. “O Connect Cast nasce com o propósito de conectar pessoas, ideias e experiências. A comunicação deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser parte central da estratégia de qualquer negócio”, destaca.

Ela também explica que o talking pretende aproximar profissionais de diferentes áreas que atuam diretamente na construção de reputação, relacionamento e posicionamento das empresas, principalmente nas áreas de comércio exterior e logística. “Queremos trazer histórias reais, aprendizados e visões de mercado que ajudem outros profissionais e empreendedores a enxergar novas possibilidades”, afirma.

O episódio de estreia vai ao ar às 20h desta segunda-feira (09), no YouTube, e marca o início de uma série de conversas com convidados que vão agregar muito mais do que conhecimento ao mercado.

ASSISTA NO LINK: https://youtu.be/LLzgU7ckG88

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Petróleo dispara 9% após fechamento do Estreito de Hormuz e tensão no Irã

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou uma forte alta no preço do petróleo nesta terça-feira (3). Após o anúncio do Irã sobre o fechamento do Estreito de Hormuz, o barril do tipo Brent chegou a avançar 9%, superando a marca de US$ 85 e atingindo o maior patamar desde julho de 2024.

Por volta das 11h30, o Brent, referência global da commodity, era negociado a US$ 83,88, com alta de 7,87%. Já o WTI (West Texas Intermediate) subia quase 8%, alcançando US$ 77,57, também no maior nível desde junho de 2025.

Fechamento do Estreito de Hormuz eleva tensão no mercado de energia

A decisão do Irã ocorre em meio à guerra envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. A ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atingir embarcações que cruzem o estreito elevou o temor de interrupção no fluxo global de energia.

O Estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos diariamente no mundo passam pelo corredor de apenas 40 km de largura em seu ponto mais estreito. China e Índia estão entre os principais destinos da carga transportada pela região.

O impacto imediato foi a retenção de centenas de navios petroleiros nas proximidades de polos logísticos como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Produção ameaçada e paralisações no Oriente Médio

A tensão geopolítica já provoca interrupções na cadeia produtiva de energia. O Irã responde por cerca de 3% da produção mundial, com aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia, mas sua posição estratégica amplia sua influência sobre o abastecimento global.

Empresas e governos da região anunciaram medidas emergenciais:

  • A estatal do Qatar suspendeu parte da produção de GNL e derivados industriais.
  • A Arábia Saudita interrompeu operações em sua maior refinaria doméstica.
  • Israel e o Curdistão iraquiano reduziram atividades no setor de petróleo e gás.
  • A Índia iniciou racionamento de gás para indústrias.

A gigante saudita Saudi Aramco orientou compradores do petróleo Arab Light a redirecionar carregamentos para Yanbu, no Mar Vermelho, evitando a rota pelo estreito.

Especialistas avaliam que, caso o bloqueio persista, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e o próprio Irã poderão ser forçados a reduzir a produção em poucos dias.

Impactos no Brasil e na inflação global

A disparada do petróleo internacional aumenta a pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode influenciar decisões de política monetária. Um ciclo prolongado de alta pode dificultar cortes na taxa de juros, diante do risco de reaceleração da inflação.

Apesar do cenário tenso, analistas descartam, por ora, risco imediato de desabastecimento global, destacando que a oferta mundial ainda supera o crescimento da demanda.

O comportamento das cotações dependerá principalmente da duração e intensidade do conflito e do tempo de fechamento do Estreito de Hormuz.

Bolsas despencam com aversão ao risco

O avanço do conflito também provocou forte queda nas Bolsas de valores ao redor do mundo.

Na Ásia, mercados como Seul registraram perdas superiores a 7%, enquanto índices chineses tiveram o pior desempenho em um mês. Praças europeias operavam com recuos acima de 3% no fim da manhã.

Nos Estados Unidos, os futuros indicavam abertura negativa em Wall Street:

  • Nasdaq: -2,3%
  • Dow Jones: -1,76%
  • S&P 500: -1,84%

Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft também recuaram.

Nem mesmo o ouro, tradicional ativo de proteção, escapou da volatilidade e operava em queda. Já o bitcoin avançava mais de 2%, refletindo movimentos especulativos.

Juros e política monetária no radar

O salto do petróleo reacendeu preocupações com a inflação global. Investidores passaram a rever expectativas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, adiando projeções de redução da taxa básica de julho para setembro.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu ao maior nível em mais de uma semana, sinalizando maior cautela do mercado diante do cenário geopolítico.

Analistas destacam que, caso o petróleo permaneça em patamares elevados por período prolongado, o movimento de aversão ao risco pode se intensificar nos mercados globais.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Planet Labs

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Crédito presumido de ICMS terá novas regras em SC a partir de abril de 2026

A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina anunciou novas regras para utilização do crédito presumido de ICMS a partir de abril de 2026, referente ao período de apuração de março do mesmo ano.

De acordo com o comunicado oficial, não poderão usufruir do benefício os estabelecimentos que apresentem débitos com a Fazenda estadual — exceto nos casos em que a dívida esteja garantida, parcelada ou com exigibilidade suspensa.

Também ficarão impedidos de utilizar o incentivo fiscal os contribuintes que não estiverem em dia com o envio da DIME (Declaração do ICMS e do Movimento Econômico) e da EFD (Escrituração Fiscal Digital).

Objetivo é reforçar regularidade fiscal

Segundo a pasta, a medida busca ampliar a regularidade fiscal, garantir isonomia entre empresas e aprimorar o controle sobre os benefícios fiscais concedidos pelo Estado.

Enquanto houver pendência, o envio do Demonstrativo de Crédito Informado Previamente (DCIP) será automaticamente bloqueado no Sistema de Administração Tributária (SAT).

Como regularizar e retificar a DIME

Após a quitação ou regularização do débito, o contribuinte poderá voltar a utilizar o crédito presumido. Para isso, será necessário realizar ajustes na documentação fiscal:

  • Nos casos em que o crédito presumido substitui os créditos efetivos, deverá ser enviada DIME retificadora com inclusão do DCIP, respeitando o prazo previsto no artigo 172 do Anexo 5 da legislação tributária;
  • Quando o crédito presumido não substitui créditos efetivos, também será possível enviar DIME retificadora com o DCIP incluído, observando o mesmo prazo legal.

A secretaria recomenda que empresas e profissionais da contabilidade verifiquem previamente a situação fiscal de cada estabelecimento para evitar restrições no uso do benefício.

Risco de perda do regime especial

Caso o débito não seja regularizado até o terceiro mês consecutivo de bloqueio do DCIP, o regime especial ou o registro efetuado no SAT poderá ser revogado. Nessa hipótese, não será permitida a retificação retroativa da DIME para inclusão do crédito presumido referente ao período em que o sistema esteve bloqueado.

Dúvidas sobre o procedimento podem ser esclarecidas na Central de Atendimento Fazendário (CAF) ou no portal oficial da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina.

FONTE: Secretaria de Estado da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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Maior barco elétrico do mundo começa viagem rumo à América do Sul

A América do Sul se prepara para receber o maior barco elétrico do mundo. O ferry China Zorrilla, da Buquebus, fará a ligação entre Buenos Aires e Colonia del Sacramento e já tem previsão para deixar o estaleiro na Tasmânia entre os dias 15 e 25 de março.

A informação foi confirmada por Pablo Francisco López, gerente da Buquebus Colonia, à Forbes Uruguay. A travessia até a América do Sul deve durar de 30 a 32 dias, com chegada estimada para o fim de abril.

Transporte especial e frete milionário

O deslocamento do ferry não será convencional. Para trazer a embarcação, foi contratado um navio do tipo heavy lift, especializado em transporte de cargas ultra pesadas. Existem apenas sete ou oito embarcações desse tipo em operação no mundo.

O custo do frete gira em torno de US$ 6 milhões, reflexo da complexidade logística envolvida na operação.

Tecnologia inédita e testes rigorosos

O China Zorrilla finalizou recentemente dois meses e meio de testes intensivos. Segundo López, a embarcação só foi liberada após atingir desempenho total.

O longo período de ensaios se deve às características técnicas do projeto. Os motores do ferry 100% elétrico não seguem padrões convencionais e o sistema de armazenamento de energia foi desenvolvido sob medida para operar em baixas temperaturas.

Diferentemente das baterias tradicionais de lítio, que podem perder até 30% da densidade energética em temperaturas inferiores a 7°C, o sistema instalado reduz essa perda para cerca de 2%. A solução foi pensada especificamente para as condições do Rio da Prata.

Projetado para águas rasas, o ferry possui calado de 2,75 metros, ligeiramente inferior ao do Silvia Ana, outra embarcação da companhia.

Investimento de US$ 200 milhões e alta capacidade

O projeto exigiu investimento de aproximadamente US$ 200 milhões. O presidente da Buquebus, Juan Carlos López Mena, já havia informado que o ferry terá capacidade para transportar 2.100 passageiros, 226 veículos e oferecerá 3.000 metros quadrados de área de lazer.

Em declarações anteriores, o executivo destacou que a decisão de investir em embarcações movidas a energia elétrica e gás liquefeito envolve riscos e depende do cenário econômico regional.

Consumo de energia e infraestrutura pronta

Para viabilizar a operação do barco elétrico, a empresa firmou um pré-acordo com a estatal uruguaia UTE sobre o fornecimento de energia.

Está em construção uma estrutura de aproximadamente nove quilômetros a partir do porto de Colonia, com cabeamento especial para suportar a demanda. A expectativa é de consumo elevado de eletricidade, com instalação de dois grandes acumuladores de 50 MW, um em Buenos Aires e outro em Colonia.

Segundo López, a infraestrutura em Colonia está praticamente concluída e os capitães já iniciaram treinamento. Após a chegada ao porto, o ferry deve levar cerca de seis dias para entrar em operação. A parte técnica estará pronta; restará apenas abastecer free shop e cafeterias.

Se o cronograma for mantido, o China Zorrilla deve iniciar as operações regulares na rota Buenos Aires–Colonia no início de maio de 2026.

Como funciona um navio heavy lift

O transporte do maior barco elétrico do mundo envolve engenharia especializada. Navios heavy lift são projetados para mover estruturas de grande porte, como plataformas de petróleo, módulos industriais e até outras embarcações.

O sistema funciona por meio de lastro: o navio transportador afunda parcialmente ao encher seus tanques com água; a carga flutua e é posicionada sobre o convés submerso; em seguida, a água é retirada e o navio retorna à superfície já com a estrutura apoiada.

Para a descarga, são necessárias profundidades superiores a 23 ou 24 metros. No Rio da Prata, uma das áreas avaliadas para a manobra fica próxima ao canal em frente a Nueva Palmira. O navio transportador pode ter calado entre 8 e 9 metros, além do peso adicional do ferry.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Incat

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IBAMA, Exército e Ministério da Defesa passam a operar exclusivamente pelo Novo Portal Único

A modernização do comércio exterior brasileiro avançou mais um passo em fevereiro com a consolidação da DUIMP como principal instrumento no processo de importação. Três importantes órgãos federais deixaram de utilizar o sistema de Licença de Importação (LI) e passaram a atuar exclusivamente pelo Novo Portal Único de Comércio Exterior.

A mudança envolve o IBAMA, o Exército Brasileiro e o Ministério da Defesa, que agora realizam seus controles administrativos apenas por meio do novo ambiente integrado do NPI.

Avanço da DUIMP marca nova etapa da modernização

A substituição gradual da LI pela Declaração Única de Importação (DUIMP) integra o cronograma oficial de implementação iniciado em 2025. A proposta do governo é unificar procedimentos, reduzir burocracias e tornar o fluxo de importações mais eficiente.

Com a migração definitiva desses três órgãos, o processo ganha:

  • Maior integração de sistemas
  • Redução da fragmentação operacional
  • Mais previsibilidade regulatória
  • Procedimentos mais modernos e digitais

A expectativa é que outros órgãos anuentes também concluam seus desligamentos do modelo antigo ao longo de março, seguindo o calendário estabelecido.

Importadores devem acompanhar prazos no Siscomex

Diante da transição em andamento, importadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior precisam acompanhar atentamente as atualizações no Portal Siscomex. O sistema disponibiliza informações sobre prazos, modalidades de operação e possíveis exceções durante a fase de migração.

A implementação definitiva do Novo Portal Único é considerada o maior projeto de transformação estrutural do comércio exterior no país, aproximando-se agora de uma etapa decisiva.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários debate qualificação e fortalecimento do setor no Rio

A terceira reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA) foi realizada nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, empresas e trabalhadores do setor. O encontro teve como foco principal a qualificação profissional e a valorização dos aquaviários no Brasil.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e integra a estratégia do governo federal para fortalecer o transporte aquaviário brasileiro.

Encontro na Marinha reforça diálogo institucional

A reunião ocorreu na sede da Diretoria de Portos e Costas, órgão da Marinha do Brasil. Durante os debates, foram discutidas diretrizes para modernizar a formação dos profissionais da navegação e alinhar políticas públicas às demandas atuais do setor.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, que coordena o Fórum, destacou a importância do espaço como canal permanente de diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar o crescimento do setor com foco na valorização profissional.

Já o diretor de Navegação e Fomento, Daniel Aldigueri, ressaltou que a continuidade das reuniões permite acompanhar de perto as necessidades da navegação nacional e manter ativa a interlocução entre os diversos atores envolvidos.

Representação ampla do setor aquaviário

O encontro contou com representantes de entidades empresariais como:

  • Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo
  • Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem
  • Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior

Também participaram representantes dos trabalhadores indicados por:

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos
  • Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais
  • Sindicato Nacional dos Tripulantes Não Aquaviários

Além disso, estiveram presentes integrantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Transpetro, da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Perfil da categoria e investimentos em capacitação

Durante a reunião, a Marinha apresentou dados atualizados sobre a estrutura profissional do setor. Atualmente, o Brasil possui 73.238 marítimos ativos.

Desse total:

  • 59.331 atuam na área de convés, responsável pela navegação e operações das embarcações;
  • 13.907 são habilitados na área de máquinas, voltada à operação de motores e sistemas técnicos.

Os números evidenciam a dimensão estratégica da categoria e reforçam a necessidade de investimentos contínuos em formação técnica, atualização profissional e modernização da estrutura de ensino.

Ao final do encontro, os participantes visitaram a academia da Transpetro, onde conheceram simuladores de náutica e de máquinas utilizados na capacitação de profissionais embarcados.

Próximas reuniões já têm calendário definido

A agenda do Fórum prevê novos encontros na segunda quinzena de maio, agosto e novembro de 2026. A definição antecipada do calendário busca garantir a continuidade das discussões e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento profissional dos aquaviários.

Fórum foi criado em 2025

Instituído pela Portaria nº 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários foi criado para consolidar o diálogo entre governo, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário.

A iniciativa integra a política do Ministério de promover organização, qualificação e valorização da categoria, considerada estratégica para a logística e o comércio exterior do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Cassiano/Diretoria de Portos e Costas

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Cais Flutuante do Espinheiros avança em Joinville com transporte de módulos de 25 toneladas pelo rio

A construção do Cais Flutuante do Espinheiros, em Joinville, entrou em uma nova fase com o transporte de estruturas de aproximadamente 25 toneladas pelo rio. A operação representa um marco na execução da obra no Parque Porta do Mar.

Ao todo, cinco módulos flutuantes percorrem cerca de 4,7 quilômetros pelo trajeto que inclui o Rio Cachoeira e a Lagoa do Saguaçu até o ponto de instalação.

Transporte fluvial reduz impacto no trânsito

O deslocamento das peças ocorre com o auxílio de um rebocador, responsável por conduzir os módulos desde o galpão de fabricação, no bairro Fátima, até a área da obra.

Segundo a Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), a escolha pelo transporte fluvial foi estratégica. Além das dimensões e do peso elevado das estruturas, a logística pela água evita interferências no trânsito urbano, reduzindo impactos na mobilidade da cidade.

O primeiro módulo chegou ao destino por volta das 4h30. O segundo foi transportado durante a manhã, e a programação prevê o envio de mais uma estrutura ainda no mesmo dia, com as duas últimas previstas para quarta-feira (25).

Cada peça é posicionada ao redor das 26 estacas que sustentarão o novo cais. A montagem segue do centro para as extremidades, técnica adotada para garantir alinhamento e estabilidade da estrutura.

Estrutura utiliza tecnologia internacional

Com cerca de 11 metros de comprimento e três metros de largura, os flutuantes foram construídos em concreto, com armaduras de ferro galvanizado e blocos de EPS — material leve que contribui para a flutuação. A fabricação emprega tecnologia sueca, aplicada na composição e montagem das peças.

Além dos módulos principais, será instalado um dispositivo flutuante de oito toneladas, que dará suporte à rampa de acesso ao atracadouro.

Obra deve impulsionar turismo náutico

A passarela de acesso, produzida em São Paulo, já está em Joinville e será instalada nas próximas etapas, junto com itens como iluminação, guarda-corpo e mobiliário urbano.

Atualmente, aproximadamente 44% da obra está concluída. O investimento total é de R$ 6,1 milhões.

Quando finalizado, o novo cais flutuante terá capacidade para receber embarcações de até 100 pés, porte semelhante ao do Barco Príncipe. A expectativa é ampliar o potencial do turismo náutico e fortalecer a movimentação econômica da região.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação/Secom/ND Mais

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Superávit primário do Governo Central alcança R$ 86,9 bilhões em janeiro

O superávit primário do Governo Central somou R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado impulsionado por arrecadação recorde no período. O número, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25), supera o saldo positivo de R$ 85,1 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar do avanço nominal, o resultado apresenta retração de 2,2% em termos reais, já descontada a inflação.

O Governo Central é composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Resultado acima das expectativas do mercado

De acordo com o relatório oficial, o resultado conjunto do Tesouro e do Banco Central foi positivo em R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) registrou déficit de R$ 20,6 bilhões.

Na comparação com janeiro do ano passado, o desempenho fiscal refletiu:

  • Crescimento real de 1,2% na receita líquida (alta de R$ 3,3 bilhões);
  • Expansão de 2,9% nas despesas totais (aumento de R$ 5,3 bilhões).

O resultado ficou acima das projeções do mercado financeiro. Segundo dados do Prisma Fiscal, pesquisa mensal do Ministério da Fazenda, a estimativa era de superávit de R$ 84,7 bilhões no mês.

Déficit acumulado em 12 meses

No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o Governo Central apresenta déficit primário de R$ 62,7 bilhões, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.

Meta fiscal para 2026

A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, desconsiderando o pagamento de precatórios e despesas autorizadas fora do novo arcabouço fiscal.

A legislação estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. Assim, a meta será considerada cumprida caso o governo alcance resultado primário zero ou superávit de até R$ 68,6 bilhões.

O que impulsionou a arrecadação

O crescimento das receitas foi puxado por diferentes tributos e fontes de arrecadação:

  • Alta de R$ 3,9 bilhões (3,3%) no Imposto de Renda, com destaque para rendimentos do trabalho e do capital, apesar da queda no IRPJ;
  • Crescimento de R$ 2,7 bilhões (49,3%) no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), impulsionado por operações de câmbio, crédito e títulos mobiliários;
  • Avanço de R$ 2,1 bilhões (43,7%) em outras receitas administradas pela Receita Federal, incluindo participação da União em loterias e depósitos judiciais;
  • Elevação de R$ 3,9 bilhões (6,9%) na receita previdenciária, refletindo o mercado de trabalho aquecido, aumento nos recolhimentos do Simples Nacional e reoneração da folha.

Por outro lado, houve recuo relevante nas receitas com exploração de recursos naturais, que caíram R$ 5,1 bilhões (27,4%), impactadas principalmente pela queda no preço internacional do petróleo e pela valorização cambial.

Também foi registrada diminuição de R$ 1,4 bilhão (15,1%) na arrecadação com Imposto de Importação, influenciada pela redução no valor em dólar das importações e pela taxa média de câmbio.

Outro fator que limitou o crescimento da receita líquida foi o aumento de R$ 2,9 bilhões (7,8%) nos repasses aos fundos de participação federativos.

Despesas também avançaram

Pelo lado das despesas, os principais aumentos foram:

  • R$ 4 bilhões (5,3%) em benefícios previdenciários, devido à ampliação do número de beneficiários e aos reajustes reais do salário mínimo;
  • R$ 3,3 bilhões (10,3%) com pessoal e encargos sociais, influenciados pela base de comparação de janeiro de 2025, que ainda não refletia reajustes ao funcionalismo concedidos no ano passado.

Em contrapartida, algumas despesas recuaram:

  • Queda de R$ 1,5 bilhão (27,1%) em abono salarial e seguro-desemprego, com ausência de pagamentos do seguro-defeso em janeiro;
  • Redução de R$ 1,9 bilhão (6,5%) nas despesas obrigatórias com controle de fluxo, especialmente em programas sociais como o Bolsa Família e na área da saúde.

O desempenho fiscal de janeiro reforça o desafio do governo em equilibrar receitas e despesas ao longo do ano para cumprir a meta fiscal estabelecida.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Poeira do Saara chega ao Brasil e eleva níveis de PM2,5 no Norte e Nordeste

Uma vasta nuvem de poeira do Saara atravessa o Oceano Atlântico e deve atingir, nos próximos dias, áreas do Norte e Nordeste do Brasil. O fenômeno também alcança pelo menos outros nove países das Américas, incluindo nações do Caribe, da América Central e do norte da América do Sul.

Transportada pelos ventos alísios sobre o Atlântico tropical, a massa de ar carrega partículas finas que podem impactar a qualidade do ar, segundo mapas de previsão atmosférica.

Aumento de material particulado no ar

As projeções indicam elevação nas concentrações de material particulado, especialmente das frações PM10 e PM2,5 — sendo esta última a que mais preocupa especialistas.

O PM2,5 é composto por partículas com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros, cerca de 30 vezes menores que um fio de cabelo. Por serem extremamente pequenas, conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até atingir a corrente sanguínea.

Embora a poeira do deserto contenha partículas de diferentes tamanhos, as mais finas permanecem suspensas na atmosfera por mais tempo e conseguem percorrer grandes distâncias. Mesmo ao chegar mais dispersa ao Brasil, a pluma pode provocar alterações nos índices de poluição atmosférica, o que exige monitoramento constante.

Países afetados pela pluma de poeira

Desde a última segunda-feira (23), países como Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e regiões do Brasil já registram céu mais turvo e maior concentração de poeira em níveis médios da atmosfera.

Os efeitos costumam ser mais perceptíveis em dias de céu claro, quando há redução da visibilidade e mudança na coloração do horizonte, que pode ganhar tons esbranquiçados ou alaranjados. A previsão indica que o pico da concentração ocorreu entre terça (24) e quarta-feira (25), com tendência de استمرار ao menos até sexta-feira (27).

O que é PM2,5 e quais os riscos à saúde

A presença elevada de PM2,5 pode provocar piora temporária da qualidade do ar. Entre os principais riscos estão irritações nas vias respiratórias, agravamento de crises de asma, bronquite e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crônicos estão entre os grupos mais vulneráveis. Em situações de maior concentração, autoridades costumam recomendar a redução de atividades ao ar livre e, se necessário, o uso de proteção respiratória.

Impactos no clima e efeitos visuais

Além das consequências à saúde, a poeira do Saara pode influenciar processos atmosféricos. O excesso de partículas na atmosfera interfere na formação de nuvens e pode reduzir a ocorrência de chuvas em determinadas áreas, ao competir pela umidade disponível no ar.

Em contrapartida, o fenômeno também pode proporcionar efeitos visuais marcantes, como pores do sol mais intensos e variações de cor no céu, resultado da dispersão da luz pelas partículas suspensas.

No Brasil, os impactos tendem a ser menos intensos do que em regiões mais próximas à origem da pluma. Ainda assim, o acompanhamento por satélites e modelos meteorológicos é fundamental para antecipar mudanças na qualidade do ar e orientar a população.

Outro aspecto relevante é que a nuvem de poeira transporta minerais como fósforo e ferro, que contribuem para a fertilização natural de ecossistemas como a Amazônia.

FONTE: Meteored
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Meteored

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