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Crédito de R$ 15 bilhões: governo define setores prioritários para acesso aos recursos

O governo federal detalhou os setores que terão prioridade no acesso à linha de crédito de R$ 15 bilhões, criada para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio e das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O anúncio foi feito na quinta-feira (16) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, durante coletiva no Palácio do Planalto. A iniciativa também contempla áreas consideradas estratégicas para o país, especialmente aquelas com déficit na balança comercial brasileira, como os segmentos farmacêutico e de tecnologia da informação.

Programa será operado pelo BNDES

A nova rodada de apoio faz parte da segunda fase do Programa Brasil Soberano, lançado em 2025. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inicialmente voltado a empresas exportadoras afetadas pelo chamado tarifaço dos EUA, o programa ganha agora maior abrangência, incluindo setores impactados por instabilidades geopolíticas e comerciais.

As tarifas norte-americanas, que chegaram a 50%, foram posteriormente revistas e fixadas em 15% após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas continuam afetando a competitividade de produtos brasileiros.

Três grupos terão acesso ao crédito

De acordo com portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), três perfis de empresas poderão acessar os recursos:

Exportadoras afetadas por tarifas

O primeiro grupo reúne empresas industriais exportadoras e seus fornecedores diretamente impactados pelas tarifas dos EUA. Para se enquadrar, é necessário que as exportações tenham representado pelo menos 5% do faturamento bruto entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Entre os mais prejudicados estão os setores de aço, cobre e alumínio, que enfrentam sobretaxas de até 50%, além de segmentos como autopeças e móveis, sujeitos a tarifas de 25%.

Setores estratégicos da economia

O segundo grupo inclui áreas consideradas essenciais para a modernização produtiva e inovação do país. Estão na lista os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, além de indústrias de máquinas, equipamentos eletrônicos, informática, borracha e minerais críticos.

Empresas com foco no Oriente Médio

O terceiro grupo contempla empresas exportadoras que atuam no mercado do Golfo Pérsico, incluindo países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse caso, o critério exige que as exportações tenham representado ao menos 5% do faturamento bruto entre janeiro e dezembro de 2025. A medida busca reduzir os impactos da instabilidade na região sobre o comércio exterior brasileiro.

Condições de financiamento e prazos

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como:

  • capital de giro
  • produção voltada à exportação
  • aquisição de bens de capital
  • investimentos em ampliação produtiva
  • inovação tecnológica e adaptação de processos

As taxas de juros variam conforme o tipo de operação. Nas contratações diretas com o BNDES, os encargos vão de 0,94% ao mês (investimentos) até 1,28% (capital de giro).

Já nas operações indiretas, realizadas por instituições financeiras, as taxas ficam entre 1,06% e 1,41% ao mês. Os prazos de carência variam de um a quatro anos, enquanto o período total para pagamento pode chegar a 20 anos, dependendo da modalidade.

Estratégia mira competitividade e crescimento

Com a iniciativa, o governo pretende fortalecer setores-chave, ampliar a competitividade internacional e reduzir vulnerabilidades da economia brasileira diante de crises externas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

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Preço do diesel sobe 22% e dá sinais de estabilidade em abril

O preço do diesel acumulou alta de 22,1% entre o fim de fevereiro e a segunda semana de abril, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio. No mesmo intervalo, outros combustíveis também registraram avanço: a gasolina comum subiu 7,5% e o etanol hidratado teve aumento de 1,9%.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços elaborado pela Veloe, com suporte técnico da Fipe.

Queda recente indica trégua no mercado

Apesar da trajetória de alta nas semanas anteriores, os números mais recentes apontam uma desaceleração. O diesel atingiu o pico no fim de março, com valor médio de R$ 7,62 por litro. Desde então, apresentou leve recuo: caiu para R$ 7,60 em 7 de abril e, posteriormente, para R$ 7,55 em 15 de abril.

Esse movimento sugere uma possível estabilização no mercado de combustíveis, após semanas de pressão nos preços.

Gasolina e etanol também mostram acomodação

Outros combustíveis seguem a mesma tendência de alívio. O etanol alcançou seu maior valor no final de março, com média de R$ 4,80 por litro. Já a gasolina atingiu pico no início de abril, chegando a R$ 6,87.

Desde então, ambos apresentam comportamento mais estável, acompanhando a redução das tensões externas.

Diferença de preços entre estados chega a 20%

Mesmo com sinais de trégua, o cenário ainda revela forte desigualdade regional no preço do diesel S-10. A variação entre estados chegou a R$ 1,45 por litro na segunda semana de abril, o equivalente a uma diferença de cerca de 20%.

Entre os estados com os maiores preços estão:

  • Acre (R$ 8,68);
  • Bahia (R$ 8,15);
  • Roraima (R$ 7,87).

Outras unidades federativas como Piauí, Mato Grosso e Pará também registraram valores acima de R$ 7,70 por litro.

Por outro lado, os menores preços foram observados em:

  • Espírito Santo (R$ 7,23);
  • Rio Grande do Sul (R$ 7,24);
  • Ceará (R$ 7,25);
  • Distrito Federal (R$ 7,25);
  • Pernambuco (R$ 7,26).

Tendência ainda depende do cenário externo

A recente acomodação nos preços não elimina as incertezas. O comportamento do diesel no Brasil segue atrelado a fatores internacionais, especialmente ao mercado de petróleo e ao contexto geopolítico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes de Paula/Agência O Globo

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Produção de etanol de milho deve alcançar 16 bilhões de litros até 2033

O Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de etanol de milho, com previsão de atingir cerca de 9,97 bilhões de litros na safra atual. O volume já corresponde a quase 60% da meta estimada para a próxima década, indicando um crescimento acelerado do setor.

Atualmente, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em fase de construção. A expectativa da indústria é alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, impulsionada pelo fortalecimento da infraestrutura e pela ampliação dos investimentos em biocombustíveis.

Coprodutos impulsionam cadeia de alimentos

Além da produção de combustível, o avanço do setor também impacta diretamente a cadeia de alimentos. Um dos principais destaques é o DDG (grãos de destilaria), coproduto rico em proteína utilizado na nutrição animal.

As usinas têm priorizado o melhor aproveitamento do milho, apostando na eficiência produtiva e na geração de valor agregado. Esse movimento contribui para integrar diferentes segmentos do agronegócio, ampliando as oportunidades econômicas.

Diversificação energética e mercado global

A produção de etanol de milho no Brasil também está ligada à diversificação da matriz energética, historicamente concentrada na cana-de-açúcar. O setor agora busca atender demandas internacionais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Esse cenário tem atraído investimentos voltados à redução da intensidade de carbono, fator essencial para a competitividade no mercado externo e para atender exigências ambientais globais.

Integração com pecuária fortalece competitividade

O modelo de biorrefinaria adotado no país permite transformar o milho em combustível e, ao mesmo tempo, destinar resíduos para a produção de ração. Essa integração com a pecuária cria um ciclo eficiente de aproveitamento e reforça a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Especialistas apontam que a viabilidade econômica dos novos projetos depende justamente dessa sinergia entre energia e proteína, garantindo sustentabilidade financeira e operacional.

Sustentabilidade e regulação em debate

O crescimento do setor também envolve discussões sobre marcos regulatórios e financiamento de novas tecnologias. O objetivo é aumentar a eficiência ambiental e assegurar que o etanol brasileiro atenda às metas globais de descarbonização.

A evolução da indústria reforça o papel estratégico do Brasil tanto na produção de biocombustíveis quanto no fornecimento de insumos para a cadeia alimentar.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Eve Air Mobility alcança 50 voos de teste com eVTOL e avança rumo à certificação

A Eve Air Mobility anunciou que seu protótipo de eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical) atingiu a marca de 50 voos de teste bem-sucedidos, acumulando mais de duas horas em operação. O avanço representa um passo relevante no desenvolvimento da aeronave elétrica voltada à mobilidade aérea urbana.

Produção de protótipos será ampliada

Segundo a empresa, a expectativa é iniciar ainda neste ano a fabricação de novos protótipos, com a meta de chegar a seis unidades. Esses modelos serão utilizados na fase de testes exigida para certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Testes reforçam desenvolvimento da aeronave

Em comunicado, a companhia destacou que os dados obtidos durante os voos em escala real são essenciais para a evolução dos protótipos de conformidade e da futura aeronave comercial.

De acordo com o CEO da empresa, Johann Bordais, o marco vai além de um número simbólico e demonstra o avanço técnico do projeto e a consistência das soluções adotadas.

Nova fase inclui expansão do envelope de voo

Com a conclusão dos primeiros 50 voos, a Eve Air Mobility inicia uma etapa mais avançada de testes. O foco agora está na ampliação do envelope de voo, com aumento progressivo da velocidade de cruzeiro.

Além disso, a empresa irá aprofundar análises relacionadas à gestão de energia, controlabilidade, estabilidade, bem como níveis de ruído e vibração — fatores críticos para a certificação e operação comercial.

A próxima fase inclui ainda os chamados voos completos de transição, previstos para ocorrer ao longo deste ano.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Receita Federal realiza primeira operação internacional no Aeroporto de São José do Rio Preto

A Receita Federal participou da primeira operação internacional no Aeroporto Estadual Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto (SP), marcando um novo momento para o terminal, que até então operava exclusivamente voos domésticos.

Operação inédita ocorreu durante evento esportivo internacional

A ação foi realizada no dia 6 de abril de 2026 e envolveu uma força-tarefa com servidores da Receita Federal, da Vigilância Agropecuária Internacional e da Polícia Federal.

A estrutura foi mobilizada para receber uma delegação estrangeira que participa da CONMEBOL Libertadores 2026, que desembarcou diretamente no aeroporto por meio de voo internacional.

Autorização especial viabilizou operação internacional

Para permitir a realização da operação, a Receita Federal concedeu uma autorização temporária que habilitou o aeroporto a operar voos internacionais durante o período da competição.

A medida atende a uma exigência da organização do torneio, que determina que as partidas sejam disputadas a uma distância máxima de 150 quilômetros de um aeroporto com capacidade internacional.

Sem essa liberação excepcional, o clube Mirassol não poderia sediar seus jogos, já que os aeroportos internacionais mais próximos ficam a mais de 300 quilômetros da cidade.

Receita Federal garante controle e agilidade

Como responsável pelo controle aduaneiro no Brasil, a Receita Federal atua na fiscalização da entrada e saída de passageiros e mercadorias, assegurando o cumprimento das normas legais.

Na operação realizada em São José do Rio Preto, o foco foi garantir a conformidade dos procedimentos, mantendo a segurança e a eficiência no atendimento à delegação internacional.

Evento reforça papel estratégico do órgão

A atuação na primeira operação internacional no aeroporto de São José do Rio Preto evidencia a importância da Receita Federal na viabilização de eventos globais no país.

Além de assegurar o cumprimento das exigências legais, o órgão contribui para que estruturas locais possam atender demandas internacionais de forma rápida e organizada.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Etanol ganha força no Brasil com aumento da mistura e demanda aquecida

A produção de etanol no Brasil deve avançar na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória na gasolina e pelo aquecimento da demanda interna por biocombustíveis. A estimativa é que o volume total, somando etanol hidratado e anidro, se aproxime de 43 bilhões de litros.

O crescimento será sustentado tanto pelo etanol de cana-de-açúcar quanto pelo etanol de milho, refletindo a diversificação da matriz produtiva nacional.

Aumento da mistura impulsiona consumo

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou para E30 em 2025, já vem impactando positivamente o consumo. A expectativa de avanço para E35 ao longo de 2026 deve intensificar ainda mais essa demanda.

Segundo projeções do mercado, cada ponto percentual adicional na mistura pode gerar um aumento de cerca de 920 milhões de litros no consumo anual. Com isso, uma elevação de cinco pontos percentuais pode acrescentar aproximadamente 4,6 bilhões de litros à demanda em um ano.

Inicialmente, a mudança de E27 para E30 previa crescimento de 1,65 bilhão de litros, mas o maior consumo de gasolina elevou essa projeção para cerca de 2,76 bilhões de litros.

Usinas priorizam etanol e reduzem produção de açúcar

Diante da maior atratividade do mercado de etanol, as usinas brasileiras devem ajustar seu mix produtivo, priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar.

Como consequência, as exportações de açúcar tendem a cair na safra 2026/27. A previsão é de recuo de quase 15%, com os embarques passando de 33,8 milhões para cerca de 29 milhões de toneladas.

Essa mudança estratégica reflete a maior competitividade do etanol no mercado interno, além de reforçar o papel do Brasil como referência global na produção de energia renovável.

Safra de cana cresce, com destaque para o Centro-Sul

A produção de cana-de-açúcar também deve avançar. A estimativa é de 677,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior.

A região Centro-Sul continuará como principal polo produtor, com moagem prevista de 620 milhões de toneladas, crescimento de 3,7%.

Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste devem registrar retração de 2,2%, com produção estimada em 57,7 milhões de toneladas.

Produção de açúcar deve recuar

Mesmo com o aumento da moagem, a produção de açúcar no Brasil deve cair cerca de 7,36%, totalizando 40,3 milhões de toneladas.

A redução está diretamente ligada à priorização do etanol pelas usinas, que respondem aos sinais de mercado mais favoráveis ao biocombustível.

Brasil reforça protagonismo em biocombustíveis

O cenário projetado indica uma reconfiguração do setor sucroenergético, com maior foco na produção de etanol. Esse movimento fortalece a posição do Brasil como líder global em biocombustíveis, ao mesmo tempo em que ajusta sua participação no mercado internacional de açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Combustível de aviação: governo anuncia medidas para conter alta do QAv

O governo federal anunciou um conjunto de ações para enfrentar a alta do combustível de aviação (QAv) e seus efeitos sobre o setor aéreo. As medidas, divulgadas na segunda-feira (6), foram elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a área econômica, com foco em preservar a oferta de voos e conter o aumento das passagens aéreas.

A iniciativa surge em meio à elevação global dos preços do QAv, que pressiona os custos das companhias e pode afetar a conectividade aérea no país.

Estratégia busca equilíbrio fiscal e apoio ao setor

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote foi estruturado para gerar impacto direto no setor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já o Ministério de Portos e Aeroportos destacou que o objetivo central é evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

A preocupação do governo é manter o ritmo de crescimento do transporte aéreo, que recentemente registrou aumento na demanda por passageiros.

Linhas de crédito e financiamento para companhias aéreas

Entre as principais medidas está a criação de uma linha de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível. Cada empresa poderá acessar até R$ 2,5 bilhões, com operacionalização pelo BNDES e risco assumido pelas próprias companhias.

Também foi anunciada uma linha de crédito adicional de R$ 1 bilhão para capital de giro, cujas regras serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com garantia da União.

Redução de impostos sobre o querosene de aviação

Outra medida relevante é a desoneração tributária. O governo editará decreto para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.

A iniciativa busca aliviar custos operacionais e contribuir para a estabilidade das tarifas aéreas.

Flexibilização de pagamentos e apoio da Petrobras

O pacote inclui ainda a possibilidade de adiamento no pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Os valores referentes aos meses de abril a junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.

Além disso, a Petrobras anunciou recentemente um modelo de transição para o reajuste do QAv. A proposta permite que distribuidoras repassem inicialmente 18% do aumento, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho.

Medidas tentam conter pressão sobre passagens aéreas

Combinadas, as ações buscam reduzir a pressão sobre os custos das companhias e evitar aumentos expressivos nas tarifas aéreas. O governo aposta que o pacote ajudará a sustentar a expansão do setor e garantir maior previsibilidade ao mercado.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Seca no Sul de Mato Grosso ameaça produtividade do algodão e acende alerta no campo

A seca no Sul de Mato Grosso já preocupa produtores e pode impactar diretamente a produtividade do algodão na safra atual. A diminuição das chuvas na região vem reduzindo a umidade do solo, cenário que afeta principalmente áreas de segunda safra e lavouras com plantio tardio.

Baixa umidade compromete desenvolvimento do algodoeiro

De acordo com levantamento da Ampa, a escassez de água no solo ocorre em um momento crítico do ciclo da cultura. Nessa fase, a disponibilidade hídrica é essencial para garantir o desenvolvimento adequado das estruturas reprodutivas.

A falta de umidade pode prejudicar o enchimento das maçãs do algodoeiro — etapa decisiva para o rendimento final da lavoura. Enquanto isso, outras regiões do estado apresentam condições mais equilibradas, com clima favorável à continuidade das atividades no campo.

Outras regiões mantêm ritmo de manejo

Fora da área mais afetada, o cenário é mais positivo. A presença de períodos de sol permitiu a retomada de práticas importantes, como adubação de cobertura e aplicação de reguladores de crescimento.

Apesar do desenvolvimento considerado dentro da normalidade em grande parte do estado, especialistas alertam que a chegada do período de estiagem exige atenção redobrada. O estresse hídrico segue como principal risco, podendo comprometer até mesmo lavouras já estabelecidas.

Monitoramento de pragas segue intensificado

Além das condições climáticas, o controle fitossanitário continua sendo prioridade entre os produtores. O destaque vai para o combate ao bicudo-do-algodoeiro, considerado a principal ameaça à cultura.

O monitoramento é realizado com o uso de armadilhas, enquanto a aplicação de defensivos tem sido intensificada para conter o avanço da praga sobre flores e maçãs em formação.

Outros insetos, como lagartas e pulgões, permanecem sob controle e dentro dos níveis considerados normais. Ainda assim, a recomendação técnica é manter o manejo rigoroso até o fim do ciclo produtivo, evitando prejuízos.

Alerta reforça vulnerabilidade ao clima

O cenário no Sul de Mato Grosso reforça a sensibilidade da cultura do algodão às variações climáticas. A evolução da seca na região serve como alerta, sobretudo para áreas mais expostas, como as de segunda safra e plantios tardios.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

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Missão Artemis II: como a NASA transmite imagens do espaço em alta velocidade

Desde o início da Artemis II, astronautas têm enviado imagens e vídeos do espaço para a Terra em tempo quase real. A missão, conduzida pela NASA, utiliza tecnologias avançadas para garantir a transmissão de dados mesmo a grandes distâncias.

Historicamente, as comunicações espaciais eram feitas por radiofrequência, método utilizado há mais de 50 anos. No entanto, com o aumento do volume de dados gerados nas missões, tornou-se necessário adotar soluções mais rápidas e eficientes.

Comunicação a laser revoluciona envio de dados

Para atender essa demanda, a NASA vem investindo na comunicação óptica (a laser), uma tecnologia capaz de transmitir dados até 100 vezes mais rápido do que os sistemas tradicionais.

Esse modelo utiliza transceptores ópticos, que enviam e recebem informações por meio de feixes de luz entre a espaçonave e estações terrestres. O avanço é comparado à evolução da internet, saindo da conexão discada para a fibra óptica.

Desafios técnicos e solução em locais estratégicos

Apesar da alta velocidade, a tecnologia enfrenta obstáculos. Condições atmosféricas, como nuvens e turbulências, podem interferir no sinal de laser ao atravessar a atmosfera terrestre.

Para reduzir essas interferências, a NASA posicionou estações ópticas em regiões com clima mais estável e altitude elevada, como:

  • Havaí
  • Califórnia
  • Novo México

Sistema O2O garante transmissão em alta resolução

Na missão Artemis II, o destaque é o Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II (O2O), responsável por viabilizar o envio de vídeos e fotos em alta resolução.

Além do conteúdo visual, o sistema também transmite:

  • Dados científicos
  • Planos de voo
  • Procedimentos operacionais
  • Comunicação entre a nave e os centros de controle

A tecnologia pode atingir velocidades de até 260 megabits por segundo, tornando a comunicação espacial mais eficiente e confiável.

Testes abrem caminho para futuras missões

A validação do sistema O2O em uma missão tripulada é um dos principais objetivos da Artemis II. O projeto é financiado pelo programa de comunicações espaciais da NASA e executado por equipes especializadas em exploração e tecnologia.

A expectativa é que o uso da comunicação a laser no espaço se torne padrão em futuras missões, ampliando a capacidade de transmissão de dados e melhorando o acompanhamento das operações em tempo real.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: NASA/Divulgação

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Petrobras avalia autossuficiência em diesel no Brasil em até 5 anos

A autossuficiência em diesel no Brasil pode se tornar realidade em até cinco anos, segundo avaliação da Petrobras. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a companhia revisa seu plano estratégico para ampliar a produção e eliminar a necessidade de importações.

Atualmente, o país depende de cerca de 30% de diesel importado, combustível essencial para o transporte rodoviário, máquinas agrícolas e parte da atividade industrial. O tema ganhou ainda mais relevância diante da alta recente nos preços internacionais do petróleo, influenciada por tensões geopolíticas.

Revisão do plano de negócios amplia metas de produção

A Petrobras trabalhava inicialmente com a meta de atender cerca de 80% da demanda nacional, com aumento de aproximadamente 300 mil barris por dia ao longo de cinco anos. Agora, a companhia avalia a possibilidade de alcançar 100% de atendimento interno no mesmo período.

De acordo com Chambriard, o novo plano de negócios — que começa a ser discutido em maio e deve ser divulgado em novembro — pode trazer metas mais ambiciosas para garantir a produção nacional de diesel.

Expansão de refinarias é peça-chave

Para atingir esse objetivo, a Petrobras aposta na ampliação da capacidade de suas unidades. Um dos principais projetos é a expansão da Refinaria Abreu e Lima, que poderá elevar a produção de 230 mil para cerca de 300 mil barris diários.

Outra frente importante é a modernização da Refinaria Duque de Caxias, que, integrada ao Complexo de Energias Boaventura, deve aumentar sua capacidade de 240 mil para aproximadamente 350 mil barris por dia.

Além disso, a estatal promove ajustes em outras unidades, incluindo refinarias em São Paulo, para reduzir a produção de óleo combustível e priorizar o refino de diesel, considerado estratégico para o país.

Alta do querosene de aviação pressiona setor aéreo

Paralelamente, a Petrobras anunciou um reajuste médio de 55% no querosene de aviação (QAV), combustível utilizado por aviões e helicópteros. O aumento ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional.

O preço do QAV é atualizado mensalmente pela estatal. Nos meses anteriores, as variações haviam sido menores — alta de 9% em março e queda de 1% em fevereiro.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, o combustível representa cerca de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que amplia o impacto do reajuste sobre o setor.

Mercado segue aberto e competitivo

A Petrobras responde por aproximadamente 85% da produção de QAV no Brasil, mas o mercado é aberto à concorrência, permitindo a atuação de outras empresas na produção e importação.

O combustível é vendido às distribuidoras, que ficam responsáveis pelo transporte e comercialização nos aeroportos. A dinâmica de preços, portanto, também reflete custos logísticos e condições de mercado.

Estratégia mira segurança energética e competitividade

A possível autossuficiência em diesel é vista como um passo estratégico para reduzir a vulnerabilidade externa, garantir maior previsibilidade de preços e fortalecer a segurança energética do Brasil.

Caso o plano avance, o país poderá diminuir a exposição às oscilações internacionais e aumentar a competitividade de setores dependentes do combustível.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Monitor Mercantil

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