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Governo detalha bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026

O governo federal apresentou, na noite de segunda-feira (30), a divisão do bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. A medida, formalizada por decreto de programação orçamentária, tem como objetivo assegurar o cumprimento da meta fiscal, ao mesmo tempo em que preserva investimentos estratégicos, como os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Bloqueio atinge despesas discricionárias

A maior parte do corte — R$ 1,26 bilhão — recai sobre as chamadas despesas discricionárias, que são gastos não obrigatórios do Executivo. Já outros R$ 334 milhões correspondem às emendas parlamentares, conforme as regras estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Transportes lidera cortes no orçamento

Entre os ministérios, a área mais impactada foi a dos Transportes, com redução de R$ 476,7 milhões no limite de gastos. Na sequência, aparecem pastas ligadas ao desenvolvimento econômico e à infraestrutura.

Principais bloqueios por órgão:

  • Transportes: R$ 476,7 milhões
  • Empreendedorismo e Microempresa: R$ 131 milhões
  • Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões
  • Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões
  • Fazenda: R$ 100 milhões
  • Cidades: R$ 84 milhões

Por outro lado, áreas sociais foram preservadas. Os ministérios da Saúde e da Educação tiveram impacto considerado praticamente nulo neste período.

Governo aciona mecanismo de controle de gastos

Além do bloqueio direto, o governo também implementou o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita a liberação de novas despesas conforme o desempenho da arrecadação.

Na prática, essa medida pode restringir até R$ 42,9 bilhões em gastos até novembro. A liberação dos recursos ocorrerá de forma gradual, em etapas previstas para maio, novembro e dezembro, permitindo ajustes caso haja frustração de receitas ou aumento de despesas.

Próximos passos

Os órgãos afetados deverão indicar, até o dia 7 de abril, quais projetos e programas terão recursos suspensos.

A equipe econômica destaca que o controle fiscal seguirá rigoroso ao longo do ano. Novos bloqueios no orçamento não estão descartados, especialmente se houver risco de descumprimento das metas estabelecidas para 2026.

A estratégia, segundo o Ministério do Planejamento, busca equilibrar o investimento público com a responsabilidade na gestão dos recursos da União.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antônio Cruz / Agência Brasil

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Ponte de Guaratuba realiza testes de iluminação e mostra prévia noturna

Os primeiros testes de iluminação na Ponte de Guaratuba começaram nesta sexta-feira, oferecendo uma prévia de como ficará a estrutura à noite. Segundo o governo do Paraná, a ativação ocorreu no trecho pré-moldado, de forma gradual, acompanhando a conclusão dos circuitos elétricos e a instalação das luminárias.

A ponte, com 1,2 mil metros de extensão e investimento superior a R$ 400 milhões, deve ser entregue em abril e fará a ligação direta entre Guaratuba e Matinhos, substituindo parcialmente a travessia realizada atualmente por ferryboat.

Estrutura e instalação de iluminação

O projeto prevê a instalação de 211 postes ao longo da ponte e nos acessos. Até o momento, metade dos postes já foi colocada, principalmente no lado de Guaratuba, enquanto o trecho de Matinhos ainda está em fase inicial. Os testes de iluminação avançarão progressivamente, com o trecho estaiado sendo a última etapa.

Luz noturna com foco ambiental

As luminárias adotam uma temperatura de cor mais baixa, próxima de 2.700 Kelvin, gerando uma luz amarelada. Essa escolha atende critérios ambientais, com objetivo de minimizar impactos sobre a fauna e a vida marinha local, além de seguir as normas técnicas de iluminação viária vigentes.

Andamento das obras e próximas etapas

Além da iluminação, a obra registra avanços em outras frentes. Nesta semana, começaram os serviços de pavimentação em concreto asfáltico nos acessos e a instalação dos guarda-corpos. Na sequência, será iniciada a implantação das juntas de dilatação, responsáveis por absorver os movimentos naturais da ponte e garantir segurança estrutural.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Demanda por óleo de soja impulsiona esmagamento em Mato Grosso em 15%

O esmagamento de soja em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo em fevereiro, alcançando 1,11 milhão de toneladas processadas pelas indústrias do estado. O volume representa alta de 3,93% em relação a fevereiro de 2025 e aumento de 15,36% frente à média dos últimos cinco anos, configurando um recorde histórico para o mês, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O aumento é atribuído principalmente à forte demanda por óleo de soja, impulsionada pelo setor de biodiesel. Especialistas apontam que a procura deve se manter elevada caso haja ampliação da mistura obrigatória no diesel para B16.

Oferta de farelo de soja cresce e exportações batem recorde

O ritmo acelerado de processamento do grão também elevou a produção de farelo de soja, parte do qual foi direcionada ao mercado externo, diante da demanda interna enfraquecida. Em fevereiro, as exportações de farelo cresceram 20,13% em comparação ao mesmo período de 2025, estabelecendo novo recorde histórico para o mês.

Margem de esmagamento apresenta leve retração

Apesar do aumento no volume processado, a margem bruta de esmagamento registrou queda. Em fevereiro, o indicador fechou em R$ 671,07 por tonelada, recuo de 9,56% frente a janeiro, refletindo a baixa de 9,79% nas cotações do farelo no estado. Para março, o Imea projeta continuidade da redução, com média de R$ 650,44 por tonelada.

O cenário reforça a importância estratégica de Mato Grosso no mercado brasileiro de soja, tanto para produção de óleo quanto para exportações de farelo, impulsionando a economia local e atendendo à demanda internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Salvaguardas bilaterais: MDIC abre consulta para regulamentação no Brasil

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) abriu, nesta sexta-feira (27), uma tomada de subsídios com o objetivo de regulamentar as salvaguardas bilaterais no Brasil. O mecanismo é utilizado como instrumento de defesa comercial para proteger a indústria nacional diante do aumento expressivo de importações que possam causar prejuízos ao setor produtivo.

A iniciativa marca mais um passo na atualização das políticas de comércio exterior brasileiro, com foco em maior transparência e segurança regulatória.

Secex será responsável pela regulamentação

A condução do processo ficará a cargo da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que também será responsável pela elaboração da portaria que definirá os procedimentos administrativos. O documento deve estabelecer regras claras para:

  • Etapas das investigações;
  • Prazos processuais;
  • Critérios de análise de dano;
  • Aplicação de medidas provisórias e definitivas.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida reforça o compromisso do país com a previsibilidade. “O Brasil avança ao estruturar regras claras, ao mesmo tempo em que amplia sua rede de acordos comerciais”, destacou.

Nova regulamentação busca segurança jurídica

A consulta pública tem como base o Decreto nº 12.866/2026, que definiu princípios e diretrizes gerais para a aplicação das salvaguardas. A proposta agora é detalhar os procedimentos, garantindo maior segurança jurídica para empresas e investidores.

De acordo com o Departamento de Defesa Comercial, o objetivo é assegurar proteção ao setor produtivo em cenários de crescimento relevante das importações, evitando danos ou prejuízos graves à indústria nacional.

Participação do setor produtivo e especialistas

A tomada de subsídios é aberta a diversos públicos, incluindo representantes da indústria, importadores, exportadores, entidades de classe e especialistas. Entre os principais pontos em debate estão:

  • Requisitos para apresentação de petições;
  • Tratamento de informações confidenciais;
  • Metodologias de análise;
  • Aplicação e prorrogação de medidas;
  • Compatibilização com acordos comerciais internacionais.

As contribuições poderão ser enviadas até 28 de abril por meio da plataforma Brasil Participativo. Embora não tenham caráter vinculante, as sugestões serão analisadas pela equipe técnica da Secex e poderão influenciar a versão final da norma.

Avanço no marco regulatório do comércio exterior

A iniciativa reforça o movimento de modernização do marco regulatório do comércio exterior, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais. Com regras mais claras para o uso de instrumentos de defesa comercial, o governo busca equilibrar a abertura de mercado com a proteção da indústria nacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Receita Federal promove live sobre comércio exterior e administração aduaneira

A Receita Federal realiza, na próxima segunda-feira (30), às 10h, uma transmissão ao vivo para divulgar novidades relacionadas à administração aduaneira e ao comércio exterior brasileiro. O evento será exibido no canal oficial do órgão no YouTube e estará disponível ao público em geral.

A iniciativa busca informar operadores do setor, empresas e demais interessados sobre mudanças recentes que impactam diretamente as operações de importação e exportação no país.

Especialistas discutem avanços e normas aduaneiras

A live contará com a participação de autoridades da área, responsáveis por apresentar os principais temas e esclarecer dúvidas relevantes. Entre os participantes estão:

  • Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira;
  • Mario de Marco, subsecretário substituto;
  • Felipe Mendes, coordenador-geral de Administração Aduaneira;
  • Amanda Martha Scarlatelli, coordenadora de Controle de Intervenientes no Comércio Exterior.

Portal Único e trânsito aduaneiro estão entre os destaques

Durante a transmissão, serão abordados pontos considerados prioritários para o setor, como a evolução do Portal Único do Comércio Exterior, ferramenta essencial para a modernização dos processos. Também estará em pauta o novo projeto de trânsito aduaneiro, além da Portaria Coana nº 185/2026, que trata do credenciamento e autorização de pessoas para acesso a recintos alfandegados.

Esses temas têm impacto direto na rotina de empresas e profissionais que atuam com logística internacional e operações aduaneiras.

Transparência e modernização dos processos

A realização da live reforça o compromisso da Receita Federal com a transparência institucional e o aprimoramento contínuo das práticas no comércio exterior. Ao divulgar avanços normativos e operacionais, o órgão busca tornar os processos mais ágeis, seguros e eficientes.

A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial no YouTube.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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MERCOSUL completa 35 anos com avanço no comércio e integração entre países

O MERCOSUL comemorou ontem, dia 26 de março, seus 35 anos de criação. Instituído pelo Tratado de Assunção, em 1991, o bloco consolidou-se como um dos principais mecanismos de integração econômica e política da América do Sul.

Ao longo desse período, o comércio entre os países-membros apresentou forte expansão, refletindo o fortalecimento das relações comerciais intrarregionais.

Comércio intrabloco cresce mais de dez vezes

Nas últimas três décadas e meia, o comércio intrabloco se multiplicou por onze, atingindo cerca de US$ 51 bilhões em 2025.

Além disso, o bloco ampliou sua presença global. Nos últimos anos, foram concluídos acordos de livre comércio com parceiros estratégicos, como Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia.

Em 2025, o fluxo comercial externo do MERCOSUL ultrapassou US$ 800 bilhões, evidenciando sua crescente inserção no cenário internacional.

Investimentos e redução de desigualdades

Um dos instrumentos importantes do bloco é o Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), que atua na redução das desigualdades entre os países integrantes.

O fundo financia projetos voltados à infraestrutura, integração produtiva e coesão social, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado da região.

Direitos e mobilidade para cidadãos do bloco

O avanço da integração também se reflete na vida da população. O Estatuto da Cidadania do MERCOSUL garante direitos que facilitam a livre circulação de pessoas, o acesso a serviços públicos e a igualdade de oportunidades entre os cidadãos dos países-membros.

Cooperação em segurança e políticas públicas

Além da economia, o bloco tem ampliado a cooperação em áreas estratégicas, como o combate ao crime organizado, a articulação de políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

Brasil reforça importância do bloco

Ao marcar os 35 anos do MERCOSUL, o Brasil destacou a relevância do bloco como espaço de diálogo político, promoção do livre comércio, incentivo ao desenvolvimento sustentável e fortalecimento da democracia na região.

A expectativa é que a integração continue avançando, ampliando oportunidades econômicas e sociais entre os países participantes.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mercosul

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Receita Federal recebe encontro internacional sobre combate ao comércio ilícito nas Américas

A Receita Federal será anfitriã da III Reunião de Diretores-Gerais de Aduana das Américas, que acontecerá entre os dias 14 e 16 de abril, no Rio de Janeiro. O encontro tem como foco principal o combate ao comércio exterior ilícito e é promovido pela Transnational Alliance to Combat Illicit Trade (Tracit), com apoio do órgão brasileiro.

A iniciativa reunirá líderes aduaneiros e especialistas de diversos países para discutir estratégias conjuntas e fortalecer a atuação regional.

Consulte os países e os palestrantes já confirmados

Debate aborda segurança, tecnologia e governança

A programação inclui uma série de painéis e debates sobre temas estratégicos relacionados ao comércio internacional. Entre os principais tópicos estão cooperação internacional, governança, gestão de risco, uso de inteligência artificial, além do combate a produtos falsificados e o reforço da segurança de fronteiras.

O objetivo é ampliar o entendimento sobre os impactos do comércio ilegal nas economias da região e propor soluções integradas.

Integração entre países e setores é prioridade

De acordo com a Tracit, o encontro busca fortalecer a cooperação regional, aprimorar a capacidade de fiscalização e incentivar parcerias entre o setor público e privado.

A proposta inclui a realização de workshops colaborativos e a construção de compromissos conjuntos, com foco na proteção do comércio legítimo, na segurança da sociedade e na defesa do Estado de direito nas Américas.

Cooperação é destaque entre autoridades

Para o subsecretário de Aduana da Receita Federal, a troca de experiências entre países é essencial para enfrentar desafios globais.

Segundo ele, a cooperação baseada em objetivos comuns, linguagem compartilhada sobre riscos e confiança mútua — tanto no nível estratégico quanto operacional — tem se mostrado um fator decisivo para ampliar a eficácia das ações contra o comércio ilícito.

Expectativa de avanços no combate ao comércio ilegal

A realização da reunião no Brasil reforça o papel do país nas discussões sobre segurança aduaneira e fiscalização do comércio exterior.

A expectativa é que o encontro contribua para avanços concretos na integração entre países e no desenvolvimento de políticas mais eficientes para enfrentar práticas ilegais no comércio internacional.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diplomacia Business

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Falta de diesel no RS afeta 142 cidades e ameaça serviços essenciais

Um levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) aponta que 142 cidades do RS enfrentam problemas de desabastecimento de diesel, cenário que já acende alerta para impactos em serviços públicos e na economia local.

A pesquisa foi enviada a 315 prefeituras e obteve cerca de 45% de respostas até a última atualização. O estado conta, ao todo, com 497 municípios.

Impactos diretos em obras e transporte público

A escassez de combustível já afeta o funcionamento de máquinas e veículos, o que pode levar à paralisação de obras e comprometer o transporte público.

Segundo a entidade, gestores municipais têm adotado medidas emergenciais, priorizando serviços essenciais, especialmente na área da saúde. Atividades que dependem de maquinário pesado estão sendo reduzidas ou suspensas.

Há ainda preocupação com o transporte escolar e o deslocamento de pacientes para outras cidades, o que pode ser prejudicado caso o cenário se agrave.

Medidas do governo e reação dos municípios

Diante da crise, o Governo Federal anunciou isenção de impostos federais e a concessão de subsídios ao diesel para produtores e importadores, na tentativa de conter o desabastecimento.

Mesmo assim, cidades como Tupanciretã e Formigueiro, no interior gaúcho, decretaram situação de emergência. Com economia baseada no agronegócio, os municípios enfrentam dificuldades no escoamento da produção, o que pode impactar diretamente a próxima safra.

Distribuição limitada e alta nos preços

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro), não há falta generalizada de combustíveis, mas sim uma distribuição limitada de diesel, realizada de forma racionada pelas distribuidoras.

Esse cenário pode gerar sensação de escassez e pressionar os preços. Órgãos de defesa do consumidor já identificaram aumentos abusivos desde fevereiro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que monitora a situação e notificou a Petrobras para reforçar a oferta de diesel e gasolina. Enquanto a região metropolitana de Porto Alegre já apresenta normalização, o interior ainda enfrenta dificuldades.

Transporte público sofre redução preventiva

Em algumas cidades da região metropolitana, prefeituras já reduziram a circulação de ônibus por receio da falta de combustível.

Em São Leopoldo, por exemplo, linhas foram suspensas durante um fim de semana e, posteriormente, tiveram os horários reduzidos também nos dias úteis.

Crise internacional influencia abastecimento

O cenário de crise no diesel no Brasil também está ligado à tensão global no mercado de energia. Desde fevereiro, o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado incertezas no fornecimento de petróleo.

Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A restrição de passagem na região elevou os riscos logísticos e pressionou o mercado internacional.

Apesar da produção nacional, o Brasil ainda depende de importações, o que torna o país vulnerável a oscilações externas.

Situação segue em alerta

Com impactos que envolvem logística, preços e abastecimento, o cenário segue sendo monitorado por autoridades e entidades do setor. A continuidade da crise pode comprometer serviços essenciais e atividades econômicas nos próximos dias.

FONTE: IG Último Segundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Diesel dispara e chega a R$ 9,50 em Mato Grosso, pressionando produtores rurais

A fase final da colheita da soja em Mato Grosso tem sido marcada por um fator inesperado: a forte elevação no preço do diesel, que já atinge até R$ 9,50 por litro em algumas localidades. O aumento, que pode chegar a 40%, acendeu o alerta entre produtores rurais e entidades do setor.

Diante desse cenário, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) formalizou uma denúncia ao Procon estadual. A entidade pede investigação sobre possíveis irregularidades e valores considerados abusivos na modalidade TRR (Transportador Revendedor Retalhista), utilizada para compras em grande escala.

Além da alta nos preços, produtores relatam dificuldades no abastecimento, com indícios de racionamento em municípios do interior. O impacto já afeta o ritmo da colheita e levanta incertezas sobre o planejamento da próxima safra.

Dados confirmam pressão nos custos

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que o preço médio do diesel S500 TRR subiu de R$ 5,83 para R$ 7,47 por litro no início de março — uma alta de 28%. Em algumas regiões, no entanto, o reajuste foi ainda mais expressivo.

No município de Juruena, produtores relatam um salto repentino no valor do combustível. A elevação, atribuída em parte aos reflexos do cenário internacional, surpreendeu quem depende diretamente do insumo para manter as operações no campo.

Impactos na colheita e nas decisões para a próxima safra

Em regiões como Nova Xavantina e Barra do Garças, onde ainda há áreas a serem colhidas, produtores enfrentam desafios logísticos. Distribuidoras chegaram a restringir o fornecimento de combustível, agravando a situação.

Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela nas decisões relacionadas à compra de insumos agrícolas para a próxima safra. O aumento dos custos já pressiona as margens e exige planejamento mais conservador.

Em Água Boa, o impacto também é significativo: o diesel subiu de R$ 5,67 para cerca de R$ 8,00 no TRR local, representando um acréscimo de aproximadamente 30% nos custos operacionais.

Frete mais caro afeta rentabilidade da soja

No médio-norte do estado, especialmente ao longo da BR-163, o escoamento da produção também sofre os efeitos da alta no combustível. O custo do frete, que pode representar cerca de 30% do valor da soja, torna-se ainda mais relevante nesse contexto.

Com o aumento do preço do diesel, produtores veem a rentabilidade diminuir, já que os custos logísticos sobem rapidamente e impactam toda a cadeia produtiva.

Consumidor final também sente os efeitos

A elevação nos preços não se limita ao campo. Representantes do setor alertam que o aumento do diesel tende a chegar ao consumidor final, refletindo em produtos mais caros nos supermercados.

Diante da instabilidade, produtores recomendam cautela, especialmente em relação à formação de estoques de combustível. A orientação é priorizar o uso imediato e evitar compras impulsivas, aguardando maior estabilidade no mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Combustíveis mais caros: margens de lucro de postos e distribuidoras disparam em 2026

O aumento das margens de lucro dos combustíveis tem chamado atenção no Brasil em 2026. Dados do Ministério de Minas e Energia indicam que distribuidoras e postos ampliaram significativamente a diferença entre o custo de aquisição e o preço final ao consumidor, movimento impulsionado pela alta do petróleo no cenário internacional.

Alta do petróleo pressiona preços

A escalada dos preços ocorre em meio às oscilações globais provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Esse cenário elevou o custo dos derivados e abriu espaço para o crescimento das margens de lucro no setor de combustíveis.

Segundo levantamento oficial, desde janeiro:

  • a margem da gasolina subiu cerca de 28%;
  • o diesel S-10 registrou alta superior a 17%;
  • o diesel S-500 teve o maior avanço, com aumento acima de 103%.

Este último é amplamente utilizado por veículos mais antigos, o que amplia o impacto sobre parte da frota nacional.

Tendência já vinha em alta

Especialistas apontam que o movimento não é recente, mas ganhou força com a instabilidade internacional. Em momentos de risco de desabastecimento, o consumidor tende a aceitar preços mais altos, reduzindo a sensibilidade ao valor final.

Dados históricos reforçam essa trajetória. Desde 2021:

  • o diesel S-500 acumula alta de 302% nas margens;
  • o diesel S-10 subiu 115%;
  • a gasolina avançou 90%.

No mesmo período, a inflação geral ficou em torno de 35%, evidenciando um crescimento muito acima do índice médio de preços.

Setor rebate críticas

Representantes das distribuidoras negam prática abusiva e atribuem o aumento a fatores como:

  • elevação dos custos logísticos;
  • reajustes salariais;
  • alta demanda no transporte de cargas, especialmente durante a safra agrícola.

Além disso, empresas destacam o encarecimento das importações de combustíveis, que elevaram despesas com frete marítimo e capital de giro.

Governo tenta conter impacto

Diante da alta nos preços dos combustíveis, o governo federal adotou medidas para aliviar o custo ao consumidor, como:

  • zerar PIS e Cofins sobre o diesel;
  • criar subsídios para produtores e importadores.

As ações representam uma redução estimada de R$ 0,64 por litro, mas podem ser parcialmente anuladas pelo avanço das margens.

Fiscalização é intensificada

Para combater possíveis abusos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) ampliou a fiscalização. Em operação recente, foram inspecionados 154 agentes em 12 estados, resultando em autuações e interdições por irregularidades.

As penalidades podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, conforme a gravidade das infrações.

Caso específico chama atenção

Entre os episódios analisados, uma grande distribuidora foi autuada após elevar o preço do diesel em mais de R$ 1 por litro, mesmo com aumento mínimo no custo de aquisição. O caso é investigado como possível prática abusiva.

A empresa, por sua vez, afirma que os preços refletem uma combinação de fatores, como câmbio, logística, origem do combustível e condições de mercado, dentro de um ambiente de livre concorrência.

Cenário segue sob pressão

A combinação de alta do petróleo, incertezas externas e custos internos mantém o mercado de combustíveis pressionado. O impacto direto recai sobre consumidores e setores produtivos, aumentando a preocupação com a inflação e o custo do transporte no país.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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