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Dragonfly: o helicóptero da NASA que vai explorar Titã em busca de sinais de vida

A NASA anunciou avanços na missão Dragonfly, um veículo robótico projetado para explorar Titã, a maior lua de Saturno. O lançamento está previsto para julho de 2028, com chegada ao satélite natural marcada para o final de 2034. O objetivo é estudar a química prebiótica do ambiente e investigar processos que podem ter relação com a origem da vida.

Diferente de um helicóptero convencional, o Dragonfly possui oito rotores distribuídos em quatro pares, com tamanho equivalente a um carro pequeno. O design permite voos controlados em baixa gravidade e atmosfera densa, condições únicas que distinguem Titã de outros alvos de exploração no sistema solar.

Titã e a busca por sinais químicos da vida

Titã é considerado um laboratório natural para a ciência devido à sua atmosfera densa, composta principalmente por nitrogênio e metano, e à presença de compostos orgânicos complexos. A lua possui rios, lagos e chuvas de metano, além de uma crosta gelada e indícios de oceano subterrâneo.

A missão não busca vida direta, mas sim indícios de química prebiótica: reações e compostos que precedem o surgimento de organismos vivos. Pesquisadores esperam que Titã revele processos semelhantes aos que ocorreram na Terra primitiva, principalmente em regiões que tiveram contato antigo com água líquida.

Um dos alvos principais do Dragonfly é a cratera Selk, com cerca de 80 km de diâmetro, onde água líquida e materiais orgânicos podem ter coexistido no passado, criando condições favoráveis a reações químicas de interesse científico.

Como o Dragonfly vai explorar Titã

O veículo não ficará restrito a um único ponto de pouso. Inicialmente, ele descerá em dunas na região de Shangri-La, próximo ao equador de Titã, e realizará deslocamentos curtos antes de voos mais longos para áreas prioritárias, incluindo a cratera Selk.

A fase científica terá duração estimada de 3,3 anos, com alcance total de até 115 quilômetros, podendo chegar a 180 km conforme documentos anteriores da missão. Em cada parada, o Dragonfly coletará amostras da superfície para análise com espectrômetro de massa, sensores meteorológicos e geofísicos, câmeras de navegação e estudo do terreno.

Os voos ocorrerão a cada um ou dois dias de Titã, conhecidos como Tsols, levando em conta que um dia titaniano equivale a cerca de 16 dias terrestres. Esse intervalo permite recarga dos sistemas e planejamento das atividades científicas.

Desafios do ambiente extremo

Titã apresenta condições severas: temperaturas médias de -179 °C (94 Kelvin), neblina densa e presença de hidrocarbonetos. Para suportar esse ambiente, o Dragonfly foi equipado com proteção térmica e sistema de energia por radioisótopos, capaz de fornecer calor e eletricidade durante toda a missão.

Embora a superfície tenha dunas e formações geológicas semelhantes a desertos terrestres, as condições ambientais são extremamente diferentes. A atmosfera densa combinada com baixa gravidade facilita o voo e a mobilidade entre diferentes pontos de interesse científico, permitindo coleta de amostras em diversas áreas sem a necessidade de múltiplos pousadores.

Expectativas científicas

A comunidade científica espera que o Dragonfly forneça dados sobre a evolução química de Titã, examinando a interação entre moléculas orgânicas, gelo de água, atmosfera e registros de antigos episódios com água líquida. Essas informações podem ajudar a compreender processos que antecederam o surgimento da vida na Terra.

O veículo será tratado como uma plataforma de campo, permitindo estudar como ambientes ricos em compostos orgânicos podem gerar moléculas complexas, sem extrapolar resultados além do que os instrumentos da missão forem capazes de medir.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Governo monitora mercado de combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente a situação do mercado de combustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior. A iniciativa envolve coordenação com órgãos reguladores e com os principais agentes da cadeia de produção e distribuição de derivados de petróleo.

Monitoramento estratégico diante do conflito

Segundo o governo, a medida visa reforçar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de petróleo, da logística nacional de distribuição de combustíveis e dos preços de produtos como gasolina, diesel e etanol. O alerta se intensificou após a eclosão do conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.

Em nota, o MME informou que ampliou a comunicação com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com agentes que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis. O objetivo é identificar rapidamente riscos ao abastecimento e coordenar medidas para garantir a segurança energética do país.

Impacto limitado para o Brasil

Apesar da tensão internacional, o país possui exposição limitada ao conflito, segundo o governo. O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa apenas parte dos derivados, principalmente diesel. A participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena, reduzindo o risco de impactos diretos no mercado interno.

Aumento nos preços e fiscalização

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) análise sobre recentes aumentos de preços em quatro estados e no Distrito Federal. Sindicatos do setor alegaram que distribuidoras elevaram os valores repassando o impacto do aumento do petróleo internacional, ligado ao conflito.

Até agora, a Petrobras não anunciou reajustes nas refinarias. A Senacon pediu ao Cade que verifique se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência, como combinação de preços entre concorrentes.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras

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ANTT inicia fiscalização eletrônica de seguros obrigatórios no transporte de cargas em março de 2026

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve iniciar, a partir de 10 de março de 2026, a fiscalização eletrônica das apólices de seguros obrigatórios exigidas das empresas que atuam no transporte rodoviário de cargas no Brasil.

A medida envolve a verificação dos três seguros exigidos pela legislação: RCTR-C, RC-DC e RC-V, obrigatórios para todas as empresas de transporte rodoviário de cargas (ETC). A exigência está prevista desde a publicação da Lei nº 14.599/2023, posteriormente regulamentada pela Resolução nº 6.068/2025 e pela Portaria SUROC nº 27/2025, ambas da ANTT.

Seguro RC-V passa a ser obrigatório para transportadoras

Entre as exigências previstas na legislação, está a obrigatoriedade do seguro RC-V, que passou a integrar a lista de coberturas necessárias para a atividade de transporte de cargas.

Até o momento, não há previsão legal que permita a substituição desse seguro pelo RCF-V, o que reforça a necessidade de as transportadoras manterem as três apólices ativas e em conformidade com as regras vigentes.

Integração entre RNTRC e Susep permitirá fiscalização automática

A nova fiscalização será realizada por meio do cruzamento de dados entre o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e os sistemas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Com essa integração, a ANTT poderá verificar automaticamente se as empresas possuem as apólices de seguros obrigatórios devidamente contratadas.

Fiscalização ocorrerá de forma escalonada

Segundo a ANTT, o processo de fiscalização eletrônica será implantado gradualmente em três etapas:

Primeira etapa: verificação das apólices no momento da criação de um novo cadastro no RNTRC.

Segunda etapa: conferência durante a atualização cadastral do transportador no sistema do RNTRC.

Terceira etapa: integração com os processos de revalidação do RNTRC.

Caso seja identificada a ausência de qualquer uma das três apólices obrigatórias, o sistema não permitirá a continuidade do cadastro ou atualização do registro. Nessas situações, o RNTRC permanecerá suspenso até que a regularização seja feita.

Fiscalização presencial já pode verificar apólices desde 2025

Mesmo antes do início da fiscalização eletrônica, a ANTT já permite a verificação manual das apólices de seguros durante fiscalizações presenciais, regra que está em vigor desde agosto de 2025.

Se for constatada a ausência dos seguros obrigatórios durante uma abordagem, a empresa pode sofrer suspensão do RNTRC, impedindo a continuidade regular das atividades.

Transporte com RNTRC suspenso pode gerar multa de R$ 3 mil

A legislação também prevê penalidades para empresas que atuarem no transporte de cargas sem a situação regular no RNTRC.

De acordo com a Resolução nº 5.982, que estabelece regras para inscrição e manutenção do registro, o transportador que operar sem inscrição ou com o RNTRC suspenso, pendente ou cancelado pode receber multa de R$ 3.000.

Além da penalidade financeira, a suspensão do RNTRC também traz impactos operacionais relevantes, já que impede a emissão de documentos fiscais e compromete a continuidade das operações de transporte.

Diante desse cenário, a recomendação é que todas as transportadoras e empresas de logística verifiquem se possuem ativas as apólices de seguros obrigatórios no transporte de cargas, evitando riscos de autuações ou bloqueios no registro.

FONTE: SETCESP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SETCESP

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Fragata Tamandaré é entregue à Marinha e marca avanço da construção naval em Itajaí

A fragata Tamandaré (F200), primeiro navio militar de uma série de quatro embarcações construídas em Itajaí (SC), foi entregue provisoriamente à Marinha do Brasil. O navio faz parte do Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um dos principais projetos de modernização da defesa naval brasileira.

As fragatas são embarcações de guerra projetadas para proteção da costa, monitoramento do espaço marítimo e participação em operações de vigilância, defesa e combate no mar.

Entrega provisória marca conclusão da construção

A formalização da entrega ocorreu na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, com a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Provisório (Terp). O documento oficializa a transferência do navio para a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), estatal da Marinha responsável pela gestão do projeto.

Com esse procedimento, a construção da embarcação é considerada concluída. Também começa a valer o período de garantia dos sistemas e equipamentos instalados no navio.

O processo será finalizado apenas com o Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo (Terd), previsto para aproximadamente um ano. Nesse momento, a Marinha fará a aceitação definitiva da embarcação.

Navio passará por testes operacionais antes da incorporação

Até a conclusão do processo, a fragata Tamandaré ainda passará por uma fase de testes operacionais, avaliações técnicas e validação de sistemas. Esse período serve para identificar possíveis ajustes antes da integração definitiva à frota naval.

A previsão é que o navio seja incorporado oficialmente à Marinha do Brasil em 2027.

Atualmente, a embarcação permanece atracada no estaleiro TKMS, em Itajaí, mas deve seguir nesta sexta-feira para o Rio de Janeiro, onde continuará a etapa de testes e operações.

Certificação internacional e testes no mar

Em fevereiro, a fragata recebeu certificados estatutários da Det Norske Veritas (DNV), entidade internacional de classificação naval. A certificação confirma que a embarcação atende aos padrões globais de segurança marítima, integridade estrutural e conformidade ambiental, incluindo o certificado de classe.

Antes da entrega provisória, o navio também realizou sua última saída para provas de mar sob responsabilidade do consórcio Águas Azuis, responsável pela construção em Itajaí.

Durante essa etapa foi executado o Plano de Adestramento no Mar (Pad-Mar), no qual a tripulação da Marinha operou o navio em condições reais para consolidar treinamentos e se familiarizar com os sistemas embarcados.

Modernização da frota naval brasileira

A entrada da fragata F200 representa um passo importante na modernização da frota de superfície da Marinha. As novas embarcações são projetadas para proteger as águas jurisdicionais brasileiras — conhecidas como Amazônia Azul — e atuar em diferentes tipos de missões militares.

Esses navios substituirão gradualmente as embarcações da classe Niterói, construídas na década de 1970 e hoje consideradas tecnologicamente ultrapassadas.

Segundo o diretor-executivo do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz, o programa demonstra a capacidade da indústria brasileira de defesa de desenvolver e integrar tecnologias complexas.

Tecnologia avançada e capacidade multipropósito

As fragatas utilizam a tecnologia MEKO, desenvolvida na Alemanha e adaptada para a Marinha do Brasil. Cada navio possui 107 metros de comprimento, deslocamento de 3,5 mil toneladas e capacidade para cerca de 130 tripulantes.

A estrutura inclui:

  • convés de voo e hangar para helicóptero
  • sistemas de mísseis e radares modernos
  • sensores de última geração
  • sistema de combate integrado

Esse sistema segue padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), permitindo interoperabilidade com forças navais de outros países.

As embarcações têm caráter multipropósito, podendo atuar em guerra de superfície, defesa antiaérea, combate antissubmarino e operações de monitoramento marítimo.

Outras fragatas seguem em produção

O projeto é conduzido pelo consórcio Águas Azuis, formado pelas empresas TKMS, Embraer e Atech. O contrato foi firmado em março de 2020 e prevê a construção de quatro fragatas no estaleiro de Itajaí.

A próxima embarcação a ser entregue será a fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201). Lançado ao mar em 2025, o navio deverá iniciar suas provas de mar em meados de 2026.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Alta do petróleo amplia defasagem do diesel no Brasil e acende alerta para abastecimento

A recente alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, provocou forte impacto no setor de combustíveis no Brasil. Com o barril ultrapassando a marca de US$ 100, o mercado de diesel importado praticamente parou, elevando a preocupação com o abastecimento interno.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do diesel no Brasil em relação ao preço internacional chegou a 85%, o maior nível já registrado. O cenário abre espaço para um possível reajuste de até R$ 2,74 por litro, caso os preços sejam alinhados ao mercado externo.

Importação de diesel é suspensa

De acordo com o presidente da Abicom, Sergio Araújo, importadores suspenderam novas compras diante da incerteza sobre um eventual reajuste por parte da Petrobras.

Isso ocorre porque, sem repasse do aumento internacional para o mercado interno, o diesel importado se torna economicamente inviável para revenda no país.

Araújo explica que o mercado está praticamente paralisado desde o início da escalada do conflito internacional. Segundo ele, boa parte do diesel importado pelo Brasil vem da Rússia e, neste momento, os agentes aguardam definição sobre a política de preços da estatal brasileira.

Atualmente, o diesel importado representa cerca de 30% do consumo nacional, o que amplia a preocupação com possíveis problemas no abastecimento.

Estoques garantem abastecimento por curto período

Mesmo com a interrupção das compras externas, os estoques existentes no país ainda garantem o fornecimento por cerca de 15 dias, segundo estimativas do setor.

Enquanto isso, o diesel vendido pela Petrobras permanece há mais de 300 dias sem reajuste, ampliando a diferença entre os preços praticados no Brasil e no mercado internacional.

Já a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, realizou aumento de 26% no preço do diesel somente em março. Ainda assim, a defasagem em relação aos valores internacionais permanece em cerca de 42%.

Setor teme risco de desabastecimento

A insegurança no mercado de combustíveis tem aumentado nas últimas semanas. Fontes do setor indicam que, diante da limitação de oferta por parte de refinarias privadas — como Mataripe e a refinaria de Manaus —, filas já começam a se formar nas unidades da Petrobras.

Especialistas alertam que a situação não pode se prolongar por muito tempo, pois pode resultar em problemas no abastecimento de diesel no país, combustível essencial para o transporte de cargas e a logística nacional.

Gasolina também tem defasagem, mas impacto é menor

No caso da gasolina, o cenário é menos crítico porque apenas cerca de 10% do consumo brasileiro depende de importações.

Mesmo assim, a Abicom calcula que a defasagem do preço da gasolina frente ao mercado internacional está em torno de 49%, o que indicaria possibilidade de aumento de R$ 1,22 por litro caso houvesse alinhamento total.

Alternativas enfrentam limitações

Algumas propostas discutidas no setor incluem aumentar a mistura de biodiesel no diesel, medida defendida por entidades do agronegócio como forma de reduzir a dependência do combustível fóssil.

No entanto, especialistas do mercado avaliam que a alternativa pode elevar custos, já que o biodiesel tem preço mais alto que o diesel convencional.

No caso da gasolina, a ampliação da mistura de etanol, atualmente em 30%, também enfrenta limitações, pois o biocombustível passa por um período de preços elevados.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado global

O petróleo tipo Brent iniciou a semana próximo de US$ 120 por barril, recuando ao longo do dia para valores próximos de US$ 100.

Para Isabela Garcia, analista de inteligência de mercado da Stonex, o movimento reflete a consolidação do temor de um choque de oferta global de petróleo.

Inicialmente, o mercado acreditava que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã seria resolvido rapidamente. Porém, com a continuidade dos ataques e interrupções em infraestruturas energéticas, a percepção mudou.

Medidas internacionais podem aliviar pressão

Diante da escalada dos preços da energia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que países do G7 avaliam utilizar reservas estratégicas de petróleo, estratégia semelhante à adotada no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

Segundo especialistas, a medida pode aliviar parte da pressão no curto prazo. No entanto, o impacto pode ser limitado caso permaneçam restrições na navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Enquanto a situação geopolítica permanecer indefinida, analistas avaliam que o petróleo tende a continuar pressionado, mantendo o mercado internacional em alerta.

FONTE: UOL/Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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ANTAQ divulga pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) anunciou a pauta da 605ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada (ROD), marcada para o dia 12 de março, às 9h. O encontro será realizado em formato telepresencial, com transmissão a partir do auditório da sede da Agência, em Brasília (DF).

A reunião ocorrerá no Edifício Sede da ANTAQ, localizado no SEPN Quadra 514, Conjunto E, Asa Norte, e integra a agenda periódica de deliberações do órgão regulador do setor aquaviário brasileiro.

Participação de interessados na reunião

Durante a reunião da Diretoria Colegiada da ANTAQ, será permitida a participação de partes interessadas nos processos pautados, que poderão apresentar sustentação oral. Essa manifestação pode ser realizada pelo próprio interessado ou por meio de advogados ou representantes legais devidamente constituídos.

A Agência ressalta que o pedido de participação deve ser feito obrigatoriamente pelos representantes legais das empresas ou partes envolvidas.

Prazo para solicitação de sustentação oral

Para participar da reunião e realizar a sustentação oral, é necessário preencher o formulário específico e encaminhar a documentação exigida com antecedência mínima de 24 horas úteis, considerando o horário de Brasília, em relação à reunião em que o processo estiver na pauta.

Solicitações enviadas após esse prazo não serão analisadas pela Agência.

Reuniões da ANTAQ e decisões regulatórias

As Reuniões Ordinárias da Diretoria Colegiada são momentos em que a ANTAQ avalia processos administrativos, decisões regulatórias e temas relacionados à regulação do transporte aquaviário, portos e infraestrutura logística marítima e fluvial no país.

Confira a pauta da 605ª ROD. 

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Connect Cast estreia com proposta de conectar profissionais e compartilhar experiências de mercado

O projeto Connect Cast – o talking oficial do ReConecta News, estreia como um novo espaço de diálogo sobre comunicação, estratégia e relacionamento no mundo corporativo. Apresentado por Renata Palmeira, o talnking pretender reúnir profissionais e especialistas para conversar sobre tendências, experiências e desafios profissionais, de mercado e pessoais no mundo dos negócios.

No primeiro episódio, Renata recebe a jornalista Daiana Brocardo para um bate-papo sobre a proposta do Connect e o papel cada vez mais estratégico da comunicação nas organizações. Durante a conversa, elas compartilham experiências profissionais e refletem sobre como as conexões humanas e a troca de conhecimento podem impulsionar resultados.

Segundo Renata Palmeira, a ideia do projeto é criar um ambiente de conversa verdadeira sobre o mercado. “O Connect Cast nasce com o propósito de conectar pessoas, ideias e experiências. A comunicação deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser parte central da estratégia de qualquer negócio”, destaca.

Ela também explica que o talking pretende aproximar profissionais de diferentes áreas que atuam diretamente na construção de reputação, relacionamento e posicionamento das empresas, principalmente nas áreas de comércio exterior e logística. “Queremos trazer histórias reais, aprendizados e visões de mercado que ajudem outros profissionais e empreendedores a enxergar novas possibilidades”, afirma.

O episódio de estreia vai ao ar às 20h desta segunda-feira (09), no YouTube, e marca o início de uma série de conversas com convidados que vão agregar muito mais do que conhecimento ao mercado.

ASSISTA NO LINK: https://youtu.be/LLzgU7ckG88

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Petróleo dispara 9% após fechamento do Estreito de Hormuz e tensão no Irã

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou uma forte alta no preço do petróleo nesta terça-feira (3). Após o anúncio do Irã sobre o fechamento do Estreito de Hormuz, o barril do tipo Brent chegou a avançar 9%, superando a marca de US$ 85 e atingindo o maior patamar desde julho de 2024.

Por volta das 11h30, o Brent, referência global da commodity, era negociado a US$ 83,88, com alta de 7,87%. Já o WTI (West Texas Intermediate) subia quase 8%, alcançando US$ 77,57, também no maior nível desde junho de 2025.

Fechamento do Estreito de Hormuz eleva tensão no mercado de energia

A decisão do Irã ocorre em meio à guerra envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. A ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atingir embarcações que cruzem o estreito elevou o temor de interrupção no fluxo global de energia.

O Estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos diariamente no mundo passam pelo corredor de apenas 40 km de largura em seu ponto mais estreito. China e Índia estão entre os principais destinos da carga transportada pela região.

O impacto imediato foi a retenção de centenas de navios petroleiros nas proximidades de polos logísticos como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Produção ameaçada e paralisações no Oriente Médio

A tensão geopolítica já provoca interrupções na cadeia produtiva de energia. O Irã responde por cerca de 3% da produção mundial, com aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia, mas sua posição estratégica amplia sua influência sobre o abastecimento global.

Empresas e governos da região anunciaram medidas emergenciais:

  • A estatal do Qatar suspendeu parte da produção de GNL e derivados industriais.
  • A Arábia Saudita interrompeu operações em sua maior refinaria doméstica.
  • Israel e o Curdistão iraquiano reduziram atividades no setor de petróleo e gás.
  • A Índia iniciou racionamento de gás para indústrias.

A gigante saudita Saudi Aramco orientou compradores do petróleo Arab Light a redirecionar carregamentos para Yanbu, no Mar Vermelho, evitando a rota pelo estreito.

Especialistas avaliam que, caso o bloqueio persista, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e o próprio Irã poderão ser forçados a reduzir a produção em poucos dias.

Impactos no Brasil e na inflação global

A disparada do petróleo internacional aumenta a pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode influenciar decisões de política monetária. Um ciclo prolongado de alta pode dificultar cortes na taxa de juros, diante do risco de reaceleração da inflação.

Apesar do cenário tenso, analistas descartam, por ora, risco imediato de desabastecimento global, destacando que a oferta mundial ainda supera o crescimento da demanda.

O comportamento das cotações dependerá principalmente da duração e intensidade do conflito e do tempo de fechamento do Estreito de Hormuz.

Bolsas despencam com aversão ao risco

O avanço do conflito também provocou forte queda nas Bolsas de valores ao redor do mundo.

Na Ásia, mercados como Seul registraram perdas superiores a 7%, enquanto índices chineses tiveram o pior desempenho em um mês. Praças europeias operavam com recuos acima de 3% no fim da manhã.

Nos Estados Unidos, os futuros indicavam abertura negativa em Wall Street:

  • Nasdaq: -2,3%
  • Dow Jones: -1,76%
  • S&P 500: -1,84%

Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft também recuaram.

Nem mesmo o ouro, tradicional ativo de proteção, escapou da volatilidade e operava em queda. Já o bitcoin avançava mais de 2%, refletindo movimentos especulativos.

Juros e política monetária no radar

O salto do petróleo reacendeu preocupações com a inflação global. Investidores passaram a rever expectativas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, adiando projeções de redução da taxa básica de julho para setembro.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu ao maior nível em mais de uma semana, sinalizando maior cautela do mercado diante do cenário geopolítico.

Analistas destacam que, caso o petróleo permaneça em patamares elevados por período prolongado, o movimento de aversão ao risco pode se intensificar nos mercados globais.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Planet Labs

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Crédito presumido de ICMS terá novas regras em SC a partir de abril de 2026

A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina anunciou novas regras para utilização do crédito presumido de ICMS a partir de abril de 2026, referente ao período de apuração de março do mesmo ano.

De acordo com o comunicado oficial, não poderão usufruir do benefício os estabelecimentos que apresentem débitos com a Fazenda estadual — exceto nos casos em que a dívida esteja garantida, parcelada ou com exigibilidade suspensa.

Também ficarão impedidos de utilizar o incentivo fiscal os contribuintes que não estiverem em dia com o envio da DIME (Declaração do ICMS e do Movimento Econômico) e da EFD (Escrituração Fiscal Digital).

Objetivo é reforçar regularidade fiscal

Segundo a pasta, a medida busca ampliar a regularidade fiscal, garantir isonomia entre empresas e aprimorar o controle sobre os benefícios fiscais concedidos pelo Estado.

Enquanto houver pendência, o envio do Demonstrativo de Crédito Informado Previamente (DCIP) será automaticamente bloqueado no Sistema de Administração Tributária (SAT).

Como regularizar e retificar a DIME

Após a quitação ou regularização do débito, o contribuinte poderá voltar a utilizar o crédito presumido. Para isso, será necessário realizar ajustes na documentação fiscal:

  • Nos casos em que o crédito presumido substitui os créditos efetivos, deverá ser enviada DIME retificadora com inclusão do DCIP, respeitando o prazo previsto no artigo 172 do Anexo 5 da legislação tributária;
  • Quando o crédito presumido não substitui créditos efetivos, também será possível enviar DIME retificadora com o DCIP incluído, observando o mesmo prazo legal.

A secretaria recomenda que empresas e profissionais da contabilidade verifiquem previamente a situação fiscal de cada estabelecimento para evitar restrições no uso do benefício.

Risco de perda do regime especial

Caso o débito não seja regularizado até o terceiro mês consecutivo de bloqueio do DCIP, o regime especial ou o registro efetuado no SAT poderá ser revogado. Nessa hipótese, não será permitida a retificação retroativa da DIME para inclusão do crédito presumido referente ao período em que o sistema esteve bloqueado.

Dúvidas sobre o procedimento podem ser esclarecidas na Central de Atendimento Fazendário (CAF) ou no portal oficial da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina.

FONTE: Secretaria de Estado da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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Maior barco elétrico do mundo começa viagem rumo à América do Sul

A América do Sul se prepara para receber o maior barco elétrico do mundo. O ferry China Zorrilla, da Buquebus, fará a ligação entre Buenos Aires e Colonia del Sacramento e já tem previsão para deixar o estaleiro na Tasmânia entre os dias 15 e 25 de março.

A informação foi confirmada por Pablo Francisco López, gerente da Buquebus Colonia, à Forbes Uruguay. A travessia até a América do Sul deve durar de 30 a 32 dias, com chegada estimada para o fim de abril.

Transporte especial e frete milionário

O deslocamento do ferry não será convencional. Para trazer a embarcação, foi contratado um navio do tipo heavy lift, especializado em transporte de cargas ultra pesadas. Existem apenas sete ou oito embarcações desse tipo em operação no mundo.

O custo do frete gira em torno de US$ 6 milhões, reflexo da complexidade logística envolvida na operação.

Tecnologia inédita e testes rigorosos

O China Zorrilla finalizou recentemente dois meses e meio de testes intensivos. Segundo López, a embarcação só foi liberada após atingir desempenho total.

O longo período de ensaios se deve às características técnicas do projeto. Os motores do ferry 100% elétrico não seguem padrões convencionais e o sistema de armazenamento de energia foi desenvolvido sob medida para operar em baixas temperaturas.

Diferentemente das baterias tradicionais de lítio, que podem perder até 30% da densidade energética em temperaturas inferiores a 7°C, o sistema instalado reduz essa perda para cerca de 2%. A solução foi pensada especificamente para as condições do Rio da Prata.

Projetado para águas rasas, o ferry possui calado de 2,75 metros, ligeiramente inferior ao do Silvia Ana, outra embarcação da companhia.

Investimento de US$ 200 milhões e alta capacidade

O projeto exigiu investimento de aproximadamente US$ 200 milhões. O presidente da Buquebus, Juan Carlos López Mena, já havia informado que o ferry terá capacidade para transportar 2.100 passageiros, 226 veículos e oferecerá 3.000 metros quadrados de área de lazer.

Em declarações anteriores, o executivo destacou que a decisão de investir em embarcações movidas a energia elétrica e gás liquefeito envolve riscos e depende do cenário econômico regional.

Consumo de energia e infraestrutura pronta

Para viabilizar a operação do barco elétrico, a empresa firmou um pré-acordo com a estatal uruguaia UTE sobre o fornecimento de energia.

Está em construção uma estrutura de aproximadamente nove quilômetros a partir do porto de Colonia, com cabeamento especial para suportar a demanda. A expectativa é de consumo elevado de eletricidade, com instalação de dois grandes acumuladores de 50 MW, um em Buenos Aires e outro em Colonia.

Segundo López, a infraestrutura em Colonia está praticamente concluída e os capitães já iniciaram treinamento. Após a chegada ao porto, o ferry deve levar cerca de seis dias para entrar em operação. A parte técnica estará pronta; restará apenas abastecer free shop e cafeterias.

Se o cronograma for mantido, o China Zorrilla deve iniciar as operações regulares na rota Buenos Aires–Colonia no início de maio de 2026.

Como funciona um navio heavy lift

O transporte do maior barco elétrico do mundo envolve engenharia especializada. Navios heavy lift são projetados para mover estruturas de grande porte, como plataformas de petróleo, módulos industriais e até outras embarcações.

O sistema funciona por meio de lastro: o navio transportador afunda parcialmente ao encher seus tanques com água; a carga flutua e é posicionada sobre o convés submerso; em seguida, a água é retirada e o navio retorna à superfície já com a estrutura apoiada.

Para a descarga, são necessárias profundidades superiores a 23 ou 24 metros. No Rio da Prata, uma das áreas avaliadas para a manobra fica próxima ao canal em frente a Nueva Palmira. O navio transportador pode ter calado entre 8 e 9 metros, além do peso adicional do ferry.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Incat

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