Exportação

Peru supera Argentina nas exportações ao Brasil e altera equilíbrio do Mercosul em 2025

O comércio exterior sul-americano passou por uma virada em 2025. O Peru deixou a Argentina para trás e assumiu a liderança nas exportações ao Brasil, redesenhando o equilíbrio comercial dentro do Mercosul e impactando as relações econômicas na região.

A mudança ocorre em meio à crise econômica argentina e ao avanço consistente da economia peruana, que há anos aposta em investimentos estruturais, acordos internacionais e diversificação da pauta exportadora.

Estratégia de longo prazo fortalece exportações peruanas

O crescimento do Peru não é pontual. O país vem consolidando sua posição como potência exportadora de cobre e ouro, dois produtos estratégicos no mercado global. A demanda por cobre, especialmente, tem sido impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria de carros elétricos.

Além do setor mineral, o país ampliou sua presença no comércio internacional com produtos agrícolas de alto valor agregado, como mirtilo e abacate. A diversificação reduziu a dependência de um único segmento e fortaleceu sua inserção nas cadeias globais.

A política de abertura comercial também foi decisiva. O Peru mantém acordos relevantes com os Estados Unidos e integra a Aliança do Pacífico, criada em 2012, o que ampliou mercados e estimulou investimentos em infraestrutura e logística.

Crise na Argentina influencia reconfiguração do Mercosul

Enquanto o Peru colhe resultados de um planejamento econômico gradual, a Argentina enfrenta um período de transição. O país passa por reformas estruturais, incluindo medidas de liberalização e desregulamentação econômica, mas os efeitos dessas mudanças ainda são incertos no médio prazo.

A instabilidade e os ajustes recentes impactaram o desempenho comercial argentino, abrindo espaço para a ascensão peruana nas exportações ao Brasil. A diferença entre os dois países, segundo análises econômicas, está na continuidade das políticas públicas e na previsibilidade institucional.

Economias que enfrentam instabilidade prolongada tendem a apresentar maior dificuldade na diversificação da pauta exportadora, tornando-se mais vulneráveis às oscilações externas.

Impactos para o Brasil e competitividade industrial

A superação da Argentina pelo Peru altera a dinâmica do Mercosul. Historicamente, o mercado argentino é um dos principais destinos de produtos industrializados brasileiros.

Com a ampliação da abertura comercial argentina, inclusive para parceiros como a China, cresce a concorrência direta com produtos brasileiros. Esse movimento pode pressionar setores da indústria nacional e exigir ajustes estratégicos para manter competitividade no comércio intrabloco.

Especialistas apontam que o Brasil precisará reforçar políticas voltadas à competitividade industrial, inovação e diversificação de mercados para evitar perdas no novo cenário regional.

Oportunidades no mercado peruano

Apesar do avanço nas exportações de commodities, o Peru ainda possui uma estrutura industrial menos robusta que a brasileira. Isso pode abrir espaço para a expansão de produtos manufaturados do Brasil.

Setores como automóveis, eletrodomésticos e bens de tecnologia aparecem como áreas com potencial de crescimento nas exportações brasileiras ao mercado peruano.

Como o Peru não integra o Mercosul, a formalização de acordos bilaterais específicos pode garantir maior previsibilidade e segurança jurídica nas trocas comerciais entre os dois países.

Reconfiguração comercial na América do Sul

A liderança do Peru nas exportações ao Brasil em 2025 simboliza uma reconfiguração mais ampla nas relações comerciais sul-americanas. O movimento não resulta apenas de fatores conjunturais, mas de uma estratégia econômica consistente ao longo dos anos.

Para o Brasil, o novo cenário exige revisão estratégica tanto no relacionamento com a Argentina quanto na ampliação de oportunidades junto ao mercado peruano, em um ambiente de crescente competição regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações de pulses do Brasil avançam 30% em 2025 e atingem US$ 448 milhões

As exportações de pulses do Brasil cresceram 30% em 2025 na comparação com o ano anterior, somando US$ 448,1 milhões em receita. O desempenho reforça a relevância do país no comércio internacional de leguminosas, especialmente do feijão, principal item da pauta.

Feijões dominam embarques ao exterior

Os feijões secos concentraram mais de 98% do valor total exportado em 2025, consolidando a liderança do produto nas vendas externas. Em seguida aparecem as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que alcançaram US$ 859,9 mil.

O avanço nas exportações ocorre em um cenário de estabilidade produtiva. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, o feijão permanece como a principal pulse cultivada no país na safra 2025/26. A estimativa é de produção superior a 3 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior.

Importância nutricional e reconhecimento internacional

As pulses — grupo que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — têm peso significativo na alimentação global. Em 2016, a Organização das Nações Unidas instituiu 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com o objetivo de estimular a produção e o consumo desses alimentos ricos em proteínas e fibras.

No Brasil, o feijão ocupa lugar central na dieta da população. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, políticas públicas e incentivos ao produtor rural têm buscado fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a presença do país no mercado externo.

Regras sanitárias e certificação para exportação

Para acessar o mercado internacional, estabelecimentos que processam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os critérios higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020.

O Ministério da Agricultura e Pecuária também pode fiscalizar exigências específicas estabelecidas por países importadores. Um dos requisitos centrais é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que atesta conformidade com os padrões sanitários acordados.

Fiscalização garante qualidade e rastreabilidade

A Secretaria de Defesa Agropecuária acompanha inspeções higiênico-sanitárias e tecnológicas sempre que há exigência de certificação internacional. O órgão também realiza coletas de amostras em unidades de beneficiamento e empacotamento para verificar a classificação fiscal e o cumprimento dos padrões oficiais.

Entre os produtos mais fiscalizados estão o feijão-comum e o feijão-de-corda, assegurando qualidade, padronização e rastreabilidade. O controle contribui para a proteção do consumidor e para a consolidação da imagem do Brasil como fornecedor confiável de pulses no mercado global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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Exportação

Exportações de milho em janeiro: Mato Grosso concentra 67,56% dos embarques brasileiros

O estado de Mato Grosso liderou as exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026, sendo responsável por 67,56% de todo o volume embarcado pelo país no período.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 4,25 milhões de toneladas do cereal no primeiro mês do ano. Desse total, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem em território mato-grossense.

Crescimento nas vendas externas de milho

O desempenho representa avanço significativo frente ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, Mato Grosso havia exportado 1,74 milhão de toneladas de milho, volume 46,02% inferior ao registrado agora.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, o resultado de 2026 também é superior: alta de 8,39%, consolidando o estado como protagonista nas vendas externas do agronegócio brasileiro.

Principais destinos do milho mato-grossense

Ao longo de janeiro, o milho de Mato Grosso foi embarcado para 28 países. O principal comprador foi o Vietnã, que adquiriu 577,97 mil toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Egito: 459,60 mil toneladas
  • Irã: 442,47 mil toneladas
  • Argélia: 335,3 mil toneladas
  • Marrocos: 142,47 mil toneladas

Os números evidenciam a forte presença de mercados asiáticos e do Norte da África entre os principais destinos do cereal brasileiro.

Demanda internacional sustenta ritmo dos embarques

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado de janeiro confirma a demanda aquecida, especialmente por parte de importantes mercados asiáticos. O cenário contribui para manter o ritmo dos embarques e favorece o escoamento da safra nos próximos meses.

O bom desempenho reforça o papel estratégico de Mato Grosso no comércio exterior e na dinâmica das exportações do agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Mato Grosso lidera exportações de milho e concentra 67,56% dos embarques brasileiros em janeiro

O Mato Grosso foi responsável por mais de dois terços das exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, das 4,25 milhões de toneladas embarcadas pelo país no período, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem no estado — o equivalente a 67,56% do total.

Volume exportado cresce em relação a 2025

O desempenho representa um avanço significativo frente a janeiro de 2025, quando o estado exportou 1,74 milhão de toneladas do cereal. O crescimento anual foi de 46,02%.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mesmo mês, o resultado também é superior, com alta de 8,39%. Os números reforçam o protagonismo do estado no comércio internacional do grão e sua relevância na balança comercial brasileira.

Ásia e Norte da África impulsionam demanda pelo milho

Ao todo, o milho mato-grossense foi enviado para 28 países em janeiro. O principal destino foi o Vietnã, que importou 577,97 mil toneladas. Em seguida aparecem Egito (459,60 mil toneladas), Irã (442,47 mil toneladas), Argélia (335,3 mil toneladas) e Marrocos (142,47 mil toneladas).

Os dados evidenciam a força dos mercados asiáticos e do Norte da África na absorção do produto brasileiro, mantendo o ritmo elevado dos embarques.

Expectativa positiva para o escoamento da safra

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado do primeiro mês do ano confirma a demanda aquecida em mercados estratégicos, especialmente na Ásia. O cenário, segundo o instituto, contribui para sustentar o fluxo das exportações e pode favorecer o escoamento da safra nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações do Brasil para países árabes crescem 10% e geram superávit de US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras para países árabes iniciaram o ano em ritmo positivo. Em janeiro, o Brasil faturou US$ 1,985 bilhão com vendas externas para a região, avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No mesmo período, as importações recuaram 25,1%, totalizando US$ 668,9 milhões.

Emirados lideram compras de produtos brasileiros

Entre os parceiros comerciais, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com US$ 600,1 milhões — crescimento expressivo de 110%.

Na sequência aparecem:

  • Arábia Saudita: US$ 245,13 milhões (+9%)
  • Egito: US$ 233,5 milhões (-42,3%)

O resultado reforça a importância da região para o comércio exterior brasileiro e amplia a diversificação dos mercados compradores.

Fornecedores árabes ao Brasil

No fluxo inverso, a Arábia Saudita foi o maior fornecedor entre os países árabes, com embarques de US$ 205,8 milhões, apesar da queda de 47,6%.

Já os Emirados Árabes Unidos registraram forte crescimento nas vendas ao Brasil, alcançando US$ 141,6 milhões (alta de 497%), enquanto o Egito exportou US$ 128,5 milhões, avanço de 19,8%.

Principais produtos comercializados

Entre os itens exportados pelo Brasil, destacam-se:

  • açúcar
  • milho
  • carne de frango
  • minério de ferro
  • gado vivo
  • petróleo bruto
  • carne bovina congelada

Já nas compras brasileiras, predominam:

  • petróleo refinado
  • fertilizantes nitrogenados
  • petróleo bruto
  • fertilizantes fosfatados

Corrente de comércio e saldo positivo

A corrente de comércio bilateral somou US$ 2,6 bilhões em janeiro, leve queda de 1,6% na comparação anual. Apesar disso, o superávit comercial brasileiro cresceu 44,4%, atingindo US$ 1,3 bilhão.

O desempenho reforça a relevância do mercado árabe para a balança comercial nacional e evidencia o peso do agronegócio e de commodities minerais nas vendas externas.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China pode atingir cota em setembro, alerta Cepea

O Brasil pode alcançar já em setembro o limite da cota de exportação de carne bovina para a China, caso o ritmo atual de embarques seja mantido. O alerta foi divulgado por pesquisadores do Cepea, com base nos dados de janeiro, mês em que o país asiático concentrou 46,3% das exportações brasileiras da proteína.

Do total de 258,94 mil toneladas de carne bovina enviadas ao mercado externo no período, quase metade teve a China como destino. O cenário é ainda mais intenso em Mato Grosso, onde 57,5% das 83,06 mil toneladas exportadas seguiram para o país asiático, representando um crescimento de 89,23% em relação a janeiro de 2025.

Cotas chinesas e tarifas adicionais

Em dezembro, o Ministério do Comércio da China (Mofcom) definiu que, em 2026, o Brasil poderá exportar até 1,106 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa extra. O volume que ultrapassar esse teto estará sujeito a uma sobretaxa de 55%, tornando a operação menos competitiva.

As cotas já estabelecidas indicam aumento gradual:

  • 2027: 1,128 milhão de toneladas
  • 2028: 1,154 milhão de toneladas

Janeiro registra recorde de embarques

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, apenas em janeiro de 2026, o Brasil enviou 119,63 mil toneladas de carne bovina à China, o maior volume já registrado para um mês de janeiro. Desse total, 47,76 mil toneladas tiveram origem em Mato Grosso.

Segundo o Cepea, se esse ritmo for mantido ao longo do ano, o país tende a esgotar a cota chinesa ainda no terceiro trimestre, antecipando impactos sobre preços, logística e contratos internacionais.

China lidera compras da carne brasileira

Em 2025, Mato Grosso exportou 978,32 mil toneladas de carne bovina para 92 países. A China respondeu por 536,92 mil toneladas, consolidando-se como principal destino da proteína. A Rússia, segunda colocada, adquiriu apenas 58,84 mil toneladas, evidenciando a forte concentração no mercado chinês.

Governo propõe controle das exportações

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encaminhou, na última sexta-feira (6), um ofício à Câmara de Comércio Exterior (Camex) sugerindo a criação de um sistema de controle das exportações de carne bovina para a China.

A proposta prevê:

  • Distribuição proporcional da cota conforme o histórico de vendas das empresas
  • Escalonamento trimestral dos volumes autorizados
  • Melhor gestão do limite imposto pelo mercado chinês

A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor Econômico.

Setor avalia impactos e alternativas

Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellicanta, a salvaguarda chinesa é legítima e demonstra proteção ao produtor local. No entanto, ele ressalta que o desafio está na adaptação das regras à dinâmica do comércio brasileiro, que opera com contratos firmados e prazos curtos entre produção, embarque e entrega.

Já a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) chama atenção para a restrição global da oferta de carne, causada pela redução do rebanho em grandes produtores, como os Estados Unidos.

Segundo o diretor técnico da entidade, Francisco Manzi, a medida chinesa pode incentivar o Brasil a diversificar mercados. Ele também defende o fortalecimento do consumo interno, destacando que um aumento de três quilos por habitante ao ano já compensaria boa parte da restrição imposta pela China.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Governo avalia limitar exportações de carne bovina para a China para evitar crise no setor

O governo federal estuda a adoção de mecanismos para regular o volume de carne bovina exportado para a China por empresas brasileiras. A proposta surge diante do risco de colapso nos preços e no nível de emprego do setor, conforme aponta um ofício do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o documento, o cenário é resultado direto das salvaguardas comerciais impostas pela China no fim do ano passado para a importação da proteína animal.

Salvaguardas chinesas reduzem espaço para exportações

Como estratégia de proteção aos produtores locais, a China estabeleceu para 2026 um limite de importação de carne bovina brasileira sujeito à tarifa padrão de 12%. O volume que ultrapassar 1,1 milhão de toneladas passa a ser taxado em 55%, elevando a carga tributária total para 67%, considerada inviável para o comércio.

Com base nos dados de 2025, técnicos do Mapa estimam uma queda de cerca de 35% na demanda chinesa, o equivalente a aproximadamente 600 mil toneladas a menos de carne brasileira absorvidas pelo mercado asiático.

Governo alerta para desorganização do mercado

No ofício, assinado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, o ministério avalia que a ausência de coordenação pode gerar impactos negativos em toda a cadeia produtiva da pecuária bovina.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • Disputa desordenada entre exportadores, com antecipação de embarques para ocupar a cota chinesa
  • Pressão de baixa nos preços, provocada pela concorrência entre frigoríficos
  • Redirecionamento excessivo da oferta para outros mercados, gerando desequilíbrios
  • Impactos econômicos em regiões dependentes da pecuária
  • Concentração das cotas em grandes grupos empresariais

De acordo com o Mapa, esse conjunto de fatores amplia o choque negativo de demanda e eleva o risco de colapso de preços e empregos no setor.

Proposta prevê cotas e licenças de exportação

Para mitigar os efeitos das restrições chinesas, o ministério propõe a criação de um sistema nacional de cotas de exportação, com distribuição proporcional entre empresas privadas, baseada no histórico recente de vendas para a China.

O modelo também prevê:

  • Reserva técnica para inclusão de novos e pequenos exportadores
  • Uso de licenças de exportação
  • Bloqueio automático de embarques que ultrapassem os limites autorizados

Entre os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para a China estão JBS, Minerva e Marfrig.

China segue como principal destino da carne brasileira

Apesar das incertezas, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina brasileira em janeiro. As importações somaram 123,2 mil toneladas, segundo dados do MDIC, compilados pela Abiec.

O volume representa um aumento de 35% em relação a janeiro de 2025, quando o país asiático importou 91,2 mil toneladas da proteína.

Decisão deve avançar na Camex

O ofício do Mapa foi encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao MDIC. A recomendação é que o tema seja analisado na próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), prevista para esta quinta-feira (12).

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

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Exportação

Exportações de carne de frango alcançam recorde histórico em janeiro de 2026

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um patamar inédito em janeiro de 2026, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O desempenho confirma o bom momento do setor, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor demanda internacional.

Considerando produtos in natura e processados, os embarques somaram 459 mil toneladas no mês, crescimento de 3,6% em comparação a janeiro de 2025, quando foram exportadas 443 mil toneladas.

Faturamento também registra melhor resultado para janeiro

Além do avanço no volume, o faturamento das exportações brasileiras de frango também foi recorde. A receita alcançou US$ 874,2 milhões, alta de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que havia registrado US$ 826,4 milhões.

O resultado reforça a valorização do produto brasileiro no mercado externo e a ampliação da presença em destinos estratégicos.

Paraná lidera ranking de estados exportadores

O Paraná manteve a liderança nacional nas exportações de carne de frango, com 187,7 mil toneladas embarcadas em janeiro, avanço de 3,9% na comparação anual.

Na sequência aparece Santa Catarina, responsável por 103,1 mil toneladas, com crescimento expressivo de 9,3% frente ao mesmo período de 2025.

Demais estados ampliam participação nas exportações

O Rio Grande do Sul exportou 58,7 mil toneladas, registrando alta de 0,75%. Já São Paulo embarcou 26,7 mil toneladas, com crescimento de 2%, enquanto Goiás alcançou 25,6 mil toneladas, apresentando incremento de 9,5% nas exportações.

Perspectivas positivas para o mercado internacional em 2026

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho observado no início do ano indica um cenário favorável para os próximos meses. Segundo ele, o crescimento em praticamente todos os principais destinos, mesmo em janeiro, reforça a tendência de expansão sustentada.

O dirigente destaca, entre os mercados com maior demanda, os Emirados Árabes, a África do Sul, países da União Europeia e mercados específicos da Ásia, que seguem ampliando as compras da proteína avícola brasileira.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de Santa Catarina recuam 3,7% em janeiro e somam US$ 815,4 milhões

As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 815,4 milhões em janeiro, registrando queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela retração nas vendas para Estados Unidos, Argentina e China, que juntos responderam por uma redução de US$ 99,5 milhões no período.

Queda nas vendas para EUA, China e Argentina pressiona resultado

O desempenho negativo reflete a diminuição das exportações catarinenses para os Estados Unidos, que recuaram 43%, além da Argentina (-33,2%) e da China (-30,3%). Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, fatores externos seguem influenciando o comércio exterior do estado.

“Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, enquanto as vendas para a China sofrem com a desaceleração da economia chinesa e políticas de substituição de importações por produção local”, afirma.

Japão lidera destinos e impulsiona carne suína

Na contramão das quedas, as exportações para o Japão avançaram 29,3% em janeiro, alcançando US$ 66,7 milhões. O país asiático foi o principal destino dos produtos catarinenses no mês, impulsionado principalmente pela comercialização de carne suína.

Carnes puxam pauta exportadora de SC

As carnes de aves lideraram a pauta de exportações de Santa Catarina, com vendas de US$ 217 milhões, alta de 22,4% em relação a janeiro do ano passado. Já as exportações de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, crescimento de 6,3%.

De acordo com o Observatório FIESC, o aumento da renda em economias asiáticas importadoras de proteína animal do estado tem favorecido o consumo e sustentado a demanda por esses produtos.

Produtos industriais têm altas expressivas

Entre os destaques positivos, as exportações de transformadores elétricos cresceram 107,2%, enquanto as vendas de preparações e conservas de carnes e miudezas avançaram 88,2%, reforçando a diversificação da pauta exportadora catarinense.

Madeira, móveis e motores registram retração

Por outro lado, as exportações de motores elétricos caíram 16,7%, totalizando US$ 27,1 milhões, enquanto as vendas externas de partes de motor recuaram 20,8%, para US$ 23,8 milhões.

O setor de madeira e móveis também apresentou queda de 18,8%, influenciado pela redução das vendas para os Estados Unidos. Apesar do aumento das exportações para mercados como México, Emirados Árabes e Itália, o volume ainda não compensa a perda no mercado norte-americano. Apenas as exportações de madeira compensada recuaram 36,3% em janeiro.

Importações de SC caem 8% no mês

As importações de Santa Catarina totalizaram US$ 3 bilhões em janeiro, queda de 8% na comparação anual. Entre os cinco principais países de origem, apenas o Chile registrou crescimento, com alta de 61,3%, somando US$ 268,3 milhões, impulsionado pelo aumento das compras de cobre, que quase dobraram.

China segue líder, apesar da retração

A China, principal fornecedora do estado, registrou queda de 13% nas exportações para Santa Catarina, totalizando US$ 1,3 bilhão, o que representa US$ 198,8 milhões a menos que em janeiro de 2025.

As importações da Alemanha recuaram 2,5%, para US$ 142,8 milhões. Já as compras dos Estados Unidos caíram 27,9%, somando US$ 138,7 milhões, enquanto as importações da Argentina tiveram retração de 5,4%, para US$ 108,8 milhões.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: tawatchai07/Freepik

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