Exportação

China amplia compras de soja do Brasil em 2026 e reduz espaço para exportações dos EUA

A China deve intensificar as importações de soja do Brasil no primeiro semestre de 2026, favorecida por uma safra recorde brasileira e por preços mais competitivos em relação ao produto norte-americano. O movimento tende a reforçar o protagonismo da América do Sul no abastecimento do maior importador mundial de oleaginosas e a pressionar as exportações de soja dos EUA, especialmente no início da temporada comercial.

Fontes do mercado indicam que esmagadores privados chineses já vêm fechando contratos para embarques a partir de fevereiro, acompanhando o avanço da colheita no Brasil. O aumento da oferta amplia a disponibilidade do grão e exerce pressão sobre as cotações, reduzindo o espaço para compras norte-americanas quando a nova safra dos EUA começar a ser exportada, tradicionalmente em setembro.

Preço dita decisões no mercado chinês de soja

A dinâmica atual mostra que o fator econômico segue determinante para o setor privado da China. Com a soja brasileira mais barata, processadores tendem a priorizar o produto do Brasil, enquanto a soja dos EUA permanece menos competitiva, tanto pelo preço quanto pela estrutura tarifária.

As compras recentes de soja norte-americana, estimadas em cerca de 12 milhões de toneladas desde o fim de outubro, foram realizadas exclusivamente por estatais chinesas. Já os compradores privados têm evitado o grão dos EUA, diante de margens mais apertadas e maior sensibilidade aos custos.

Tarifas ampliam vantagem da soja brasileira

Um dos principais elementos dessa equação é a diferença de tarifas. A China aplica 13% de tarifa sobre a soja dos EUA, enquanto a soja brasileira enfrenta apenas 3%, o que reduz significativamente a atratividade do produto norte-americano para esmagadores privados, mesmo em cenários de aproximação comercial entre Pequim e Washington.

Diplomacia e comércio: compras limitadas dos EUA

Mesmo que o governo chinês determine novas aquisições via estatais para cumprir compromissos comerciais com os Estados Unidos, a tendência é de que o apetite do setor privado continue restrito. Analistas avaliam que parte das compras atuais de soja dos EUA tem caráter diplomático, suficiente apenas para sustentar um ambiente político menos tenso entre os dois países.

A expectativa do mercado é de que eventuais concessões adicionais dependam de avanços concretos em temas sensíveis, como tarifas e questões geopolíticas. Até lá, os volumes devem permanecer limitados.

Soja dos EUA perde competitividade no curto prazo

Apesar das aquisições recentes, o volume comprado pela China ainda está bem abaixo do ritmo observado no ano-safra 2024/25, quando as importações de soja dos EUA somaram cerca de 23 milhões de toneladas.

Comparações de preços reforçam a vantagem brasileira. Em novembro, a soja do Brasil destinada à China apresentava valores inferiores aos do Golfo e do Noroeste do Pacífico dos EUA, mesmo antes da incidência das tarifas. Na prática, isso significou um custo adicional de dezenas de milhões de dólares para a China ao optar pelo produto norte-americano.

Safra recorde do Brasil pressiona preços e prêmios

Do lado da oferta, o Brasil segue com perspectiva de abundância ao longo de 2026. Operadores não esperam novas reservas relevantes de soja dos EUA no curto prazo, diante de preços mais elevados e colheitas robustas previstas no Brasil e na Argentina.

Com o avanço da colheita, a soja brasileira para embarques no início do ano tende a manter descontos significativos em relação à origem norte-americana. Especialistas projetam que esse diferencial de preço pode se ampliar ainda mais, reforçando a preferência chinesa pelo produto sul-americano.

Projeções reforçam liderança brasileira em 2025/26

As estimativas para a próxima temporada confirmam o cenário favorável ao Brasil. A produção nacional de soja pode atingir 182,2 milhões de toneladas em 2025/26, segundo consultorias do setor. Do lado da demanda, as exportações brasileiras para a China podem chegar a 85 milhões de toneladas no período, um aumento relevante em relação ao ciclo anterior.

Relatórios de mercado indicam que a China já reservou entre 42 e 44 milhões de toneladas de soja brasileira para embarques entre setembro e agosto, com grande concentração no primeiro semestre de 2026.

Demanda chinesa sustenta importações no primeiro semestre

A demanda por farelo de soja permanece firme, impulsionada por um rebanho suíno ainda elevado na China. Analistas não esperam queda significativa desse consumo antes do fim do segundo trimestre, o que sustenta as importações no curto prazo.

Embora o total importado pela China em 2025/26 deva ser menor do que no ciclo anterior, a combinação de safra recorde no Brasil, preços mais baixos e vantagem tarifária indica que a participação brasileira seguirá elevada, especialmente no primeiro semestre, quando a oferta sul-americana dita o ritmo do mercado global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Exportação

ZPE de Barcarena é criada no Pará para impulsionar exportações e atrair investimentos

Decreto oficializa nova Zona de Processamento de Exportação
O governo federal publicou nesta sexta-feira (23/01) o decreto que institui a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, no Pará. O projeto havia sido aprovado em novembro de 2025 pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) e será implantado no Distrito Industrial de Barcarena, em uma área total de 271 hectares.

A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento das exportações brasileiras e de redução das desigualdades regionais, com foco na atração de investimentos produtivos.

Projeto âncora prevê R$ 1 bilhão em investimentos
A ZPE de Barcarena já nasce com um projeto-âncora aprovado. A empresa Bravo Metals Ltda. planeja instalar uma unidade industrial voltada ao processamento de metais de platina, níquel e cobre.

O empreendimento prevê R$ 1 bilhão em investimentos e a geração de aproximadamente 2.500 empregos durante a fase de implantação, além de 210 postos de trabalho diretos e indiretos na etapa operacional.

Competitividade e desenvolvimento regional
Para o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a nova ZPE amplia a competitividade do estado do Pará em setores estratégicos, como a mineração.

Segundo ele, a estrutura contribui para atrair investimentos, gerar empregos, agregar valor à produção nacional e ampliar a presença brasileira no comércio internacional.

Localização estratégica no Pará
O município de Barcarena está localizado a cerca de 13 quilômetros de Belém por via fluvial e a 113 quilômetros por rodovia, pela PA-151. A cidade integra a região metropolitana da capital paraense, que reúne aproximadamente 2,54 milhões de habitantes, fator considerado estratégico para logística e mão de obra.

Prazos e etapas para operação da ZPE
Com a publicação do decreto, o governo do Pará terá 90 dias para definir a empresa administradora da ZPE. Além disso, as obras de implantação deverão ser iniciadas em até 24 meses.

A administradora será responsável pela gestão da área de livre comércio. Para iniciar as operações, a ZPE ainda precisará passar pelo processo de alfandegamento junto à Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda.

O que são as Zonas de Processamento de Exportação
As ZPEs são áreas criadas para estimular as exportações, promover a difusão tecnológica e contribuir para o desenvolvimento regional. Empresas instaladas nesses espaços contam com tratamento tributário, cambial e administrativo diferenciado, aumentando a competitividade no mercado externo.

Entre os principais benefícios estão a suspensão de tributos como IPI, PIS, Cofins, Imposto de Importação e AFRMM na aquisição de máquinas, equipamentos, insumos e matérias-primas. No caso de exportação do produto final, esses incentivos podem ser convertidos em isenção ou alíquota zero.

Governança das ZPEs no Brasil
O CZPE é o órgão responsável pela deliberação sobre as Zonas de Processamento de Exportação e é presidido pelo MDIC. O conselho também reúne representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Peru habilita exportação de farinhas bovinas e hemoderivados do Brasil

O governo do Peru deu um passo decisivo para ampliar o comércio agroindustrial com o Brasil. O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) autorizou, na última semana, os primeiros estabelecimentos brasileiros a exportar farinha de carne e ossos bovina e hemoderivados de bovinos e suínos para o país.

A medida destrava, na prática, segmentos que haviam sido abertos em maio de 2024, mas que ainda dependiam da habilitação formal das plantas industriais para o início das operações comerciais.

Empresas brasileiras habilitadas
Ao todo, 18 unidades brasileiras receberam autorização sanitária para atuar nos novos mercados:

Farinha de carne e ossos bovina: 14 empresas habilitadas
Hemoderivados de bovinos e/ou suínos: 4 empresas autorizadas

As habilitações permitem o fornecimento regular desses insumos ao mercado peruano, atendendo às exigências sanitárias estabelecidas pelas autoridades locais.

Ampliação nas exportações de farinhas de aves
Além das novas autorizações, o Senasa também aprovou mais três empresas brasileiras para exportar farinhas de aves ao Peru. Com isso, o número total de estabelecimentos aptos a fornecer esse produto ao país cresceu 21%.

A autoridade sanitária peruana ainda renovou as licenças de todas as empresas que já atuavam nesse segmento, garantindo a continuidade das exportações até dezembro de 2028.

Impacto no comércio regional
A decisão fortalece o fluxo comercial de insumos agroindustriais entre Brasil e Peru e amplia a presença brasileira nas cadeias produtivas do mercado peruano. O avanço também reforça o papel do Brasil como fornecedor estratégico de matérias-primas de origem animal na região.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA

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Exportação

Mel gaúcho mira mercado europeu e aposta em acordo Mercosul–União Europeia

A apicultura gaúcha, uma das mais relevantes do Brasil ao lado da produção paranaense, acompanha com expectativa a possibilidade de ampliar sua presença no mercado da União Europeia. O interesse cresce após a assinatura do acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul, que pode abrir novas oportunidades para o mel brasileiro em um cenário de mudanças no comércio internacional.

Exportações concentradas e impacto do mercado norte-americano

Atualmente, cerca de 60% da produção nacional de mel, estimada em aproximadamente 60 mil toneladas ao ano, é destinada à exportação. Os Estados Unidos seguem como principal destino, respondendo por 75% a 80% dos embarques. No entanto, a sobretaxa de 50% imposta ao mel brasileiro desde agosto do ano passado deve pressionar os resultados ao longo deste ano.

O mercado europeu absorve em torno de 15% das exportações, com destaque para a Alemanha e, fora da União Europeia, a Inglaterra. A expectativa do setor é que esse percentual cresça caso as exigências técnicas e sanitárias sejam atendidas.

Exigências sanitárias e resíduos no centro das negociações

Segundo Aroni Sattler, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e integrante da Comissão Técnica Científica da Federação Apícola do RS (Fargs), o principal desafio para acessar o mercado europeu está no controle de resíduos químicos.

De forma geral, defensivos utilizados nas lavouras não afetam diretamente as abelhas, mas podem deixar traços no mel. Esses níveis, embora aceitos pela legislação brasileira, nem sempre atendem aos padrões mais rigorosos da União Europeia, o que exige ajustes e maior controle de qualidade por parte dos produtores.

Barreiras comerciais e pressão de produtores europeus

Além dos critérios técnicos, o setor enfrenta entraves de natureza mercadológica. Conforme Sattler, quando o mel brasileiro ganha espaço na Europa e passa a competir com a produção local, surgem pressões por regras mais restritivas, muitas vezes justificadas por questões sanitárias.

Esse movimento, segundo ele, funciona como uma forma de barganha comercial, comum em mercados agrícolas altamente competitivos. Protestos recentes de agricultores franceses contra o acordo Mercosul–União Europeia ilustram esse tipo de reação à entrada de produtos mais competitivos.

Oportunidade aberta pela guerra no Leste Europeu

Um fator que pode favorecer o mel brasileiro é a redução da oferta da Ucrânia, tradicional fornecedora do mercado europeu, em razão do conflito com a Rússia. Esse espaço pode ser ocupado por países do Mercosul, desde que cumpram as exigências técnicas e consigam lidar com a resistência de produtores locais.

Produção, mercado interno e novos canais de consumo

Além da adaptação às normas europeias e da expectativa de revisão das tarifas norte-americanas, o setor aposta no aumento da produtividade apícola, com mais quilos de mel por colmeia ao ano. Isso permitiria atender tanto o mercado externo quanto o consumo interno, que absorve cerca de 40% da produção nacional.

Uma das apostas é a inclusão do mel na merenda escolar, o que ampliaria significativamente a demanda e daria maior estabilidade ao setor.

Apicultura presente em quase todo o Rio Grande do Sul

A atividade está distribuída por praticamente todos os municípios gaúchos, envolvendo desde agricultores familiares, para quem o mel representa renda complementar, até apicultores profissionais, com duas mil a três mil colmeias voltadas à exportação. Cada grupo responde por cerca de 50% da produção estadual, que em anos regulares varia entre 8 mil e 9 mil toneladas.

Após perdas provocadas pelo clima no ano passado, a expectativa para 2026 é de recuperação, impulsionada por boas condições na primavera e pela safra do mel de soja, especialmente nas regiões da Campanha, Missões e Planalto, além de perspectivas positivas nos Campos de Cima da Serra e na Metade Sul.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Marsaro Júnioir / Embrapa Trigo / Divulgação / CP

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Exportação

Exportações de vinho argentino caem a níveis históricos e pressionam vinícolas

As exportações de vinho argentino fecharam o último ano em forte retração, alcançando o menor volume desde 2004 e o menor valor desde 2009. O desempenho negativo acendeu um alerta entre as principais vinícolas da Argentina, que enfrentam um cenário marcado por custos elevados, perda de competitividade e mudanças no perfil de consumo global.

Exportações registram queda anual de 7%

Dados do Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV) mostram que as exportações recuaram 7% entre janeiro e dezembro do ano passado na comparação com o mesmo período anterior. Ao todo, foram embarcados 1,9 milhão de hectolitros de vinhos tintos e brancos, abaixo dos 2 milhões de hectolitros registrados no ano precedente.

Menor fluxo marítimo de vinhos em 2025

No transporte marítimo, os números também refletem a desaceleração. Informações da plataforma DataLiner indicam que a Argentina exportou apenas 1.253 TEUs de vinhos entre janeiro e novembro de 2025, reforçando a queda no ritmo dos embarques internacionais.

Custos internos e logística pesam sobre o setor

Segundo a CEO da Wines of Argentina (WofA), Magdalena Pesce, o desempenho fraco está diretamente relacionado ao ambiente econômico interno. Ela aponta o aumento dos custos de produção como um dos principais entraves, mesmo com a inflação sob maior controle.

Além disso, Pesce destaca desafios estruturais históricos, como logística cara, dificuldade de competir com preços internacionais e instabilidade nos mercados externos, fatores que continuam limitando o crescimento das exportações.

Estados Unidos e China desaceleram demanda

Entre os principais destinos do vinho argentino, dois mercados estratégicos apresentaram desaceleração: Estados Unidos e China. No caso norte-americano, Pesce observa que o impacto da conjuntura econômica reduziu o consumo, movimento que afeta não apenas a Argentina, mas o setor vitivinícola global.

Ainda assim, os EUA seguem como mercado-chave. Entre 25% e 28% da produção argentina é exportada, sendo que cerca de metade desse volume tem como destino o mercado norte-americano.

Exceções em meio ao cenário negativo

Apesar do quadro adverso, algumas empresas conseguiram resultados positivos. A Trivento, maior exportadora de vinhos argentinos, registrou crescimento mesmo após um aumento de 10% nas tarifas. Segundo Marcos Jofré, CEO da empresa na Argentina, houve avanço tanto nos embarques quanto nas vendas efetivas nos Estados Unidos, com base em dados da Circana Trends.

Mudança de hábitos limita recuperação

A queda nas exportações não foi ainda mais profunda porque, em determinados meses, como julho e agosto, a retração interanual chegou a superar 15%. Para Pesce, a mudança no comportamento do consumidor é um fator decisivo.

Ela ressalta que a geração Z consome menos álcool e busca bebidas mais leves, o que exige adaptação das vinícolas. O diretor executivo da Bodegas de Argentina, Milton Kuret, reforça que a redução do consumo de vinho é um fenômeno global, somado à perda de competitividade internacional do setor argentino.

Vinhos premium mostram maior resiliência

Nesse contexto, os vinhos de maior valor agregado têm apresentado desempenho mais estável. A Trivento aposta em uma estratégia voltada ao público gourmet, com diversificação do portfólio, incluindo varietais como Cabernet Sauvignon e investimentos no White Malbec, considerado um produto inovador para atrair novos consumidores e ampliar as ocasiões de consumo.

FONTE: Forbes Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Mercado de beleza do Brasil bate recorde de exportações e atrai novas marcas

Em um país onde o cuidado com cabelo, pele e aparência faz parte da rotina, o mercado de beleza no Brasil consolidou-se como um dos mais dinâmicos do varejo. O segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos já ocupa a terceira posição mundial e responde por cerca de 2% do PIB nacional.

De acordo com Luiz Carlos Dutra, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a competitividade interna tem reflexo direto no desempenho internacional. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 1 bilhão, o melhor resultado desde o início da série histórica, em 1997.

Crescimento das vendas e destaque para cuidados com os cabelos

Dados recentes da Euromonitor International mostram que as vendas de beleza e cuidados pessoais somaram R$ 173,1 bilhões em 2024, frente a R$ 156,9 bilhões em 2023, uma alta de 10,3%.

O avanço foi liderado pelos produtos para cabelo, que movimentaram R$ 32,3 bilhões, crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior. O segmento de cuidados com a pele também apresentou desempenho positivo, com R$ 21,2 bilhões em vendas, alta de 9,6%. Produtos faciais e corporais registraram expansões próximas à média do setor, reforçando a força do mercado como um todo.

Marcas especializadas ganham espaço no varejo

A expansão das categorias abriu caminho para marcas de nicho, focadas em propostas mais específicas e inovadoras. É o caso da B.O.B., empresa brasileira de cosméticos sólidos, que atua em segmentos como produtos sem água, embalagens sem plástico e cuidados diários sustentáveis.

Fundada em 2018 por Victor Lichtenberg e Andreia Ulson, a marca nasceu com o objetivo de eliminar conservantes sintéticos e adotar embalagens em papel. Após dois anos de estruturação, iniciou suas vendas em 2019.

Clean beauty e produção própria impulsionam a B.O.B.

Além do conceito waterless, a B.O.B. adotou critérios técnicos de clean beauty, excluindo ingredientes com restrições internacionais, limitando componentes sintéticos a até 5% das fórmulas e evitando insumos de origem animal ou testes em animais.

Com fábrica própria no estado de São Paulo, a empresa encerrou 2025 com faturamento de cerca de R$ 30 milhões, comercializando aproximadamente 1 milhão de unidades por ano, somando mercado interno e operações no exterior.

Expansão internacional fortalece caixa no Brasil

A atuação nos Estados Unidos começou em 2022, com foco no comércio digital e operação baseada em marketplaces, a partir de uma subsidiária em Orlando. Atualmente, o mercado internacional representa cerca de 10% da receita da empresa.

Segundo Lichtenberg, os recursos gerados no exterior são direcionados para investimentos no Brasil, como a ampliação industrial e a abertura da loja conceito no Shopping Eldorado, além de uma unidade no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Inovação mantém o ritmo acelerado do setor

Para Dutra, a inovação em cosméticos é um dos principais motores do mercado brasileiro. O país ocupa a quarta posição mundial em lançamentos de produtos de beleza, o que garante constante renovação das categorias e estímulo ao consumo.

Influenciadores transformam audiência em marcas consolidadas

Criada em parceria com a MBOOM, a marca de maquiagem Fran by Franciny Ehlke surgiu em 2021, impulsionada pela trajetória da influenciadora digital, que já acumulava milhões de seguidores nas redes sociais. A estratégia permitiu entrada direta em grandes redes varejistas desde o lançamento.

Enquanto a MBOOM cuida da gestão e operação, Franciny lidera o desenvolvimento dos produtos, a comunicação e o posicionamento da marca.

Crescimento acelerado e foco no público jovem

Embora não divulgue faturamento, a empresa registrou crescimento superior a 100% entre 2024 e 2025, com presença em mais de 1.500 pontos de venda físicos no país. Os gloss labiais são os principais produtos, responsáveis por mais de 50% das vendas.

O público é majoritariamente feminino, com forte presença de consumidoras entre 12 e 20 anos, além de jovens adultas de 20 a 30 anos, que representam cerca de 40% da base de clientes.

FreeBrands aposta no potencial da categoria de beleza

A marca Beta integra o portfólio da FreeBrands, grupo criado a partir do sucesso do FreeCô, lançado em 2015. Em julho de 2023, a empresa entrou oficialmente no segmento de cuidados pessoais com a criação da Beta.

Em 2025, a marca faturou R$ 15,3 milhões, com mais de 20 produtos distribuídos em quatro linhas, incluindo hidratantes labiais e para as mãos, protetores solares faciais em bastão e desodorantes naturais.

Hidratantes labiais lideram as vendas

Os hidratantes labiais são o carro-chefe da Beta, com 11 versões entre produtos próprios e colaborações. Entre os mais vendidos estão as versões Melancia, Transparente e Rubi, com cor.

Segundo Rafael Nasser, fundador da FreeBrands, o foco no público feminino ocorreu de forma natural, já que 70% dos consumidores do grupo são mulheres.

Perspectivas positivas para 2026

Para este ano, a expectativa é de crescimento de 20% da Beta, impulsionado pela ampliação da distribuição e novos lançamentos. Mesmo sendo a marca mais jovem do portfólio, já ocupa a segunda posição em faturamento, reforçando o potencial do mercado de beleza brasileiro.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Exportação

Exportações de arroz da Índia crescem 19% e pressionam preços no mercado asiático

As exportações de arroz da Índia registraram forte avanço no último ano, com crescimento de 19,4%, totalizando 21,55 milhões de toneladas, após o governo indiano suspender todas as restrições remanescentes às vendas externas. As informações foram confirmadas por autoridades governamentais.

Com esse desempenho, os embarques se aproximaram do recorde histórico de 22,3 milhões de toneladas, alcançado em 2022, e consolidaram a Índia como maior exportador mundial de arroz.

Recuperação rápida após medidas para conter inflação

Segundo representantes do governo, a retomada das exportações ocorreu logo após Nova Déli retirar as limitações impostas entre 2022 e 2023, quando o objetivo era proteger o abastecimento interno e conter a inflação dos alimentos.

De acordo com um funcionário que falou sob condição de anonimato, as remessas ganharam força imediatamente após a suspensão das restrições, anunciada em março, refletindo a elevada competitividade do arroz indiano no mercado global.

Impacto nos preços e no comércio internacional

O retorno expressivo do arroz indiano aos mercados internacionais alterou o fluxo comercial na Ásia e na África. A maior oferta reduziu o espaço de exportadores concorrentes, como Tailândia e Vietnã, e contribuiu para que os preços do arroz asiático atingissem os níveis mais baixos em quase dez anos.

A queda dos preços trouxe alívio para consumidores de regiões sensíveis ao custo dos alimentos, especialmente na África e em partes da Ásia, onde o arroz segue como item essencial da dieta.

Crescimento liderado pelo arroz não basmati

Dados oficiais indicam que as exportações de arroz não basmati avançaram 25%, somando 15,15 milhões de toneladas, impulsionadas pela forte demanda por produtos mais acessíveis. Já as vendas externas de arroz basmati cresceram 8%, alcançando o recorde de 6,4 milhões de toneladas, sustentadas pelo interesse contínuo de mercados considerados premium.

Os embarques de arroz não basmati aumentaram de forma significativa para Bangladesh e para países africanos como Benim, Camarões, Costa do Marfim e Djibuti. No segmento basmati, houve maior demanda de destinos como Irã, Emirados Árabes Unidos e Grã-Bretanha.

África mantém papel estratégico para a Índia

A África segue como um dos principais destinos do arroz indiano, favorecida pelo crescimento populacional, pela urbanização acelerada e pela capacidade limitada de produção local em diversos países importadores.

Tradicionalmente, a Índia exporta mais arroz do que a soma de Tailândia, Vietnã e Paquistão, o que lhe garante forte influência sobre os preços globais do arroz.

“O arroz indiano é altamente competitivo frente ao fornecimento de outros exportadores, e os preços mais baixos estão ajudando o país a recuperar participação de mercado”, afirmou Nitin Gupta, vice-presidente sênior da Olam Agri India, durante a Cúpula Internacional do Arroz da Índia.

Tailândia sente efeitos da concorrência indiana

O impacto da maior presença indiana foi mais evidente na Tailândia, tradicionalmente entre os maiores exportadores globais. O Ministério do Comércio tailandês projeta que as exportações do país recuem para cerca de 7 milhões de toneladas neste ano, frente à estimativa de 8 milhões de toneladas em 2025.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações tailandesas de arroz caíram 21% em volume, totalizando 7,3 milhões de toneladas, enquanto o valor exportado recuou 30,3%. Em 2024, o país havia embarcado quase 10 milhões de toneladas.

FONTE: Planeta Arroz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Planeta Arroz

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Exportação

Exportações crescem 18% na média diária até a terceira semana de janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro de 2026. O resultado é fruto de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Terceira semana tem déficit pontual

Considerando apenas a terceira semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, o que resultou em um saldo negativo de US$ 244 milhões no período.

Média diária das exportações avança em relação a 2025

Na comparação entre as médias diárias, as exportações cresceram 18% até a terceira semana de janeiro de 2026, ao atingirem US$ 1,36 bilhão, frente aos US$ 1,15 bilhão registrados em janeiro de 2025.

Já as importações apresentaram queda de 2,6%, com média diária de US$ 1,02 bilhão, ante US$ 1,04 bilhão no mesmo período do ano passado.

Corrente de comércio mantém trajetória de alta

Até a terceira semana de janeiro de 2026, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou média diária de US$ 2,3 bilhões. O saldo médio diário ficou em US$ 341,51 milhões.

Na comparação com a média diária registrada em janeiro de 2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio, indicando avanço no fluxo comercial do país no início do ano.

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária do acumulado até a terceira semana de janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Indústria Extrativa: alta de US$ 108,39 milhões (32,6%);
  • Agropecuária: crescimento de US$ 28,54 milhões (16,6%);
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 69,99 milhões (10,9%).

Importações recuam em todos os segmentos

Do lado das importações, a média diária mostrou retração nos principais setores:

  • Indústria Extrativa: queda de US$ 4 milhões (8%);
  • Agropecuária: redução de US$ 7,29 milhões (26%);
  • Indústria de Transformação: recuo de US$ 16,23 milhões (1,7%).

Os dados reforçam o cenário de crescimento das exportações brasileiras no início de 2026, com destaque para o desempenho da indústria extrativa e da agropecuária.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança recorde histórico de receita

As exportações de café do Brasil somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, o setor alcançou um recorde de receita, com faturamento de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Receita atinge maior nível da série histórica

O resultado financeiro registrado em 2025 é o maior desde o início do levantamento da entidade, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países, reforçando a liderança do Brasil no mercado internacional do produto.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho é explicado principalmente pela valorização dos preços ao longo do ano e pelos investimentos contínuos do setor em qualidade, tecnologia e inovação. “O patamar elevado dos preços médios e o cuidado do produtor com a qualidade aumentam o valor do café brasileiro, que hoje atende mais de 120 mercados e responde por mais de um terço do market share global”, afirmou.

Clima, estoques e tarifas pressionam volume exportado

A redução no número de sacas exportadas já era esperada, de acordo com Ferreira. O cenário foi influenciado pelos embarques recordes de 2024, que diminuíram os estoques disponíveis, além dos impactos climáticos sobre a safra de 2025. “A combinação entre menor estoque e problemas climáticos limitou a oferta do produto ao longo do ano”, explicou.

Outro fator relevante foi o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro durante parte de 2025. Conforme o Cecafé, nos quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre agosto e novembro, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 55%, com maior impacto sobre o café verde. O café solúvel, segundo a entidade, segue sujeito à taxação.

Alemanha lidera ranking de destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Alemanha assumiu a liderança em 2025, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado. Apesar da posição, o volume representa uma queda de 28,8% em relação a 2024.

Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda colocação. O país importou 5,3 milhões de sacas, correspondendo a 13,4% dos embarques, com recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto das tarifas impostas ao produto brasileiro.

Arábica segue dominante nas exportações

No recorte por tipo de produto, o café arábica manteve a liderança absoluta, com 32,3 milhões de sacas exportadas, o que representa 80,7% do total em 2025. Em seguida aparece o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%).

O segmento de café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, equivalente a 9,2%, enquanto o café torrado e torrado e moído teve participação residual, com 58.474 sacas, cerca de 0,1% do total exportado no ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Exportação

Peru autoriza 36 novas unidades do Brasil para exportação de material genético animal

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 estabelecimentos atuam com genética avícola e cinco são especializados em material genético bovino.

Além das novas autorizações, o órgão peruano também renovou as licenças de todas as unidades brasileiras já habilitadas, estendendo a validade dos registros até dezembro de 2028.

Avicultura dobra número de unidades autorizadas

Com a decisão, o setor avícola brasileiro praticamente dobra o número de estabelecimentos aptos a exportar material genético para o Peru. A ampliação fortalece a presença do Brasil em um mercado estratégico da América do Sul.

Genética bovina registra crescimento expressivo

No segmento de genética bovina, a inclusão de cinco novas unidades representa um aumento de 83% no número de estabelecimentos habilitados. A medida atende tanto a pecuária de corte quanto a pecuária leiteira, ampliando as oportunidades comerciais.

Validade estendida traz previsibilidade ao comércio

A prorrogação das autorizações até 2028 tem como objetivo garantir maior previsibilidade e segurança jurídica às operações de exportação, favorecendo o planejamento de médio e longo prazo entre empresas brasileiras e importadores peruanos.

Reconhecimento sanitário reforça confiança no Brasil

A decisão do Senasa foi baseada em critérios técnicos rigorosos e reforça o reconhecimento internacional do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

Peru amplia compras do agro brasileiro

No último ano, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações alimentícias, consolidando o país como um importante parceiro comercial do Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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