Exportação

Exportações do agro enfrentam novos desafios com escalada da tensão no Oriente Médio

O agravamento das tensões no Oriente Médio voltou a preocupar o setor de exportação do agronegócio brasileiro. As ameaças à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, que corredores estratégicos para o comércio internacional, podem comprometer o envio de produtos agropecuários à região e aumentar significativamente os custos logísticos.

Os reflexos já começaram a aparecer. Um navio carregado com soja brasileira precisou interromper sua viagem enquanto aguardava definições sobre a situação geopolítica. Ao mesmo tempo, frigoríficos e exportadores intensificam estudos para utilizar rotas alternativas.

Rotas tradicionais perdem espaço diante dos riscos

Nos últimos meses, empresas brasileiras passaram a reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, afetado pelas tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, utilizando o Estreito de Bab el-Mandeb como alternativa para abastecer países como a Arábia Saudita.

Agora, porém, essa opção também enfrenta riscos após ameaças dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, contra embarcações que cruzam a região.

Segundo representantes do setor, a situação está sendo monitorada diariamente para evitar interrupções no abastecimento dos principais mercados compradores.

Portos alternativos ganham importância

Para minimizar os impactos, exportadores brasileiros estudam ampliar o uso de portos considerados mais seguros.

Entre as alternativas estão:

  • Salalah e Sohar, em Omã;
  • Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos;
  • Jeddah e King Abdullah, na Arábia Saudita, acessados pelo Canal de Suez.

Após o desembarque, parte das cargas segue por rodovias até os países de destino.

Frigoríficos já adaptaram parte da logística

Empresas do setor de proteína animal vêm ajustando suas operações desde o início da crise. A Aurora, uma das maiores exportadoras brasileiras de carne de frango, passou a priorizar desembarques em portos sauditas e também utiliza estruturas em Omã e nos Emirados Árabes.

Apesar de o Estreito de Bab el-Mandeb ainda permanecer aberto, o setor avalia que um eventual bloqueio provocaria forte sobrecarga nos portos alternativos, muitos deles já operando próximos do limite de capacidade.

Tempo de transporte dobrou e frete ficou mais caro

Os impactos logísticos já são sentidos pelas empresas. Em alguns casos, contêineres de frango brasileiro destinados ao Oriente Médio passaram a levar cerca de 80 dias para chegar ao destino, mais que o dobro do tempo registrado antes da escalada dos conflitos.

Além dos atrasos, o custo logístico chegou a triplicar em determinadas operações. Há relatos de navios que não conseguem descarregar em alguns portos devido à lotação e precisam seguir para outros terminais, aumentando ainda mais o tempo de viagem.

Frete marítimo pode subir até 40%

Especialistas alertam que, caso a instabilidade aumente, o impacto poderá atingir todo o comércio internacional.

As projeções indicam que o frete marítimo entre Europa e Ásia pode registrar alta de 30% a 40%, além de um acréscimo de até 19 dias nas viagens. Para embarques destinados à Arábia Saudita, o aumento dos custos pode variar entre 10% e 20%.

Outro fator que pressiona os preços é o crescimento dos custos com seguros marítimos e combustíveis, consequência direta da insegurança na região.

Carnes e produtos perecíveis estão entre os mais afetados

Os embarques de carne bovina e carne de frango exigem atenção especial, já que produtos refrigerados ou congelados não suportam grandes atrasos sem riscos à qualidade.

Embora o aumento do frete normalmente seja absorvido pelos importadores, especialistas destacam que produtos agropecuários possuem baixo valor agregado por tonelada. Assim, qualquer elevação nos custos reduz a margem das operações e pode afetar a competitividade e a demanda.

Outras cadeias do agro também enfrentam impactos

Os efeitos da crise não se limitam às proteínas animais e aos grãos. O setor de algodão também precisará rever sua logística internacional.

Rotas que utilizavam o Mar Vermelho para abastecer mercados como Paquistão e Bangladesh tendem a ser substituídas por trajetos mais longos, contornando o sul da África, o que amplia custos e tempo de transporte.

FONTE; Globo Rural

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Exportação

Brasil pode perder posição para a Argentina nas exportações de milho, aponta consultoria

O Brasil poderá deixar de ocupar o posto de segundo maior exportador de milho do mundo na safra 2025/26. A projeção é da consultoria Hedgepoint Global Markets, que aponta a Argentina como favorita para assumir a vice-liderança do ranking internacional, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a análise, a mudança é influenciada pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros para atender o mercado do Irã, um dos maiores compradores do cereal. Ao mesmo tempo, a Argentina ganhou competitividade após registrar uma safra robusta, ampliando sua capacidade de oferta ao mercado externo.

Argentina deve superar o Brasil nos embarques

A Hedgepoint estima que o Brasil exporte cerca de 43 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. Já a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a Argentina deverá embarcar aproximadamente 45 milhões de toneladas no mesmo período.

Caso o cenário se confirme, o país vizinho assumirá a segunda colocação entre os maiores exportadores globais do grão.

Apesar da possível perda de posição no ranking, a expectativa é de crescimento nas vendas externas brasileiras em relação ao ciclo anterior, quando o país exportou 41,1 milhões de toneladas.

Irã continua sendo mercado estratégico

De acordo com a consultoria, o Irã permanece como o principal destino do milho brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do cereal produzido no Brasil.

Entretanto, o ritmo das compras diminuiu neste ano. Nos primeiros meses de 2026, as importações iranianas somaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa redução nas aquisições é um dos fatores que afetam o desempenho das exportações brasileiras.

Demanda interna por milho segue em alta

Enquanto o mercado externo enfrenta desafios, o consumo doméstico continua avançando.

A Hedgepoint prevê que a demanda de milho para produção de etanol aumente em 5,5 milhões de toneladas, alcançando 28,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Já o setor de ração animal deverá consumir 61,2 milhões de toneladas, um crescimento estimado em 200 mil toneladas na comparação com o ciclo anterior.

Produção brasileira deve permanecer estável

Para a próxima temporada, a consultoria projeta uma safra de milho de 140,3 milhões de toneladas no Brasil.

O volume representa uma leve redução em relação às 140,5 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, indicando um cenário de estabilidade na produção nacional, mesmo diante das mudanças previstas no mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Parana

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Exportação

CBAM muda regras para exportações brasileiras de aço e alumínio à Europa

O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), criado pela União Europeia, já começou a alterar a dinâmica das exportações brasileiras de aço e alumínio. O que antes era visto apenas como uma exigência futura de conformidade ambiental agora influencia negociações comerciais, contratos de fornecimento e a competitividade das empresas brasileiras no mercado europeu.

Diante desse novo cenário, exportadores aceleram investimentos em medição, verificação e certificação das emissões de carbono para atender às exigências impostas pelo bloco europeu.

Empresas correm para adaptar processos de emissões

Segundo Rafael Della Barba, coordenador de riscos climáticos e descarbonização da WayCarbon, parte da indústria siderúrgica iniciou sua preparação ainda em 2023, antecipando as novas exigências regulatórias. Outras empresas, porém, adiaram investimentos e agora buscam adequar seus processos em um curto espaço de tempo.

Com o CBAM, as emissões deixam de ser calculadas apenas em nível corporativo e passam a exigir informações detalhadas por produto, incluindo o processo produtivo, rastreabilidade e dados auditáveis. A mudança obriga até empresas que já publicam inventários de carbono a revisar suas metodologias.

A ausência de informações confiáveis pode elevar custos, já que produtos sem comprovação de emissões reduzidas poderão ser enquadrados em valores-padrão mais altos, diminuindo uma das principais vantagens competitivas do Brasil: sua matriz energética de menor intensidade de carbono.

Exportações de alumínio enfrentam oscilações

Os embarques brasileiros de alumínio para a Europa registraram queda no acumulado do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as exportações de tarugos recuaram 43,9%, enquanto os embarques de lingotes diminuíram 47,3% na comparação com igual período de 2025.

Apesar da retração inicial, o mercado apresentou recuperação a partir de março. O aumento dos prêmios do alumínio na Europa, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, tornou as exportações brasileiras mais competitivas, compensando parte dos custos adicionais relacionados ao CBAM.

Entre março e junho, os embarques de lingotes cresceram 61,9% sobre o mesmo período do ano anterior, demonstrando que a valorização do produto no mercado europeu abriu novas oportunidades para os exportadores.

Ainda assim, operadores apontam que o novo mecanismo europeu tornou as negociações mais complexas, principalmente devido às exigências de comprovação das emissões e à maior cautela de compradores europeus.

Exportações de aço avançam com força

Enquanto o alumínio enfrentou oscilações, as exportações brasileiras de aço tiveram desempenho expressivo.

Os embarques de placas de aço destinadas à União Europeia ultrapassaram 1 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de aproximadamente 284% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento da demanda reflete o interesse de siderúrgicas europeias por matéria-prima produzida em países considerados menos intensivos em carbono. Mesmo com novas obrigações de reporte ambiental, o aço semiacabado brasileiro permanece competitivo no mercado europeu.

Segundo informações da Fastmarkets, produtores europeus ampliaram as compras de placas brasileiras diante dos elevados custos das licenças de emissão de carbono na própria Europa, tornando a importação uma alternativa economicamente mais viável.

Certificação será decisiva para manter competitividade

Especialistas destacam que a vantagem ambiental do Brasil não garante, por si só, benefícios dentro das regras do CBAM.

Para transformar a matriz energética baseada em fontes renováveis em vantagem comercial, será necessário comprovar as emissões por meio de sistemas reconhecidos internacionalmente e integrar toda a cadeia de suprimentos aos padrões exigidos pela União Europeia.

Sem certificações robustas e dados auditáveis, empresas brasileiras poderão perder espaço para concorrentes que comprovem com maior facilidade a baixa intensidade de carbono de seus produtos.

Além disso, o mecanismo europeu não permite o uso do sistema conhecido como mass balance, impedindo que fabricantes concentrem os benefícios ambientais apenas em parte da produção. As emissões precisam ser calculadas com base em médias da operação.

Mercado brasileiro de carbono ganha importância

Outro fator considerado estratégico é a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, criado pela Lei nº 15.042/2024.

Embora o marco legal já tenha sido aprovado, o mercado nacional de carbono ainda está em fase de regulamentação. O cronograma prevê avanços regulatórios ao longo de 2026, início do sistema de reporte em 2027, monitoramento obrigatório das emissões entre 2028 e 2029 e o começo da negociação das permissões de emissão em 2030.

Enquanto isso, o CBAM continuará evoluindo. A União Europeia estuda ampliar o alcance do mecanismo para incluir novas categorias de produtos e outros tipos de emissões nas revisões previstas para os próximos anos.

Adaptação passa a ser prioridade para exportadores

O novo cenário deixa claro que o CBAM deixou de representar apenas um desafio regulatório futuro e passou a influenciar diretamente preços, contratos, estratégias de abastecimento e decisões de investimento.

Empresas brasileiras que acelerarem os processos de contabilização, verificação e certificação das emissões de carbono tendem a conquistar maior vantagem competitiva e preservar espaço no mercado europeu, cada vez mais orientado por critérios ambientais.

FONTE: Fastmarkets
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações de Santa Catarina no Sul do Brasil

A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia poderá abrir novas oportunidades para empresas brasileiras no comércio internacional, especialmente nos estados da Região Sul. Um estudo desenvolvido pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que Santa Catarina é o estado sulista com maior potencial de expansão das exportações para o bloco europeu.

A parceria comercial envolve um mercado estimado em US$ 24,2 trilhões e prevê a redução de barreiras tarifárias, criando novas possibilidades para setores industriais e do agronegócio brasileiro.

O levantamento analisou produtos com potencial de entrada no mercado europeu a partir dos códigos tarifários internacionais e identificou oportunidades de diversificação da pauta exportadora nacional. Atualmente, mais de 8 mil empresas brasileiras já vendem para a União Europeia, com liderança de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Indústria de transformação lidera perfil exportador do Sul

O estudo destaca que a Região Sul possui uma estrutura produtiva integrada entre indústria, tecnologia e agroindústria. Nos três estados, a indústria de transformação representa entre 73% e 91% das exportações, reforçando o potencial de produtos com maior valor agregado.

Entre os principais segmentos beneficiados pelo acordo estão máquinas e equipamentos, automotivo, madeira processada, alimentos, proteínas animais e produtos manufaturados.

Paraná tem potencial em setores industriais e agroindustriais

O Paraná apresenta uma balança comercial historicamente positiva e registra crescimento médio anual de 4,4% nas exportações.

A indústria de transformação responde por 73,4% das vendas externas do estado, enquanto o agronegócio representa 25,6%. Entre os principais produtos exportados em 2025 estão soja, carne de aves, farelo de soja, açúcar e milho.

O estudo identificou 76 códigos tarifários com oportunidades para o mercado europeu, sendo 45 ligados à indústria e 31 ao setor agrícola.

Atualmente, 744 empresas paranaenses exportam para a União Europeia. Entre os setores com maior possibilidade de crescimento estão a cadeia automotiva, a indústria madeireira, máquinas, equipamentos industriais, válvulas, bombas e produtos derivados da soja e do milho.

Rio Grande do Sul combina commodities e produtos de maior valor agregado

O Rio Grande do Sul mantém uma economia exportadora diversificada, reunindo produtos agrícolas e itens industriais mais complexos.

A indústria de transformação representa 76,7% das exportações gaúchas. Em 2025, os principais produtos vendidos ao exterior foram soja, tabaco, farelo de soja, carne de aves, celulose e carne suína.

A análise da ApexBrasil e do MDIC apontou 74 produtos com potencial de crescimento no mercado europeu, sendo 47 industriais e 27 ligados ao agronegócio.

Entre as oportunidades estão autopeças, polímeros de etileno, derivados de petróleo, calçados de couro e sintéticos, além da ampliação das vendas de carnes e produtos processados.

Santa Catarina concentra maior número de oportunidades no estudo

Apesar de apresentar déficit comercial desde 2009, Santa Catarina possui uma das bases industriais mais fortes do país. A indústria de transformação representa 91,4% da pauta exportadora estadual.

Em 2025, os principais produtos enviados ao exterior foram carne de aves, carne suína, geradores elétricos, soja e madeira.

O estado foi o que apresentou o maior número de oportunidades identificadas pelo estudo para a União Europeia entre os três estados do Sul: são 167 produtos com potencial de expansão, sendo 128 industriais e 39 do agronegócio.

Santa Catarina já conta com 761 empresas exportadoras para o bloco europeu. Entre os segmentos considerados estratégicos estão bens de capital, motores elétricos, componentes automotivos, bombas, compensados de madeira, produtos plásticos e a cadeia consolidada de proteínas animais.

Acordo pode transformar cenário econômico regional

A expectativa é que o acordo comercial Mercosul-UE contribua para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado europeu e estimular setores estratégicos da economia sulista.

Para o economista e geógrafo Roberto Uebel, o Paraná tende a ser um dos principais beneficiados pela parceria, principalmente em áreas como agroindústria e setor automotivo. Segundo ele, além do impacto nas exportações, o acordo também pode favorecer consumidores brasileiros com maior acesso a produtos europeus.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações de rochas naturais batem recorde e alcançam R$ 843,5 milhões em junho

As exportações brasileiras de rochas naturais atingiram um marco histórico em junho de 2026. O setor faturou US$ 165,2 milhões (aproximadamente R$ 843,5 milhões), o maior valor mensal já registrado, representando um crescimento de 34,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e refletem o bom desempenho das vendas externas no último mês.

Resultado do semestre ainda fica abaixo de 2025

Apesar do recorde em junho, o desempenho acumulado do primeiro semestre ainda apresenta retração em relação ao ano passado.

Entre janeiro e junho, o setor exportou US$ 711,1 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões), resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Quartzitos ampliam participação e lideram crescimento

Os quartzitos brasileiros seguem como o principal destaque da indústria. No primeiro semestre, o material respondeu por 60,3% do faturamento das exportações, somando US$ 428,5 milhões (aproximadamente R$ 2,1 bilhões).

O desempenho representa uma alta de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano passado e estabelece um novo recorde para o segmento.

Enquanto isso, outras categorias tradicionais registraram queda nas vendas externas:

  • Granito: retração de 18,4%;
  • Mármore: queda de 26,7%;
  • Ardósia: redução de 7%.

Demanda internacional impulsiona os quartzitos brasileiros

O crescimento dos quartzitos acompanha a expansão da procura mundial por materiais naturais utilizados em projetos de arquitetura, design de interiores e construção de alto padrão.

O Brasil possui uma das maiores reservas e uma ampla variedade comercial desse tipo de rocha, fator que fortalece sua competitividade no mercado internacional.

Segundo o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a diversidade geológica brasileira tem permitido ao setor ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado, sem deixar de buscar oportunidades para outros minerais, como a ardósia.

Estados Unidos seguem na liderança; China acelera importações

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais, respondendo por 51,2% das vendas internacionais. No entanto, as compras norte-americanas totalizaram US$ 364,3 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), registrando queda de 14,4% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Em sentido oposto, a China ampliou significativamente sua participação, elevando as importações em 32,8% e alcançando US$ 147,7 milhões (aproximadamente R$ 754,6 milhões). O país consolida-se como o mercado com maior ritmo de crescimento para as rochas brasileiras.

Novos mercados ampliam oportunidades para o setor

No segmento de rochas brutas, outros mercados também apresentaram resultados expressivos. As importações de blocos brasileiros cresceram:

  • China: +34,6%;
  • Índia: +23,3%;
  • Polônia: +33,7%.

O avanço dessas economias reforça as perspectivas de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e amplia as oportunidades para a indústria nacional de rochas ornamentais.

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Centrorochas


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Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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Exportação

Exportações de arroz atingem recorde no primeiro semestre e impulsionam recuperação dos preços

As exportações de arroz do Brasil alcançaram um desempenho histórico no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 1,1 milhão de toneladas, volume 83% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O avanço das vendas externas contribuiu para reduzir a oferta disponível no mercado interno, favorecendo a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores.

Mercado interno reage com alta nas cotações

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, o forte ritmo das exportações aumentou a liquidez do setor e permitiu que parte da produção fosse direcionada ao mercado internacional, reduzindo a pressão sobre os preços domésticos.

O reflexo já aparece nas cotações. Em 14 de julho, o indicador Cepea/Irga-RS apontou o preço do arroz em casca em R$ 63,30 por saca de 50 quilos, acumulando valorização de 5,1% em julho. No acumulado de 2026, a alta chega a 18,4%.

Segundo Nunes, os mecanismos de incentivo ao escoamento da produção também ajudaram a melhorar a remuneração recebida pelos produtores.

Balança comercial registra saldo positivo

Outro destaque do semestre foi o desempenho da balança comercial do arroz, que apresentou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas, reforçando a importância do mercado externo para o setor.

A expectativa da Federarroz é que o Brasil encerre 2026 com cerca de 2 milhões de toneladas exportadas, o que poderá representar um dos maiores saldos comerciais da história recente da cadeia produtiva.

Para a entidade, esse cenário deve continuar sustentando a recuperação dos preços no mercado interno ao longo dos próximos meses.

Segundo semestre dependerá do cenário internacional

Apesar do momento favorável para o setor, a evolução das cotações ainda dependerá do comportamento da oferta global.

Segundo Denis Dias Nunes, fatores como o desempenho da safra dos Estados Unidos e a produção nos principais países asiáticos serão determinantes para o mercado internacional. Esses produtores já enfrentam impactos relacionados ao fenômeno El Niño, que pode influenciar a oferta mundial e, consequentemente, os preços do arroz.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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