Exportação

Exportações de frutas frescas do Brasil ganham espaço no mercado colombiano

O Brasil intensificou as negociações comerciais com importadores da Colômbia para ampliar as exportações de frutas frescas brasileiras. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Embaixada do Brasil em Bogotá e da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A agenda de encontros também teve participação do adido agrícola do Brasil na Colômbia, Clóvis Serafini, com foco na abertura de novas oportunidades para o setor frutícola nacional.

Importadores colombianos buscam diversificar fornecedores

Durante a missão comercial, representantes da Abrafrutas se reuniram com integrantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut). O encontro discutiu estratégias para ampliar a presença das frutas brasileiras no mercado colombiano, especialmente diante do interesse local em diversificar os países fornecedores.

Atualmente, grande parte das frutas importadas pela Colômbia vem de mercados como Chile e Peru. Nesse cenário, o Brasil surge como alternativa competitiva, oferecendo produtos com qualidade reconhecida, fornecimento contínuo e logística favorável.

Maçã brasileira registra boa aceitação na Colômbia

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi a chegada da primeira carga de maçã Royal Gala brasileira ao porto de Cartagena das Índias. Segundo a presidente da Asifrut, a fruta teve boa receptividade comercial e apresentou tempo de transporte semelhante ao de produtos importados de outros países.

Além das maçãs, os importadores colombianos demonstraram interesse em ampliar a compra de outras frutas frescas brasileiras, como cítricos, nectarinas, ameixas, figos, goiabas e caquis.

Exportações brasileiras de frutas seguem em crescimento

A aproximação com a Colômbia ocorre em meio ao avanço das exportações do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2026, o setor de frutas frescas registrou crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume em comparação ao mesmo período de 2025.

Os resultados reforçam as ações do Mapa em parceria com entidades públicas e privadas para expandir a presença dos produtos brasileiros no comércio internacional. Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas aberturas de mercado para exportação de frutas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Exportação

Exportações de São Bento do Sul atingem US$ 24 milhões no primeiro trimestre de 2026

As exportações de São Bento do Sul movimentaram US$ 24,16 milhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O destaque continua sendo o setor de madeira e móveis, que lidera com ampla vantagem as vendas internacionais do município.

Setor de madeira e móveis lidera vendas externas

As empresas ligadas ao segmento de madeira e móveis responderam por 48,07% de todo o volume exportado pela cidade no primeiro trimestre. O setor acumulou US$ 11,612 milhões em negócios no mercado internacional.

Na sequência aparecem os segmentos metalmecânico e metalúrgico, responsáveis por US$ 5,478 milhões em exportações, o equivalente a 22,68% do total. O setor têxtil e de confecções também teve participação relevante, com US$ 2,475 milhões e fatia de 10,25%.

Uruguai lidera ranking de destinos das exportações

Entre os principais mercados compradores dos produtos fabricados em São Bento do Sul, o Uruguai aparece na liderança em 2026. O país vizinho importou US$ 4,102 milhões em mercadorias do município, representando 16,98% das exportações locais.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos internacionais, seguidos por Argentina, Paraguai e Reino Unido.

Município registra queda nas exportações em relação a 2025

Apesar da presença consolidada em diversos mercados internacionais, o desempenho exportador do município apresentou retração na comparação com o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, São Bento do Sul havia alcançado US$ 38,93 milhões em exportações. O resultado atual representa uma redução de 37,94%.

Naquele período, o setor de madeira e móveis também liderava as vendas externas, somando US$ 23,098 milhões e concentrando 59,34% das exportações do município.

Os segmentos metalmecânico e metalúrgico haviam registrado US$ 9,151 milhões, enquanto o setor têxtil contabilizou US$ 2,526 milhões.

Empresas mantêm presença em diversos mercados internacionais

Além dos principais parceiros comerciais, as indústrias de São Bento do Sul mantêm relações comerciais com uma ampla lista de países. Entre eles estão Alemanha, Canadá, Austrália, Japão, Itália, Espanha, México, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Países Baixos.

As exportações também alcançam mercados da África e América Latina, como Angola, Moçambique, Bolívia e Colômbia, ampliando a presença internacional da indústria catarinense.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sindusmobil

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Exportação

Exportação de manga para a Europa cresce 71% e impulsiona fruticultura brasileira

As exportações brasileiras de manga registraram forte expansão nos últimos anos, impulsionadas pelo avanço tecnológico no campo e pelo aumento da competitividade do setor no mercado internacional. Entre 2018 e 2025, os embarques da fruta cresceram 71%, segundo dados do ComexStat, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No ano passado, o Brasil exportou volume recorde de 291 mil toneladas de manga, superando com folga as 170,5 mil toneladas embarcadas em 2018.

Europa lidera compras da manga brasileira

A Europa segue como principal destino da manga produzida no Brasil. Em 2025, o continente concentrou 78% das exportações brasileiras da fruta.

Os embarques para os países europeus avançaram de 127 mil toneladas, em 2018, para 226 mil toneladas no ano passado, crescimento de 78% no período.

O desempenho reflete a forte demanda por frutas consideradas premium, além da busca crescente por produtos cultivados dentro de padrões sustentáveis.

Tecnologia no campo impulsiona produção

Representantes do setor atribuem parte desse avanço ao aumento do uso do Paclobutrazol (PBZ), um fitorregulador utilizado para controlar a floração da mangueira.

A tecnologia permite que os produtores programem a colheita em períodos estratégicos, aproveitando as melhores janelas de exportação ao longo do ano.

Segundo Renato Francischelli, diretor da Ascenza no Brasil, o uso do produto ajudou a organizar a produção de acordo com a demanda internacional.

“O agricultor consegue escalonar a colheita para atender o mercado nos momentos de maior consumo”, explicou.

Concorrência reduziu custos para produtores

Até 2018, apenas uma empresa comercializava oficialmente o PBZ no mercado brasileiro, cenário que mantinha os custos elevados para os produtores rurais.

Com a entrada de novos fornecedores, houve redução significativa nos preços do insumo, ampliando o acesso à tecnologia e fortalecendo a competitividade da fruticultura brasileira.

A Ascenza informou que o produto Paclo BR, autorizado no Brasil cinco anos após o pedido de registro, chegou ao mercado nacional com preço cerca de 62,5% menor em comparação aos valores praticados anteriormente.

Segundo Francischelli, antes da ampliação da concorrência, alguns agricultores chegaram a recorrer a produtos sem regulamentação para reduzir despesas de produção.

Vale do São Francisco concentra exportações

O Vale do São Francisco permanece como principal polo exportador de manga do país, respondendo por cerca de 90% a 95% dos embarques brasileiros.

A região se beneficia principalmente do calendário internacional de consumo. O pico das exportações ocorre no segundo semestre e no início do outono europeu, período em que há menor concorrência de produtores como Espanha e Israel.

Os consumidores europeus demonstram preferência pelas variedades com menos fibras, conhecidas como “manga de colher”, caso das cultivares Keitt, Kent e Palmer.

Já os Estados Unidos, responsáveis por 13% das compras em 2025, importam majoritariamente a variedade Tommy Atkins.

Produção nacional também avança

Além do crescimento das exportações, a produção brasileira de manga também apresentou expansão nos últimos anos.

Dados do IBGE e projeções da Embrapa indicam que a colheita nacional passou de 1,32 milhão de toneladas em 2018 para 1,54 milhão de toneladas em 2025, avanço próximo de 17%.

Mesmo sem tarifas para entrada da fruta brasileira na Europa, o setor acredita que o acordo entre Mercosul e União Europeia poderá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais para a manga brasileira no exterior.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações de frutas do Nordeste

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já começa a gerar impactos positivos para a economia do Nordeste, especialmente no setor de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco. A primeira medida prática anunciada prevê tarifa zero para frutas exportadas da região ao mercado europeu.

A novidade beneficia diretamente produtores de cidades como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), consideradas referências na produção agrícola voltada à exportação.

Frutas nordestinas ganham competitividade na Europa

Durante agenda oficial, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito do Recife, João Campos, destacaram que frutas produzidas no semiárido nordestino passarão a entrar no mercado europeu sem cobrança de tarifas.

Com isso, produtos como manga, uva, melão e outras frutas frescas devem chegar mais competitivos aos consumidores europeus, ampliando o potencial de vendas internacionais.

Vale do São Francisco pode ampliar exportações

O Vale do São Francisco já ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro e responde por parcela significativa das exportações nacionais de frutas.

A expectativa do setor é que a redução tarifária traga impactos diretos, como:

  • aumento das exportações;
  • abertura de novos mercados;
  • crescimento da produção agrícola;
  • geração de empregos no interior nordestino.

Especialistas avaliam que o acordo fortalece ainda mais a presença das frutas brasileiras de alto valor agregado na Europa, um dos principais destinos das exportações do setor.

Semiárido se consolida como potência agrícola

Nas últimas décadas, o sertão nordestino passou por uma transformação impulsionada pela agricultura irrigada. A combinação entre clima favorável, irrigação do Rio São Francisco e uso de tecnologia agrícola permitiu que a região se tornasse referência internacional em produção de frutas.

Atualmente, os produtos cultivados no Vale abastecem supermercados europeus, mercados do Oriente Médio e grandes redes internacionais de alimentos.

Porto de Suape e logística devem ganhar força

O crescimento esperado das exportações também pode acelerar investimentos em infraestrutura logística no Nordeste. Estruturas como o Porto de Suape, aeroportos cargueiros, centros de distribuição e terminais refrigerados devem ganhar relevância com o aumento da demanda internacional.

Como boa parte das frutas exportadas é perecível, a eficiência logística se torna fundamental para garantir rapidez no transporte e qualidade dos produtos enviados ao exterior.

Entenda o acordo Mercosul-União Europeia

O tratado comercial firmado entre os blocos é considerado um dos maiores já negociados pelo Brasil. O acordo cria uma área de livre comércio envolvendo aproximadamente 700 milhões de consumidores.

A tendência é que diversos produtos brasileiros tenham redução gradual ou eliminação de tarifas para entrada nos países europeus. No caso das frutas nordestinas, os efeitos aparecem de forma mais imediata devido à estrutura exportadora já consolidada na região.

Nordeste ganha destaque no comércio internacional

O avanço das exportações reforça uma mudança histórica na imagem econômica do semiárido. Antes associado principalmente à seca e às dificuldades climáticas, o sertão nordestino agora se posiciona como uma das regiões brasileiras mais preparadas para fornecer alimentos premium ao mercado internacional.

A expectativa é que o acordo acelere ainda mais o desenvolvimento econômico do interior do Nordeste e fortaleça a presença brasileira no comércio global de frutas.

FONTE: NE9
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode seguir com cortes específicos mesmo após nova tarifa

A nova tarifa aplicada pela China sobre a carne bovina brasileira fora da cota de importação elevou o custo total para cerca de 67%, cenário considerado inviável para grande parte das negociações entre exportadores e compradores chineses.

Mesmo assim, frigoríficos brasileiros ainda enxergam oportunidades pontuais para exportação de determinados cortes com alta demanda no mercado asiático. A expectativa do setor é que ajustes de preços entre Brasil e China possam abrir espaço para operações rentáveis nos próximos meses.

Cortes dianteiros e peças específicas seguem no radar

Entre os produtos que ainda podem encontrar mercado na China estão cortes como músculo dianteiro e traseiro, bananinha, costela e lagarto. Segundo representantes da indústria, a elevada produção de carne bovina no Brasil pode gerar excesso de oferta no mercado interno, especialmente desses cortes menos valorizados pelo consumidor brasileiro.

O CEO da Frigol, Luciano Pascon, avalia que uma possível redução nos preços no Brasil, combinada com aumento de preços no mercado chinês, pode tornar algumas exportações economicamente viáveis mesmo com a incidência da nova taxa.

De acordo com ele, a China continua sendo praticamente o único mercado capaz de absorver grandes volumes desses produtos.

Mercado aguarda ajustes após fim da cota

Até o momento, não houve fechamento de contratos considerando a sobretaxa. Exportadores e importadores ainda evitam assumir os custos adicionais sem maior clareza sobre o comportamento dos preços.

O gerente de exportação da Masterboi, Flávio Silva, afirma que o setor acompanha atentamente a reação do consumidor chinês após o encerramento da cota brasileira.

Segundo ele, mesmo com a nova tributação, alguns cortes podem continuar competitivos devido ao prêmio pago pela China em comparação com outros mercados internacionais.

Parcerias estratégicas ganham força no mercado chinês

Além da venda tradicional de carne in natura, frigoríficos brasileiros também apostam em estratégias de maior valor agregado para manter espaço no mercado chinês.

A Naturafrig, por exemplo, firmou parceria com uma empresa chinesa especializada em processamento e porcionamento de carne bovina. O modelo permite que os produtos cheguem aos supermercados já embalados e identificados com a marca da companhia brasileira.

Para o diretor-executivo da Naturafrig, Fabrizzio Capuci, esse tipo de parceria representa uma evolução da presença da carne brasileira na China e pode ampliar a rentabilidade das exportações.

Ele destaca ainda que o mercado chinês possui diferentes perfis regionais de consumo, criando oportunidades para atuação em nichos específicos.

Setor aposta em diversificação de mercados

Na avaliação do CEO da Estrela Alimentos, Pedro Bordon, a imposição de limites e tarifas deve levar os frigoríficos brasileiros a adotarem estratégias comerciais mais segmentadas.

Segundo ele, o segundo semestre tende a exigir maior planejamento na destinação dos cortes bovinos, com diversificação de mercados compradores conforme o perfil de consumo de cada país.

Apesar das incertezas envolvendo a China, o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O mercado global projeta déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne bovina em 2026, impulsionado pela menor oferta nos Estados Unidos e na Austrália.

Com isso, exportadores brasileiros podem encontrar novas oportunidades para ampliar as vendas a outros países importadores.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Exportação

Restrição da UE a antimicrobianos pressiona exportações brasileiras de produtos de origem animal

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco elevou a tensão comercial entre Brasília e Bruxelas. A medida passa a valer em 3 de setembro de 2026 e está diretamente ligada às exigências europeias sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

A determinação pode impactar a exportação de carnes, ovos, pescado, mel e outros itens do agronegócio brasileiro, afetando um dos principais mercados consumidores da produção nacional.

A iniciativa integra a política sanitária europeia de combate à resistência antimicrobiana, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das principais ameaças globais à saúde pública.

O que motivou a restrição europeia

As normas da UE proíbem a utilização de antibióticos e outros antimicrobianos com a finalidade de estimular o crescimento animal ou aumentar a produtividade na criação pecuária. Além disso, o bloco veta o uso veterinário de medicamentos reservados exclusivamente ao tratamento humano.

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes para comprovar plena adequação às novas exigências sanitárias.

A atualização foi aprovada pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia. Apesar disso, as exportações seguem normalmente até a data de entrada em vigor da decisão.

Governo brasileiro tenta reverter exclusão

O governo federal informou ter recebido a decisão com surpresa e afirmou que adotará medidas para tentar reverter a exclusão.

Em manifestação conjunta, os ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio destacaram que o país possui um sistema sanitário consolidado e reconhecido internacionalmente, ressaltando ainda a relação comercial de mais de quatro décadas com o mercado europeu.

Após o anúncio, autoridades brasileiras iniciaram negociações com representantes europeus e se comprometeram a encaminhar, em até 15 dias, as informações técnicas exigidas para comprovar o controle sobre o uso de antibióticos na produção animal.

Paralelamente, novas diretrizes regulatórias foram publicadas para reforçar o controle dos insumos utilizados na pecuária.

Setor agropecuário reage à medida

Representantes do agronegócio brasileiro classificaram a decisão como desproporcional e argumentam que a pecuária nacional segue padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

A Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que a medida não representa uma falha estrutural do sistema sanitário brasileiro e lembrou que o país exporta carne para mais de 170 mercados.

Do lado europeu, autoridades sustentam que os mesmos critérios aplicados aos produtores locais devem ser exigidos de países exportadores. O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, reforçou que os produtores do bloco operam sob alguns dos controles antimicrobianos mais rigorosos do mundo.

Impactos para o comércio entre Brasil e Europa

A relação comercial entre Brasil e União Europeia é estratégica para o setor agropecuário. O bloco está entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal.

Em 2025, as compras europeias de carne brasileira cresceram mais de 130%, impulsionadas pelo avanço do acordo Mercosul-UE e pelo aumento da demanda internacional.

A decisão ganhou peso político por ter sido anunciada poucos dias após a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado ao longo de mais de 20 anos.

O Brasil também argumenta que outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram habilitados, o que amplia a pressão diplomática sobre o governo brasileiro.

Próximos passos e adequações regulatórias

Especialistas avaliam que o país precisará acelerar ajustes regulatórios e ampliar mecanismos de rastreabilidade sanitária para atender às exigências europeias.

No setor produtivo, a avaliação é que o episódio pode antecipar mudanças estruturais no controle de certificação sanitária, no monitoramento do uso de antimicrobianos e na transparência da cadeia produtiva.

O caso também reforça uma tendência global de ampliação de barreiras sanitárias e ambientais no comércio internacional, especialmente em mercados mais exigentes como o europeu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Tilápia pode sofrer queda de até 90% nas exportações brasileiras após possível mudança ambiental

A possível inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras no Brasil preocupa produtores e exportadores do setor aquícola. A proposta será analisada pela Comissão Nacional de Biodiversidade no próximo dia 27 de maio e já mobiliza entidades ligadas à aquicultura brasileira.

Segundo estudo técnico divulgado pela PEIXE BR, a medida pode provocar impactos severos nas exportações do pescado, além de afetar a competitividade internacional do setor.

Setor teme barreiras comerciais e ambientais

A análise aponta que a eventual classificação da tilápia como espécie invasora poderá ser interpretada internacionalmente como um reconhecimento oficial de risco ambiental por parte do governo brasileiro.

Na prática, isso poderia abrir espaço para novas barreiras sanitárias, ambientais e comerciais impostas por países importadores da tilápia brasileira.

O receio é que compradores internacionais passem a exigir controles mais rígidos, aumentando os custos e dificultando o acesso do produto nacional aos principais mercados externos.

Estados Unidos lideram compras da tilápia brasileira

Atualmente, os Estados Unidos concentram cerca de 85% das exportações brasileiras de tilápia. O mercado norte-americano movimenta aproximadamente US$ 35 milhões por ano para a cadeia produtiva nacional.

Representantes do setor avaliam que qualquer alteração regulatória envolvendo a espécie pode comprometer a confiança internacional na produção aquícola do Brasil.

O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, destacou que existe um precedente considerado preocupante pelo segmento.

Segundo ele, em 2010, os Estados Unidos classificaram a carpa asiática como espécie invasora, provocando uma queda de cerca de 97% nas exportações chinesas da espécie em apenas um ano.

Estudo projeta perdas milionárias para a aquicultura

Com base em cenários semelhantes observados no mercado internacional, a entidade estima que o Brasil poderá perder até 90% das exportações de tilápia em um período de seis meses caso a nova classificação seja aprovada.

As perdas financeiras diretas para a cadeia produtiva da tilápia podem ultrapassar US$ 38 milhões, segundo a projeção apresentada no estudo técnico.

Além disso, a análise alerta para possíveis reflexos em outros segmentos da aquicultura nacional, com impacto anual estimado em até US$ 64 milhões para o setor exportador de pescados.

Espécies nativas também podem enfrentar reflexos

O documento também cita riscos indiretos para espécies nativas produzidas no Brasil, como tambaqui e pintado.

A preocupação envolve o aumento de auditorias internacionais e o endurecimento de critérios ambientais aplicados à produção aquícola brasileira como um todo.

Outro ponto sensível mencionado pelo setor são as certificações internacionais utilizadas pelos produtores. Selos como Best Aquaculture Practices, Aquaculture Stewardship Council e Global G.A.P. possuem exigências rigorosas relacionadas ao manejo ambiental e ao controle de espécies.

Cadeia produtiva teme insegurança jurídica

Entidades do setor afirmam que a possível mudança regulatória pode aumentar a insegurança jurídica para produtores, frigoríficos, exportadores e investidores ligados à cadeia da piscicultura.

Além do impacto comercial, existe preocupação com a perda de competitividade do Brasil diante de outros países exportadores de pescado, especialmente em um momento de crescimento da produção nacional e avanço das exportações de tilápia.

A decisão da Conabio vem sendo acompanhada de perto pelo setor produtivo, que defende equilíbrio entre preservação ambiental, segurança regulatória e desenvolvimento econômico da aquicultura brasileira.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de etanol de EUA e Brasil devem crescer com demanda global por biocombustíveis

Os Estados Unidos e o Brasil, líderes mundiais na produção de etanol, projetam um forte avanço nas exportações do biocombustível em 2026. O movimento ocorre em meio à busca de diversos países por alternativas energéticas mais seguras, diante das incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz.

Segundo representantes do setor de biocombustíveis, o aumento da demanda internacional já impacta diretamente os embarques norte-americanos e brasileiros, impulsionando também a produção agrícola de milho e cana-de-açúcar.

Exportações de etanol avançam nos EUA

Nos Estados Unidos, as exportações de etanol combustível cresceram cerca de 20% nos primeiros meses deste ano, mantendo o ritmo recorde registrado anteriormente. Dados da Renewable Fuels Association (RFA) apontam que o país exportou 638 milhões de galões no primeiro trimestre, volume superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da entidade, Geoff Cooper, afirmou que o cenário internacional favorece o produto norte-americano, especialmente devido à competitividade dos preços frente à gasolina.

“Diversos países estão buscando novas fontes de combustível líquido para reforçar a segurança energética”, destacou o executivo.

Brasil pode dobrar vendas externas de biocombustível

No Brasil, a expectativa também é positiva. A consultoria Datagro projeta que as exportações brasileiras de etanol alcancem 2,2 bilhões de litros na safra 2026/27, iniciada em abril. O volume representa mais que o dobro da temporada anterior, quando o país embarcou aproximadamente 1 bilhão de litros.

Além das exportações, a produção nacional deve atingir um novo recorde. A previsão é de 41,4 bilhões de litros de etanol brasileiro, crescimento de cerca de 4 bilhões de litros em relação ao ciclo anterior.

Ásia amplia mistura de etanol na gasolina

Especialistas apontam que países asiáticos estão acelerando programas de mistura de etanol na gasolina, ampliando a necessidade de importação do combustível renovável.

O analista-chefe da Datagro, Plinio Nastari, explicou que algumas nações possuem produção local, mas não suficiente para atender à nova demanda energética.

Esse cenário fortalece um antigo objetivo defendido por Brasil e Estados Unidos: a criação de um mercado global de biocombustíveis, proposta discutida ainda em 2007 pelos então presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva.

Segurança energética impulsiona mercado global

Mesmo diante da possibilidade de um acordo entre Irã e Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, investidores do setor acreditam que a procura por energia renovável continuará elevada.

Shameek Konar, executivo da Ara Partners — empresa que investe em projetos de energia limpa nos EUA — afirmou que a segurança energética passou a ser prioridade nas políticas globais.

Segundo ele, países buscam reduzir a dependência de regiões historicamente instáveis, como o Oriente Médio, fortalecendo mercados alternativos de combustíveis renováveis.

Além disso, a RFA informou que os EUA deverão ampliar sua capacidade produtiva em aproximadamente 1 bilhão de galões de etanol nos próximos 12 a 18 meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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