Exportação

Exportações brasileiras de carne suína batem recorde em 2026, apesar de queda em setembro

As exportações brasileiras de carne suína atingiram um volume recorde no acumulado de janeiro a setembro de 2026, mesmo com a redução dos embarques na comparação anual. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,179 milhão de toneladas nos nove primeiros meses do ano, alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,109 milhão de toneladas.

O resultado representa o maior volume já registrado para o período e reforça o desempenho do setor de suinocultura brasileiro no mercado internacional.

Embarques de carne suína recuam na comparação anual

Em setembro, o Brasil exportou 133,5 mil toneladas de carne suína. O volume ficou 3% acima do registrado em agosto, mas apresentou queda de 11,1% frente a setembro de 2025.

Naquele mês, os embarques haviam alcançado o maior patamar da série histórica da Secex, iniciada em 1997, marca superada apenas em março de 2026, quando o país enviou 152,2 mil toneladas ao exterior.

A receita com as vendas internacionais somou US$ 287,3 milhões em setembro. O valor permaneceu praticamente estável em relação a agosto, com leve recuo de 0,2%, mas ficou 21,6% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior.

O preço médio de exportação também apresentou retração. A tonelada de carne suína foi comercializada, em média, por US$ 2.152, queda de 3,1% na comparação mensal.

Filipinas lideram as compras de carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína do Brasil em setembro. O país asiático importou 25,7 mil toneladas, volume 10,2% superior ao de agosto.

Apesar do avanço mensal, a participação filipina no total exportado pelo Brasil caiu para 19,2%, ante 32,7% em setembro de 2025.

O Japão manteve a segunda posição entre os compradores, com 15,9 mil toneladas. O resultado representou uma redução de 3,3% em relação ao mês anterior.

Já o Chile registrou o crescimento mais expressivo entre os principais destinos destacados, com aumento de 79,5% nas compras frente a agosto. Os embarques para o mercado chileno chegaram a 14,4 mil toneladas, levando o país a superar a China no ranking.

A China, por sua vez, passou para a quarta colocação, com importações de 11,4 mil toneladas, queda de 24,7% na comparação mensal.

Terceiro trimestre registra um dos maiores volumes da história

Entre julho e setembro, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 393,1 mil toneladas. O desempenho foi o terceiro maior já registrado para um trimestre.

O volume ficou abaixo apenas dos embarques do segundo trimestre de 2026, que somaram 397,4 mil toneladas, e do terceiro trimestre de 2025, quando o país exportou 395,6 mil toneladas.

Os números indicam que, apesar da desaceleração observada em setembro, o comércio exterior de carne suína brasileira segue em patamar elevado.

Exportações acumuladas mantêm trajetória de crescimento

O recorde registrado entre janeiro e setembro demonstra a expansão dos embarques brasileiros no mercado internacional, mesmo diante de oscilações mensais nos volumes, na receita e nos preços médios.

A evolução das compras por países como Filipinas, Japão e Chile também evidencia mudanças na distribuição dos destinos da produção nacional.

Com 1,179 milhão de toneladas exportadas nos nove primeiros meses de 2026, o Brasil mantém o melhor resultado histórico para o período, segundo os dados da Secex.

FONTE: Cepea – Boletim do Suíno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cepea

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Exportação

União Europeia deve decidir até novembro sobre exportação de aves e mel do Brasil

O Brasil aguarda até novembro uma decisão da União Europeia (UE) sobre a retomada das exportações de carne de frango e mel para o bloco. As compras de produtos de origem animal brasileiros foram suspensas em 3 de setembro, após autoridades europeias apontarem falta de comprovação sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção agropecuária.

A liberação depende da aprovação do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff), que tem reuniões previstas para os dias 20 e 21 de outubro e também em novembro.

Brasil avança nas negociações para retomar as exportações

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, na Bélgica, para discutir a situação com representantes europeus. Segundo ele, as conversas apresentam sinais positivos e aumentam a expectativa de uma solução para os setores de aves e mel.

O Brasil já recebeu um parecer técnico favorável após uma missão europeia visitar, em agosto, unidades produtivas e avaliar o sistema sanitário nacional. A inspeção concluiu que os segmentos brasileiros de carne de aves e mel demonstraram capacidade de assegurar a não utilização de antimicrobianos, conforme as exigências avaliadas.

Agora, o documento precisa ser validado pelo Scopaff para que o país volte a integrar a lista de fornecedores autorizados a exportar esses produtos ao mercado europeu.

Durante a abertura do espaço brasileiro na Sial Paris, feira internacional de alimentos realizada na capital francesa, Billi afirmou que o relatório favorável será apresentado às autoridades do bloco na reunião de novembro.

O secretário acrescentou que ainda não há uma data definida para a publicação da decisão, mas a expectativa do governo brasileiro é que o resultado seja divulgado até dezembro, permitindo a retomada dos embarques.

Setor avícola espera liberação imediata dos embarques

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, avalia que o impasse tem caráter burocrático e acredita que a situação possa ser resolvida sem comprometer a parceria comercial entre Brasil e União Europeia.

Em declarações durante a Sial Paris, Santin afirmou que espera uma decisão baseada nos critérios técnicos apresentados pelo Brasil. Segundo ele, o setor confia nos procedimentos europeus, mas poderá solicitar uma resposta do governo brasileiro caso a decisão não siga os fundamentos técnicos discutidos.

A indústria brasileira de carne de frango também afirma estar preparada para retomar os embarques assim que houver autorização. De acordo com o dirigente da ABPA, a produção destinada ao mercado europeu não foi interrompida durante o período de restrição.

A possibilidade de uma retomada rápida é relevante para o setor exportador, que aguarda a conclusão da análise europeia para voltar a atender os compradores do bloco.

Exportação de carne bovina enfrenta cenário mais incerto

A situação é diferente para a carne bovina brasileira, cuja volta ao mercado europeu pode levar mais tempo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a União Europeia responde por aproximadamente 5% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil.

Apesar da participação relativamente pequena no total embarcado, o mercado europeu tem importância estratégica por sua influência na formação dos preços internacionais da proteína bovina.

Perosa informou que representantes dos governos brasileiro e europeu, assim como integrantes da iniciativa privada, mantêm conversas para buscar uma solução e retirar as restrições comerciais.

O objetivo, segundo o dirigente, é restabelecer o fluxo de negócios o mais rapidamente possível. Até que haja avanços nas negociações, porém, a retomada das vendas de carne bovina permanece menos previsível do que a expectativa para aves e mel.

Decisão europeia é aguardada pelo agronegócio brasileiro

A análise do Scopaff será determinante para definir os próximos passos das exportações brasileiras de produtos de origem animal à União Europeia. Enquanto os setores de aves e mel contam com um parecer técnico favorável, a cadeia da carne bovina segue em busca de avanços nas tratativas diplomáticas e comerciais.

A eventual liberação poderá permitir a retomada dos embarques de frango e mel, enquanto o setor bovino continua negociando a retirada das restrições impostas pelo bloco.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raphael Salomão/Ed. Globo

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Exportação

Exportações de melão do RN e CE crescem em setembro, mas ficam abaixo de 2025

As exportações de melão do Rio Grande do Norte e do Ceará avançaram em setembro de 2026, impulsionadas pelo andamento da safra 2026/27. Apesar da recuperação em relação a agosto, os embarques ficaram abaixo dos registrados no mesmo mês do ano passado, reflexo dos custos elevados e das dificuldades enfrentadas na produção.

Dados do Comex Stat apontam que o volume exportado pelos dois estados aumentou 155% na comparação mensal, alcançando 22,3 mil toneladas. A receita com as vendas externas também cresceu, com alta de 171%, totalizando US$ 21,2 milhões na modalidade FOB, que considera o valor da mercadoria até o embarque.

Países Baixos e Reino Unido lideram compras de melão brasileiro

Os Países Baixos foram o principal destino do melão produzido no RN e no CE em setembro, respondendo por 52,5% dos embarques. O Reino Unido ficou na segunda posição, com participação de 33,8%, seguido pela Espanha, que recebeu 5,1% do volume exportado.

O avanço das vendas acompanha o desenvolvimento da safra de melão 2026/27, cuja produção deve atingir o pico em novembro, segundo as expectativas do setor.

Mesmo com a retomada mensal, o desempenho ainda é inferior ao da temporada anterior. Na comparação entre setembro de 2026 e setembro de 2025, o volume exportado caiu 31%, enquanto a receita recuou 28%.

Frete marítimo e custos de produção pressionam exportações

De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o aumento dos custos de produção e de exportação tem limitado a competitividade do melão brasileiro no mercado internacional.

O frete marítimo, em especial, representa uma despesa importante para os produtores. Diante dos custos elevados, parte das empresas tem reduzido os volumes destinados ao exterior.

As dificuldades também atingem o campo. Temperaturas noturnas mais amenas prejudicam o desenvolvimento das plantas e diminuem o crescimento dos frutos. Com isso, parte da produção pode deixar de atender aos padrões de qualidade exigidos pelos compradores internacionais.

Mosca-minadora reduz produtividade do melão

Outro obstáculo para a produção de melão no Nordeste é a mosca-minadora, praga que tem afetado a cultura e é favorecida pelas temperaturas elevadas durante o dia.

Segundo os dados apresentados pelo Cepea, o potencial produtivo está em torno de 25 toneladas por hectare, nível 13% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

O controle da praga exige aplicações mais frequentes de defensivos agrícolas, elevando os gastos dos produtores. Nesse cenário, o custo de produção está estimado em aproximadamente R$ 36,09 por caixa de 13 quilos.

A combinação de menor produtividade, exigências fitossanitárias e despesas mais altas aumenta a pressão sobre a rentabilidade da atividade e limita a capacidade de expansão dos embarques.

El Niño pode elevar despesas nos próximos meses

As perspectivas para os próximos meses indicam continuidade da pressão sobre os custos de produção. Agentes do setor ouvidos pelo Hortifrúti/Cepea avaliam que a necessidade de aplicações adicionais de defensivos contra a mosca-minadora deverá manter as despesas em alta.

A previsão de temperaturas elevadas no Rio Grande do Norte e no Ceará, associada à influência do fenômeno El Niño, também exige atenção dos produtores no planejamento e no manejo das lavouras.

O comportamento do clima e a capacidade de controlar os problemas fitossanitários serão fatores importantes para determinar o volume disponível para exportação durante o restante da safra.

Exportações de melão podem ganhar força no último trimestre de 2026

Para outubro, a expectativa é de continuidade dos embarques em volumes elevados, acompanhando o avanço da safra brasileira e o encerramento da temporada de produção da Espanha.

O fim antecipado da campanha espanhola em relação a 2025 poderá abrir mais espaço para o melão brasileiro no mercado europeu durante o último trimestre de 2026.

Com menor concorrência de frutas espanholas, os produtores do RN e do CE poderão ampliar sua participação nos mercados internacionais. Para que os embarques superem os resultados do ano anterior, porém, será necessário controlar os problemas de produtividade e reduzir os impactos dos custos elevados.

O desempenho das exportações até o fim do ano dependerá, portanto, da combinação entre demanda externa, condições climáticas, controle de pragas e capacidade de manter a competitividade do melão brasileiro.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/HF Brasil

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Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já contribuiu para elevar em 30,7% as exportações brasileiras para o mercado europeu desde maio, quando o tratado entrou em vigor. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo ministro em exercício do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O percentual considera o desempenho das vendas externas do Brasil ao bloco europeu entre maio e setembro deste ano, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Exportações brasileiras somam US$ 44,17 bilhões

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil alcançaram US$ 44,17 bilhões, resultado 20% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os efeitos positivos do acordo comercial. Segundo ele, o intercâmbio entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

Os dados foram apresentados durante um evento promovido pelo Ministério da Agricultura, que anunciou a abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros da agricultura e da pecuária desde o início de 2023.

Comércio exterior brasileiro registra expansão

Márcio Elias Rosa ressaltou que o Brasil vem alcançando volumes recordes de comércio com praticamente todos os seus parceiros internacionais em 2026. De acordo com o ministro, o crescimento não se limita ao agronegócio, abrangendo diferentes setores da economia.

No conjunto, o comércio exterior brasileiro registra expansão média de 10,5%, conforme os números apresentados pelo representante do governo.

Os resultados, segundo Rosa, foram obtidos em um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio.

Governo mantém diálogo comercial com os Estados Unidos

Ao comentar as relações comerciais com os Estados Unidos, o ministro classificou o momento atual como delicado. Apesar das dificuldades, afirmou que o governo brasileiro pretende manter os canais de diálogo e dar continuidade às negociações.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de maior complexidade nas relações comerciais internacionais, no qual tarifas e outras restrições podem afetar o fluxo de mercadorias entre os países.

Abertura de mercados reforça estratégia de desenvolvimento

Para Rosa, a conquista de 700 novos mercados internacionais desde 2023 demonstra a capacidade de investimento e expansão das empresas brasileiras, especialmente no setor agropecuário.

O ministro também atribuiu os avanços à atuação do setor privado e a uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico, sustentada pela articulação entre diferentes ministérios.

Ao avaliar a política externa anterior à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosa criticou o que classificou como uma estratégia de segregação e isolamento internacional. Na avaliação do ministro, a ideia de que o afastamento de outros países fortaleceria o Brasil estava equivocada e trouxe custos elevados para a indústria nacional.

Segundo ele, a indústria brasileira pagou um preço alto pelas consequências dessa orientação, reforçando a importância de ampliar as relações comerciais e a presença do país nos mercados internacionais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

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Exportação

Exportação de café brasileiro cresce 3,1% em volume, mas receita recua 7,1% em setembro

As exportações brasileiras de café alcançaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro de 2026, um avanço de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação do volume exportado está relacionada à retomada dos embarques para os Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas aplicadas ao café brasileiro.

Ferreira explicou que, em novembro de 2025, os norte-americanos retiraram as tarifas sobre a maior parte do café importado do Brasil. No entanto, o café solúvel brasileiro permaneceu sujeito à taxação até julho de 2026.

Exportações de café acumulam US$ 10,1 bilhões em 2026

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, resultado praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com recuo de 0,2%.

No período, a receita cambial somou US$ 10,113 bilhões, queda de 8,6% na comparação anual.

De acordo com o presidente do Cecafé, a chegada de novos cafés disponíveis para exportação, observada desde agosto, tem contribuído para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa da entidade é de que o ritmo das vendas externas avance nos próximos meses e possa superar, até o fim de 2026, o desempenho registrado no ano passado.

Café arábica lidera os embarques brasileiros

O café arábica permaneceu como a principal variedade exportada pelo Brasil nos nove primeiros meses de 2026. Foram embarcadas 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total. Apesar da liderança, o volume apresentou retração de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações de café conilon e robusta alcançaram 5,162 milhões de sacas, correspondentes a 17,7% dos embarques. O resultado representa crescimento de 68,3% na comparação anual.

O segmento de café solúvel registrou exportações de 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Por sua vez, os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53,412 mil sacas, representando aproximadamente 0,2% das vendas externas brasileiras.

Estados Unidos voltam à liderança entre os destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos reassumiram a posição de principal destino do café brasileiro entre janeiro e setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

No período, o mercado norte-americano comprou 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025. Ainda assim, o país respondeu por 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no acumulado do ano.

A Alemanha ocupou a segunda posição, com a aquisição de 3,307 milhões de sacas, equivalente a 11,4% do total. O resultado representa uma queda de 11,4% na comparação anual.

Na sequência, aparecem Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos distintos no período.

Confira os principais compradores de café do Brasil

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, queda de 12,8%.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4%.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, crescimento de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

Os números mostram que, embora o volume das exportações brasileiras de café tenha apresentado crescimento em setembro, a receita acumulada no ano segue abaixo da registrada em 2025. Ao mesmo tempo, a recuperação dos embarques para os Estados Unidos e o avanço das vendas de conilon e robusta indicam mudanças no desempenho dos mercados compradores e na composição das exportações do setor.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Exportação

RS bate recorde histórico de exportações em setembro e China lidera destinos

O Rio Grande do Sul registrou recorde histórico de exportações em setembro, com vendas externas de US$ 2,5 bilhões. O resultado representa o maior valor mensal desde o início da série histórica, em 1997, e supera em 0,7% o recorde anterior, alcançado em agosto de 2021.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e mostram o desempenho positivo do comércio exterior gaúcho, mesmo diante das turbulências no cenário internacional.

Soja, celulose e transformadores impulsionam exportações gaúchas

O avanço das vendas internacionais foi impulsionado principalmente pela soja, celulose e transformadores elétricos. Entre os destaques está a soja, um dos principais produtos do agronegócio do Estado e uma mercadoria estratégica nas relações comerciais com a China.

Principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, o país asiático ampliou as compras de soja gaúcha em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 23,2%, após um período de desempenho menos favorável ao longo de 2026.

Para o professor Marcos Lélis, da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos, a recuperação das compras chinesas pode ter compensado parte dos resultados mais fracos registrados anteriormente.

“É possível que tenha compensado o ano todo e qualquer movimento deles estoura o total da exportação gaúcha”, avalia o especialista.

União Europeia amplia compras de produtos do Estado

A União Europeia também registrou, em setembro, o maior valor de compras de produtos gaúchos para o mês. Entre os itens que contribuíram para o resultado estão o farelo de soja e outros derivados do grão.

O desempenho ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos, após o acordo entre Mercosul e União Europeia mencionado no levantamento.

Exportações para os Estados Unidos quase dobram

Mesmo diante das tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, os Estados Unidos também se destacaram como destino das exportações gaúchas.

Em comparação com setembro do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano quase dobraram. A base de comparação, porém, foi influenciada pelo início da política tarifária de Trump naquele período.

Os Estados Unidos são compradores de transformadores produzidos no Rio Grande do Sul, um dos segmentos que ajudaram a impulsionar o resultado recorde do comércio exterior estadual.

Comércio exterior gaúcho alcança melhor resultado mensal da série histórica

O recorde de setembro evidencia a importância das exportações do agronegócio e da indústria para a economia do Rio Grande do Sul. A retomada das compras chinesas, o desempenho da União Europeia e o avanço das vendas aos Estados Unidos contribuíram para levar os embarques ao maior patamar mensal já registrado.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Valiente / Agencia RBS

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Exportação

Exportações do Paraná crescem 5,5% e chegam a US$ 18,7 bilhões até setembro

As exportações do Paraná totalizaram US$ 18,7 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, resultado 5,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 17,7 bilhões. Em setembro, o estado movimentou US$ 2,11 bilhões com os embarques para o mercado internacional.

Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e evidenciam o desempenho positivo do comércio exterior paranaense nos nove primeiros meses do ano.

Soja e carne de frango lideram as exportações paranaenses

A soja permaneceu na primeira posição entre os produtos exportados pelo Paraná, com receita de US$ 3,9 bilhões no acumulado de janeiro a setembro. A carne de frango in natura ocupou o segundo lugar, com US$ 3,3 bilhões, seguida pelo farelo de soja, que alcançou US$ 1,1 bilhão.

Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, os embarques de soja avançaram 6%. Já as vendas externas de carne de frango cresceram 25,8%, enquanto o farelo de soja apresentou aumento de 13,3%.

O avanço da proteína animal também ampliou sua relevância na pauta exportadora estadual. A participação da carne de frango no total vendido pelo Paraná ao exterior passou de 14,7% para 17,5% no período analisado.

Óleo de soja bruto registra alta de 78,9%

Entre os principais produtos da pauta exportadora do Paraná, o óleo de soja bruto apresentou o crescimento mais expressivo em valor.

As receitas com os embarques do produto saltaram de US$ 419,5 milhões nos nove primeiros meses de 2025 para US$ 750,5 milhões no mesmo período de 2026, uma expansão de 78,9%.

O resultado destaca o avanço das vendas externas de derivados da soja, que se somam aos grãos e ao farelo entre os produtos relevantes para o comércio exterior do estado.

China concentra 23,1% das vendas externas do Paraná

A China foi o principal destino das exportações paranaenses entre janeiro e setembro. As compras chinesas atingiram US$ 4,3 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais.

Ao longo dos nove meses, o Paraná comercializou produtos com 208 mercados internacionais, demonstrando a abrangência de sua presença no comércio global.

A participação chinesa reforça a importância do mercado asiático para os produtos agrícolas paranaenses, especialmente em um cenário no qual a soja e seus derivados têm peso significativo nas exportações estaduais.

Importações do Paraná aumentam 10,4%

Enquanto as exportações avançaram 5,5%, as importações do Paraná cresceram em ritmo mais acelerado no acumulado de 2026.

Entre janeiro e setembro, as compras externas passaram de US$ 15,3 bilhões, em 2025, para US$ 16,9 bilhões neste ano, alta de 10,4%.

Na categoria de adubos e fertilizantes, porém, houve redução de 10,1% no valor importado, que ficou em US$ 2,1 bilhões no período.

Comércio exterior mantém resultado positivo em 2026

Os dados compilados pelo Ipardes mostram que o Paraná ampliou suas vendas ao mercado internacional nos três primeiros trimestres de 2026. O desempenho foi sustentado principalmente pela soja, pela carne de frango, pelo farelo de soja e pelo óleo de soja bruto.

Apesar do crescimento das importações, a evolução das exportações confirma a relevância do agronegócio paranaense para a economia estadual e para a inserção do estado no comércio internacional.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso caem 49,71% em setembro de 2026

As exportações de soja de Mato Grosso registraram queda de 49,71% em setembro de 2026, na comparação com agosto. O recuo está relacionado à redução sazonal da disponibilidade do grão para embarque. Apesar da retração mensal, o estado mantém desempenho positivo no acumulado do ano, com 30,97 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e setembro, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que, embora os embarques tenham perdido força em setembro, o volume acumulado das vendas externas segue acima do registrado no ano anterior.

Menor oferta de soja reduz embarques em setembro

A queda nas exportações acompanha o comportamento sazonal da oferta de soja disponível para o mercado internacional. Com a diminuição do volume de grãos disponível para embarque nesta época do ano, os envios ao exterior recuaram em relação ao mês anterior.

No entanto, o resultado mensal não comprometeu o desempenho das exportações do agronegócio mato-grossense no acumulado de 2026. Nos nove primeiros meses do ano, o estado embarcou 30,97 milhões de toneladas de soja, superando em 6,15% o volume contabilizado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja de Mato Grosso

A China permaneceu como o principal mercado consumidor da soja produzida em Mato Grosso. Entre janeiro e setembro de 2026, o país asiático concentrou 59,13% do volume total exportado pelo estado.

Apesar da liderança chinesa no acumulado do ano, a participação do país nos embarques mensais apresentou redução. O levantamento divulgado pelo Imea, entretanto, não apresenta informações que esclareçam os fatores responsáveis por essa mudança.

A relevância do mercado chinês reforça a importância da demanda internacional para o desempenho das exportações de soja brasileira, especialmente para Mato Grosso, um dos principais estados produtores e exportadores da oleaginosa.

Exportações de soja podem perder ritmo até o fim do ano

A perspectiva de menor disponibilidade do grão indica que os embarques de soja de Mato Grosso podem continuar desacelerando nos próximos meses. Mesmo diante desse cenário, a expectativa é de que o estado finalize 2026 com um volume exportado próximo ao registrado no ano passado.

O resultado dependerá do ritmo das operações de exportação durante os últimos meses do ano. Até setembro, o balanço permanece favorável em relação a 2025, apesar da queda expressiva observada na comparação entre agosto e setembro.

Dessa forma, o comportamento dos embarques no último trimestre será determinante para definir o resultado anual das exportações de soja de Mato Grosso.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Rio de Janeiro registra US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e busca ampliar mercados internacionais

O Rio de Janeiro já acumulou US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e se aproxima de superar o recorde registrado no ano passado, quando as vendas internacionais do estado alcançaram US$ 49 bilhões. O resultado foi apresentado durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira, realizado no dia 8, na capital fluminense.

O evento reuniu representantes do governo, entidades de apoio ao setor produtivo e empresários para discutir estratégias de comércio exterior, diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade da indústria local.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estavam o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa; o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e o presidente da ABDI, Olavo Noleto, além de representantes da Firjan, do BNDES, do Sebrae/RJ e de empresas fluminenses.

Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para exportadores

O Acordo Mercosul-União Europeia esteve entre os principais assuntos debatidos no encontro. Segundo o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa, a parceria comercial já apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras e amplia as possibilidades de acesso ao mercado europeu.

De acordo com o ministro, as vendas do Brasil para a União Europeia cresceram aproximadamente 30% entre maio e setembro de 2026. A redução de tarifas para diversos produtos nacionais representa uma oportunidade para as empresas ampliarem seus negócios no exterior.

Rosa também destacou a importância de diversificar os destinos das exportações brasileiras. Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais, conquistar novos mercados pode reduzir riscos e contribuir para o aumento da produtividade industrial.

A orientação é que empresas de diferentes portes aproveitem as condições comerciais favoráveis para expandir suas operações internacionais e fortalecer sua presença no mercado europeu.

Exportações do Rio crescem 20% em setores além do petróleo

Embora o petróleo continue sendo o principal produto da pauta exportadora fluminense, outros segmentos industriais também apresentam crescimento expressivo.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, as exportações dos demais setores do estado avançaram 20% em 2026. O valor passou de aproximadamente US$ 7 bilhões para cerca de US$ 9 bilhões.

Entre as áreas com potencial para ampliar a presença internacional estão:

  • Moda e indústria criativa;
  • Metalurgia e setor metalmecânico;
  • Indústria automobilística;
  • Alimentos e bebidas;
  • Vinhos e cachaças.

A diversificação da pauta exportadora é considerada estratégica para reduzir a dependência de um único segmento econômico e ampliar as oportunidades para empresas fluminenses.

A ApexBrasil informou que já atendeu cerca de 1,1 mil empresas no estado. A atuação da agência inclui iniciativas para aproximar os negócios locais das oportunidades do comércio internacional, com atenção especial às pequenas e médias empresas.

ApexBrasil identifica 717 oportunidades de negócios para o estado

Para facilitar o acesso das empresas às oportunidades previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-UE, uma ferramenta pública de inteligência comercial.

O recurso foi desenvolvido para transformar as informações técnicas do acordo em dados que auxiliem os exportadores na identificação de mercados, produtos e possibilidades de expansão.

Segundo Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, o painel busca tornar as condições comerciais mais acessíveis às empresas e apoiar decisões estratégicas de internacionalização.

No levantamento específico para o Rio de Janeiro, foram identificadas 717 oportunidades de negócios.

O estado exporta aproximadamente US$ 49 bilhões para diferentes mercados internacionais e US$ 10 bilhões para a União Europeia. Atualmente, 567 empresas fluminenses mantêm presença comercial ativa no bloco europeu.

A ferramenta pode auxiliar tanto empresas que já exportam, mas desejam diversificar seus destinos, quanto negócios que pretendem realizar suas primeiras operações internacionais.

Acordos comerciais ampliam a participação brasileira no comércio global

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou os avanços da política comercial brasileira e a ampliação da rede de acordos internacionais.

Com os entendimentos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, Singapura e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a parcela do comércio exterior brasileiro coberta por acordos preferenciais passou de 12,4% para mais de 31%.

Para o Rio de Janeiro, a União Europeia representa um mercado especialmente relevante. O bloco absorve cerca de 20% das exportações fluminenses, consolidando sua importância para a economia estadual.

Além do comércio de mercadorias, o acordo também pode abrir espaço para a expansão dos serviços brasileiros na Europa. Entre os segmentos com potencial estão tecnologia da informação, engenharia, arquitetura e consultoria.

A ampliação dessas oportunidades depende da capacidade das empresas de identificar demandas, adequar seus serviços às exigências internacionais e estabelecer parcerias comerciais.

Exportações brasileiras para a União Europeia atingem recorde em 2026

As vendas brasileiras para o mercado europeu também registraram resultados expressivos. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações para a União Europeia somaram US$ 37,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período e US$ 4,8 bilhões acima do resultado dos mesmos meses de 2025.

O crescimento alcançou diferentes categorias de produtos contempladas pelo acordo comercial.

Confira os principais resultados:

  • Produtos com tarifa zerada imediatamente: aumento de 27,9%, equivalente a US$ 2,9 bilhões adicionais.
  • Produtos sujeitos a cotas: crescimento de 22,8%, com acréscimo de US$ 1,7 bilhão.
  • Produtos sem exportações para o bloco em 2025: geração de US$ 148,3 milhões em novas vendas.

Considerando o período de maio a setembro de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia totalizaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% na comparação anual. O avanço correspondeu a US$ 6,4 bilhões adicionais em vendas.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do bloco alcançaram US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — chegou a US$ 49,7 bilhões, avanço de 16,6%.

O saldo comercial também apresentou uma mudança significativa: o déficit de US$ 965,9 milhões registrado no mesmo período de 2025 deu lugar a um superávit de US$ 4,7 bilhões em 2026.

Os números reforçam a relevância do mercado europeu para o comércio exterior brasileiro e indicam oportunidades para empresas interessadas em ampliar suas vendas internacionais.

Política industrial busca fortalecer a competitividade das empresas

A expansão das exportações também depende do fortalecimento da produção nacional. Durante o encontro, o presidente da ABDI, Olavo Noleto, ressaltou a importância da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Mais Produção para estimular investimentos, inovação e modernização industrial.

Segundo Noleto, a procura do setor privado por recursos levou à ampliação do programa de financiamento. O volume inicialmente anunciado, de R$ 300 bilhões, foi superado pela demanda, e o plano chegou à marca de R$ 800 bilhões.

O acesso a financiamento e o investimento em tecnologia são considerados instrumentos importantes para que as empresas aumentem a produtividade, modernizem suas operações e atendam às exigências dos mercados internacionais.

A combinação entre política industrial, crédito e abertura comercial pode favorecer a criação de produtos de maior valor agregado e ampliar a participação da indústria brasileira nas cadeias globais de produção.

Empresários discutem desafios para internacionalizar a indústria fluminense

A programação do Conexões Produtivas também abriu espaço para o diálogo direto entre representantes do setor público e empresários do estado.

O painel “A Voz da Indústria Fluminense: desafios e oportunidades para competir no mercado internacional” reuniu Alessa Migani, CEO da Alessa, e Henrique Osório, presidente da SACOR, com moderação de Claudine Bichara, do Sebrae/RJ.

Ao longo do evento, especialistas abordaram temas como acordos comerciais, financiamento público, captação de recursos e estratégias para ampliar a inserção das empresas na Nova Indústria Brasil.

Ana Paula Bernardino, do BNDES, participou das discussões sobre recursos e linhas de financiamento à exportação. Luis Felipe Giesteira apresentou questões relacionadas à política industrial, enquanto Thiago Mendes Lima, da ABDI, abordou soluções ligadas à Indústria 4.0.

A programação também incluiu atendimentos individuais a empresas, com orientações destinadas a facilitar o acesso a instrumentos de apoio e oportunidades de internacionalização.

Diversificação de mercados é estratégica para o crescimento do Rio

Com US$ 45 bilhões em exportações acumuladas em 2026, o Rio de Janeiro se aproxima do resultado recorde do ano anterior. Ao mesmo tempo, o crescimento das vendas de produtos não relacionados ao petróleo indica uma ampliação gradual da participação de outros segmentos na pauta exportadora estadual.

A expansão dos negócios com a União Europeia, aliada ao acesso a ferramentas de inteligência comercial, financiamento e programas de desenvolvimento industrial, pode contribuir para fortalecer a presença das empresas fluminenses no exterior.

O desafio será transformar as oportunidades identificadas em contratos, investimentos e novas rotas comerciais, ampliando a competitividade do estado e reduzindo a concentração das exportações em poucos setores.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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