Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportação de DDGS para a China marca avanço do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro deu mais um passo na expansão internacional com a chegada das primeiras cargas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) à China. Além disso, o país também realizou o envio inédito de farinha de vísceras de aves, ampliando o portfólio de produtos exportados ao mercado asiático.

As operações reforçam a estratégia de diversificação da pauta e o fortalecimento da presença brasileira no comércio global de insumos agroindustriais.

DDGS brasileiro conquista espaço após acordo sanitário

A entrada do DDGS no mercado chinês foi possível após negociações conduzidas a partir de demanda da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). O processo envolveu acordos sanitários entre Brasil e China, concluídos em 2025.

Com a autorização oficial em maio daquele ano e a habilitação das primeiras empresas exportadoras em novembro, o fluxo comercial ganhou escala. O primeiro embarque, com cerca de 62 mil toneladas, chegou ao porto de Nansha, localizado em Guangzhou.

O DDGS é um coproduto do etanol de milho e amplamente utilizado na nutrição animal, sendo considerado estratégico para mercados com alta demanda por proteína.

Farinha de vísceras de aves abre nova frente comercial

Outro avanço foi o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves para a China. O produto, também voltado à alimentação animal, teve acesso ao mercado viabilizado após abertura sanitária em 2023.

A iniciativa partiu da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) e representa uma nova oportunidade para a indústria nacional, especialmente no segmento de reaproveitamento de subprodutos.

Parceria entre governo e setor produtivo impulsiona exportações

Os resultados refletem a atuação conjunta entre setor público e iniciativa privada, essencial para abrir mercados e atender às exigências internacionais. Esse modelo tem sido decisivo para ampliar a exportação de produtos agropecuários e diversificar destinos.

China lidera como principal destino do agro brasileiro

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil no agronegócio. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos do setor, o equivalente a 32,7% das exportações brasileiras.

O avanço de novos produtos, como DDGS e farinha de vísceras, fortalece ainda mais a relação comercial e amplia as oportunidades para o Brasil no mercado internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago

O agronegócio brasileiro avançou na expansão internacional com a abertura de novos mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As negociações concluídas pelo governo federal permitem a exportação de diferentes produtos agropecuários, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global.

Exportações para El Salvador ganham reforço

Em El Salvador, foi autorizada a entrada de carne suína e seus derivados. A medida amplia o potencial de negócios e favorece a cadeia produtiva suinícola, com maior agregação de valor.

Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país, indicando espaço para crescimento com a nova abertura.

Filipinas oferecem mercado de grande escala

Nas Filipinas, o destaque é a liberação para exportação de feno seco, insumo importante para alimentação animal. O país, com cerca de 112 milhões de habitantes, representa um mercado estratégico para o Brasil.

Somente em 2025, os filipinos importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, demonstrando forte demanda e potencial de expansão comercial.

Trinidad e Tobago recebe sementes de coco

Já em Trinidad e Tobago, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco, iniciativa que deve contribuir para a recomposição ambiental e o fortalecimento da economia local.

O país caribenho importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Aberturas de mercado impulsionam agronegócio

Com os novos acordos, o Brasil soma 555 aberturas de mercado desde 2023, consolidando a estratégia de diversificação das exportações e ampliação de destinos comerciais.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm intensificando negociações para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos em Mato Grosso cresce 102% e impulsiona receita

As exportações de miúdos bovinos em Mato Grosso apresentaram forte avanço em 2025, consolidando esses itens como peças relevantes na balança comercial do estado. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, fígado e rabo, volume 29,6% superior ao registrado em 2024.

De acordo com dados do Comex Stat, a receita gerada chegou a US$ 99,6 milhões, evidenciando o crescimento do setor no mercado internacional.

Receita dispara acima do volume exportado

O destaque ficou para o desempenho financeiro. Enquanto o volume exportado cresceu cerca de 30%, o faturamento avançou 102% na comparação anual, indicando forte valorização dos miúdos bovinos no mercado externo.

Esse cenário revela maior demanda internacional e aumento no valor pago por esses produtos. O fígado bovino, por exemplo, alcançou 29 destinos diferentes, incluindo países como Rússia, Egito e Reino Unido, somando 8,5 mil toneladas exportadas.

Presença global amplia mercados

A produção de Mato Grosso chegou a 53 países em 2025, ampliando a presença internacional da cadeia pecuária. Outro produto de destaque foi a língua bovina, com 4,6 mil toneladas enviadas a 27 mercados.

A lista de importadores inclui desde países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, até mercados na África, Ásia e Europa, como Angola, Gana, Cazaquistão e Singapura.

Esse alcance reforça a competitividade da exportação de carne bovina brasileira e seus derivados em diferentes regiões do mundo.

Aproveitamento total do gado aumenta rentabilidade

O avanço nas exportações reflete uma mudança na percepção sobre os miúdos, que passaram a ser vistos como produtos estratégicos dentro da cadeia produtiva.

A demanda internacional por cortes menos tradicionais permite o aproveitamento integral do gado, elevando a eficiência e a rentabilidade de pecuaristas e frigoríficos.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esse movimento contribui para diversificar mercados e agregar valor à produção. A comercialização desses itens fortalece a cadeia da pecuária e amplia as oportunidades no comércio exterior.

Setor ganha eficiência e valor agregado

O crescimento das exportações evidencia a capacidade de Mato Grosso em transformar subprodutos em ativos econômicos relevantes. A estratégia de valorização dos miúdos impulsiona o setor e reforça a posição do estado como protagonista no agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global e novos mercados sendo explorados, a tendência é de continuidade no avanço da exportação de miúdos bovinos, com impacto positivo na economia regional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Sistema Famato/Reprodução

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Exportação

Exportações brasileiras ganham rota via Turquia para driblar crise no Estreito de Ormuz

O Brasil definiu uma rota alternativa de exportação via Turquia para manter o escoamento de produtos agropecuários diante das restrições no Estreito de Ormuz, impactado pela recente crise no Oriente Médio.

A articulação foi conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de assegurar a continuidade do comércio exterior brasileiro mesmo em meio à instabilidade geopolítica.

Nova rota evita áreas de risco no Golfo Pérsico

Com a estratégia, cargas brasileiras destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central passam a utilizar a infraestrutura logística turca, evitando a travessia pelo Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

A rota via Turquia já era utilizada por exportadores, mas ganhou maior relevância como alternativa segura para manter o fluxo de mercadorias.

Exigências sanitárias levaram a novo acordo

Recentemente, o governo turco passou a adotar regras mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal. A mudança poderia gerar entraves para o comércio brasileiro.

Diante disso, o Brasil negociou um novo modelo para garantir a continuidade das operações sem prejuízos logísticos.

Certificação garante trânsito e armazenamento de cargas

O entendimento entre os países resultou na criação de um certificado veterinário sanitário, que permite tanto o trânsito quanto o armazenamento temporário de mercadorias em território turco.

Na prática, o documento assegura que cargas brasileiras possam atravessar o país ou permanecer temporariamente em seus portos sem a necessidade de novas exigências sanitárias adicionais.

Medida reduz riscos e amplia previsibilidade

A iniciativa fortalece a logística de exportação, oferecendo mais previsibilidade aos embarques e reduzindo riscos para empresas brasileiras, especialmente em um cenário de incertezas nas rotas marítimas internacionais.

Governo busca preservar acesso a mercados estratégicos

Com o acordo, o Mapa reforça sua atuação para proteger o agronegócio brasileiro, garantindo o acesso a mercados relevantes mesmo diante de crises externas.

A adoção da rota via Turquia demonstra a busca por soluções rápidas e estratégicas para minimizar impactos no comércio e manter a competitividade do Brasil no cenário global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Exportação

Uva terá tarifa zerada na Europa com acordo Mercosul-UE a partir de maio

A partir de 1º de maio, a exportação de uva brasileira para a Europa passará a contar com tarifa zerada, eliminando a alíquota de 11% atualmente aplicada. A medida entra em vigor com o início do acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, já confirmado pelo Governo Federal.

A uva se destaca entre os produtos beneficiados por reduções tarifárias progressivas, sendo um dos poucos itens com isenção imediata dentro do acordo.

Acordo amplia competitividade do Brasil no mercado europeu

O tratado comercial entre os blocos gera expectativa positiva no setor de fruticultura brasileira, principalmente pela redução de tarifas que variam entre 4% e 14% para diversos produtos nacionais.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a medida traz mais previsibilidade e fortalece a posição do Brasil no mercado internacional.

A redução deve aumentar a competitividade das frutas brasileiras, especialmente frente a países como Peru, Chile e África do Sul, que já possuem condições tarifárias mais favoráveis para exportação à Europa.

Diversificação de mercados segue como estratégia

Além do avanço no mercado europeu, o Brasil vem ampliando sua presença global. Recentemente, a uva brasileira conquistou espaço no mercado asiático, com abertura comercial para a China.

A estratégia de diversificação, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar o alcance das exportações.

A entidade destaca que ações para abertura de novos destinos vêm sendo realizadas há anos, incluindo negociações para exportação de outras frutas, como citros para a Índia.

Exportações de frutas batem recorde em 2025

O setor de exportação de frutas registrou desempenho histórico em 2025, alcançando US$ 1,45 bilhão em faturamento — crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com 2024.

As vendas para a Europa tiveram destaque, com aumento de 12,8% em valor e 19,1% em volume para frutas como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão.

No total, essas frutas geraram US$ 967 milhões em receita. O volume exportado ao continente europeu chegou a 949 mil toneladas, superando as 796,6 mil toneladas registradas no ano anterior.

Projeções indicam crescimento contínuo do setor

A ApexBrasil projeta que o faturamento da fruticultura nacional cresça cerca de 40% até 2029, podendo atingir US$ 1,8 bilhão.

Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita próxima de US$ 1,3 bilhão, consolidando o país como um dos principais players globais do setor.

A expectativa é que acordos comerciais como o entre Mercosul e União Europeia continuem impulsionando o crescimento e a diversificação das exportações brasileiras.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Exportações de soja do Brasil devem ultrapassar 16 milhões de toneladas em março

As exportações de soja do Brasil devem superar 16 milhões de toneladas em março de 2026, reforçando o protagonismo do país no mercado internacional de grãos. A estimativa é da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com base na programação de embarques nos portos brasileiros.

Volume embarcado indica forte desempenho do agronegócio

De acordo com as projeções mais recentes, o volume exportado pode atingir cerca de 16,3 milhões de toneladas no mês. O resultado mantém o Brasil entre os principais fornecedores globais da commodity e evidencia o bom momento do agronegócio brasileiro.

As estimativas do setor apontam ainda que os embarques podem variar entre 15 milhões e quase 18 milhões de toneladas, demonstrando a robustez da produção e da logística de exportação nacional.

Recuperação após fevereiro e avanço da colheita

O desempenho de março representa uma retomada após um ritmo mais moderado registrado em fevereiro. O avanço da colheita da safra 2025/26 tem sido um dos principais fatores por trás desse crescimento.

Além disso, a demanda internacional por soja segue aquecida, com destaque para países asiáticos, que continuam impulsionando as compras do grão brasileiro.

Safra recorde fortalece posição global

O cenário positivo também está diretamente ligado à expectativa de uma safra robusta. A produção do ciclo 2025/26 pode alcançar níveis recordes, ampliando a competitividade do Brasil no comércio global.

Com isso, a soja brasileira segue como um dos pilares da balança comercial, sendo responsável por uma parcela significativa das receitas externas do país.

Expectativa de ritmo elevado nos próximos meses

Diante do avanço da colheita e da demanda consistente, a tendência é de manutenção de um ritmo forte nas exportações de grãos ao longo dos próximos meses, especialmente durante o pico da safra.

FONTE: Semana 7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

BYD exportação Brasil: fábrica na Bahia vai enviar 100 mil carros para América Latina

A montadora chinesa BYD anunciou que utilizará sua fábrica em Camaçari (BA) como base para a exportação de veículos na América Latina, ampliando o papel estratégico da unidade além do mercado brasileiro.

O plano inicial prevê o envio de 100 mil carros produzidos no Brasil, com destino principalmente a México e Argentina.

Brasil como hub de exportação da BYD

O anúncio foi feito pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, que destacou o Brasil como peça-chave na expansão regional da marca.

Segundo a executiva, a fábrica baiana será responsável por abastecer diferentes países latino-americanos, começando com:

  • 50 mil veículos para o México
  • 50 mil veículos para a Argentina

Ainda não há data confirmada para o início das exportações, mas a capacidade produtiva já foi reservada para atender à demanda.

Produção começa em 2026

A unidade de Camaçari deve iniciar a produção completa de veículos a partir de julho. Atualmente, a operação funciona no modelo SKD (semi knocked down), no qual os carros chegam parcialmente desmontados para montagem local.

A expectativa é que os envios internacionais ocorram de forma gradual, acompanhando o ritmo de consumo dos mercados atendidos.

Estratégia segue padrão de outras montadoras

A decisão da BYD segue uma prática comum entre grandes fabricantes instaladas no Brasil, que utilizam o país como base de exportação regional.

Entre as montadoras que já adotam esse modelo estão:

  • Volkswagen
  • Toyota
  • Fiat
  • Jeep

Essa estratégia reforça a importância da indústria automotiva brasileira no comércio exterior da região.

Estrutura da fábrica em Camaçari

O complexo industrial da BYD na Bahia é considerado o maior da empresa fora da China. A unidade possui:

  • área total de 4,6 milhões de m²
  • investimentos estimados em R$ 5,5 bilhões

Atualmente, são montados no local os modelos:

  • Dolphin Mini
  • Song Pro
  • King

A capacidade inicial é de 150 mil veículos por ano, podendo dobrar para 300 mil unidades em uma segunda fase de expansão.

Expansão da BYD na América Latina

Com a iniciativa, a BYD no Brasil consolida sua presença na região e fortalece a cadeia de produção local, além de ampliar a participação no mercado internacional de veículos.

A estratégia também acompanha o crescimento da demanda por carros elétricos e híbridos na América Latina.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Governo libera crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por crises internacionais

O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com foco em setores impactados por instabilidades externas. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio a exportadores diante de cenário global instável

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por crises geopolíticas, incluindo a guerra no Oriente Médio, além de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O programa também contempla companhias que ainda enfrentam os efeitos de tarifas internacionais elevadas, especialmente após mudanças recentes na política comercial norte-americana.

Criado em agosto de 2025, o plano surgiu como resposta ao chamado tarifaço dos EUA, que chegou a aplicar taxas de até 50% sobre produtos brasileiros. Apesar de decisões judiciais posteriores terem reduzido parte dessas medidas, alguns segmentos continuam sujeitos a tarifas específicas, como as previstas na legislação conhecida como Seção 232.

Origem dos recursos e setores beneficiados

Os R$ 15 bilhões destinados ao crédito serão provenientes de diferentes fontes, como:

  • superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)
  • recursos vinculados ao Ministério da Fazenda
  • outras dotações orçamentárias

Terão acesso às linhas de financiamento empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores. Entre os setores contemplados estão:

  • siderurgia e metalurgia
  • indústria automotiva e autopeças
  • farmacêutico
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos

Além disso, empresas impactadas pela escassez de insumos — como fertilizantes — também poderão ser beneficiadas.

Como funcionará o crédito do BNDES

As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas para diferentes finalidades, incluindo:

  • capital de giro
  • investimentos produtivos
  • ampliação da capacidade industrial
  • inovação tecnológica
  • adaptação de processos e produtos

As condições de financiamento, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já os critérios de acesso ficarão sob responsabilidade dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nova lei moderniza crédito à exportação

Além da medida provisória, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

A proposta busca modernizar mecanismos de financiamento e seguro às exportações, além de ampliar a segurança jurídica nas operações realizadas pelo BNDES.

Entre os avanços previstos estão:

  • criação de um portal único de transparência sobre operações
  • prestação de contas anual ao Senado
  • regras mais claras para financiamento de serviços no exterior
  • incentivo a projetos de economia verde e descarbonização

Outro ponto importante é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Regras e garantias adicionais

A nova legislação também reforça critérios já adotados pelo banco, como a proibição de novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil.

Além disso, foram estabelecidas diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instrumento criado para reduzir riscos em transações internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercado em Ruanda para gado vivo e material genético

O Brasil avançou nas relações comerciais com a África ao concluir negociações que autorizam a exportação de gado vivo e material genético para Ruanda. A medida abre novas oportunidades para o agronegócio brasileiro e reforça a presença do país no mercado internacional.

Produtos autorizados para exportação

O acordo contempla diferentes segmentos da cadeia pecuária. Entre os itens liberados para envio ao país africano estão:

  • bovinos e búfalos vivos para reprodução;
  • bovinos vivos para engorda e abate;
  • embriões bovinos e bubalinos;
  • sêmen bovino.

A diversificação dos produtos fortalece a atuação brasileira no fornecimento de genética animal e amplia o alcance das exportações.

África se consolida como mercado estratégico

A abertura de mercado em Ruanda reforça o potencial da África como destino para exportações agropecuárias. O continente tem apresentado crescimento econômico e aumento populacional, fatores que ampliam a demanda por alimentos e tecnologia no campo.

Dados recentes indicam que, em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 392 milhões em gado vivo e genética bovina para países africanos, demonstrando a relevância da região para o setor.

Avanço do agronegócio brasileiro no exterior

Com essa nova negociação, o país atinge a marca de 552 aberturas de mercado desde 2023, resultado da estratégia de expansão comercial do agronegócio brasileiro.

O desempenho é atribuído à atuação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores, que vêm intensificando esforços para ampliar o acesso de produtos brasileiros a novos destinos.

Impactos para o setor pecuário

A iniciativa deve beneficiar produtores, exportadores e empresas de tecnologia genética animal, além de estimular serviços ligados à assistência técnica no exterior.

A expectativa é que a ampliação de mercados contribua para aumentar a competitividade da pecuária nacional e diversificar destinos das exportações.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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