Exportação

Governo libera crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por crises internacionais

O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com foco em setores impactados por instabilidades externas. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio a exportadores diante de cenário global instável

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por crises geopolíticas, incluindo a guerra no Oriente Médio, além de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O programa também contempla companhias que ainda enfrentam os efeitos de tarifas internacionais elevadas, especialmente após mudanças recentes na política comercial norte-americana.

Criado em agosto de 2025, o plano surgiu como resposta ao chamado tarifaço dos EUA, que chegou a aplicar taxas de até 50% sobre produtos brasileiros. Apesar de decisões judiciais posteriores terem reduzido parte dessas medidas, alguns segmentos continuam sujeitos a tarifas específicas, como as previstas na legislação conhecida como Seção 232.

Origem dos recursos e setores beneficiados

Os R$ 15 bilhões destinados ao crédito serão provenientes de diferentes fontes, como:

  • superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)
  • recursos vinculados ao Ministério da Fazenda
  • outras dotações orçamentárias

Terão acesso às linhas de financiamento empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores. Entre os setores contemplados estão:

  • siderurgia e metalurgia
  • indústria automotiva e autopeças
  • farmacêutico
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos

Além disso, empresas impactadas pela escassez de insumos — como fertilizantes — também poderão ser beneficiadas.

Como funcionará o crédito do BNDES

As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas para diferentes finalidades, incluindo:

  • capital de giro
  • investimentos produtivos
  • ampliação da capacidade industrial
  • inovação tecnológica
  • adaptação de processos e produtos

As condições de financiamento, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já os critérios de acesso ficarão sob responsabilidade dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nova lei moderniza crédito à exportação

Além da medida provisória, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

A proposta busca modernizar mecanismos de financiamento e seguro às exportações, além de ampliar a segurança jurídica nas operações realizadas pelo BNDES.

Entre os avanços previstos estão:

  • criação de um portal único de transparência sobre operações
  • prestação de contas anual ao Senado
  • regras mais claras para financiamento de serviços no exterior
  • incentivo a projetos de economia verde e descarbonização

Outro ponto importante é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Regras e garantias adicionais

A nova legislação também reforça critérios já adotados pelo banco, como a proibição de novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil.

Além disso, foram estabelecidas diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instrumento criado para reduzir riscos em transações internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercado em Ruanda para gado vivo e material genético

O Brasil avançou nas relações comerciais com a África ao concluir negociações que autorizam a exportação de gado vivo e material genético para Ruanda. A medida abre novas oportunidades para o agronegócio brasileiro e reforça a presença do país no mercado internacional.

Produtos autorizados para exportação

O acordo contempla diferentes segmentos da cadeia pecuária. Entre os itens liberados para envio ao país africano estão:

  • bovinos e búfalos vivos para reprodução;
  • bovinos vivos para engorda e abate;
  • embriões bovinos e bubalinos;
  • sêmen bovino.

A diversificação dos produtos fortalece a atuação brasileira no fornecimento de genética animal e amplia o alcance das exportações.

África se consolida como mercado estratégico

A abertura de mercado em Ruanda reforça o potencial da África como destino para exportações agropecuárias. O continente tem apresentado crescimento econômico e aumento populacional, fatores que ampliam a demanda por alimentos e tecnologia no campo.

Dados recentes indicam que, em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 392 milhões em gado vivo e genética bovina para países africanos, demonstrando a relevância da região para o setor.

Avanço do agronegócio brasileiro no exterior

Com essa nova negociação, o país atinge a marca de 552 aberturas de mercado desde 2023, resultado da estratégia de expansão comercial do agronegócio brasileiro.

O desempenho é atribuído à atuação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores, que vêm intensificando esforços para ampliar o acesso de produtos brasileiros a novos destinos.

Impactos para o setor pecuário

A iniciativa deve beneficiar produtores, exportadores e empresas de tecnologia genética animal, além de estimular serviços ligados à assistência técnica no exterior.

A expectativa é que a ampliação de mercados contribua para aumentar a competitividade da pecuária nacional e diversificar destinos das exportações.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Governo avalia medidas para apoiar exportadores afetados pela guerra no Oriente Médio

O governo federal estuda criar um pacote de apoio voltado a exportadores impactados pela guerra no Oriente Médio. A proposta em análise prevê a adoção de medidas semelhantes às do Plano Brasil Soberano, utilizado anteriormente para socorrer empresas afetadas por barreiras comerciais internacionais.

As discussões envolvem diferentes áreas da equipe econômica, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operacionalizar linhas de financiamento. Há a possibilidade de utilização de recursos remanescentes, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.

Modelo segue experiência de apoio a empresas exportadoras

A ideia do novo programa é replicar mecanismos já aplicados, como linhas de crédito com juros reduzidos, ampliação de devolução de tributos e estímulo às compras públicas. Em iniciativas anteriores, uma das exigências para adesão foi a preservação de empregos.

O objetivo agora é mitigar os efeitos de fatores externos sobre a logística internacional e garantir maior estabilidade às empresas que dependem do comércio exterior.

Setores produtivos pressionam por medidas urgentes

Nas últimas semanas, representantes de diversos segmentos intensificaram pedidos de apoio ao governo. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), por exemplo, solicitou medidas voltadas ao financiamento de exportações e ao capital de giro para empresas afetadas.

No documento encaminhado à equipe econômica, a entidade defende a criação de instrumentos emergenciais para reduzir impactos logísticos decorrentes de instabilidades geopolíticas.

Agronegócio pede redução de custos logísticos e de insumos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou demandas. Entre elas, está a proposta de zerar taxas incidentes sobre o frete marítimo, como forma de conter o aumento dos custos.

Segundo a entidade, a escalada do conflito internacional tem pressionado os preços de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes. Produtos nitrogenados, como a ureia, já registram alta acumulada de cerca de 35%, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.

Conflito pressiona cadeias globais e exportações brasileiras

O cenário internacional tem gerado efeitos sobre cadeias logísticas e custos de produção, afetando a competitividade das empresas nacionais. Diante disso, o governo busca alternativas para proteger o fluxo de exportações brasileiras e reduzir impactos sobre setores estratégicos da economia.

A eventual criação de um novo programa emergencial deve ser definida após a consolidação das demandas e a avaliação da viabilidade fiscal das medidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de petróleo da Arábia Saudita crescem após desvio do Estreito de Ormuz

A Arábia Saudita conseguiu recuperar parte significativa de suas exportações de petróleo mesmo diante das interrupções provocadas pelo conflito com o Irã. O país já opera com mais da metade do volume habitual, apoiado em um plano emergencial para contornar o estratégico Estreito de Ormuz.

Com a rota marítima praticamente inviabilizada, o reino passou a redirecionar sua produção por um oleoduto de aproximadamente 1.200 quilômetros até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

Porto de Yanbu ganha protagonismo logístico

O terminal de Yanbu tornou-se peça-chave na estratégia saudita. Dados recentes indicam que os embarques pelo local atingiram média de 4,19 milhões de barris por dia nos últimos cinco dias — um salto relevante frente aos cerca de 1,4 milhão de barris que eram exportados anteriormente por essa via.

Antes da crise, o país exportava cerca de 7 milhões de barris diários, o que mostra que o nível atual já representa uma recuperação expressiva.

Além da mudança de rota, o país mobilizou rapidamente uma grande frota de navios, com dezenas de petroleiros posicionados no Mar Vermelho para garantir o escoamento da produção.

Impacto global pressiona mercado de energia

O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde normalmente circula cerca de 20% do petróleo mundial, tem provocado efeitos relevantes no mercado internacional.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que o conflito pode gerar a maior interrupção de oferta já registrada, forçando produtores da região a reduzir a produção diante do acúmulo de estoques.

Alternativas são limitadas na região

Entre os grandes produtores, a Arábia Saudita é a que possui maior capacidade de adaptação logística. Outros países enfrentam dificuldades para manter o fluxo de exportações.

Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, contam com um oleoduto até o Golfo de Omã, mas seguem vulneráveis a ataques. O porto de Fujairah, essencial para o país, já teve operações suspensas diversas vezes por conta de incidentes com drones.

Frota de petroleiros se acumula no Mar Vermelho

A reorganização logística provocou um aumento no tráfego marítimo próximo ao porto de Yanbu. Pelo menos 32 grandes embarcações, entre superpetroleiros e navios do tipo suezmax, aguardam para carregar petróleo na região.

Apesar de oscilações diárias nos volumes embarcados, a expectativa é de crescimento gradual. Em determinados momentos, o porto já registrou picos de até 4,65 milhões de barris carregados em um único dia.

Plano prevê ampliação dos embarques

A Arábia Saudita pretende expandir ainda mais o uso dos portos no Mar Vermelho. Clientes internacionais já estão sendo orientados a receber cargas por Yanbu, como alternativa às rotas tradicionais afetadas pelo conflito.

A estatal Saudi Aramco não comentou oficialmente os números recentes, mas o movimento indica uma tentativa clara de estabilizar o fornecimento global de energia.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Simon Dawson/Bloomberg

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Exportação

Exportação de carne suína e castanhas brasileiras avança para novos mercados

O governo brasileiro ampliou o acesso de produtos do agronegócio a mercados internacionais após concluir novas negociações comerciais. As autorizações recentes contemplam a exportação de carne suína resfriada, além de castanhas brasileiras — como macadâmia e castanha de caju — fortalecendo a presença do país no comércio global.

Abertura de mercado para castanhas na Turquia

A Turquia passa a integrar a lista de destinos para a exportação de castanha de caju e macadâmia do Brasil. O país figura entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju, o que amplia o potencial de crescimento das vendas brasileiras nesse segmento.

Os números do comércio bilateral reforçam a relevância do mercado turco. Em 2025, o Brasil registrou mais de US$ 3,2 bilhões em exportações agropecuárias para o país, com destaque para produtos como soja em grãos, algodão e café.

Carne suína brasileira ganha espaço em Singapura

Outro avanço importante envolve o mercado asiático. Singapura autorizou a importação de carne suína resfriada do Brasil, ampliando o fluxo comercial já existente entre os dois países.

No último ano, o país asiático importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens estão carnes, café e produtos de origem vegetal, evidenciando a diversificação da pauta exportadora.

Expansão do agronegócio brasileiro no exterior

Com as novas liberações, o Brasil alcança a marca de 548 aberturas de mercado internacional para o agronegócio desde o início de 2023, segundo dados oficiais. O avanço demonstra o fortalecimento da estratégia de diversificação de destinos e produtos, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Agricultura

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Exportação

Exportações de frango do Brasil seguem em alta mesmo com tensões internacionais

As exportações de frango do Brasil continuam em ritmo forte, mesmo diante das preocupações do setor com os efeitos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio global.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes da cadeia avícola monitoram o cenário geopolítico, já que uma eventual escalada pode impactar o fluxo das exportações de proteína animal.

Brasil mantém liderança global

O país segue como maior exportador mundial de carne de frango, o que o torna sensível a oscilações no mercado internacional. Ainda assim, dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, até o momento, não há reflexos diretos das tensões externas sobre os embarques brasileiros.

No início de março, o volume exportado manteve-se consistente, reforçando a competitividade do produto nacional.

Recorde histórico nas exportações

Em fevereiro, o Brasil embarcou 493,2 mil toneladas de carne de frango, alcançando o melhor resultado para o mês em toda a série histórica iniciada em 1997.

Com isso, o setor registra o terceiro mês consecutivo de recordes, evidenciando a forte demanda global pela carne de frango brasileira e consolidando o bom momento do agronegócio.

Mercado interno com menor liquidez

No cenário doméstico, o comportamento é mais moderado. Pesquisadores do Cepea apontam redução na liquidez ao longo da primeira quinzena de março.

Apesar disso, os preços dos produtos avícolas permanecem estáveis, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Perspectivas para o setor avícola

A continuidade do bom desempenho nas exportações de frango dependerá, em grande parte, da evolução do cenário internacional. Enquanto isso, o setor segue atento aos desdobramentos geopolíticos, mas sustentado por uma demanda externa aquecida.

FONTE: Capital News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de soja para a China tem novas regras de inspeção no Brasil

O Ministério da Agricultura anunciou alterações nos critérios de inspeção de soja para exportação à China, após pressão de tradings do setor. A decisão ocorre em meio a relatos de que os procedimentos anteriores estavam atrasando e até inviabilizando embarques ao principal destino do grão brasileiro.

Uma reunião entre o ministro Carlos Fávaro e representantes das empresas exportadoras está prevista para discutir os impactos das mudanças na logística de exportação de soja.

Novo modelo de coleta de amostras

Pelas novas regras, a coleta de amostras para análise fitossanitária passa a ser realizada por empresas supervisoras contratadas pelas próprias tradings, e não mais exclusivamente por fiscais do governo.

A medida foi oficializada pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional e já está em vigor para cargas que ainda não haviam passado por inspeção.

Apesar da flexibilização, cerca de 10% dos embarques continuarão sendo fiscalizados diretamente por agentes do ministério, mantendo um nível de controle oficial sobre o processo.

Impacto nas tradings e no mercado

A revisão das regras tenta conter uma crise recente no setor. Exportadoras relataram forte queda no ritmo de negócios após a adoção de critérios mais rígidos. Dados de mercado indicam que a comercialização semanal de soja chegou a cair significativamente em comparação com períodos anteriores.

Empresas como Cargill interromperam temporariamente operações de exportação para a China, além de suspender compras destinadas a esse mercado. Outras companhias, como Cofco International e CHS Agronegócio, também apontaram dificuldades no cumprimento das exigências.

Exigências fitossanitárias mais rigorosas

O endurecimento inicial das inspeções ocorreu após a identificação de plantas daninhas quarentenárias — espécies inexistentes na China — em cargas brasileiras. Nesses casos, os embarques não atendem às exigências sanitárias do país asiático, impedindo a emissão do certificado necessário para exportação.

Segundo fontes do setor, a postura mais rígida buscava reforçar a credibilidade do sistema sanitário brasileiro, especialmente no controle de impurezas em cargas de soja.

Perspectivas para as exportações

Com a flexibilização das regras, a expectativa é de normalização gradual dos embarques e retomada do fluxo comercial com a China, maior compradora da soja brasileira.

O episódio evidencia os desafios do equilíbrio entre rigor sanitário e eficiência logística no comércio internacional de commodities agrícolas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso batem recorde em fevereiro

O estado de Mato Grosso registrou um novo marco nas exportações de soja ao enviar 3,85 milhões de toneladas do grão ao mercado internacional em fevereiro. O volume supera o recorde anterior para o mês, de 3,66 milhões de toneladas, registrado em 2022.

Na comparação com janeiro deste ano, o desempenho foi ainda mais expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o total embarcado em fevereiro foi 5,64 vezes maior do que no primeiro mês de 2026.

Avanço da colheita impulsiona embarques

Segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o forte ritmo das exportações de soja de Mato Grosso está diretamente ligado ao progresso da colheita no estado.

Até o dia 27 de fevereiro, 78,34% da área cultivada com a oleaginosa já havia sido colhida. O avanço da safra ampliou a disponibilidade do grão, favorecendo o aumento dos embarques para o mercado externo.

China lidera compras da soja mato-grossense

A China permaneceu como principal destino da soja produzida em Mato Grosso. Em fevereiro, o país asiático importou 2,74 milhões de toneladas, o que corresponde a 71,30% de todo o volume exportado pelo estado no período.

De acordo com o Imea, o ritmo de aquisições da potência asiática foi o mais intenso já registrado para o mês de fevereiro nos últimos cinco anos, reforçando a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro.

Safra recorde pode manter ritmo forte de exportações

A expectativa para os próximos meses é de continuidade no alto volume de embarques. A projeção de safra recorde de soja em Mato Grosso, estimada em 51,41 milhões de toneladas, tende a sustentar o fluxo acelerado de exportações do grão ao longo de 2026.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações do agronegócio brasileiro atingem US$ 12,05 bilhões em fevereiro e batem recorde histórico

O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica. O valor representa 45,8% do total das exportações do país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Crescimento impulsionado por volume de exportações

Em comparação a fevereiro de 2025, o setor teve avanço de 7,4% em receita, resultado impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que cresceu 9%. Apesar desse crescimento, o preço médio internacional das commodities agropecuárias apresentou queda de 1,5%, alinhado à tendência de índices globais de alimentos, como os do Banco Mundial e da FAO.

No mesmo período, as importações de produtos do agro somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1%, elevando o superávit da balança comercial do agronegócio para US$ 10,5 bilhões.

China e Ásia lideram destinos das exportações

A China se manteve como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões, equivalente a 30,5% do total. Em seguida, aparecem a União Europeia (US$ 1,8 bilhão, 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões, 7%).

Outros mercados asiáticos tiveram forte crescimento:

  • Vietnã: US$ 372,6 milhões (+22,9%)
  • Índia: US$ 357,3 milhões (+171,1%)

Também registraram aumento nas compras países como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido, Filipinas, Rússia, Taiwan, Omã e Gâmbia, reforçando a diversificação do mercado externo para o agronegócio brasileiro.

Principais produtos exportados

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão:

  • Complexo soja: US$ 3,78 bilhões (+16,4%), 31,4% do total
  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (+22,5%), 22,5% do total
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (-1%), 10,5% do total
  • Café: US$ 1,12 bilhão (-0,2%), 9,3% do total
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,35 milhões (-4,2%), 7,1% do total

Além desses produtos tradicionais, itens com alto potencial de diversificação também apresentaram recordes:

  • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
  • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
  • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

Ministério destaca trabalho de ampliação de mercados

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado reflete a combinação entre aumento da produção e políticas de acesso a mercados internacionais. “O Brasil caminha para safras recordes e produção crescente de proteínas animais, fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado global”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acrescentou que a diversificação de mercados é fruto de uma agenda contínua de negociações. “Foram nove novas aberturas de mercado em fevereiro e 544 desde 2023, ampliando oportunidades de comércio e consolidando a posição do Brasil como fornecedor confiável”, destacou.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Exportação

Receita Federal atualiza Manual de Exportação após criação de imposto sobre petróleo e diesel

A Receita Federal do Brasil atualizou o Manual de Exportação para incluir as mudanças relacionadas à incidência do Imposto de Exportação (IE) sobre petróleo bruto e óleo diesel. A atualização reflete as novas regras estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.340 de 2026, publicada em 12 de março.

Com a alteração, o tributo — historicamente aplicado apenas em situações específicas — passa a atingir também produtos estratégicos do setor energético, ampliando o alcance da tributação sobre exportações brasileiras.

Novas alíquotas para petróleo e diesel

De acordo com as regras atualizadas, o Imposto de Exportação passa a incidir sobre duas categorias de produtos:

  • Óleos brutos de petróleo (NCM 2709.00): alíquota de 12%
  • Óleo diesel (NCM 2710.19.21): alíquota de 50%

No caso do diesel, a cobrança está vinculada ao período de vigência do programa de subvenção econômica ao combustível, previsto na própria medida provisória.

Mudanças no processo da DU-E

A atualização também traz ajustes operacionais no sistema de comércio exterior brasileiro. Com a integração da Declaração Única de Exportação ao módulo de Tratamento Tributário (TT), o cálculo do imposto será realizado automaticamente no momento do registro da operação.

O manual orienta que os exportadores observem alguns pontos essenciais durante o processo.

Base de cálculo

A base utilizada corresponde ao Valor da Mercadoria no Local de Embarque (VMLE), parâmetro que define o valor da carga no momento da saída do território nacional.

Taxa de câmbio aplicada

Para conversão cambial, será considerada a taxa de compra do dia útil imediatamente anterior ao registro da DU-E.

Pagamento do imposto

O recolhimento deverá ser feito por meio de DARF, que deve ser anexado à declaração no sistema eletrônico.

Embora o prazo para pagamento seja de até 15 dias, o embarque da mercadoria só será autorizado após a comprovação do recolhimento do imposto.

Manual atualizado para operadores de comércio exterior

A Receita Federal recomenda que exportadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior consultem a versão atualizada do Manual de Exportação, que reúne orientações detalhadas, procedimentos operacionais e a fundamentação legal das novas regras.

Segundo o órgão, a atualização faz parte do esforço para manter os sistemas e orientações alinhados às mudanças normativas, garantindo segurança jurídica e maior eficiência nos processos aduaneiros brasileiros.

👉 [Acesse aqui a página do Imposto de Exportação no Manual de Exportação]

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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