Economia, Exportação, Investimento

China libera 183 empresas do Brasil para exportar café após tarifaço dos EUA

O interesse de investidores chineses pelo Brasil está em expansão e ganha novos contornos, o país asiático vem ampliando sua presença tanto em grandes projetos de infraestrutura quanto em setores voltados ao mercado interno, como consumo e serviços, ao mesmo tempo em que enfrenta tensões com os Estados Unidos, presididos por Donald Trump, em seu segundo mandato.

Segundo dados do Banco Central, apenas no primeiro semestre de 2025 os investimentos diretos chineses em participação de capital no Brasil somaram US$ 379 milhões, superando qualquer resultado anual desde 2018. Embora os números oficiais coloquem a China como a décima maior investidora, especialistas alertam que parte relevante do capital chega por meio de países intermediários, como Holanda e Luxemburgo. “Não necessariamente os números oficiais refletem o volume de atividade que vemos de empresas chinesas, porque, muitas vezes, o investimento não vem diretamente da China”, explica Stephen O’Sullivan, especialista em Societário e M&A do escritório Mattos Filho. Ele destaca o crescimento da procura de grupos chineses e cita operações recentes em mineração e petróleo.

A diversificação é visível. No setor de infraestrutura, projetos de peso estão em curso: a CRRC, fabricante de trens, abrirá fábrica em Araraquara (SP) e assinou contrato para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo. A CCCC (China Communications Construction Company) é apontada como interessada no leilão do túnel Santos-Guarujá, enquanto a State Grid lidera obras de transmissão elétrica de R$ 18 bilhões e a Cofco instala terminal de grãos no Porto de Santos. Além disso, chineses miram portos e ferrovias estratégicas, com atenção especial ao megaterminal Tecon 10.

O movimento também atinge o mercado interno. Empresas como a Shein, Meituan e a rede de bebidas Mixue indicam o avanço chinês em consumo, delivery e serviços, áreas menos dependentes de licenciamento e regulação. “Temos uma população cada vez mais de classe média e consumidora, com interesse em tecnologia. É um mercado interessante para empresas chinesas”, afirma O’Sullivan. Fabiana D’Atri, economista da Bradesco Asset Management e diretora do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), acrescenta que o fluxo cresce à medida que os chineses conhecem melhor os riscos e oportunidades do país.

O fortalecimento dos laços bilaterais também tem dimensão geopolítica. O Brasil, membro fundador do Brics, discute adesão à Iniciativa Cinturão e Rota e firmou recentemente um megaprojeto ferroviário ligando o Atlântico ao Pacífico. Para analistas do Deutsche Bank, a aproximação com Pequim pode ter influenciado a decisão de Trump de aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, em meio à estratégia dos EUA de conter a expansão chinesa.

Especialistas ressaltam, contudo, que o investidor chinês mantém cautela diante de volatilidade cambial, juros elevados e complexidade regulatória no Brasil. Ainda assim, a conjunção de crescimento econômico, abundância de recursos naturais — incluindo as “terras raras”, essenciais para alta tecnologia — e mercado consumidor em expansão reforça a atratividade brasileira para o capital da China.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação, Tributação

Impacto de tarifaço no lucro da ArcelorMittal pode chegar a US$ 150 milhões

A ArcelorMittal elevou sua estimativa sobre o impacto financeiro das tarifas dos Estados Unidos, e agora espera que as alíquotas reduzam seu lucro operacional em US$ 150 milhões este ano, acima dos US$ 100 milhões previstos em fevereiro. A segunda maior siderúrgica do mundo está respondendo às medidas com um aprofundamento de sua produção nos EUA, disse o diretor financeiro da ArcelorMittal, Genuino Christino, nesta quinta-feira (31). “O que fornecemos do Canadá para os EUA é material de alto valor agregado que não pode ser facilmente substituído”, disse Christino em entrevista. “Nosso foco é trabalhar com os clientes para garantir que possamos continuar a fornecer, proteger a participação no mercado e ainda obter uma margem.” A empresa está buscando várias opções, incluindo estender as tarifas aos clientes e cortar custos, ele acrescentou.

A ArcelorMittal também está se movimentando para expandir sua presença nos EUA. Em junho, a empresa finalizou a aquisição da participação de 50% da Nippon Steel na joint venture Calvert, assumindo o controle total da instalação localizada no Alabama. Christino disse que o acordo está prestes a transformar a presença do grupo no mercado.

FONTE: CNN Brasil

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Economia

Ibovespa cai e dólar sobe com reação do mercado ao tarifaço

Na Europa, os principais índices fecharam em queda. Já na Ásia, as bolsas oscilaram.

O mercado financeiro avalia, nesta quinta-feira (31), os efeitos do tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump ao Brasil. O dólar oscila durante todo o dia. No começo da tarde, operava em leve alta de 0,03%, cotado aos R$ 5,59. Já o Ibovespa caia 0,57%, aos 133.229 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam em queda:

  • Stoxx 600: queda de 0,71%, aos 546,34 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): queda de 0,08%, aos 9.130,04 pontos;
  • DAX (Frankfurt): queda de 0,81%, aos 24.065,47 pontos;
  • CAC 40 (Paris): queda de 1,14%, aos 7.771,97 pontos;

Na Ásia, os principais índices oscilaram:

  • Nikkei 225 (Tóquio): alta de 1,1%, para 41.069,82 pontos;
  • Kospi (Seul): queda de 0,3%, para 3.245,44 pontos;
  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 1,5%, para 24.803,18 pontos;
  • Xangai Composto (Xangai): queda de 1,2%, para 3.573,21 pontos;
  • S&P ASX 200 (Austrália): queda de 0,2%, para 8.742,80 pontos;
  • Taiex (Taiwan): alta de 0,3%, para 23.542,52 pontos;
  • BSE Sensex (Índia): alta de 0,2%, para 81.642,81 pontos.

Impacto para os setores

Quase 60% dos produtos brasileiros ainda serão taxados em 50% quando entrarem nos Estados Unidos, se não houver acordo. A medida assinada pelo presidente Donald Trump afeta produtos como o café, frutas, pescado e carne bovina.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, o Cecafé, Marcos Matos, disse, em entrevista ao CBN São Paulo, que as negociações continuam em andamento.

Ele ressaltou que, apesar das tarifas, uma queda do preço do café no mercado interno não deve acontecer no momento. Marcos Matos explica que isso depende de outros fatores:

“O mercado já começou a trabalhar. As tarifas são só mais um item dessa equação, mais uma variável – ela é incerta porque, a todo momento, também as condições mudam, os acordos comerciais com cada país mudam. Continuamos a trabalhar para que a gente consiga colocar o produto na lista de exceções, mas sempre buscando o diálogo entre os dois países que é primordial também”, afirmou.

O setor de pescados também ficou de fora da lista de exceções. Em entrevista ao Jornal da CBN, o diretor-executivo da ABIPESCA, Jairo Gund, explicou que as exportações serão inviáveis para o mercado americano.

“Estamos vivendo talvez o momento mais sensível da história recente do nosso setor. E, agora, a gente fica numa situação onde temos a perda total de de competitividade, comparado com os nossos principais concorrentes externos. Fica completamente inviável. Já estava tendo retenções de embarque pelo receio da confirmação da entrada em vigor -que se confirmou na data de ontem. Agora, nós teremos um impacto severo na redução da produção primária”, explica.

Os mercados caribenho e asiático, que são os concorrentes, também foram tarifados, mas em taxas menores do que a do Brasil.

Uma situação similar atinge o setor de carnes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a carga tributária total ultrapassaria os 76%, dificultando o processo. A Abiec afirmou em nota que ainda busca uma negociação com os importadores norte-americanos e com o governo brasileiro.

A tarifa também afetará a competitividade dos derivados de cacau brasileiro e pode gerar riscos fiscais e operacionais para o setor. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, os Estados Unidos responderam por 18% do valor total exportado pelo Brasil.

A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados ainda acompanha o desdobramentos de negociações entre os dois países.

Em relação ao setor do Alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio estima um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para o setor. De acordo com a Abal, as tarifas também ameaçam a cadeia de reciclagem.

Fonte: CBN

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Economia

Brasil tem 2ª maior taxa de juros real no mundo com Selic a 15%; veja lista

Copom manteve taxa básica no maior patamar desde 2006

Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%, em decisão divulgada nesta quarta-feira (30). É o que mostra um levantamento da consultora econômica MoneYou, que leva em consideração 40 países das Américas, África, Ásia, Europa e Oceania.

A taxa básica real do país é de 9,76%, atrás apenas da Turquia, a 10,88%. No mês passado, esses números eram, respectivamente, 9,53% e 14,44%.

O que são juros reais?

Os juros reais são a diferença entre a taxa nominal e a inflação, e, mais do que a taxa bruta, é o número que de fato afeta a economia.

O cálculo considera tanto a inflação quanto os juros futuros, estimados pelo mercado para 12 meses à frente, já que a tendência futura dessas duas variáveis é o que realmente influencia no andamento da economia e nas decisões do BC para a Selic.

Para a taxa brasileira, a metodologia usou a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado e coletada pelo Boletim Focus, que é de 4,53%.

Também foi considerada a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses, aproximadamente, no vencimento mais líquido, em julho de 2026.

Selic segue em 15%

Por volta das 18h30 desta quarta, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) confirmou o encerramento do ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa no patamar de 15% ao ano, o mais elevado desde 2026.

O voto foi unânime pela manutenção dos juros, movimento que veio em linha com a ampla expectativa do mercado.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Informação, Tributação

Banco Central interrompe ciclo de alta dos juros e mantém Selic em 15% ao ano

Após 10 meses subindo juros, diretores do Copom decidiram, de forma unânime, encerrar ciclo; é o maior nível da Selic desde 2006.

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (30), de forma unânime, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Com a decisão, o BC interrompe o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

A expectativa predominante entre analistas financeiros indicava estabilidade no patamar atual — o maior desde 2006.

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

Na reunião anterior, o comitê já havia demonstrado inclinação para pausar o aperto monetário. Mas reforçou o compromisso com a estabilidade dos preços.

Os diretores destacaram a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período prolongado”, diante da resiliência da inflação, da atividade econômica aquecida, de pressões sobre salários e expectativas desancoradas.

O que é a Selic?

A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico.

Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribuindo para a redução da inflação.

Como você comentou sobre a taxa de juros, vamos aprofundar um pouquinho sobre isso,Play Video

Banco Central deve manter juros em 15%, e economista critica: ‘É uma taxa de agiotagem’por EconomiaPlayVoltar 10 segundosAvançar 10 segundosMudo.

Superquarta no Brasil e nos EUA

O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos.

O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve sua taxa no intervalo entre 4,25% e 4,5%.

No final de 2024, em resposta à valorização do dólar e ao avanço inflacionário, o Banco Central brasileiro intensificou os ajustes na Selic com o objetivo de conter o consumo e pressionar os preços para baixo.

Histórico

Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.

Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.

Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.

Fonte: R7

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Economia

Economia melhora, e Argentina reabre mercado para o Brasil

A ligeira melhora econômica obtida pelo governo do presidente Javier Milei e a valorização – em alguma medida artificial – do peso têm impulsionado a retomada das exportações brasileiras para a Argentina. O movimento traz alento ao setor externo brasileiro, que sofre com preços mais baixos de commodities e incerteza nas relações comerciais com os Estados Unidos.

As exportações para a principal economia do planeta vinham crescendo nos últimos anos – ainda que longe de ameaçar a liderança da China -, mas devem sofrer um baque com o cada vez mais provável início das tarifas de 50% para produtos brasileiros anunciado pelo presidente Donald Trump. Embora a pauta de exportação brasileira para ambos os países tenha perfil menos dominado por commodities e com maior presença de produtos de maior valor agregado, economistas se dividem sobre a capacidade do vizinho de absorver parte da produção normalmente dirigida aos EUA.

Entre janeiro e junho, as exportações à Argentina somaram US$ 9,120 bilhões, alta de 55,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados compilados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Com isso, o país assegura o posto de terceiro principal destino dos produtos brasileiros, que chegou a ser ameaçado em 2024 pela Holanda.

Confira abaixo as exportações Brasileiras para a Argentina de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras à Argentina | 2022 – 2025 | TEU

A recuperação das compras pela Argentina é algo que já era perceptível desde o fim do ano passado, nota Gabriela Faria, economista da Tendências Consultoria. “O perfil das nossas exportações segue parecido: veículos de passeio, partes e acessórios para veículos, produtos industriais, máquinas elétricas e outros itens relacionados à indústria de transformação, como plástico”, explica.

Individualmente, a categoria veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios lidera o crescimento das exportações em valor, com crescimento de 121,8% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2024, segundo dados da Secex.

Já de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos ao vizinho cresceram 59,8% nos seis primeiros meses do ano, para 264 mil. Já a participação da Argentina no total exportado quase dobrou, de 34% para 60%. É também o patamar mais alto desde 2018 (68%).

“O câmbio argentino se valorizou muito no período, prejudicou a competitividade do produto de lá. Como as montadoras que atuam aqui e lá são as mesmas, existe uma estratégia de exportar a partir do Brasil, inclusive para lá”, diz Lia Valls, coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do FGV Ibre.

Desde dezembro de 2023, quando Milei assumiu a Presidência, o peso acumula valorização nominal de 54,8%. De lá para cá, a política de choque econômico também começa a render frutos. Após contrair 1,7% em 2024, o PIB do país cresceu 0,8% no primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior, e 5,8% ante igual período de 2024.

Segundo analistas, a recuperação das compras argentinas foi puxada principalmente pela forte expansão do consumo das famílias e dos investimentos, que também levou as importações a um salto: alta de 42,8% no período.

Outro fator que tem ajudado o exportador brasileiro é a derrubada de barreiras não tarifárias, como licenças de importação e restrições a pagamentos, nota o ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da consultoria BMJ, Welber Barral.

“Era algo muito complicado. Já recebi ligação de cliente meu dizendo que esperava há 12 meses autorização para receber pagamento por parte do banco central argentino”, conta.

A situação agora é outra, continua. As reclamações são cada vez menos numerosas, e a recuperação econômica também tem despertado o interesse de empresas brasileiras em investir no vizinho. Barral cita a aprovação recente do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI) – que busca dar segurança ao investimento estrangeiro e também benefícios fiscais, aduaneiros e cambiais – como fator que tem ajudado a aumentar o interesse em se instalar por lá, em especial por empresas do setor agrícola e de mineração.

Outro setor que tem se beneficiado dessa retomada foi o de máquinas. Segundo dados da Abimaq, houve crescimento de 55,3% das vendas do setor nos seis primeiros meses, totalizando US$ 760,2 milhões.

“Todos os setores tiveram crescimento das compras argentinas, exceto máquinas para petróleo e energia renovável”, nota a diretora-executiva de Mercado Externo da Abimaq, Patricia Gomes.

A Argentina é o segundo maior comprador do setor representado pela Abimaq, com 13,4% das exportações, atrás apenas dos Estados Unidos. Para Gomes, os sinais são positivos, mas uma recuperação maior ainda precisa ser encarada com cautela.

“O cenário agora é diferente, existe mais concorrência, principalmente por parte dos países asiáticos. Além disso, o cenário internacional não ajuda, já que este é um setor muito sensível a problemas de confiança sobre a economia”, diz.

Para Livio Ribeiro, sócio da consultoria BRGC e pesquisador do FGV Ibre, a recuperação das vendas à Argentina ocorre mais por conta da base de comparação ruim. “Ano passado foi catastrófico do ponto de vista do crescimento econômico. Esse ano, com a melhora do ambiente econômica, sistema de preços funcionando, a economia pega no tranco”, diz. As vendas ao país vizinho seguem distantes do pico mais recente, em 2011, quando o Brasil exportou US$ 22,7 bilhões para lá.

A retomada do parceiro do Mercosul, por outro lado, pode ajudar o Brasil na dura tarefa de redirecionamento das exportações tradicionalmente destinadas aos Estados Unidos, mas que devem sofrer com a possível chegada do tarifaço promovido por Donald Trump.

“Não é exatamente a mesma cesta – os EUA compram muito avião, por exemplo, que não serão comprados pela Argentina. Mas ambos têm um perfil similar no sentido de que importam bens industriais, muito comércio intrafirma. É muito diferente da pauta média brasileira de exportação, concentrada em commodities”, explica Ribeiro. “Então a Argentina é um candidato mais adequado que outros parceiros para esse redirecionamento.”

Já a diretora da Abimaq é mais cética quanto a essa possibilidade. “É um mercado natural, já que faz parte do Mercosul. As empresas que começam a exportar naturalmente olham a América do Sul e Argentina. Só que não é uma mudança fácil nem rápida de se processar”, diz. “Muitas empresas são de capital americano e produzem aqui de olho no mercado americano. Além disso, as empresas podem fazer muitas exigências de ordem técnica, o que dificulta o processo.”

Barral também vê um potencial pequeno nesse sentido. “Em vários produtos que o Brasil exporta para os EUA – frutas, grãos, carnes -, a gente compete com a Argentina. Além disso, o mercado argentino é muito menor que o americano”, sintetiza.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças

Alckmin: Governo trabalha pela diminuição da alíquota para todos

Vice-presidente relata avanço nas discussões com bigtechs sobre inovação tecnológica, segurança jurídica e regulação.

O governo está empenhado em evitar que os EUA apliquem uma tarifa totalmente injustificada de 50% sobre produtos brasileiros, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista coletiva concedida no fim da tarde desta terça-feira (29/7), em Brasília.

“Nós estamos trabalhando para que a diminuição da alíquota seja para todos. Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador. Você tem uma balança comercial superavitária”, afirmou.

Alckmin voltou a citar dados do comércio e dos interesses entre os dois países, afirmando que há muito mais convergência do que divergência. “Então, não há razão para ter essa questão tarifária. Isso parece totalmente equivocado”.

Durante o dia, o ministro teve mais três reuniões dentro da série de conversas que o MDIC e outros ministérios vêm realizando, no âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, desde que o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a possibilidade de impor tarifas de 50% os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Um dos encontros desta terça foi com representantes de grandes empresas do setor de tecnologia, como Meta, Google e Apple. Segundo Alckmin, o governo propôs uma mesa de trabalho para debater pautas de interesse das companhias, que incluem ambiente regulatório, inovação tecnológica, oportunidade econômica e segurança jurídica.

“Essa questão de regulamentação de bigtechs, de redes sociais, está em discussão no mundo. Então, vamos aprender. Onde é que já foi implementado?  O que deu certo? O que levou à crítica? Nós não devemos ter muita pressa nisso. Eu acho que a gente deve verificar a legislação comparada e ouvir, ouvir e dialogar”, afirmou o ministro.

O setor de data center foi apontado por Alckmin como oportunidade econômica para fortalecer parceria comercial entre os dois países.

“O Brasil vai ser campeão de data center. Nós temos energia mais barata, energia renovável, especialmente eólica e solar, e energia abundante. Você tem muitas oportunidades e segurança jurídica”, garantiu. A convite do governo brasileiro, a reunião também contou com a participação de representante da Secretaria de Comércio dos Estados Unidos.

Ceará e Rio de Janeiro

Alckmin também se reuniu com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e empresários do estado; e com dirigentes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), entre eles o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano Alves.

Desde o anúncio da possível imposição de tarifas ao Brasil, o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais tem se reunido com representes de todos os setores produtivos potencialmente afetados pela medida. Foram 25 reuniões envolvendo mais de 120 empresas/entidades, com quase 200 representantes empresariais e dos trabalhadores.

Questionado na coletiva sobre eventual plano de contingência para apoiar empresas que possam ser atingidas pelo tarifaço, o vice-presidente reiterou que o Brasil continua trabalhando para evitar que a taxação seja consumada.

 “O Brasil tem estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. O plano de contingência, que está sendo bem trabalhado, só deve ser discutido se consumada a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer, vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra”, garantiu.

Fonte: MDIC.gov

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Economia

Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda após acordo tarifário entre EUA e União Europeia

O dólar fechou em alta de 0,54% segunda-feira (28), cotado a R$ 5,592, um dia depois dos Estados Unidos e da União Europeia chegarem a um acordo sobre tarifas de importação. Essa é a maior cotação para a moeda desde abril deste ano.

A pauta comercial ditou os negócios globalmente. Por aqui, o mercado monitorou os esforços do Brasil para evitar a ameaça tarifária do presidente Donald Trump, mas ainda não há sinais de que o lado norte-americano está disposto a negociar.

Pressionada pela percepção de risco sobre o Brasil, a Bolsa fechou em forte queda de 1,04%, a 132.129 pontos.

Estados Unidos e União Europeia concordaram em estabelecer tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco, mesma taxa acordada com o Japão na semana passada.

Segundo o presidente dos EUA, a UE gastará US$ 750 bilhões adicionais em produtos do setor de energia dos EUA, investirá US$ 600 bilhões no país e comprará “uma enorme quantidade” de equipamentos militares americanos, no valor de “centenas de bilhões de dólares”, como parte do acordo.

Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a taxa básica de 15% deve ser aplicada a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos, e que uma tarifa zero por zero foi estabelecida para certos produtos estratégicos, como aeronaves e peças de aeronaves, químicos e medicamentos genéricos. Nenhuma decisão foi tomada sobre vinhos e bebidas alcoólicas ainda.

O acordo é, de certa forma, uma vitória para Trump, avalia Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. “Ele está conseguindo concessões importantes para os Estados Unidos, como abertura de mercados externos, acordos ou promessas de investimentos no país e ainda tarifas de importação a um nível bem mais alto do que o observado antes”, afirma.

Da ótica dos mercados, o entendimento encerra, ao menos por ora, uma novela que inspirou cautela globalmente. Grandes parceiros comerciais e duas das maiores potências econômicas do mundo, EUA e UE estavam em negociação sobre as tarifas desde o “dia da libertação”, em 2 de abril, quando o tarifaço empurrou os mercados financeiros para uma queda livre.

Se não chegassem a um acordo até 1º de agosto, Trump afirma que os produtos do bloco seriam taxados em 30%. A resolução deixa os mercados menos apreensivos, especialmente sobre os ativos norte-americanos: o dólar vinha se enfraquecendo nos últimos meses diante da perspectiva de que os EUA seriam os principais prejudicados por uma guerra comercial global.

Com o entendimento, o índice DXY, que compara a força do dólar em relação a seis outras moedas fortes, saltou 1,04%, a 98,65 pontos.

Para o Brasil, porém, não há muito espaço para otimismo. O prazo para negociar as sobretaxas de 50% a produtos brasileiros também é 1º de agosto, mas os canais de comunicação dos Estados Unidos estão, até agora, fechados.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado dialogar com os norte-americanos há semanas e, a poucos dias do prazo, afirma que seguirá apostando na saída diplomática. O chanceler Mauro Vieira estará em Nova York nesta semana para uma conferência da ONU e já sinalizou disposição para viajar à capital Washington, caso o governo Trump queira sentar à mesa para negociar.

O próprio presidente Lula fez um apelo nesta segunda para que Trump “reflita sobre a importância do Brasil”.

“Espero que o presidente dos Estados Unidos resolva fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Tem, sente numa mesa, coloque a divergência do lado e vamos tentar resolver”, afirmou em discurso durante cerimônia da inauguração de usina termelétrica a gás natural no Rio de Janeiro.

Mas, ao que parece, há pouco espaço para um entendimento. Um funcionário da Casa Branca com acesso às tratativas ligadas às tarifas afirmou à Folha de S.Paulo na sexta-feira (25) que o governo Trump avalia não ter recebido engajamento relevante ou propostas significativas por parte do Brasil para negociar os tributos.

Membros do governo brasileiro viram nessa afirmação dois possíveis indicativos: o de que os americanos preparam a narrativa para culpar o governo Lula pela imposição das tarifas e um sinal de que Trump indica querer tratar mesmo de questões não comerciais, mas políticas -o que a gestão brasileira rechaça.

Na carta endereçada ao presidente Lula em 9 de julho, Trump atribuiu a decisão de elevar a tarifação do país, “em parte”, ao que vê como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também citou “centenas de ordens” judiciais que censurariam a liberdade de expressão.

Auxiliares de Lula ressaltam que não haverá concessão na parte política ligada ao tarifaço. O Brasil quer levar a conversa ao campo comercial.

Mas, segundo a agência de notícias Bloomberg, o governo Trump está preparando uma nova declaração como base legal para impor tarifas sobre o Brasil. O presidente republicano tem usado esse mecanismo para justificar seu tarifaço global, mas ainda não há detalhes do texto.

Trump também citou ter déficit com o Brasil, o que é incorreto, porque os EUA têm superávit com o país, então os americanos devem buscar alguma justificativa, fora da política, para deixar o decreto mais robusto.

“Agora, o Brasil entra no radar de Washington e uma nova tarifa de até 50% pode ser anunciada a partir de 1º de agosto. A medida, vista como retaliação política, eleva o grau de incerteza sobre o câmbio e as exportações brasileiras”, diz Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

Fora do âmbito comercial, os mercados também avaliarão as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos na quarta-feira. A expectativa é que tanto o BC (Banco Central) quanto o Fed (Federal Reserve) mantenham suas taxas.

Fonte: Folha de São Paulo

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Plano de contingência sobre tarifas dos EUA já foi apresentado a Lula

Segundo Haddad, o Brasil não sairá da mesa de negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (28) o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% aos produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, disse nesta noite o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reiterou que o Brasil não pretende sair da mesa de negociações e continuará a dar prioridade ao diálogo para tentar reverter a medida.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa, prevista para a próxima sexta-feira (1º).

“Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a decisão dos Estados Unidos no dia 1º. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou Haddad, que não adiantou detalhes sobre o plano de socorro.

Apesar da apresentação do plano de contingência, Haddad informou que a prioridade do governo brasileiro continua a ser o diálogo com os Estados Unidos. Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo brasileiro está tendo diálogos “com reserva” com o governo estadunidense.

“Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, afirmou Haddad, em entrevista a jornalistas ao deixar o ministério na noite desta segunda.

O ministro da Fazenda afirmou que Alckmin está em “contato permanente e à disposição permanentemente” das autoridades estadunidenses. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos vai tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, reiterou Haddad.

Fonte: Agencia Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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