Economia

Margem Equatorial pode gerar bilhões em PIB, empregos e royalties no Brasil

A exploração de petróleo na Margem Equatorial tem potencial para acrescentar bilhões de reais à economia brasileira, ampliar a produção nacional de óleo e transformar a arrecadação dos seis estados abrangidos pela região.

Com cerca de 2.200 quilômetros de extensão, a área se estende do extremo norte do Amapá ao litoral do Rio Grande do Norte e é considerada uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo e gás natural no país, em uma região frequentemente comparada ao pré-sal.

Estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam para um potencial de até 30 bilhões de barris de petróleo.

Produção pode adicionar R$ 175 bilhões ao PIB

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que uma eventual produção na Margem Equatorial poderá acrescentar até R$ 175 bilhões ao PIB brasileiro.

O levantamento também estima a criação de aproximadamente 495 mil empregos formais e a geração de R$ 11,2 bilhões em impostos indiretos.

A consultoria Oxford Economics, por sua vez, projeta que a produção brasileira de petróleo poderia avançar dos atuais 3,8 milhões de barris por dia para cerca de 5 milhões de barris diários com o desenvolvimento de novas reservas.

Atualmente, Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia lideram a produção mundial, com cerca de 13 milhões, 9,9 milhões e 9,7 milhões de barris por dia, respectivamente.

Petrobras amplia investimentos na região

O potencial da Margem Equatorial brasileira ganhou novo destaque após a Petrobras identificar hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas da Bacia da Foz do Amazonas.

A descoberta confirma a presença de petróleo ou gás natural nas formações avaliadas, mas ainda não determina se existem reservas em quantidade suficiente para justificar uma produção comercial.

A Petrobras planeja investir US$ 3 bilhões na Margem Equatorial nos próximos cinco anos e prevê a perfuração de 15 poços.

A estratégia ganhou relevância diante da expectativa de que a produção do pré-sal alcance seu pico entre 2030 e 2032, aumentando a necessidade de buscar novas áreas produtoras.

Atualmente, a indústria de óleo e gás responde por aproximadamente 17% do PIB industrial brasileiro, enquanto os investimentos previstos para o setor chegam a cerca de US$ 165 bilhões.

Quanto a Margem Equatorial pode movimentar nos estados

O Observatório Nacional da Indústria (ONI) criou um simulador para estimar os efeitos econômicos da produção na região. A ferramenta considera variáveis como volume produzido, cotação do petróleo e taxa de câmbio.

Em uma hipótese de produção de 300 mil barris por dia em cada estado, com o barril cotado a US$ 80,20 e o dólar a R$ 5,20, o valor anual da produção chegaria a aproximadamente R$ 45 bilhões por unidade da federação.

Nesse cenário, o impacto estimado sobre o PIB seria próximo de R$ 34 bilhões em cada estado:

  • Ceará: R$ 34,005 bilhões;
  • Maranhão: R$ 33,846 bilhões;
  • Rio Grande do Norte: R$ 33,686 bilhões;
  • Amapá: R$ 33,490 bilhões;
  • Piauí: R$ 33,377 bilhões;
  • Pará: R$ 33,257 bilhões.

A projeção de geração de empregos varia entre 155.632 postos no Pará e 170.520 no Ceará. O Maranhão aparece com 170.390 empregos, seguido por Rio Grande do Norte, com 163.424; Amapá, com 162.261; e Piauí, com 158.997.

Na arrecadação de tributos indiretos, os valores projetados ficam entre R$ 1,901 bilhão no Amapá e R$ 2,022 bilhões no Ceará.

Impacto econômico será diferente em cada estado

Embora o impacto nominal estimado sobre o PIB seja semelhante entre os estados, o peso da atividade petrolífera muda de acordo com o tamanho de cada economia.

No Amapá, por exemplo, o valor adicionado bruto projetado pelo simulador representa um impacto equivalente a 193,5% da base de comparação estadual. O valor bruto da produção teria efeito de 296,3%, enquanto os tributos indiretos alcançariam 162,2%.

Nos estados com economias maiores, os efeitos relativos são menores. O impacto sobre o valor adicionado bruto é estimado em:

  • Piauí: 66,8%;
  • Rio Grande do Norte: 49,6%;
  • Maranhão: 37,8%;
  • Ceará: 22,3%;
  • Pará: 19,3%.

O mesmo ocorre com o mercado de trabalho. O impacto estimado sobre o emprego total chega a 44,6% no Amapá, enquanto fica em cerca de 11% no Piauí e no Rio Grande do Norte, 6,7% no Maranhão, 4,1% no Ceará e 4% no Pará.

Royalties podem alcançar R$ 6,85 bilhões por bloco

A futura produção também pode ampliar significativamente as receitas públicas por meio de royalties do petróleo e outras compensações.

Segundo as simulações do ONI, uma concessão com alíquota de 5% de royalties poderia gerar R$ 2,283 bilhões por ano. Com uma taxa de 10%, o valor subiria para R$ 4,567 bilhões.

Em um cenário de partilha com percentual de 15%, a arrecadação anual chegaria a R$ 6,850 bilhões para um único bloco.

O estudo também estima R$ 5,023 bilhões em participação especial, mecanismo de compensação financeira aplicado a campos com grande produção ou elevada rentabilidade, considerando um cenário de concessão com percentual de 11%.

Há ainda uma estimativa de R$ 342,49 milhões destinados a pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), com base em uma alíquota de 0,75%.

A possibilidade de receitas bilionárias reforça a importância da gestão dos recursos. A CNI aponta desafios históricos em áreas como saneamento, educação, energia, transporte e conectividade nos estados da região, que precisarão ser considerados caso a produção avance.

Exploração ainda está longe da produção comercial

Apesar das projeções econômicas, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas ainda está em uma fase inicial.

A licença concedida pelo Ibama permite atualmente apenas atividades exploratórias. Caso sejam identificados volumes economicamente viáveis, a Petrobras precisará delimitar a descoberta por meio de novos poços e estudos capazes de determinar o tamanho e as características do reservatório.

Depois de uma eventual declaração de comercialidade, será necessário apresentar à ANP um Plano de Desenvolvimento em até 180 dias. O documento deverá detalhar os investimentos, equipamentos e etapas necessários para iniciar a produção.

O projeto também dependerá de um novo processo de licenciamento ambiental, já que a autorização atual não permite a instalação e a operação de um campo produtor.

Produção comercial pode levar até dez anos

A experiência de outros projetos de exploração em águas profundas indica que o período entre a perfuração exploratória e o início da produção pode levar sete a dez anos, caso o projeto avance em todas as etapas previstas.

Com isso, uma eventual produção comercial na Margem Equatorial poderia ocorrer apenas na próxima década, possivelmente até 2035.

Até lá, será necessário confirmar o tamanho das reservas, avaliar sua viabilidade econômica, definir os investimentos e superar as etapas regulatórias e ambientais.

A identificação de hidrocarbonetos representa, portanto, apenas o início do processo. O impacto bilionário projetado para a Margem Equatorial dependerá, em última análise, da transformação das descobertas em reservas comercialmente viáveis e da capacidade de desenvolver uma cadeia produtiva capaz de sustentar a futura produção.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Petrobras/Divulgação

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Economia

Real e peso mexicano atingem recorde de negociações nos Estados Unidos em 2026

O mercado de câmbio latino-americano registrou forte expansão no primeiro semestre de 2026. O CME Group, uma das maiores plataformas globais de derivativos financeiros, alcançou volume recorde nas negociações de contratos ligados ao real brasileiro e ao peso mexicano entre janeiro e junho.

Somadas, as operações movimentaram uma média diária de US$ 2,94 bilhões no período. O crescimento também apareceu no interesse em aberto, indicador que contabiliza os contratos mantidos pelos investidores e ainda não encerrados.

Segundo o CME Group, os resultados refletem a maior demanda por instrumentos de proteção cambial, especialmente para administrar a exposição às oscilações das moedas e os riscos associados aos mercados da América Latina.

Peso mexicano lidera volume de negociações

Os contratos futuros de peso mexicano concentraram a maior parte das operações. O volume médio diário chegou a US$ 2,2 bilhões, alta de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

O interesse em aberto desses contratos também avançou e ultrapassou US$ 6,2 bilhões, reforçando a maior participação dos investidores nos instrumentos de mercado futuro de moedas.

Futuros de real atingem maior nível da série histórica

Os contratos futuros de real brasileiro também apresentaram desempenho recorde. A média diária negociada alcançou US$ 740 milhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O interesse em aberto superou US$ 2,6 bilhões. As opções sobre o real registraram, por sua vez, o melhor primeiro semestre da série histórica da plataforma.

“Os números do primeiro semestre mostram que, à medida que o mercado latino-americano continua a crescer, os participantes buscam formas confiáveis e transparentes de gerenciar seus riscos”, afirmou Paul Houston, Global Head de Produtos de Câmbio do CME Group.

Segundo o executivo, os contratos negociados em bolsa vêm sendo utilizados como complemento às operações de mercado de balcão (OTC), por contribuírem para a redução de custos e para uma maior eficiência na gestão das operações.

NDFs ganham força no mercado de câmbio

Outro destaque no período foi a recuperação dos contratos a termo não entregáveis (NDFs) na plataforma EBS Market.

As negociações envolvendo conjuntamente real brasileiro, peso chileno, peso colombiano e sol peruano atingiram o maior volume médio diário desde 2023.

Para o Itaú Unibanco, a estrutura disponibilizada pelo CME Group amplia as alternativas de liquidez para instituições que negociam moedas latino-americanas.

A plataforma permite o acesso a liquidez internacional e também a ofertas de formadores de mercado e gestores de recursos com atuação nos mercados locais.

Itaú destaca acesso à liquidez global e local

Bernardo Gattass, Head de Volatility Trading do Itaú Unibanco, afirmou que a infraestrutura do CME Group permite aos clientes combinar diferentes fontes de liquidez sem a necessidade de estabelecer acordos bilaterais ISDA separados com contrapartes locais.

Na avaliação do executivo, a inclusão do CME Group entre os provedores de preços amplia as alternativas disponíveis para investidores institucionais, que passam a contar com uma base mais diversificada de liquidez.

CME Group reúne diversos mercados financeiros

O CME Group disponibiliza negociação de futuros, opções, ativos à vista e instrumentos de balcão. A oferta inclui produtos relacionados a juros, índices acionários, câmbio, criptomoedas, energia, agricultura e metais.

Os contratos futuros e as opções são negociados por meio da plataforma CME Globex. O grupo também opera a BrokerTec, especializada em renda fixa, e a EBS, voltada ao mercado cambial.

Além disso, a companhia mantém a CME Clearing, uma das principais estruturas de compensação central utilizadas pelo sistema financeiro internacional.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

BC vê recuo da inflação, mas alerta para impactos de choques do petróleo

O Banco Central (BC) sinalizou que poderá agir com firmeza caso os efeitos indiretos provocados pela alta volatilidade do petróleo se espalhem pela economia brasileira. O alerta consta na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na terça-feira (11).

A preocupação ocorre em meio às oscilações dos preços do petróleo provocadas pelo conflito militar no Oriente Médio, cenário que pode aumentar as pressões sobre a inflação.

Banco Central monitora efeitos sobre a inflação

Segundo o documento, os chamados choques de oferta têm influenciado tanto o comportamento recente dos preços quanto as perspectivas para a trajetória da inflação.

O Copom destacou que não pretende responder diretamente aos efeitos iniciais de eventos dessa natureza. No entanto, afirmou que acompanhará de perto os chamados efeitos de segunda ordem, que podem fazer com que o impacto dos choques se prolongue ou se espalhe por outros setores da economia.

Caso esses efeitos se concretizem, o Banco Central afirmou que estará disposto a reagir de maneira firme para evitar uma deterioração do cenário inflacionário.

Selic cai para 14% ao ano

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 14,25% para 14% ao ano.

Apesar da melhora observada no cenário econômico de curto prazo, o Banco Central não indicou previamente quais serão os próximos passos da política monetária.

A autoridade monetária reforçou, porém, que pretende manter um nível de restrição monetária considerado adequado para garantir a convergência da inflação à meta.

A avaliação indica que, embora os indicadores correntes tenham apresentado alguma melhora, o BC continua atento aos riscos externos e aos possíveis impactos dos preços do petróleo sobre a economia brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Reservas cambiais da China avançam em julho com dólar mais fraco e compras de ouro

As reservas cambiais da China registraram crescimento em julho, impulsionadas pela desvalorização do dólar no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o Banco do Povo da China (PBoC) deu continuidade à política de fortalecimento de suas reservas de ouro, completando 21 meses consecutivos de aquisições do metal.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (7), o volume de reservas internacionais passou de US$ 3,416 trilhões para US$ 3,419 trilhões, um acréscimo de aproximadamente US$ 2,51 bilhões.

Resultado supera expectativa do mercado

O desempenho ficou acima das projeções de economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que estimavam reservas em torno de US$ 3,406 trilhões para o período.

Segundo a autoridade chinesa responsável pela administração cambial, a valorização das reservas foi favorecida principalmente pelo enfraquecimento da moeda norte-americana e pelas oscilações nos preços dos ativos financeiros globais ao longo de julho.

China projeta estabilidade das reservas internacionais

O órgão também reiterou que espera manter as reservas cambiais em níveis estáveis no longo prazo, sustentadas pelo desempenho da economia chinesa e pela continuidade das políticas voltadas à estabilidade financeira.

A manutenção das compras de ouro reforça a estratégia do país de diversificar seus ativos internacionais e reduzir a dependência de moedas estrangeiras em suas reservas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Economia

Dólar fecha no menor nível em quase dois meses com alívio no cenário externo

O dólar encerrou a quinta-feira (30) em queda e atingiu o menor patamar em quase dois meses, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

O movimento também favoreceu o mercado financeiro doméstico, com forte valorização do Ibovespa, enquanto os preços internacionais do petróleo recuaram após investidores reduzirem parte das preocupações relacionadas às tensões no Oriente Médio.

Mercado reage à inflação dos Estados Unidos

O principal fator por trás da desvalorização do dólar foi a divulgação de novos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,2%.

O resultado reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma postura menos restritiva em relação aos juros nos próximos meses. Esse cenário costuma reduzir a força do dólar globalmente e favorecer ativos considerados mais rentáveis, como ações e moedas de países emergentes.

Além disso, operadores observaram maior ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, ampliando a oferta da moeda americana e contribuindo para a valorização do real.

Confira os principais indicadores do mercado

  • Dólar comercial: R$ 5,061 (-0,93%)
  • Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%)
  • Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
  • Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Real ganha força diante do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,061, acumulando queda de 0,93% no dia e alcançando o menor valor registrado em quase dois meses.

Outro fator que contribuiu para esse desempenho foi a maior procura de investidores internacionais por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas. Esse movimento aumenta a entrada de moeda estrangeira no país e fortalece o real frente ao dólar.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, também recuou 0,93%, influenciado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa avança quase 2%

O ambiente externo mais favorável impulsionou a Bolsa de Valores brasileira, que recuperou as perdas registradas na sessão anterior.

O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em alta:

  • Dow Jones: +1,19%
  • S&P 500: +1,67%
  • Nasdaq: +2,78%

No cenário doméstico, investidores também passaram a considerar a possibilidade de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante da desaceleração dos indicadores de inflação.

As maiores contribuições para a alta do índice vieram dos papéis dos setores bancário, petrolífero e de mineração.

Petróleo devolve parte da alta recente

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior.

O barril do Brent, referência global, caiu 1,37%, fechando cotado a US$ 86,88. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, os preços chegaram a subir em meio às novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. No entanto, ao longo do dia, o mercado reduziu o prêmio de risco após acompanhar negociações relacionadas ao Estreito de Ormuz e avaliar que, até o momento, não houve interrupção significativa no abastecimento mundial de petróleo.

Além do cenário geopolítico, investidores acompanham a reunião da Opep+, prevista para este domingo, quando o grupo poderá discutir ajustes nos níveis de produção da commodity.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Dólar fecha em R$ 5,12 e Bolsa avança após desaceleração da inflação no Brasil

O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, com alta de 0,20% frente ao fechamento anterior. O desempenho da moeda ocorreu em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou desaceleração dos preços e reforçou as expectativas de um novo corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, o cenário foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, manteve trajetória de alta ao longo do pregão e fechou valorizado em 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de atingir a máxima intradiária de 178.538 pontos.

Inflação mais baixa fortalece expectativa de redução dos juros

O principal fator que movimentou os mercados foi o resultado do IPCA-15 de julho, que registrou alta de apenas 0,06%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,52%, embora ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

O indicador é o último dado relevante antes da reunião do Copom, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será definida a próxima decisão sobre a Selic. A leitura mais favorável da inflação elevou as apostas de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Queda do petróleo influencia câmbio e reduz apoio ao real

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência global, recuou 4,41%, sendo negociado a US$ 82,08 para contratos de outubro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 4,06%, fechando a US$ 79,26 por barril.

A desvalorização da commodity ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas após o governo dos Estados Unidos sinalizar avanço nas negociações com o Irã, embora tenha mantido a possibilidade de retomar ações militares caso as conversas não avancem.

Banco Central anuncia rolagem de swaps cambiais

O Banco Central informou que iniciará, a partir de 5 de agosto, leilões para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em setembro.

Esse instrumento financeiro funciona como uma operação no mercado futuro que ajuda a reduzir oscilações cambiais, oferecendo proteção aos investidores e aumentando a liquidez em dólares.

Mercados internacionais acompanham balanços e setor de tecnologia

As bolsas asiáticas tiveram um dia de forte volatilidade. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a ter as negociações interrompidas após registrar forte queda, pressionado principalmente pelas ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix.

O setor global de tecnologia segue enfrentando incertezas diante do avanço de fabricantes chinesas de chips voltados à inteligência artificial, cenário que tem levado investidores a reverem expectativas para empresas do segmento.

Na Europa, os resultados financeiros de grandes companhias, como Mercedes-Benz, Barclays, Orange, Coca-Cola e Unilever, também influenciaram o desempenho dos mercados.

Temporada de balanços movimenta empresas na B3

A divulgação dos resultados corporativos também impactou as negociações na Bolsa brasileira.

A TIM Brasil informou lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço nos resultados, as ações da operadora encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, registrou lucro de R$ 1,6 bilhão, alta de 17% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos de telefonia móvel, fibra óptica, serviços digitais e soluções corporativas, mas os papéis também recuaram durante o pregão.

Já a Simpar apresentou receita líquida de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,8% em relação ao ano anterior. A holding de logística ainda reduziu sua alavancagem financeira ao menor nível desde sua abertura de capital, movimento que contribuiu para a valorização das ações.

Investidores aguardam decisão do Copom

Com a divulgação da prévia da inflação e o avanço da temporada de balanços, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, que poderá definir um novo ciclo de redução da taxa Selic. Até lá, indicadores econômicos, desempenho das commodities e o cenário internacional devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Antagonista

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Economia

Stablecoins dominam mercado de criptoativos e já representam cerca de 80% das operações no Brasil

As stablecoins consolidaram sua liderança no mercado brasileiro de criptoativos, respondendo por aproximadamente 80% do volume financeiro declarado à Receita Federal. Os dados fazem parte do levantamento baseado nas informações enviadas até dezembro de 2025 e reforçam a crescente preferência por ativos digitais com valor atrelado a moedas tradicionais, como o dólar e o real.

A partir de julho de 2026, as operações com criptoativos passam a ser reportadas por meio da DeCripto, obrigação acessória criada pela Instrução Normativa RFB nº 2.291/2025. A medida adequa o Brasil ao padrão internacional de transparência estabelecido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por meio do Crypto-Asset Reporting Framework (CARF).

Stablecoins movimentaram mais de R$ 1,1 trilhão

Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, a Receita Federal recebeu declarações que somam aproximadamente R$ 1,58 trilhão em operações de compra e venda dos principais ativos digitais.

Desse montante, cerca de R$ 1,13 trilhão corresponde às stablecoins, o equivalente a 71,7% do volume total negociado no período. Nos anos mais recentes, entretanto, essa participação tornou-se ainda mais expressiva, permanecendo acima de 80% em diversos meses de 2025.

O crescimento evidencia a consolidação desses ativos como principal instrumento de negociação dentro do mercado brasileiro de criptomoedas.

Crescimento acelerado começou em 2020

Até 2019, as stablecoins tinham participação discreta nas operações declaradas à Receita Federal. Esse cenário mudou rapidamente a partir de 2020, acompanhando a expansão do mercado de criptomoedas.

Em novembro de 2025, o volume mensal negociado atingiu o recorde de R$ 39,7 bilhões.

A participação das stablecoins no total de operações também apresentou forte evolução. O índice passou de apenas 3,5% em 2019 para 79,7% em 2022, alcançando 91,5% em 2023. Em julho daquele ano, elas chegaram a representar 94,3% de todo o volume mensal declarado.

Nos anos de 2024 e 2025, mesmo com a valorização de outros ativos digitais, a participação permaneceu elevada, oscilando entre 76% e 80%.

USDT lidera com quase 90% das negociações

Entre as principais stablecoins, a USDT (Tether) mantém ampla liderança no mercado brasileiro.

Segundo os dados da Receita Federal, o ativo respondeu por 88,7% de todo o volume declarado em stablecoins entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, movimentando aproximadamente R$ 1 trilhão.

Na sequência aparecem a USD Coin (USDC), com participação de 7,1%, e a Brazilian Digital Token (BRZ), responsável por 3,4% das operações e considerada a principal stablecoin vinculada ao real brasileiro.

Número de operações cresce em ritmo acelerado

O avanço das stablecoins também pode ser observado na quantidade de transações realizadas.

Durante o período analisado, foram registradas cerca de 185,7 milhões de operações de compra e venda envolvendo esses ativos. Em novembro de 2024 foi alcançado o maior volume mensal, com 18,2 milhões de negociações, enquanto o mercado de criptoativos como um todo contabilizou 31,9 milhões de operações.

Os números demonstram que, além de concentrarem a maior parte do volume financeiro, as stablecoins também passaram a liderar em quantidade de negociações realizadas no país.

Nova obrigação amplia fiscalização sobre plataformas estrangeiras

Uma parcela significativa das operações com criptoativos ocorre por meio de plataformas sediadas fora do Brasil. Com a entrada em vigor da DeCripto, essas empresas também passam a ter obrigação de prestar informações à Receita Federal quando oferecerem serviços ao mercado brasileiro.

A exigência está prevista na Instrução Normativa RFB nº 2.291/2025 e tem como base o artigo 44 da Lei nº 14.754/2023, que determina o compartilhamento de informações pelas empresas que operam com ativos digitais no país, independentemente de seu domicílio.

Além de ampliar a transparência do setor, a medida fortalece o monitoramento das operações e aproxima a regulamentação brasileira das práticas internacionais voltadas ao combate à evasão fiscal e ao aumento da segurança nas transações com ativos digitais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Economia

Dólar fecha no menor nível desde junho e Ibovespa dispara com apoio do petróleo e capital estrangeiro

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) em seu menor patamar de fechamento desde 2 de junho, refletindo um cenário favorável ao mercado brasileiro. A valorização do petróleo, o aumento do fluxo de investidores estrangeiros e a atratividade dos juros elevados no Brasil contribuíram para a desvalorização da moeda norte-americana.

O ambiente positivo também impulsionou o Ibovespa, que avançou mais de 2% e voltou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional.

Indicadores do mercado no fechamento

  • Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%)
  • Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%)
  • Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%)
  • Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%)
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 7,95%
  • Ibovespa em 2026: valorização de 10,19%

Fluxo estrangeiro fortalece o real

A moeda norte-americana registrou a terceira queda consecutiva, encerrando o dia cotada a R$ 5,053. Apesar de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força após a abertura da bolsa, acompanhando o desempenho positivo dos ativos brasileiros e de outras moedas de países emergentes. Entre os fatores que sustentaram o movimento está a entrada de recursos internacionais no mercado nacional, favorecida pelo diferencial entre os juros brasileiros e os praticados nos Estados Unidos.

Outro elemento relevante foi a valorização do petróleo, cujo barril voltou a se aproximar dos US$ 95. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, preços mais elevados tendem a melhorar as perspectivas para a balança comercial e aumentar a entrada de divisas no país.

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e com o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas, o mercado reagiu de forma limitada. Para os investidores, esses acontecimentos já estavam amplamente incorporados às expectativas.

Dados divulgados pelo Banco Central também reforçaram o cenário positivo. O fluxo cambial acumulado até julho apresentou saldo positivo de US$ 17,946 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento financeiro em relação ao mesmo período do ano passado.

Ibovespa interrompe sequência negativa

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira subiu 2,44% e fechou aos 177.547,57 pontos, alcançando o maior nível desde o último dia 10 e encerrando uma sequência de cinco pregões consecutivos de perdas. O avanço foi liderado pelas ações de empresas dos setores de mineração, petróleo e financeiro. Os papéis da Petrobras acompanharam a valorização da commodity no exterior: as ações ordinárias avançaram 2,39%, enquanto as preferenciais registraram alta de 2,21%.

Na avaliação de analistas, o retorno do capital estrangeiro à bolsa brasileira também foi favorecido pela busca de investidores por ativos considerados mais descontados em comparação ao mercado norte-americano, mesmo com os principais índices de Nova York fechando em queda.

Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram o quarto pregão consecutivo em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas principais rotas marítimas utilizadas para o transporte da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,36%, fechando cotado a US$ 94,07. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, registrou alta de 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83.

O mercado segue monitorando os riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, corredores estratégicos para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity, mesmo após os Estados Unidos informarem um aumento nos estoques de petróleo acima das expectativas.

Tags: dólar, dólar hoje, Ibovespa, mercado financeiro, petróleo Brent, petróleo WTI, fluxo cambial, Banco Central, Petrobras, economia brasileira

Fonte: Agência Brasil / Com informações da Reuters

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valter Campanato

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Economia

Economia da China cresce 4,7% no primeiro semestre e reforça metas do 15º Plano Quinquenal

A economia da China iniciou o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) mantendo um ritmo de crescimento considerado resiliente, mesmo diante das incertezas da economia global. Dados oficiais divulgados nesta quarta-feira mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês avançou 4,7% no primeiro semestre de 2026, resultado alinhado à meta anual estabelecida pelo governo.

O desempenho ocorre em um cenário de tensões geopolíticas, desaceleração econômica internacional e desafios no comércio global.

PIB mantém trajetória dentro da meta do governo

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), o PIB da China cresceu 4,3% no segundo trimestre, após registrar expansão de 5% nos três primeiros meses do ano.

As autoridades afirmam que a economia segue operando dentro de uma faixa considerada adequada para cumprir a meta de crescimento entre 4,5% e 5% em 2026, com expectativa de buscar resultados ainda melhores ao longo do ano.

De acordo com o vice-diretor do DNE, Mao Shengyong, a desaceleração observada no segundo trimestre está relacionada principalmente a fatores externos e de curto prazo, sem comprometer a trajetória de desenvolvimento baseada em inovação e maior qualidade produtiva.

Indicadores mostram mercado de trabalho estável

Além do crescimento do PIB, outros indicadores econômicos apontam estabilidade.

A taxa de desemprego urbano ficou em 5% em junho, abaixo dos 5,1% registrados em maio. Já a renda disponível per capita cresceu 5,2% na comparação anual durante o primeiro semestre.

No mesmo período, a produção industrial avançou 5,4%, enquanto as vendas no varejo aumentaram 2,7%, refletindo a recuperação gradual do consumo interno.

Economia resiste a cenário internacional desafiador

O governo chinês avalia que a economia conseguiu enfrentar os impactos das tensões comerciais e da desaceleração global graças à oferta estável de energia, inflação controlada e bom desempenho do comércio exterior.

Mesmo com a revisão para baixo da previsão de crescimento da economia mundial pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição elevou sua estimativa para o crescimento da China em 2026.

Especialistas avaliam que a estabilidade da economia chinesa tem contribuído para reduzir os impactos sobre as cadeias globais de suprimentos e oferecer maior previsibilidade em um ambiente internacional marcado por incertezas.

Manufatura avançada e economia digital ganham espaço

A expansão da manufatura avançada, da economia digital e dos serviços modernos continua sendo um dos principais motores da atividade econômica.

Segundo o DNE, esses setores responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no primeiro semestre.

Outro indicador destacado foi a redução de 1,9% no consumo de energia por unidade de PIB, resultado associado aos investimentos em eficiência energética e inovação tecnológica.

China amplia liderança em inovação industrial

O avanço tecnológico também ficou evidente no setor industrial. Das 16 novas “fábricas farol” reconhecidas recentemente pelo Fórum Econômico Mundial por adotarem tecnologias avançadas de produção, mais da metade está localizada na China.

As unidades atuam em segmentos como construção naval, logística inteligente e manufatura de alta tecnologia, reforçando a estratégia do país de ampliar sua competitividade industrial.

Consumo interno será prioridade nos próximos anos

Como parte do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende fortalecer ainda mais o mercado doméstico.

Nesta semana, o país lançou seu primeiro plano quinquenal voltado exclusivamente para estimular o consumo, com medidas destinadas a ampliar a demanda interna, melhorar a renda da população e incentivar novos padrões de consumo.

Segundo o governo, a estratégia também prevê a modernização da estrutura industrial, o fortalecimento das chamadas novas forças produtivas de qualidade e o avanço de políticas voltadas ao desenvolvimento baseado em inovação.

Economistas acreditam que os efeitos dessas medidas deverão ganhar força ao longo do segundo semestre, impulsionando o consumo e contribuindo para que a economia chinesa permaneça dentro da meta de crescimento estabelecida para 2026.

Tags: economia da China, PIB da China, crescimento econômico, Plano Quinquenal, economia chinesa, inovação, manufatura avançada, consumo interno, FMI, mercado chinês

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xie Shangguo/Xinhua

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