Economia

BRICS supera G7 em produção econômica e amplia influência no cenário global

O BRICS já ultrapassou o G7 em produção econômica e vem ampliando seu peso na geopolítica internacional, segundo avaliação de Sarang Shidore, diretor do Programa Sul Global do Quincy Institute for Responsible Statecraft. A análise foi publicada pela revista Foreign Policy e repercutida nesta quarta-feira (2) pela agência Tass.

Para o especialista, apesar das divergências e dos desafios enfrentados pelo grupo, não é correto considerar o BRICS um projeto fracassado. Em menos de 20 anos, o bloco teria se transformado em uma das principais articulações internacionais fora do eixo tradicional das economias ocidentais desenvolvidas.

BRICS amplia presença entre países do Sul Global

Criado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o agrupamento ganhou a África do Sul em 2010 e passou por uma nova rodada de expansão nos últimos anos.

A entrada de novos integrantes aumentou a presença do BRICS em diferentes regiões e fortaleceu sua representatividade entre os países do Sul Global.

Na avaliação de Shidore, essa expansão é um dos principais resultados alcançados pelo grupo. O bloco passou a reunir economias de diferentes continentes e a atuar como um espaço de articulação política e econômica fora das estruturas tradicionalmente lideradas pelas potências ocidentais.

O crescimento da participação dos países emergentes também acompanha uma transformação na própria economia mundial, com maior peso de economias em desenvolvimento na produção global.

Novo Banco de Desenvolvimento é destaque

Entre os resultados mais concretos do BRICS, Shidore aponta a criação de mecanismos próprios para financiar projetos de desenvolvimento.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelos integrantes do grupo, é citado pelo especialista como um dos principais exemplos dessa estratégia. A instituição funciona como alternativa e complemento às organizações financeiras internacionais historicamente dominadas pelas economias ocidentais.

Com uma década de atividade, o banco mantém boas classificações de crédito e ampliou sua capacidade de apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países emergentes.

Para Shidore, a trajetória do NDB representa uma das experiências mais bem-sucedidas da cooperação entre os países do BRICS.

Diferenças internas não impedem avanço do bloco

As divergências políticas e econômicas entre os integrantes são frequentemente apontadas como um obstáculo à atuação conjunta do BRICS.

Na avaliação do especialista, porém, essas diferenças não anulam os resultados obtidos pelo agrupamento. A expansão para diferentes regiões do mundo e a criação de instrumentos próprios de financiamento ao desenvolvimento seriam evidências de que o bloco conseguiu construir estruturas permanentes de cooperação.

O avanço do BRICS também reflete a busca de países emergentes por maior participação nas instituições que definem as regras da governança econômica internacional.

Próxima cúpula será realizada na Índia

A expansão econômica e geopolítica do grupo estará entre os temas de destaque da próxima cúpula do BRICS, prevista para os dias 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi, na Índia.

O encontro deverá ocorrer em um momento de crescente disputa por influência entre diferentes centros de poder da economia mundial.

A comparação entre BRICS e G7 também reforça essa mudança no equilíbrio econômico internacional. O aumento do peso das economias emergentes indica uma transformação gradual na distribuição da produção global e amplia a pressão por maior representatividade do Sul Global em organismos internacionais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Wu Hong

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Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Mercado Livre movimenta R$ 73,1 bilhões e amplia impacto na economia brasileira

O Mercado Livre estima ter gerado um impacto econômico de R$ 73,1 bilhões no Brasil em 2025, entre efeitos diretos e indiretos. O valor corresponde a aproximadamente 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o Relatório de Impacto Efeito Meli 2026, divulgado nesta segunda-feira (31/8).

Do total calculado, R$ 30 bilhões representam o impacto direto da empresa na economia, enquanto outros R$ 43,1 bilhões são atribuídos aos efeitos indiretos provocados pela atividade do ecossistema.

O levantamento considera a atuação da companhia nas áreas de comércio eletrônico, logística e serviços financeiros e aponta que, para cada R$ 1 de valor agregado diretamente pelo Mercado Livre, outros R$ 1,40 são gerados nas cadeias produtivas relacionadas à operação.

Mercado Livre amplia atuação e fortalece PMEs

O crescimento da plataforma tem sido acompanhado pela expansão de sua infraestrutura no país. A empresa passou a operar com uma rede logística própria, incluindo frota aérea, e ampliou sua capacidade de entrega expressa.

Segundo o relatório, o ecossistema do Mercado Livre tinha cerca de 627 mil pequenas e médias empresas (PMEs) e empreendedores vendendo ativamente na plataforma em 2025.

Para 60% desses negócios, o marketplace é o principal canal de vendas. Além disso, sete em cada dez afirmam que a plataforma representou sua primeira experiência de comercialização pela internet.

Os microempreendedores individuais (MEIs) correspondem a 40% dos vendedores considerados no levantamento, mostrando a participação significativa de negócios de menor porte no ecossistema.

Plataforma amplia acesso à inteligência artificial

O estudo foi elaborado a partir de mais de 90 mil entrevistas realizadas nas operações do Mercado Livre no Brasil, Argentina, Chile e México. No Brasil, foram ouvidos 22,8 mil parceiros.

Um dos dados destacados pelo levantamento é o uso de inteligência artificial por pequenos negócios. Metade das PMEs brasileiras que utilizam o Mercado Livre teria tido o primeiro contato com a tecnologia por meio da plataforma.

Fundado em 1999, o Mercado Livre se consolidou como uma das principais empresas de e-commerce e tecnologia financeira da América Latina, com presença em 18 países.

Ecossistema está associado a mais de 413 mil empregos

A operação brasileira do Mercado Livre também teve impacto sobre o mercado de trabalho. Em 2025, foram criados 61,1 mil empregos diretos relacionados à companhia, enquanto outros 352 mil postos indiretos foram associados às atividades do ecossistema.

Ao todo, o número supera 413 mil empregos, equivalente a cerca de 0,4% das vagas ocupadas no país.

A expansão da plataforma também aumentou o alcance geográfico das vendas. Três em cada cinco encomendas comercializadas em 2025 atravessaram fronteiras estaduais.

Além disso, 61% das PMEs brasileiras que vendem pelo Mercado Livre conseguiram chegar a cidades onde anteriormente não tinham clientes.

Rede logística chega a um em cada quatro municípios

A estrutura de logística do Mercado Livre também ganhou escala. Em 2025, a companhia contava com 137 centros logísticos ativos, incluindo centros de distribuição, bases e instalações de apoio.

A rede era complementada por aproximadamente 5.950 unidades Meli Places.

Com essa estrutura, a empresa afirma estar presente em um a cada quatro municípios brasileiros, ampliando a capacidade de distribuição dos produtos vendidos por pequenos negócios.

Mercado Livre movimenta bilhões no Distrito Federal

No Distrito Federal, mais de 7 mil PMEs utilizaram o marketplace para vender seus produtos em 2025.

As vendas realizadas por esses negócios representaram quase 1% do total de vendas brutas do comércio varejista da unidade federativa. Para metade dos comerciantes locais, a plataforma é o principal canal de vendas.

As PMEs que comercializaram produtos pelo Mercado Livre no DF empregaram aproximadamente 77 mil pessoas, sendo que 35% delas estavam envolvidas em atividades relacionadas ao marketplace.

O crescimento das vendas também levou comerciantes a ampliar suas equipes. No ano passado, cerca de 3,6 mil empresas locais fizeram novas contratações. Ao todo, 800 PMEs criaram 1,7 mil empregos diretos para atender à demanda gerada pela plataforma.

Logística do DF recebe novos centros

A estrutura logística da empresa no Distrito Federal também foi ampliada. Foram ativados três novos centros, que somaram 19,4 mil metros quadrados de área operacional.

Com a expansão, 74% dos produtos comercializados pelas PMEs do DF passaram a ser enviados para consumidores localizados em outros estados.

Na área financeira, quase 69,7 mil empresas e empreendedores do Distrito Federal utilizaram o Mercado Pago para receber pagamentos em 2025.

As transações movimentaram mais de R$ 6 bilhões. No crédito, foram realizadas mais de 218 mil operações destinadas a PMEs e empreendedores, totalizando mais de R$ 220 milhões.

Mercado Pago movimenta R$ 410 bilhões

O braço financeiro do grupo também apresentou forte movimentação no país. Em 2025, cerca de 4,7 milhões de empresas e empreendedores processaram pagamentos por Pix e máquinas de cartão utilizando o Mercado Pago.

O volume movimentado superou R$ 410 bilhões, equivalente a aproximadamente 3,4% de todos os pagamentos digitais realizados pelo comércio brasileiro.

Na área de crédito, o Mercado Pago concedeu R$ 15 bilhões em empréstimos para pequenas e médias empresas, distribuídos em 12,4 milhões de operações.

Empresa destaca efeito sobre a cadeia econômica

Para Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Estratégia, Relações com Investidores e Sustentabilidade do Mercado Livre, os resultados mostram que a atividade do comércio digital produz efeitos que vão além da relação entre consumidor e plataforma.

Segundo ele, o crescimento das PMEs, a geração de empregos e a adoção de ferramentas de inteligência artificial fazem parte de uma cadeia econômica que se movimenta a partir das vendas realizadas pela internet.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mercado Livre

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Economia

Mercado reduz projeção para crescimento da economia brasileira em 2026

Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento do PIB em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (24).

A revisão foi a única mudança entre as principais estimativas para o próximo ano. Para 2028, porém, a expectativa ficou mais positiva: a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,89% para 1,98%.

Para 2027, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 1,5%.

Expectativa para a economia em 2026

O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.

A redução da estimativa para 2026 aponta para uma expectativa de crescimento ligeiramente mais fraco da economia brasileira no próximo ano. Já a revisão para cima em 2028 indica uma perspectiva de recuperação do ritmo de expansão no médio prazo.

Mercado mantém projeção de inflação para 2026

A expectativa para o IPCA, índice oficial de inflação, permaneceu em 5,02% para 2026.

Para 2027, entretanto, a previsão subiu marginalmente, de 4,24% para 4,25%. A estimativa para 2028 continuou em 3,8%.

Em julho, a inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,44%, retornando para dentro do intervalo da meta de inflação, estabelecida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic deve terminar 2026 em 13,75%

As projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas. O mercado espera que os juros básicos terminem 2026 em 13,75% ao ano.

Para 2027, a previsão continua em 12%, enquanto a estimativa para 2028 permanece em 10,5% ao ano.

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento utilizado para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e os investimentos, ajudando a conter a pressão sobre os preços, mas também podem desacelerar a atividade econômica e encarecer o crédito.

Dólar deve ficar em R$ 5,20 no fim de 2026

A previsão para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20.

Para 2027, a estimativa avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Em 2028, o mercado manteve a projeção de R$ 5,30.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, PIB, juros e câmbio.

Resumo do Boletim Focus

2026

  • IPCA: 5,02%
  • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
  • Câmbio: R$ 5,20
  • Selic: 13,75%

2027

  • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
  • PIB: 1,50%
  • Câmbio: subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30
  • Selic: 12,00%

2028

  • IPCA: 3,80%
  • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
  • Câmbio: R$ 5,30
  • Selic: 10,50%

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Economia

Reserva de ouro do Brasil cresce 33% e chega a 172,4 toneladas

Depois de quatro anos sem realizar novas compras, o Brasil voltou a ampliar sua reserva de ouro em 2025. Em apenas três meses, o Banco Central adquiriu cerca de 43 toneladas do metal, elevando o estoque mantido como parte das reservas internacionais do país.

Entre setembro e novembro daquele ano, a quantidade de ouro passou de aproximadamente 129,6 toneladas para 172,4 toneladas. O aumento foi de cerca de 33%.

Dados mais recentes do World Gold Council indicam que o volume permaneceu praticamente estável pelo menos até março de 2026.

Banco Central retoma compras de ouro

A movimentação interrompeu um período de quatro anos sem novas aquisições. A última expansão relevante da reserva de ouro brasileira havia ocorrido em 2021.

Em setembro de 2025, o Banco Central comprou aproximadamente 15 toneladas. A operação ocorreu em um cenário de valorização do metal e de maior interesse dos bancos centrais por ouro como ativo de reserva.

As compras continuaram nos dois meses seguintes. Segundo o World Gold Council, cerca de 11 toneladas foram adicionadas somente em novembro, completando uma sequência de três meses consecutivos de aquisições.

Com isso, o estoque brasileiro se aproximou das atuais 172 toneladas.

Valor das reservas de ouro quase dobrou

A expansão não ocorreu apenas em quantidade. A valorização do próprio metal também aumentou significativamente o valor financeiro das reservas.

Dados compilados pelo Poder360 apontam que o valor do ouro nas reservas internacionais do Brasil subiu de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro de 2025. O crescimento ficou próximo de 100%.

Por que o Brasil mantém ouro nas reservas?

As reservas internacionais funcionam como uma proteção financeira para o país. O patrimônio pode ser utilizado para enfrentar choques externos, períodos de instabilidade cambial e eventuais interrupções nos fluxos internacionais de capital.

A gestão é feita pelo Banco Central, que estabelece como prioridades a segurança, a liquidez e, posteriormente, a rentabilidade dos ativos.

Além do ouro, a carteira brasileira é composta por investimentos e depósitos denominados em diferentes moedas, incluindo dólar, euro, libra esterlina, iene e renminbi.

Em seu relatório de gestão divulgado em março de 2026, o Banco Central afirmou que aumentou a diversificação das reservas durante 2025 diante do cenário de maior incerteza econômica e geopolítica.

Nesse processo, a autoridade ampliou posições em ouro, euro e renminbi e passou a incluir também o won sul-coreano na composição da carteira.

Dólar continua sendo o principal ativo

Apesar do aumento da participação do ouro, o metal ainda representa uma parcela relativamente pequena das reservas brasileiras.

No encerramento de 2025, o ouro correspondia a 7,19% das reservas internacionais, conforme dados do relatório do Banco Central.

O dólar seguia como principal componente da carteira, com participação de 72%. Depois apareciam ouro, euro, renminbi, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de uma pequena exposição ao won sul-coreano.

Brasil mantém estoque acima de 172 toneladas

O levantamento mais recente do World Gold Council, atualizado em agosto de 2026 com dados oficiais disponíveis até março, registra o Brasil com aproximadamente 172,4 toneladas de ouro.

A base de dados reúne informações fornecidas pelo FMI, bancos centrais e outras instituições oficiais.

O número mostra que o aumento registrado entre setembro e novembro de 2025 não foi desfeito nos meses seguintes. Após permanecer por cerca de quatro anos em torno de 130 toneladas, a reserva de ouro do Brasil entrou em 2026 em um nível aproximadamente um terço superior ao anterior.

FONTE: Correio 24h
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zlaťáky.cz / Pexels

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Economia

China amplia rede do yuan digital e autoriza mais 8 bancos a operar o e-CNY

O Banco Central da China autorizou mais oito instituições financeiras a oferecer serviços relacionados ao yuan digital, também conhecido como e-CNY. Anunciada em 17 de agosto de 2026, a nova rodada elevou para 30 o número de bancos habilitados a operar com a moeda digital chinesa.

A iniciativa faz parte da estratégia de Pequim para ampliar a presença do e-CNY no sistema financeiro e estimular sua utilização em pagamentos cotidianos. Esta é a segunda rodada de autorizações realizada em 2026 e está alinhada às diretrizes estabelecidas pelo 15º Plano Quinquenal da China.

Oito bancos entram na rede do e-CNY

Entre as novas instituições autorizadas estão três bancos nacionais de capital aberto:

  • Ping An Bank;
  • Hengfeng Bank;
  • China Bohai Bank.

Também foram incluídos cinco bancos comerciais urbanos:

  • Bank of Shanghai;
  • Bank of Hangzhou;
  • Huishang Bank;
  • Bank of Changsha;
  • Guangxi Beibu Gulf Bank.

Com a expansão, os seis grandes bancos estatais chineses e os 12 bancos nacionais de capital aberto passaram a estar habilitados a operar com o yuan digital.

Em abril, o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) havia incorporado outras 12 instituições à rede. No início do projeto, eram 10 operadores, incluindo os principais bancos estatais e instituições privadas associadas à Tencent e ao Ant Group.

Segundo a autoridade monetária, os oito novos participantes começarão a prestar os serviços depois que concluírem os preparativos técnicos. O banco central também informou que pretende continuar ampliando a rede de operadores de acordo com a demanda do mercado.

Projeto do yuan digital alcança 26 regiões

O programa piloto do e-CNY já está presente em 26 regiões distribuídas por 17 unidades provinciais da China. A gestão do sistema fica em Pequim, enquanto Xangai concentra um centro voltado às operações internacionais.

O yuan digital é uma CBDC (moeda digital de banco central) emitida diretamente pelo Banco Popular da China. Ao contrário do bitcoin e de outras criptomoedas, o e-CNY é controlado pela autoridade monetária e mantém seu valor atrelado ao yuan.

Em 2026, novas funcionalidades aproximaram a moeda digital das características dos depósitos bancários, ampliando suas possibilidades de utilização dentro do sistema financeiro.

E-CNY avança no mercado de títulos

A expansão do yuan digital na China também chegou ao mercado de capitais. Em agosto, o Bank of Xiamen realizou a primeira emissão no país de um título financeiro verde denominado em e-CNY.

A operação movimentou 3 bilhões de yuans, com vencimento em três anos e juros de 1,6% ao ano. Os recursos serão destinados ao financiamento de projetos ambientais.

Anteriormente, em junho, o Huaihe Energy Holdings Group havia emitido um título de médio prazo de 1 bilhão de yuans relacionado a ativos de carbono, com liquidação realizada em yuan digital.

Governo amplia uso em pagamentos cotidianos

Além das aplicações financeiras, Pequim busca tornar o e-CNY mais presente na rotina dos consumidores.

O aplicativo oficial da moeda passou a disponibilizar códigos para pagamento de transporte público em oito cidades, incluindo Xangai, Chongqing e Hangzhou.

A estratégia pretende aumentar a utilização do e-CNY em pagamentos do dia a dia, complementando sua expansão dentro do sistema bancário e financeiro chinês.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Margem Equatorial pode gerar bilhões em PIB, empregos e royalties no Brasil

A exploração de petróleo na Margem Equatorial tem potencial para acrescentar bilhões de reais à economia brasileira, ampliar a produção nacional de óleo e transformar a arrecadação dos seis estados abrangidos pela região.

Com cerca de 2.200 quilômetros de extensão, a área se estende do extremo norte do Amapá ao litoral do Rio Grande do Norte e é considerada uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo e gás natural no país, em uma região frequentemente comparada ao pré-sal.

Estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam para um potencial de até 30 bilhões de barris de petróleo.

Produção pode adicionar R$ 175 bilhões ao PIB

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que uma eventual produção na Margem Equatorial poderá acrescentar até R$ 175 bilhões ao PIB brasileiro.

O levantamento também estima a criação de aproximadamente 495 mil empregos formais e a geração de R$ 11,2 bilhões em impostos indiretos.

A consultoria Oxford Economics, por sua vez, projeta que a produção brasileira de petróleo poderia avançar dos atuais 3,8 milhões de barris por dia para cerca de 5 milhões de barris diários com o desenvolvimento de novas reservas.

Atualmente, Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia lideram a produção mundial, com cerca de 13 milhões, 9,9 milhões e 9,7 milhões de barris por dia, respectivamente.

Petrobras amplia investimentos na região

O potencial da Margem Equatorial brasileira ganhou novo destaque após a Petrobras identificar hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas da Bacia da Foz do Amazonas.

A descoberta confirma a presença de petróleo ou gás natural nas formações avaliadas, mas ainda não determina se existem reservas em quantidade suficiente para justificar uma produção comercial.

A Petrobras planeja investir US$ 3 bilhões na Margem Equatorial nos próximos cinco anos e prevê a perfuração de 15 poços.

A estratégia ganhou relevância diante da expectativa de que a produção do pré-sal alcance seu pico entre 2030 e 2032, aumentando a necessidade de buscar novas áreas produtoras.

Atualmente, a indústria de óleo e gás responde por aproximadamente 17% do PIB industrial brasileiro, enquanto os investimentos previstos para o setor chegam a cerca de US$ 165 bilhões.

Quanto a Margem Equatorial pode movimentar nos estados

O Observatório Nacional da Indústria (ONI) criou um simulador para estimar os efeitos econômicos da produção na região. A ferramenta considera variáveis como volume produzido, cotação do petróleo e taxa de câmbio.

Em uma hipótese de produção de 300 mil barris por dia em cada estado, com o barril cotado a US$ 80,20 e o dólar a R$ 5,20, o valor anual da produção chegaria a aproximadamente R$ 45 bilhões por unidade da federação.

Nesse cenário, o impacto estimado sobre o PIB seria próximo de R$ 34 bilhões em cada estado:

  • Ceará: R$ 34,005 bilhões;
  • Maranhão: R$ 33,846 bilhões;
  • Rio Grande do Norte: R$ 33,686 bilhões;
  • Amapá: R$ 33,490 bilhões;
  • Piauí: R$ 33,377 bilhões;
  • Pará: R$ 33,257 bilhões.

A projeção de geração de empregos varia entre 155.632 postos no Pará e 170.520 no Ceará. O Maranhão aparece com 170.390 empregos, seguido por Rio Grande do Norte, com 163.424; Amapá, com 162.261; e Piauí, com 158.997.

Na arrecadação de tributos indiretos, os valores projetados ficam entre R$ 1,901 bilhão no Amapá e R$ 2,022 bilhões no Ceará.

Impacto econômico será diferente em cada estado

Embora o impacto nominal estimado sobre o PIB seja semelhante entre os estados, o peso da atividade petrolífera muda de acordo com o tamanho de cada economia.

No Amapá, por exemplo, o valor adicionado bruto projetado pelo simulador representa um impacto equivalente a 193,5% da base de comparação estadual. O valor bruto da produção teria efeito de 296,3%, enquanto os tributos indiretos alcançariam 162,2%.

Nos estados com economias maiores, os efeitos relativos são menores. O impacto sobre o valor adicionado bruto é estimado em:

  • Piauí: 66,8%;
  • Rio Grande do Norte: 49,6%;
  • Maranhão: 37,8%;
  • Ceará: 22,3%;
  • Pará: 19,3%.

O mesmo ocorre com o mercado de trabalho. O impacto estimado sobre o emprego total chega a 44,6% no Amapá, enquanto fica em cerca de 11% no Piauí e no Rio Grande do Norte, 6,7% no Maranhão, 4,1% no Ceará e 4% no Pará.

Royalties podem alcançar R$ 6,85 bilhões por bloco

A futura produção também pode ampliar significativamente as receitas públicas por meio de royalties do petróleo e outras compensações.

Segundo as simulações do ONI, uma concessão com alíquota de 5% de royalties poderia gerar R$ 2,283 bilhões por ano. Com uma taxa de 10%, o valor subiria para R$ 4,567 bilhões.

Em um cenário de partilha com percentual de 15%, a arrecadação anual chegaria a R$ 6,850 bilhões para um único bloco.

O estudo também estima R$ 5,023 bilhões em participação especial, mecanismo de compensação financeira aplicado a campos com grande produção ou elevada rentabilidade, considerando um cenário de concessão com percentual de 11%.

Há ainda uma estimativa de R$ 342,49 milhões destinados a pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), com base em uma alíquota de 0,75%.

A possibilidade de receitas bilionárias reforça a importância da gestão dos recursos. A CNI aponta desafios históricos em áreas como saneamento, educação, energia, transporte e conectividade nos estados da região, que precisarão ser considerados caso a produção avance.

Exploração ainda está longe da produção comercial

Apesar das projeções econômicas, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas ainda está em uma fase inicial.

A licença concedida pelo Ibama permite atualmente apenas atividades exploratórias. Caso sejam identificados volumes economicamente viáveis, a Petrobras precisará delimitar a descoberta por meio de novos poços e estudos capazes de determinar o tamanho e as características do reservatório.

Depois de uma eventual declaração de comercialidade, será necessário apresentar à ANP um Plano de Desenvolvimento em até 180 dias. O documento deverá detalhar os investimentos, equipamentos e etapas necessários para iniciar a produção.

O projeto também dependerá de um novo processo de licenciamento ambiental, já que a autorização atual não permite a instalação e a operação de um campo produtor.

Produção comercial pode levar até dez anos

A experiência de outros projetos de exploração em águas profundas indica que o período entre a perfuração exploratória e o início da produção pode levar sete a dez anos, caso o projeto avance em todas as etapas previstas.

Com isso, uma eventual produção comercial na Margem Equatorial poderia ocorrer apenas na próxima década, possivelmente até 2035.

Até lá, será necessário confirmar o tamanho das reservas, avaliar sua viabilidade econômica, definir os investimentos e superar as etapas regulatórias e ambientais.

A identificação de hidrocarbonetos representa, portanto, apenas o início do processo. O impacto bilionário projetado para a Margem Equatorial dependerá, em última análise, da transformação das descobertas em reservas comercialmente viáveis e da capacidade de desenvolver uma cadeia produtiva capaz de sustentar a futura produção.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Petrobras/Divulgação

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Economia

Real e peso mexicano atingem recorde de negociações nos Estados Unidos em 2026

O mercado de câmbio latino-americano registrou forte expansão no primeiro semestre de 2026. O CME Group, uma das maiores plataformas globais de derivativos financeiros, alcançou volume recorde nas negociações de contratos ligados ao real brasileiro e ao peso mexicano entre janeiro e junho.

Somadas, as operações movimentaram uma média diária de US$ 2,94 bilhões no período. O crescimento também apareceu no interesse em aberto, indicador que contabiliza os contratos mantidos pelos investidores e ainda não encerrados.

Segundo o CME Group, os resultados refletem a maior demanda por instrumentos de proteção cambial, especialmente para administrar a exposição às oscilações das moedas e os riscos associados aos mercados da América Latina.

Peso mexicano lidera volume de negociações

Os contratos futuros de peso mexicano concentraram a maior parte das operações. O volume médio diário chegou a US$ 2,2 bilhões, alta de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

O interesse em aberto desses contratos também avançou e ultrapassou US$ 6,2 bilhões, reforçando a maior participação dos investidores nos instrumentos de mercado futuro de moedas.

Futuros de real atingem maior nível da série histórica

Os contratos futuros de real brasileiro também apresentaram desempenho recorde. A média diária negociada alcançou US$ 740 milhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O interesse em aberto superou US$ 2,6 bilhões. As opções sobre o real registraram, por sua vez, o melhor primeiro semestre da série histórica da plataforma.

“Os números do primeiro semestre mostram que, à medida que o mercado latino-americano continua a crescer, os participantes buscam formas confiáveis e transparentes de gerenciar seus riscos”, afirmou Paul Houston, Global Head de Produtos de Câmbio do CME Group.

Segundo o executivo, os contratos negociados em bolsa vêm sendo utilizados como complemento às operações de mercado de balcão (OTC), por contribuírem para a redução de custos e para uma maior eficiência na gestão das operações.

NDFs ganham força no mercado de câmbio

Outro destaque no período foi a recuperação dos contratos a termo não entregáveis (NDFs) na plataforma EBS Market.

As negociações envolvendo conjuntamente real brasileiro, peso chileno, peso colombiano e sol peruano atingiram o maior volume médio diário desde 2023.

Para o Itaú Unibanco, a estrutura disponibilizada pelo CME Group amplia as alternativas de liquidez para instituições que negociam moedas latino-americanas.

A plataforma permite o acesso a liquidez internacional e também a ofertas de formadores de mercado e gestores de recursos com atuação nos mercados locais.

Itaú destaca acesso à liquidez global e local

Bernardo Gattass, Head de Volatility Trading do Itaú Unibanco, afirmou que a infraestrutura do CME Group permite aos clientes combinar diferentes fontes de liquidez sem a necessidade de estabelecer acordos bilaterais ISDA separados com contrapartes locais.

Na avaliação do executivo, a inclusão do CME Group entre os provedores de preços amplia as alternativas disponíveis para investidores institucionais, que passam a contar com uma base mais diversificada de liquidez.

CME Group reúne diversos mercados financeiros

O CME Group disponibiliza negociação de futuros, opções, ativos à vista e instrumentos de balcão. A oferta inclui produtos relacionados a juros, índices acionários, câmbio, criptomoedas, energia, agricultura e metais.

Os contratos futuros e as opções são negociados por meio da plataforma CME Globex. O grupo também opera a BrokerTec, especializada em renda fixa, e a EBS, voltada ao mercado cambial.

Além disso, a companhia mantém a CME Clearing, uma das principais estruturas de compensação central utilizadas pelo sistema financeiro internacional.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

BC vê recuo da inflação, mas alerta para impactos de choques do petróleo

O Banco Central (BC) sinalizou que poderá agir com firmeza caso os efeitos indiretos provocados pela alta volatilidade do petróleo se espalhem pela economia brasileira. O alerta consta na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na terça-feira (11).

A preocupação ocorre em meio às oscilações dos preços do petróleo provocadas pelo conflito militar no Oriente Médio, cenário que pode aumentar as pressões sobre a inflação.

Banco Central monitora efeitos sobre a inflação

Segundo o documento, os chamados choques de oferta têm influenciado tanto o comportamento recente dos preços quanto as perspectivas para a trajetória da inflação.

O Copom destacou que não pretende responder diretamente aos efeitos iniciais de eventos dessa natureza. No entanto, afirmou que acompanhará de perto os chamados efeitos de segunda ordem, que podem fazer com que o impacto dos choques se prolongue ou se espalhe por outros setores da economia.

Caso esses efeitos se concretizem, o Banco Central afirmou que estará disposto a reagir de maneira firme para evitar uma deterioração do cenário inflacionário.

Selic cai para 14% ao ano

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 14,25% para 14% ao ano.

Apesar da melhora observada no cenário econômico de curto prazo, o Banco Central não indicou previamente quais serão os próximos passos da política monetária.

A autoridade monetária reforçou, porém, que pretende manter um nível de restrição monetária considerado adequado para garantir a convergência da inflação à meta.

A avaliação indica que, embora os indicadores correntes tenham apresentado alguma melhora, o BC continua atento aos riscos externos e aos possíveis impactos dos preços do petróleo sobre a economia brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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