Economia

Selic cai para 14,25% após novo corte de juros decidido pelo Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17), levando os juros básicos da economia para 14,25% ao ano. A medida foi aprovada por unanimidade e marca a terceira redução consecutiva da taxa neste ciclo de flexibilização monetária.

Com o novo ajuste, a autoridade monetária dá continuidade ao movimento iniciado em março, quando a Selic começou a recuar após atingir 15% ao ano.

Banco Central mantém cautela sobre próximos passos

Apesar da nova redução, o comunicado divulgado após a reunião não sinaliza claramente qual será o ritmo das próximas decisões.

Segundo o Copom, a extensão do atual ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos e das condições necessárias para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

O colegiado destacou que o atual nível de restrição monetária permite diferentes trajetórias para os juros, mas ressaltou que as projeções seguem cercadas por um grau elevado de incerteza.

Cenário internacional influencia decisão

Entre os fatores monitorados pelo Banco Central está o ambiente externo, que continua marcado por instabilidade geopolítica e volatilidade nos mercados globais.

O Copom citou as incertezas relacionadas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços de ativos financeiros, commodities e condições de financiamento internacional.

Nos últimos dias, declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sobre um possível entendimento para encerrar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz trouxeram algum alívio aos investidores. No entanto, a ausência de detalhes concretos sobre a implementação do acordo mantém o cenário sob observação.

Inflação segue como principal preocupação

Mesmo com a redução dos juros, o Banco Central indicou que continua enxergando mais riscos para uma alta da inflação do que para uma desaceleração dos preços.

Entre os fatores que podem pressionar o índice inflacionário estão a persistência da inflação em determinados setores, o comportamento das expectativas econômicas, políticas de estímulo ao consumo e possíveis impactos de medidas adotadas no Brasil e no exterior.

Além disso, o Copom destacou que choques de oferta ainda podem influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

Quais são os fatores que podem reduzir a inflação?

Por outro lado, a autoridade monetária também apontou elementos que podem favorecer uma desaceleração mais intensa da inflação.

Entre eles estão uma eventual perda de ritmo da atividade econômica brasileira, uma desaceleração mais forte da economia global e uma possível queda nos preços internacionais de commodities, incluindo petróleo e matérias-primas.

Esses fatores, segundo o Banco Central, podem contribuir para reduzir pressões inflacionárias e abrir espaço para novas avaliações sobre a trajetória dos juros.

Mercado já esperava nova redução

A decisão anunciada pelo Copom ficou alinhada às projeções predominantes do mercado financeiro, que já precificava um corte de 0,25 ponto percentual nesta reunião.

O movimento ocorre em um contexto de busca por equilíbrio entre o controle da inflação e a necessidade de preservar o crescimento econômico, em meio a desafios fiscais internos e incertezas no cenário internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Fed mantém juros nos EUA entre 3,5% e 3,75% e sinaliza cautela diante do cenário econômico

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75%. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) e seguiu a expectativa predominante do mercado financeiro.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e representa a quarta reunião consecutiva sem mudanças na política monetária americana.

Banco central destaca crescimento econômico e inflação persistente

No comunicado divulgado após a reunião, o Fed apontou que a economia dos Estados Unidos continua apresentando expansão, mesmo em meio às incertezas provocadas pelos recentes conflitos no Oriente Médio.

A autoridade monetária destacou ainda o avanço da produtividade e dos investimentos, além de um mercado de trabalho considerado consistente com o crescimento populacional. Em contrapartida, a inflação nos EUA segue acima dos níveis desejados, pressionada principalmente por impactos nos setores de energia e cadeias de oferta.

Cenário internacional influencia avaliação do mercado

A decisão ocorre após o anúncio de um entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades na região e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Apesar do acordo, investidores ainda acompanham com cautela os desdobramentos da negociação, já que permanecem dúvidas sobre os detalhes e a efetiva implementação das medidas anunciadas.

Kevin Warsh estreia no comando do Fed

Esta foi a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o banco central americano.

Warsh assumiu o posto anteriormente ocupado por Jerome Powell, que permanece como integrante da instituição.

Integrantes divergem sobre próximos passos dos juros

Embora a manutenção da taxa tenha sido consenso nesta reunião, as projeções internas indicam diferentes visões sobre os rumos da política monetária.

Entre os membros responsáveis pela definição dos juros, a maioria avalia que as atuais condições econômicas justificam a manutenção dos níveis atuais ou até mesmo novos aumentos ao longo de 2026. Nove integrantes consideram necessária pelo menos uma elevação da taxa neste ano, enquanto seis deles defendem mais de um ajuste para cima.

Por outro lado, apenas um membro projeta um corte dos juros até o fim do ano.

Um dos dirigentes não apresentou projeções econômicas nesta rodada. O próprio Kevin Warsh confirmou ter sido o integrante ausente nessa etapa das estimativas.

Mercado acompanha novas projeções para a política monetária

As últimas previsões divulgadas pelos membros do Federal Reserve ocorreram em março, quando a expectativa mediana apontava para um único corte na taxa de juros em 2026.

Desde então, o cenário econômico internacional passou por mudanças significativas, especialmente após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com a diminuição do risco de um choque nos preços do petróleo, analistas de Wall Street acompanham atentamente os próximos sinais do Fed sobre os rumos da política monetária americana.

A expectativa do mercado agora se concentra na avaliação de Kevin Warsh sobre o comportamento da inflação, da atividade econômica e das futuras decisões envolvendo os juros dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg

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Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Economia

Mercado financeiro eleva projeção da Selic para 13,75% em 2026, aponta Focus

O mercado financeiro voltou a revisar para cima a estimativa da Taxa Selic para o fim de 2026. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, a projeção dos analistas passou de 13,5% para 13,75% ao ano, marcando a segunda alta consecutiva às vésperas da reunião do Copom.

O levantamento reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

Projeções indicam queda gradual dos juros nos próximos anos

Para os anos seguintes, o mercado prevê uma trajetória de redução da taxa básica de juros. As estimativas apontam Selic de 12% em 2027, 10,25% em 2028 e 10% em 2029.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar o ritmo da atividade econômica.

Copom decide nesta semana sobre a manutenção da Selic

O Comitê de Política Monetária se reúne nesta terça-feira (16) e quarta-feira (17) para definir o novo patamar dos juros. A expectativa predominante entre os analistas é de manutenção da Selic em 14,5% ao ano.

Na reunião anterior, realizada em abril, o Copom decidiu por unanimidade reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, repetindo o movimento de corte iniciado anteriormente, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível registrado em quase duas décadas. A retomada dos cortes ocorreu em meio à desaceleração da inflação, embora o cenário internacional continue pressionando os preços de combustíveis e alimentos.

Como a Selic impacta o crédito e a economia

Quando a Taxa Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Esse movimento costuma estimular a produção e impulsionar a economia.

Por outro lado, juros mais elevados têm o objetivo de conter a demanda, ajudando no combate à inflação. Nesse cenário, o crédito fica mais caro e a tendência é de menor ritmo de crescimento econômico.

Além da Selic, instituições financeiras consideram fatores como inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição dos juros cobrados dos consumidores.

Inflação segue acima da meta e preocupa mercado

As expectativas para o IPCA, índice oficial da inflação brasileira, também foram revisadas para cima. A previsão para 2026 avançou de 5,11% para 5,3%, registrando a 14ª alta consecutiva nas projeções.

O percentual segue acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Em maio, a inflação oficial registrou alta de 0,58%, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 4,72%, permanecendo acima do limite máximo definido para a meta inflacionária.

Para os próximos anos, as estimativas apontam inflação de 4,1% em 2027, 3,68% em 2028 e 3,5% em 2029.

Mercado melhora previsão para crescimento do PIB

O boletim Focus também trouxe uma leve melhora na expectativa para o PIB brasileiro em 2026. A projeção de crescimento passou de 1,91% para 1,96%.

Para 2027, a estimativa foi mantida em 1,7%. Já para 2028 e 2029, a previsão é de expansão de 2% ao ano.

Dados recentes mostram que a economia brasileira avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores. No acumulado de 12 meses, o crescimento chegou a 2%.

Em 2025, o país registrou expansão econômica de 2,3%, com desempenho positivo em todos os setores, especialmente na agropecuária, consolidando o quinto ano consecutivo de crescimento.

Dólar deve encerrar o ano em R$ 5,20

Em relação ao câmbio, o mercado manteve a expectativa de que o dólar termine 2026 cotado a R$ 5,20. Para o fim de 2027, a projeção indica valorização moderada da moeda norte-americana para R$ 5,25.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

PIB do Brasil: Banco Mundial reduz projeção de crescimento para 1,9% em 2026

O Banco Mundial revisou para baixo sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026. A nova projeção aponta expansão de 1,9% do PIB, ligeiramente inferior aos 2% previstos anteriormente. Para 2027, a expectativa também foi ajustada, passando de 2,3% para 2%.

Consumo mais fraco pesa nas perspectivas

Segundo o relatório mais recente da instituição, divulgado nesta semana, a revisão reflete principalmente a expectativa de desaceleração do consumo interno nos próximos anos.

Apesar do ajuste, o Banco Mundial avalia que a economia brasileira poderá ganhar fôlego gradualmente a partir de 2027, impulsionada por um cenário de redução das taxas de juros. Ainda assim, o ritmo de recuperação projetado é mais moderado do que o previsto no início do ano.

Conflitos no Oriente Médio têm impacto limitado no Brasil

O documento também analisa os reflexos da escalada das tensões no Oriente Médio sobre a economia global.

Na avaliação da instituição, os efeitos diretos do aumento dos preços do petróleo tendem a ser mais limitados na América Latina, especialmente em países como o Brasil, que figuram entre os exportadores líquidos de commodities energéticas.

Por outro lado, o Banco Mundial alerta para possíveis pressões inflacionárias decorrentes da alta dos combustíveis, o que pode exigir medidas econômicas por parte dos governos, incluindo subsídios e mecanismos de controle de preços.

América Latina enfrenta desafios para crescer

As perspectivas para a região também foram revisadas. A previsão de crescimento para a América Latina e Caribe foi reduzida de 2,3% para 2,2%.

Entre os principais riscos apontados estão a desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China, além da manutenção de juros elevados por um período mais longo no cenário internacional.

Inflação e restrições fiscais limitam estímulos

O relatório destaca que a persistência da inflação em algumas economias reduz a margem para cortes de juros e dificulta a adoção de políticas de estímulo ao crescimento.

Além disso, as restrições fiscais enfrentadas por diversos governos da região diminuem a capacidade de investimentos públicos e tornam mais onerosa a implementação de medidas para conter os impactos da alta dos combustíveis.

Reformas são apontadas como caminho para acelerar o crescimento

Na avaliação do Banco Mundial, a região continuará registrando um desempenho econômico modesto caso não avance em reformas estruturais.

Entre as prioridades destacadas estão o aumento da produtividade, a ampliação dos investimentos, a qualificação da mão de obra e melhorias no ambiente de negócios, fatores considerados fundamentais para elevar o potencial de crescimento de longo prazo.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Plano Brasil Soberano amplia acesso ao crédito e reduz exigências para empresas

As novas regras do Plano Brasil Soberano passaram a valer nesta segunda-feira (8), ampliando o número de empresas aptas a solicitar financiamentos oferecidos pelo programa federal. A principal mudança reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento necessário para acesso às linhas de crédito.

A alteração, anunciada pelo governo na semana passada, busca facilitar o atendimento a empresas afetadas por fatores externos, como as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos e os reflexos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Novos critérios ampliam alcance do programa

Com a flexibilização das regras, empresas exportadoras e fornecedoras que registraram perdas menores de receita poderão pleitear recursos do programa.

A medida beneficia especialmente companhias enquadradas nos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano, voltados para setores impactados pelo cenário internacional.

Entre os contemplados estão:

  • Exportadores de bens industriais afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos;
  • Fornecedores ligados a cadeias produtivas impactadas pelas restrições comerciais;
  • Empresas com operações ou relações comerciais em países do Oriente Médio afetados por conflitos regionais.

Agora, basta comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência para solicitar o crédito.

Como será feita a comprovação das perdas

Os critérios de análise variam conforme o grupo de enquadramento da empresa.

Para os integrantes do grupo 1, a comparação do faturamento deverá considerar o período entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

Já para as empresas enquadradas no grupo 3, a avaliação será feita com base nos resultados obtidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Setores industriais estão entre os mais beneficiados

No grupo relacionado aos impactos das tarifas norte-americanas, diversos segmentos industriais poderão acessar as linhas de financiamento.

Entre eles estão:

  • Aço;
  • Cobre;
  • Alumínio;
  • Indústria automotiva;
  • Setor moveleiro.

A expectativa é que a medida ajude a preservar investimentos, fortalecer a competitividade e reduzir os efeitos das oscilações do mercado internacional.

Setores estratégicos mantêm regras já estabelecidas

A nova portaria não altera as condições aplicadas ao grupo formado por atividades consideradas estratégicas para a economia nacional.

Entre os segmentos enquadrados nessa categoria estão:

  • Têxtil;
  • Químico;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Eletrônicos e informática;
  • Borracha e plástico;
  • Equipamentos de transporte;
  • Minerais críticos.

Esses setores continuam elegíveis às linhas de apoio previstas no programa, seguindo os critérios já definidos anteriormente.

Como solicitar financiamento pelo Plano Brasil Soberano

As empresas dos grupos 1 e 3 podem consultar a elegibilidade por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital para acessar o sistema.

Já as empresas enquadradas em outros segmentos devem verificar se sua atividade econômica, registrada por meio da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no CNPJ, está entre as contempladas pela regulamentação vigente.

Linhas de crédito disponíveis

O programa disponibiliza recursos para diferentes finalidades ligadas ao desenvolvimento empresarial e à expansão da atividade produtiva.

Entre as modalidades de financiamento oferecidas estão:

  • Capital de giro;
  • Produção voltada à exportação;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Inovação tecnológica;
  • Adaptação de produtos, processos e serviços.

A ampliação do acesso ao crédito faz parte da estratégia do governo para apoiar empresas afetadas por instabilidades internacionais e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Paulo Lacerda/CNI

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Economia

Transação Tributária em Santa Catarina amplia regularização fiscal de empresas e contribuintes

O Governo de Santa Catarina oficializou nesta segunda-feira o lançamento do programa Transação Tributária, iniciativa voltada à ampliação das possibilidades de regularização fiscal para pessoas físicas e jurídicas com débitos junto ao Estado.

A apresentação ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e marca uma nova política de negociação de dívidas tributárias, com foco em facilitar acordos e reduzir a judicialização.

Programa permite renegociação de ICMS, IPVA e ITCMD

A nova ferramenta contempla débitos de diferentes naturezas, incluindo ICMS, IPVA, ITCMD e também dívidas não tributárias.

O programa prevê condições diferenciadas de pagamento, com possibilidade de descontos em juros e multas, além de alternativas mais flexíveis para quitação.

Entre os principais objetivos estão a redução da litigiosidade fiscal, o aumento da recuperação de créditos públicos e a oferta de mecanismos mais ágeis para que contribuintes regularizem sua situação.

Setor produtivo vê oportunidade de retomada financeira

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, avaliou que a iniciativa representa um avanço importante para o setor empresarial catarinense, especialmente em um cenário de desafios econômicos recentes.

Segundo ele, a regularização de débitos tributários pode ajudar empresas a retomarem investimentos e manterem a atividade produtiva.

“É uma oportunidade para que os empreendedores voltem à adimplência, sigam investindo e contribuam para a geração de empregos e desenvolvimento em Santa Catarina”, afirmou.

Governo destaca estímulo ao ambiente de negócios

O governador Jorginho Mello destacou que o programa reforça a relação entre o Estado e o setor produtivo, ao facilitar o processo de quitação de dívidas.

Ele ressaltou que empreender no Brasil envolve obstáculos como alta carga tributária, burocracia e custos financeiros elevados.

Para o governo, a Transação Tributária em Santa Catarina contribui tanto para os contribuintes quanto para a administração pública, ao acelerar a arrecadação e tornar o processo mais eficiente.

Procuradoria aponta mudança na gestão de créditos fiscais

O procurador-geral do Estado, Marcelo Mendes, afirmou que a regulamentação da Lei nº 19.398 representa uma mudança estrutural na forma como Santa Catarina trata a recuperação de créditos.

Segundo ele, o Estado possui um dos maiores volumes de litígios tributários do país, e a nova política busca reduzir esse passivo por meio da negociação direta com os devedores.

A proposta prioriza soluções mais rápidas e menos judicializadas para conflitos fiscais.

Fazenda reforça estratégia de equilíbrio fiscal

O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, destacou que o programa faz parte de uma estratégia mais ampla de responsabilidade fiscal e fortalecimento do ambiente de negócios em Santa Catarina.

Ele ressaltou que empresários assumem riscos diariamente para gerar emprego e renda e precisam de condições adequadas para manter investimentos.

Segundo o secretário, a política fiscal do Estado busca equilibrar contas públicas, estimular a economia e atrair novos investimentos.

Adesão será feita por plataforma digital

A adesão ao programa ocorrerá por meio da plataforma Concilia+SC, sistema digital criado para facilitar a negociação entre contribuintes e o governo estadual.

A ferramenta deve centralizar os pedidos de regularização e tornar o processo mais ágil e acessível.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Filipe Scotti

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Capital mínimo do Banco Central pode desenquadrar 679 instituições financeiras até 2028

O Banco Central estima que 679 instituições financeiras poderão ficar desenquadradas das novas exigências de capital mínimo até 2028. A informação foi divulgada pelo diretor de fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino Santos, durante apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.

Segundo o BC, o grupo impactado representa cerca de 39% das 1.751 instituições atualmente em operação no país. Entre os segmentos mais afetados estão cooperativas de crédito, instituições de pagamento, sociedades de crédito direto e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

Primeira etapa das mudanças começa em julho de 2026

A implementação da nova metodologia será gradual. A primeira fase está prevista para julho de 2026 e deve atingir 339 instituições financeiras.

De acordo com os dados apresentados pelo Banco Central, o possível desenquadramento envolve:

  • 155 cooperativas de crédito;
  • 125 instituições de pagamento;
  • 112 sociedades de crédito direto;
  • 79 administradoras de consórcios;
  • 67 sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVMs).

A nova regulamentação prevê exigências adicionais de capital para cobrir custos operacionais e despesas relacionadas ao uso intensivo de infraestrutura tecnológica.

Exigência de capital será proporcional ao nível de complexidade

Pelas novas regras, haverá uma parcela básica de capital exigida para todas as instituições financeiras, definida conforme o porte e a complexidade operacional de cada empresa.

Além disso, uma segunda exigência será aplicada especificamente às instituições que oferecem serviços com maior demanda tecnológica, como operações digitais e plataformas financeiras mais robustas.

Segundo Ailton Aquino, o movimento observado até agora no mercado é de adaptação das empresas às novas exigências regulatórias.

“O que temos percebido é aumento de capital, entrada de novos recursos e também processos de fusão e união entre entidades”, afirmou o diretor durante a coletiva.

Banco Central vê fortalecimento do sistema financeiro

Na avaliação do Banco Central, a atualização das regras de capital regulatório deve aumentar a segurança e a resiliência do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O diretor destacou ainda que as mudanças aproximam o Brasil das melhores práticas internacionais de supervisão financeira e ajudam a reduzir o chamado “risco moral” dentro do setor bancário.

As medidas fazem parte da Resolução Conjunta nº 14, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Apesar do impacto para algumas instituições, o BC considera que os efeitos gerais sobre o sistema financeiro serão limitados.

Mercado financeiro deve passar por consolidação

Especialistas avaliam que o novo cenário pode acelerar movimentos de fusões, incorporações e reforço de capital entre fintechs, cooperativas e instituições menores.

A tendência é que empresas com menor capacidade financeira busquem parceiros estratégicos ou ampliem seus aportes para atender às novas exigências regulatórias estabelecidas pelo Banco Central.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raphael Ribeiro/BC

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