Economia

Economia da China desacelera: crescimento no 3º trimestre atinge menor ritmo em um ano

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,8% no terceiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior, marcando o desempenho mais fraco em 12 meses. Apesar de estar alinhado com as projeções e manter o país no caminho para alcançar a meta anual de cerca de 5%, o resultado reforça a dependência crescente das exportações diante da baixa demanda interna.

Tensões comerciais com os EUA aumentam riscos estruturais

O cenário se agrava com a intensificação da guerra comercial entre Pequim e Washington. A China tem usado a resiliência econômica como sinal de força diplomática nas conversas entre o vice-premiê He Lifeng e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, previstas para ocorrer na Malásia. Há ainda expectativa de uma reunião entre Xi Jinping e Donald Trump na Coreia do Sul.

Exportadores enfrentam perdas e competição agressiva

Empresários do setor industrial relatam forte impacto da queda nas compras dos EUA. Jeremy Fang, executivo de uma fabricante de alumínio, afirmou que sua empresa perdeu 20% da receita devido a uma redução de até 90% nos pedidos americanos. Para compensar, a companhia busca novos mercados na América Latina, África, Sudeste Asiático e Oriente Médio.

“É preciso ser implacavelmente competitivo em termos de preço”, destacou Fang, relatando que reduzir margens se tornou a única saída para manter contratos. A competição acirrada levou muitas empresas chinesas a cortar salários e postos de trabalho, pressionando ainda mais o consumo interno.

Produção industrial cresce, mas consumo e imóveis recuam

Enquanto a produção industrial surpreendeu em setembro com alta de 6,5% — a maior em três meses —, o consumo doméstico perdeu força. As vendas no varejo subiram apenas 3%, o menor crescimento em 10 meses.

No setor imobiliário, a crise permanece: os preços de novas moradias registraram a queda mais acentuada em quase um ano, e os investimentos no setor caíram 13,9% nos primeiros nove meses de 2025 em relação ao ano anterior.

Dependência de exportações é alerta para futuro

Para analistas, a atual dinâmica mostra que a economia chinesa está cada vez mais desequilibrada. “O crescimento da China está se tornando cada vez mais dependente das exportações, que estão compensando a desaceleração da demanda interna”, avaliou Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics.

FONTE: Reuters

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET/ Bigstock

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Economia

FMI elogia economia do Brasil e prevê impacto mínimo das novas tarifas dos EUA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o recente tarifaço dos Estados Unidos terá um impacto insignificante na economia brasileira. A conclusão está no relatório Regional Economic Outlook para o Hemisfério Ocidental, divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo o FMI, o Brasil está menos vulnerável às medidas protecionistas impostas por Washington graças à diversificação de seus parceiros comerciais e à composição variada de suas exportações.

Diversificação protege o Brasil de impactos externos

O estudo mostra que os Estados Unidos são o terceiro maior destino das exportações brasileiras, representando cerca de 12% do total, atrás da China (30%) e da União Europeia (14%). Apesar da relevância, as vendas para o mercado americano se concentram em produtos de alta demanda global, o que facilita sua readequação a outros mercados internacionais. O FMI detalha que 36% das exportações brasileiras para os EUA estão entre os itens afetados pelas novas tarifas — principalmente commodities como minério de ferro, petróleo e produtos agrícolas. Por serem itens com mercados alternativos consolidados, o risco de perda significativa de receita é considerado baixo.

Crescimento mais moderado e inflação sob controle

O relatório também projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,4% em 2025, ritmo mais lento em comparação ao ano anterior. A moderação é explicada pela política monetária restritiva, pela redução de estímulos fiscais e pelas incertezas externas, como a desaceleração da economia chinesa e a volatilidade dos mercados globais. Quanto à inflação, o FMI estima uma taxa de 4,9%, acima da meta do Banco Central, mas ainda em nível considerado controlado. O processo de desinflação deve ocorrer de maneira gradual, acompanhando o ajuste dos juros e as oscilações nos preços de alimentos e energia.

Resiliência econômica segue como destaque

Mesmo diante do cenário global desafiador, o FMI elogia a resiliência da economia brasileira. O relatório aponta o desempenho das exportações de commodities, o robusto volume de reservas internacionais e a solidez do sistema financeiro como pilares que mantêm o país protegido contra choques externos e medidas protecionistas.

FONTE: Diário do Centro do Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Centro do Mundo

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Economia

Inflação central da China atinge maior nível em mais de um ano e sinaliza recuperação da demanda

A inflação central da China registrou em setembro o maior avanço desde fevereiro de 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15.out.2025) pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que exclui alimentos e energia, subiu 1% na comparação anual, marcando o quinto mês consecutivo de aceleração.

O resultado reflete uma recuperação gradual da demanda doméstica no país asiático, após um período de desaceleração. O CPI geral também mostrou tendência positiva: alta mensal de 0,1% em setembro, depois de permanecer estável em agosto. Na variação anual, o índice apresentou queda de 0,3%, uma melhora em relação à retração de 0,4% registrada no mês anterior.

Bens de consumo e serviços médicos impulsionam alta

Os bens de consumo industriais, excluindo energia, avançaram 1,8% em relação a setembro de 2024. Destaque para o aumento de 5,5% nos preços de eletrodomésticos e utensílios domésticos, refletindo maior atividade do setor. Já os serviços médicos tiveram alta de 1,9%, contribuindo para o avanço do indicador.

Preços ao produtor mostram estabilidade

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) permaneceu estável na comparação mensal, segundo o governo chinês. A melhora na estrutura de oferta e demanda levou à estabilização dos preços em segmentos industriais estratégicos, como:

  • Processamento de carvão, com alta de 3,8%;
  • Mineração e lavagem de carvão, com aumento de 2,5%;
  • Fundição e processamento de metais ferrosos, com leve avanço de 0,2%.

Na comparação anual, o PPI recuou 2,3%, mostrando desaceleração na queda em relação a agosto, quando havia caído 2,9%. A moderação no ritmo de queda é atribuída à base comparativa mais baixa de 2024 e aos efeitos das políticas macroeconômicas adotadas pelo governo de Pequim.

Políticas industriais ajudam a estabilizar preços

A iniciativa de criar um mercado nacional mais unificado e otimizar a concorrência tem contribuído para reduzir a deflação industrial em diversos setores. Seis indústrias-chave apresentaram melhora expressiva nas taxas de preço:

  • Processamento de carvão;
  • Fundição e processamento de metais ferrosos;
  • Mineração e lavagem de carvão;
  • Fabricação de equipamentos fotovoltaicos;
  • Produção de baterias;
  • Produtos minerais não metálicos.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Saída de dólares do Brasil deve diminuir no fim do ano

A saída sazonal de dólares do Brasil no final do ano deve ser menos intensa do que em 2024, quando a taxa de câmbio atingiu a marca recorde de R$6,30. Economistas e operadores de tesouraria ouvidos pelo Valor acreditam que a pressão será mais administrável desta vez.

Eles destacam o ambiente mais favorável no mercado de derivativos — principalmente contratos futuros de dólar, que desempenham papel fundamental na definição das taxas de câmbio — como um fator que pode prolongar a tendência positiva observada ao longo de 2025. Enquanto isso, embora o balanço de pagamentos já esteja significativamente negativo, é improvável que se deteriore além do padrão sazonal típico do quarto trimestre. Como resultado, as saídas podem não atingir os US$26,4 bilhões registrados em dezembro de 2024.

“As condições deste ano são melhores do que em 2024: a incerteza sobre o cenário fiscal do Brasil foi postergada para 2027; não há mais questionamentos sobre o início de uma nova administração nos EUA; e a corrida presidencial brasileira provavelmente não afetará os mercados antes de março ou abril do ano que vem”, afirmou Marcos da Fonseca, chefe de mercados do Bradesco. “Diante desse contexto, não há motivo para que o dólar chegue a R$6,30 como aconteceu em dezembro passado.”

Banco Central espera cenário mais tranquilo

O Banco Central também indicou na semana passada que não prevê uma repetição do estresse do ano passado. “O Banco Central claramente possui planos de contingência para diferentes cenários, incluindo um como o que vimos no ano passado. Mas esse não é o meu caso base em nenhuma circunstância”, disse Nilton David, diretor de Política Monetária do BC, em evento na quinta-feira (9).

Ele acrescentou que a sazonalidade de fim de ano normalmente afeta o mercado à vista — o fluxo real de dólares físicos — e não o câmbio em si. “É uma sazonalidade de fluxos à vista, não de preços”, explicou, destacando que os derivativos, onde o câmbio é efetivamente definido, representam um mercado muito maior.

“Uma pesquisa recente do BIS [Banco de Compensações Internacionais] mostra que cerca de 90% das negociações em real brasileiro ocorrem no mercado de derivativos. Globalmente, essa participação é próxima de 50%”, acrescentou.

Fluxos especulativos e volatilidade

Apesar de uma perspectiva mais otimista, os fluxos de derivativos são movidos por posicionamento especulativo e podem se reverter rapidamente. Na semana passada, por exemplo, o aumento das tensões globais, principalmente entre EUA e China, afetou o real, que também sofreu com preocupações sobre fragilidade no mercado de crédito.

O real foi a moeda com pior desempenho entre as 33 mais negociadas. À medida que o sentimento global piorou, questões locais que antes eram negligenciadas começaram a influenciar os preços com mais força.

“O que me preocupa é que se algo inesperado acontecer no exterior e o dólar se fortalecer globalmente, o real sofrerá porque nossos fundamentos são fracos”, disse Marcos De Marchi, economista-chefe da Oriz Partners. “É quando a liquidez global seca que se percebe quem tem fundamentos fortes e quem não tem.”

De Marchi explicou que as altas taxas de juros reais do Brasil continuam sustentando o real, mas também refletem problemas mais profundos. “O carry trade permanece atraente. As taxas de juros reais estão entre 7% e 8%. Não há outro lugar no mundo com essas taxas. Isso mantém o ‘hot money’ no Brasil, mas também é consequência de uma política fiscal muito expansionista”, afirmou.

Marcos da Fonseca, do Bradesco, acrescentou que preocupações fiscais ainda podem limitar a valorização do real, mesmo que o Federal Reserve continue reduzindo os juros nos EUA. “Por um lado, o risco fiscal não representa a mesma ameaça de 2024. Por outro, ainda não está resolvido a ponto de eliminar a cautela em relação aos ativos locais.”

Ele explicou que, embora a queda dos juros nos EUA combinada com uma alta Selic normalmente favoreça a entrada de capital no Brasil, a incerteza global, especialmente em relação à política comercial americana, e dúvidas sobre o cenário fiscal brasileiro podem neutralizar esses efeitos.

Balança comercial pressionada

Embora menos influentes que os derivativos, os fluxos à vista continuam importantes e, em casos extremos, podem forçar ajustes no preço do câmbio, especialmente quando alteram o posicionamento especulativo.

E esses fluxos já estão sob pressão. Dados do Banco Central mostram que, até o fim de setembro, o Brasil já registrava US$17,4 bilhões em saídas líquidas em 2025 — 95% do total de 2024 — antes de entrar no quarto trimestre, que normalmente é o pior período para fluxos externos.

O desempenho deste ano reflete exportações mais fracas e saídas financeiras significativas.

“O suprimento de commodities tem sido forte, o que pressiona os preços para baixo”, disse Felipe Kotinda, economista do Santander. “Brasil e EUA tiveram grandes safras de soja. A produção global de petróleo também aumentou. E a demanda chinesa por minério de ferro está desacelerando, o que impacta os preços de metais.”

“Do lado das importações, a demanda interna forte leva famílias a comprarem mais bens de consumo e empresas a importarem mais bens de capital, o que deve pressionar a balança comercial nas próximas leituras.”

Luís Afonso Lima, chefe de pesquisa da Mapfre Investimentos, afirmou que a conta comercial continuará sob pressão até o fim do ano. “Este é geralmente o período em que o PIB é mais forte, e a indústria importa mais para atender à demanda de final de ano”, explicou.

No campo financeiro, ele observou que a natureza das saídas de capital mudou. “Em 2024, os investidores estrangeiros saíram. Este ano, são os brasileiros enviando dinheiro para o exterior. Estrangeiros até estão voltando, enquanto locais investem mais fora.”

Lima citou dois possíveis motivos: maior acesso a investimentos no exterior por meio de plataformas bancárias e a valorização do real. “A ideia é que o dólar mais barato apresenta oportunidade. O que antes era mais caro agora é mais acessível, estimulando a diversificação de portfólio.”

De Marchi concordou e acrescentou uma terceira explicação: mudança geracional. “Houve troca de lideranças empresariais e na gestão de patrimônio nos últimos anos. Os novos decisores estão mais informados e entendem a importância de diversificar e internacionalizar ativos.”

Apesar dos riscos de saída de capital, economistas apontam dois fatores que podem reduzir a pressão em dezembro: apostas online e repatriação de lucros.

A regulamentação das apostas online resultou em mais dinheiro permanecendo no Brasil, apoiando os fluxos no último trimestre.

Quanto à repatriação de lucros, Kotinda afirmou que a atividade econômica mais fraca pode levar empresas a enviar menos recursos para o exterior. “No final de 2024, as empresas tiveram lucros maiores e enfrentaram mais incerteza, então maximizaram transferências como precaução. Este ano, a atividade não surpreendeu tanto, e os cenários doméstico e global estão menos pressionados pelo risco.”

FONTE: Valor International
IMAGEM: Ana Paula Paiva/Valor

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Comércio Exterior, Economia

China enfrenta nova queda da inflação com crise no setor imobiliário e consumo enfraquecido.

Pressão econômica cresce com deflação e exportações em baixa

A economia da China continua sob forte pressão, com sinais claros de deflação e um mercado interno ainda debilitado após os impactos da pandemia de Covid-19. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou 0,3% em setembro, na comparação anual.

Queda de preços supera previsões do mercado

O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma retração de 0,2%. Apesar disso, o recuo foi menor que o registrado em agosto, quando a inflação caiu 0,4%.

Embora, à primeira vista, a deflação possa parecer positiva para os consumidores, ela representa um risco considerável para o crescimento econômico. Isso porque a expectativa de preços mais baixos no futuro tende a desestimular o consumo, à medida que famílias adiam compras na esperança de novas quedas.

Crise imobiliária e guerra comercial agravam cenário

O ambiente interno na China continua fragilizado principalmente pela crise prolongada no setor imobiliário, que tem afetado diretamente o consumo e os investimentos privados. Ao mesmo tempo, o país enfrenta dificuldades no comércio exterior, prejudicado por uma demanda global instável e os desdobramentos da guerra comercial com os Estados Unidos, intensificada no início do ano.

FMI sugere foco no consumo interno

Em meio à desaceleração, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta terça-feira (14) que Pequim adote medidas fiscais voltadas ao fortalecimento da demanda doméstica. Segundo o FMI, um reequilíbrio da economia chinesa, com foco no consumo, pode ser essencial para conter os riscos deflacionários.

FONTE: Com informações da Bloomberg.
TEXTO: Redação

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Economia

Inflação em 2025 se aproxima da meta e juros seguem estáveis, aponta Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), mostrou nova redução na projeção da inflação para 2025, reforçando o movimento de convergência em direção à meta estabelecida pela autoridade monetária. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, permanecendo apenas 0,22 ponto percentual acima do teto da meta, fixado em 4,50%. Um mês antes, a expectativa era de 4,83%.

Entre as previsões mais recentes — aquelas atualizadas nos últimos cinco dias úteis —, a mediana do IPCA passou de 4,80% para 4,70%, o que indica maior confiança do mercado em uma inflação sob controle nos próximos meses.

Para 2026, a projeção geral do mercado ficou estável em 4,28%, enquanto nas estimativas mais novas houve leve recuo, de 4,30% para 4,20%.

Projeções do Banco Central para inflação e meta contínua

De acordo com o Banco Central, o IPCA deve somar 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante — o primeiro trimestre de 2027 —, a inflação acumulada em 12 meses é projetada em 3,4%.

O BC adota desde este ano o regime de meta contínua de inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a instituição não cumpriu a meta — situação que ocorreu após o IPCA de junho.

Na ocasião, o BC publicou uma carta explicando que espera redução da inflação abaixo de 4,50% até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Juros devem permanecer altos por mais tempo

Na última reunião, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando o tom de cautela diante da incerteza no cenário econômico.

“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível atual da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta”, destacou o BC em comunicado oficial.

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2025 também permaneceu em 15%, consolidando 16 semanas consecutivas de estabilidade. Considerando apenas as projeções mais recentes, a estimativa segue no mesmo patamar.

Para 2026, o mercado projeta uma Selic de 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as previsões continuam em 10,50% e 10%, respectivamente — sem alterações nas últimas semanas.

Perspectiva de estabilidade reforça política monetária

Analistas apontam que a combinação entre inflação em queda e juros estáveis indica uma política monetária mais conservadora, mas eficaz no controle dos preços. A tendência é que o BC mantenha a taxa Selic elevada até ter segurança de que o processo de desinflação está consolidado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Comércio Exterior, Economia

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,5 bilhão na 2ª semana de outubro.

Balança comercial brasileira mantém saldo positivo impulsionado por exportações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A corrente de comércio no período somou US$ 12,3 bilhões, com destaque para o desempenho das exportações.

Exportações superam importações e impulsionam saldo comercial

Entre os dias analisados, as exportações atingiram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,4 bilhões. No acumulado de outubro até a segunda semana, as vendas externas somam US$ 11,6 bilhões e as compras do exterior, US$ 9,1 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 2,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, o país já exportou US$ 269,3 bilhões e importou US$ 221,4 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 48 bilhões. A corrente de comércio anual já alcança US$ 490,8 bilhões.

Exportações crescem 8,6% em outubro

Na comparação entre as médias diárias de exportações da segunda semana de outubro de 2025 (US$ 1,4 bilhão) e do mesmo período de 2024 (US$ 1,3 bilhão), houve um crescimento de 8,6%.

Já as importações apresentaram uma leve retração de 1%, passando de US$ 1,145 bilhão em outubro de 2024 para US$ 1,134 bilhão em 2025. Com isso, a corrente de comércio diária chegou a US$ 2,581 bilhões, enquanto o superávit médio diário foi de US$ 312,35 milhões, um avanço de 4,2% na comparação anual.

Desempenho por setor: agropecuária lidera alta nas exportações

Na análise por setores, o destaque ficou com a agropecuária, que registrou crescimento de 15% nas exportações, com média diária US$ 38,4 milhões superior à de 2024. A indústria extrativa teve avanço de 17,4% (US$ 50,07 milhões), enquanto a indústria de transformação cresceu 3,7% (US$ 29,1 milhões).

Nas importações, o setor de indústria de transformação teve alta de 1% (US$ 10,38 milhões). Em contrapartida, a agropecuária caiu 4,8% (US$ 1,02 milhão) e a indústria extrativa teve queda expressiva de 30,5% (US$ 21,35 milhões).

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional

Tarifas dos EUA impõem novos desafios à logística do Brasil à América do Norte

Empresas do setor apontam para uma necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacende discussões sobre os impactos na cadeia logística internacional, especialmente nas rotas entre o Brasil e a América do Norte. Empresas do setor podem sentir necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

“Mais do que uma questão tributária, estamos diante de uma reconfiguração da estratégia logística entre os países”, afirma Luciano Zucki, cofundador e diretor da PLEX Logistics, companhia especializada em transporte internacional com sede em Miami. Segundo ele, empresas brasileiras precisam revisar seus custos logísticos, reavaliar modais e, principalmente, investir em previsibilidade nas operações. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alumínio, autopeças e têxteis são os setores mais afetados, impactando diretamente os importadores da América Latina.O Brasil figura entre os principais parceiros comerciais dos EUA no Hemisfério Sul, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o que acende o alerta para possíveis gargalos nos fluxos logísticos. 

A PLEX Logistics tem atuado no assessoramento de embarcadores e operadores logísticos para mitigar riscos, otimizar processos e identificar oportunidades em mercados alternativos. “Nosso papel é orientar os clientes com base em dados, inteligência de mercado e alternativas de transporte mais competitivas”, reforça Zucki. 

A empresa mantém operações marítimas, aéreas e rodoviárias, com foco em soluções personalizadas para importação e exportação entre os dois continentes. 

Website: https://www.linkedin.com/company/plex-international-logistics/ 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

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Economia

Dólar fecha em alta com pressão externa e crise política interna no Brasil

Moeda norte-americana sobe com valorização global e incertezas fiscais após queda de MP

O dólar encerrou esta quinta-feira (9) em alta, impulsionado pela valorização frente a moedas fortes como o iene e o euro no mercado internacional. O movimento também refletiu nas moedas de países emergentes, incluindo o real, que perdeu força em meio à crescente instabilidade política no Brasil.

A cotação do dólar à vista fechou com avanço de 0,61%, cotado a R$5,3754, após oscilar ao longo do dia. Já o contrato futuro de novembro, o mais negociado na B3, subia 0,70%, a R$5,4035, às 17h03.


Queda de MP eleva tensão no mercado e pressiona o real

Além dos fatores externos, o mercado acompanhou os impactos da derrubada da Medida Provisória 1303 no Congresso. A proposta tratava da taxação de aplicações financeiras, mas perdeu validade sem sequer ter sido votada, o que representou uma derrota significativa para o governo Lula.

A medida previa uma arrecadação extra de R$14,8 bilhões em 2025 e R$36,2 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Fazenda. Agora, a preocupação do mercado é com a estratégia do governo para compensar a perda de receita, especialmente às vésperas de um ano eleitoral.

Para a analista Maria Luisa Paolantoni, da Nord Investimentos, “o foco se volta às ações do governo para recompor esse valor e evitar cortes orçamentários em 2026”.


Declarações no Japão abalam moedas globais

O movimento de alta do dólar no exterior teve como principal gatilho as declarações de Sanae Takaichi, líder do partido governista japonês e cotada para assumir o cargo de primeira-ministra. Ela afirmou que o Banco Central do Japão deve alinhar sua política monetária às metas do governo, o que foi interpretado como possível interferência política, derrubando o iene.

Com isso, o dólar se valorizou globalmente, pressionando moedas como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. “O iene atingiu o menor valor em meses, e o real acompanhou esse movimento”, explicou João Oliveira, superintendente de Câmbio na Moneycorp.


Oscilações no dia: dólar saiu de mínima a máxima com força externa

O dólar iniciou o pregão em leve queda, chegando a tocar R$5,3240 (-0,36%) às 9h28, mas reverteu o movimento ao longo do dia e atingiu a máxima de R$5,3808 (+0,71%) às 15h52. O movimento refletiu tanto o ambiente externo quanto a incerteza sobre o futuro da política fiscal no Brasil.


Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial
    • Compra: R$5,375
    • Venda: R$5,375
  • Dólar turismo
    • Compra: R$5,362
    • Venda: R$5,542

Banco Central atua no câmbio e destaca particularidades do mercado brasileiro

Em meio à volatilidade, o Banco Central do Brasil vendeu 40 mil contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de novembro. Durante evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton José David, afirmou que metade da valorização do real no ano se deve à própria força da moeda, e a outra metade, à fraqueza global do dólar.

Ele também ressaltou que mais de 90% da liquidez no mercado de câmbio brasileiro está nos derivativos, e não no mercado à vista. Isso, segundo ele, torna menos eficaz a atuação direta no spot quando há distorções.


Índice do dólar sobe no exterior

No cenário internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes — subia 0,56%, alcançando 99,408 às 17h06.

FONTE: Com informações de agências de notícias e análises de mercado.
TEXTO: REDAÇÃO 

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Economia

Haddad fecha acordo para votação da MP que substitui aumento do IOF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (7) que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para votação da Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Segundo o ministro, as partes envolvidas cederam em pontos-chave, o que deve reduzir em cerca de R$ 3 bilhões a arrecadação prevista para 2026.

O entendimento foi firmado em reunião no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a participação do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-PE). De acordo com Haddad, os ajustes promovidos tanto pelo Executivo quanto pelos parlamentares permitiram superar as divergências que travavam o avanço da proposta.

“Com os esclarecimentos dados, o calendário deve seguir normalmente, com apoio do governo ao deputado Zarattini”, afirmou o ministro após o encontro.

Ajustes no texto: LCI, LCA e impacto no setor produtivo

Um dos pontos de maior impasse era a tributação sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Inicialmente, o governo queria cobrar impostos sobre esses papéis, mas recuou diante da resistência do setor produtivo, que alertava para os riscos em um cenário de juros elevados.
Com a concessão, a isenção foi mantida. Em contrapartida, Haddad informou que o governo irá reforçar a regulamentação, exigindo que os recursos captados em LCI e LCA sejam efetivamente destinados a operações de crédito ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário.

Apostas eletrônicas entram no radar

Outro ponto tratado foi a tributação das casas de apostas online (bets). O governo desistiu de aumentar a alíquota, mas incluiu uma compensação: empresas que já atuavam no país antes da regulamentação terão de pagar 30% da receita obtida nesse período.

Queda na arrecadação prevista

A proposta inicial da Fazenda previa arrecadar R$ 20 bilhões com a MP. Após as alterações, a estimativa caiu para R$ 17 bilhões. A redução de R$ 3 bilhões reflete as concessões feitas durante as negociações.

A presença de Haddad no Senado demonstra a urgência do governo em aprovar a matéria. A Medida Provisória precisa ser votada até esta quarta-feira (8) para não perder a validade.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lula Marques/Agência Brasil

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