Comércio Exterior

MDIC lança painel inédito sobre comércio exterior de serviços no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou uma nova ferramenta oficial voltada ao acompanhamento do comércio exterior de serviços. Lançado em celebração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e de outros países.

Transparência e apoio à formulação de políticas públicas

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços. A plataforma permite consultar valores anuais atualizados de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores econômicos e parceiros comerciais.

Serviços ganham espaço no comércio internacional

Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Segundo ele, os serviços representam uma fronteira cada vez mais estratégica do comércio internacional.

De acordo com dados da OCDE, cerca de 40% do valor adicionado às exportações brasileiras de manufaturados está relacionado a serviços incorporados, o que reforça a importância de estatísticas acessíveis e comparáveis sobre o tema.

Integração ao ecossistema digital do comércio exterior

As informações nacionais disponibilizadas no painel têm como base os dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços se soma a outras plataformas digitais do governo, como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo gráficos, indicadores e análises interativas que facilitam a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que o setor de serviços tem participação crescente nas trocas internacionais e papel central na competitividade da economia brasileira, especialmente na identificação de oportunidades em novos mercados.

Exportações de serviços batem recorde

Entre os dados de destaque apresentados na ferramenta, está o desempenho das exportações brasileiras de serviços, que alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025. Desse total, 65% correspondem a serviços prestados digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC, a consolidação dessas informações em um ambiente visual e interativo contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e fortalecer a atuação do Brasil no comércio internacional de serviços, além de apoiar empresas e entidades na prospecção de novos negócios.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes / MDIC

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Comércio Exterior

Navio da CMA CGM perde 58 contêineres próximo a Malta

CMA CGM registrou a perda de 58 contêineres em alto-mar nas proximidades de Malta, devido a condições climáticas adversas durante a viagem do navio CMA CGM Tiga em direção ao Levante.

Incidente ocorreu em janeiro de 2026

O episódio aconteceu em 20 de janeiro de 2026, conforme comunicado recente da empresa francesa de transporte marítimo. O navio envolvido, CMA CGM Tiga, possui capacidade para 5.500 TEU e é considerado de última geração.

Segundo a companhia, “durante a travessia do sul da Europa ao Levante, o navio enfrentou condições meteorológicas inesperadas e perdeu 58 contêineres no mar. Além disso, alguns contêineres na cobertura sofreram danos”.

Tripulação e carga sem riscos graves

A CMA CGM afirmou que não houve ferimentos entre a tripulação e que o navio permanece apto para navegação. Informações iniciais indicam que nenhum dos contêineres perdidos continha cargas perigosas, minimizando riscos ambientais e de segurança.

Avaliação e assistência aos clientes

A empresa notificou as autoridades competentes e anunciou que o CMA CGM Tiga seguirá para Malta para uma inspeção completa, garantindo a segurança e a continuidade da viagem. A naviera também se comprometeu a contatar diretamente os clientes afetados, oferecendo suporte personalizado.

“Lamentamos os transtornos e possíveis atrasos causados pelo incidente. Manteremos todos informados sobre novas datas de descarga assim que disponíveis”, afirmou a CMA CGM.

Sobre o CMA CGM Tiga

O CMA CGM Tiga foi entregue em abril de 2025 e construído pela Beihai Shipbuilding e China Shipbuilding Trading Co., Ltd. (CSTC). Trata-se de um portacontêiner moderno e equipado com tecnologias de ponta para navegação e segurança.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo van Weele/MarineTraffic

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Comércio Exterior

Importação de fertilizantes no Brasil atinge recorde histórico e impulsiona exportações agrícolas em 2025

O Brasil alcançou um recorde na importação de fertilizantes em 2025, totalizando 45,5 milhões de toneladas, acima das 44,28 milhões registradas em 2024. Os dados constam no Boletim Logístico da Conab | Ano IX – janeiro/2026, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O avanço reflete um cenário positivo para a agricultura brasileira, indicando maior disposição dos produtores em ampliar áreas cultivadas e investir em produtividade. Ao longo de 2025, o crescimento contínuo das aquisições já sinalizava a confiança do setor nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes, reforçando seu papel estratégico na produção nacional de grãos.

Portos concentram entrada de fertilizantes e fortalecem logística

A movimentação de fertilizantes pelos principais portos brasileiros confirmou a solidez da cadeia de suprimentos de insumos agrícolas. Somados os volumes desembarcados nos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e nos terminais do Arco Norte, o total importado em 2025 chegou a 45,50 milhões de toneladas, um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%) em relação ao ano anterior.

O Porto de Paranaguá manteve-se como o principal ponto de entrada, com 10,89 milhões de toneladas, resultado próximo ao de 2024. Os portos do Arco Norte registraram crescimento expressivo, alcançando 8,27 milhões de toneladas, acima das 7,5 milhões do ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos movimentou 8,42 milhões de toneladas, queda de 5,18% na comparação anual.

Exportações agrícolas crescem e superam 172 milhões de toneladas

Em 2025, o Brasil ampliou as exportações de milho, soja e farelo de soja, alcançando 172,3 milhões de toneladas, um crescimento de 6,21% em relação a 2024. O desempenho foi sustentado por ajustes positivos na logística portuária, com destaque para os portos de Paranaguá e do Arco Norte, além do protagonismo de estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas.

As exportações de milho somaram 40,9 milhões de toneladas até dezembro, acima das 39,7 milhões do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39,3% dos embarques, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8%. Paranaguá ampliou significativamente sua participação, atingindo 12,3% do total.

No caso da soja em grãos, os embarques chegaram a 108,1 milhões de toneladas, superando os 98,8 milhões registrados em 2024. O Arco Norte respondeu por 36,2% das exportações, seguido pelo Porto de Santos, com 32%. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul foram os principais estados de origem.

Já as exportações de farelo de soja alcançaram 23,3 milhões de toneladas em 2025, ligeiramente acima do volume do ano anterior. O Porto de Santos concentrou 43,2% dos embarques, seguido por Paranaguá (27,8%) e Rio Grande (16,9%).

Mercado de fretes segue estável com variações regionais

O mercado de fretes rodoviários apresentou comportamento predominantemente estável em dezembro, com ajustes pontuais de preços conforme a demanda local, níveis de estoque e custos operacionais. A menor movimentação de grãos típica do fim de ano contribuiu para o equilíbrio das cotações em diversas regiões.

Na Bahia e no Maranhão, os fretes permaneceram estáveis, enquanto no Distrito Federal houve alta entre 1% e 4%, pressionada pelo custo do diesel. Em Mato Grosso, os preços seguiram elevados na comparação anual, sustentados por estoques altos e expectativa de intensificação da colheita da soja. Já no Piauí, a retração da demanda resultou em queda média superior a 9%.

Para o início de 2026, a expectativa é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com tendência de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, acompanhando o avanço da colheita e o aumento do escoamento da produção agrícola.

FONTE: Companhia Nacional de Abastecimento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Companhia Nacional de Abastecimento

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Comércio Exterior

O que acontece com um contêiner perdido no mar?

“Você sabia que centenas de contêineres se perdem no mar todos os anos?” Essa é a pergunta que abre um dos problemas menos visíveis — porém de grande impacto — do comércio global: a perda de contêineres no oceano e suas consequências para o meio ambiente, a navegação e as cadeias logísticas.

Uma realidade do comércio marítimo internacional

O transporte marítimo responde por mais de 80% do comércio mundial. Todos os anos, cerca de 250 milhões de contêineres são movimentados globalmente. Apesar dos avanços tecnológicos e dos protocolos de segurança, perdas continuam ocorrendo. Segundo dados do World Shipping Council (WSC), 576 contêineres foram perdidos no mar em 2024.

As principais causas envolvem tempestades severas, falhas na amarração da carga, erros operacionais e condições extremas de navegação. Embora o percentual em relação ao volume total transportado seja pequeno, os impactos logísticos, ambientais e financeiros são significativos.

O destino de um contêiner no oceano

Quando um contêiner cai no mar, três cenários principais podem ocorrer. Em muitos casos, ele afunda rapidamente devido ao peso da estrutura metálica e da carga. Em outros, permanece parcialmente flutuando e à deriva por semanas ou meses, representando risco à navegação. Há ainda situações em que contêineres ou partes de sua carga chegam a costas e praias, causando poluição e prejuízos ambientais.

Autoridades marítimas alertam que contêineres submersos ou semissubmersos são difíceis de detectar e podem provocar colisões com embarcações menores, como barcos de pesca e veleiros.

Quando o mar devolve histórias: patinhos de borracha e peças de Lego nas praias

Entre os exemplos mais curiosos — e reveladores — do que pode acontecer com cargas perdidas no oceano estão os casos dos chamados “Friendly Floatees” e do “Great Lego Spill”, eventos que se tornaram marcos no estudo das correntes marítimas e da poluição plástica.

Em janeiro de 1992, uma tempestade no Pacífico Norte fez com que um navio cargueiro perdesse pelo menos três contêineres carregados com 28.800 brinquedos de banho de plástico, incluindo patinhos de borracha, tartarugas e outros bichos flutuantes, todos projetados para crianças. Em vez de afundar, os brinquedos flutuaram e se espalharam por milhares de quilômetros, chegando a praias de diversos continentes ao longo dos anos seguintes. Pesquisadores e entusiastas passaram a registrar esses achados como uma forma de entender e mapear as correntes oceânicas, uma vez que os objetos funcionaram como “marcadores” naturais da dinâmica das águas. Este fenômeno ganhou atenção internacional e foi tema do livro Moby-Duck, do autor Donovan Hohn, que explorou a jornada dessas peças e sua utilidade para a ciência das correntes marinhas.

Outro episódio ocorreu em 1997, quando o navio porta-contêineres Tokio Express foi atingido por uma onda forte nas proximidades de Land’s End, na Cornualha, Reino Unido, fazendo com que dezenas de contêineres caíssem no Atlântico. Entre eles, um carregado com aproximadamente 4,75 milhões de peças de Lego, muitas das quais com temática marítima, como dragões, espadas e personagens de conjuntos aquáticos. Ao longo de décadas, milhares dessas peças foram encontradas ao longo de praias no sudoeste da Inglaterra, na Irlanda, na França e em outros pontos da costa europeia, despertando tanto a curiosidade de colecionadores quanto a atenção de ambientalistas, pela durabilidade do plástico e sua lenta decomposição no ambiente marinho. Há registros de achados até 27 anos depois do incidente, como o caso de um garoto britânico que encontrou uma figura de polvo considerada rara entre as peças perdidas.

Estes eventos, além de curiosos, têm servido para ilustrar como objetos aparentemente inofensivos podem viajar grandes distâncias e se transformar em indicadores das correntes oceânicas, ao mesmo tempo em que chamam a atenção para os efeitos persistentes da poluição plástica nos oceanos — um problema que, embora pareça quase anedótico quando exemplificado por brinquedos, tem implicações sérias para a vida marinha e os ecossistemas costeiros.

Prejuízos financeiros que chegam a centenas de milhões de dólares

Os danos causados pela perda de contêineres não se limitam ao valor da mercadoria. Eles afetam toda a cadeia logística, incluindo atrasos, paralisação de contratos, custos de reposição e acionamento de seguros.

Um dos casos recentes mais emblemáticos ocorreu em novembro de 2020, quando o navio ONE Apus perdeu cerca de 1.816 contêineres no Oceano Pacífico durante uma tempestade. Estimativas indicam que a perda direta de carga ultrapassou US$ 90 milhões. Considerando indenizações, danos adicionais e interrupções logísticas, as reivindicações junto às seguradoras superaram US$ 200 milhões.

Outro episódio histórico envolveu o navio MOL Comfort, que se partiu ao meio em 2013, resultando na perda de mais de 4 mil contêineres. O prejuízo total, somando carga, embarcação e impactos operacionais, foi estimado em centenas de milhões de dólares, tornando-se um dos maiores desastres do setor.

A importância estratégica do seguro de carga

Diante desses riscos, o seguro de carga deixa de ser um item opcional e passa a ser um elemento essencial da logística internacional. Esse tipo de seguro protege importadores e exportadores contra perdas totais ou parciais da mercadoria, danos causados por eventos climáticos, acidentes marítimos, extravio e responsabilidades legais.

Sem cobertura adequada, empresas podem enfrentar prejuízos financeiros severos, além de impactos indiretos como perda de credibilidade no mercado, ruptura de contratos e dificuldades para manter operações regulares.

Grandes armadores e seguradoras oferecem planos específicos para transporte marítimo, com valores de cobertura por contêiner que, na maioria dos casos, representam um custo reduzido quando comparado ao potencial prejuízo de uma perda total.

Impactos ambientais e riscos à navegação

Além dos danos econômicos, a perda de contêineres no mar pode gerar consequências ambientais relevantes. Cargas compostas por plástico, produtos químicos, fertilizantes ou outros materiais perigosos podem contaminar ecossistemas marinhos e costeiros.

Organizações internacionais alertam que esses resíduos contribuem para a poluição dos oceanos e podem afetar a fauna marinha, a pesca e o turismo em regiões costeiras.

Como resposta ao problema, novas regras internacionais passaram a exigir maior transparência. A partir de janeiro de 2026, tornou-se obrigatória a notificação de todos os contêineres perdidos no mar, medida que visa aumentar a segurança da navegação e permitir respostas mais rápidas a riscos ambientais.

Um risco invisível da logística global

A queda de contêineres no oceano evidencia que a logística internacional envolve riscos que vão muito além do transporte em si. Os prejuízos financeiros, os impactos ambientais e os riscos à navegação reforçam a necessidade de investimentos contínuos em segurança, gestão de riscos e seguro de carga.

Em um setor que movimenta trilhões de dólares todos os anos, a prevenção e a mitigação desses eventos são fundamentais para garantir a sustentabilidade do comércio global.

TEXTO: Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, sob curadoria da equipe do ReConecta News.

IMAGEM: PRODUZIDA POR IA

Fontes de pesquisa

World Shipping Council – Containers Lost at Sea Report
Australian Maritime Safety Authority – Containers overboard and marine pollution
Relatórios e registros de incidentes marítimos: ONE Apus (2020) e MOL Comfort (2013)

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Comércio Exterior

Receita Federal reformula OEA e suspende multa por erro de classificação fiscal

A Receita Federal anunciou que o programa OEA (Operador Econômico Autorizado) passará por uma reformulação ao longo de 2026, com foco no fortalecimento da conformidade aduaneira dos importadores. A medida ocorre em meio à migração do modelo tradicional da Declaração de Importação (DI) para a Declaração Única de Importação (Duimp), dentro do Portal Único de Comércio Exterior.

Uma das principais alterações já em vigor é a suspensão da multa de 1% aplicada sobre erros na classificação fiscal de mercadorias. A penalidade foi revogada pela Lei Complementar 227/2026, considerada um dos marcos regulatórios da reforma tributária.

Receita adota postura educativa durante período de adaptação

De acordo com o coordenador-geral de Administração Aduaneira da Receita Federal, Felipe Mendes Moraes, o novo desenho do OEA busca privilegiar um modelo mais orientativo e educativo, especialmente durante a fase de transição entre os sistemas.

Segundo ele, falhas cometidas nesse momento de adaptação devem ser tratadas sob a ótica da adequação processual, e não da punição imediata. A avaliação foi feita durante uma transmissão oficial promovida pelo Fisco.

Felipe também esclareceu que, embora a LC 227/2026 preveja a criação de uma nova multa vinculada ao despacho aduaneiro, a penalidade ainda depende de regulamentação infralegal a ser construída em conjunto com o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Até que isso ocorra, não há sanção em vigor.

Fisco reforça que não há liberação irrestrita para erros

Durante o mesmo evento, o coordenador operacional aduaneiro, Fabrício Betto, destacou que a retirada da multa não representa uma permissão ampla para inconsistências nas declarações. A intenção, segundo ele, é garantir um período de aprendizado controlado, diante da complexidade da nova arquitetura tributária.

Betto afirmou que a tolerância a erros faz parte do processo de transição e envolve uma decisão conjunta entre União, estados e municípios, por meio do Comitê Gestor do IBS.

Reforma do OEA busca mais eficiência no comércio exterior

A atualização do programa OEA está alinhada às diretrizes da reforma tributária, que prevê desburocratização, simplificação e maior previsibilidade para as operações de comércio exterior. A expectativa da Receita é que empresas aderentes ao novo modelo tenham ganhos de agilidade nos despachos e maior segurança jurídica.

OEA e a substituição da DI pela Duimp

O OEA é um programa de certificação concedido a empresas que demonstram elevado nível de conformidade, controle e segurança em suas operações internacionais. Com a implementação do Duimp, que substitui a DI, os importadores precisam realizar ajustes significativos em seus sistemas e rotinas internas.

Segundo a Receita Federal, o momento atual é de cooperação técnica entre o Fisco e os operadores econômicos, com foco na correção de falhas sem aplicação automática de penalidades. A regulamentação das novas multas aduaneiras deverá avançar ainda em 2026, acompanhando o cronograma da transição tributária.

FONTE: Contábeis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Comércio Exterior

TCP registra recorde histórico e movimenta 11,5 milhões de toneladas de cargas em 2025

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou 2025 com um recorde de movimentação de 11,5 milhões de toneladas de cargas. O volume, que soma exportações e importações sem considerar o peso dos contêineres, representa um crescimento de 7% em relação a 2024, quando foram movimentadas 10,8 milhões de toneladas.

O desempenho foi sustentado principalmente pelo avanço das exportações, que totalizaram 8,29 milhões de toneladas, também com alta de 7%. Já as importações alcançaram 3,177 milhões de toneladas, crescimento de 2% no comparativo anual.

Carnes, madeira e agronegócio lideram exportações
Entre os segmentos exportadores, o maior destaque em 2025 foi o de carnes e congelados, com 3,822 milhões de toneladas. Na sequência aparecem madeira, com 1,394 milhão de toneladas, papel e celulose, com 991 mil toneladas, e produtos do agronegócio, que somaram 939 mil toneladas.

Nas importações, o protagonismo ficou com o setor químico e petroquímico, responsável por 619 mil toneladas. O ranking segue com os segmentos automotivo (544 mil toneladas), eletrônicos e maquinários (333 mil toneladas) e construção e infraestrutura (233 mil toneladas).

Ampliação do calado fortalece competitividade do porto
Mesmo diante de um cenário internacional mais desafiador, marcado por tarifas e cotas sobre produtos brasileiros, a TCP ampliou sua relevância na corrente de comércio. Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da empresa, a combinação entre maior oferta de serviços marítimos e o aumento da capacidade operacional foi decisiva para o resultado recorde.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá passou de 12,10 metros para 13,30 metros, após três revisões. A ampliação de 1,20 metro elevou a capacidade em cerca de 960 TEUs cheios por navio, permitindo operações mais eficientes.

Número de navios e linhas marítimas em alta
Em 2025, o Terminal de Contêineres de Paranaguá registrou 1.019 atracações, crescimento de 3% em relação ao ano anterior. A TCP se mantém como o maior concentrador de linhas marítimas do Brasil, com 23 escalas semanais regulares, conectando o terminal à Ásia, Europa, Américas e África, além da cabotagem.

Exportações de carne bovina batem novo recorde
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Abiec, mostram que o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 20,9% em volume e receita de US$ 18,03 bilhões, crescimento de 40,1% frente a 2024.

Nesse cenário, a TCP embarcou 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, avanço de 53% sobre o ano anterior. O terminal ampliou sua participação de mercado de 23% para 29% entre 2024 e 2025, desempenho acima da média nacional.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, o avanço reflete a confiança das indústrias exportadoras na infraestrutura e na qualidade operacional do terminal, que hoje conta com a maior estrutura de armazenagem refrigerada da América do Sul.

Maior parque de contêineres refrigerados da América do Sul
Em 2024, a TCP inaugurou o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, ampliando o número de tomadas no pátio de 3.624 para 5.268. No cenário nacional, o terminal possui uma capacidade 32% superior ao segundo colocado, consolidando-se como o principal corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil, com 39% de participação de mercado.

Exportações de frango avançam no quarto trimestre
Entre outubro e dezembro, os embarques de carne de frango congelada pela TCP somaram 670 mil toneladas, alta de 9% na comparação anual. O resultado marca uma recuperação após um período desafiador para o setor, afetado temporariamente por restrições internacionais decorrentes de um foco de Influenza Aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul.

Com a rápida contenção do caso e o Brasil retomando o status de país livre da doença, as restrições foram retiradas gradualmente. Em dezembro, a TCP alcançou o melhor resultado mensal da série histórica para exportações de frango.

Brasil e TCP ampliam participação nas exportações de frango
Segundo a ABPA, o Brasil exportou 510,8 mil toneladas de frango em dezembro, alta de 13,9% na comparação anual, com receita de US$ 947,7 milhões. No mesmo mês, a TCP respondeu por 233,9 mil toneladas, crescimento de 19%.

No acumulado de 2025, o país embarcou 5,324 milhões de toneladas de frango, enquanto a TCP foi responsável por 2,398 milhões de toneladas, o equivalente a 45% das exportações brasileiras do produto. Mais de 70% desse volume teve origem no Paraná, com destaque para os embarques destinados aos Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Comércio Exterior

Empresas apoiadas pela ApexBrasil respondem por 44% das exportações brasileiras em 2025

A Agênca Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou o balanço de 2025 com números recordes e consolidou sua relevância na estratégia de inserção internacional das empresas brasileiras. Ao longo do ano, a instituição apoiou 23.386 empresas, volume 13,5% superior ao registrado em 2024. Desse total, 51,7% são micro e pequenas empresas (MPEs), reforçando o foco na base produtiva nacional.

Do conjunto de empresas atendidas em 2025, 4.859 efetivamente exportaram, movimentando US$ 153,2 bilhões — valor equivalente a 44% de tudo o que o Brasil exportou no ano. O país fechou 2025 com US$ 348,7 bilhões em exportações, dentro de uma corrente de comércio histórica de US$ 629,1 bilhões, com superávit de US$ 68,3 bilhões.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, os resultados refletem o alcance da política de promoção comercial. “A estratégia está chegando a mais empresas, em mais regiões, com impacto direto na competitividade da economia brasileira”, afirmou.

Mais inclusão e ampliação regional

Em 2025, 12.828 empresas participaram de ações da ApexBrasil como novos clientes, representando 54,9% do total atendido no ano. Entre as micro e pequenas empresas, 12.084 foram apoiadas, crescimento de 8,2% em relação a 2024.

A agenda de inclusão também avançou de forma consistente. O número de empresas lideradas por mulheres chegou a 5.244, alta de 29,4%, impulsionada pelo programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI). Já a política de interiorização ampliou o alcance da Agência nas regiões Norte e Nordeste, que concentraram 4.892 empresas apoiadas, o equivalente a 20,9% do total.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, os dados comprovam a efetividade da estratégia institucional. “Ao apoiar mais de 23 mil empresas e contribuir para quase metade das exportações do país, a Agência reforça seu papel como parceira estratégica do setor produtivo”, destacou.

Programa Exporta Mais Brasil impulsiona negócios

O Exporta Mais Brasil foi um dos destaques de 2025. O programa realizou 14 edições em todas as regiões do país, conectando 688 empresas brasileiras a 166 compradores internacionais, provenientes de 52 países. A expectativa de negócios gerada alcançou R$ 386,7 milhões.

Desde 2023, o programa soma 42 edições, com a participação de 1.563 empresas e 471 compradores de 76 países, acumulando mais de R$ 940 milhões em expectativas comerciais. Para 2026, a previsão é realizar 85 novas edições, ampliando o modelo que traz compradores internacionais ao Brasil para negociações diretas com produtores locais.

Presença em feiras internacionais estratégicas

Ao longo de 2025, a ApexBrasil viabilizou a participação de empresas brasileiras em 32 feiras internacionais, consideradas estratégicas para diversos setores. Mais de 380 exportadoras marcaram presença em eventos globais, especialmente nas áreas de agronegócio, alimentos e bebidas.

As ações possibilitaram o contato com 3.605 compradores internacionais, de 113 países, em articulação com os escritórios e representações da Agência no exterior, ampliando oportunidades comerciais e abrindo novos mercados.

Expansão da presença nacional e internacional

A estrutura da ApexBrasil também foi ampliada. No Brasil, a Agência passou de 5 para 8 escritórios, com a inauguração de novas unidades em Mato Grosso (MT) e Bahia (BA), além de uma nova estrutura em São Paulo. Para 2026, está prevista a abertura de um espaço em Minas Gerais (MG).

No exterior, a presença avançou de 10 para 19 escritórios. Em 2025, foram inauguradas unidades em Nova York, Washington, Lisboa, ASEAN, Nigéria, África Oriental e Shenzhen. Estão em processo de abertura escritórios em Nova Deli e na região da América Central e Caribe.

De acordo com o diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, o desempenho recorde reflete a evolução da governança, da gestão de recursos e do uso de tecnologia. “Esses avanços criam uma base sólida para que a ApexBrasil esteja ainda mais preparada para os desafios de 2026”, avaliou.

Missões internacionais fortalecem a imagem do Brasil

Entre 2023 e 2025, a ApexBrasil participou da organização de 19 missões presidenciais e 5 vice-presidenciais, reunindo mais de 8 mil empresários em fóruns e encontros bilaterais. As agendas passaram por países da América Latina, América do Norte, Ásia, Europa, Oriente Médio e África.

Como resultado, foram assinados mais de 30 instrumentos de cooperação e anunciados R$ 237 bilhões em investimentos. Somente em 2025, ocorreram 10 missões, incluindo visitas a países como Japão, China, Vietnã, França, Nigéria, México, Indonésia, Malásia e Moçambique, reforçando a imagem do Brasil como parceiro confiável e aberto à cooperação internacional.

Na frente de investimentos, a ApexBrasil apoiou 69 projetos em 2025, que somaram US$ 9,92 bilhões em anúncios. Os principais setores atendidos foram serviços financeiros, infraestrutura, energia renovável, petróleo e gás e agronegócio. Ao longo do ano, 365 investidores receberam atendimento, número 30% acima da meta prevista.

Perspectivas da ApexBrasil para 2026

Para 2026, a ApexBrasil projeta ampliar sua atuação, consolidando os avanços obtidos e abrindo novas oportunidades para as empresas brasileiras no comércio internacional. A Agência seguirá fortalecendo ações de qualificação, promoção comercial e atração de investimentos, com foco na diversificação de mercados e no aprofundamento da presença internacional do Brasil.

O objetivo permanece claro: capacitar, orientar e conectar empresas brasileiras a compradores internacionais, promovendo uma inserção externa cada vez mais competitiva, sustentável e inclusiva.

Fonte: ApexBrasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: APEX BRASIL

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Comércio Exterior

Especialistas analisam o comércio internacional e o cenário econômico da Venezuela

O Conselho Empresarial de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) promoveu um encontro voltado à discussão de temas estratégicos da agenda econômica brasileira e do comércio exterior. O convidado foi o economista Márcio Sette Fortes, que apresentou a palestra “As perspectivas econômicas e políticas da Venezuela no comércio internacional”.

Durante a exposição, o especialista abordou questões relacionadas a acordos internacionais, financiamento ao comércio e o contexto econômico da América do Sul, com foco nos reflexos para o Brasil e para o Estado do Rio de Janeiro.

Política de preços da Petrobras e impactos no mercado

Ao analisar o setor energético, Márcio Sette destacou a mudança na política de preços da Petrobras, que em 2023 deixou de adotar a Paridade de Preços de Importação (PPI). Segundo ele, embora a medida tenha reduzido a dependência direta da cotação internacional do barril Brent, o país ainda permanece sensível às oscilações globais, especialmente no mercado de diesel.

“O Brasil continua exposto aos preços internacionais, mesmo com ajustes na política interna”, observou o economista.

Indústria petrolífera da Venezuela e reflexos no Rio de Janeiro

O economista também chamou atenção para a situação da indústria de petróleo da Venezuela, que, de acordo com sua análise, enfrenta um quadro de sucateamento após duas décadas de baixo investimento. Esse cenário inviabiliza uma retomada rápida da produção, apesar de o país deter as maiores reservas de petróleo do mundo.

No caso do Rio de Janeiro, o alerta recai sobre os possíveis efeitos de uma eventual ampliação da produção venezuelana sob influência dos Estados Unidos. Uma maior oferta de petróleo no mercado global poderia pressionar os preços internacionais. “O petróleo responde por cerca de 40% do PIB total e 80% do PIB industrial fluminense. Uma queda expressiva nos preços teria impacto direto nas exportações da Petrobras, na arrecadação estadual e na economia do Rio”, afirmou.

Acordos comerciais e integração regional

Outro ponto abordado foi o papel dos acordos de comércio internacional, como o Acordo de Complementação Econômica nº 59 (ACE 59) e o Acordo Mercosul–União Europeia. Márcio Sette também comentou a suspensão temporária — posteriormente revogada — do Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE 69), que permite a entrada de produtos brasileiros na Venezuela com tarifa zero, desde que cumpridas as exigências de certificação de origem.

Crise política e desafios econômicos na Venezuela

A reunião contou ainda com uma análise política apresentada pelo vice-presidente do Conselho Empresarial de Comércio Exterior, Pedro Rafael. Ele traçou um panorama da crise venezuelana, combinando aspectos históricos com as recentes mudanças políticas e econômicas.

Segundo Pedro Rafael, a Venezuela enfrenta atualmente um cenário de insegurança jurídica, no qual a recuperação econômica depende da reabertura ao mercado internacional e da regularização de dívidas acumuladas. “A reconstrução econômica e política do país é urgente e passa, necessariamente, pela retomada da confiança institucional”, avaliou.

FONTE: ACRJ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ACRJ

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Comércio Exterior

Presidente Yamandú Orsi lidera missão oficial à China para fortalecer parceria comercial

Na próxima semana, o presidente Yamandú Orsi comandará uma missão oficial à China, com uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento das relações bilaterais com o principal parceiro comercial do país. A programação reúne encontros políticos, atividades técnicas e diálogos com o setor produtivo, reforçando a aposta do governo na ampliação do comércio exterior e dos investimentos.

Viagem autorizada pelo Senado e foco em Beijing e Shanghai

A Assembleia Geral, por meio do Senado, autorizou a viagem presidencial entre 29 de janeiro e 8 de fevereiro de 2026. Dentro desse período, a missão empresarial ocorrerá de 3 a 7 de fevereiro, com atividades concentradas em Beijing e Shanghai, dois dos mais relevantes polos políticos e econômicos da China.

Delegação reúne governo, empresas e câmaras empresariais

A comitiva oficial contará com organismos do Estado ligados à política exterior, produção, inovação e promoção de investimentos, além da participação de 75 empresas uruguaias e 9 câmaras empresariais. A articulação da missão está sob responsabilidade da Presidência, da Chancelaria e da Uruguay XXI.

Logística e infraestrutura no centro da agenda

Os temas de logística e infraestrutura ocupam posição central na programação, considerados essenciais para o aprofundamento do comércio com a China. Também integram a delegação entidades do agronegócio, da indústria, organismos financeiros e agências públicas de investimento.

O Congresso de Intendentes também participa da missão, agregando a dimensão territorial aos projetos de desenvolvimento e conectividade logística.

Encontros empresariais e novas oportunidades de negócios

As atividades empresariais estão divididas entre Beijing, nos dias 3 e 4 de fevereiro, e Shanghai, nos dias 5 e 6. A agenda prioriza o fortalecimento dos vínculos comerciais bilaterais, a identificação de novas oportunidades de negócios e a promoção da oferta exportável e de investimentos do Uruguai.

Estão previstos ainda espaços de intercâmbio direto entre empresas uruguaias e chinesas, além de reuniões com atores institucionais estratégicos do país anfitrião.

Cobertura especializada e projeção internacional

A Todologística acompanhará o presidente Orsi durante a missão, realizando a cobertura dos encontros com autoridades e empresários. A iniciativa busca evidenciar como o país projeta seu comércio exterior, sua capacidade logística e seus investimentos produtivos, além de estimular o networking entre empresas chinesas e latino-americanas, criando contatos qualificados e alianças estratégicas em mercados-chave.

Relação bilateral em um cenário global em transformação

Segundo o governo, a missão faz parte dos esforços para aprofundar a relação bilateral com a China, consolidando e diversificando parcerias já existentes em um contexto internacional marcado por mudanças nos fluxos comerciais e produtivos.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior

Mercosul-UE: cronograma de redução de tarifas será específico por produto, alerta FIESC

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) promoveu nesta quinta-feira um workshop online reunindo mais de 100 empresários para detalhar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado após 26 anos de negociações. O encontro destacou o cronograma de implementação e os pontos estratégicos que as empresas devem acompanhar para aproveitar as oportunidades comerciais.

Redução gradual de tarifas por produto

Um dos principais temas abordados foi o cronograma de desgravação, ou seja, a redução progressiva das tarifas de importação e exportação. Cada produto terá um calendário específico, permitindo que empresas planejem estratégias de entrada em novos mercados.

Além disso, foram discutidos:

  • Validação de certificações ambientais e de qualidade;
  • Condições para aplicação de barreiras não-tarifárias;
  • Regras para acionamento de salvaguardas, incluindo produtos industrializados de ambos os blocos.

Material exclusivo para empresas

A FIESC está preparando uma compilação detalhada do cronograma de redução de tarifas dos principais produtos exportados por Santa Catarina. O material será disponibilizado gratuitamente a empresas cadastradas na Plataforma de Internacionalização da FIESC a partir da próxima semana: fiesc.com.br/internacionalizacao.

Preparação estratégica para o mercado europeu

Para Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, o adiamento da implementação do acordo, motivado pelo envio do tratado à análise do Tribunal Europeu, oferece às empresas brasileiras uma oportunidade de preparação.

“As companhias podem aproveitar esse tempo para estudar os textos do acordo, discutir ajustes internos e se preparar para maximizar os benefícios do mercado europeu”, destacou Bustamante.

Ela também ressaltou a importância de monitorar quais produtos e fabricantes europeus terão vantagens de acesso ao Brasil, permitindo que a indústria catarinense se antecipe à concorrência.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti.

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