Comércio Exterior

Comércio exterior do Amazonas atinge US$ 17 bilhões em 2025 impulsionado pelo Polo Industrial

O Amazonas encerrou 2025 com US$ 17 bilhões na corrente de comércio, resultado do desempenho das exportações e importações ligadas ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, divulgada nesta quarta-feira (14), e evidenciam a dependência do parque industrial da entrada de insumos e da saída de produtos manufaturados.

Do total movimentado, US$ 939,8 milhões vieram das exportações, enquanto as importações somaram US$ 16,06 bilhões, mantendo o estado entre os maiores volumes de comércio exterior da Região Norte.

Importações sustentam a atividade industrial

Ao longo de 2025, as importações do Amazonas foram compostas majoritariamente por bens intermediários e matérias-primas, utilizados diretamente na cadeia produtiva do Polo Industrial. Esses insumos garantem o funcionamento das fábricas e o abastecimento dos mercados interno e externo.

O estado mantém um ritmo elevado de importações desde 2018, com valores anuais acima de US$ 9,9 bilhões. A partir de 2021, o volume superou a marca de US$ 13 bilhões. Em 2024, foi registrado o maior resultado da série histórica, com US$ 16,14 bilhões, patamar praticamente repetido em 2025, quando o acumulado chegou a US$ 16,06 bilhões.

Exportações mantêm trajetória de crescimento

As exportações do Amazonas também apresentaram evolução consistente nos últimos anos. Entre 2018 e 2021, os valores passaram de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração observada em 2020, quando totalizaram US$ 786,7 milhões.

Desde 2022, o estado passou a superar regularmente a marca de US$ 900 milhões exportados. Foram US$ 903,8 milhões em 2022 e US$ 922,6 milhões em 2023. Em 2024, o Amazonas alcançou o recorde histórico, com US$ 970,4 milhões. Em 2025, o valor acumulado até dezembro somou US$ 936,8 milhões, ficando próximo do maior resultado já registrado.

Desempenho do comércio exterior em dezembro

Em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.

Entre os principais destinos das exportações, destacaram-se:
Alemanha, com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, equivalente a 96% do total exportado para o país;
China, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, representando 80% das vendas ao mercado chinês.

No fluxo de importações, os maiores volumes vieram de:
China, principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de fenômenos diversos;
Estados Unidos, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.

Municípios exportadores ganham destaque

Entre os municípios amazonenses, Presidente Figueiredo liderou as exportações em dezembro, com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em madeira serrada exportada para os Estados Unidos, reforçando a diversidade da pauta exportadora estadual.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Leão/Sedecti

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Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

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Comércio Exterior

Superávit comercial da China atinge US$ 1,2 trilhão em 2025 e bate recorde histórico

A China encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 trilhões. O número representa o melhor desempenho da balança comercial chinesa já registrado e foi divulgado nesta quarta-feira (14) pela Administração Geral de Alfândegas da China.

Comércio exterior movimentou US$ 6,4 trilhões

Ao longo do ano passado, o comércio exterior da China somou US$ 6,4 trilhões. As exportações chinesas alcançaram US$ 3,8 trilhões, crescimento de 5,5% em relação a 2024. Já as importações totalizaram US$ 2,6 trilhões, mantendo o mesmo patamar do ano anterior.

Guerra tarifária marcou o cenário econômico

O resultado expressivo ganhou relevância adicional diante dos desafios enfrentados pela economia chinesa em 2025. Durante o ano, China e Estados Unidos protagonizaram uma guerra tarifária, que impactou o desempenho econômico e o fluxo comercial entre os dois países por vários meses.

Comércio com os EUA recua quase 19%

Os reflexos da disputa apareceram diretamente nos números bilaterais. O comércio entre China e EUA caiu 18,7% em 2025, somando US$ 559,7 bilhões. As exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram 20%, enquanto as importações de produtos norte-americanos tiveram queda de 14,6%.

Apesar da retração, os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior parceiro comercial da China no período.

Asean lidera, seguida pela União Europeia

A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) consolidou-se como a principal parceira comercial da China, com fluxo de US$ 1,1 trilhão. Em seguida aparece a União Europeia, responsável por US$ 828 bilhões em transações comerciais com o país asiático.

Relação comercial com o Brasil tem leve retração

O comércio entre China e Brasil movimentou US$ 188 bilhões em 2025, o que representa uma leve queda de 0,1% em comparação com o ano anterior. As exportações chinesas ao Brasil recuaram 0,7%, enquanto as importações de produtos brasileiros avançaram 0,2%.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Mercado de afretamento de contêineres tem em 2025 o melhor desempenho fora do boom pós-Covid

Mesmo diante de um ambiente marcado por instabilidade geopolítica, riscos regulatórios e volatilidade logística, o mercado de afretamento de navios porta-contêineres encerrou 2025 com um desempenho considerado excepcional. Análise da Alphaliner aponta que o ano foi o melhor fora do ciclo de expansão pós-Covid para os armadores não operadores (NOOs), evidenciando a capacidade do setor de absorver choques externos e manter elevados níveis de atividade.

Segundo a consultoria, o início do novo ciclo mantém o mesmo fôlego, embora o cenário siga cercado por incertezas que podem afetar a trajetória positiva do mercado.

Canal de Suez e Mar Vermelho concentram principal risco

O fator de maior atenção é um possível retorno em larga escala das rotas pelo Canal de Suez e Mar Vermelho, caso a segurança regional seja restabelecida. No curto prazo, ajustes operacionais e congestionamentos tendem a sustentar a demanda por capacidade. Porém, no médio e longo prazo, a redução das distâncias de navegação pode tornar parte significativa da frota excedente, pressionando o equilíbrio do mercado de afretamento.

Política comercial dos EUA adiciona volatilidade

Outro ponto de incerteza destacado pela Alphaliner é o ambiente político nos Estados Unidos. Permanecem dúvidas sobre tarifas de importação, sujeitas a revisões, além das taxas portuárias previstas na Seção 301 do USTR, ainda sem definição. A expectativa é de que o tema volte a gerar tensões ao fim do período de pausa regulatória, em novembro.

Conflitos globais ampliam riscos ao transporte marítimo

O relatório também chama atenção para o cenário geopolítico, que registra um número recorde de conflitos ativos ou latentes. Entre os focos de risco estão a guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões entre China e Taiwan, o aumento da atuação dos EUA na América Latina e a instabilidade persistente no Oriente Médio. Qualquer escalada nesses pontos pode provocar impactos relevantes no transporte marítimo de contêineres.

Volumes de carga podem surpreender positivamente

Apesar dos desafios, o panorama não é apenas negativo. Assim como ocorreu em 2024 e 2025, os volumes de carga podem superar expectativas. A Alphaliner destaca potencial de crescimento mais intenso nas rotas para África, subcontinente indiano e Ásia, além de desempenho consistente na América Latina, onde o comércio segue aquecido. Esse movimento ajuda a conter riscos de excesso de capacidade e sustenta as taxas de frete, que, após quedas ao longo de 2025, se recuperaram nas últimas semanas do ano.

Oferta de navios cresce menos em 2026

Do lado da oferta, a entrada de novos navios será mais moderada em 2026, com cerca de 1,5 milhão de TEUs, abaixo dos 2,2 milhões de TEUs registrados em 2025. Para novos operadores, esse cenário favorece o mercado, já que a escassez de capacidade disponível deve limitar uma eventual desaceleração. Ainda assim, a consultoria alerta que 2027 e 2028 tendem a ser mais desafiadores, com a chegada prevista de 3 milhões e 4,4 milhões de TEUs, respectivamente.

Navios de grande porte seguem altamente demandados

Entre os segmentos, os Very Large Container Ships (VLCS), com capacidade entre 7.500 e 13.000 TEUs, continuam registrando forte procura. As companhias de navegação têm buscado garantir capacidade com antecedência, inclusive por meio de contratos de longo prazo. Um exemplo citado é a extensão dos contratos dos navios ZIM Norfolk e ZIM Xiamen (9.115 TEUs) por 60 meses, a cerca de US$ 47 mil por dia, com início no terceiro trimestre de 2027.

Classic Panamax mantém atratividade no mercado

O segmento Classic Panamax (4.000 a 5.299 TEUs) também segue em expansão e figura entre os favoritos dos afretadores. A demanda permaneceu firme até o fim de 2025, com relatos de extensões contratuais para navios de 4.250 TEUs por 36 meses, a taxas entre US$ 30 mil por dia. Com baixa disponibilidade no curto prazo, a perspectiva permanece positiva para os NOOs, desde que o ritmo da demanda seja mantido.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Indústria calçadista registra alta nas importações e estabilidade nas exportações, aponta Abicalçados

A indústria calçadista brasileira encerrou o ano com crescimento consistente das importações e desempenho estável nas exportações, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), elaborado com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Importações de calçados avançam em valor e volume

Em dezembro, o Brasil importou US$ 56,98 milhões em calçados, totalizando 3,58 milhões de pares. Os números representam aumento de 33,6% em receita e de 12% em volume na comparação com o mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, as importações somaram US$ 585 milhões e 43,2 milhões de pares, altas de 22,5% em valor e 20,6% em quantidade frente ao ano anterior.

Vietnã, China e Indonésia lideram fornecimento ao Brasil

Os principais países fornecedores de calçados importados ampliaram seus embarques ao mercado brasileiro ao longo de 2025. O Vietnã liderou o ranking, com US$ 287 milhões e 14,43 milhões de pares, crescimento de 28,2% em receita e 21,4% em volume.

A China exportou ao Brasil US$ 46,53 milhões e 10,4 milhões de pares, com avanços de 15,7% e 6%, respectivamente. Já a Indonésia alcançou US$ 142,35 milhões e 9 milhões de pares, registrando altas de 29% em valor e 32,8% em volume.

Exportações se mantêm estáveis, apesar de pressões externas

As exportações da indústria calçadista somaram US$ 958,2 milhões em 2025, com o embarque de 103,94 milhões de pares. O resultado indica queda de 1,8% na receita, mas alta de 6,7% no volume em relação a 2024.

Somente em dezembro, os embarques ao exterior totalizaram US$ 72,9 milhões e 9,74 milhões de pares, com crescimento de 0,8% em valor e expressivo aumento de 24,4% em volume na comparação anual.

Tarifa dos EUA impacta desempenho do setor

O desempenho das exportações foi fortemente influenciado pelo tarifaço dos Estados Unidos, que desde agosto de 2025 aplica uma sobretaxa de 50% sobre o calçado brasileiro.

“O resultado só não foi pior porque houve aumento das exportações para países como Espanha, Paraguai e Equador após a imposição da tarifa”, afirma o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. Segundo ele, porém, esses mercados absorvem produtos de menor valor agregado, o que pressionou a rentabilidade do setor.

Como reflexo, o preço médio do calçado exportado pelo Brasil caiu 8%, atingindo US$ 9,20 por par em 2025.

Estados Unidos seguem como principal destino

Mesmo com retração, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras de calçados. No ano, o país importou US$ 211,9 milhões em 10,2 milhões de pares, quedas de 2% em receita e 1% em volume.

Em dezembro, os embarques ao mercado norte-americano somaram US$ 13,47 milhões e 761 mil pares, retrações de 20,1% em valor e 23,2% em quantidade frente ao mesmo mês de 2024.

Argentina e Paraguai no ranking de destinos

A Argentina, segundo principal mercado externo, importou em 2025 US$ 179,66 milhões e 13,68 milhões de pares, com queda de 11% na receita e aumento de 8,6% no volume. Em dezembro, porém, houve forte recuo, com US$ 4,46 milhões e 394,3 mil pares, baixas de 47,7% e 31,3%, respectivamente.

Na terceira posição aparece o Paraguai, que comprou US$ 48 milhões e 9,47 milhões de pares ao longo do ano, altas de 12,6% em valor e 13,6% em volume. Em dezembro, as exportações ao país cresceram 75,2% em receita, apesar de leve queda de 2,5% em volume.

Estados exportadores: RS lidera em receita

Em 2025, o Rio Grande do Sul manteve a liderança como maior exportador em faturamento, com US$ 457,7 milhões e 31,96 milhões de pares, quedas de 5,7% em receita e 1% em volume.

Na sequência aparecem o Ceará, com US$ 189,43 milhões e 32,6 milhões de pares (queda de 4,9% em valor e alta de 8% em volume), e São Paulo, que registrou US$ 100,98 milhões e 6,7 milhões de pares, com crescimentos de 10,6% e 14,7%, respectivamente.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Acordos comerciais ampliam acesso e colocam um terço do comércio brasileiro sob tarifas reduzidas

A entrada em vigor de novos acordos de livre comércio deve transformar o perfil do comércio exterior brasileiro, ampliando de forma significativa o número de operações com tarifa zero ou alíquotas reduzidas. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, quase um terço da corrente de comércio do Brasil passará a contar com benefícios tarifários, fortalecendo a inserção internacional do país e criando novas oportunidades para o setor produtivo.

Situação atual ainda limita acesso preferencial

Estimativas inéditas do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) mostram que, em 2025, cerca de US$ 78 bilhões das exportações e importações brasileiras contam atualmente com algum tipo de preferência tarifária. O valor equivale a 12,4% da corrente de comércio.

Esse montante inclui o livre comércio dentro do Mercosul, com Argentina, Uruguai e Paraguai, além de acordos firmados com Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.

Novos tratados ampliam alcance internacional

O cenário muda com os acordos Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura. De acordo com os cálculos do MDIC, esses tratados adicionam US$ 118,7 bilhões ao volume de comércio com tarifas reduzidas, o equivalente a 18,9% do intercâmbio total do país.

Com todos os acordos em vigor, o comércio brasileiro beneficiado por preferências tarifárias deve alcançar US$ 196,4 bilhões, o que representa 31,2% da corrente de comércio em 2025.

“A ampliação do comércio coberto por preferências comerciais fortalece nossa inserção internacional e abre novas oportunidades para as empresas brasileiras”, afirmou Alckmin. Segundo ele, o avanço é “expressivo”, quase duas vezes e meia maior em curto prazo, com impacto direto na competitividade, nos investimentos e na geração de empregos.

Estágio dos principais acordos

O acordo Mercosul-Cingapura foi assinado em dezembro de 2023, mas ainda passa por revisão jurídica e precisa ser encaminhado ao Congresso Nacional para ratificação.

Já o tratado com a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi firmado em setembro de 2025.

O acordo Mercosul-União Europeia, negociado por cerca de 25 anos, deve ser finalmente assinado neste sábado (17), em Assunção, aproveitando a presidência rotativa do Paraguai no bloco.

Mercosul negocia novos acordos comerciais

Após o avanço com a União Europeia, o Mercosul mantém negociações com outros parceiros estratégicos. Entre eles estão:

  • Emirados Árabes Unidos, com tratativas avançadas e possibilidade de acordo em 2026
  • Canadá, cujas negociações foram retomadas após a pandemia
  • Vietnã e Indonésia, ainda em fase inicial
  • Índia, com foco na ampliação do atual acordo de preferências tarifárias

Também há discussões com República Dominicana, Panamá e El Salvador, além de conversas para modernizar os acordos já existentes com Colômbia e Equador, considerados defasados em temas como serviços e normas aduaneiras.

Interesse global e desafios internos

O Japão avalia iniciar uma parceria estratégica como passo prévio a um acordo comercial, enquanto o Reino Unido, após o Brexit, já manifestou interesse em negociar com o Mercosul.

Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, o governo brasileiro tem interesse em avançar em todas as frentes. O principal desafio, porém, é a limitação de equipes negociadoras diante do grande número de tratativas em andamento.

“Gostaríamos de avançar em todas as negociações. Vontade, nós temos”, afirmou a diplomata.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSN

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Comércio Exterior

Petróleo bruto lidera exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo

O petróleo bruto voltou a ocupar o topo do ranking das exportações brasileiras em 2025, mantendo a liderança pelo segundo ano seguido. As vendas do produto ao mercado externo somaram US$ 44,67 bilhões, mesmo diante de um cenário de queda nos preços internacionais da commodity.

Petróleo segue no topo da pauta exportadora

Apesar de ter sido poupado da tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos, o petróleo brasileiro registrou leve retração nas exportações. O recuo foi de 0,7% em relação a 2024, quando o valor negociado chegou a US$ 44,96 bilhões.

A principal pressão veio da desvalorização do petróleo tipo Brent, referência global de preços, que acumulou queda superior a 18% ao longo do ano.

Produção nacional de petróleo cresce quase 14%

Mesmo com o recuo nos preços, a produção de petróleo no Brasil apresentou avanço significativo. Em novembro, o país produziu 3,773 milhões de barris por dia, volume 13,9% maior na comparação com o mesmo mês de 2024.

Soja mantém força e ocupa a segunda posição

A soja aparece como o segundo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com faturamento de US$ 43,54 bilhões. O resultado representa uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior.

Historicamente, o grão tem papel central na balança comercial brasileira, tendo liderado as exportações entre 2016 e 2020, além dos períodos de 2022 a 2023.

Minério de ferro e carne bovina completam o ranking

O minério de ferro ficou na terceira colocação entre os principais itens exportados, com US$ 28,96 bilhões em vendas externas. O desempenho representa um recuo de 3% frente a 2024. Ainda assim, o produto segue como um dos pilares da pauta exportadora, tendo liderado o ranking em 2021.

Já a carne bovina brasileira teve forte crescimento no comércio internacional. As exportações alcançaram US$ 16,61 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 42,5% na comparação anual.

Exportações brasileiras batem recorde histórico

No total, as exportações do Brasil atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. O avanço foi de 3,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Déficit comercial da Argentina com o Brasil atinge maior nível em oito anos

O déficit comercial da Argentina com o Brasil alcançou US$ 5,2 bilhões no fechamento de 2025, o maior patamar registrado em oito anos na relação bilateral. Os dados são do INDEC, o instituto oficial de estatísticas argentino, e evidenciam um desequilíbrio crescente no fluxo de comércio entre os dois países.

Importações brasileiras avançam com reabertura do mercado argentino

A retomada gradual da economia argentina e a flexibilização das importações após anos de restrições impulsionaram fortemente a entrada de produtos brasileiros. Ao longo de 2025, as importações da Argentina provenientes do Brasil cresceram cerca de 31%, refletindo uma demanda reprimida por bens industriais e de consumo.

Exportações argentinas perdem fôlego

No sentido oposto, as exportações argentinas para o Brasil recuaram aproximadamente 5%, tanto em volume quanto em valor. A queda nas vendas agravou o desequilíbrio da balança comercial e ampliou o saldo negativo para Buenos Aires.

Setor automotivo concentra o desequilíbrio

O setor automotivo teve papel central no aumento do déficit. Responsável pela maior parte das compras argentinas de produtos brasileiros, o segmento registrou forte alta nas importações, enquanto a indústria local enfrentou dificuldades para competir e manter o ritmo de exportações ao mercado brasileiro.

A pressão vem, sobretudo, da demanda interna por bens duráveis e de capital, que a produção doméstica argentina não consegue atender integralmente, elevando as compras de veículos, autopeças e máquinas do Brasil.

Brasil segue como principal parceiro comercial

Apesar da relação política distante entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, o Brasil permanece como o principal parceiro comercial da Argentina e um dos principais destinos de suas exportações. Ainda assim, os números recentes revelam um descompasso crescente entre o que cada país vende e compra nessa parceria.

Câmbio e política comercial influenciam o resultado

Mudanças nas políticas cambiais e comerciais também contribuíram para o cenário atual. A valorização relativa do real frente ao peso, maior previsibilidade nos custos de importação e acesso facilitado a divisas estimularam as compras de produtos brasileiros por empresas argentinas.

Perspectivas para 2026

Para 2026, projeções iniciais apontam para a manutenção do déficit comercial argentino com o Brasil em patamares elevados, embora com possibilidade de moderação caso haja ajustes nas expectativas de mercado e maior equilíbrio entre oferta e demanda.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Exterior

Execução disciplinada em ambientes complexos: como sustentar decisões no longo prazo

Executar bem, em um cenário global marcado por volatilidade, avanço tecnológico acelerado e crescente complexidade regulatória, tornou-se um exercício de método, responsabilidade e visão sistêmica. Em ambientes onde decisões impactam cadeias interdependentes, múltiplos atores e estruturas reguladas, a execução deixou de ser apenas operacional para se tornar estratégica.

Temas como disciplina na tomada de decisão, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados passaram a ocupar o centro das discussões sobre eficiência, inovação e sustentabilidade operacional. Mais do que adotar novas tecnologias, o desafio está em integrá-las à execução real, reduzindo improviso, aumentando previsibilidade e mantendo coerência em contextos de alta complexidade.

É a partir dessa reflexão que a especialista em Comércio Exterior Mariana Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em operações internacionais e ambientes regulados, compartilha sua visão sobre execução, decisão e adaptação contínua no cenário contemporâneo.

Acompanhe a entrevista:
Em um cenário global caracterizado por maior volatilidade, cadeias produtivas interdependentes, avanços tecnológicos rápidos e exigências regulatórias crescentes, como você define o que significa “executar bem” hoje, especialmente em ambientes complexos?

MARIANA: Executar bem hoje significa operar com clareza de critérios, leitura sistêmica e capacidade de adaptação contínua. Em ambientes complexos, execução não se resume ao cumprimento de tarefas, mas à compreensão de como cada decisão afeta o sistema como um todo. Isso exige dados confiáveis, processos bem definidos e disciplina na tomada de decisão. A boa execução reduz improviso, aumenta previsibilidade e permite ajustar rotas sem comprometer a integridade da operação.


Como o aprendizado contínuo pode ser incorporado ao processo decisório sem gerar instabilidade operacional ou rupturas constantes, especialmente em setores regulados e operações internacionais?

MARIANA: O aprendizado contínuo precisa estar integrado ao processo decisório de forma estruturada. Aprender não significa mudar de direção a cada nova informação, mas revisar premissas com método à medida que dados e cenários evoluem. Em ambientes regulados, isso envolve testar hipóteses, medir impactos e incorporar aprendizados sem comprometer processos críticos. Esse equilíbrio permite evolução constante com estabilidade operacional.


Diante do uso crescente de tecnologia, automação e inteligência analítica no suporte às decisões, como equilibrar agilidade, responsabilidade e julgamento humano no dia a dia das operações?

MARIANA: A agilidade vem da preparação e do domínio do sistema, não da pressa. Quando dados estão organizados e critérios são claros, decisões podem ser tomadas com rapidez e responsabilidade. A tecnologia atua como facilitadora, oferecendo visibilidade e suporte analítico. No entanto, decisões críticas continuam exigindo julgamento humano, especialmente em contextos regulados. O equilíbrio está em usar tecnologia para reduzir incerteza, sem abdicar da responsabilidade decisória.


Qual o papel dos dados bem estruturados na redução de riscos operacionais, financeiros e regulatórios, e como eles contribuem para sustentar a execução em ambientes de alta complexidade?

MARIANA: Dados bem estruturados transformam riscos difusos em riscos mensuráveis. Eles permitem identificar padrões, antecipar gargalos e avaliar impactos antes que problemas se materializem. Em operações internacionais, dados também são essenciais para garantir conformidade regulatória e alinhamento entre múltiplos atores. Quando a execução é sustentada por dados confiáveis, decisões deixam de ser reativas e passam a ser estratégicas.


Por que abordagens baseadas em execução disciplinada, aprendizado contínuo e responsabilidade decisória têm sido cada vez mais valorizadas por ecossistemas globais de inovação e tecnologia?

MARIANA: Porque inovação sem execução consistente gera instabilidade. Ecossistemas globais passaram a valorizar perfis capazes de transformar complexidade em ação prática, mantendo responsabilidade e visão de longo prazo. A capacidade de aprender rapidamente, operar sob pressão e sustentar decisões com dados demonstra maturidade operacional. Esse perfil contribui para a construção de soluções que não apenas inovam, mas permanecem relevantes e funcionais ao longo do tempo.

Como a combinação entre execução disciplinada, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados se conecta às demandas atuais de ambientes complexos e regulados, e de que forma essa abordagem se materializa em soluções práticas?

MARIANA: A combinação entre execução disciplinada, aprendizado contínuo e uso estruturado de dados reflete uma abordagem diretamente alinhada às demandas contemporâneas de ambientes complexos e regulados. Em um cenário global de incerteza crescente, operar com método, clareza decisória e responsabilidade tornou-se um diferencial sustentável. Foi a partir da necessidade de estruturar decisões, reduzir improviso e sustentar a execução em escala que se consolidou o desenvolvimento da Trax. A plataforma foi concebida como uma extensão prática dessa abordagem, apoiando a organização e a análise de dados aplicados a operações de comércio internacional, conectando tecnologia à execução real em contextos globais e regulados.

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Comércio Exterior

Duimp completa 90 dias: avanços e desafios marcam o novo processo de importação

A Declaração Única de Importação (Duimp) chegou aos seus primeiros 90 dias de operação no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). O balanço inicial aponta avanços relevantes na modernização do fluxo de importações, mas também evidencia desafios, especialmente no que diz respeito à adesão dos importadores ao novo modelo.

Segundo dados da Anvisa, aproximadamente 320 Duimps foram analisadas no período, distribuídas entre os diferentes canais de parametrização previstos na RDC 228/2018. Apesar do progresso, o volume ainda é considerado reduzido frente ao potencial do sistema.

Importadores são peça-chave para o sucesso da Duimp

A consolidação do Novo Processo de Importação depende diretamente da participação ativa dos importadores. A ampliação do uso da Duimp é essencial para validar cenários operacionais, testar funcionalidades e identificar ajustes necessários na plataforma.

Sem uma utilização mais ampla, torna-se limitado o diagnóstico de eventuais falhas e oportunidades de melhoria no sistema.

Funcionalidades avaliadas nos primeiros meses

Ao longo dos três primeiros meses, módulos estratégicos do Portal Único Siscomex passaram por testes práticos, incluindo:

  • Gestão de riscos aplicada às operações de importação
  • Integração do pagamento da taxa ao Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE)
  • Emissão do Relatório de Inspeção Física (RIF)
  • Canal único de parametrização entre os órgãos anuentes

Essas funcionalidades são consideradas pilares para garantir mais eficiência e previsibilidade ao comércio exterior brasileiro.

Ajustes e cooperação entre os órgãos

Como ocorre em qualquer sistema recém-implementado, ajustes iniciais fazem parte do processo. A Anvisa, em articulação com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal, acompanha pontos críticos e promove melhorias contínuas.

Demandas relacionadas a erros impeditivos ou procedimentais são encaminhadas por entidades representativas e discutidas no âmbito do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

Mais agilidade e transparência nas importações

O novo modelo de importação tem como objetivo ampliar a agilidade, a rastreabilidade e a transparência dos processos, assegurando que produtos importados cheguem ao mercado com maior rapidez, sem comprometer a segurança sanitária.

A Anvisa reforça o convite para que todos os importadores habilitados, conforme o cronograma do Portal Único, passem a utilizar a Duimp e contribuam ativamente para a consolidação definitiva do Novo Processo de Importação.

FONTE: ANVISA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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