Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde histórico com 22,9 milhões de passageiros no início de 2026

A aviação brasileira começou 2026 com resultados inéditos. Entre janeiro e fevereiro, o país registrou 22,9 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, o maior volume já contabilizado para o período nos últimos 25 anos. O número representa um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os dados fazem parte do Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), consolidado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e reforçam a relevância do setor como termômetro da economia nacional.

Setor aéreo reflete aquecimento da economia

O avanço no fluxo de passageiros está diretamente ligado ao aumento da circulação de pessoas para turismo, negócios e acesso a serviços. Esse movimento indica maior confiança do consumidor e expansão de diferentes segmentos econômicos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o desempenho evidencia um cenário de crescimento e maior conectividade no país. Para ele, o aumento da demanda por viagens demonstra dinamismo econômico, geração de oportunidades e fortalecimento do setor aéreo brasileiro.

Crescimento contínuo após a pandemia

O resultado consolida a trajetória de recuperação da aviação civil desde os impactos causados pela pandemia. Em 2021, pouco mais de 11 milhões de passageiros foram registrados no mesmo período. Desde então, o volume vem crescendo de forma consistente, superando inclusive os níveis anteriores à crise sanitária.

Em janeiro de 2026, o total chegou a 12,4 milhões de passageiros. Já em fevereiro, foram contabilizados 10,5 milhões, alta de 9,9% na comparação anual.

Voos internacionais impulsionam alta

A expansão da aviação internacional teve papel importante no desempenho do setor. No primeiro bimestre, mais de 5,7 milhões de passageiros viajaram entre o Brasil e outros países, crescimento de 14,9% frente ao mesmo período do ano passado.

O resultado reflete a maior procura por viagens durante a temporada de férias e verão, além do fortalecimento das conexões aéreas com mercados globais, tanto para lazer quanto para atividades profissionais.

Sudeste lidera movimentação de passageiros

A distribuição regional mostra a liderança do Sudeste, responsável por 10,6 milhões de embarques nos dois primeiros meses do ano. Na sequência aparecem:

  • Nordeste: 4 milhões de passageiros;
  • Sul: 2,4 milhões;
  • Centro-Oeste: 1,9 milhão;
  • Norte: 928 mil.

Os dados evidenciam a concentração da demanda nas regiões mais populosas e com maior infraestrutura aeroportuária, mas também indicam crescimento nas demais áreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: MPor

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Aeroportos

Movimentação de passageiros aéreos no Sul bate recorde histórico em janeiro

A movimentação de passageiros aéreos na Região Sul do Brasil atingiu um novo recorde em janeiro, alcançando 1.315.356 viajantes nos aeroportos da região. O volume representa o melhor resultado já registrado para o primeiro mês do ano desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

O desempenho reforça o crescimento da aviação civil brasileira e evidencia a importância dos aeroportos do Sul como polos de turismo, negócios e integração regional.

Porto Alegre lidera movimentação de passageiros

Entre os principais terminais da região, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou a maior movimentação, com 660.510 passageiros entre embarques e desembarques.

Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Florianópolis, com 645.985 passageiros, e o Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, que contabilizou 501.450 viajantes no período.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado reflete a retomada da economia e o fortalecimento do setor aéreo. Segundo ele, o crescimento indica maior confiança dos consumidores e aumento das viagens tanto a lazer quanto a trabalho.

Destinos turísticos impulsionam fluxo regional

O levantamento da Anac também destaca a relevância de destinos turísticos na movimentação aérea do Sul. Entre os aeroportos com maior fluxo estão Foz do Iguaçu, que registrou 243.629 passageiros, e Navegantes, com 209.899 viajantes.

Ao todo, 23 aeroportos da Região Sul operaram voos comerciais em janeiro, formando uma rede estratégica de conexões aéreas que contribui para o crescimento do turismo, da atividade empresarial e da logística regional.

Além do fortalecimento do setor turístico, o dinamismo econômico da região — impulsionado por um agronegócio forte e uma indústria diversificada — gera intenso fluxo de viagens corporativas, ampliando a demanda pelo transporte aéreo.

Integração aérea com países do Mercosul

Outro destaque é a forte integração aérea com países da América do Sul, especialmente com integrantes do Mercosul.

Entre os destinos internacionais partindo da região, a Argentina lidera com 54% dos passageiros, seguida pelo Chile, responsável por 31% do fluxo internacional.

Juntos, esses dois destinos concentraram 138.447 passageiros de um total de 157.195 viajantes internacionais registrados em janeiro nos aeroportos do Sul.

Completam a lista dos principais destinos o Panamá, com 5,15%, Portugal, com 4,5%, e Peru, com 3%.

Os números indicam que os estados do Sul atuam como um hub estratégico de conexões internacionais, reduzindo a dependência de escalas em grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Alta do petróleo deve encarecer passagens aéreas, afirma presidente da Gol

O aumento recente no preço do petróleo no mercado internacional deve pressionar o custo das passagens aéreas no Brasil. A avaliação é do presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Celso Ferrer, que indicou a possibilidade de repasse parcial desse custo ao consumidor.

Segundo o executivo, o setor possui mecanismos para enfrentar oscilações no valor do combustível, mas parte da elevação tende a chegar ao preço final das passagens.

Volatilidade do petróleo pressiona custos das companhias aéreas

Durante participação em um evento nesta quinta-feira (12), Ferrer destacou que o mercado de energia passa por um período de forte volatilidade no preço do petróleo, fator que impacta diretamente a aviação.

De acordo com ele, empresas aéreas costumam ter alguma capacidade de absorver aumentos de custo no curto prazo. Ainda assim, o repasse parcial é considerado natural dentro da dinâmica do setor.

“Temos diferentes ferramentas para lidar com essas oscilações, mas algum repasse para as passagens aéreas acaba acontecendo”, afirmou o executivo.

Reajuste do querosene de aviação aumenta pressão sobre tarifas

No início de março, a Petrobras anunciou um aumento de 9,4% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o transporte aéreo.

O reajuste ocorreu após a escalada do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Como o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, mudanças nesse preço costumam ter impacto direto nos custos operacionais do setor.

Expansão internacional da Gol segue mantida

Apesar do cenário de aumento nos custos do combustível, Ferrer afirmou que a estratégia de expansão internacional da Gol permanece inalterada.

A companhia pretende utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão como um hub para ampliar a oferta de voos de longa distância.

Segundo o executivo, o plano de crescimento da empresa está estruturado no longo prazo e não deve ser afetado por oscilações momentâneas no preço do petróleo.

Frota da Gol deve crescer nos próximos anos

Além da ampliação de rotas internacionais, a companhia também pretende expandir sua frota. A estratégia inclui aumentar gradualmente o número de aeronaves da Airbus.

Ao mesmo tempo, a empresa ainda aguarda a entrega de 85 novos jatos da Boeing, previstos para chegar ao longo dos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Gol

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Aeroportos

Mulheres ocupam 51% dos empregos no Aeroporto de Salvador e ampliam presença em cargos de liderança

O Aeroporto de Salvador, administrado pela Vinci Airports, registra um cenário expressivo de participação feminina em seu quadro de colaboradores. Atualmente, as mulheres representam 51% dos postos de trabalho no terminal da capital baiana e ocupam 36% dos cargos de liderança, reforçando o avanço da equidade de gênero no setor aeroportuário.

O dado ganha destaque especialmente no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em março, e evidencia o crescimento da presença feminina em áreas estratégicas da aviação civil brasileira.

Participação feminina cresce em áreas operacionais do aeroporto

Desde o início da concessão do terminal, o Salvador Bahia Airport mantém indicadores acima da média nacional em relação à presença feminina em funções de destaque.

Além da liderança, a participação das mulheres também vem aumentando em áreas historicamente associadas ao público masculino, como a operação aeroportuária e a Seção de Combate a Incêndios.

Na área operacional, por exemplo, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, percentual que cresceu cerca de 10% nos últimos dois anos. O avanço reflete uma política corporativa voltada para ampliar oportunidades profissionais e reduzir barreiras de gênero dentro da estrutura aeroportuária.

Política de equidade salarial e reconhecimento internacional

A administradora Vinci Airports, considerada uma das principais operadoras globais de aeroportos, adota mecanismos de acompanhamento da equidade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Todos os anos, o aeroporto participa da avaliação global de equidade de gênero promovida pela empresa. Em 2025, o Aeroporto de Salvador alcançou 99 pontos em uma escala de 100, considerando critérios como:

  • igualdade salarial
  • oportunidades de promoção
  • políticas de apoio após licença-maternidade

Esses indicadores reforçam o compromisso institucional com ambientes de trabalho mais inclusivos e equilibrados.

Reconhecimento com o Selo Lilás e alinhamento à ONU

O Salvador Bahia Airport também recebeu o Selo Lilás, certificação concedida pelo Governo da Bahia a instituições que demonstram compromisso com a equidade de gênero e ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas em todo o mundo.

Campanhas reforçam combate ao machismo e à violência contra a mulher

Além das políticas internas de inclusão, o aeroporto também promove campanhas de conscientização voltadas à comunidade aeroportuária e aos passageiros.

Durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a concessionária lançou a campanha “Gênero não é critério. Competência é.”, com foco na valorização profissional e no combate à discriminação dentro do ambiente corporativo.

A iniciativa busca reforçar o compromisso institucional com um espaço de trabalho seguro, inclusivo e livre de preconceitos.

Setor aeroportuário participa de campanhas nacionais

Em agosto do ano passado, o Aeroporto de Salvador integrou a campanha nacional “Assédio não Decola”, voltada ao combate ao assédio e à importunação sexual na aviação civil.

A mobilização foi coordenada pela ABR Aeroportos do Brasil, com a participação de 13 concessionárias responsáveis por 59 aeroportos federais concedidos no país. A proposta foi ampliar a conscientização entre passageiros e trabalhadores, incentivando ambientes mais respeitosos dentro do setor.

Aeroporto também promove campanha de combate à violência contra a mulher

Mais recentemente, em janeiro deste ano, o terminal lançou uma nova campanha de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil.

A ação utilizou o próprio ambiente aeroportuário como espaço de informação, divulgando materiais educativos e reforçando o papel da sociedade no combate ao machismo e à violência.

A campanha também destacou a Central de Atendimento à Mulher (180), canal nacional que orienta vítimas e incentiva a denúncia de casos de violência, ampliando o alcance da mensagem entre passageiros, colaboradores e parceiros do aeroporto.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Will Recarey – Salvador Bahia Airport

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Aeroportos

Fechamento de aeroportos no Oriente Médio provoca cancelamento de mais de 3,4 mil voos

O fechamento de aeroportos no Oriente Médio após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desencadeou uma das maiores crises recentes na aviação internacional. Mais de 3,4 mil voos foram cancelados nos últimos dias, afetando conexões entre Europa, Ásia e África.

As informações foram divulgadas pela CNN, que aponta o bloqueio de terminais estratégicos e a restrição de amplas áreas do espaço aéreo da região.

Aeroportos estratégicos suspendem operações

Entre os principais terminais afetados estão:

  • Aeroporto Internacional de Dubai
  • Aeroporto Internacional de Abu Dhabi
  • Aeroporto Internacional de Hamad

Considerados hubs fundamentais do tráfego aéreo internacional, esses aeroportos concentram voos de conexão entre continentes. Ao menos seis grandes terminais da região foram totalmente fechados, enquanto outros operam sob restrições severas.

No domingo (1º), novos ataques ampliaram a instabilidade. O aeroporto de Dubai — apontado como o mais movimentado do mundo em passageiros internacionais — e o principal terminal do Kuwait foram atingidos em meio à troca de ofensivas.

Espaço aéreo bloqueado em vários países

Além do fechamento físico dos aeroportos, diversos países anunciaram a suspensão total ou parcial de seus espaços aéreos, interrompendo rotas comerciais em um dos corredores mais estratégicos do planeta.

Irã, Iraque, Israel, Síria, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos adotaram medidas emergenciais, impactando diretamente o fluxo global de aeronaves.

A decisão gerou um efeito dominó na malha aérea internacional, obrigando companhias a cancelar voos ou redesenhar trajetos para evitar a zona de conflito.

Impacto imediato nas companhias aéreas

Com aeroportos fechados e o espaço aéreo restrito, empresas como Emirates, Etihad Airways, Air France, British Airways e Lufthansa confirmaram cancelamentos.

Os bloqueios elevaram custos operacionais, aumentaram o tempo de viagem e provocaram desorganização em cadeias logísticas internacionais.

Especialistas apontam que a interrupção já é considerada a mais significativa desde a pandemia de Covid-19, evidenciando a importância estratégica dos aeroportos do Oriente Médio para a aviação global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Mohammad Ponir Hossain

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Incidente grave em Guarulhos: avião da Gol e cargueiro da Atlas Air pousam quase ao mesmo tempo

Um incidente grave em Guarulhos envolvendo duas aeronaves de grande porte acendeu alerta no Aeroporto Internacional de São Paulo. A ocorrência envolveu um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas e um cargueiro Boeing 747-8F da Atlas Air, que realizaram pousos praticamente simultâneos em pistas paralelas.

Vídeos publicados por um canal especializado em aviação mostram as duas aeronaves lado a lado na fase de aproximação final, momento considerado crítico do voo. As imagens indicam que os aviões estavam muito próximos enquanto se preparavam para tocar o solo nas pistas 10R e 10L.

Aproximação final expôs perda de separação

Registros de plataformas de rastreamento de voos apontam que a separação mínima entre aeronaves — requisito essencial da segurança operacional na aviação civil — pode não ter sido mantida durante a aproximação.

A chamada separação regulamentar estabelece distâncias mínimas obrigatórias, sobretudo em etapas sensíveis como decolagem e pouso. A perda desse parâmetro eleva o nível de risco, ainda que não resulte em colisão ou danos materiais.

Por que Guarulhos não permite pousos simultâneos

O episódio ganhou maior repercussão porque o aeroporto de Guarulhos não possui homologação para pousos simultâneos em pistas paralelas.

Diferentemente de alguns terminais internacionais com maior espaçamento entre pistas, Guarulhos enfrenta limitações estruturais e operacionais. Entre os fatores estão:

  • Distância reduzida entre as pistas;
  • Rotas potencialmente conflitantes em caso de arremetida;
  • Relevo da região;
  • Intenso tráfego aéreo no principal hub do país.

Para que operações simultâneas sejam autorizadas, é necessária certificação técnica específica, além de condições operacionais compatíveis com os padrões internacionais de segurança — requisitos que não se aplicam ao aeroporto paulista.

Cenipa investiga incidente classificado como grave

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos abriu investigação para apurar as circunstâncias da ocorrência. O caso foi oficialmente enquadrado como incidente grave, classificação utilizada quando há risco significativo à segurança, mesmo sem registro de acidente.

As apurações devem avaliar pontos como:

  • Atuação do controle de tráfego aéreo;
  • Procedimentos operacionais adotados;
  • Comunicação entre pilotos e controladores;
  • Condições do fluxo aéreo no momento do fato.

A investigação segue em andamento e será concluída com a identificação das causas e, se necessário, a emissão de recomendações para reforço da segurança operacional.

CONFIRA O VÍDEO

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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Aeroportos

Drones no Aeroporto de Guarulhos provocam suspensão de voos e atrasos

A presença de drones no Aeroporto de Guarulhos interrompeu completamente as operações do terminal na tarde deste domingo (15). O espaço aéreo foi fechado duas vezes após a identificação de equipamentos não autorizados sobrevoando a área do aeroporto.

A paralisação começou por volta das 16h e se estendeu por aproximadamente duas horas, afetando voos comerciais e privados até a retomada total das atividades, às 18h.

Espaço aéreo fechado por segurança

A concessionária GRU Airport informou que acionou imediatamente os órgãos de segurança assim que detectou os dispositivos no entorno do Aeroporto Internacional de São Paulo.

Como medida preventiva, pousos e decolagens foram suspensos. Até o momento, a administração não divulgou o número exato de aeronaves impactadas pela interrupção.

Operação de drones é ilegal em áreas aeroportuárias

Em comunicado oficial, a concessionária ressaltou que o fechamento das pistas ocorreu exclusivamente por medida de segurança operacional. A empresa também reforçou que a utilização de drones em áreas próximas a aeroportos é proibida por lei e representa risco significativo à segurança da aviação.

Segundo especialistas do setor, a presença desses equipamentos pode comprometer a integridade de passageiros e tripulações, especialmente em caso de colisão com aeronaves durante pousos ou decolagens.

Operações retomadas, mas impactos continuam

Após a atuação das autoridades e a confirmação de que o espaço aéreo estava livre de interferências, o aeroporto retomou as atividades normais no início da noite.

Apesar disso, o bloqueio temporário provocou reflexos na malha aérea, com registros de atrasos ao longo da noite.

Até a última atualização, os responsáveis pelos drones não haviam sido identificados. As autoridades seguem monitorando a região para evitar novas ocorrências.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Aeroporto de Guarulhos

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Aeroportos

Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Galeão vai a leilão por quase R$ 1 bilhão e mira retomada como principal aeroporto do Rio

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terceiro maior do Brasil em volume de passageiros, será leiloado no dia 30 de março. O certame terá lance mínimo de R$ 932 milhões e integra o plano do Governo Federal para ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura aeroportuária do país.

Segundo informações oficiais, ao menos seis empresas já sinalizaram interesse na concessão, vista pelo mercado como estratégica para reposicionar o terminal no cenário nacional e internacional.

Leilão do Galeão busca modernização e eficiência

Com foco em atrair investidores, o governo promoveu um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e os detalhes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Também está prevista uma audiência pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, etapa essencial para sanar dúvidas técnicas, regulatórias e jurídicas das empresas interessadas na disputa pelo leilão do Galeão.

Fim do modelo atual de gestão

Atualmente, a administração do aeroporto é compartilhada entre um consórcio formado por investidores da Singapura e da França, que detém 51% da operação, e a Infraero, com 49%. Com a nova concessão, esse formato será encerrado.

A vencedora do leilão assumirá 100% da gestão do aeroporto, o que é apontado como um dos principais atrativos do projeto. A mudança garante maior autonomia decisória e liberdade para execução de investimentos em infraestrutura, serviços e ampliação de rotas.

Fluxo de passageiros volta a crescer

Após anos de retração, o movimento de passageiros no Galeão voltou a apresentar crescimento. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,5 milhões de usuários, número considerado positivo pelo setor.

A projeção é que o aeroporto supere a marca de 20 milhões de passageiros nos próximos anos, especialmente com a expansão de destinos e melhorias operacionais previstas no novo contrato.

Contrato vai até 2039 e prevê receita variável

A concessão terá vigência até 2039 e estabelece, além do valor pago no leilão, uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da operação.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas do setor avaliam que o sucesso do projeto dependerá diretamente da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. Uma gestão experiente será determinante para evitar gargalos operacionais e consolidar o Galeão como o principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RIOGaleão

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Mega-aeroporto na Etiópia promete ser o maior da África e reforçar conexões globais

A Etiópia deu início, em janeiro, à construção de um empreendimento que pode redefinir o mapa da aviação africana. Localizado a cerca de 40 quilômetros de Adis Abeba, o Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA) foi projetado para se tornar o maior aeroporto da África, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões — o equivalente a mais de R$ 65 bilhões.

As obras serão executadas em etapas, com previsão de entrega da primeira fase em 2030. O projeto busca consolidar o país como um importante hub aéreo entre a África, a Ásia e o Oriente Médio, além de fortalecer a conectividade regional no próprio continente.

Capacidade inicial para 60 milhões de passageiros

Na fase inicial, o novo terminal contará com duas pistas e um edifício de 660 mil metros quadrados, dimensionado para receber até 60 milhões de passageiros por ano. As etapas seguintes preveem a ampliação para quatro pistas, estacionamento para 270 aeronaves e capacidade total de 110 milhões de passageiros anuais.

Durante a cerimônia de lançamento das obras, em 10 de janeiro, o primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali destacou a dimensão do empreendimento. Segundo ele, o aeroporto será o maior projeto de infraestrutura aeroportuária já realizado na África, superando em mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto etíope, que deve atingir seu limite operacional nos próximos dois a três anos.

Arquitetura assinada por Zaha Hadid Architects

O desenho do Aeroporto Internacional de Bishoftu é assinado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, com sede em Londres. A empresa acumula mais de 950 projetos em 44 países e é responsável por obras emblemáticas, como o Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing e a Casa de Ópera de Guangzhou, na China.

De acordo com os arquitetos, o aeroporto foi concebido para atender majoritariamente passageiros em trânsito, funcionando como principal base da Ethiopian Airlines, maior e uma das mais antigas companhias aéreas do continente. A empresa, controlada pelo governo etíope, opera atualmente voos para cerca de 150 destinos em cinco continentes.

Hub internacional com foco em passageiros em conexão

A expectativa é que até 80% dos usuários do novo aeroporto sejam passageiros em conexão internacional, que não precisarão deixar o terminal. Para atender esse público, o projeto inclui um hotel com 350 quartos, além de áreas voltadas à gastronomia, entretenimento e serviços.

Essa configuração reforça o papel do Bishoftu como um dos principais centros de conexão aérea da África, voltado ao fluxo global de passageiros.

Sustentabilidade e integração urbana no projeto

O plano paisagístico prevê o uso de plantas nativas resistentes à seca, com reaproveitamento de árvores replantadas. O projeto também contempla a integração de parques públicos destinados à população local, além de jardins e pátios externos para os viajantes.

No interior, o terminal será estruturado em um eixo central único, com ventilação natural, facilitando a circulação de passageiros entre o edifício principal e os píeres de embarque. O conceito é inspirado no Vale do Rift, formação geológica que atravessa a Etiópia e outros países da região.

Energia limpa e ligação ferroviária de alta velocidade

A infraestrutura inclui sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva, coletada das pistas, pátios e coberturas. A geração de energia contará com painéis fotovoltaicos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Segundo o escritório responsável pelo projeto, o aeroporto será conectado ao centro de Adis Abeba e ao atual Aeroporto de Bole por meio de uma linha ferroviária de alta velocidade, ampliando a integração entre os dois polos aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/X-Universe

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