Transporte

Ponte Bioceânica entre Brasil e Paraguai entra na reta final e pode reduzir em 14 dias o transporte de cargas para a Ásia

Com 1.294 metros de extensão e investimento estimado em R$ 520 milhões, a Ponte Bioceânica entre Brasil e Paraguai está na fase final de construção. A estrutura ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, e tem conclusão prevista para 2027.

A obra integra um projeto de infraestrutura internacional que pretende transformar a logística de exportação da América do Sul. A expectativa é que a chamada Rota Bioceânica reduza em até 14 dias o tempo de transporte de mercadorias destinadas à Ásia, ampliando as alternativas de acesso aos mercados internacionais.

Ponte Bioceânica avança com investimento de R$ 520 milhões

O empreendimento conta com investimento previsto de US$ 103 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 520 milhões. Com a construção avançando nas duas margens do Rio Paraguai, os trabalhos se concentram na instalação de componentes estruturais e na execução de acabamentos.

De acordo com o Consórcio Binacional PYBRA, responsável pela obra, as equipes atuam simultaneamente nos territórios brasileiro e paraguaio para concluir as diferentes etapas da estrutura.

No lado brasileiro, os serviços incluem a montagem de plataformas destinadas ao ajuste da tensão dos estais, cabos que conectam os mastros ao tabuleiro e ajudam a sustentar a ponte. Também está em andamento a aplicação de argamassa nas bainhas de protensão do vão central, procedimento que contribui para proteger os componentes de aço.

Já no Paraguai, as frentes de trabalho abrangem a construção de meios-fios de concreto, a instalação de estruturas auxiliares para regulagem dos cabos de sustentação e a colocação de conduítes elétricos sob a ciclovia do viaduto de acesso.

As equipes também realizam a retirada de andaimes, os acabamentos nas laterais dos pilares e a execução de estacas para a instalação dos guarda-corpos de proteção aos pedestres na rampa de acesso rodoviário.

Rota Bioceânica pode encurtar o caminho até a Ásia

A ponte é uma das principais estruturas de um corredor logístico que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A proposta é facilitar o transporte de mercadorias até os portos chilenos no Oceano Pacífico, criando uma alternativa às rotas tradicionais de exportação pelos terminais brasileiros no Atlântico.

Com essa integração, a logística de exportação brasileira poderá ganhar agilidade, com uma redução de até 14 dias no tempo de transporte de cargas entre a América do Sul e a Ásia.

O prazo, no entanto, dependerá de fatores como a localização de origem e destino das mercadorias, as condições de transporte e o funcionamento das operações portuárias. Por isso, o ganho de tempo poderá variar conforme cada operação comercial.

Corredor internacional deve impulsionar o comércio regional

Além de diversificar os caminhos para o escoamento da produção, a Rota Bioceânica busca fortalecer as relações comerciais entre os quatro países envolvidos. A iniciativa também poderá ampliar a demanda por serviços de transporte, logística e outras atividades econômicas ligadas ao comércio internacional.

Uma das regiões que poderá se beneficiar dessa integração é o Chaco paraguaio, onde a conexão com os demais países sul-americanos tende a abrir novas possibilidades para a circulação de produtos e o desenvolvimento de negócios.

A coordenação do empreendimento está sob responsabilidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC). A execução dos trabalhos cabe ao Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil S.A., Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda.

Com a entrega prevista para 2027, a ponte deverá representar um avanço na integração física entre Brasil e Paraguai e na implantação de um corredor estratégico para o comércio sul-americano com os mercados asiáticos.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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