Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase concluída, mas enfrenta desafios alfandegários e regulatórios

As obras da Rota Bioceânica seguem em ritmo acelerado, especialmente no trecho que conecta Brasil e Paraguai pela futura ponte sobre o Rio Paraguai. No entanto, especialistas e autoridades alertam que a infraestrutura física, por si só, não garantirá o funcionamento imediato do corredor logístico internacional.

Questões ligadas à alfândega, harmonização de regras e integração entre os países envolvidos ainda representam obstáculos para a operação plena do chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Entraves regulatórios podem atrasar operação da rota

De acordo com o secretário da Semadesc de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, a previsão é de que a ponte internacional seja concluída no segundo semestre de 2026. Mesmo assim, o funcionamento eficiente da rota dependerá de acordos institucionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo ele, além das obras estruturais, os países precisarão alinhar procedimentos de fiscalização, controle migratório e legislação aduaneira para garantir segurança jurídica e previsibilidade no transporte internacional de cargas.

O entendimento entre os governos é que ainda existe um amplo trabalho diplomático e técnico em andamento para padronizar normas operacionais e tornar o corredor competitivo no comércio exterior.

Infraestrutura pronta não garante operação imediata

Relatórios discutidos entre os países envolvidos apontam que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá da capacidade de integração entre os sistemas alfandegários e operacionais.

O documento destaca que não basta concluir estradas, acessos e pontes. Será necessário criar mecanismos permanentes de coordenação entre os países, além de procedimentos unificados para reduzir burocracias e aumentar a eficiência logística.

Outro ponto levantado é a necessidade de profissionalização das operações de fronteira, com foco na agilidade do fluxo de cargas e redução de custos para exportadores e importadores.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Empresas de transporte, exportadores e operadores logísticos também demonstram preocupação com a baixa participação do setor privado nas decisões estratégicas do corredor internacional.

Apesar de serem os principais usuários da futura rota comercial, representantes empresariais afirmam que ainda possuem pouca influência na definição de procedimentos operacionais, obras alfandegárias e estrutura das Áreas de Controle Integrado (ACIs).

Estudos coordenados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indicam que essa ausência pode gerar soluções desconectadas da realidade operacional enfrentada diariamente nas fronteiras.

Ponte da Rota Bioceânica chega a 90% de execução

O trecho considerado mais avançado da megaobra é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.

A estrutura estaiada sobre o Rio Paraguai possui 1.294 metros de extensão e já se aproxima de 90% de execução. A expectativa é de que a parte estrutural seja concluída até o fim de maio, conforme os cenários mais otimistas.

Ao todo, a Rota Bioceânica terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de territórios brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos.

Corredor pode reduzir custos logísticos e tempo de transporte

A expectativa dos países envolvidos é transformar o corredor em uma alternativa estratégica para o comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Projeções indicam que a nova rota poderá reduzir em até 30% os custos logísticos e diminuir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O projeto também é visto como uma oportunidade para atrair novos investimentos privados e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Mato Grosso do Sul aposta em diversificação econômica

Mesmo sem previsão de novos investimentos estaduais diretamente ligados à operação da rota, o governo de Mato Grosso do Sul acompanha o interesse crescente de empresas na utilização do corredor.

Segundo a Semadesc, setores como citricultura, produção de amendoim e indústrias de base tecnológica estão entre as prioridades para ampliar a matriz econômica da região.

A avaliação é que a consolidação da Rota Bioceânica poderá estimular novos negócios e fortalecer o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

Gargalos nas fronteiras ainda preocupam

O estudo sobre facilitação do comércio realizado em 2025 também identificou fragilidades nas Áreas de Controle Integrado entre os países envolvidos.

Atualmente, apenas os trechos de fronteira entre Argentina e Chile estão habilitados para o transporte internacional de cargas. Mesmo nesses pontos, o relatório aponta necessidade de melhorias estruturais e operacionais.

Já os segmentos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda não operam oficialmente para o fluxo internacional de mercadorias.

Outro ponto considerado sensível é a futura alfândega entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve consulta técnica formal ao setor privado sobre o funcionamento do espaço.

Governança será decisiva para o sucesso do corredor

Especialistas envolvidos no projeto defendem a criação de uma governança técnico-operacional exclusiva para a Rota Bioceânica.

A proposta prevê sistemas compartilhados de informação, integração entre órgãos públicos e regras harmonizadas entre os países participantes para garantir operações mais rápidas, transparentes e seguras.

O desafio se torna ainda maior pelo fato de o Chile não integrar o Mercosul, diferentemente de Brasil, Argentina e Paraguai. Isso aumenta a complexidade institucional e exige novos mecanismos de cooperação internacional.

O estudo apoiado pelo BID reuniu representantes do setor público, empresas e associações empresariais em dezenas de encontros presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas mais de 260 propostas para aprimorar o funcionamento do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Corredor Bioceânico: ponte no rio Paraguai entra na fase final e impulsiona ligação entre Brasil e Pacífico

A construção da Ponte Internacional da Rota Bioceânica avança para a etapa final e se consolida como um dos principais pilares do Corredor Bioceânico de Capricórnio, projeto que pretende conectar o Brasil aos portos do norte do Chile. A iniciativa cria uma alternativa estratégica para o comércio exterior ao integrar o Oceano Atlântico ao Pacífico por meio de uma rota terrestre de mais de 2,4 mil quilômetros.

Estrutura estratégica para a logística internacional

Com 1.294 metros de extensão e 29 metros de altura, a ponte está sendo erguida sobre o rio Paraguai, ligando Porto Murtinho (MS) à cidade de Carmelo Peralta, no Paraguai. O investimento chega a R$ 424,3 milhões, com financiamento da Itaipu Binacional.

A obra é considerada fundamental para a consolidação da Rota Bioceânica, ampliando a competitividade logística do Brasil e de países vizinhos. Além da travessia, estão previstas estruturas alfandegárias em ambos os lados da fronteira para dar suporte ao fluxo de cargas.

A estimativa inicial da Receita Federal é de circulação de cerca de 250 caminhões por dia, número que deve crescer conforme a rota se torne uma alternativa mais eficiente para exportações e importações entre o Mercosul e a Ásia.

Avanço das obras e prazos

Atualmente, a ponte está com cerca de 90% das obras concluídas. A expectativa é que as duas extremidades da estrutura sejam conectadas até o fim de maio.

No lado brasileiro, o acesso à ponte inclui um trecho de 13,1 quilômetros que liga a BR-267 à nova travessia. Essa etapa já alcançou aproximadamente 35% de execução e envolve desafios técnicos, como a construção de pontes e bueiros em áreas alagadiças.

Já os centros aduaneiros ainda aguardam definições, especialmente por parte das autoridades paraguaias, para que as obras sejam iniciadas.

Integração regional e desenvolvimento

O Corredor Bioceânico tem como objetivo promover integração econômica e logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O projeto conecta regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiro a mercados internacionais, fortalecendo o comércio e incentivando o desenvolvimento regional.

A iniciativa faz parte da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que atua no planejamento estratégico e financiamento de projetos estruturantes.

Impactos esperados no comércio exterior

Atualmente, o transporte de mercadorias entre o Brasil e a Ásia pode levar cerca de 30 dias. Com a nova rota, a expectativa é reduzir esse prazo para aproximadamente 10 dias, o que representa ganhos significativos em eficiência e redução de custos.

Além disso, a infraestrutura logística bioceânica deve beneficiar o comércio com a Oceania e a costa oeste dos Estados Unidos, além de impulsionar setores como agronegócio, especialmente na exportação de grãos, carne e celulose.

A ponte desempenha papel essencial nesse cenário ao encurtar distâncias e melhorar a competitividade dos produtos sul-americanos no mercado global.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Schramm, Secom MS

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Internacional

Paraguai financia ponte estratégica do Corredor Bioceânico e reforça integração regional

O governo do Paraguai confirmou o aporte financeiro para a construção de uma nova ligação internacional considerada essencial para o avanço do Corredor Bioceânico. A futura ponte conectará a localidade de Pozo Hondo à cidade argentina de Misión La Paz, consolidando um eixo logístico fundamental entre o Atlântico e o Pacífico. A iniciativa promete acelerar o fluxo de cargas pesadas e fortalecer a infraestrutura de transporte na região.

Obra terá foco em capacidade e segurança

Com cerca de 200 metros de extensão sobre o rio Pilcomayo, o projeto contará com investimento superior a 80 milhões de dólares, segundo o Ministério de Obras Públicas. A estrutura foi planejada para suportar veículos de grande porte, garantindo o tráfego contínuo de comboios sem restrições.

O padrão técnico adotado prioriza resistência e segurança viária, atendendo exigências internacionais. Além disso, a construção deve gerar mais de 500 empregos diretos, impulsionando a economia da área de fronteira.

Redução de custos e ganho logístico

A nova ponte deve eliminar um dos principais gargalos do transporte regional, hoje limitado por estruturas antigas e insuficientes. Com isso, o Corredor Bioceânico no Paraguai tende a reduzir significativamente os custos logísticos, especialmente para exportações de grãos e carne.

Transportadores poderão economizar até três dias no trajeto rumo aos portos do norte do Chile, aumentando a competitividade dos produtos sul-americanos. Esse avanço posiciona o Paraguai como um importante hub de logística internacional no continente. A previsão é de que a obra seja concluída no segundo semestre de 2027.

Integração fronteiriça e modernização aduaneira

O projeto também prevê a modernização dos postos de controle aduaneiro nos dois lados da fronteira. A proposta inclui sistemas integrados de despacho, com o objetivo de agilizar procedimentos e reduzir o tempo de espera.

Apesar do avanço, o sucesso da iniciativa depende da coordenação entre Paraguai e Argentina. A nova infraestrutura contribuirá para tornar o corredor mais resiliente a eventos climáticos e ampliar a eficiência da integração regional.

Com a obra, Pozo Hondo deve passar por uma transformação econômica, impulsionada pela expansão de serviços logísticos e comerciais. O investimento reforça o compromisso paraguaio com o desenvolvimento e a conexão física da América do Sul.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Transporte

Transporte de carga ganha inovação com projetos na Suíça e Turquia e inspira o Brasil

O avanço do transporte de carga em países como Suíça e Turquia tem mostrado como a combinação de tecnologia avançada e infraestrutura logística pode transformar cadeias de suprimento. Essas iniciativas vêm sendo apontadas como referência para o Brasil, que enfrenta desafios históricos no setor e busca maior competitividade no comércio internacional.

Sistema subterrâneo suíço aposta em eficiência

Na Suíça, o projeto Cargo Sous Terrain (CST) propõe um modelo inovador de logística subterrânea, com veículos elétricos autônomos circulando por túneis que podem chegar a 500 quilômetros de extensão.

A solução reduz a circulação de caminhões nas rodovias, diminui congestionamentos e pode cortar custos de construção em até 30%. Além disso, o sistema contribui para a sustentabilidade no transporte, ao reduzir emissões e otimizar o uso do espaço em áreas urbanas densas.

Turquia investe em ferrovia de alta capacidade

Já a Turquia aposta em escala com o projeto INRAIL, uma nova linha ferroviária de 127 quilômetros que promete ampliar significativamente a capacidade de transporte de cargas — de 3 milhões para até 50 milhões de toneladas por ano.

A iniciativa conta com financiamento do Banco Mundial e busca consolidar o país como um importante hub logístico entre Europa, Ásia e Oriente Médio. Além disso, a expectativa é de geração de centenas de milhares de empregos, impulsionando a economia regional.

Brasil enfrenta desafios logísticos históricos

No Brasil, o transporte rodoviário de cargas ainda domina, respondendo por mais de 60% da movimentação. Essa dependência eleva custos e reduz a competitividade, especialmente diante de gargalos na infraestrutura ferroviária.

Projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a Ferrogrão indicam esforços para modernizar o setor, conectando regiões produtoras a portos estratégicos. No entanto, obstáculos como financiamento irregular e questões ambientais ainda dificultam a execução dessas obras.

Inovação e integração são caminhos para o futuro

As experiências internacionais mostram que investir em logística ferroviária, automação e soluções sustentáveis pode gerar ganhos expressivos. A adoção de tecnologias como veículos autônomos e sistemas integrados pode reduzir custos, emissões e acidentes, além de aumentar a eficiência operacional.

Outro ponto estratégico é a integração regional. Projetos como o Corredor Bioceânico podem ampliar a conectividade do Brasil com países vizinhos, fortalecendo sua posição como eixo logístico na América do Sul.

Modernização é essencial para competitividade

A transformação do transporte de carga no Brasil passa pela combinação de investimentos, inovação e planejamento de longo prazo. Os exemplos da Suíça e da Turquia reforçam que a modernização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para países que buscam crescimento sustentável e inserção nas cadeias globais.

Ao adaptar essas experiências à realidade nacional, o Brasil pode avançar rumo a um sistema logístico mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.

FONTE: O Cafezinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Cafezinho

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Investimento

Corredor Bioceânico no Paraguai recebe US$ 200 milhões do BID para novo trecho

O corredor bioceânico no Paraguai ganhou um novo impulso financeiro. O Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou um empréstimo de US$ 200 milhões para viabilizar mais uma etapa da obra que integra a chamada Rota Bioceânica, projeto estratégico de integração regional.

O financiamento foi autorizado pelo Conselho Executivo da instituição e será destinado à construção de 102,5 quilômetros de rodovia em território paraguaio.

Trecho financiado integra a Rodovia PY15

A obra faz parte dos Projetos Específicos de Investimento (PEI) do Paraguai e está dividida em três segmentos. O primeiro já foi entregue, enquanto o terceiro segue em execução.

Os recursos liberados pelo BID serão aplicados no segundo trecho, correspondente à Rodovia Nacional PY15, incluindo projeto, construção e manutenção da via.

O pacote também prevê:

  • Construção de 8 quilômetros de acesso à cidade de Mariscal Estigarribia;
  • Melhorias em 27,3 quilômetros da estrada que conecta à zona industrial de Loma Plata, área estratégica para o escoamento da produção no Chaco paraguaio.

Condições do financiamento

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o contrato estabelece prazo de amortização de 22 anos e meio, com oito anos de carência.

A taxa de juros será atrelada à SOFR (Secured Overnight Financing Rate), referência internacional utilizada em operações financeiras atreladas ao dólar.

Integração entre Atlântico e Pacífico

A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul. O corredor terá cerca de 2.400 quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e atravessando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

No Paraguai, o trajeto totalizará 532 quilômetros, ligando Carmelo Peralta, na fronteira com o Brasil, a Pozo Hondo, na divisa com a Argentina.

A expectativa é que o corredor logístico bioceânico reduza custos de transporte, fortaleça o comércio exterior e impulsione o desenvolvimento econômico regional.

Paraguai sediará reunião do BID em 2026

Além do novo empréstimo, o Paraguai foi escolhido para receber, entre 11 e 14 de março de 2026, as Reuniões dos Conselhos de Governadores do BID. O evento deve reunir representantes dos 48 países-membros da instituição, além de lideranças econômicas e integrantes do setor privado.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Argentina avalia rota ferroviária bioceânica para acesso a portos do Chile

O governo da Argentina iniciou tratativas para avançar na criação de uma rota ferroviária bioceânica com destino aos portos do Chile, com o objetivo de garantir uma saída logística direta ao Oceano Pacífico. A iniciativa é considerada estratégica para ampliar a competitividade do comércio exterior argentino e fortalecer a integração regional.

Investimento bilionário e corredor entre Argentina e Chile

O projeto prevê um investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões e propõe a implantação de um corredor ferroviário internacional, conectando regiões produtivas argentinas aos terminais portuários chilenos. A proposta está baseada na recuperação de trechos das linhas San Martín e Sarmiento, segundo informações divulgadas pela imprensa local.

O traçado em estudo ligaria a província de San Juan ao sul de Mendoza, criando um novo eixo de transporte de cargas entre os dois países.

Passo Planchón–Vergara é apontado como rota estratégica

O cruzamento da Cordilheira dos Andes deve ocorrer pelo passo Planchón–Vergara, nas proximidades da cidade de Curicó, na Região do Maule, no Chile. A escolha se deve às condições climáticas mais estáveis e à maior operabilidade durante o inverno, quando comparada a outros passos internacionais.

Conexão com Vaca Muerta amplia alcance logístico

Do lado argentino, o plano também contempla a construção de um ramal ferroviário entre General Alvear (Mendoza) e Vaca Muerta, em Neuquén. A ligação permitiria o transporte de recursos energéticos e produtivos para diferentes polos industriais, ampliando a eficiência da logística regional.

Desafios incluem infraestrutura e financiamento

Apesar do respaldo político, o projeto enfrenta obstáculos relevantes. Entre os principais desafios estão a reconstrução de vias férreas, a atualização dos padrões técnicos e a adaptação às exigências atuais do transporte ferroviário de cargas.

Para viabilizar a iniciativa, o governo avalia modelos de parceria público-privada (PPP) e sistemas de concessão, alternativas consideradas essenciais para garantir o financiamento do corredor.

Integração logística e ganho de competitividade

O corredor ferroviário bioceânico é visto como uma alternativa estratégica para reduzir custos logísticos, diversificar rotas de exportação e aproximar a Argentina dos mercados asiáticos, por meio dos portos chilenos do Pacífico.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Bolívia propõe porto seco para integrar logística entre Brasil e Chile

Durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, realizado no Panamá, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, apresentou uma proposta voltada à integração logística regional: transformar o território boliviano em um porto seco capaz de conectar a produção do Brasil aos portos do Chile. A iniciativa indica uma orientação mais pragmática do governo, com foco em desenvolvimento econômico, empregos e ampliação do comércio regional.

Bolívia como hub logístico sul-americano

Ao discursar para chefes de Estado, Paz ressaltou a posição geográfica estratégica da Bolívia no centro da América do Sul. O país faz fronteira com Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru, o que, segundo o presidente, permite que o território funcione como uma plataforma logística integrada para os países vizinhos.

A proposta prevê facilitar o escoamento de cargas brasileiras, especialmente do agronegócio do Centro-Oeste, em direção ao oceano Pacífico por meio de portos do norte chileno. Em contrapartida, o Chile teria acesso mais eficiente ao mercado brasileiro, utilizando rotas terrestres e a Hidrovia Paraguai-Paraná.

Corredor Bioceânico ganha reforço

A iniciativa está alinhada aos esforços de consolidação do Corredor Bioceânico, um projeto de infraestrutura com mais de 2.400 quilômetros de extensão. O eixo busca conectar o Porto de Santos, em São Paulo, e regiões produtivas de Mato Grosso do Sul aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, atravessando Paraguai e Argentina.

A inclusão mais ativa da Bolívia nesse corredor pode otimizar o transporte de cargas minerais e agrícolas, ampliando a eficiência logística e reduzindo distâncias até os mercados asiáticos.

Projetos estruturantes em destaque

Dois projetos de infraestrutura são apontados como fundamentais para viabilizar a proposta boliviana. O Túnel Aguaragüe, localizado no departamento de Tarija, pretende fortalecer a conexão com o norte do Chile e integrar o Corredor Logístico Oeste-Sul. Já a Ferrovia Bioceânica, conduzida pela Unidade Técnica de Ferrovias (UTF), prevê a reativação de trechos ferroviários estratégicos, ampliando a capacidade de transporte de grãos e minérios no Corredor Bioceânico Central – Amazônico Andino.

Hidrovia e logística multimodal

Outro pilar da proposta é a Hidrovia Paraguai-Paraná, corredor fluvial com cerca de 3.400 quilômetros, que conecta Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Especialistas avaliam que a integração entre modais rodoviário, ferroviário e fluvial pode resultar em um sistema multimodal mais eficiente, com redução de custos de exportação tanto para o Atlântico quanto para o Pacífico.

Segundo o governo boliviano, a viabilidade do plano passa pela construção de uma confiança verificável entre os países envolvidos. A meta é reposicionar a Bolívia, historicamente sem saída para o mar, como um articulador estratégico da integração física sul-americana.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Ponte Bioceânica avança e aproxima conexão entre Paraguai e Brasil

A Ponte Bioceânica, infraestrutura central da rota PY15 que ligará o Paraguai ao Brasil, está perto de se tornar realidade. Segundo o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), resta apenas um trecho central de 149,60 metros para unir definitivamente as duas margens do rio Paraguai. A construção já atingiu 78% de avanço.

Progresso nos pilares e no tabuleiro da ponte

O Consórcio Binacional Pybra informou que estão previstos os concretos das dovelas D11’ e D11 do Pílone 13, módulos que se encaixam progressivamente para ampliar o tabuleiro sobre o rio. Até agora, o Pílone 13 já chegou à dovela 11, enquanto o Pílone 14 avançou até a dovela 13.

No Pílone 14 também segue o trabalho de instalação dos tirantes, responsáveis por sustentar cada segmento e permitir que a estrutura avance com segurança rumo ao centro do canal.

Além disso, foi concluído o postensado dos mastros, seguido da injeção das bainhas que protegem os cabos internos. Esses processos técnicos garantem maior durabilidade e resistência, fundamentais para suportar o aumento no fluxo de veículos esperado com o desenvolvimento da região.

Preparação dos acessos no Brasil e no Paraguai

No lado brasileiro, estão sendo instaladas barreiras de segurança anti-colisão e anti-suicídio, reforçando a proteção dos futuros usuários. Do lado paraguaio, seguem os trabalhos de preparação do acesso, com a aplicação de material granular e a imprimatura dos primeiros 500 metros. Essa estrutura permitirá entrada fluida e segura quando o ponte começar a operar.

Benefícios para Carmelo Peralta e comunidades do Chaco

A obra não se limita ao vão principal. O projeto inclui ruas, áreas logísticas e acessos urbanos, que trarão impactos diretos para Carmelo Peralta e comunidades produtivas do Chaco. A integração com o Corredor Bioceânico abrirá novas oportunidades para agricultores, estudantes, comerciantes e famílias que dependem de rotas mais rápidas e eficientes.

Uma ponte pensada para o futuro

A Ponte Bioceânica terá cerca de 1.300 metros sobre o rio Paraguai, com duas faixas amplas, banquinas que poderão virar pistas extras no futuro e calçadas para pedestres e ciclistas. O projeto ainda inclui avenidas de acesso e uma costaneira que acompanhará o crescimento urbano, configurando uma infraestrutura capaz de integrar territórios, impulsionar a economia local e conectar o Paraguai aos portos do Atlântico e do Pacífico.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Informação

Plano Diretor do Corredor Bioceânico recebe 264 propostas e avança no desenvolvimento regional

O Plano Diretor do Corredor Bioceânico (CBC), projeto que organiza infraestrutura, logística e procedimentos alfandegários entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, segue avançando. O diagnóstico inicial para orientar as ações de governança recebeu 264 propostas de entidades públicas e privadas, colaborando para definir medidas a serem adotadas pelos oito governos subnacionais que integram a rota.

Os dados foram apresentados pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, durante a 1ª Jornada de Estudos Estratégicos, realizada no auditório do Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. O evento, com o tema “O Corredor Bioceânico de Capricórnio e os impactos para o Centro-Oeste”, reuniu autoridades civis e militares, pesquisadores e representantes do setor produtivo.

“O Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul. Estamos no centro dessa rota e podemos consolidar o Estado como um hub logístico e comercial do Cone Sul”, destacou Verruck.

Conectividade e competitividade econômica

Segundo o secretário, a rota impulsionará a competitividade regional e a atração de investimentos, fortalecendo políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à diversificação econômica. Verruck ressaltou que o governo estadual está alinhando infraestrutura, inovação e governança territorial à nova dinâmica que o Corredor Bioceânico vai gerar.

Os desafios incluem garantir conectividade eficiente entre o Centro-Oeste brasileiro, o Chaco paraguaio, o noroeste argentino e o norte chileno, além de estimular o comércio intra e extrarregional.

Infraestrutura e logística em desenvolvimento

A Ponte Internacional da Rota Bioceânica tem mais de 80% das obras concluídas e deve ser finalizada até o final de 2026. Além da construção física, avançam projetos de infraestrutura rodoviária, melhorias nas passagens de fronteira e instalação de Centros de Coordenação de Fronteiras, fundamentais para o funcionamento integrado do Corredor.

Projetos em telecomunicações, digitalização e redes de energia também estão em andamento, aumentando a eficiência e reduzindo custos operacionais. Verruck afirma que, a médio e longo prazo, será necessário criar núcleos estratégicos internos para atender ao crescimento da demanda, especialmente em agronegócio e logística.

Turismo e integração continental

O turismo também deve se beneficiar do Corredor Bioceânico. Inspirado na Rota 66 dos Estados Unidos, Verruck propôs a criação da Rota 67, ligando o Pantanal ao Deserto do Atacama. A iniciativa permitirá que visitantes percorram o continente de carro, sem procedimentos alfandegários complexos, promovendo integração cultural, biodiversidade e experiências únicas.

Segurança e cooperação regional

Outro ponto destacado foi a importância da construção coletiva da segurança. Verruck enfatizou que a participação de todos os agentes, incluindo forças de segurança, é essencial para garantir que o projeto seja sustentável e integrado, evitando que o Corredor se torne isolado.

Participação acadêmica e militar

Além de Verruck, participaram do evento o professor Sandro Teixeira Moita, do Instituto Meira Mattos (ECEME), com a palestra “Cultura Estratégica – Chave para entender a incerteza global”, e o pesquisador Lúcio Flávio Suakozawa, da Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (Unirila), abordando a geopolítica do Corredor.

A 1ª Jornada de Estudos Estratégicos, promovida pelo Comando Militar do Oeste (CMO), buscou fortalecer o pensamento estratégico e promover o diálogo entre academia, forças militares e governo sobre defesa, integração e desenvolvimento regional. Ao final, o secretário Jaime Verruck recebeu diploma e medalhas do Exército.

FONTE: Pontaporã em Dia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mairinco de Pauda/Semadesc

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