Portos

Cabotagem cresce 3% no terceiro trimestre de 2026, impulsionada por cargas feeder

A navegação de cabotagem registrou crescimento de 3% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) e apontam o avanço das cargas feeder como principal fator de sustentação do resultado.

Esse tipo de operação envolve o transporte de contêineres entre portos brasileiros, com cargas destinadas ao comércio exterior ou provenientes dele. A modalidade permite conectar terminais nacionais às rotas marítimas internacionais e ampliar as possibilidades de integração logística.

Entre julho e setembro, a movimentação de cargas feeder alcançou 245.467 TEUs, crescimento de 8,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés e é utilizada como referência para medir o volume de cargas conteinerizadas.

O desempenho positivo desse segmento contribuiu para o resultado geral da cabotagem, reforçando a importância da conexão entre os portos nacionais e os serviços de transporte marítimo internacional.

Na movimentação de cargas domésticas, o cenário foi diferente. O segmento apresentou queda de 1,9% no terceiro trimestre, totalizando 235.105 TEUs.

Apesar da retração nas operações internas, o crescimento das cargas feeder e o avanço do transporte entre países do Mercosul contribuíram para o desempenho positivo da navegação de contêineres.

As operações de transporte de cargas entre países do Mercosul registraram expansão de 14% no período, atingindo 41.762 TEUs. Embora o percentual represente um avanço expressivo, a Abac destaca que esse mercado ainda apresenta uma base de movimentação relativamente pequena.

Considerando o conjunto das operações realizadas pelas Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), o volume transportado chegou a 522.334 TEUs no terceiro trimestre de 2026, alta de 3,8% na comparação anual.

Cabotagem fortalece a integração logística e o comércio exterior

Para o diretor-executivo da Abac, Luís Resano, o crescimento do transporte de contêineres pelas empresas brasileiras de navegação, especialmente no segmento feeder, evidencia a relevância estratégica da cabotagem para a logística nacional.

Segundo o executivo, a conexão dos portos brasileiros às principais rotas internacionais amplia o alcance do comércio exterior e contribui para operações logísticas mais eficientes e competitivas.

O resultado do terceiro trimestre evidencia, assim, a contribuição do transporte marítimo para a integração entre os portos brasileiros e as cadeias globais de abastecimento, em um cenário no qual a eficiência logística é um fator importante para a competitividade das empresas.

FONTE: CNN Brasil, com dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac).

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução CNN / Porto de Santos

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