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Navegabilidade no canal de Itajaí é reduzida e setor logístico estima perdas de até 10% na carga por navio

A operação no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, passou a contar com uma restrição adicional de segurança que impacta diretamente a capacidade de carga dos navios. A medida foi determinada pela Marinha do Brasil e estabelece uma redução prática de 30 centímetros na navegabilidade, exigindo ajustes imediatos nas operações portuárias.

De acordo com ofício emitido pela autoridade marítima, foi instituída uma Folga Abaixo da Quilha (FAQ) adicional de 0,30 metro, ampliando a margem de segurança entre o fundo das embarcações e o leito do canal. A decisão tem caráter preventivo e foi adotada diante do atraso no envio do novo levantamento batimétrico — estudo essencial para aferir a profundidade real da via navegável.

Sem dados atualizados, a Marinha optou por restringir o calado operacional dos navios como forma de prevenir riscos à navegação.

Impacto direto na movimentação de contêineres

Na prática, a medida já começa a refletir na logística regional. Empresas que operam nos portos catarinenses estimam uma redução média de cerca de 220 TEUs por embarcação, o que pode representar até 10% da capacidade total de carga.

Em um cenário mensal, a perda acumulada pode equivaler à movimentação completa de um navio com capacidade de até 10 mil TEUs, considerando apenas um dos terminais afetados. O ajuste impacta diretamente o planejamento das operações, podendo gerar aumento de custos logísticos e necessidade de readequação nas escalas de transporte.

Responsabilidade e envio de dados

O levantamento batimétrico, que motivou a decisão, é de responsabilidade da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), atual autoridade portuária de Itajaí. A ausência do estudo dentro do prazo estipulado levou à adoção da medida cautelar pela Marinha.

Em resposta à restrição, o Porto de Itajaí informou que acionou a empresa responsável pela dragagem de manutenção, a Van Oord, solicitando a mobilização de uma draga do tipo hopper em até 48 horas para remoção de sedimentos no canal.

Em entrevista à Agência iNFRA, o superintendente do porto, Artur Antunes, afirmou que o canal permanece “totalmente navegável”, apesar da limitação operacional. Segundo ele, os dados de batimetria foram encaminhados à Capitania dos Portos acompanhados de uma análise detalhada sobre a presença de lama fluída, fator que pode influenciar na leitura da profundidade. O gestor reconheceu que o envio ocorreu após o prazo, mas destacou que a complexidade técnica do estudo exigiu um tempo maior de elaboração.

Em nota a Superintendência do Porto de Itajaí informou que “não há falta de dragagem no canal de acesso ao terminal. A draga WID, da empresa Van Oord, está em operação diária desde o dia 04 de abril, realizando os serviços necessários para a manutenção da navegabilidade e da segurança das operações portuárias. As medições de batimetria já foram entregues à Marinha do Brasil. Houve apenas um pequeno atraso na última entrega, em razão da necessidade de estudos adicionais, especialmente relacionados à presença de lama fluida no canal de acesso.

A Autoridade Portuária reforça que não há qualquer impacto às operações portuárias. As medições encaminhadas à Marinha, e que também serão compartilhadas com os operadores, demonstram que o canal do Porto de Itajaí está integralmente operacional, sem restrição efetiva à navegação. Além disso, a presença de lama fluida não afeta a trafegabilidade do canal. Também não há registro de perda de profundidade no canal de acesso.

O Porto de Itajaí segue operando normalmente, com dragagem em andamento, canal operacional e acompanhamento técnico permanente.”

Retomada foi no início de abril

A restrição ocorre apesar de o Porto de Itajaí ter retomado, no início de abril, os serviços de dragagem de manutenção no canal de acesso, considerados essenciais para garantir a profundidade operacional. Segundo informações do próprio porto, a operação foi restabelecida com um contrato de R$ 63,8 milhões, prevendo a continuidade dos trabalhos por pelo menos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), busca assegurar condições estáveis de navegabilidade e maior previsibilidade às operações logísticas, em meio ao processo de recuperação e reestruturação do complexo portuário.

Expectativa de reavaliação

A autoridade portuária agora aguarda a análise dos dados pela Marinha, que poderá revisar a restrição à medida que as novas informações forem validadas. Enquanto isso, operadores seguem adaptando suas operações em um cenário de atenção, que evidencia a importância da manutenção contínua e do monitoramento técnico dos canais de acesso.

Fonte: Agência iNFRA, Marinha do Brasil e Porto de Itajaí

Texto: RêConecta News

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Portonave alcança 15 milhões de TEUs e lidera movimentação portuária em Santa Catarina

A Portonave atingiu um feito inédito ao registrar 15 milhões de TEUs movimentados, tornando-se o primeiro e único terminal portuário de Santa Catarina a alcançar esse volume desde o início das operações, em 2007.

A marca foi alcançada durante a operação do navio Santa Catarina Express, da armadora Hapag-Lloyd, com cerca de 3,5 mil movimentos — sendo 1.555 embarques e 2.031 desembarques — na linha Ipanema, que conecta o Brasil à Ásia.

Crescimento consistente e desempenho acima da média

Nos últimos 12 meses, o terminal contabilizou 1,1 milhão de TEUs, com média operacional de 114 movimentos por hora (MPH) — a mais alta entre os portos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Já no primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs, representando um crescimento de 14% em relação ao mesmo período anterior.

Ao longo de 19 anos de פעילות, o terminal recebeu mais de 10 mil escalas de navios, consolidando sua relevância na logística portuária nacional.

Investimentos ampliam capacidade operacional

Mesmo operando parcialmente — com apenas 450 metros de cais disponíveis, enquanto a outra metade passa por obras — os números seguem em alta. A conclusão das intervenções está prevista para o segundo semestre deste ano.

Os investimentos somam aproximadamente R$ 2 bilhões, incluindo infraestrutura e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a capacidade anual deverá atingir 2 milhões de TEUs, além de permitir a operação de navios de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado.

Segurança como pilar estratégico

Além da eficiência operacional, a empresa mantém foco rigoroso em segurança no trabalho. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 Diálogos Diários de Segurança (DDS), reforçando a cultura preventiva.

Equipes técnicas e lideranças também promovem inspeções frequentes nas áreas operacionais, incentivando boas práticas e a redução de riscos no ambiente portuário.

Liderança em satisfação do cliente

A excelência nos serviços portuários também se reflete na avaliação dos clientes. De acordo com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa o primeiro lugar nos indicadores de:

  • Satisfação Espontânea (SSI): 94 pontos
  • Jornada do Cliente (CJI): 90 pontos

O estudo, com base em 2025, avaliou 13 terminais brasileiros e considerou a percepção de exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portonave investe R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações portuárias

A Portonave anunciou um pacote de investimentos superior a R$ 2 bilhões com foco na expansão e modernização de sua estrutura em Navegantes. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e elevar a capacidade do terminal, consolidando sua posição entre os principais do país.

Ampliação da capacidade de contêineres

Com as melhorias, a capacidade anual de movimentação deve saltar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêineres). O avanço reforça o papel estratégico do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária.

Obras no cais permitem receber navios maiores

Um dos principais projetos em andamento é a ampliação do cais, que já alcançou cerca de 72% de execução. A estrutura será adaptada para receber embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal.

Outro destaque é a implementação da tecnologia de fornecimento de energia elétrica direta para navios, solução inédita no Brasil que reduz emissões e contribui para a sustentabilidade portuária.

Novos equipamentos e operações mais eficientes

O plano de investimentos inclui ainda a aquisição de guindastes modernos e equipamentos elétricos, que devem aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental das operações.

A modernização também visa tornar o terminal mais eficiente no atendimento às demandas do transporte marítimo de contêineres, setor em constante crescimento.

Centro de treinamento aposta em tecnologia

Outro pilar do projeto é a construção de um centro de treinamento avançado, previsto para entrar em operação em maio. O espaço contará com simuladores de última geração capazes de reproduzir situações reais, contribuindo para a qualificação e segurança dos trabalhadores.

A expectativa é capacitar cerca de 300 profissionais por ano, fortalecendo a formação técnica no setor portuário.

Relevância nacional e impacto econômico

Primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, a Portonave ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de movimentação e lidera em produtividade.

A empresa mantém cerca de 1,4 mil empregos diretos e aproximadamente 5,5 mil indiretos, exercendo papel relevante na economia regional e no desenvolvimento logístico de Santa Catarina.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Portos de Santa Catarina movimentam 2,93 milhões de TEUs em 2025, alta de 14,5%

A movimentação de contêineres em Santa Catarina registrou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos catarinenses movimentaram 2,93 milhões de TEUs, avanço de 14,5% na comparação com 2024.

O desempenho garantiu ao estado uma participação de 19,1% em toda a carga conteinerizada movimentada no Brasil, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos da logística portuária nacional.

Porto Itapoá se destaca no ranking nacional

O Porto Itapoá foi um dos principais destaques do ano, alcançando a terceira posição entre os portos brasileiros com maior movimentação de contêineres. Em 2025, o terminal somou 1,45 milhão de TEUs, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior.

O resultado reforça a relevância do porto no comércio exterior brasileiro e sua capacidade de absorver o aumento da demanda por operações de importação e exportação.

Complexo de Itajaí mantém protagonismo regional

O complexo portuário de Itajaí, que reúne Portonave, Porto de Itajaí e Barra do Rio, ocupou a quarta colocação nacional, com 1,43 milhão de TEUs movimentados.

De forma individual, a Portonave registrou 1,03 milhão de TEUs, uma queda de 14,5%, reflexo dos impactos causados pela reforma de um dos berços de atracação. Já o Porto de Itajaí apresentou forte recuperação, com 342,2 mil TEUs, crescimento de 808,6% no período. O terminal Barra do Rio, por sua vez, movimentou 52 TEUs, queda de 75,6% em relação a 2024.

Porto de Imbituba encerra ano com retração

O Porto de Imbituba respondeu pela movimentação de 106,7 mil TEUs em 2025, o que representa uma redução de 5,2% na comparação anual, segundo os dados consolidados pela ANTAQ.

Produtos com maior volume embarcado

Entre janeiro e dezembro de 2025, os outros compostos organo-inorgânicos lideraram a movimentação nos portos catarinenses, com 2,48 milhões de toneladas, crescimento de 32,1%. Na sequência aparecem as carnes de aves, com 2,26 milhões de toneladas (+23,6%).

A madeira serrada somou 978 mil toneladas, alta de 6,8%, enquanto a carne suína alcançou 977 mil toneladas, avanço de 31,8%, reforçando a importância do agronegócio e da indústria de base florestal para o desempenho logístico do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave / Divulgação

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Portos

Porto de Buenos Aires concentra 80% dos contêineres do Paraguai em 2025

O porto de Buenos Aires respondeu por cerca de 80% da movimentação de contêineres do Paraguai em 2025, segundo dados do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). Ao longo do ano, aproximadamente 250 mil TEUs foram movimentados, reforçando a região metropolitana da capital argentina como principal ponto de transbordo do comércio exterior paraguaio.

O complexo portuário, que inclui terminais entre Zárate e La Plata, manteve regularidade operacional e avançou na agilização de processos documentais, fatores que contribuíram para a concentração do fluxo de cargas paraguaias.

Desempenho contrasta com dificuldades em Montevidéu
Enquanto Buenos Aires ampliou sua participação logística, o porto de Montevidéu enfrentou um cenário adverso em 2025. O terminal uruguaio registrou queda próxima de 30% na movimentação em comparação com 2024, especialmente nas operações de trânsito e transbordo, tradicionalmente estratégicas para o porto.

A retração ocorreu em um contexto de dificuldades operacionais, que afetaram a competitividade do terminal frente a outros hubs da região.

Saída de armadores e impactos na operação uruguaia
Nos últimos meses, Montevidéu foi impactado pela saída de grandes armadores, como MSC e Hapag-Lloyd, reduzindo de forma significativa os volumes movimentados. Além disso, questões sindicais e administrativas continuaram a influenciar negativamente a rotina operacional do porto.

Integração logística garante fluxo paraguaio
De acordo com o MOPC, a integração entre os modais fluvial e terrestre em Buenos Aires assegurou a continuidade do comércio exterior do Paraguai. A maior parte dos contêineres esteve ligada às exportações de soja, carne bovina e produtos industriais, além do ingresso de importações voltadas ao consumo interno e às cadeias produtivas.

Comércio exterior paraguaio em 2025
No acumulado do ano, o comércio exterior do Paraguai registrou US$ 16,7 bilhões em exportações e US$ 18,3 bilhões em importações, com operações distribuídas por mais de 140 destinos comerciais, evidenciando a importância da logística portuária regional para o país.

FONTE: dataPortuaria Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

TCP atinge 1,6 milhão de TEUs e lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, ultrapassou pela primeira vez a marca de 1,6 milhão de TEUs movimentados, consolidando um feito histórico para o setor portuário nacional. O volume coloca o terminal como o primeiro da Região Sul e o terceiro do Brasil a alcançar esse patamar operacional.

O marco foi registrado na manhã de quinta-feira (18), durante a operação do navio Brooklyn Bridge, que integra o serviço semanal LUX, responsável pela ligação entre a costa leste da América do Sul e o norte da Europa.

Marco histórico na movimentação de contêineres

Para dimensionar o volume alcançado, 1,6 milhão de TEUs correspondem a aproximadamente 9.754 quilômetros em linha reta de contêineres, distância semelhante ao trajeto entre Paranaguá e Roma, na Itália.

O navio que simbolizou o recorde possui 267 metros de comprimento e 36 metros de largura, reforçando o perfil do terminal para receber embarcações de grande porte. Atualmente, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é o maior concentrador de linhas marítimas da costa brasileira, com 23 serviços regulares, entre longo curso e cabotagem, além de 26 escalas semanais.

Desempenho recorde ao longo de 2025

O resultado expressivo é reflexo de um ano marcado por sucessivos recordes. Ao longo de 2025, a TCP superou quatro marcas mensais de movimentação, sendo a mais recente em outubro, quando foram registrados 148.690 TEUs.

O segmento de cargas refrigeradas também apresentou desempenho histórico. Em agosto, o terminal movimentou 14 mil contêineres reefer, maior volume já registrado nesse tipo de operação.

De acordo com Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado, o desempenho confirma o melhor ano da história da empresa. Segundo ela, os avanços contínuos em capacidade, eficiência operacional e qualidade dos serviços reforçam o papel estratégico da TCP como um dos principais corredores logísticos da América do Sul.

Liderança na exportação de carnes e congelados

A ampliação da infraestrutura foi determinante para o crescimento. Com a inauguração do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, equipado com 5.268 tomadas, a TCP ampliou sua participação nas exportações de carne bovina, superando 30% do mercado ao longo do ano.

Nos embarques de carne de frango, o terminal manteve uma performance acima de 40%, consolidando-se como o principal corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil.

Mais profundidade amplia capacidade logística

Outro fator que impulsionou o crescimento foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá. Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, elevando a profundidade do canal de acesso de 12,80 metros para 13,30 metros para navios porta-contêineres.

A decisão teve como base estudos de simulação contratados pela TCP e realizados no Tanque de Provas Numéricos da USP, em setembro. A ampliação de 50 centímetros no calado representa um aumento estimado de 400 TEUs cheios por navio.

Desde 2024, o canal passou por três revisões de profundidade, evoluindo de 12,10 metros para 13,30 metros. O ganho total de 1,20 metro possibilita um acréscimo de até 960 TEUs cheios por embarcação, fortalecendo a competitividade do porto no cenário internacional.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Falta de dragagem no Porto de Itajaí limita operação e competitividade

A ausência de dragagem adequada no canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí-Açu (SC) tem impactado a operação de navios de maior porte. Dados da Marinha do Brasil indicam que o canal está com profundidade até 0,7 metro inferior ao nível considerado ideal para a região.

Atualmente, a maior profundidade registrada é de 13,8 metros, medida válida no canal externo até 25 de fevereiro de 2026. O parâmetro técnico recomendado, no entanto, é de 14,5 metros, o que permitiria ampliar a capacidade operacional dos portos locais.

Assoreamento e chuvas intensas afetam o canal de acesso

Empresas que operam terminais na região relatam que o volume elevado de chuvas, aliado à falta de dragagem contínua, contribuiu para o assoreamento do canal de acesso, dificultando a atracação de embarcações em determinados momentos.

A administração do Porto de Itajaí, por sua vez, informa que o canal permanece em condições de navegabilidade, classificado como “praticável” pela Autoridade Marítima, e afirma que não houve cancelamento de escalas por conta da profundidade, mantendo a programação operacional.

Ganho de capacidade pode chegar a 30% por embarcação

O aprofundamento do canal de acesso tem impacto direto no potencial logístico do porto. Em Itajaí, a profundidade ideal permitiria receber navios porta-contêineres com capacidade entre 8.000 e 12.000 TEUs, padrão do transporte marítimo internacional.

Segundo estimativas do setor, o acréscimo de 0,7 metro na profundidade pode resultar em um aumento de 10% a 30% na capacidade de carga por navio, reduzindo cortes operacionais e ampliando a competitividade do Porto de Itajaí em rotas de longo curso.

Responsabilidade pela dragagem e entraves financeiros

No Brasil, a responsabilidade pela dragagem portuária é das autoridades que administram cada porto, explica o advogado James Winter, do escritório Macedo e Winter. Em Santos, a atribuição é da Autoridade Portuária de Santos (APS); em Itajaí, cabe à Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia).

Em 2024, um débito acumulado de R$ 35 milhões com a empresa Van Oord, responsável pela dragagem, levou à suspensão dos serviços no canal. Para evitar a paralisação total, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) quitou dívidas herdadas da gestão anterior.

Acordo viabiliza retomada das obras de dragagem

A retomada da dragagem ocorreu após intervenção do Ministério de Portos e Aeroportos, com mediação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que resultou em um acordo de quitação.

O terminal Portonave, dependente do canal de acesso, assumiu o compromisso de pagar pendências referentes aos meses de novembro e dezembro de 2024, além de janeiro e fevereiro de 2025. Em contrapartida, a SPI poderá compensar esses valores em futuras cobranças pelo uso da infraestrutura portuária ao longo de 12 meses, a partir de março de 2025.

Com o acordo firmado, os contratos foram reativados e as dragas voltaram a operar no canal e nas bacias de evolução, permitindo a normalização das atividades.

Contrato de dragagem perto do vencimento preocupa operadores

Outro ponto de atenção para as empresas da região é o término do atual contrato de concessão da dragagem, previsto para fevereiro de 2026, sem que haja, até o momento, um edital de licitação aprovado.

O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, defende uma solução urgente para garantir a continuidade do serviço, além de melhorias estruturais na bacia de evolução, área essencial para a manobra de grandes embarcações.

Remoção do navio Pallas é considerada estratégica

Entre as intervenções apontadas como prioritárias está a segunda etapa de ampliação da bacia de evolução, necessária para receber navios de até 400 metros, e a retirada do casco soçobrado do navio Pallas.

Construído em 1891, o cargueiro naufragou em 1893, na foz do Rio Itajaí-Açu, durante a Revolta da Armada. Seus destroços permanecem submersos há mais de 130 anos e, apesar de parcialmente cobertos por sedimentos, ainda representam um obstáculo à navegação de grandes embarcações.

A administração do Porto de Itajaí planeja a remoção do Pallas como parte da expansão do canal de acesso. O processo envolve estudos técnicos e arqueológicos, devido ao valor histórico da embarcação, e é considerado fundamental para ampliar a capacidade logística, fortalecer a infraestrutura portuária e aumentar a competitividade do porto no cenário nacional e internacional.

O QUE DIZ O PORTO DE ITAJAÍ

“NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ

“A Superintendência do Porto de Itajaí vem a público esclarecer informações incorretas publicadas na matéria intitulada ‘Falta de dragagem em Itajaí (SC) atrapalha operação portuária’, veiculada pelo portal Poder360. Não procede a informação de que a falta de dragagem esteja prejudicando as operações do Porto de Itajaí. O canal de acesso ao Porto encontra-se em condições de navegabilidade, classificado como “PRATICÁVEL” pela Autoridade Marítima, conforme informações oficiais do sistema da praticagem. Desde a retomada das operações, o Porto de Itajaí não deixou de receber nenhum navio em razão de dragagem, mantendo sua programação operacional normalmente, uma vez que o canal de acesso está 100%.

“Sobre a dragagem
Os serviços de dragagem do canal de acesso estão são executados continuamente pela empresa Van Oord, como rotina de manutenção. Santa Catarina vem enfrentando, nos últimos meses, eventos climáticos extremos, como ciclones e volumes elevados de chuva, o que exige dragagens mais frequentes, especialmente em portos estuarinos como Itajaí. Essa condição é técnica, prevista e monitorada permanentemente.

“Contexto histórico
Cabe destacar que o Porto de Itajaí permaneceu paralisado por 14 meses, período em que acumulou uma dívida histórica relacionada à dragagem, estimada em aproximadamente R$ 48 milhões, herdada da gestão anterior. Com a federalização do Porto de Itajaí, promovida pelo Governo Federal, o terminal retomou suas operações, recuperou sua capacidade econômica e quitou integralmente a dívida de dragagem herdada, pagamento realizado neste ano pela atual Superintendência do Porto de Itajaí, quando o Porto ainda se encontrava sob gestão temporária da Autoridade Portuária de Santos.

“Resultados concretos
O Porto de Itajaí encerra o ano com:
• Faturamento estimado em R$ 180 milhões
• Contas equilibradas
• Dívidas históricas sanadas
• Operações ocorrendo normalmente
• Geração de emprego, renda e desenvolvimento para Itajaí e região

“A Superintendência do Porto de Itajaí reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança da navegação e a continuidade das operações, e alerta que a divulgação de informações imprecisas gera insegurança indevida ao setor portuário e à economia regional.”

O QUE DIZ A ANTAQ

Em nota enviada ao Poder360, a Antaq afirmou que o projeto de concessão do acesso aquaviário ao Porto de Itajaí está em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e que a licitação já passou pelo momento de participação social, quando foram recebidas contribuições de empresas, de órgãos e da sociedade, e algumas sugestões apresentadas durante a audiência pública foram incorporadas ao projeto.

“O projeto vai garantir a manutenção do calado e auxiliar a manter o fluxo de embarcações na instalação portuária”, afirmou. 

O TCU entrou em recesso de fim de ano. A próxima sessão da Corte será realizada em 21 de janeiro de 2026, ainda sem pauta definida. Depois que o Tribunal deliberar sobre o edital do leilão, a agência ainda deve avaliar e acatar eventuais recomendações de ajustes feitas antes da finalização da concessão.

O leilão do canal de acesso seria realizado em 22 de outubro de 2025, mas, sem decisão do TCU, precisou ser adiado. O investimento inicial estimado para a modernização do canal é de aproximadamente R$ 311 milhões. 

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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TCP atinge 1,5 milhão de TEUs antes do previsto e confirma ritmo de crescimento

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá ultrapassou, na madrugada desta sexta-feira (28), a marca de 1,5 milhão de TEUs movimentados em 2025. O volume foi alcançado 20 dias antes do registrado em 2024, quando o terminal se tornou o terceiro maior do país a atingir esse patamar anual.

O novo recorde ocorreu durante as operações do porta-contêineres CMA CGM Rodolphe, navio de 299 metros de comprimento, 48 metros de largura e capacidade para 9.400 TEUs.

Segundo o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, o desempenho confirma a tendência de evolução: “Atingir 1,5 milhão de TEUs ainda em novembro está alinhado à nossa projeção de crescimento de 5% neste ano e demonstra o alto nível de eficiência do Terminal”.

Exportações e importações avançam

Entre janeiro e outubro, a TCP registrou 557.755 TEUs exportados, alta de 5%, puxada principalmente pelo agronegócio — carnes, congelados, madeira, feijão e gergelim. No sentido inverso, as importações somaram 546.880 TEUs, 2% acima do ano anterior, com destaque para os segmentos automotivo, químico, eletrônicos e maquinário.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, ampliando o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá de 12,80 para 13,30 metros. A mudança contou com estudos de simulação realizados pela TCP na USP e permite que cada navio transporte, em média, 400 TEUs adicionais.

Com as obras de derrocagem concluídas, a profundidade operacional já passou por três revisões desde 2024, saltando de 12,10 para 13,30 metros — incremento equivalente a 960 TEUs extras por embarcação.

Investimentos impulsionam desempenho

Nos últimos cinco anos, a TCP aportou mais de R$ 500 milhões em infraestrutura e equipamentos. Entre as entregas recentes estão:

  • Subestação elétrica isolada a gás concluída em 2023, apoiando o plano de descarbonização.
  • Inauguração, em 2024, do maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas.
  • Participação de 44% nas exportações de carne de frango e de 30% nas de carne bovina em 2025.
  • Certificação I-REC pelo uso de energia 100% renovável desde 2022.
  • Projeto piloto de eletrificação de RTGs, com redução de 97% das emissões por equipamento.
  • Aquisição de 17 Terminal Tractors (TT) e 11 guindastes RTG, formando o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros (69 TTs e 40 RTGs).

Para Stein, os resultados comprovam a eficácia da estratégia: “Seguiremos investindo para tornar o Terminal de Contêineres de Paranaguá uma referência global em eficiência logística”.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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