Portos

Portonave amplia frota com novos guindastes elétricos e reforça investimentos em descarbonização

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), deu mais um passo no plano de modernização ao receber os primeiros sete guindastes elétricos e-RTG (Rubber Tyred Gantry) de um lote de 14 equipamentos previstos para 2026. A chegada das novas máquinas fortalece a estratégia de descarbonização, amplia a capacidade operacional do terminal e prepara a estrutura para atender navios de maior porte.

Com cerca de 28 metros de altura e 156 toneladas cada, os equipamentos são totalmente elétricos, dispensando motores a combustão. A expectativa é que as primeiras unidades iniciem operação em agosto, enquanto os demais guindastes devem chegar até o fim de julho e entrar em funcionamento no início de setembro.

Os novos guindastes partiram de Dalian, na China, transportados por um navio da companhia Cosco em uma viagem de aproximadamente 20 mil quilômetros. O processo de desembarque começou logo após a atracação da embarcação e deve ser concluído em cerca de um dia e meio de trabalho, período necessário para a transferência segura dos equipamentos até o cais.

Tecnologia aumenta eficiência e segurança nas operações

Os e-RTGs são responsáveis pela movimentação, organização e empilhamento de contêineres no pátio do terminal, além de realizarem a transferência das cargas entre caminhões e áreas de armazenagem.

Fabricados pela Konecranes, com projeto desenvolvido na Finlândia e produção na China, os equipamentos possuem capacidade para movimentar até 41 toneladas e operar com pilhas de até sete contêineres. Na Portonave, por questões de segurança operacional, o empilhamento é limitado a cinco unidades.

Entre os recursos tecnológicos embarcados estão sensores anticolisão, sistema eletrônico de controle do balanço da carga, frenagem automática durante a elevação, lubrificação automatizada e monitoramento do peso dos contêineres em tempo real, permitindo maior precisão e segurança durante as operações.

Frota elétrica reduz emissões e amplia compromisso ambiental

Os novos equipamentos chegam preparados para operar no sistema de eletrificação já existente no terminal, utilizando alimentação por baterias. A infraestrutura elétrica da Portonave foi implantada em 2016, quando os antigos RTGs movidos a diesel passaram por conversão para operação elétrica. Desde então, a empresa informa que houve redução de aproximadamente 96,5% na emissão de gases poluentes desses equipamentos.

O plano de renovação da frota segue ao longo do segundo semestre com a chegada de dois novos guindastes Ship-to-Shore (STS), além da entrega gradual de 30 Terminal Tractors elétricos e cinco Reach Stackers elétricas, prevista até janeiro de 2027.

A aquisição dos equipamentos foi realizada por meio do Reporto, regime tributário criado para incentivar investimentos na modernização da infraestrutura portuária e ferroviária brasileira, garantindo incentivos fiscais para compra de máquinas e equipamentos.

Investimentos preparam a Portonave para receber navios de até 400 metros

A aquisição dos 14 novos guindastes representa um investimento de aproximadamente R$ 210 milhões. As novas máquinas fazem parte de um amplo projeto de expansão do terminal, que inclui a Obra de Adequação do Cais, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Após a finalização dos trabalhos, a Portonave estará apta a operar navios de até 400 metros de comprimento, entre os maiores do mundo.

Somando obras e aquisição de equipamentos, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Com a expansão, o terminal passará a contar com oito guindastes STS e 32 RTGs, elevando sua capacidade anual de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Reconhecida como líder nacional em produtividade de navios, a Portonave registrou, em abril de 2026, a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações. Instalada em Navegantes desde 2007, a empresa foi o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil e integra o grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), responsável pela administração de cerca de 70 terminais portuários distribuídos em cinco continentes.

Segundo dados da ANTAQ, a Portonave alcançou média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025, consolidando-se como referência nacional em produtividade na movimentação de contêineres.

Fonte: Portonave.

Texto: Redação

Imagens: Portonave

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Portos

Porto Itapoá amplia conexão internacional com nova rota direta para o Norte da Europa

O Porto Itapoá passou a integrar uma nova ligação marítima regular entre a costa leste da América do Sul e o Norte da Europa, ampliando sua participação nas principais rotas do comércio internacional. Operado pela Maersk, o serviço NEOSAMBA conecta o terminal de Santa Catarina a importantes portos europeus, como Rotterdam, Hamburgo, Antuérpia e Southampton, além de incluir escalas em Tânger, Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu.

A nova operação reforça a competitividade do porto e amplia as opções logísticas para importadores e exportadores que atuam entre os mercados sul-americano e europeu.

Cabotagem para Manaus amplia integração logística

Além da nova rota internacional, o terminal também contará com um serviço de cabotagem voltado para Manaus, fortalecendo a conexão com a Região Norte do país. A iniciativa amplia a integração da malha logística nacional e oferece novas alternativas para o transporte de cargas dentro do Brasil.

O avanço das operações ocorre enquanto seguem as obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, que já ultrapassaram 70% de execução.

Dragagem permitirá receber navios de maior porte

A expectativa é que a intervenção seja concluída ainda neste ano. Com isso, o complexo portuário estará preparado para operar embarcações de até 366 metros de comprimento e capacidade próxima de 16 mil TEUs, elevando sua eficiência operacional e sua competitividade nas rotas marítimas internacionais.

A ampliação da infraestrutura deve consolidar o Porto Itapoá entre os principais terminais brasileiros para movimentação de contêineres.

União Europeia tem participação relevante na movimentação de cargas

Dados do Porto Itapoá mostram que a União Europeia representou cerca de 19% das importações movimentadas pelo terminal em 2025, totalizando aproximadamente 285 mil TEUs. Nas exportações, o bloco respondeu por 12% do volume transportado, equivalente a cerca de 180 mil TEUs.

Entre as principais mercadorias embarcadas estão produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço, refletindo a diversidade da pauta exportadora atendida pelo porto.

Expansão pode impulsionar investimentos em logística

O aumento da capacidade operacional e das conexões marítimas deve ampliar a procura por áreas de armazenagem e centros de distribuição na região próxima ao terminal.

Segundo Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, a combinação entre novas rotas internacionais, capacidade para receber grandes porta-contêineres e a integração com a cabotagem tende a atrair novos investimentos em condomínios logísticos ao longo do corredor formado por Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul, especialmente nas áreas com acesso à BR-101.

Na avaliação do executivo, a valorização imobiliária costuma ocorrer antes mesmo da infraestrutura atingir sua capacidade máxima de operação. Por isso, empreendimentos localizados próximos ao porto e com acesso eficiente às principais rodovias tendem a concentrar a demanda por novos galpões logísticos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres e supera 2,4 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos voltou a registrar desempenho histórico na movimentação de contêineres. Apenas no mês de maio, o terminal ultrapassou a marca de 500 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto o acumulado do ano já supera 2,4 milhões de TEUs, consolidando um novo recorde para o complexo portuário.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os números demonstram a capacidade operacional do porto para absorver o crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que avançam os preparativos para o leilão do Tecon 10, projeto considerado estratégico para ampliar a infraestrutura logística nacional.

Movimentação de cargas também bate recorde

Além do desempenho dos contêineres, o movimento geral de cargas também alcançou o maior patamar da história nos cinco primeiros meses do ano.

Entre janeiro e maio, passaram pelo porto 75,65 milhões de toneladas, volume 4,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 3,9% acima do recorde anterior, alcançado em 2024.

Os principais destaques continuam sendo o complexo soja, que engloba grãos e farelo e movimentou mais de 25,7 milhões de toneladas, com crescimento de 5,5%, além do açúcar, cuja movimentação avançou 10,2%, aproximando-se de sete milhões de toneladas no período.

Embarques e desembarques mantêm ritmo positivo

No acumulado do ano, os embarques totalizaram 55,95 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já os desembarques apresentaram expansão ainda maior, de 5,7%, atingindo 19,70 milhões de toneladas, reforçando a importância do Porto de Santos como principal porta de entrada e saída de mercadorias do país.

Maio registra leve retração devido ao desempenho da celulose

Apesar dos recordes acumulados, o resultado específico de maio apresentou pequena redução frente ao mesmo mês de 2025.

Foram movimentadas 16,37 milhões de toneladas, retração de 1,7%, influenciada principalmente pela queda nas operações de celulose. O segmento havia registrado um desempenho excepcional em maio do ano passado, tornando a base de comparação mais elevada.

Esse cenário impactou diretamente o volume de carga solta, contribuindo para a redução de 4,1% nos embarques do mês, que passaram de 12,79 milhões para 12,26 milhões de toneladas.

Também houve recuo nas exportações de açúcar (-13,9%) e leve diminuição na movimentação do complexo soja (-0,6%).

Importação de fertilizantes impulsiona desembarques

Enquanto os embarques perderam ritmo em maio, os desembarques mantiveram trajetória de crescimento.

O porto recebeu 4,11 milhões de toneladas, resultado 6,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

O principal destaque foi a movimentação de fertilizantes, que alcançou 2,94 milhões de toneladas, alta de 19,4% na comparação anual. O desempenho acompanha o aumento da demanda por insumos destinados ao agronegócio brasileiro.

Porto reforça protagonismo na logística nacional

Os resultados consolidam o Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais eixos da logística brasileira. O crescimento da movimentação de contêineres, grãos, açúcar e fertilizantes evidencia o fortalecimento das exportações e da infraestrutura portuária, além de reforçar a importância dos investimentos previstos para ampliar a capacidade operacional nos próximos anos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Transporte

Mercado de afretamento de navios segue aquecido com demanda elevada e oferta restrita

O mercado de afretamento de navios porta-contêineres continua registrando desempenho positivo, sustentado pela forte procura por embarcações em praticamente todas as faixas de capacidade. A avaliação consta na mais recente análise da consultoria Alphaliner, especializada no setor de transporte marítimo.

Escassez de embarcações limita novos contratos

Apesar da demanda aquecida, a baixa disponibilidade de navios segue sendo um dos principais obstáculos para a ampliação das negociações. A restrição é mais evidente entre embarcações com capacidade superior a 3.000 TEUs, reduzindo o número de novos contratos fechados.

Nas últimas semanas, o cenário também foi influenciado por uma desaceleração temporária das atividades comerciais devido à realização da feira Posidonia, em Atenas, considerada um dos eventos mais relevantes da indústria marítima global.

Segmento de menor porte concentra negociações

Com a oferta limitada de grandes embarcações, os contratos têm se concentrado principalmente nos navios com capacidade inferior a 2.000 TEUs, onde há maior disponibilidade no mercado.

Ao mesmo tempo, os contratos de longo prazo continuam escassos. O movimento reflete uma postura mais cautelosa das empresas de navegação diante das incertezas que ainda cercam o setor de transporte marítimo internacional.

Taxas de afretamento permanecem em patamares elevados

Segundo a Alphaliner, as taxas de afretamento seguem em níveis considerados saudáveis e relativamente estáveis na maior parte dos segmentos.

Em alguns casos, navios com características diferenciadas ou posicionados em regiões estratégicas conseguiram obter valores acima da média do mercado, estabelecendo novos referenciais para determinadas categorias de embarcações.

Falta de navios reduz movimentação entre os VLCS

No segmento dos navios VLCS (Very Large Container Ships), com capacidades entre 7.500 e 13.000 TEUs, não houve registro de novos contratos nas últimas duas semanas.

De acordo com a consultoria, a ausência de negociações não está relacionada à falta de interesse por parte dos operadores, mas sim à escassez de embarcações disponíveis para entrega imediata.

GSL encomenda dez novos porta-contêineres de médio porte

Entre os navios do segmento LCS (5.300 a 7.499 TEUs), também não foram identificadas novas operações de afretamento. No entanto, o mercado foi movimentado pela informação de que a armadora Global Ship Lease (GSL) encomendou a construção de dez novos navios porta-contêineres.

As embarcações deverão ser entregues entre 2028 e 2030 e, segundo estimativas da Alphaliner, serão construídas na China, com capacidade superior a 6.000 TEUs e estrutura voltada para o transporte de cargas refrigeradas.

Ainda de acordo com a consultoria, os navios já teriam contratos de afretamento assegurados por aproximadamente sete anos, possivelmente junto à MSC.

Mercado Panamax registra apenas uma nova contratação

A atividade também permaneceu limitada entre os navios Panamax clássicos, com capacidade entre 4.000 e 5.299 TEUs.

Nas duas últimas semanas, foi registrado apenas um novo contrato envolvendo um navio recém-construído de 4.600 TEUs. A embarcação teria sido contratada para uma operação de curto prazo, com remuneração na faixa inferior de US$ 60 mil por dia.

Perspectiva é de continuidade da oferta limitada

Para os próximos meses, a expectativa da Alphaliner é de que a disponibilidade reduzida de navios continue restringindo o volume de novas contratações.

Mesmo com a demanda por capacidade de transporte marítimo permanecendo forte, a limitação da oferta deverá seguir como fator determinante para o comportamento do mercado de afretamento.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Megaporto de Singapura usa 230 caixas gigantes de concreto para ampliar capacidade marítima

Singapura está investindo em um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do planeta com a construção do Porto de Tuas, empreendimento que promete se tornar o maior terminal totalmente automatizado do mundo. Apesar de possuir apenas 737 km² de território, o país asiático aposta na expansão marítima para consolidar sua posição estratégica no comércio internacional.

O destaque da obra está nas estruturas submersas utilizadas para sustentar o novo porto: cerca de 230 gigantescos caixões de concreto, com altura equivalente a prédios de quase 10 andares, formam um muro de contenção de 9,1 quilômetros ao longo da costa.

Porto de Tuas terá capacidade para 65 milhões de TEUs

O futuro Porto de Tuas ocupará uma área de 1.337 hectares — espaço comparável a aproximadamente 3.300 campos de futebol. O complexo contará com 66 berços de atracação e capacidade estimada para movimentar até 65 milhões de TEUs por ano.

A sigla TEU é a unidade padrão usada no setor marítimo para medir a capacidade de carga de contêineres e o volume operacional dos portos ao redor do mundo.

Estruturas gigantes reforçam engenharia marítima do projeto

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, a segunda fase das obras prevê a construção de um cais de 8,6 quilômetros. Para isso, os enormes blocos de concreto estão sendo fabricados no próprio local da obra e utilizados no processo de aterramento marítimo.

Essa etapa será executada em uma área de 387 hectares e faz parte da expansão que vem transformando o litoral asiático em um dos maiores polos de logística portuária e infraestrutura marítima do planeta.

Projeto automatizado deve ficar pronto até 2040

O novo terminal já é tratado como referência mundial em engenharia naval e automação portuária devido à escala da construção e ao alto nível tecnológico empregado no sistema operacional.

A expectativa é que o Porto de Tuas esteja completamente finalizado até 2040. Quando concluído, o complexo deverá dobrar a capacidade de movimentação marítima de Singapura.

Segundo Liang Hui Tan, vice-presidente de Desenvolvimento de Tuas, Tecnologia Portuária Estratégica, Soluções e Serviços da PSA, toda a operação funcionará de maneira integrada dentro de um único sistema automatizado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Clarin

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Portos

Navegabilidade no canal de Itajaí é reduzida e setor logístico estima perdas de até 10% na carga por navio

A operação no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, passou a contar com uma restrição adicional de segurança que impacta diretamente a capacidade de carga dos navios. A medida foi determinada pela Marinha do Brasil e estabelece uma redução prática de 30 centímetros na navegabilidade, exigindo ajustes imediatos nas operações portuárias.

De acordo com ofício emitido pela autoridade marítima, foi instituída uma Folga Abaixo da Quilha (FAQ) adicional de 0,30 metro, ampliando a margem de segurança entre o fundo das embarcações e o leito do canal. A decisão tem caráter preventivo e foi adotada diante do atraso no envio do novo levantamento batimétrico — estudo essencial para aferir a profundidade real da via navegável.

Sem dados atualizados, a Marinha optou por restringir o calado operacional dos navios como forma de prevenir riscos à navegação.

Impacto direto na movimentação de contêineres

Na prática, a medida já começa a refletir na logística regional. Empresas que operam nos portos catarinenses estimam uma redução média de cerca de 220 TEUs por embarcação, o que pode representar até 10% da capacidade total de carga.

Em um cenário mensal, a perda acumulada pode equivaler à movimentação completa de um navio com capacidade de até 10 mil TEUs, considerando apenas um dos terminais afetados. O ajuste impacta diretamente o planejamento das operações, podendo gerar aumento de custos logísticos e necessidade de readequação nas escalas de transporte.

Responsabilidade e envio de dados

O levantamento batimétrico, que motivou a decisão, é de responsabilidade da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), atual autoridade portuária de Itajaí. A ausência do estudo dentro do prazo estipulado levou à adoção da medida cautelar pela Marinha.

Em resposta à restrição, o Porto de Itajaí informou que acionou a empresa responsável pela dragagem de manutenção, a Van Oord, solicitando a mobilização de uma draga do tipo hopper em até 48 horas para remoção de sedimentos no canal.

Em entrevista à Agência iNFRA, o superintendente do porto, Artur Antunes, afirmou que o canal permanece “totalmente navegável”, apesar da limitação operacional. Segundo ele, os dados de batimetria foram encaminhados à Capitania dos Portos acompanhados de uma análise detalhada sobre a presença de lama fluída, fator que pode influenciar na leitura da profundidade. O gestor reconheceu que o envio ocorreu após o prazo, mas destacou que a complexidade técnica do estudo exigiu um tempo maior de elaboração.

Em nota a Superintendência do Porto de Itajaí informou que “não há falta de dragagem no canal de acesso ao terminal. A draga WID, da empresa Van Oord, está em operação diária desde o dia 04 de abril, realizando os serviços necessários para a manutenção da navegabilidade e da segurança das operações portuárias. As medições de batimetria já foram entregues à Marinha do Brasil. Houve apenas um pequeno atraso na última entrega, em razão da necessidade de estudos adicionais, especialmente relacionados à presença de lama fluida no canal de acesso.

A Autoridade Portuária reforça que não há qualquer impacto às operações portuárias. As medições encaminhadas à Marinha, e que também serão compartilhadas com os operadores, demonstram que o canal do Porto de Itajaí está integralmente operacional, sem restrição efetiva à navegação. Além disso, a presença de lama fluida não afeta a trafegabilidade do canal. Também não há registro de perda de profundidade no canal de acesso.

O Porto de Itajaí segue operando normalmente, com dragagem em andamento, canal operacional e acompanhamento técnico permanente.”

Retomada foi no início de abril

A restrição ocorre apesar de o Porto de Itajaí ter retomado, no início de abril, os serviços de dragagem de manutenção no canal de acesso, considerados essenciais para garantir a profundidade operacional. Segundo informações do próprio porto, a operação foi restabelecida com um contrato de R$ 63,8 milhões, prevendo a continuidade dos trabalhos por pelo menos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), busca assegurar condições estáveis de navegabilidade e maior previsibilidade às operações logísticas, em meio ao processo de recuperação e reestruturação do complexo portuário.

Expectativa de reavaliação

A autoridade portuária agora aguarda a análise dos dados pela Marinha, que poderá revisar a restrição à medida que as novas informações forem validadas. Enquanto isso, operadores seguem adaptando suas operações em um cenário de atenção, que evidencia a importância da manutenção contínua e do monitoramento técnico dos canais de acesso.

Fonte: Agência iNFRA, Marinha do Brasil e Porto de Itajaí

Texto: RêConecta News

Imagem: Porto de Itajaí

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Portos

Portonave alcança 15 milhões de TEUs e lidera movimentação portuária em Santa Catarina

A Portonave atingiu um feito inédito ao registrar 15 milhões de TEUs movimentados, tornando-se o primeiro e único terminal portuário de Santa Catarina a alcançar esse volume desde o início das operações, em 2007.

A marca foi alcançada durante a operação do navio Santa Catarina Express, da armadora Hapag-Lloyd, com cerca de 3,5 mil movimentos — sendo 1.555 embarques e 2.031 desembarques — na linha Ipanema, que conecta o Brasil à Ásia.

Crescimento consistente e desempenho acima da média

Nos últimos 12 meses, o terminal contabilizou 1,1 milhão de TEUs, com média operacional de 114 movimentos por hora (MPH) — a mais alta entre os portos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Já no primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs, representando um crescimento de 14% em relação ao mesmo período anterior.

Ao longo de 19 anos de פעילות, o terminal recebeu mais de 10 mil escalas de navios, consolidando sua relevância na logística portuária nacional.

Investimentos ampliam capacidade operacional

Mesmo operando parcialmente — com apenas 450 metros de cais disponíveis, enquanto a outra metade passa por obras — os números seguem em alta. A conclusão das intervenções está prevista para o segundo semestre deste ano.

Os investimentos somam aproximadamente R$ 2 bilhões, incluindo infraestrutura e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a capacidade anual deverá atingir 2 milhões de TEUs, além de permitir a operação de navios de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado.

Segurança como pilar estratégico

Além da eficiência operacional, a empresa mantém foco rigoroso em segurança no trabalho. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 Diálogos Diários de Segurança (DDS), reforçando a cultura preventiva.

Equipes técnicas e lideranças também promovem inspeções frequentes nas áreas operacionais, incentivando boas práticas e a redução de riscos no ambiente portuário.

Liderança em satisfação do cliente

A excelência nos serviços portuários também se reflete na avaliação dos clientes. De acordo com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa o primeiro lugar nos indicadores de:

  • Satisfação Espontânea (SSI): 94 pontos
  • Jornada do Cliente (CJI): 90 pontos

O estudo, com base em 2025, avaliou 13 terminais brasileiros e considerou a percepção de exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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