Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Seguro Internacional

Seguro marítimo dispara com escalada do conflito no Irã e tensão no Estreito de Ormuz

O agravamento do conflito no Golfo Pérsico está provocando uma forte alta nos custos de seguro marítimo de risco de guerra, com prêmios que, em alguns casos, aumentaram mais de 1.000%. A elevação repentina das tarifas pressiona o transporte internacional de energia por uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

A escalada do conflito começou após ataques aéreos conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra alvos em Teerã no dia 28 de fevereiro. Desde então, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz — um dos principais gargalos do comércio global — passou a enfrentar sérios riscos operacionais.

Tensão militar eleva risco para navios

No início de março, o governo iraniano declarou que poderia abrir fogo contra embarcações que tentassem atravessar a região. Desde o início das hostilidades, ao menos nove navios sofreram danos nas proximidades do estreito.

Esse cenário levou seguradoras a rever rapidamente as condições do seguro de risco de guerra para navios, cobertura que protege armadores contra prejuízos provocados por conflitos armados ou atos de terrorismo. Embora a maioria das apólices seja anual, algumas são contratadas especificamente para viagens em áreas consideradas perigosas.

Segundo especialistas do setor, a escalada militar aumentou significativamente a exposição das companhias de navegação e das empresas de energia que dependem da rota para transportar cargas.

Custos de transporte e energia sob pressão

O aumento das tarifas de seguro evidencia como o conflito está elevando os custos do transporte marítimo global. Analistas alertam que, se a crise se prolongar, o impacto poderá chegar ao consumidor final, pressionando a inflação.

Stephen Rudman, responsável pela área marítima da Ásia na corretora global Aon, explicou que o mercado reagiu rapidamente devido ao risco de perdas concentradas.

De acordo com ele, caso vários navios sejam atingidos simultaneamente na mesma região, os prejuízos podem alcançar cifras bilionárias.

Rudman também afirmou que os prêmios adicionais para navios que transitam em zonas de alto risco estão subindo de forma acentuada e devem continuar variando no curto prazo.

Prêmios de seguro podem chegar a milhões por embarcação

Estimativas de analistas da Jefferies indicam que as perdas potenciais do setor, considerando navios já atingidos desde o início do conflito, podem alcançar até US$ 1,75 bilhão.

Com petroleiros avaliados normalmente entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, o novo custo de seguro chega a cerca de 3% do valor do casco. Isso significa que o prêmio de seguro de guerra marítimo pode atingir aproximadamente US$ 7,5 milhões por embarcação.

Antes da escalada militar, a taxa média girava em torno de 0,25%, equivalente a cerca de US$ 625 mil.

Estreito de Ormuz concentra grande parte do petróleo mundial

O impacto da crise é ainda maior devido à importância estratégica da rota. Dados da empresa de análise Vortexa mostram que mais de 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados passam pelo Estreito de Ormuz.

Esse volume representa cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente.

Atualmente, cerca de mil embarcações permanecem no Golfo Pérsico e regiões próximas, metade delas formada por petroleiros e navios de gás. O valor total desses navios supera US$ 25 bilhões.

Seguradoras acompanham situação e mantêm cobertura

Segundo Sheila Cameron, diretora-executiva da Lloyd’s Market Association, a maioria dessas embarcações está segurada no mercado londrino, e as apólices continuam válidas por enquanto.

Ainda assim, o mercado acompanha de perto os desdobramentos do conflito.

Especialistas alertam que resseguradoras podem reagir elevando os limites mínimos de perdas para cobertura ou reduzindo a capacidade de proteção oferecida às seguradoras primárias, o que aumentaria ainda mais os riscos financeiros.

Rotas alternativas podem encarecer cadeias globais

Caso o trânsito pelo estreito se torne inviável, embarcações poderão ser forçadas a utilizar rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança, ou recorrer a corredores terrestres.

Essa mudança aumentaria significativamente o tempo de transporte e os custos logísticos das cadeias de suprimento internacionais.

EUA avaliam escolta naval para petroleiros

Diante da tensão crescente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode começar a escoltar petroleiros que atravessarem o Estreito de Ormuz.

Além disso, o governo norte-americano avalia oferecer seguro de risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo na região.

Ainda não está claro, porém, se eventuais medidas abrangeriam embarcações e cargas de todas as nacionalidades.

Sem alternativas imediatas, muitos armadores devem manter suas operações e aceitar pagar os prêmios mais altos de seguro.

Para o economista Michel Léonard, do Insurance Information Institute, a situação atual ilustra bem o nível de risco enfrentado pelo setor. Segundo ele, “é como tentar segurar um prédio em chamas”.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Notificação de contêineres perdidos no mar passa a ser obrigatória a partir de 2026

Entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 a obrigatoriedade de notificação de contêineres perdidos no mar, conforme atualização do Capítulo V da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Solas). A mudança tem como objetivo reforçar a segurança marítima e reduzir impactos ambientais causados por cargas à deriva, segundo informou a seguradora marítima Gard.

Perdas cresceram em meio a desvios de rotas globais

De acordo com o relatório mais recente do World Shipping Council, foram registrados 576 contêineres perdidos em 2024, número superior ao do ano anterior. O aumento ocorreu em um cenário marcado por mudanças nas rotas marítimas globais, especialmente devido ao crescimento de 191% nas travessias pelo Cabo da Boa Esperança, motivadas pelos desvios do Mar Vermelho.

A Autoridade de Segurança Marítima da África do Sul informou que quase 200 contêineres foram perdidos nessa região, o equivalente a 35% do total anual. Em 2025, no entanto, não houve repetição desse volume de ocorrências.

Regras valem para todas as embarcações com contêineres

As novas exigências foram estabelecidas pela Resolução MSC.550(108) e se aplicam a qualquer embarcação que transporte contêineres, bem como àquelas que identifiquem unidades à deriva. A partir de agora, os comandantes devem comunicar imediatamente tanto a perda quanto o avistamento de contêineres às autoridades competentes, aos Estados de bandeira e a outras embarcações na área.

A notificação deve conter informações como:

  • identificação do navio;
  • localização do incidente;
  • data e horário;
  • quantidade estimada de contêineres;
  • tipo e dimensões das unidades;
  • indicação de carga perigosa, com números da ONU, quando aplicável.

A Circular CCC.1/Circ.7 da Organização Marítima Internacional (IMO) traz modelos de formulários e orientações para padronizar os comunicados feitos pelos Estados-membros.

Atualizações podem ser exigidas após a ocorrência

A norma reconhece que nem sempre todas as informações estarão disponíveis no momento do incidente. Por isso, relatórios complementares poderão ser apresentados posteriormente. Sempre que possível, a embarcação deverá realizar inspeção detalhada para confirmar os dados.

Caso o navio não consiga se comunicar ou precise ser abandonado, caberá ao armador assumir a responsabilidade pela notificação, dentro do que for tecnicamente viável.

Setor marítimo atua para reduzir perdas

Paralelamente à nova exigência, o setor segue investindo em prevenção. O Grupo Internacional de Clubes de P&I participa do projeto TopTier, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Marítima da Holanda, que reúne mais de 40 organizações para analisar as causas das perdas de contêineres.

O estudo, encaminhado à IMO em setembro, aponta fatores como condições meteorológicas severas, falhas operacionais, processos de carregamento e amarração, limitações estruturais e práticas de inspeção como pontos críticos a serem aprimorados.

Adequação passa a ser prioridade para armadores

Com a nova regulamentação em vigor, armadores, operadores e comandantes são orientados a revisar seus Sistemas de Gestão de Segurança, bem como os procedimentos internos de registro e comunicação, garantindo conformidade com a Solas e maior segurança na navegação internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Informação

CMA CGM mira ter 1.000 mulheres no mar até 2030

A gigante francesa de transporte marítimo CMA CGM estabeleceu uma nova meta: alcançar 1.000 mulheres atuando no mar até 2030. O objetivo surge após o avanço expressivo do programa interno She Sails, que dobrou a presença feminina a bordo em apenas um ano.

Crescimento acelerado da participação feminina
Em 2024, a companhia contava com cerca de 200 mulheres embarcadas. Com as ações do programa, esse número saltou para 403 até o fim de 2025, e a empresa quer mais que dobrar esse total nos próximos quatro anos. A iniciativa mobilizou 42 embaixadoras em 19 países e resultou em novas parcerias com academias marítimas.

Novas parcerias e formações profissionais
Três acordos já foram firmados — um em Abu Dhabi e dois na Índia — e outros dois estão em andamento nas Filipinas e na Indonésia, reforçando o recrutamento de novas cadetes. O impulso também levou a 74 promoções internas: oito profissionais assumiram cargos de oficiais superiores, 48 passaram de cadete a oficial júnior e uma tripulante avançou de marinheira para marinheira qualificada, um feito inédito dentro da empresa.

Impacto na diversidade e desempenho
Segundo Christine Cabau Woehrel, vice-presidente executiva de operações e ativos da CMA CGM, os resultados superaram as expectativas. Para ela, o programa ampliou o acesso das mulheres a cargos estratégicos, acelerou trajetórias profissionais e fortaleceu a diversidade e a performance das equipes.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CMA CGM

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Portos

Setor de navegação recebe diagnóstico inédito sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lançou, nesta terça-feira (2), o primeiro diagnóstico nacional sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados. O estudo consolida, pela primeira vez, um conjunto amplo de dados estratégicos, análises e percepções que oferecem um panorama técnico até então inexistente para os Terminais de Uso Privado (TUPs). A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

Avanço na gestão de riscos e previsibilidade do setor
O levantamento representa um passo significativo na agenda de gestão de riscos, previsibilidade regulatória e fortalecimento da segurança jurídica no setor portuário. O material identifica desafios, práticas e lacunas ligadas aos seguros obrigatórios, incluindo aspectos regulatórios, operacionais e climáticos.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o diagnóstico reúne informações essenciais que aumentam a previsibilidade e fortalecem o ambiente de negócios. O secretário-executivo Tomé Franca destacou que a base consolidada de dados facilita decisões estratégicas, melhora o diálogo com operadores e reforça a necessidade de regras modernas, especialmente diante do avanço das mudanças climáticas.
A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, reforçou que o material contribui para políticas públicas baseadas em evidências, sobretudo em temas sensíveis como riscos associados e seguros obrigatórios.

Riscos climáticos e oportunidades de aprimoramento
O diagnóstico também chama atenção para o aumento da frequência e da intensidade dos riscos climáticos, apontando a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção, governança e eficiência regulatória. Ao organizar informações antes dispersas, o estudo amplia a capacidade de planejamento do setor e fortalece a atuação conjunta entre governo, mercado segurador e operadores portuários.

Transparência e modernização do ambiente portuário
A iniciativa reforça o compromisso com um ambiente portuário mais moderno, seguro e alinhado a boas práticas internacionais. Com mais transparência e subsídios técnicos, o diagnóstico deverá embasar futuras evoluções regulatórias e apoiar o desenvolvimento sustentável da navegação e dos terminais autorizados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Sustentabilidade

Governo lança programa de descarbonização para preparar portos e navegação à taxação global de emissões

O Governo Federal instituiu um conjunto de medidas inéditas para descarbonização dos portos e da navegação, antecipando-se à futura taxação global de emissões prevista para entrar em vigor nos próximos anos. As ações integram os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação, anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a COP30, em Belém.

A iniciativa alinha o país às discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO), que estuda a aplicação de taxas variando entre US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida. A previsão é que o mecanismo seja implementado em 2027, em sintonia com o compromisso global de emissões próximas ao zero até 2050.

Portos mais modernos e energia limpa nas operações

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, as novas diretrizes impulsionam a transição energética e modernizam toda a cadeia logística. O programa estimula desde a eletrificação de estruturas portuárias até o uso de combustíveis sustentáveis nas embarcações.

Um dos eixos centrais é a eletrificação dos portos, permitindo que navios atracados utilizem energia limpa e reduzam o consumo de combustíveis fósseis. A estratégia é considerada essencial para cortar emissões diretas. Durante a COP30, por exemplo, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) no abastecimento das embarcações-hotel reduziu entre 20% e 30% das emissões quando comparado ao diesel, apesar de ainda ser um combustível fóssil.

Incentivo à sustentabilidade e boas práticas ESG

Em 2025, o MPor também lançou o Pacto pela Sustentabilidade, criado para reconhecer empresas que adotam boas práticas socioambientais e de governança. As participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a agenda ESG e com a descarbonização do setor portuário e da navegação.

Navegação fluvial e cabotagem ganham protagonismo

Além das ações em infraestrutura, o governo intensifica a promoção da navegação fluvial, modal que emite cerca de cinco vezes menos que o transporte rodoviário. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) conduz as primeiras concessões de hidrovias do país, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para o transporte de cargas.

A SNHN também atualizou a política de estímulo à navegação de cabotagem — a BR do Mar. A partir de agora, empresas que ampliarem sua frota com novos navios deverão priorizar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na transição para uma matriz de transportes mais equilibrada e sustentável.

Redução de prazos e mais eficiência

Outro destaque é o Programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios nos portos ao eliminar etapas duplicadas e integrar informações de diferentes órgãos. A redução do tempo de operação diminui o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Sustentabilidade

BNDES amplia apoio ao combustível sustentável para aviação e navegação

A transição para energias renováveis avança em diversas frentes, impulsionada pela necessidade global de reduzir emissões. Tecnologias como energia eólica, solar e o etanol brasileiro já atingiram maturidade comercial. Outras alternativas, porém, seguem como grandes desafios, entre elas o combustível sustentável de aviação (SAF).

Segundo a consultoria Market and Markets, o mercado global de SAF, hoje estimado em US$ 2,06 bilhões, deve saltar para US$ 25,62 bilhões nos próximos cinco anos, refletindo a crescente demanda por soluções de descarbonização no setor aéreo.

Aviação e navegação sob pressão ambiental

O transporte aéreo é essencial para a economia, mas responde por parcela significativa das emissões globais. A navegação, responsável por mais de 80% do comércio internacional, segue o mesmo caminho. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a pressão global por emissões menores representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, José Luis Gordon, destaca que aviação e navegação concentram cerca de 5% das emissões mundiais. No transporte como um todo, 20% da poluição vem desses modais. O uso de combustíveis renováveis e derivados de biomassa, resíduos e matérias-primas limpas pode reduzir essas emissões em mais de 90%. O Brasil, afirma ele, reúne condições para liderar essa transição graças ao histórico de desenvolvimento em biocombustíveis.

Papel estratégico do BNDES

Fiel à sua missão desde os anos 1950, o BNDES passou a intensificar sua atuação na agenda ambiental. Após décadas impulsionando indústria, exportações, privatizações e pequenos negócios, a instituição agora dedica parte significativa de seus esforços ao avanço da infraestrutura verde.

Chamada pública mobiliza o setor

Em 2024, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para seleção de planos de negócios voltados a combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. A iniciativa disponibilizou R$ 6 bilhões em recursos conjuntos para empresas produtoras ou desenvolvedoras de tecnologias limpas.

O edital recebeu 76 propostas, somando potencial de R$ 167 bilhões em investimentos. Do total, 43 projetos focavam em SAF e representaram R$ 120 bilhões, enquanto 33 tinham como objetivo combustíveis marítimos, especialmente o e-metanol, somando R$ 47 bilhões. Após análise, 42 propostas foram enquadradas, prevendo R$ 133 bilhões em investimentos futuros.

Para Gordon, a iniciativa permite acelerar decisões, integrar instrumentos financeiros e incentivar fusões de projetos complementares. Ele destaca ainda o impacto econômico: a cadeia da bioenergia pode gerar até seis vezes mais empregos do que a indústria do petróleo, considerando a quantidade de energia produzida.

Brasil na dianteira da bioenergia

Para Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, o país tem potencial para liderar o mercado global de biocombustíveis, não apenas para consumo interno. Segundo ele, o setor já nasce competitivo e internacionalizado, mas depende de três pilares: reconhecimento internacional da qualidade dos produtos, avanços na regulamentação doméstica e acesso a financiamentos competitivos.

Pinheiro afirma que o apoio do BNDES tem sido decisivo e defende que o país mantenha senso de urgência para assegurar protagonismo no setor.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stock

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Sustentabilidade

Brasil lidera debate no Mercosul sobre transporte marítimo e descarbonização

Reunião do CETM reforça cooperação entre países do bloco

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou, no último dia 15 de outubro, a reunião semestral da Comissão de Especialistas em Transporte Marítimo (CETM), vinculada ao Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul. O encontro teve formato híbrido, reunindo autoridades presencialmente em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e demais participantes de forma remota.

O objetivo central da reunião foi intensificar o diálogo sobre transporte marítimo entre os países-membros e associados do bloco sul-americano, buscando interesses comuns e estratégias conjuntas para impulsionar o setor na região.

Integração regional e posicionamento internacional

Representando o MPor, o chefe substituto da Assessoria Internacional, Márcio Gabardo, destacou a importância do encontro para a construção de um ambiente colaborativo.

“A reunião do CETM é importante para o intercâmbio de opiniões, o fomento à cooperação, o desenvolvimento do transporte marítimo regional e a coordenação de posições em foros internacionais”, afirmou Gabardo.

O fórum também serviu como espaço para alinhar posturas que poderão ser defendidas de maneira unificada em fóruns internacionais, fortalecendo a atuação conjunta dos países do Mercosul.

Descarbonização do transporte aquaviário ganha destaque

Um dos temas centrais da pauta foi a descarbonização do setor de transporte aquaviário, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade e redução de emissões. O coordenador de Políticas de Navegação Marítima do MPor, Eduardo da Silva Pereira, apresentou as ações do ministério voltadas à transição energética e sustentabilidade no transporte marítimo.

A programação técnica incluiu ainda:

  • Patrícia Stelling, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apresentou um estudo sobre a descarbonização do transporte aquaviário;
  • Capitão de Mar e Guerra Mauro José Rocha de Araújo, representando a Marinha do Brasil, com uma explanação sobre a participação da instituição na Organização Marítima Internacional (OMI);
  • Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que abordou os desafios e oportunidades da cabotagem brasileira frente às metas ambientais do setor marítimo.

Cooperação para um transporte marítimo sustentável no Mercosul

A reunião reforça o compromisso dos países do bloco com o desenvolvimento sustentável do transporte marítimo, promovendo parcerias estratégicas para modernizar o setor, aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação

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Logística

Canal do Panamá lança programa LoTSA 2.0 para modernizar alocação de slots

Novo modelo amplia flexibilidade para companhias de navegação

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou o lançamento do programa LoTSA 2.0 (Alocação de Slots de Longo Prazo), que traz um novo modelo de reservas para companhias de navegação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade operacional e adaptação às dinâmicas do mercado global, facilitando o planejamento de trânsitos pelo Canal do Panamá.

Ciclos semestrais e primeiro leilão em 2025

Com a atualização, os pacotes de reserva deixam de seguir um horizonte de 12 meses e passam a ser divididos em dois ciclos de seis meses. O primeiro período vai de 4 de janeiro a 4 de julho de 2026, e o segundo de 5 de julho de 2026 a 3 de janeiro de 2027.

O primeiro leilão de cotas já tem data marcada: 28 de outubro de 2025.

Novos pacotes de serviços e ajustes na oferta

Entre as mudanças anunciadas, a ACP informou que a média de slots diários será ajustada de quatro para três, além da criação de novos pacotes de serviço, como FixContainer, FlexContainer, FixGas, FlexGas, FlexGas+ e FlexSlot+.

Essas modalidades permitirão que os clientes escolham datas com garantia confirmada ou optem por níveis maiores de flexibilidade.

Benefícios adicionais para os clientes

O LoTSA 2.0 também traz vantagens como:

  • possibilidade de reservar com até 15 dias de antecedência;
  • realização de até duas alterações de data, conforme o pacote;
  • cancelamentos com tarifa reduzida, desde que solicitados com mais de 15 dias de antecedência.

Ajustes no sistema geral de reservas

Paralelamente ao novo programa, a ACP anunciou melhorias no sistema de reservas do canal. Entre elas, o restabelecimento do acesso antecipado para navios de gás natural liquefeito (GNL) no período de reserva 1A, a partir de 4 de janeiro de 2026.

Outra mudança é a eliminação da restrição que limitava a utilização das eclusas do Neopanamax a apenas um cliente por data.

Competitividade e sustentabilidade do Canal do Panamá

Segundo a ACP, a implementação do LoTSA 2.0 busca dar maior previsibilidade às empresas de navegação, otimizar operações, reduzir emissões de gases poluentes e reforçar a competitividade do Canal do Panamá diante das transformações do comércio internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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