Importação

Importação de polietilenos ganha impulso com nova rota de cabotagem entre Manaus e Itapoá

O anúncio da nova rota expressa de cabotagem ligando Manaus (AM) a Itapoá (SC), realizado pela Aliança Navegação e Logística, reacendeu as discussões sobre o avanço das importações de polietilenos no Brasil. A iniciativa amplia a integração entre duas regiões estratégicas e promete aumentar a eficiência no transporte de resinas destinadas aos principais polos consumidores do país.

Com a nova conexão, a movimentação de cargas entre o Norte, Sul e Sudeste tende a ganhar mais agilidade, fortalecendo um corredor que já desempenha papel relevante na cadeia de distribuição de matérias-primas petroquímicas.

Manaus se consolida como porta de entrada para resinas importadas

Nos últimos anos, Manaus ampliou sua importância como centro de recebimento de polietilenos importados, especialmente provenientes dos Estados Unidos. Após passarem por operações na região, parte desses produtos segue para os mercados consumidores do Sul e Sudeste.

Esse fluxo é favorecido pelas condições tributárias associadas à Zona Franca de Manaus, fator que contribui para aumentar a competitividade das resinas importadas no mercado nacional.

Indústria petroquímica brasileira enfrenta pressão competitiva

O avanço da logística para produtos importados representa um novo desafio para a indústria petroquímica brasileira. Empresas nacionais, como a Braskem, já convivem com a concorrência de fabricantes norte-americanos que utilizam etano derivado do shale gas, matéria-prima considerada mais competitiva em termos de custo quando comparada à nafta empregada no Brasil.

Além da diferença nos custos de produção, o setor nacional também disputa espaço com resinas que chegam ao país beneficiadas por condições tributárias específicas e, agora, por uma estrutura logística mais eficiente.

Debate envolve logística, tributação e política industrial

A criação da rota Manaus–Itapoá evidencia como temas ligados à logística, tributação e política industrial estão cada vez mais interligados no cenário econômico brasileiro.

Mais do que uma mudança operacional no transporte de cargas, a nova ligação reforça a discussão sobre a competitividade entre a produção nacional e os produtos importados, em um momento considerado estratégico para o futuro da petroquímica brasileira e do mercado de resinas plásticas no país.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Portos

Porto de Santos mantém descontos tarifários para navios sustentáveis e cabotagem

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou a prorrogação, por mais 120 dias, dos descontos concedidos a navios verdes e embarcações com alta frequência de operação no Porto de Santos. A medida, em vigor desde 2023, busca estimular práticas sustentáveis no transporte marítimo e fortalecer a movimentação de cargas pela cabotagem.

As novas condições passam a valer a partir de 10 de junho.

Benefícios incentivam embarcações com menor impacto ambiental

Os descontos destinados aos chamados navios verdes contemplam embarcações que possuem certificação e pontuação positiva no Environmental Ship Index (ESI), sistema internacional que avalia o desempenho ambiental dos navios.

Dependendo da classificação obtida, as embarcações podem receber abatimentos de até 15% nas tarifas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto.

A iniciativa faz parte da estratégia da APS para promover a sustentabilidade portuária e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo.

Porto de Santos aposta na transição energética

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e por aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a Autoridade Portuária de Santos tem adotado medidas voltadas à modernização ambiental do complexo portuário, alinhadas às metas globais de descarbonização previstas no Acordo de Paris.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como referência nacional na transição energética do setor aquaviário, incentivando operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Cabotagem e navios frequentes também recebem incentivos

Além dos benefícios ambientais, a APS manterá os descontos destinados às embarcações que realizam operações frequentes no porto.

O cálculo leva em consideração o número de escalas registradas nos 12 meses anteriores à atracação, diferenciando os navios de longo curso das embarcações de cabotagem.

Os percentuais podem chegar a:

  • Até 55% de desconto para navios de longo curso;
  • Até 60% de desconto para embarcações de cabotagem.

Os maiores abatimentos são concedidos para navios que realizam 48 ou mais escalas no Porto de Santos durante o período analisado.

Medida busca fortalecer competitividade e eficiência logística

Com a manutenção dos incentivos tarifários, a APS pretende ampliar a atratividade do maior porto da América Latina, estimulando tanto a adoção de tecnologias sustentáveis quanto o aumento da frequência de operações marítimas.

A estratégia também contribui para o fortalecimento da logística portuária brasileira, promovendo maior eficiência operacional e incentivando modelos de transporte com menor impacto ambiental.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santa Portal

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Portos

Porto Itapoá amplia operações com novos serviços marítimos para Europa e Manaus

O Porto Itapoá anunciou a ampliação de seu portfólio logístico com a inclusão de dois novos serviços marítimos, fortalecendo sua atuação tanto no mercado internacional quanto na cabotagem brasileira. As novas operações contemplam uma ligação direta com o Norte da Europa e uma rota expressa entre Santa Catarina e Manaus.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a expansão representa um avanço estratégico para aumentar a competitividade do porto e ampliar o acesso a importantes mercados globais.

Rota para o Norte da Europa amplia presença internacional

O principal destaque é a entrada do Porto Itapoá na rotação do serviço NEOSAMBA, operado pela Maersk, criando uma conexão direta entre o Sul do Brasil e os principais centros logísticos do Norte da Europa.

A nova linha marítima inclui escalas em portos estratégicos como Southampton, no Reino Unido; Rotterdam, na Holanda; Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha; além de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário também contempla paradas em países da América do Sul e em Tânger, no Marrocos.

Com a novidade, o terminal amplia sua participação nas rotas europeias. Atualmente, o porto já integra os serviços Bossa Nova/Sirius 1, operado por Maersk e CMA CGM, e WMED/MSE, conduzido por MSC e Hapag-Lloyd, ambos com conexão entre o Brasil e a Europa via Mediterrâneo.

União Europeia tem papel relevante na movimentação de cargas

A União Europeia segue como um dos principais parceiros comerciais do Porto Itapoá. Em 2025, aproximadamente 19% das importações movimentadas pelo terminal tiveram origem no bloco europeu, somando cerca de 285 mil TEUs.

Entre os produtos importados com maior participação estão alimentos e bebidas, produtos químicos e máquinas industriais. Nas exportações, a Europa respondeu por cerca de 12% da movimentação total, equivalente a aproximadamente 180 mil TEUs, com destaque para produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Novo serviço de cabotagem ligará Itapoá a Manaus

No mercado doméstico, o terminal passará a operar o serviço ALCT1, administrado pela Aliança Navegação e Logística, com início previsto para junho.

A nova rota expressa conectará Itapoá a Manaus em aproximadamente 13 dias de trânsito marítimo e contará com duas escalas semanais no porto catarinense. A operação será voltada ao transporte de cargas industriais, eletrônicos, bens de consumo e produtos refrigerados entre as regiões Sul e Norte do país.

Cabotagem cresce e fortalece posição do terminal

O Porto Itapoá já participa do serviço BRACO, operado pela Mercosul Line em parceria com a CMA CGM, que também realiza a ligação entre Manaus e diversos portos brasileiros.

Em 2025, o terminal registrou movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs em cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% na comparação com o ano anterior. O desempenho consolidou o porto como líder desse segmento entre os terminais da região Sul do Brasil.

Transporte marítimo ganha espaço na logística nacional

De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o transporte marítimo de cargas pode gerar economia de até 30% nos custos de frete em rotas estratégicas, graças aos ganhos de escala proporcionados pelas embarcações.

Uma única viagem pode transportar volume equivalente ao de 200 a 300 caminhões, reduzindo despesas operacionais relacionadas a combustível, manutenção e tripulação.

Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o país tem potencial para multiplicar o transporte de contêineres por cabotagem nos próximos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura portuária, logística integrada e eficiência operacional.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto do Recife receberá investimento de US$ 19,7 milhões para ampliar capacidade de operação

O Porto do Recife passará por uma importante etapa de modernização com investimentos estimados em US$ 19,7 milhões destinados a obras de dragagem portuária. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do terminal, possibilitando a recepção de embarcações de maior porte e tornando as operações marítimas mais seguras e eficientes.

O projeto contempla o aprofundamento dos canais de acesso e áreas de manobra, adequando a infraestrutura às demandas atuais do setor portuário e fortalecendo a competitividade do terminal pernambucano.

Obras incluem ampliação do canal e melhorias na bacia de evolução

Entre as principais intervenções previstas está o aprofundamento dos acessos marítimos para uma profundidade mínima de 39 pés. Também serão realizadas melhorias no canal de acesso e na bacia de evolução, área utilizada para manobras de entrada e saída dos navios.

Com as adequações, o porto passará a contar com condições operacionais para atender embarcações de grande porte, ampliando sua capacidade logística e reduzindo restrições de navegação.

Destaques do projeto

  • Capacidade para receber navios com até 689 pés de comprimento;
  • Canal de acesso com calado operacional aproximado de 35 pés;
  • Bacia de evolução com cerca de 1.640 pés de diâmetro;
  • Maior segurança nas manobras portuárias;
  • Ganhos de eficiência nas operações de carga e descarga.

Monitoramento ambiental acompanhará toda a execução

Além das melhorias estruturais, o projeto prevê um programa permanente de monitoramento ambiental durante as atividades de dragagem. A medida busca reduzir possíveis impactos sobre os ecossistemas marinhos da região.

As ações incluem o acompanhamento da dispersão de sedimentos, avaliação das condições da fauna local e fiscalização das áreas destinadas ao descarte dos materiais retirados do fundo do canal.

Modernização deve impulsionar cargas, cabotagem e setor de cruzeiros

Com a expansão da infraestrutura, a expectativa é aumentar a movimentação de cargas, reduzir custos logísticos e fortalecer as atividades de comércio exterior e cabotagem. O projeto também deve gerar benefícios para o segmento de turismo marítimo, criando melhores condições para a atracação de grandes navios de passageiros.

As obras têm início previsto para março de 2026 e a conclusão está programada para maio de 2027, marcando uma nova fase para o desenvolvimento do porto e da economia regional.

FONTE: Catraca Livre
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Catraca Livre

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Portos

Porto Piauí aposta na cabotagem para ligar Nordeste ao Sul do Brasil

A Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias iniciaram estudos para implantar uma nova rota de cabotagem entre o litoral do Piauí e os portos da região Sul do país. A proposta busca fortalecer o transporte marítimo nacional, ampliar a integração logística e criar alternativas ao modal rodoviário de longa distância.

O projeto prevê a conexão do Porto de Luís Correia, no Piauí, com terminais catarinenses, ampliando o fluxo de cargas entre as regiões Nordeste, Norte e Sul do Brasil.

Memorando prevê estudos operacionais e econômicos

As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avaliar a viabilidade técnica e econômica da operação. Os estudos vão analisar potencial de carga, custos operacionais, frequência das escalas e modelos de operação da futura rota marítima.

As conversas entre as companhias começaram durante a edição de 2026 da Intermodal South America, evento voltado ao setor de logística e transporte, onde executivos discutiram possibilidades de integração entre os mercados nordestino e sulista.

Cabotagem cresce no Brasil, mas ainda tem participação limitada

Apesar do avanço recente da navegação costeira, o transporte marítimo entre portos brasileiros ainda ocupa uma fatia reduzida da matriz logística nacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que a cabotagem representa atualmente cerca de 11% do transporte de cargas no país, enquanto o modal rodoviário concentra aproximadamente 65% da movimentação.

Em 2025, o setor ultrapassou a marca de 240 milhões de toneladas transportadas, impulsionado principalmente por combustíveis, granéis minerais, contêineres e cargas industriais.

O segmento de contêineres aparece como um dos principais motores de crescimento da cabotagem, favorecido pela expansão do e-commerce e pela busca de alternativas mais eficientes ao frete rodoviário.

Rotas seguem concentradas em grandes portos

Mesmo com a expansão do setor, as operações de cabotagem continuam concentradas em corredores já consolidados no mercado brasileiro.

No Nordeste, portos como Porto de Suape, Porto do Pecém e Porto de Salvador já operam rotas regulares ligando a região ao Sudeste e ao Sul.

As operações contam com participação de empresas como Aliança Navegação, Log-In Logística Intermodal e Mercosul Line.

Na região Sul, terminais como o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Paranaguá concentram parte significativa das operações domésticas de contêineres.

Viabilidade depende de volume de carga

Especialistas do setor apontam que a consolidação de novas rotas de transporte marítimo depende diretamente da formação de escala operacional e da existência de demanda contínua de cargas.

No caso do Porto Piauí, o desafio será transformar o terminal de Luís Correia em uma estrutura competitiva dentro de um mercado dominado por portos nordestinos mais consolidados e com maior maturidade operacional.

Além disso, o setor acompanha fatores como custos de combustível marítimo, burocracia portuária, disponibilidade de embarcações e tempo de operação nos terminais.

Programa BR do Mar impulsiona expansão da cabotagem

O avanço de novos projetos ocorre em meio à consolidação do programa federal BR do Mar, criado para ampliar a participação da cabotagem na logística nacional.

A iniciativa ganhou força regulatória em 2025 com a regulamentação de medidas previstas na legislação aprovada em 2022.

Entre os principais pontos do programa estão a flexibilização do afretamento de navios estrangeiros, o aumento da oferta de embarcações e estímulos à concorrência no setor de navegação.

O governo federal avalia que a medida poderá reduzir custos logísticos e aumentar a participação da cabotagem no transporte doméstico nos próximos anos.

Porto Piauí quer se consolidar como corredor logístico

Para a Companhia Porto Piauí, o investimento na cabotagem faz parte da estratégia de transformar o litoral piauiense em um novo corredor logístico regional.

A expectativa é atender setores ligados ao agronegócio, combustíveis, fertilizantes e movimentação de contêineres, fortalecendo a presença do estado nas principais rotas marítimas do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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