Agronegócio

Governo prioriza desembarque de fertilizantes nos portos para garantir abastecimento do agronegócio

O governo federal anunciou, na quinta-feira (9), uma série de medidas para dar prioridade ao desembarque de fertilizantes nos portos brasileiros. A iniciativa ocorre em meio aos desafios enfrentados pela cadeia logística internacional, agravados pelo conflito no Oriente Médio, que tem afetado o abastecimento de insumos agrícolas fundamentais para a produção nacional.

Estratégia foi debatida entre ministérios

A decisão foi discutida em reunião entre os ministérios da Agricultura e Pecuária e de Portos e Aeroportos. Durante o encontro, representantes das duas pastas avaliaram alternativas para agilizar a atracação e o descarregamento de embarcações que transportam fertilizantes minerais, com foco na eficiência da logística portuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a medida contempla produtos como fertilizantes nitrogenados, fertilizantes fosfatados e cloreto de potássio, considerados essenciais para o setor agropecuário.

Brasil depende das importações de fertilizantes

As discussões também levaram em conta a elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, cerca de 93% dos fertilizantes importados consumidos no país têm origem no exterior, tornando o abastecimento mais vulnerável a crises internacionais e gargalos logísticos.

Segundo o ministério, a solicitação para priorizar essas cargas já foi encaminhada oficialmente pelo Mapa. A expectativa é que as autoridades portuárias e os portos organizados recebam orientações para dar preferência à atracação de navios que transportam fertilizantes.

Priorização não altera fiscalização

O governo ressaltou que a prioridade no desembarque terá caráter exclusivamente administrativo. Dessa forma, não haverá qualquer flexibilização dos procedimentos de fiscalização sanitária, fitossanitária, aduaneira ou dos controles de qualidade aplicados às cargas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Transporte

América Latina amplia participação no transporte marítimo e já concentra 14% da capacidade global dos armadores

A América Latina consolidou sua posição como a terceira principal rota do transporte marítimo mundial em capacidade disponibilizada pelos armadores internacionais. Dados da consultoria Alphaliner mostram que a região responde atualmente por 14% da capacidade global das companhias de navegação, ficando atrás apenas dos corredores Extremo Oriente–Europa, que concentram cerca de um quarto da oferta mundial, e da rota Ásia–América do Norte, responsável por 16%.

O crescimento evidencia o fortalecimento da região nas cadeias globais de suprimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities agrícolas, minerais e produtos energéticos, além da expansão das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China.

Rotas Norte-Sul ganham protagonismo

A participação latino-americana no mercado marítimo internacional vem avançando acima da média global nos últimos anos. Estudos anteriores da Alphaliner já apontavam um aumento consistente da capacidade destinada aos serviços com origem e destino na região, refletindo o maior interesse dos armadores pelas chamadas rotas Norte-Sul.

Esse movimento também tem acelerado a modernização da infraestrutura portuária em diversos países latino-americanos. Entre os investimentos estão obras de dragagem, expansão de terminais, ampliação da capacidade operacional e aquisição de equipamentos para movimentação de contêineres, além da chegada de navios de maior porte.

No Brasil, portos como Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes, Pecém e Itajaí vêm ampliando suas operações para atender ao crescimento do comércio exterior, principalmente nas rotas com a Ásia.

Armadores asiáticos apresentam desempenho superior

O levantamento aponta ainda que as empresas marítimas asiáticas vêm registrando margens operacionais mais elevadas do que as concorrentes europeias. Segundo a análise, esse resultado está diretamente ligado à estratégia de distribuição de suas frotas.

Enquanto os armadores europeus permanecem mais expostos às rotas ligadas ao continente europeu — afetadas pela desaceleração das exportações locais —, as companhias asiáticas concentram maior capacidade em mercados impulsionados pelo dinamismo exportador do Extremo Oriente.

Entre as dez maiores transportadoras marítimas do mundo, apenas a Ocean Network Express (ONE) e a ZIM Integrated Shipping Services têm como principal foco a rota transpacífica. No caso da ZIM, esse corredor representa 52% de toda a sua capacidade operacional.

Já a HMM e a Hapag-Lloyd concentram boa parte de suas operações na ligação entre o Extremo Oriente e a Europa. A HMM, por exemplo, direciona 53% de sua capacidade total para essa rota.

Crise no Mar Vermelho altera a distribuição das frotas

A Alphaliner destaca que a crise no Mar Vermelho modificou significativamente a alocação da frota mundial de contêineres. Os ataques contra embarcações comerciais levaram diversas empresas a suspender temporariamente a passagem pelo Canal de Suez, optando pelo desvio através do Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Com trajetos mais longos, as viagens passaram a exigir um número maior de navios para transportar o mesmo volume de cargas. Como resultado, a rota entre o Extremo Oriente e a Europa tornou-se a principal responsável por absorver capacidade adicional da indústria global de contêineres.

Estimativas da UNCTAD indicam que o aumento das distâncias percorridas elevou os custos operacionais, ampliou as emissões de gases e reduziu a previsibilidade das cadeias logísticas internacionais.

O estudo também mostra que MSC Mediterranean Shipping Company e Maersk destinam aproximadamente 31% de suas frotas para operações na América Latina e na África, percentual superior ao direcionado por ambas ao comércio transpacífico.

Em sentido contrário, a Yang Ming Marine Transport Corporation mantém forte concentração na Ásia. Apenas 2% de sua capacidade está voltada para a América Latina, enquanto 91% permanece distribuída entre as rotas Extremo Oriente–Europa, Ásia–América do Norte e o mercado intra-asiático.

Portos brasileiros ganham importância estratégica

O avanço da América Latina no cenário do transporte marítimo abre espaço para que os portos da região ampliem sua participação no comércio internacional. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade terrestre, eficiência operacional e segurança regulatória.

A expectativa é de que o fortalecimento das relações comerciais entre América Latina e Ásia continue impulsionando novos serviços marítimos e a chegada de embarcações cada vez maiores aos portos latino-americanos, reforçando o papel estratégico da região na reorganização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Concessão de canais portuários amplia eficiência logística e fortalece competitividade das exportações brasileiras

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está avançando na implantação de um programa de concessão de canais de acesso portuário, iniciativa que busca elevar a eficiência da logística nacional e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

A proposta reúne investimentos em dragagem, manutenção permanente, sinalização náutica, gestão do tráfego aquaviário e concessões específicas para os canais de navegação. O objetivo é permitir a operação de embarcações maiores, aumentar a segurança da navegação e preparar os portos brasileiros para acompanhar o crescimento do comércio marítimo global.

Segundo o ministro Tomé Franca, a modernização dos canais proporciona maior previsibilidade às operações, reduz custos logísticos e fortalece a capacidade de exportação do país.

Canais de acesso são essenciais para a operação dos portos

Embora pouco conhecidos fora do setor portuário, os canais de acesso desempenham papel estratégico na movimentação de cargas. São eles que determinam a profundidade disponível para os navios e, consequentemente, o tamanho das embarcações que podem operar em cada porto.

Quando o canal não possui profundidade suficiente, os navios precisam reduzir a carga transportada ou aguardar condições favoráveis de maré para navegar com segurança. Esse cenário compromete a produtividade das operações e aumenta os custos do transporte marítimo.

A necessidade de modernização tornou-se ainda mais evidente com a evolução da frota mundial de navios porta-contêineres, que hoje alcançam cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 14 mil TEUs — quase o triplo da capacidade das embarcações utilizadas há cerca de duas décadas.

Maior profundidade reduz custos logísticos

A profundidade dos canais define o calado operacional, ou seja, o limite de profundidade necessário para que uma embarcação navegue sem risco de tocar o fundo.

Quanto maior o calado permitido, maior é o volume de carga embarcado em uma única viagem. Isso reduz o custo médio do transporte por tonelada ou por contêiner, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais.

Os benefícios se estendem por toda a cadeia logística. Exportadores conseguem ampliar o volume transportado, operadores reduzem custos operacionais e os portos aumentam sua capacidade de movimentação.

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que os navios de grande porte transportam quase três vezes mais contêineres do que modelos utilizados há cerca de vinte anos, além de apresentarem menor consumo de combustível e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Investimentos ampliam capacidade dos portos brasileiros

O novo modelo de concessão teve início com o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, considerado o primeiro desse tipo no Brasil.

O contrato prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão ao longo de 25 anos para administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais de navegação, bacias de evolução e áreas de fundeio.

Outros projetos também avançam dentro do programa. O processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de investimentos acima de R$ 300 milhões.

Além disso, seguem em fase de estudos os projetos para os canais dos portos de Santos, Rio Grande e dos terminais administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Infraestrutura moderna fortalece o comércio exterior

A modernização dos canais portuários é considerada uma medida estratégica para acompanhar a expansão do transporte marítimo internacional. Com infraestrutura mais eficiente, os portos brasileiros poderão receber embarcações de maior porte, aumentar a capacidade operacional e reduzir gargalos logísticos.

A expectativa do governo é que o programa contribua para diminuir os custos de exportação, ampliar a competitividade da produção nacional e consolidar o Brasil como um importante operador no comércio marítimo global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Exportação

Exportação por contêiner cresce no Brasil e impulsiona abertura de novos mercados

A exportação por contêineres no Brasil vem apresentando mudanças significativas em seu perfil, acompanhadas pela ampliação dos destinos comerciais atendidos pelo país. O movimento ocorre em meio à reconfiguração das relações internacionais de comércio após as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

Levantamento do Observatório de Infraestrutura do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), obtido pela CNN, mostra que a movimentação de cargas conteinerizadas nos portos nacionais avançou de 1,2 milhão para 1,3 milhão de TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre março e abril deste ano.

Crescimento supera ritmo do mercado internacional

Para consolidar os números mais recentes, o IBI realizou consultas diretas aos terminais portuários brasileiros. Os dados oficiais ainda não foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que enfrenta dificuldades operacionais desde um ataque cibernético registrado em maio.

Considerando o histórico compilado até abril, o estudo aponta crescimento de 7,7% na movimentação de contêineres nos últimos 12 meses.

Segundo o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, o desempenho brasileiro chama atenção por ocorrer em um cenário de desaceleração do mercado global. Enquanto a demanda mundial por transporte conteinerizado cresceu cerca de 4% em 2025 e tem projeção de avanço entre 2% e 3% em 2026, o Brasil mantém uma expansão em ritmo superior.

Máquinas e commodities lideram avanço das cargas

Os dados revelam mudanças importantes na composição das mercadorias movimentadas pelos portos.

Nas importações, o destaque ficou para os bens de capital, categoria que inclui máquinas, equipamentos industriais e tecnologias produtivas. O segmento registrou crescimento de 23,7% ao longo de 2025.

Já nas exportações, produtos tradicionalmente transportados em contêineres, como café verde e algodão, alcançaram volumes recordes. Outros setores também ampliaram presença no mercado internacional, incluindo carnes, açúcar e celulose.

Para especialistas, o cenário demonstra um aumento da participação de produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

China, Argentina e Índia ganham espaço nas exportações brasileiras

A mudança nos fluxos comerciais ocorre após a redução das vendas para os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano recuaram 6,6%, chegando a registrar queda de 35,4% em outubro, período marcado pelo anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Apesar desse impacto, a atividade nos portos continuou em expansão.

De acordo com Bruno Pinheiro, o crescimento foi sustentado pela intensificação das relações comerciais com a China e pela ampliação dos negócios com países como Argentina e Índia, que passaram a absorver parte da produção antes direcionada aos Estados Unidos.

Cabotagem reforça expansão da logística nacional

Outro fator apontado como decisivo para o desempenho positivo é o avanço contínuo da cabotagem, modalidade que realiza o transporte de cargas entre portos brasileiros.

O segmento mantém trajetória de crescimento há quase dez anos e vem contribuindo para aumentar a eficiência da logística portuária, reduzindo custos e fortalecendo a integração entre diferentes regiões do país.

Infraestrutura portuária enfrenta desafio para acompanhar demanda

Com a perspectiva de crescimento contínuo da movimentação de cargas, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a capacidade dos acessos portuários e dos terminais brasileiros.

Segundo o IBI, alguns gargalos operacionais já começam a demonstrar sinais de saturação, o que pode comprometer o atendimento à futura demanda caso novos investimentos não sejam realizados.

Nesse cenário, o setor aguarda a realização do leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior projeto de concessão de contêineres do país. Além disso, a expectativa é de que outros três terminais especializados em movimentação conteinerizada sejam licitados ainda em 2026.

Caso confirmadas, essas quatro concessões representarão o primeiro ciclo de grandes licitações voltadas exclusivamente para terminais de contêineres em aproximadamente dez anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Transporte

Transporte marítimo de grãos e fertilizantes fortalece protagonismo do Brasil no comércio global

O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais atores do transporte marítimo de grãos e fertilizantes, impulsionado pelas transformações nas cadeias globais de comércio após o conflito entre Rússia e Ucrânia. A avaliação é da consultoria BRS Dry Bulk, que aponta o país como um dos maiores beneficiados pela reconfiguração das rotas internacionais de carga.

Segundo a análise, as alterações na competitividade dos exportadores tradicionais e o redirecionamento dos fluxos marítimos abriram espaço para o avanço brasileiro tanto nas exportações agrícolas quanto na recepção de insumos essenciais para o agronegócio.

Guerra no Leste Europeu altera dinâmica do mercado marítimo

Mais de quatro anos após o início da guerra, a Rússia continua exercendo influência significativa nos mercados globais de grãos e fertilizantes. Atualmente, o país responde por cerca de 7% das exportações mundiais de grãos e por aproximadamente 15% das vendas globais de fertilizantes.

Mesmo diante de sanções internacionais, custos operacionais mais elevados e riscos no Mar Negro, os embarques russos mantiveram desempenho robusto. Nos primeiros meses de 2026, as exportações de grãos da Rússia cresceram cerca de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A consultoria destaca que restrições regulatórias adotadas pela União Europeia reduziram a competitividade dos produtos russos em viagens de longa distância. Como consequência, parte das cargas passou a se concentrar em rotas mais curtas no Mediterrâneo, ampliando oportunidades para outros exportadores em trajetos oceânicos de maior alcance.

Exportações de grãos impulsionam presença brasileira

Nesse cenário, o Brasil reforçou seu papel como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado internacional. Em 2025, o país embarcou cerca de 155 milhões de toneladas de grãos, fortalecendo sua posição nas cadeias globais de abastecimento e ampliando a demanda por operações de transporte marítimo de longo curso.

Grande parte desse volume é escoada por corredores logísticos fundamentais, como os portos de Santos e Paranaguá, além dos terminais do Arco Norte, que vêm ganhando relevância no envio de soja e milho para mercados da Ásia e da Europa.

O crescimento das exportações também aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e acessos terrestres para atender à expansão do agronegócio.

Brasil lidera compras de fertilizantes russos

Além de se destacar nas exportações agrícolas, o Brasil permanece como o principal destino dos fertilizantes embarcados pela Rússia.

De acordo com a BRS Dry Bulk, as exportações marítimas russas de fertilizantes alcançaram cerca de 9 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026. Desse total, aproximadamente 33% tiveram como destino o mercado brasileiro.

O volume supera o registrado por outros grandes importadores, como a Índia, com 14%, e os Estados Unidos, com 12%.

Os insumos chegam principalmente por portos especializados na movimentação de granéis destinados ao agronegócio, garantindo o abastecimento das principais regiões produtoras do país.

Crescimento dos fluxos exige modernização da infraestrutura

A consultoria observa que os fluxos comerciais direcionados à costa leste da América do Sul ganharam força ao longo de 2026, impulsionados pelo aumento das exportações de grãos e pela demanda constante por fertilizantes.

Essa movimentação contribui para sustentar os níveis de frete nos segmentos Handysize, Supramax e Ultramax, ao mesmo tempo em que exige maior eficiência operacional dos portos brasileiros.

O avanço das cargas representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de granéis e fortalecer a competitividade logística do país. Por outro lado, também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, planejamento operacional e modernização dos corredores de exportação.

Brasil ganha relevância estratégica no comércio marítimo internacional

A análise da BRS Dry Bulk indica que a Rússia continuará sendo um importante fornecedor global de grãos e fertilizantes, apesar das incertezas geopolíticas.

Nesse contexto, a América Latina tende a ampliar sua participação no mercado internacional, com o Brasil ocupando posição de destaque tanto como grande exportador agrícola quanto como principal comprador de fertilizantes russos.

Para o sistema portuário nacional, o cenário combina oportunidades de crescimento com desafios relacionados à expansão da capacidade logística, eficiência operacional e competitividade nas rotas marítimas globais.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Portos

Portos brasileiros se preparam para avanço da energia eólica offshore

O Ministério de Portos e Aeroportos promoveu, em parceria com o Conselho de Comércio da Dinamarca, um workshop voltado ao futuro da energia eólica offshore no Brasil. O encontro virtual, realizado na última quarta-feira (20), reuniu representantes do governo federal, autoridades portuárias, universidades, associações do setor e empresas internacionais para discutir os desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento da geração de energia em alto-mar.

A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP) e teve como foco principal preparar os portos brasileiros para atender às demandas logísticas e operacionais da cadeia de eólicas offshore, considerada estratégica para a transição energética e para o fortalecimento da infraestrutura nacional.

Infraestrutura e logística estão entre os principais desafios

Durante o workshop, especialistas discutiram soluções para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de energia renovável. Entre os temas debatidos estiveram a adaptação da infraestrutura portuária, o uso de embarcações especializadas, logística integrada e o fortalecimento das cadeias de suprimentos ligadas ao setor.

O coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da SNP, Thiago Alvarenga, destacou que o encontro permitiu aproximar o Brasil de modelos internacionais já consolidados. Segundo ele, a experiência dinamarquesa demonstra como as operações de energia eólica em alto-mar impactam diretamente áreas como berços de atracação, calado, armazenagem, acessos e serviços portuários.

Alvarenga ressaltou ainda que essas mudanças podem representar novas oportunidades de investimento e geração de valor para os portos nacionais.

Empresas internacionais apresentam experiências de sucesso

Entre os destaques do evento esteve a participação da empresa dinamarquesa Cadeler, referência global no transporte e instalação de parques eólicos marítimos. A companhia apresentou experiências internacionais e reforçou a necessidade de investimentos em infraestrutura, profundidade operacional e segurança regulatória para atrair embarcações especializadas ao Brasil.

Outra participante foi a Blue Water Shipping, responsável pela operação logística do Porto de Esbjerg, considerado um dos principais polos de energia renovável offshore da Europa. A empresa compartilhou modelos de adaptação portuária e destacou casos de transformação de estruturas antes ligadas ao setor de óleo e gás em bases estratégicas para operações de energia limpa.

Governo e setor portuário acompanham avanço do mercado

Além do Ministério de Portos e Aeroportos, o encontro contou com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além da Marinha do Brasil.

Autoridades dos portos do Açu, no Rio de Janeiro, e Porto Central, no Espírito Santo, também participaram das discussões, assim como entidades do setor portuário, entre elas a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e a Associação de Terminais Portuários Privados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Evento

Prêmio Portos + Brasil 2026 tem inscrições prorrogadas até junho

O Ministério de Portos e Aeroportos ampliou o prazo de inscrições para a 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil, iniciativa que reconhece ações de destaque na gestão e no desempenho dos portos brasileiros. Agora, os interessados poderão enviar candidaturas até o dia 30 de junho.

Organizada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), a premiação busca estimular avanços em áreas estratégicas, como produtividade portuária, inovação e governança no setor.

Quem pode participar do Prêmio Portos + Brasil

A edição de 2026 é destinada a portos públicos organizados, terminais arrendados e Terminais de Uso Privado (TUPs). Os participantes serão avaliados em seis categorias diferentes, voltadas à eficiência operacional e às boas práticas de gestão.

Entre os critérios analisados estão desempenho no Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP), crescimento da movimentação de cargas, igualdade de gênero e desenvolvimento de soluções inovadoras.

Categorias premiadas na edição 2026

Ranking IGAP

A categoria reconhece os portos com melhor desempenho no Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP). As três maiores pontuações receberão o Troféu Portos + Brasil, enquanto o primeiro colocado também ficará com o Troféu Itinerante da premiação.

Avanço IGAP

O objetivo é destacar as Autoridades Portuárias que mais evoluíram no indicador em comparação ao ano anterior. Os três melhores resultados de crescimento no IGAP serão premiados.

Igualdade de Gênero

A iniciativa está alinhada à Agenda 2030 e aos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU. A categoria avalia ações voltadas à igualdade de gênero e à liderança corporativa feminina dentro do setor portuário.

Serão reconhecidas empresas gestoras de porto organizado, arrendamentos e TUPs que alcançarem as melhores avaliações nos critérios estabelecidos em edital.

Inovação no setor portuário

A categoria de inovação portuária busca incentivar projetos capazes de melhorar processos, ampliar a eficiência operacional e fortalecer a cultura de inovação nas autoridades portuárias e terminais privados.

Também são considerados aspectos como qualificação técnica, governança e maturidade dos projetos apresentados.

Crescimento da movimentação de cargas

As categorias de crescimento absoluto e percentual analisam o aumento da movimentação total de cargas entre 2024 e 2025.

A proposta é valorizar os esforços de gestão que contribuíram para ampliar a movimentação portuária e a competitividade dos terminais brasileiros.

Cerimônia de premiação

Os vencedores serão convidados para a cerimônia oficial do prêmio e receberão troféus identificando a categoria e a colocação conquistada.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Investimentos em portos devem superar R$ 10 bilhões para ampliar capacidade até 2029

Os principais terminais portuários brasileiros voltados à movimentação de contêineres planejam investir mais de R$ 10 bilhões em obras de expansão até 2029. O objetivo é modernizar a infraestrutura, ampliar a capacidade operacional e permitir a chegada de navios de grande porte nos portos do país.

O levantamento foi realizado pela consultoria Solve Shipping, especializada em logística e comércio exterior. Os investimentos estão distribuídos entre portos localizados em nove estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Porto Itapoá lidera projetos estratégicos no Sul

Entre os empreendimentos considerados mais relevantes para o setor está a nova etapa de expansão do Porto Itapoá, em Santa Catarina. O terminal privado prevê um aporte de R$ 500 milhões para concluir a quarta fase de crescimento da estrutura.

As obras incluem a ampliação do cais e a aquisição de novos portêineres, equipamentos fundamentais para operar embarcações de maior capacidade.

Paralelamente, o terminal acompanha a fase final da dragagem do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga. O aprofundamento da via marítima recebeu investimentos superiores a R$ 324 milhões e permitirá a atracação de navios mais modernos e extensos.

Do total aplicado na dragagem, cerca de R$ 300 milhões foram aportados pelo Porto Itapoá, com devolução prevista de forma parcelada até 2037. Já o Porto de São Francisco do Sul contribuiu com aproximadamente R$ 24 milhões.

Canal mais profundo permitirá operação de navios gigantes

Segundo representantes do Porto Itapoá, a expectativa é que a dragagem seja concluída entre junho e julho, seguida pelos testes operacionais e homologações técnicas.

Com a conclusão do projeto, o canal externo passará de 14 metros para 16 metros de profundidade. A mudança permitirá a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento, consideradas parte da nova geração de navios cargueiros.

De acordo com especialistas do setor, a ampliação melhora a logística internacional, principalmente para rotas vindas da Ásia. A estratégia permitirá que grandes embarcações descarreguem parte da carga em Itapoá antes de seguirem para portos com menor profundidade operacional.

Setor cobra novos terminais para evitar saturação

O estudo da Solve Shipping não considera o projeto do Tecon Santos 10, futuro megaterminal planejado para o Porto de Santos. O empreendimento ainda enfrenta discussões sobre o modelo de concessão e não possui data definida para leilão.

Especialistas alertam que, sem novos projetos estruturais até 2035, o segmento continuará operando acima da capacidade ideal, aumentando gargalos logísticos e custos operacionais.

Portonave investirá mais de R$ 2 bilhões

A Portonave também prepara uma ampla expansão em Santa Catarina. O terminal privado pretende investir mais de R$ 2 bilhões para adequar o cais e operar com profundidade de até 17 metros.

Com isso, o porto poderá receber navios de até 400 metros de comprimento. Atualmente, o terminal trabalha com calado inferior a 14 metros.

Além das adequações estruturais, o projeto inclui novos guindastes, scanners de contêineres e preparação para futura instalação de sistemas de fornecimento de energia elétrica para navios atracados.

A expectativa é elevar a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade utilizada no transporte internacional de contêineres.

Novo terminal em Suape mira expansão da navegação

No Nordeste, a APM Terminals avança na construção de um novo terminal de contêineres no Porto de Suape. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 2,1 bilhões e deve iniciar operações no segundo semestre deste ano.

A empresa afirma que a estrutura foi planejada para atender a nova geração de navios utilizados no comércio marítimo internacional. No entanto, executivos do setor destacam que a modernização precisa ocorrer de forma integrada em diversos portos brasileiros para garantir eficiência logística nas rotas internacionais.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da Indústria/Divulgação/JC

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Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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