Portos

Portos brasileiros se preparam para avanço da energia eólica offshore

O Ministério de Portos e Aeroportos promoveu, em parceria com o Conselho de Comércio da Dinamarca, um workshop voltado ao futuro da energia eólica offshore no Brasil. O encontro virtual, realizado na última quarta-feira (20), reuniu representantes do governo federal, autoridades portuárias, universidades, associações do setor e empresas internacionais para discutir os desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento da geração de energia em alto-mar.

A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP) e teve como foco principal preparar os portos brasileiros para atender às demandas logísticas e operacionais da cadeia de eólicas offshore, considerada estratégica para a transição energética e para o fortalecimento da infraestrutura nacional.

Infraestrutura e logística estão entre os principais desafios

Durante o workshop, especialistas discutiram soluções para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de energia renovável. Entre os temas debatidos estiveram a adaptação da infraestrutura portuária, o uso de embarcações especializadas, logística integrada e o fortalecimento das cadeias de suprimentos ligadas ao setor.

O coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da SNP, Thiago Alvarenga, destacou que o encontro permitiu aproximar o Brasil de modelos internacionais já consolidados. Segundo ele, a experiência dinamarquesa demonstra como as operações de energia eólica em alto-mar impactam diretamente áreas como berços de atracação, calado, armazenagem, acessos e serviços portuários.

Alvarenga ressaltou ainda que essas mudanças podem representar novas oportunidades de investimento e geração de valor para os portos nacionais.

Empresas internacionais apresentam experiências de sucesso

Entre os destaques do evento esteve a participação da empresa dinamarquesa Cadeler, referência global no transporte e instalação de parques eólicos marítimos. A companhia apresentou experiências internacionais e reforçou a necessidade de investimentos em infraestrutura, profundidade operacional e segurança regulatória para atrair embarcações especializadas ao Brasil.

Outra participante foi a Blue Water Shipping, responsável pela operação logística do Porto de Esbjerg, considerado um dos principais polos de energia renovável offshore da Europa. A empresa compartilhou modelos de adaptação portuária e destacou casos de transformação de estruturas antes ligadas ao setor de óleo e gás em bases estratégicas para operações de energia limpa.

Governo e setor portuário acompanham avanço do mercado

Além do Ministério de Portos e Aeroportos, o encontro contou com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além da Marinha do Brasil.

Autoridades dos portos do Açu, no Rio de Janeiro, e Porto Central, no Espírito Santo, também participaram das discussões, assim como entidades do setor portuário, entre elas a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e a Associação de Terminais Portuários Privados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Evento

Prêmio Portos + Brasil 2026 tem inscrições prorrogadas até junho

O Ministério de Portos e Aeroportos ampliou o prazo de inscrições para a 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil, iniciativa que reconhece ações de destaque na gestão e no desempenho dos portos brasileiros. Agora, os interessados poderão enviar candidaturas até o dia 30 de junho.

Organizada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), a premiação busca estimular avanços em áreas estratégicas, como produtividade portuária, inovação e governança no setor.

Quem pode participar do Prêmio Portos + Brasil

A edição de 2026 é destinada a portos públicos organizados, terminais arrendados e Terminais de Uso Privado (TUPs). Os participantes serão avaliados em seis categorias diferentes, voltadas à eficiência operacional e às boas práticas de gestão.

Entre os critérios analisados estão desempenho no Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP), crescimento da movimentação de cargas, igualdade de gênero e desenvolvimento de soluções inovadoras.

Categorias premiadas na edição 2026

Ranking IGAP

A categoria reconhece os portos com melhor desempenho no Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP). As três maiores pontuações receberão o Troféu Portos + Brasil, enquanto o primeiro colocado também ficará com o Troféu Itinerante da premiação.

Avanço IGAP

O objetivo é destacar as Autoridades Portuárias que mais evoluíram no indicador em comparação ao ano anterior. Os três melhores resultados de crescimento no IGAP serão premiados.

Igualdade de Gênero

A iniciativa está alinhada à Agenda 2030 e aos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU. A categoria avalia ações voltadas à igualdade de gênero e à liderança corporativa feminina dentro do setor portuário.

Serão reconhecidas empresas gestoras de porto organizado, arrendamentos e TUPs que alcançarem as melhores avaliações nos critérios estabelecidos em edital.

Inovação no setor portuário

A categoria de inovação portuária busca incentivar projetos capazes de melhorar processos, ampliar a eficiência operacional e fortalecer a cultura de inovação nas autoridades portuárias e terminais privados.

Também são considerados aspectos como qualificação técnica, governança e maturidade dos projetos apresentados.

Crescimento da movimentação de cargas

As categorias de crescimento absoluto e percentual analisam o aumento da movimentação total de cargas entre 2024 e 2025.

A proposta é valorizar os esforços de gestão que contribuíram para ampliar a movimentação portuária e a competitividade dos terminais brasileiros.

Cerimônia de premiação

Os vencedores serão convidados para a cerimônia oficial do prêmio e receberão troféus identificando a categoria e a colocação conquistada.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Investimentos em portos devem superar R$ 10 bilhões para ampliar capacidade até 2029

Os principais terminais portuários brasileiros voltados à movimentação de contêineres planejam investir mais de R$ 10 bilhões em obras de expansão até 2029. O objetivo é modernizar a infraestrutura, ampliar a capacidade operacional e permitir a chegada de navios de grande porte nos portos do país.

O levantamento foi realizado pela consultoria Solve Shipping, especializada em logística e comércio exterior. Os investimentos estão distribuídos entre portos localizados em nove estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Porto Itapoá lidera projetos estratégicos no Sul

Entre os empreendimentos considerados mais relevantes para o setor está a nova etapa de expansão do Porto Itapoá, em Santa Catarina. O terminal privado prevê um aporte de R$ 500 milhões para concluir a quarta fase de crescimento da estrutura.

As obras incluem a ampliação do cais e a aquisição de novos portêineres, equipamentos fundamentais para operar embarcações de maior capacidade.

Paralelamente, o terminal acompanha a fase final da dragagem do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga. O aprofundamento da via marítima recebeu investimentos superiores a R$ 324 milhões e permitirá a atracação de navios mais modernos e extensos.

Do total aplicado na dragagem, cerca de R$ 300 milhões foram aportados pelo Porto Itapoá, com devolução prevista de forma parcelada até 2037. Já o Porto de São Francisco do Sul contribuiu com aproximadamente R$ 24 milhões.

Canal mais profundo permitirá operação de navios gigantes

Segundo representantes do Porto Itapoá, a expectativa é que a dragagem seja concluída entre junho e julho, seguida pelos testes operacionais e homologações técnicas.

Com a conclusão do projeto, o canal externo passará de 14 metros para 16 metros de profundidade. A mudança permitirá a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento, consideradas parte da nova geração de navios cargueiros.

De acordo com especialistas do setor, a ampliação melhora a logística internacional, principalmente para rotas vindas da Ásia. A estratégia permitirá que grandes embarcações descarreguem parte da carga em Itapoá antes de seguirem para portos com menor profundidade operacional.

Setor cobra novos terminais para evitar saturação

O estudo da Solve Shipping não considera o projeto do Tecon Santos 10, futuro megaterminal planejado para o Porto de Santos. O empreendimento ainda enfrenta discussões sobre o modelo de concessão e não possui data definida para leilão.

Especialistas alertam que, sem novos projetos estruturais até 2035, o segmento continuará operando acima da capacidade ideal, aumentando gargalos logísticos e custos operacionais.

Portonave investirá mais de R$ 2 bilhões

A Portonave também prepara uma ampla expansão em Santa Catarina. O terminal privado pretende investir mais de R$ 2 bilhões para adequar o cais e operar com profundidade de até 17 metros.

Com isso, o porto poderá receber navios de até 400 metros de comprimento. Atualmente, o terminal trabalha com calado inferior a 14 metros.

Além das adequações estruturais, o projeto inclui novos guindastes, scanners de contêineres e preparação para futura instalação de sistemas de fornecimento de energia elétrica para navios atracados.

A expectativa é elevar a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade utilizada no transporte internacional de contêineres.

Novo terminal em Suape mira expansão da navegação

No Nordeste, a APM Terminals avança na construção de um novo terminal de contêineres no Porto de Suape. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 2,1 bilhões e deve iniciar operações no segundo semestre deste ano.

A empresa afirma que a estrutura foi planejada para atender a nova geração de navios utilizados no comércio marítimo internacional. No entanto, executivos do setor destacam que a modernização precisa ocorrer de forma integrada em diversos portos brasileiros para garantir eficiência logística nas rotas internacionais.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da Indústria/Divulgação/JC

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Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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Logística

Marinha amplia calado na foz do Amazonas e fortalece logística dos portos do Arco Norte

A Marinha do Brasil autorizou o aumento do calado operacional no chamado “Arco Lamoso”, trecho estratégico localizado na foz do Rio Amazonas. A medida amplia a capacidade de navegação na região, melhora a segurança do transporte aquaviário e fortalece a competitividade dos portos do Arco Norte no comércio exterior brasileiro.

A mudança permite a circulação de embarcações maiores e com mais carga, aumentando a eficiência logística e reduzindo restrições operacionais em uma das principais rotas hidroviárias do país.

Novo calado amplia capacidade de carga dos navios

Com a atualização das condições de navegabilidade, o novo limite de calado passou para 11,85 metros em navios mercantes com cargas comuns e 11,65 metros para navios-tanque e embarcações que transportam cargas perigosas.

Os índices valem entre 1º de fevereiro e 15 de agosto de cada ano. Nos demais meses, os limites serão de 11,70 metros para navios mercantes e 11,50 metros para embarcações-tanque.

O “Arco Lamoso” é considerado o trecho mais crítico e raso da Barra Norte, localizada entre os estados do Pará e Amapá, com extensão aproximada de 45 quilômetros.

Região enfrenta desafios naturais para navegação

Segundo o diretor do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4), capitão de fragata Anselmo Vinicius de Souza, a navegação na foz amazônica exige monitoramento constante devido à intensa dinâmica hidrológica da região.

Entre os fatores que dificultam a navegação estão o encontro de diferentes massas de água, as mudanças sazonais provocadas pelos períodos de cheia e seca dos rios e a movimentação sedimentar do estuário amazônico.

Por isso, a realização contínua de levantamentos hidrográficos e atualizações cartográficas é considerada essencial para garantir rotas seguras.

Medida beneficia exportações brasileiras

A ampliação do calado deve gerar impactos diretos no escoamento de commodities produzidas nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentando a eficiência do transporte marítimo e reduzindo custos logísticos.

O corredor hidroviário do Arco Norte é estratégico para as exportações brasileiras, especialmente de grãos e minérios.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos da região Norte registraram crescimento de 10,4% na movimentação de cargas em 2025, atingindo 163,3 milhões de toneladas — índice acima da média nacional.

Navios Panamax poderão transportar mais carga

Segundo a Marinha, o aumento do calado poderá representar um ganho significativo de capacidade para navios do tipo Panamax, embarcações projetadas para operar no limite das eclusas do Canal do Panamá.

A estimativa é que cada navio consiga transportar até 10 mil toneladas adicionais de carga, o que pode representar incremento de aproximadamente US$ 1 milhão por embarcação.

Marinha reforça segurança da navegação na Amazônia

Para viabilizar a mudança, a Marinha realizou levantamentos hidrográficos, monitoramento do leito do rio e análise da dinâmica sedimentar da região.

Ao todo, cerca de 110 quilômetros quadrados da Barra Norte passaram por sondagens para garantir a atualização segura dos parâmetros de navegação.

A atuação faz parte das atividades permanentes da Força Naval voltadas à segurança da navegação em águas brasileiras, incluindo produção de cartas náuticas e sinalização marítima.

Hidrovias ganham importância na logística brasileira

O fortalecimento do transporte hidroviário também é visto como alternativa para reduzir a dependência das rodovias no país.

Além de ser mais eficiente energeticamente, o modal aquaviário apresenta menor custo operacional e menor emissão de poluentes, especialmente no transporte de cargas de grande volume.

Na Amazônia, onde a infraestrutura rodoviária ainda é limitada, as hidrovias desempenham papel fundamental na integração regional e no desenvolvimento econômico.

Especialistas apontam que medidas como a ampliação do calado ajudam a tornar a matriz logística brasileira mais equilibrada, sustentável e competitiva.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Portos

Portos brasileiros aceleram transição sustentável para reduzir emissões no transporte marítimo

Responsável por movimentar a maior parte do comércio internacional e mais de 95% das exportações brasileiras, o transporte marítimo também enfrenta pressão crescente para reduzir os impactos ambientais. Atualmente, o setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa ligadas à energia.

Projeções indicam que, caso o ritmo atual seja mantido, as emissões da navegação mundial poderão atingir entre 90% e 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Nos portos brasileiros, o desafio ambiental envolve não apenas as emissões dos navios, mas também o intenso fluxo de caminhões e trens nas áreas portuárias e as limitações da infraestrutura logística terrestre.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos vem intensificando políticas voltadas à transição energética, eficiência operacional e adoção de tecnologias limpas.

Entre as principais iniciativas estão a eletrificação de equipamentos, o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas — sistema conhecido como Onshore Power Supply (OPS) — além de investimentos em combustíveis sustentáveis e projetos de hidrogênio verde.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o objetivo é fortalecer políticas públicas alinhadas à sustentabilidade e estimular práticas ambientais no setor logístico nacional.

Política de sustentabilidade impulsiona setor portuário

Lançada em 2025, a Política de Sustentabilidade do modal de transporte passou a orientar os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança.

A proposta busca integrar eficiência logística, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura brasileira.

De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os portos deixaram de ser apenas pontos de circulação de mercadorias e passaram a desempenhar papel estratégico na descarbonização da navegação e no desenvolvimento de novas soluções energéticas.

Portos investem em energia limpa e infraestrutura verde

Diversos complexos portuários do país já colocam em prática projetos sustentáveis.

No Porto de Santos, em São Paulo, o sistema OPS passou a abastecer rebocadores com energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itatinga, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de CO₂.

Em Paranaguá, no Paraná, os investimentos incluem ampliação da logística ferroviária e instalação de sistemas de energia solar para aumentar a eficiência operacional e diminuir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, avança para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina, com operação automatizada e equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica.

No Ceará, o Complexo do Pecém aposta na consolidação de um polo de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto também prevê produção de amônia verde e expansão da infraestrutura portuária.

Enquanto isso, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, desenvolve iniciativas ligadas à criação de um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos de descarbonização da indústria siderúrgica.

Brasil fortalece agenda ESG no setor marítimo

O Ministério de Portos e Aeroportos também vem ampliando ferramentas voltadas à sustentabilidade no setor aquaviário.

Entre elas está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que mede a performance ambiental das embarcações por meio de 39 indicadores.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), criado para reduzir gradualmente as emissões de gases de efeito estufa e modernizar a infraestrutura logística nacional.

Segundo o ministro Tomé Franca, os programas serão fundamentais para alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais em sustentabilidade e eficiência energética no setor portuário.

Empresas recebem reconhecimento por práticas sustentáveis

Na relação com a iniciativa privada, o governo federal consolidou o chamado Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa que reúne empresas comprometidas com ações ESG.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, 36 empresas receberam selos de excelência por projetos voltados à inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Infraestrutura portuária ganha impulso com parceria entre governo e setor privado, destaca ministro

Durante a inauguração da nova sede da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em Brasília, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel estratégico da cooperação entre o governo e a iniciativa privada para o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O evento ocorreu na noite de segunda-feira (4) e reuniu representantes do setor produtivo. Na ocasião, o ministro enfatizou que o diálogo contínuo com entidades empresariais tem sido essencial para aprimorar políticas públicas e fortalecer o ambiente de negócios no país.

Setor privado lidera movimentação e geração de empregos

Atualmente, a ATP reúne 39 grandes empresas e engloba 75 Terminais de Uso Privado (TUPs) distribuídos pelo Brasil. As companhias associadas respondem por cerca de 60% da movimentação de cargas portuárias e geram aproximadamente 47 mil empregos diretos e indiretos.

Esse protagonismo consolida o segmento como um dos principais motores do desenvolvimento da logística portuária nacional.

Modernização e tecnologia ampliam eficiência dos portos

Além de expandir a capacidade operacional, a atuação das empresas privadas tem contribuído para a incorporação de novas tecnologias, aumento da eficiência e adoção de práticas sustentáveis.

Segundo o ministro, a nova sede da ATP simboliza o fortalecimento dessa parceria e o amadurecimento institucional do setor. Ele destacou ainda que as contribuições das empresas são fundamentais para orientar a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Foco em inovação, sustentabilidade e competitividade

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, também participou do evento e reforçou o compromisso do governo com medidas voltadas à inovação portuária, sustentabilidade e competitividade.

Entre as prioridades, estão a construção de um ambiente regulatório estável e o estímulo a novos investimentos, com foco na modernização do setor.

Avanços estruturais e melhoria do ambiente regulatório

O ministro destacou ainda iniciativas do governo federal para fortalecer o setor, como a ampliação da segurança jurídica, simplificação de processos de outorga e renovação contratual junto à Antaq, além de melhorias nas condições logísticas.

Projetos de dragagem, qualificação de acessos e aumento da eficiência operacional também fazem parte da estratégia para reduzir custos e elevar a competitividade dos portos brasileiros.

A nova sede da ATP está localizada no 6º andar da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em Brasília.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira

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Portos

Portos impulsionam balança comercial brasileira no 1º trimestre de 2026

Os portos brasileiros desempenharam papel decisivo no desempenho da balança comercial no primeiro trimestre de 2026. Responsáveis por mais de 95% da movimentação de exportações e importações, esses ativos foram essenciais para o escoamento de grandes volumes de cargas, como petróleo, minérios e produtos do agronegócio.

Entre janeiro e março, o Brasil registrou US$ 82,3 bilhões em exportações, um crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado contribuiu para um superávit comercial de US$ 14,1 bilhões, avanço expressivo de 47,6% em relação ao ano anterior.

China e União Europeia lideram destinos das exportações

A demanda internacional teve papel relevante nesse desempenho. A China manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil, com importações que somaram US$ 23,9 bilhões — alta de 21,7% no trimestre. Já a União Europeia também ampliou sua participação, com crescimento de 9,7% e volume de US$ 12,2 bilhões.

Infraestrutura portuária ganha protagonismo

O aumento das exportações, especialmente de commodities, reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura logística. Nesse cenário, os portos são estratégicos para garantir eficiência operacional, redução de custos e maior competitividade no comércio internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o país tem avançado na modernização do setor. Apenas em 2025, foram autorizados R$ 7,8 bilhões em investimentos, incluindo novos terminais privados, revisões contratuais e aportes em arrendamentos já existentes.

Investimentos fortalecem capacidade logística

O crescimento dos aportes no setor portuário é parte de um movimento mais amplo. Entre 2023 e 2025, os investimentos privados alcançaram média anual de R$ 12,9 bilhões, totalizando R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao período entre 2019 e 2022. Já os investimentos públicos somaram R$ 3,1 bilhões no mesmo intervalo, avanço de 121,4%.

Para o ministro, o fortalecimento da infraestrutura portuária é fundamental para sustentar o avanço das exportações e ampliar a inserção do Brasil no mercado global, garantindo maior eficiência logística e competitividade.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

Texto: Redação

Imagem: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Logística

Navegação brasileira cresce em fevereiro e impulsiona comércio e logística

A navegação brasileira apresentou crescimento em fevereiro, reforçando o papel estratégico do setor para o comércio exterior e a economia nacional. Ao todo, foram movimentadas 101 milhões de toneladas, volume 3,78% superior ao registrado no mesmo período anterior.

O resultado indica avanço na capacidade logística do país e maior dinamismo nas operações portuárias.

Terminais privados lideram expansão

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) tiveram desempenho de destaque, com movimentação de 67,7 milhões de toneladas — alta de 8,9%. O crescimento reflete o impacto dos investimentos privados e da modernização das operações no setor portuário.

Portos regionais ganham protagonismo

Entre os principais destaques, o Porto de Suape, em Pernambuco, registrou crescimento de 19,3%, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas.

Já o terminal marítimo de Ponta Ubu, no Espírito Santo, apresentou expansão expressiva de 83%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Os números evidenciam o potencial logístico de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.

Longo curso e cabotagem avançam

A navegação de longo curso, fundamental para o comércio internacional, movimentou 69,1 milhões de toneladas, com alta de 3,6%.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, também registrou crescimento relevante de 8,2%, totalizando 24,5 milhões de toneladas.

Tipos de carga mostram desempenho positivo

O avanço da movimentação foi impulsionado principalmente por alguns segmentos:

  • Granel líquido: alta de 11,2%, chegando a 26,9 milhões de toneladas
  • Carga conteinerizada: crescimento de 10,2%, com 12,4 milhões de toneladas
  • Movimentação em TEUs: avanço de 14,1%, somando 1,2 milhão de unidades
  • Granel sólido: leve alta de 0,2%, com 57 milhões de toneladas

Mercadorias específicas impulsionam resultados

Alguns produtos registraram crescimento expressivo na movimentação:

  • Carvão mineral: alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas)
  • Sal: aumento de 39,1% (741 mil toneladas)
  • Petróleo bruto: crescimento de 16,2% (17,7 milhões de toneladas)

Investimentos fortalecem infraestrutura logística

O desempenho positivo é atribuído ao avanço de projetos de modernização e à ampliação da infraestrutura portuária brasileira. A estratégia inclui maior integração entre modais e estímulo à participação do setor privado.

A tendência é que o setor continue sendo um dos pilares para o crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade do país no cenário global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Crise nos portos: custos disparam com gargalos logísticos e incertezas regulatórias

A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um cenário de pressão crescente. A combinação de capacidade limitada dos terminais, indefinições regulatórias e fatores externos tem elevado os custos operacionais e ampliado os atrasos nas operações.

Gargalos logísticos elevam custos e atrasos

A falta de definição sobre projetos estratégicos para o setor mantém operadores em compasso de espera. Enquanto isso, o esgotamento da capacidade dos portos resulta em navios parados por dias — com prejuízos que chegam a milhares de dólares — além de congestionamentos frequentes de caminhões.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio intensificam a instabilidade. A alta do petróleo, que superou os US$ 100 por barril em março, impacta diretamente os custos de combustível e frete marítimo. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, contribuiu para esse aumento repentino.

Plano Nacional de Logística e entraves regulatórios

No Brasil, o Plano Nacional de Logística (PNL 2025) ainda aguarda análise final após consulta pública encerrada no início do ano. O plano promete orientar a expansão logística e melhorar a integração entre modais.

Outro ponto crítico é o futuro do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres da América Latina. O projeto pode sofrer retrocessos caso haja mudanças no modelo de concessão devido a pressões do mercado.

Já o PL 733, que revisa a legislação portuária, deve resultar em alterações mais pontuais do que inicialmente previsto, mantendo a base da atual Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013).

Mudanças na gestão de mão de obra e contratos

Entre as alterações discutidas, destaca-se a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, com a substituição da obrigatoriedade por prioridade na intermediação do órgão gestor de mão de obra.

Além disso, a ampliação de contratos de arrendamento para até 70 anos não deve beneficiar contratos antigos de curta duração, limitando o alcance da medida.

Investimentos e desafios de infraestrutura

O setor aposta no PNL para reduzir o custo logístico, equilibrar a matriz de transporte — hoje concentrada no modal rodoviário — e criar corredores logísticos mais eficientes.

No Porto de Santos, por exemplo, há demanda por obras estruturais como aprofundamento do canal, construção do túnel Santos-Guarujá e novos terminais. A falta de integração entre os agentes logísticos agrava os problemas existentes.

Terminais privados ganham protagonismo

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) voltam ao centro do debate no planejamento logístico de longo prazo. O segmento defende investimentos em rodovias e ferrovias para melhorar o acesso às instalações.

Exemplo disso é o terminal de Itapoá (SC), que movimentou 1,5 milhão de TEUs em 2025 e segue em expansão, com aportes significativos ao longo dos últimos anos.

Leilões e concessões impulsionam o setor

O Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma agenda ativa de concessões. Em 2025, foram realizados oito leilões, somando mais de R$ 10 bilhões em investimentos. Para 2026, a previsão inclui 18 novos terminais.

Também houve avanço nas autorizações para novas instalações portuárias e alterações contratuais, reforçando o movimento de modernização do setor.

Impasse no Tecon Santos 10 gera debate

A modelagem do Tecon Santos 10 segue em discussão. Restrições à participação de empresas e armadores dividem opiniões entre operadores, órgãos reguladores e investidores.

Enquanto entidades alertam para riscos concorrenciais e jurídicos, autoridades portuárias defendem a urgência do projeto diante da proximidade do limite de capacidade do Porto de Santos.

Descentralização portuária e novos polos logísticos

Para reduzir a concentração em Santos, o planejamento nacional busca fortalecer outros portos estratégicos, como Suape (PE), Pecém (CE) e Paranaguá (PR).

Esses complexos recebem investimentos em infraestrutura portuária, dragagem, integração ferroviária e novos terminais. Projetos incluem expansão de cais, criação de hubs energéticos e desenvolvimento de polos industriais.

No Nordeste, destacam-se iniciativas como o hub de hidrogênio verde e novos terminais de granéis e gás. Já no Sul, Paranaguá avança com melhorias no acesso marítimo e projetos ferroviários.

Perspectivas para o setor portuário

Apesar das incertezas globais e desafios internos, o setor projeta crescimento moderado. A expansão depende diretamente da execução de projetos estruturantes, maior integração logística e segurança regulatória.

O avanço dessas pautas será decisivo para reduzir gargalos e aumentar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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