Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Yangpu amplia conexão marítima e inaugura nova rota de contêineres para a Índia

O Porto de Yangpu, principal terminal de cargas da Zona de Livre Comércio de Hainan, na China, iniciou oficialmente a operação de uma nova rota marítima de contêineres com destino à Índia. A iniciativa amplia a presença do porto no sul da Ásia e representa o segundo serviço regular da instalação para a região.

O novo corredor logístico liga Yangpu aos portos de Haiphong, no Vietnã, Singapura e Mundra, na Índia. Com isso, passa a integrar importantes centros portuários do sul da China, da região do Golfo de Beibu e do mercado sul-asiático.

Exportações de Hainan devem ganhar mais agilidade

A expectativa é que a nova ligação marítima ofereça um canal mais rápido para o escoamento de produtos de Hainan, incluindo óleo de canola, insumos da indústria química e outras mercadorias destinadas ao mercado indiano.

Além das cargas produzidas na província chinesa, o porto também deverá funcionar como ponto estratégico de transbordo para mercadorias oriundas de outras regiões da China com destino ao sul da Ásia.

Corredor internacional ganha reforço logístico

A nova operação consolida o papel do Porto de Yangpu como um dos principais hubs do Novo Corredor Internacional de Comércio Terra-Mar, importante rede logística que conecta o oeste da China aos mercados globais.

Segundo as autoridades marítimas locais, foram realizadas ações de coordenação com empresas de navegação para adequar a gestão do tráfego marítimo, além do reforço das patrulhas em canais de navegação e áreas portuárias.

Segurança e eficiência operacional marcaram viagem inaugural

Durante a primeira viagem da nova rota, os órgãos responsáveis empregaram sistemas de monitoramento de embarcações, patrulhamento eletrônico e serviços de escolta para garantir a segurança da operação.

As autoridades também promoveram ajustes nos procedimentos de inspeção portuária, com o objetivo de acelerar o desembaraço aduaneiro, aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos logísticos para as empresas envolvidas.

Expansão da presença de Yangpu no sul da Ásia

A expansão das conexões marítimas de Yangpu com o sul da Ásia teve início em outubro de 2019, quando o porto lançou sua primeira rota regional, conectando a cidade chinesa aos portos de Port Klang, na Malásia, e Chittagong, em Bangladesh.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de fretes marítimos entre o Subcontinente Indiano e América Latina, Europa e Norte da África

A companhia marítima CMA CGM anunciou uma nova tabela de fretes marítimos FAK (Freight All Kinds) para cargas embarcadas no Subcontinente Indiano com destino à América Latina, Europa e Norte da África. A medida reflete a pressão contínua sobre os custos do transporte internacional e impactará diferentes rotas estratégicas do comércio global.

As novas tarifas para destinos na América Central, Caribe e costa oeste da América do Sul passam a valer em 10 de junho de 2026, considerando a data de entrada da carga nos portos de origem.

América Latina registra algumas das tarifas mais elevadas

Os reajustes serão aplicados a cargas secas e cargas classificadas como perigosas transportadas a partir do Subcontinente Indiano.

Entre os destinos latino-americanos, os portos de La Guaira e Puerto Cabello apresentarão os maiores valores. As tarifas foram fixadas em US$ 5.150 para contêineres de 20 pés e US$ 5.500 para unidades de 40 pés.

Já o porto de Kingston terá fretes de US$ 4.150 para contêineres de 20 pés e US$ 4.200 para equipamentos de 40 pés.

Em Caucedo, os valores serão de US$ 4.050 para contêineres de 20 pés e US$ 3.800 para os de 40 pés.

Para Manzanillo, as novas tarifas foram estabelecidas em US$ 3.750 e US$ 3.650, respectivamente.

No porto de Cartagena, os fretes passarão para US$ 3.500 por contêiner de 20 pés e US$ 3.350 por unidade de 40 pés.

Já os portos de Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil terão tarifas padronizadas de US$ 3.300 para contêineres de 20 pés e US$ 3.250 para equipamentos de 40 pés.

O que está incluído nas novas tarifas

Segundo a transportadora, os valores divulgados contemplam o frete marítimo básico e os custos relacionados ao combustível marítimo.

No entanto, permanecem fora da composição das tarifas despesas como movimentação terminal, sobretaxas de alta temporada, encargos de segurança e demais taxas locais aplicadas nos portos.

Europa e Norte da África também terão reajustes

Além das rotas voltadas à América Latina, a CMA CGM confirmou novos valores para embarques com destino ao Norte da Europa, Mediterrâneo e Norte da África.

As tarifas entrarão em vigor em 15 de junho de 2026 e permanecerão válidas até nova atualização da companhia.

Para o Norte da Europa, o frete foi fixado em US$ 4.500 tanto para contêineres de 20 pés quanto para os de 40 pés.

Os embarques destinados ao Mediterrâneo também terão valor de US$ 4.500 para ambos os tamanhos de contêineres.

O maior valor entre essas regiões foi registrado para o Norte da África, onde as tarifas alcançarão US$ 5.500 por unidade, independentemente do tamanho do contêiner.

Novas regras abrangem cargas originadas em quatro mercados

As tarifas para Europa e Norte da África serão aplicadas a cargas secas embarcadas a partir do noroeste e sudeste da Índia, além de origens localizadas no Sri Lanka e no Paquistão.

A armadora informou que os preços incluem os custos de transporte marítimo e encargos relacionados ao bunker, mas não contemplam despesas de terminal nem cobranças ligadas à segurança portuária.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

China domina ranking dos portos mais movimentados do mundo em 2025

Um levantamento divulgado pelo Visual Capitalist, com base em dados da Lloyd’s List de 2025, mostra que a China segue na liderança entre os portos mais movimentados do mundo. O estudo utiliza como referência o TEU, unidade padrão empregada para medir o volume de contêineres transportados no comércio marítimo internacional.

De acordo com os dados, os 20 maiores portos globais movimentaram juntos 414,6 milhões de TEUs em 2024, resultado que representa crescimento de 7,1% em comparação com o ano anterior.

Ásia concentra maioria dos maiores portos do planeta

O levantamento evidencia o domínio asiático no setor portuário mundial. Dos 20 portos com maior fluxo de contêineres, 14 estão localizados na Ásia, reforçando a força logística e comercial da região.

Segundo a análise, esse protagonismo é resultado de décadas de investimentos em infraestrutura, expansão industrial e integração das cadeias de suprimentos asiáticas com o mercado internacional.

A presença massiva de portos asiáticos no ranking também acompanha o avanço econômico da região, impulsionado pelo crescimento do PIB e pela ampliação da conectividade marítima.

Comércio marítimo segue estratégico para a economia global

O estudo destaca ainda a importância do transporte marítimo para o abastecimento global e para o funcionamento das cadeias produtivas internacionais.

Rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, continuam sendo fundamentais para o fluxo de mercadorias e energia ao redor do mundo, evidenciando a dependência da economia global do comércio marítimo.

Além disso, o volume de movimentação nos portos é considerado um dos principais indicadores da atividade econômica mundial, refletindo tendências de consumo, produção industrial e comércio exterior.

Crescimento do tráfego portuário chama atenção

O avanço no número de TEUs movimentados em 2024 reforça a recuperação e a expansão do comércio internacional após períodos de instabilidade logística registrados nos últimos anos.

Para especialistas, o desempenho dos grandes portos internacionais continuará sendo decisivo para a competitividade econômica e para a eficiência das cadeias globais de distribuição.

FONTE: Portal Tela
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tela

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Portos

Tecon Santos 10: entidades pressionam por edital imediato e defendem modelo da Antaq

Representantes de importantes setores da economia brasileira divulgaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa da publicação imediata do edital e da realização do leilão do Tecon Santos 10, terminal considerado estratégico para a expansão da infraestrutura portuária nacional.

O documento apoia o modelo elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, proposta que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Setor produtivo cobra rapidez no processo

As entidades afirmam que o processo já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias necessárias, destacando que o projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde 2021.

No manifesto, os representantes do setor produtivo alertam que novas análises ou interferências após a conclusão do processo podem gerar insegurança jurídica e atrasar investimentos considerados fundamentais para a logística portuária e para a competitividade do país.

Segundo o texto, o projeto vem sendo debatido desde a época do chamado STS-10 e teve sua condução técnica realizada pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo dos últimos anos.

Entidades alertam para impacto econômico

As associações defendem que reabrir discussões já encerradas pode favorecer interesses específicos e comprometer avanços importantes para a economia brasileira.

O manifesto também pede que o governo mantenha o foco na eficiência da infraestrutura portuária e evite pressões corporativas que possam atrasar o leilão do terminal.

Para o setor, a demora na execução do projeto pode aumentar custos logísticos, reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afastar investimentos privados.

Porto de Santos opera próximo do limite

A preocupação das entidades é reforçada pelo crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do país.

Segundo os dados apresentados no manifesto, o porto concentra cerca de 30% da movimentação nacional de contêineres e registrou alta de 11,6% em 2025, operando próximo ao limite de capacidade.

As associações afirmam que novos atrasos podem gerar gargalos operacionais, elevar despesas para importadores e exportadores e reduzir a eficiência do comércio exterior brasileiro.

Apoio ao modelo técnico da Antaq

Os signatários do documento destacam confiança no trabalho técnico desenvolvido pela Antaq e pelos órgãos envolvidos no projeto do Tecon Santos 10.

As entidades também reforçam apoio ao governo federal para garantir que o processo avance com rapidez, previsibilidade e segurança jurídica, preservando benefícios para operadores logísticos, trabalhadores, empresas e consumidores.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa / MPor

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Logística

Tarifas de frete marítimo sobem 12% nas principais rotas globais

O custo do frete marítimo internacional registrou forte alta na última semana. De acordo com o Índice Mundial de Contêineres (WCI), da consultoria Drewry, as tarifas avançaram 12%, alcançando US$ 2.553 por contêiner de 40 pés.

O aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas comerciais transpacífica e Ásia-Europa, que seguem pressionadas pela alta demanda, restrição de capacidade e sobretaxas aplicadas pelas armadoras.

Rotas transpacíficas lideram aumento das tarifas

Segundo a Drewry, as tarifas na rota transpacífica dispararam devido à adoção de cobranças extras, como os Recargos Emergenciais de Combustível (EFS) e os adicionais de alta temporada (PSS).

No trajeto entre Xangai e Nova York, o valor do frete aumentou 14%, chegando a US$ 4.252 por contêiner de 40 pés. Já os embarques entre Xangai e Los Angeles tiveram alta de 10%, atingindo US$ 3.357 por FEU.

A consultoria também informou que sete viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, estratégia utilizada pelas companhias marítimas para controlar a oferta de espaço nos navios.

Além disso, a Yang Ming Marine Transport anunciou um reajuste geral de tarifas (GRI) de US$ 2 mil por contêiner de 40 pés, válido a partir de 15 de maio. A expectativa da Drewry é de novos aumentos nos próximos dias.

Fretes entre Ásia e Europa também avançam

As tarifas spot na rota Ásia-Europa também apresentaram crescimento relevante nesta semana. De acordo com a consultoria, o movimento é resultado da aplicação de tarifas FAK (Freight All Kinds) e da redução de capacidade promovida pelas armadoras para o mês de maio.

O frete de Xangai para Gênova subiu 20%, alcançando US$ 3.701 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Roterdã registrou avanço de 11%, chegando a US$ 2.413 por FEU.

Conflitos no Oriente Médio pressionam logística global

A Drewry avalia que a temporada de pico entre Ásia e Europa poderá começar antes do habitual neste ano. O cenário é influenciado pelo aumento das reservas de carga, espaço reduzido nos navios e pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

As preocupações com possíveis impactos no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguem sendo monitoradas pelas companhias marítimas, que mantêm cautela em suas operações e rotas internacionais.

Combustível caro e capacidade limitada sustentam alta

Outro fator que continua pressionando os preços é o aumento dos custos de combustível marítimo aliado à limitação de espaço disponível nos navios.

As armadoras seguem utilizando mecanismos como EFS, PSS, GRI e tarifas FAK mais elevadas, além de cancelamentos estratégicos de viagens e ajustes flexíveis de capacidade para sustentar o mercado aquecido, mesmo diante de um fluxo relativamente estável de embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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