Portos

Congestionamento nos portos bate recorde e retém 4,3 milhões de TEUs

O congestionamento nos portos ao redor do mundo atingiu um patamar histórico e já afeta diretamente os custos de frete, os prazos de entrega e a logística global de contêineres. Dados da consultoria Linerlytica apontam que mais de 4,3 milhões de TEUs estão retidos em navios que aguardam para atracar.

O volume supera o recorde registrado durante a crise logística provocada pela pandemia de Covid-19. Em 2022, o número de contêineres parados chegou a aproximadamente 4 milhões de TEUs.

Tempestades ampliam filas nos portos asiáticos

Parte do atual gargalo é consequência de uma sequência de tempestades na Ásia Oriental, que provocou alterações nas escalas e nos cronogramas de navios. A instabilidade climática comprometeu a operação portuária e aumentou o tempo de espera para atracação.

Considerando a frota mercante mundial, estimada atualmente em 34,4 milhões de TEUs, os contêineres retidos representam cerca de 12,6% da capacidade global.

Apesar do recorde em números absolutos, a proporção ainda está abaixo da registrada em 2022. Naquele período, os contêineres parados correspondiam a 15,7% da frota mundial, que era menor e somava 25,3 milhões de TEUs.

Canal de Panamá também enfrenta restrições

O cenário de congestionamento marítimo também se estende ao Canal de Panamá. A redução no número de travessias diárias, provocada pela seca na região, contribui para o aumento das filas e adiciona pressão à cadeia internacional de transporte.

Navios porta-contêineres que possuem slots previamente agendados, porém, tendem a sofrer impactos menores diante das restrições operacionais.

Santos Brasil lidera ranking de Transporte e Logística

No mercado brasileiro, a Santos Brasil conquistou a primeira colocação no setor de Transporte e Logística no ranking Valor 1.000 deste ano. O anúncio foi realizado na noite de terça-feira, em São Paulo (SP).

O levantamento é elaborado pelo jornal Valor Econômico e pela revista Época Negócios, em parceria com a Serasa Experian e a Fundação Getulio Vargas (FGV). A publicação avalia o desempenho das principais empresas do país e destaca companhias de maior relevância em seus respectivos segmentos.

Movecta anuncia nova CFO

A Movecta, empresa de logística integrada, anunciou Caroline Pepe Leonard como sua nova Chief Financial Officer (CFO). A chegada da executiva ocorre em uma etapa estratégica para a companhia, que trabalha na execução do Plano Movecta 2030.

O projeto estabelece entre seus principais objetivos a meta de dobrar o faturamento da empresa em cinco anos, reforçando a estratégia de expansão do grupo.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, Caroline possui atuação nas áreas de finanças corporativas, relações com investidores, fusões e aquisições (M&A) e private equity.

A executiva já ocupou cargos de liderança em empresas e grupos dos segmentos de infraestrutura, logística, telecomunicações e varejo de alto padrão. Entre as organizações pelas quais passou estão Mills Solaris, Telefônica, Grupo Ultra, Pátria Investimentos e LVMH.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/APS

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Logística

MPor anuncia ferramenta para monitorar saturação portuária a partir de 2027

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) pretende começar, em 2027, o monitoramento sistemático da capacidade dos portos brasileiros para atender à demanda. A iniciativa prevê a criação do Monitoramento de Saturação Portuária (MSP), ferramenta que deverá medir o nível de serviço oferecido aos usuários e identificar antecipadamente possíveis gargalos no sistema portuário.

A proposta foi apresentada pela Secretaria Nacional de Portos a representantes do setor durante uma reunião realizada na quinta-feira (3), na sede do ministério.

Segundo a pasta, o novo mecanismo será aplicado tanto a portos públicos quanto a terminais privados. A intenção é produzir informações capazes de orientar decisões e investimentos na infraestrutura aquaviária.

MSP terá publicações anuais entre 2027 e 2030

O planejamento inicial prevê a divulgação anual dos resultados do monitoramento entre 2027 e 2030. A metodologia, entretanto, deverá ser aperfeiçoada continuamente à medida que a ferramenta for utilizada e novos dados forem incorporados.

A estruturação do projeto começa em setembro, com reuniões técnicas, escolha de um parceiro especializado e consultas aos agentes que atuam no setor.

O primeiro encontro está marcado para 18 de setembro, quando deverá se reunir o Grupo de Trabalho criado em agosto pelo ministério para acompanhar a situação da saturação portuária no país.

Governo pretende ouvir empresas e órgãos do setor

A seleção do parceiro responsável pelo desenvolvimento da ferramenta está prevista para ser concluída ainda em setembro. Na sequência, a Secretaria Nacional de Portos pretende iniciar uma etapa de consultas com representantes dos setores público e privado.

Entre os participantes previstos estão autoridades portuárias, agências reguladoras, titulares de outorgas e usuários da infraestrutura portuária.

A participação desses agentes deverá contribuir para a construção da metodologia e para a identificação dos principais problemas enfrentados atualmente pelos diferentes segmentos.

Gargalos aumentam custos e provocam atrasos logísticos

Empresas de diferentes áreas vêm relatando dificuldades relacionadas à saturação dos portos brasileiros. Os problemas aparecem em diferentes pontos da cadeia, incluindo acessos terrestres e aquaviários, além da insuficiência de estruturas para armazenagem e movimentação de cargas.

Esses gargalos podem provocar atrasos no embarque e no recebimento de mercadorias, filas de navios e caminhões e aumento dos custos logísticos.

O segmento de transporte de contêineres está entre os setores que mais têm chamado atenção para os problemas de capacidade e para os impactos da saturação portuária.

Ferramenta terá três etapas de desenvolvimento

De acordo com a apresentação feita pelo secretário Alex Ávila, o MSP será estruturado em três frentes.

  • Relação entre demanda e capacidade: levantamento periódico do equilíbrio operacional de cada complexo portuário, considerando também os diferentes tipos de carga.
  • Painel de indicadores: criação de métricas para acompanhar o nível de serviço oferecido aos usuários.
  • Revisão normativa: definição das regras e da metodologia oficial que deverão orientar a aplicação do Monitoramento de Saturação Portuária.

A proposta é transformar os dados em uma ferramenta de acompanhamento capaz de antecipar situações de sobrecarga e apoiar decisões sobre novos investimentos.

Logística Brasil defende continuidade da iniciativa

André de Seixas, presidente da Logística Brasil, considerou positiva a criação do MSP, mas destacou que o monitoramento precisa ser acompanhado por medidas destinadas a resolver os problemas identificados.

Segundo ele, o diagnóstico apresentado pela entidade é diferente, mas complementar ao do governo, já que a preocupação está também na implementação de soluções para os gargalos.

Seixas defendeu ainda que o projeto seja transformado em uma política de Estado, de modo que tenha continuidade independentemente do calendário eleitoral ou de uma eventual mudança de governo.

MSP deverá complementar instrumentos de planejamento

Na avaliação apresentada pelo ministério, os atuais mecanismos de planejamento não conseguem acompanhar na mesma velocidade as transformações do mercado. Por isso, a proposta é separar o acompanhamento e a produção de dados das demais etapas de planejamento.

O MSP deverá funcionar como complemento a instrumentos que já fazem parte da política de transportes, como o Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o Plano Nacional de Logística (PNL), os planos mestres e os Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZs).

A expectativa é que o novo sistema forneça informações mais rápidas e precisas sobre a utilização da infraestrutura, permitindo identificar com maior antecedência os pontos de pressão e orientar investimentos no setor portuário brasileiro.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Exportação

Exportações brasileiras de frutas em contêineres crescem 20,4% no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras de frutas em contêineres avançaram 20,4% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Datamar. Entre janeiro e junho, o país embarcou 36.552 TEUs de frutas, acima do volume registrado no mesmo período de 2025.

Em todo o ano passado, os embarques brasileiros de frutas em contêineres alcançaram 80.179 TEUs.

Além do transporte conteinerizado, o Brasil movimentou 48.846 toneladas de frutas em navios frigoríficos convencionais (reefers) no primeiro semestre deste ano.

Considerando os embarques realizados nos dois modais, o volume total exportado chegou a 498.915 toneladas entre janeiro e junho de 2026. O resultado representa crescimento de 29,2% em comparação com os primeiros seis meses de 2025.

Exportações de frutas podem ter novo recorde em 2026

Para Andrew Lorimer, CEO da Datamar, os números preliminares da companhia acompanham as estatísticas oficiais do Comex Stat e indicam um cenário positivo para o setor.

Segundo o executivo, o desempenho ganha relevância porque parte expressiva das exportações de algumas das principais frutas brasileiras ocorre tradicionalmente no segundo semestre.

A expectativa, portanto, é de que o ritmo registrado na primeira metade do ano contribua para que 2026 termine com um novo recorde nas exportações do segmento.

Melão, melancia e manga lideram embarques em contêineres

Entre as principais frutas exportadas por via conteinerizada, melões e melancias ocuparam a primeira posição no primeiro semestre, com 9.825 TEUs.

Na sequência apareceram as mangas, responsáveis por 9.399 TEUs, e os limões e limas, com 8.849 TEUs.

Juntos, os três grupos concentraram a maior parcela dos embarques de frutas brasileiras transportadas em contêineres no período.

Europa concentra maior parte das exportações brasileiras

Os dados da Datamar também revelam uma forte concentração dos destinos das exportações de frutas do Brasil.

Os Países Baixos foram responsáveis pelo recebimento de 20.321 TEUs no primeiro semestre, equivalente a 55,6% do total registrado pelo DataLiner.

A Espanha apareceu na segunda colocação, com 5.499 TEUs e participação de 15,1%. O Reino Unido completou o grupo dos principais destinos, com 5.218 TEUs, correspondentes a 14,3%.

Somados, os três países europeus concentraram aproximadamente 85% dos embarques brasileiros de frutas em contêineres nos primeiros seis meses de 2026.

Safras brasileiras ajudam a abastecer mercado europeu

A forte presença da Europa entre os destinos está relacionada, entre outros fatores, à complementaridade das safras entre o Brasil e os países europeus.

De acordo com Andrew Lorimer, o calendário de produção brasileiro permite ampliar a oferta de frutas em períodos nos quais a produção local europeia é menor.

O efeito é observado especialmente em produtos como melão, manga e uva. No caso do melão, por exemplo, a produção brasileira ganha espaço durante o inverno europeu, quando a oferta espanhola diminui.

Para o executivo, essa característica cria uma relação comercial complementar e, ao mesmo tempo, não impede que o Brasil avance na abertura e no desenvolvimento de novos mercados internacionais.

Navios frigoríficos também ganham espaço

O crescimento das exportações não está limitado ao transporte em contêineres. Segundo a Datamar, aproximadamente 10% das exportações marítimas de frutas realizadas no primeiro semestre foram embarcadas em navios reefer convencionais.

Esse tipo de transporte vem aumentando sua participação nos últimos anos e continua relevante para a logística internacional da fruticultura brasileira.

Para Lorimer, a expansão observada nos diferentes modais mostra que o avanço das exportações de frutas é mais abrangente do que os números referentes exclusivamente aos contêineres indicam.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Portos

Porto de Santos movimenta 109,5 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2026

O Porto de Santos movimentou 109,5 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e julho de 2026, alta de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Autoridade Portuária de Santos (APS).

Do total registrado nos sete primeiros meses do ano, 81,11 milhões de toneladas corresponderam a embarques, crescimento de 3,4% sobre 2025. Já os desembarques somaram 28,45 milhões de toneladas, avanço de 4,2% na mesma comparação.

Movimentação de contêineres cresce 3,9%

O segmento de cargas conteinerizadas também apresentou desempenho positivo no acumulado do ano. Até julho, foram movimentados 3,47 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado representa crescimento de 3,9% em relação aos sete primeiros meses de 2025, reforçando a importância do complexo portuário para o comércio exterior brasileiro.

Julho registra recuo após recorde histórico

Apesar do crescimento acumulado no ano, a movimentação do Porto de Santos em julho apresentou queda de 3,5% frente ao mesmo mês de 2025.

A comparação ocorre com uma base elevada, já que julho do ano passado registrou o maior volume mensal da história do porto.

Em julho de 2026, foram movimentadas 16,8 milhões de toneladas. Os embarques responderam por 12,4 milhões de toneladas, retração de 4%, enquanto os desembarques alcançaram 4,7 milhões de toneladas, queda de 2,2%.

Contêineres também recuam no mês

A movimentação de contêineres também diminuiu em julho. Foram registrados 523,5 mil TEUs, número 2,1% inferior ao observado no mesmo mês de 2025.

Mesmo com a retração mensal, o desempenho acumulado até julho permanece positivo, com avanço tanto na movimentação geral de cargas quanto no transporte conteinerizado.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

Porto de Hamburgo inicia operação de guindastes ferroviários controlados remotamente

Porto de Hamburgo, na Alemanha, iniciou a operação dos primeiros guindastes pórticos ferroviários RMG controlados remotamente no Terminal de Contêineres Altenwerder (CTA), administrado pela Hamburger Hafen und Logistik AG (HHLA).

A novidade faz parte do processo de modernização da infraestrutura portuária e busca aumentar a eficiência das operações ferroviárias, além de contribuir para a transformação dos perfis profissionais dentro do terminal.

Novo guindaste amplia capacidade operacional

No ano passado, um novo guindaste pórtico RMG fabricado pela Künz foi entregue e instalado no CTA. O equipamento foi desenvolvido para ser operado por meio de controle remoto.

Durante o processo de modernização, um guindaste pórtico que já estava em operação também foi atualizado. Com a adaptação, o equipamento passou a oferecer duas possibilidades de operação: manualmente, a partir da cabine, ou de forma remota.

Antes do início das atividades, operadores e técnicos receberam treinamento específico para utilizar os novos sistemas.

A expectativa é que, futuramente, os profissionais passem a comandar os equipamentos a partir de estações de trabalho ergonômicas instaladas no terminal, em vez de permanecerem diretamente nas cabines dos guindastes.

Equipamento atende nove linhas ferroviárias

O novo guindaste RMG possui uma largura de vão superior a 41 metros e consegue atender nove linhas ferroviárias do Terminal Altenwerder.

Considerando toda a área operacional alcançada pelo equipamento, a largura de trabalho chega a aproximadamente 90 metros. Além das linhas férreas, o guindaste também consegue acessar áreas de espera localizadas tanto em terra quanto próximas à água.

A ampliação da cobertura operacional contribui para tornar mais ágil o processamento ferroviário de contêineres no terminal.

Porto de Hamburgo reforça liderança ferroviária

Jens Hansen, membro do conselho executivo da HHLA, destacou que a entrada em operação dos guindastes remotos deve contribuir para elevar a eficiência e a produtividade das operações ferroviárias.

Segundo ele, a tecnologia também reforça a posição do Porto de Hamburgo como principal porto ferroviário da Europa. A empresa pretende avaliar a adoção de sistemas de controle remoto em futuros projetos de modernização.

Cerca de metade dos contêineres chega ou sai por trem

O Porto de Hamburgo é considerado o maior porto ferroviário da Europa. Aproximadamente metade dos contêineres movimentados pelo complexo chega ou deixa a instalação por meio do transporte ferroviário, considerado uma alternativa de menor impacto ambiental.

Em 2025, cerca de 2,6 milhões de TEUs foram transportados por ferrovia através do porto alemão.

A maior parte desse volume passou pelos terminais de contêineres operados pela HHLA.

Terminais da HHLA possuem estrutura ferroviária própria

Os três terminais de contêineres da HHLA em Hamburgo contam com terminais ferroviários próprios, equipados com linhas preparadas para receber trens utilizados no transporte intermodal.

A adoção de guindastes RMG teledirigidos, portanto, integra uma estratégia mais ampla de modernização das operações ferroviárias e de aumento da capacidade do Porto de Hamburgo.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 4,5 milhões de toneladas em sete meses de 2026

O Porto de Imbituba, em Santa Catarina, movimentou mais de 4,56 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e julho de 2026. No período, 202 navios passaram pelo terminal. Apenas em julho, foram 633,5 mil toneladas movimentadas em 30 embarcações.

Um dos principais destaques do ano é o crescimento na operação de contêineres, que atingiu 1,01 milhão de toneladas no acumulado até julho. O resultado representa avanço de 44,8% em relação aos sete primeiros meses de 2025.

Com esse desempenho, os contêineres responderam por 24% de toda a movimentação de cargas registrada pelo porto no período.

Importações concentram maior volume

As importações foram responsáveis pela maior fatia das operações do Porto de Imbituba nos primeiros sete meses do ano. O segmento representou 44% do total, com 1,98 milhão de toneladas movimentadas.

O volume importado ficou 2,59% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025. Entre os principais produtos estão hulha betuminosa, sal e coque de petróleo.

Já as exportações somaram 1,79 milhão de toneladas e corresponderam a 39% da movimentação total. Na comparação anual, houve crescimento de 2,42%.

Entre os produtos de maior destaque nas exportações estão coque calcinado e não calcinado, farelo de milho e toras de madeira.

Granéis sólidos respondem por 71% da movimentação

Os granéis sólidos seguem como o principal tipo de carga movimentado pelo terminal catarinense. De janeiro a julho, foram 3,23 milhões de toneladas, equivalentes a 71% do total registrado.

A categoria inclui produtos como coque de petróleo, sal, farelo de milho, hulha betuminosa, fertilizantes, barrilha e ferro-gusa.

A carga geral também apresentou desempenho positivo. O segmento ultrapassou 195 mil toneladas no acumulado do ano, crescimento de 4,8% frente ao mesmo período de 2025.

Operações de transbordo avançam mais de 600%

As operações de transbordo de cargas, que envolvem a transferência de mercadorias entre embarcações, tiveram uma expansão expressiva no Porto de Imbituba.

Foram movimentadas mais de 309,2 mil toneladas nesse tipo de operação entre janeiro e julho, resultado mais de 600% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A cabotagem, modalidade de transporte de cargas entre portos brasileiros, também registrou crescimento. Em julho, o terminal movimentou 67,7 mil toneladas nesse segmento, alta de 3,86% sobre o mesmo mês de 2025.

Comércio exterior movimenta US$ 1,19 bilhão

As operações de comércio exterior realizadas por meio do Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 1,19 bilhão entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O montante representa uma alta de 18,17% em relação ao valor registrado no mesmo período de 2025.

Para Christiano Lopes, diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, os resultados evidenciam a importância do complexo portuário catarinense para as cadeias produtivas do Estado e para os corredores logísticos que conectam a produção brasileira ao mercado internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

TCP movimenta mais de 800 contêineres de cargas fracionadas em 2026

Terminal de Contêineres de Paranaguá recebeu 851 unidades no primeiro semestre, com mais de 9 mil processos de entrega registrados entre janeiro e julho

Entre janeiro e julho de 2026, a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu 851 contêineres de cargas fracionadas, modalidade conhecida como LCL (less than a container load).

O sistema permite reunir mercadorias de diferentes importadores em uma única unidade de transporte marítimo. A estratégia otimiza o espaço disponível e pode reduzir custos de importação, além de diminuir a burocracia para empresas que não possuem volume suficiente para ocupar um contêiner inteiro.

Operação LCL ganha agilidade no terminal

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura do terminal contribui para tornar o processo de cargas LCL mais rápido. A empresa conta com mais de 9 mil metros quadrados de área no maior armazém em zona primária do Brasil.

De acordo com o executivo, a liberação de cargas fracionadas ocorre, em média, em 48 horas. Para importadores de Curitiba e da Região Metropolitana, a TCP também oferece entrega diretamente no endereço do cliente.

Nos primeiros sete meses do ano, o terminal contabilizou 9.034 processos de entrega de cargas fracionadas aos respectivos destinatários. Entre os produtos movimentados, plásticos e suas obras tiveram maior participação, respondendo por aproximadamente 46% dos processos.

Como funciona a desova de cargas LCL

A operação começa com o posicionamento do contêiner LCL na doca do armazém alfandegado de importação. Depois da retirada do lacre, a unidade é aberta e as mercadorias passam por conferência e aferição.

Na sequência, as remessas são retiradas do contêiner e organizadas de acordo com cada cliente. As cargas são então paletizadas e embaladas, concluindo a chamada desova de contêineres LCL.

Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, explica que esse procedimento permite separar as diferentes remessas transportadas dentro da mesma unidade.

Estrutura própria reduz burocracia e custos

Quando um terminal portuário não dispõe de um armazém alfandegado para importação, a desova dos contêineres LCL precisa ocorrer em outro recinto alfandegado.

Nessas situações, o importador precisa solicitar documentos como a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) ou a Declaração de Trânsito de Contêineres (DTC) para viabilizar a transferência da unidade.

Esse procedimento pode aumentar o tempo da operação e gerar custos adicionais na importação. A estrutura disponível na TCP permite que o processo seja realizado dentro do próprio terminal, reduzindo etapas e tornando a operação mais direta.

Comparativo com o volume de 2025

Em todo o ano de 2025, a TCP recebeu 1.508 contêineres LCL destinados à importação. No mesmo período, foram registrados 16.405 processos de entrega de cargas fracionadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos: custo de contêineres dispara com aumento da fila de navios

A operação de contêineres no Porto de Santos (SP) está cada vez mais próxima do limite de capacidade, cenário que vem pressionando a logística e elevando os custos no principal complexo portuário da América Latina.

Levantamento apresentado à CNN pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, indica que o aumento das filas de navios contribuiu para uma forte alta no THC (Terminal Handling Charge), taxa cobrada pelos terminais pela movimentação de contêineres.

Entre 2019 e 2026, segundo a estimativa, o valor médio do THC passou de uma faixa entre US$ 70 e US$ 100 por TEU para aproximadamente US$ 500. Os números são estimativas, já que os contratos entre armadores e terminais portuários são considerados estratégicos e não têm divulgação pública.

Capacidade do Porto de Santos pressiona preços

Para Montenegro, a trajetória dos preços está diretamente relacionada à capacidade disponível no complexo portuário.

Em 2011, o THC estava próximo de US$ 300. A entrada em operação da BTP (Brasil Terminal Portuário) e da DP World, em 2013, ampliou a oferta de capacidade e ajudou a reduzir os valores.

De acordo com o consultor, a taxa caiu para cerca de US$ 160 em 2015, chegou a US$ 90 em 2017 e atingiu aproximadamente US$ 70 em 2019.

A partir daquele ano, porém, os terminais voltaram a operar mais próximos do limite. O movimento foi impulsionado principalmente pelo crescimento da demanda e pela expansão do comércio eletrônico.

Atualmente, os três principais terminais de contêineres do complexo — Santos Brasil, BTP e DP World — enfrentam um cenário de elevada utilização e congestionamento, segundo Montenegro.

Terminais apontam gargalos fora do porto

Os operadores portuários, por outro lado, avaliam que parte dos problemas que encarecem a operação, incluindo o THC, está relacionada à infraestrutura terrestre de acesso ao Porto de Santos.

Jesualdo Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), reconhece a existência de pontos próximos da saturação, mas afirma que há capacidade ociosa em outros terminais.

Na avaliação dele, o desafio passa por ampliar investimentos e diversificar os meios de transporte utilizados para levar cargas aos portos, com maior participação de hidrovias e outros modais logísticos.

Silva também destaca que, embora Santos e outros grandes portos, como Paranaguá, concentrem parte relevante da demanda, existem novos terminais em construção que podem contribuir para aliviar os gargalos.

Fila de navios cresce no Porto de Santos

O congestionamento também aparece nos indicadores de espera para atracação.

O tempo médio que os navios aguardavam para atracar em Santos passou de aproximadamente oito ou nove horas em 2019 para 35 horas em 2024, conforme o levantamento apresentado por Montenegro.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou a elevação do tempo de espera. A administração, entretanto, destacou que a movimentação de contêineres aumentou 42% entre 2019 e 2025, pressionando a infraestrutura existente.

O avanço da demanda acompanha um período de crescimento expressivo da movimentação de contêineres no Brasil, que vem registrando resultados acima da média mundial.

Armadores enfrentam limitações operacionais

Um estudo da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) aponta ainda dificuldades relacionadas à operação dos armadores no país.

Segundo o levantamento, empresas de navegação têm realizado omissões de escalas, quando um navio deixa de fazer uma parada previamente programada e segue para outro porto.

O estudo também identificou atrasos na entrega de cargas e problemas na comunicação sobre a disponibilidade das chamadas janelas de atracação — períodos previamente agendados para o navio chegar ao terminal, realizar as operações e liberar o berço.

A saturação dos terminais de contêineres é apontada como uma das justificativas para essas ocorrências, já que a falta de capacidade pode comprometer o planejamento das operações marítimas.

Saturação pode afetar competitividade brasileira

O consultor Luis Cláudio Montenegro alerta que a manutenção desse cenário pode trazer consequências para a competitividade do Brasil no comércio exterior.

Uma das preocupações é a possibilidade de redução da oferta de navios de grande porte nos portos brasileiros. Segundo ele, a substituição por embarcações menores tende a elevar o custo do transporte marítimo.

Nesse contexto, a implantação do Tecon Santos 10 é considerada uma das principais alternativas para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres no Porto de Santos e reduzir a pressão sobre os terminais atuais.

O projeto prevê investimentos próximos de R$ 6 bilhões e poderá ampliar em cerca de 50% a capacidade do complexo para esse tipo de carga.

Porto de Santos busca outras soluções logísticas

Além do novo megaterminal, a APS afirma estar desenvolvendo outras medidas para aumentar a eficiência e reduzir os gargalos.

Entre as iniciativas estão o aprofundamento do canal de acesso aquaviário para 16 metros e a otimização dos pátios destinados à armazenagem de contêineres.

A autoridade portuária também informou que reservou três áreas para a implantação de condomínios logísticos. A expectativa é melhorar a integração entre as áreas de retroporto e os terminais, tornando o fluxo de cargas mais eficiente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Portos

TCP antecipa marca de 1 milhão de TEUs movimentados e reforça crescimento no Porto de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026 antes do registrado no ano anterior. O resultado foi atingido 10 dias mais cedo do que em 2025, refletindo o crescimento das operações e o aumento da demanda por movimentação de cargas.

O contêiner que simbolizou o marco foi embarcado durante a operação do navio VALOR, da MSC, embarcação que opera na rota entre o Brasil e a Europa.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho é resultado dos investimentos realizados em infraestrutura, equipamentos e na ampliação da capacidade operacional do terminal.

“A antecipação desse marco demonstra que o Terminal está preparado para atender ao crescimento da demanda com eficiência. Os investimentos e o trabalho das equipes têm sido fundamentais para manter esse ritmo e buscar um novo recorde histórico em 2026”, destacou.

Melhor resultado mensal impulsiona desempenho do terminal

O avanço ocorre após um mês de julho de forte movimentação. No período, a TCP registrou 147,9 mil TEUs, o maior volume mensal do ano e um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Outro destaque foi a expansão da movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para o transporte de carnes e alimentos congelados. Entre janeiro e julho, esse segmento cresceu 10%, passando de 80,3 mil para 88,4 mil unidades.

Operações rodoviárias, ferroviárias e marítimas seguem em expansão

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 379 mil contêineres passaram pelos acessos rodoviários do terminal, enquanto outros 62 mil foram movimentados por ferrovia, por meio de 774 composições ferroviárias.

A TCP destaca-se por ser o único terminal de contêineres da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional, característica que amplia a integração entre os modais e melhora a eficiência logística.

No mesmo período, o terminal recebeu 597 navios e manteve sua posição como o maior concentrador de serviços marítimos do país, oferecendo 22 linhas semanais entre rotas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá a mercados das Américas, Europa, África e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho da balança comercial movimentada pela TCP foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e produtos congelados. Entre janeiro e julho, o terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, resultado 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As exportações de carne de frango e carne suína foram responsáveis por grande parte desse crescimento, elevando o volume transportado de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas.

Para acompanhar o aumento da demanda, a TCP segue ampliando sua estrutura destinada aos contêineres refrigerados. A previsão é elevar a capacidade de armazenamento de 5.280 para 5.500 tomadas elétricas ainda em 2026.

Papel, celulose e setor automotivo também avançam

Além das carnes, o segmento de papel e celulose apresentou crescimento de 9%, alcançando 623 mil toneladas movimentadas neste ano.

Nas importações, o destaque ficou para o setor automotivo, impulsionado pelo mercado de veículos elétricos e pela chegada de peças e componentes. O volume desembarcado atingiu 346 mil toneladas, alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A marca de 1 milhão de TEUs foi alcançada na última segunda-feira (3), consolidando o ritmo de crescimento da TCP e reforçando a expectativa de que o terminal encerre 2026 com o melhor desempenho de sua história.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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