Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portonave alcança 15 milhões de TEUs e lidera movimentação portuária em Santa Catarina

A Portonave atingiu um feito inédito ao registrar 15 milhões de TEUs movimentados, tornando-se o primeiro e único terminal portuário de Santa Catarina a alcançar esse volume desde o início das operações, em 2007.

A marca foi alcançada durante a operação do navio Santa Catarina Express, da armadora Hapag-Lloyd, com cerca de 3,5 mil movimentos — sendo 1.555 embarques e 2.031 desembarques — na linha Ipanema, que conecta o Brasil à Ásia.

Crescimento consistente e desempenho acima da média

Nos últimos 12 meses, o terminal contabilizou 1,1 milhão de TEUs, com média operacional de 114 movimentos por hora (MPH) — a mais alta entre os portos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Já no primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs, representando um crescimento de 14% em relação ao mesmo período anterior.

Ao longo de 19 anos de פעילות, o terminal recebeu mais de 10 mil escalas de navios, consolidando sua relevância na logística portuária nacional.

Investimentos ampliam capacidade operacional

Mesmo operando parcialmente — com apenas 450 metros de cais disponíveis, enquanto a outra metade passa por obras — os números seguem em alta. A conclusão das intervenções está prevista para o segundo semestre deste ano.

Os investimentos somam aproximadamente R$ 2 bilhões, incluindo infraestrutura e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a capacidade anual deverá atingir 2 milhões de TEUs, além de permitir a operação de navios de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado.

Segurança como pilar estratégico

Além da eficiência operacional, a empresa mantém foco rigoroso em segurança no trabalho. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 Diálogos Diários de Segurança (DDS), reforçando a cultura preventiva.

Equipes técnicas e lideranças também promovem inspeções frequentes nas áreas operacionais, incentivando boas práticas e a redução de riscos no ambiente portuário.

Liderança em satisfação do cliente

A excelência nos serviços portuários também se reflete na avaliação dos clientes. De acordo com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa o primeiro lugar nos indicadores de:

  • Satisfação Espontânea (SSI): 94 pontos
  • Jornada do Cliente (CJI): 90 pontos

O estudo, com base em 2025, avaliou 13 terminais brasileiros e considerou a percepção de exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Cabotagem no Sul movimenta 5,7 milhões de toneladas e ganha força no Brasil

A cabotagem no Sul do Brasil registrou movimentação de 5,7 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando o avanço do transporte marítimo doméstico na região. Os dados apontam crescimento consistente do modal, impulsionado por políticas públicas e investimentos em infraestrutura.

Santa Catarina lidera movimentação de cargas

Entre os estados da região, Santa Catarina se destacou como principal polo da cabotagem, com 3,42 milhões de toneladas transportadas no período.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul, com 1,71 milhão de toneladas;
  • Paraná, com 604 mil toneladas.

O desempenho reforça a importância estratégica da região Sul para o escoamento de cargas via navegação costeira.

Petróleo e contêineres dominam transporte

Entre os principais tipos de carga movimentados, o destaque ficou para:

  • petróleo e derivados, com mais de 3,4 milhões de toneladas;
  • carga conteinerizada, somando 1,65 milhão de toneladas;
  • ferro e aço, com cerca de 407 mil toneladas.

A diversidade de produtos mostra a relevância da cabotagem para diferentes segmentos da economia.

Modal reduz custos e desafoga rodovias

O crescimento da cabotagem é visto como estratégico para melhorar a logística nacional. O transporte marítimo interno contribui para:

  • redução de custos logísticos;
  • diminuição da dependência do transporte rodoviário;
  • maior segurança no escoamento de cargas;
  • menor impacto ambiental.

Além disso, o modelo favorece o equilíbrio no abastecimento e aumenta a competitividade da economia.

Programa BR do Mar impulsiona setor

A expansão da cabotagem está diretamente ligada a iniciativas como o BR do Mar, programa federal voltado ao fortalecimento da navegação costeira.

A política busca:

  • ampliar a frota disponível;
  • estimular a concorrência;
  • melhorar a eficiência do transporte;
  • garantir maior previsibilidade regulatória.

Esse ambiente mais estável tem incentivado investimentos e ampliado o uso do modal no país.

Infraestrutura portuária sustenta crescimento

Outro fator determinante para o avanço da cabotagem é o aumento da capacidade dos portos e a modernização da infraestrutura portuária. Esses investimentos permitem:

  • ganhos de escala;
  • maior eficiência operacional;
  • redução de custos no transporte de cargas.

Com isso, a cabotagem se consolida como alternativa viável e estratégica dentro do sistema logístico brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portos do Paraná

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Portos

Portonave investe R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações portuárias

A Portonave anunciou um pacote de investimentos superior a R$ 2 bilhões com foco na expansão e modernização de sua estrutura em Navegantes. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e elevar a capacidade do terminal, consolidando sua posição entre os principais do país.

Ampliação da capacidade de contêineres

Com as melhorias, a capacidade anual de movimentação deve saltar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêineres). O avanço reforça o papel estratégico do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária.

Obras no cais permitem receber navios maiores

Um dos principais projetos em andamento é a ampliação do cais, que já alcançou cerca de 72% de execução. A estrutura será adaptada para receber embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal.

Outro destaque é a implementação da tecnologia de fornecimento de energia elétrica direta para navios, solução inédita no Brasil que reduz emissões e contribui para a sustentabilidade portuária.

Novos equipamentos e operações mais eficientes

O plano de investimentos inclui ainda a aquisição de guindastes modernos e equipamentos elétricos, que devem aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental das operações.

A modernização também visa tornar o terminal mais eficiente no atendimento às demandas do transporte marítimo de contêineres, setor em constante crescimento.

Centro de treinamento aposta em tecnologia

Outro pilar do projeto é a construção de um centro de treinamento avançado, previsto para entrar em operação em maio. O espaço contará com simuladores de última geração capazes de reproduzir situações reais, contribuindo para a qualificação e segurança dos trabalhadores.

A expectativa é capacitar cerca de 300 profissionais por ano, fortalecendo a formação técnica no setor portuário.

Relevância nacional e impacto econômico

Primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, a Portonave ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de movimentação e lidera em produtividade.

A empresa mantém cerca de 1,4 mil empregos diretos e aproximadamente 5,5 mil indiretos, exercendo papel relevante na economia regional e no desenvolvimento logístico de Santa Catarina.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Logística

Cosco mantém operações no Panamá após ajustes logísticos

A Cosco Shipping Lines afirmou que seguirá atuando no Panamá, mesmo após suspender temporariamente seus serviços no Porto de Balboa. A decisão havia gerado dúvidas no setor de transporte marítimo e logística internacional sobre uma possível retirada da companhia do país.

De acordo com fontes ligadas à empresa, ouvidas pelo jornal La Prensa, a medida faz parte de uma reestruturação operacional. A companhia destacou que está apenas redistribuindo as escalas de seus navios porta-contêineres para outros terminais, sem planos de encerrar suas atividades no território panamenho.

Mudanças na rede operacional

O posicionamento veio após comunicado divulgado em 10 de março, quando a empresa informou clientes sobre a interrupção de chegadas e partidas no Porto de Balboa, localizado na entrada do Pacífico do Canal do Panamá.

Até agora, a Cosco não detalhou as razões da decisão, nem esclareceu se a suspensão será temporária ou definitiva. Também não há confirmação sobre uma eventual retomada das operações no terminal.

Reestruturação portuária influencia cenário

A decisão ocorre em meio a transformações relevantes no sistema portuário do país. Recentemente, a Suprema Corte do Panamá considerou inconstitucional o contrato de concessão firmado entre o governo e a Companhia de Portos do Panamá (PPC), vigente desde 1997.

Com isso, o Estado assumiu o controle dos portos de Balboa e Cristóbal e estabeleceu contratos provisórios, com duração de 18 meses, para garantir a continuidade das operações enquanto prepara uma nova licitação internacional.

Novos operadores nos terminais

Nesse período de transição, a administração do Porto de Balboa foi atribuída à APM Terminals Panama, empresa ligada à Maersk. Já o Porto de Cristóbal passou a ser operado pela Terminal Investment Limited (TiL), associada à MSC.

Ambos os terminais seguem sob supervisão da Autoridade Marítima do Panamá, responsável por coordenar o funcionamento do sistema portuário.

Impactos logísticos e movimentação de cargas

A Cosco orientou que os contêineres vazios sejam devolvidos aos terminais do Manzanillo International Terminal (MIT) e do Colón Container Terminal (CCT), localizados na província de Colón.

Segundo o ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, a suspensão das operações no Porto de Balboa foi inesperada. Ele ressaltou que a companhia responde por cerca de 4% da carga movimentada no local.

“O volume operado pela Cosco é relevante para o país, e esperamos que a empresa reavalie a decisão de não utilizar o porto”, afirmou.

Perspectivas para o setor marítimo

O episódio reforça a importância de ajustes estratégicos nas rotas globais de transporte marítimo de cargas, especialmente em regiões-chave como o Canal do Panamá. A expectativa do mercado é que a Cosco mantenha sua presença no país, ainda que com mudanças em sua malha logística.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Logística

Cabotagem no Nordeste cresce e movimenta 60,7 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem nos portos do Nordeste brasileiro registrou movimentação de 60,7 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, superando os 60,3 milhões de toneladas contabilizados em 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Principais estados e portos movimentados

O crescimento concentrou-se em quatro estados da região: Bahia (15,3 milhões de toneladas), Maranhão (14,6 milhões), Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões). Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas estratégicas, integrando o transporte marítimo com outras regiões do país e garantindo o fluxo de energia, matérias-primas e produtos industrializados.

Importância para a logística e indústria nordestina

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem a relevância da cabotagem como ferramenta para a competitividade da indústria nordestina e a eficiência logística. “O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência, reduz custos e garante estabilidade no abastecimento, gerando desenvolvimento para os estados”, afirmou.

O transporte marítimo reduz a pressão sobre as rodovias e aumenta a previsibilidade no envio de mercadorias, beneficiando o fornecimento de combustíveis, insumos industriais e bens de consumo, fortalecendo as cadeias produtivas da região.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais transportados por cabotagem em 2025 estão:

  • Petróleo: 13,3 milhões de toneladas
  • Contêineres: 12,5 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 11,7 milhões de toneladas
  • Bauxita: 9,8 milhões de toneladas
  • Minério de ferro: 4,3 milhões de toneladas

A movimentação de contêineres também evidencia a diversidade econômica nordestina, com destaque para arroz, produtos químicos e celulose, mostrando que a cabotagem atende tanto grandes cadeias industriais quanto o abastecimento alimentar e comercial.

Impacto do Programa BR do Mar

O avanço da cabotagem no Nordeste está associado ao Programa BR do Mar, que modernizou regras e trouxe maior segurança regulatória ao setor. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a previsibilidade promovida pelo programa fortalece a cabotagem como alternativa estratégica na matriz de transportes e impulsiona o desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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