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Navio HMM Platinum sofre incêndio e permanece à deriva próximo a Madagascar

O navio porta-contêineres HMM Platinum, com capacidade para 5.023 TEUs, continuava no mar ao sudoeste de Madagascar em 10 de outubro de 2026, após um incêndio atingir um contêiner durante a viagem entre Kattupalli, na Índia, e Santos, no Brasil. A embarcação teve sua rota interrompida e busca um porto de refúgio na África do Sul para viabilizar as operações de salvamento e a avaliação dos danos.

A empresa especializada em sinistros marítimos W.E. Cox Claims Group informou que a companhia SMIT Salvage foi contratada por meio do contrato internacional de salvamento Lloyd’s Open Form (LOF). Há preocupação com a possibilidade de prejuízos expressivos à embarcação e à carga transportada, além de atrasos nas entregas.

Também existe a expectativa de uma possível declaração de avaria grossa, procedimento que pode exigir contribuições financeiras dos proprietários das cargas envolvidas para cobrir despesas extraordinárias relacionadas à preservação do patrimônio marítimo.

Incêndio no HMM Platinum: danos ainda não foram quantificados

Os primeiros comunicados sobre a ocorrência foram divulgados em 7 de outubro. Segundo a W.E. Cox, o incêndio teria acontecido entre o final de setembro e o início de outubro. Já a consultoria marítima W K Webster informou que o fogo começou em um contêiner enquanto o navio navegava nas proximidades de Lavanono, na costa sul de Madagascar.

Até o momento, os comunicados não esclareceram o horário exato nem a causa do incêndio. Também não foram divulgadas informações confirmadas sobre possíveis vítimas entre os tripulantes.

De acordo com a atualização publicada pela W.E. Cox em 8 de outubro, aproximadamente 2.300 contêineres estavam a bordo. Apesar do alerta para a possibilidade de danos significativos, ainda não há um levantamento definitivo da quantidade de unidades afetadas ou uma estimativa financeira das perdas na embarcação e nas mercadorias.

O banco de dados oficial da frota da HMM identifica o navio pelo número IMO 9637155. Construído em 2013, o cargueiro navega sob bandeira da Libéria, possui capacidade para 5.023 TEUs, porte bruto de 63.014 toneladas e arqueação bruta de 52.467. A H Platinum SA aparece como proprietária, enquanto a HMM Ocean Service Company Limited é indicada como responsável pela gestão do navio.

Porto de refúgio na África do Sul ainda não foi confirmado

Inicialmente, Durban foi apontada como o destino previsto para o navio após o incidente. Em comunicado de 7 de outubro, a W.E. Cox estimou a chegada para o dia seguinte.

Entretanto, uma atualização posterior informou que a embarcação procurava uma alternativa, com possibilidade de seguir para Port Elizabeth, atualmente denominada Gqeberha. Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação oficial do novo porto de destino.

Dados do sistema de rastreamento marítimo ShipFinder, atualizados em 10 de outubro, posicionavam o HMM Platinum a sudoeste de Madagascar, navegando a aproximadamente 2,7 nós. O status operacional registrado era “not under command”, expressão utilizada para indicar que o navio não está em condições de manobrar conforme exigido pelas regras de navegação.

Embora Durban continuasse indicado como destino no sistema, os registros mostravam que a embarcação permanecia em alto-mar, sem ter chegado a um porto de refúgio.

A definição do local de abrigo será importante para organizar as inspeções, avaliar as condições da carga e determinar como será realizado o transporte posterior das mercadorias.

Escalas na Ásia ampliam o alcance dos atrasos logísticos

Antes de iniciar a travessia com destino ao Brasil, o HMM Platinum passou por diferentes portos asiáticos. Registros históricos da plataforma MyShipTracking mostram a seguinte sequência de escalas:

  • Qingdao, China: de 29 a 30 de agosto;
  • Busan New Port, Coreia do Sul: de 2 a 3 de setembro;
  • Ningbo, China: em 10 de setembro;
  • Shenzhen, China: de 14 a 15 de setembro;
  • Singapura: em 22 de setembro;
  • Kattupalli, Índia: com saída registrada em 27 de setembro.

O itinerário indica que a interrupção da viagem pode afetar mercadorias embarcadas em diferentes mercados asiáticos, incluindo cargas destinadas ao Brasil.

A W.E. Cox alertou para possíveis atrasos nas entregas das mercadorias que permanecem a bordo. Para identificar os embarques afetados, importadores, exportadores e agentes de carga devem consultar os conhecimentos de embarque (bill of lading), os números dos contêineres e as confirmações de carregamento.

O histórico de escalas, isoladamente, não permite determinar quais remessas estão envolvidas no incidente. A verificação documental é necessária para confirmar a presença de cada carga na embarcação.

Contrato de salvamento pode exigir garantias financeiras

A contratação da SMIT Salvage representa uma etapa importante na resposta ao incidente. Integrante do grupo marítimo Boskalis, a empresa atua em operações de emergência, salvamento de embarcações, remoção de destroços e proteção ambiental. Sua estrutura de atendimento inclui a Cidade do Cabo, na África do Sul, além de outras localidades estratégicas para o transporte marítimo internacional.

O contrato Lloyd’s Open Form (LOF) estabelece as condições para remunerar empresas de salvamento que recuperam bens em perigo no mar ou contribuem para prevenir e reduzir danos ambientais. O sistema é administrado pelo setor de arbitragem de salvamento da Lloyd’s, mercado de seguros com sede em Londres.

Nesse modelo, os responsáveis pelo salvamento podem manter um direito de garantia marítima sobre os bens recuperados até que seja apresentada uma garantia financeira considerada aceitável para assegurar o pagamento dos serviços.

Para os proprietários das mercadorias transportadas pelo HMM Platinum, essa exigência pode ter efeitos imediatos. A consultoria W K Webster informou que será necessário apresentar uma garantia de salvamento emitida por uma parte aceita pelos responsáveis pela operação ou pelo Conselho da Lloyd’s.

A W.E. Cox também alertou que garantias poderão ser exigidas antes que as cargas sejam encaminhadas ao destino ou liberadas para seus proprietários.

Por isso, os procedimentos de preparação financeira não precisam aguardar uma eventual declaração formal de avaria grossa.

Importadores e demais titulares das mercadorias devem entrar em contato com suas seguradoras de transporte e representantes de sinistros para verificar as exigências aplicáveis a cada embarque.

O que é avaria grossa e como ela pode afetar as cargas?

Até 10 de outubro, os comunicados analisados tratavam a declaração de avaria grossa como uma possibilidade ou um desdobramento provável, sem confirmar sua formalização.

Caso o procedimento seja instaurado, os proprietários das cargas poderão precisar apresentar garantias adicionais antes da liberação das mercadorias, mesmo que elas não tenham sofrido danos físicos.

A avaria grossa é um princípio do direito marítimo aplicado a sacrifícios extraordinários e despesas intencionais e razoáveis realizados para preservar bens envolvidos em uma situação de perigo comum durante uma viagem marítima.

Quando os requisitos legais são atendidos, os custos elegíveis são distribuídos entre os interesses envolvidos, proporcionalmente aos respectivos valores de contribuição. A orientação da seguradora marítima Gard explica que essa divisão pode abranger despesas e perdas qualificadas relacionadas à preservação do conjunto de bens em risco.

Na prática, o procedimento costuma envolver as seguintes etapas:

  1. Nomeação de um regulador de avarias: o armador contrata um profissional especializado para organizar a documentação, analisar os valores envolvidos e calcular as contribuições.
  2. Apresentação das garantias: os proprietários das cargas fornecem os documentos exigidos para assegurar o pagamento de suas obrigações.
  3. Participação das seguradoras: quando há cobertura aplicável, a seguradora da carga normalmente pode emitir uma garantia de avaria grossa.
  4. Depósito em dinheiro: proprietários de mercadorias sem seguro podem ser obrigados a apresentar um depósito financeiro.
  5. Cálculo das contribuições: após a análise das despesas e dos sacrifícios admitidos, é estabelecida a parcela atribuída a cada participante.

É importante distinguir a garantia de salvamento da garantia de avaria grossa. Embora ambas possam ser solicitadas no mesmo incidente, elas se referem a obrigações diferentes e devem ser acompanhadas separadamente pelos proprietários das mercadorias e suas seguradoras.

Vistorias podem identificar danos por calor, fumaça e água

A avaliação dos prejuízos não ficará restrita ao contêiner em que o fogo teria começado. Mercadorias próximas também podem ter sido atingidas pelo calor, pela fumaça ou pela água utilizada no combate às chamas.

A W K Webster informou que mantinha peritos de carga de prontidão para realizar inspeções assim que as condições operacionais permitissem. A consultoria também mencionou a presença de mercadorias sensíveis à temperatura a bordo.

Para facilitar a análise dos sinistros, os responsáveis pelas cargas devem reunir documentos como:

  • Conhecimento de embarque e identificação dos contêineres;
  • Faturas comerciais e listas de embalagem;
  • Apólices e demais documentos do seguro de transporte;
  • Correspondências com o armador, agentes de carga e transportadores;
  • Registros de temperatura e funcionamento dos equipamentos, quando aplicáveis.

Quando houver acesso às mercadorias, fotografias, relatórios de vistoria e registros detalhados das condições da embalagem e dos produtos poderão contribuir para a comprovação dos danos.

No caso de cargas refrigeradas ou sensíveis a variações térmicas, também será importante analisar os registros disponíveis de temperatura e operação dos equipamentos durante o transporte.

Replanejamento da entrega exige contato com o armador

Além da apuração dos danos e das exigências financeiras, os embarcadores e destinatários precisarão esclarecer como as mercadorias seguirão até seus destinos.

A HMM ou os agentes responsáveis pelas reservas deverão informar se as cargas poderão continuar a bordo do navio original, se será necessário descarregá-las e transferi-las para outra embarcação e quais prazos de entrega poderão ser considerados.

Para remessas urgentes, a elaboração de planos alternativos de transporte pode ser necessária antes mesmo da conclusão da avaliação das perdas.

Os efeitos comerciais dos atrasos também exigem atenção. Segundo as orientações da Gard sobre avaria grossa, prejuízos decorrentes exclusivamente de atrasos não são incluídos nesse mecanismo de rateio.

Assim, é necessário analisar separadamente três frentes: danos físicos à carga, obrigações relacionadas ao salvamento e à avaria grossa e perdas comerciais provocadas pela demora na entrega. A cobertura de cada situação dependerá das condições contratuais e das apólices aplicáveis.

Medidas prioritárias para importadores e exportadores

Enquanto o HMM Platinum permanece com a viagem interrompida, os envolvidos no transporte devem concentrar esforços em três prioridades: verificar a condição das mercadorias, preparar as garantias financeiras exigidas e definir uma estratégia viável para a continuidade do transporte.

O acompanhamento deve ser feito em conjunto com seguradoras, representantes de sinistros, agentes de carga e transportadores. A organização antecipada dos documentos e a resposta rápida às solicitações podem facilitar a análise das responsabilidades e o processo de liberação das mercadorias.

A definição do porto de refúgio, os resultados das vistorias e as decisões sobre o transporte subsequente serão determinantes para esclarecer a extensão dos prejuízos e os impactos logísticos do incêndio.

FONTE: Yang Chen via LinkedIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração gerada por inteligência artificial, apenas para referência. Não é uma fotografia do incidente.



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Transporte

Armadores anunciam reajuste de US$ 1.000 em fretes da Ásia para a América do Sul

As companhias marítimas Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciaram um reajuste de US$ 1.000 por contêiner para embarques originados na Ásia com destino à América Latina. A nova cobrança está prevista para entrar em vigor em 15 de outubro e inclui rotas para a costa leste da América do Sul, onde estão os principais portos brasileiros.

O anúncio ocorre em um momento de avanço das importações brasileiras em contêineres. Dados do DataLiner, da Datamar, apontam que o volume importado pelo Brasil cresceu 9,2% entre janeiro e julho, em relação ao mesmo período de 2025.

A China, principal origem das cargas conteinerizadas destinadas ao país, registrou alta de 21,6% nos embarques para o Brasil. Apenas em julho, as importações brasileiras transportadas em contêineres aumentaram 13,3%.

Os reajustes foram divulgados originalmente pela agência Mundo Marítimo. Como se tratam de aumentos pretendidos pelas empresas de navegação, a aplicação efetiva ainda dependerá das condições do mercado e das negociações individuais com os clientes.

Reajuste de US$ 1.000 não representa o frete total

A CMA CGM confirmou, em comunicado publicado em 24 de setembro, o acréscimo de US$ 1.000 por contêiner para cargas embarcadas a partir de 15 de outubro.

A medida vale para embarques provenientes de portos asiáticos, incluindo Japão, Sudeste Asiático e Bangladesh, com destino às costas da América do Sul, além de América Central, México e Caribe.

O reajuste abrange diferentes tipos de carga, como:

  • Contêineres de carga seca;
  • Equipamentos refrigerados;
  • Cargas fora das dimensões convencionais;
  • Contêineres vazios sujeitos à cobrança de frete.

A companhia ressalta que despesas relacionadas a combustível, movimentação portuária, segurança e outros serviços podem ser cobradas separadamente. Portanto, os US$ 1.000 anunciados correspondem ao aumento previsto e não ao preço final do transporte marítimo.

Hapag-Lloyd também prevê aumento nas tarifas

A Hapag-Lloyd anunciou uma elevação de US$ 1.000 para contêineres de carga seca de 20 e 40 pés e para equipamentos refrigerados de 40 pés utilizados com o sistema de refrigeração desligado, conhecidos como NOR.

As novas tarifas devem atingir rotas com destino às duas costas da América do Sul, além da costa oeste do México, América Central e Caribe.

Há, porém, uma exceção: para equipamentos NOR destinados ao Caribe, a tarifa permanecerá sem alteração.

Importações de veículos e autopeças avançam

O crescimento das importações conteinerizadas brasileiras é puxado por segmentos ligados à indústria e ao abastecimento do mercado nacional.

Entre janeiro e julho, veículos e autopeças registraram a maior expansão entre as categorias analisadas pela Datamar, com alta de 41,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na sequência aparecem os plásticos, com crescimento de 8,3%, e os produtos classificados como reatores, caldeiras e máquinas, que avançaram 3,3%.

Apesar de demonstrarem a força da demanda brasileira por transporte marítimo em contêineres, esses números não explicam, sozinhos, o reajuste anunciado para outubro. O levantamento mede o volume de cargas movimentadas, mas não acompanha diretamente os valores cobrados pelos fretes.

Fretes internacionais apresentam comportamentos diferentes

O mercado global de frete marítimo apresenta movimentos distintos conforme a rota analisada. O índice global da Drewry recuou 1% na semana encerrada em 1º de outubro, chegando a US$ 4.434 por contêiner de 40 pés.

As rotas entre Xangai e os portos de Gênova e Roterdã, por exemplo, acumulavam 12 semanas consecutivas de queda.

Esse movimento, entretanto, não significa necessariamente que os custos de transporte para o Brasil também estejam diminuindo. Nas rotas entre a Ásia e a América Latina, as companhias marítimas estão tentando elevar as tarifas.

Por isso, será necessário acompanhar as cotações após 15 de outubro para verificar quanto dos aumentos anunciados efetivamente será incorporado aos fretes marítimos contratados.

Mercado e negociações definirão impacto para importadores

O anúncio das companhias não significa que o reajuste de US$ 1.000 será necessariamente aplicado em sua totalidade. O valor final dependerá de fatores como a demanda por embarques, a disponibilidade de espaço nos navios e as negociações entre armadores e clientes.

Para os importadores brasileiros, o principal ponto de atenção será o impacto efetivo do aumento sobre as próximas contratações de transporte.

Em um cenário de crescimento das importações em contêineres, a evolução das tarifas nas rotas entre a Ásia e a América do Sul será um fator importante para empresas que dependem do transporte marítimo internacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Exterior

Porto Cabello movimenta 10 navios simultaneamente em operação portuária na Venezuela

O Porto Cabello, na Venezuela, realizou uma operação simultânea envolvendo 10 navios, em uma jornada marcada pela movimentação de diferentes tipos de cargas.

Entre as embarcações atendidas estavam quatro navios porta-contêineres, um navio do tipo Ro-Ro, utilizado para o transporte de veículos, e uma embarcação destinada ao transporte de granéis líquidos.

Operação movimentou milhares de contêineres

Segundo o Ministério do Poder Popular para os Transportes da Venezuela, a operação contou com equipes especializadas e equipamentos voltados à movimentação de cargas.

Ao longo dos trabalhos, foram movimentados 3.833 contêineres, enquanto 101.844 toneladas de carga geral foram retiradas das embarcações.

A operação também incluiu a recepção de 135 veículos e o embarque de 5.040 toneladas de melaço destinado à exportação.

Porto reforça papel na cadeia logística

O governo venezuelano destacou que o volume de operações realizado simultaneamente reforça a importância de Porto Cabello para o comércio nacional e internacional.

A atuação integrada das equipes e o uso de equipamentos especializados foram apontados como fatores para garantir maior produtividade nas operações portuárias.

A empresa responsável pela administração dos principais portos venezuelanos também reafirmou o compromisso de manter operações com foco em agilidade, segurança e eficiência, buscando fortalecer a cadeia nacional de abastecimento.

O desempenho de Porto Cabello ocorre em um contexto de ampliação da movimentação portuária e reforça a importância do complexo marítimo para o fluxo de mercadorias da Venezuela.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Movimentação de cargas nos portos do Biobío cresce 6,4% em agosto de 2026

Os portos da Região do Biobío, no Chile, movimentaram 2.515.983 toneladas de cargas em agosto de 2026, um aumento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo o levantamento, o crescimento anual foi sustentado pelo desempenho positivo registrado nos diferentes serviços portuários da região.

Carga importada lidera avanço nos portos

A maior contribuição para o resultado veio da carga desembarcada do exterior, que totalizou 810.298 toneladas e cresceu 10,3% em 12 meses.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela movimentação de granéis sólidos, que avançou 81,2%. O volume de contêineres aumentou 23,8%, enquanto o granéis líquido e gasoso registrou alta de 6,3%.

Já a carga embarcada para o exterior somou 1.150.070 toneladas. O segmento, que representou 45,7% de toda a movimentação regional, apresentou crescimento de 4%, com destaque para o aumento de 14,5% na carga transportada em contêineres.

Cabotagem e transbordo também avançam

O serviço de cabotagem movimentou 437.999 toneladas em agosto, alta de 3,3% na comparação anual. O resultado foi favorecido principalmente pelo crescimento de 32,8% na carga desembarcada.

As operações de reestiva e transbordo também apresentaram desempenho positivo. Foram movimentadas 72.373 toneladas, volume 26% superior ao registrado um ano antes.

Dentro desse segmento, a atividade de reestiva cresceu 21,3%, enquanto os transbordos tiveram forte expansão, de 372,5%.

O serviço de trânsito, por sua vez, movimentou 45.243 toneladas, aumento de 3,8% em 12 meses. O resultado foi influenciado pelo crescimento de 5,5% da carga desembarcada.

Contêineres chegam a 144 mil TEU

O relatório do INE aponta ainda um crescimento expressivo na movimentação de contêineres nos terminais portuários do Biobío.

Em agosto, foram movimentados 144.339 TEU, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Os contêineres de 40 pés responderam pela maior parte do movimento, com 69.627 unidades, equivalentes a 93,2% do total. Essa categoria registrou crescimento de 19,4%.

Já os contêineres de 20 pés somaram 5.085 unidades, uma queda de 5,6% na comparação anual.

Transporte rodoviário registra queda

Apesar do avanço na movimentação portuária, o transporte de cargas pelas rodovias do Biobío apresentou retração no período.

As praças de pedágio da região registraram 489.431 passagens de veículos de carga em agosto de 2026. O número representa uma redução de 1,6% frente a agosto de 2025, ou 8.164 passagens a menos.

Os veículos pesados com três ou mais eixos, responsáveis por aproximadamente 78% do transporte pesado regional, contabilizaram 381.610 passagens, queda de 0,9%.

Entre os caminhões de dois eixos, foram registradas 107.821 passagens, uma retração de 4,2% em 12 meses.

Os dados mostram, assim, comportamentos distintos entre os modais: enquanto o transporte marítimo de cargas ganhou força nos portos do Biobío em agosto, o fluxo de veículos pesados nas rodovias da região apresentou redução.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Neltume Ports defende viabilidade jurídica de novo terminal de contêineres no Porto de Montevidéu

A Neltume Ports reafirmou a viabilidade jurídica do projeto Montevideo Container Terminal (MCT), apresentado para a construção de uma nova instalação especializada em contêineres no Porto de Montevidéu, no Uruguai.

A manifestação ocorreu após questionamentos da Katoen Natie, controladora de 80% da Terminal Cuenca del Plata (TCP). A empresa belga alertou que uma eventual aprovação do projeto pelo governo uruguaio poderia levar à abertura de um diferendo junto ao Centro Internacional de Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

Neltume prevê investimento de US$ 900 milhões

Em resposta, a Neltume Ports afirmou que o projeto foi apresentado dentro das regras jurídicas atualmente vigentes no país e que cabe às autoridades uruguaias analisar a proposta e decidir sobre sua eventual implementação.

A companhia chilena declarou ainda estar disposta a investir US$ 900 milhões no empreendimento. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade do Porto de Montevidéu e transformar a instalação em um hub logístico regional, com potencial para dobrar os volumes de carga nos próximos anos.

Decisão do Tribunal Administrativo é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Neltume é a decisão nº 719 do Tribunal de lo Contencioso Administrativo (TCA), publicada em 17 de dezembro de 2025.

A sentença anulou a cláusula 3.5.4 do regime de gestão da Terminal Cuenca del Plata, estabelecido pelo Decreto 114/021. O dispositivo impunha restrições à concessão da exploração de outras terminais especializados em contêineres.

Para a Neltume, com a anulação dessa cláusula, o Estado uruguaio deixou de estar submetido à limitação que restringia a concessão de novas instalações desse tipo.

A empresa também destacou que a Administración Nacional de Puertos, a TCP e empresas do grupo Katoen Natie, incluindo Nelsury S.A. e Seaport Terminal Montevideo S.A., participaram do processo analisado pelo TCA e estão abrangidas pelos efeitos da decisão.

Empresa cita livre concorrência no sistema portuário

Na interpretação da Neltume Ports, a sentença do TCA reforça a necessidade de preservar a livre concorrência no setor portuário e evitar a formação de monopólios de fato.

A companhia considera que a criação do MCT estaria alinhada a esse princípio ao adicionar infraestrutura, capacidade e alternativas para os usuários do Porto de Montevidéu.

Segundo a empresa, a entrada de um novo operador poderia contribuir para melhorar as condições de serviço, ampliar a oferta portuária e fortalecer a competitividade do comércio exterior uruguaio.

Neltume contesta argumento sobre estabilidade jurídica

A posição da companhia chilena contrasta com a interpretação apresentada pela Katoen Natie sobre a proteção jurídica concedida à TCP.

A empresa belga sustenta que as garantias contratuais e de investimento deveriam impedir uma decisão estatal capaz de alterar as condições econômicas estabelecidas para a operação da terminal.

A Neltume, por outro lado, argumenta que a decisão do TCA mudou a base jurídica que deve ser considerada na análise de uma eventual autorização para uma nova instalação de contêineres.

A empresa faz uma distinção entre uma alteração posterior das normas e a anulação judicial de uma disposição considerada incompatível com a legislação.

Cláusula anulada é considerada nula desde a origem

De acordo com a Neltume, a chamada cláusula de estabilidade jurídica prevista no acordo entre o Estado uruguaio e as empresas do grupo Katoen Natie poderia oferecer proteção, sob determinadas condições, contra mudanças regulatórias posteriores à assinatura do contrato.

A companhia afirma, entretanto, que situação diferente ocorre quando uma disposição é declarada nula pela Justiça administrativa por contrariar o ordenamento jurídico vigente.

Na avaliação da Neltume, a cláusula 3.5.4 anulada pelo TCA seria nula desde sua origem, o que a diferenciaria de uma mudança normativa posterior ao acordo firmado com a Katoen Natie.

Projeto pretende ampliar capacidade do Porto de Montevidéu

A Neltume Ports também ressaltou sua presença histórica no mercado uruguaio. A empresa atua no Porto de Montevidéu por meio da Montecon desde 2000.

Com base nessa experiência, a companhia afirma que o país tem uma oportunidade de ampliar sua capacidade portuária, recuperar volumes de carga e fortalecer sua posição como centro logístico regional.

Para a empresa, o projeto MCT representa uma proposta de ampliar infraestrutura portuária, capacidade operacional, concorrência e investimentos, com impactos esperados sobre o Porto de Montevidéu e o comércio exterior do Uruguai.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior, Transporte

Frete marítimo sobe quase 300% e muda rotas de cargas no Brasil

O aumento do frete marítimo internacional já começa a alterar a dinâmica das cargas brasileiras. Nos últimos meses, empresas passaram a buscar alternativas entre diferentes portos para reduzir os impactos da alta dos custos, enquanto operadores portuários relatam atrasos, mudanças nas escalas e menor previsibilidade na chegada dos navios.

No transporte de contêineres, os valores do frete internacional chegaram a registrar uma alta próxima de 300% nos últimos cinco meses. O cenário é influenciado por uma combinação de fatores, entre eles as tensões geopolíticas, a elevação do preço do combustível utilizado pelas embarcações e mudanças nas rotas marítimas globais.

Cargas são deslocadas entre portos

Segundo Jesualdo Silva, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), empresas de diferentes setores já estão reorganizando suas operações para minimizar os efeitos do aumento do frete.

Uma das consequências é o deslocamento de cargas entre portos brasileiros, estratégia adotada por empresas que buscam alternativas diante da elevação dos custos logísticos. Parte do mercado, no entanto, tem optado por absorver o aumento das despesas.

Além do impacto financeiro, os operadores apontam uma redução na regularidade das escalas. Atrasos e alterações nas rotas podem provocar períodos de concentração de navios em determinados portos, seguidos por momentos de menor movimentação.

A valorização do petróleo elevou o preço do bunker, combustível utilizado pelos navios, tornando-se um dos principais componentes da pressão sobre o frete marítimo. Ao mesmo tempo, os conflitos e tensões geopolíticas têm levado empresas de navegação a modificar trajetos internacionais. Rotas mais longas aumentam o tempo de viagem e podem exigir mudanças no ritmo das operações. De acordo com a ABTP, mais de 700 linhas marítimas foram afetadas pelo cenário atual.

Para Jesualdo Silva, o resultado é uma perda de confiabilidade nas escalas portuárias. Quando os atrasos se acumulam, navios que deveriam chegar em intervalos regulares podem acabar chegando praticamente ao mesmo tempo. O efeito é uma combinação de períodos de ociosidade com filas de embarcações aguardando espaço para atracação. Os impactos passaram a ser percebidos com maior intensidade nos últimos quatro meses.

Frete rodoviário também influencia mudança de cargas

A pressão sobre a logística brasileira não está restrita ao transporte marítimo. O aumento do frete rodoviário também contribuiu para a reorganização dos fluxos de cargas, favorecendo o deslocamento de parte das operações para o Arco Norte. A movimentação demonstra como a combinação dos custos dos diferentes modais pode influenciar decisões sobre rotas, portos de embarque e desembarque e estratégias de distribuição.

Na avaliação de Caio Morel, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), o atual cenário reforça a importância de ampliar a capacidade da infraestrutura logística brasileira.

Entre as necessidades apontadas estão investimentos em terminais, equipamentos e acessos aquaviários e terrestres, considerados fundamentais para acompanhar as mudanças no comércio exterior e dar maior eficiência à movimentação de cargas.

Apesar da forte alta do frete marítimo, a movimentação nos terminais associados à Abratec ainda não apresenta retração. No acumulado de 2026, o volume de contêineres movimentados registra crescimento de aproximadamente 5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O dado indica que, até o momento, a elevação dos custos logísticos não impediu o avanço da movimentação de contêineres no país, embora tenha aumentado a pressão sobre empresas e operadores de toda a cadeia de comércio exterior.

Fonte: CNN.

Texto: Redação

Imagem: CNN / Reuters / Athit Perawongmetha

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Logística

Confiabilidade dos itinerários marítimos globais cai ao menor nível desde 2022

A confiabilidade dos serviços marítimos globais voltou a recuar em agosto e atingiu o menor patamar desde setembro de 2022. O resultado foi influenciado principalmente pela forte congestão portuária na Ásia, segundo a 181ª edição do relatório Global Liner Performance (GLP), da consultoria Sea-Intelligence.

O índice global caiu pelo segundo mês consecutivo, com redução de 5,9 pontos percentuais em relação a julho. Com isso, a confiabilidade dos itinerários ficou em 49,9% em agosto.

O levantamento acompanha o desempenho de mais de 60 companhias marítimas em 34 rotas comerciais.

Atrasos dos navios também aumentam

Além da queda na regularidade dos serviços, o levantamento registrou aumento no tempo de atraso das embarcações.

O atraso médio dos navios que chegaram fora do horário programado avançou 0,60 dia em relação a julho, alcançando 6,81 dias. Esse foi o maior intervalo registrado desde março de 2022.

Na comparação com agosto de 2025, o atraso médio ficou 1,92 dia maior, indicando uma piora significativa na pontualidade do transporte marítimo internacional.

Maersk registra maior confiabilidade entre as grandes companhias

Entre as 13 principais companhias de navegação avaliadas pela Sea-Intelligence, a Maersk apresentou o maior índice de confiabilidade em agosto, com 67,3%.

Na sequência apareceram:

  • Hapag-Lloyd: 61,5%;
  • MSC: 55,2%;
  • CMA CGM: 50,6%.

Essas foram as quatro únicas empresas do grupo a superar a marca de 50%.

Na outra ponta, a Wan Hai apresentou o menor índice entre as 13 companhias analisadas, com 23,2%.

Todas as 13 companhias tiveram queda em agosto

Nenhuma das empresas avaliadas apresentou melhora mensal no indicador de confiabilidade em agosto.

A ONE registrou a menor queda, de 3,5 pontos percentuais. Já a PIL teve o recuo mais expressivo, de 10,1 pontos percentuais.

A comparação com agosto de 2025 também mostrou deterioração generalizada. Nenhuma das 13 companhias apresentou avanço na confiabilidade dos itinerários em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Maersk teve a menor redução anual, de 8,9 pontos percentuais, enquanto a PIL registrou o maior recuo, de 31,1 pontos percentuais.

Ao todo, 12 das 13 empresas analisadas tiveram quedas de dois dígitos na comparação anual.

Gemini lidera entre as alianças marítimas

Entre as principais alianças de transporte marítimo, a Gemini apresentou índice de confiabilidade de 77,8% no período entre julho e agosto de 2026.

O resultado ficou acima dos registrados pela MSC, com 70,1%, e pela Ocean Alliance, com 48,3%.

A Premier Alliance apresentou o menor índice entre as alianças avaliadas, com 43,2%.

Congestionamento portuário afeta regularidade global

Os dados da Sea-Intelligence mostram que a confiabilidade dos itinerários marítimos continua sob pressão, especialmente diante dos problemas de congestionamento registrados em portos asiáticos.

A combinação entre menor cumprimento dos horários e aumento dos atrasos médios pode afetar o planejamento das cadeias de logística internacional, transporte de contêineres e comércio exterior.

O relatório Global Liner Performance analisa a pontualidade dos serviços em 34 rotas comerciais e mais de 60 companhias marítimas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Movimentação portuária de agosto destaca crescimento e diversidade de cargas no Brasil

A movimentação portuária brasileira apresentou números de destaque em agosto de 2026, com recordes e crescimento em diferentes terminais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul. Os dados reunidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) mostram avanços tanto no transporte de contêineres quanto na movimentação de granéis sólidos, líquidos e carga geral.

Entre os principais resultados estão o recorde mensal de contêineres registrado pelo Porto de Santos (SP), o maior volume mensal da história do Porto de Suape (PE) e o crescimento expressivo dos portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Soja, açúcar, milho, fertilizantes, petróleo e derivados, madeira, cevada e outras matérias-primas estiveram entre as cargas de maior participação no período.

Sudeste concentra grandes volumes de cargas e contêineres

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres

O Porto de Santos movimentou 16,38 milhões de toneladas em agosto. Entre as principais cargas esteve o complexo soja, que inclui soja em grãos e farelo, tanto a granel quanto em contêineres, responsável por 3,08 milhões de toneladas.

O açúcar movimentou 2,39 milhões de toneladas, enquanto o milho chegou a 1,86 milhão de toneladas.

O principal destaque, porém, foi a operação de contêineres. Santos movimentou 538,2 mil TEUs, maior volume mensal já registrado pelo porto e 3,9% acima de agosto de 2025.

No acumulado entre janeiro e agosto, a movimentação geral de cargas chegou a 125,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% na comparação anual.

São Sebastião tem barrilha, açúcar e malte entre as principais cargas

No Porto de São Sebastião, a movimentação de agosto totalizou 25,2 mil toneladas. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o volume chegou a 563 mil toneladas.

As principais cargas foram barrilha a granel, com 183,4 mil toneladas; açúcar a granel, com 165,2 mil toneladas; e malte e cevada a granel, com 106,8 mil toneladas. Juntas, elas representaram 455,4 mil toneladas no acumulado.

Nordeste tem recorde em Suape e crescimento nos portos baianos

Suape alcança maior movimentação mensal da história

O Porto de Suape movimentou 2,7 milhões de toneladas em agosto, estabelecendo o maior volume mensal já registrado pelo terminal.

Os granéis líquidos, principalmente petróleo e derivados, responderam por 1,98 milhão de toneladas, ou 72,5% do total movimentado.

O resultado representa uma alta de 61% em relação a agosto de 2025.

Além dos granéis líquidos, Suape movimentou 51.658 TEUs em contêineres, 146,2 mil toneladas de granéis sólidos e 21,9 mil toneladas de carga geral solta.

Porto do Recife movimenta trigo, malte, açúcar e fertilizantes

O Porto do Recife registrou 51,4 mil toneladas movimentadas em agosto, com predominância de granéis sólidos.

Entre os principais produtos estiveram trigo, com 14,1 mil toneladas; malte, com 10,5 mil; açúcar, com 8 mil; e fertilizantes, com 5 mil toneladas.

Portos da Bahia registram alta de 12,54%

Os portos administrados pela Codeba movimentaram 1,9 milhão de toneladas em agosto, alta de 12,54% frente ao mesmo mês de 2025.

As cargas destinadas à exportação tiveram crescimento ainda maior, de 40,27%. De janeiro a agosto, a movimentação acumulada chegou a 14 milhões de toneladas.

O Porto de Aratu-Candeias foi um dos principais responsáveis pelo resultado. O terminal movimentou 798,5 mil toneladas em agosto, crescimento de 45,66% na comparação anual. As cargas destinadas à exportação avançaram 235%.

Com operações voltadas principalmente aos setores petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes, Aratu-Candeias movimenta granéis sólidos, líquidos e gasosos, incluindo minérios, fertilizantes e produtos químicos.

Já o Porto de Salvador registrou 666,9 mil toneladas em agosto, com destaque para fertilizantes e contêineres. No acumulado do ano, foram 5,06 milhões de toneladas, alta de 14,15% sobre o mesmo período de 2025.

O Porto de Ilhéus também apresentou crescimento. A movimentação em agosto aumentou 71,44% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com 35,7 mil toneladas destinadas à exportação.

Região Sul mantém movimentação de grãos, madeira e fertilizantes

Porto de Porto Alegre tem fertilizantes e cevada entre os destaques

O Porto de Porto Alegre movimentou 41,9 mil toneladas em agosto. Desse total, 21,6 mil toneladas foram de fertilizantes e 20,2 mil toneladas de cevada.

Entre janeiro e agosto, o terminal registrou crescimento de 7,11% na movimentação em relação ao mesmo período de 2025.

Porto de Pelotas concentra operações em madeira

O Porto de Pelotas movimentou 87,3 mil toneladas em agosto. As toras de madeira representaram a maior parcela, com 79,4 mil toneladas.

Na sequência apareceram a soja em grão, com 5,9 mil toneladas, e o clínquer, com 1,9 mil toneladas.

Rio Grande movimenta 3,9 milhões de toneladas em agosto

Considerando os terminais arrendados e os Terminais de Uso Privado (TUPs), o Porto do Rio Grande movimentou 3,90 milhões de toneladas em agosto, além de 71.527 TEUs.

No acumulado de 2026, os principais grupos de cargas foram grãos agrícolas, farinhas, farelos e cereais, com 13,07 milhões de toneladas; matérias-primas para fertilizantes, com 4,30 milhões; e pastas de madeira e matéria celulósica, com 2,60 milhões de toneladas.

Itajaí registra crescimento de 25% no acumulado do ano

O Porto de Itajaí movimentou 407,4 mil toneladas em agosto.

Entre janeiro e agosto de 2026, o terminal acumulou 3,5 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Paraná, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 46,86 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de janeiro a agosto.

Movimentação portuária mostra diversidade de cargas

Os números de agosto reforçam a diversidade da movimentação portuária brasileira, que envolve desde commodities agrícolas, como soja, milho e açúcar, até petróleo e derivados, fertilizantes, produtos químicos, madeira e cargas conteinerizadas.

Os resultados também evidenciam o papel dos portos nas operações de comércio exterior e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: MPOR / Divulgação Porto de Suape

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de tarifas para cargas da Ásia à América Latina

A CMA CGM anunciou um reajuste nas tarifas de transporte marítimo para cargas embarcadas em portos asiáticos com destino à América Latina. A nova cobrança será aplicada a partir de 15 de outubro de 2026, considerando a data de carregamento.

Reajuste alcança diferentes regiões da Ásia e da América Latina

O aumento abrangerá embarques realizados a partir de todos os portos da Ásia, incluindo instalações marítimas localizadas no Japão, no Sudeste Asiático e em Bangladesh.

No destino, a medida alcançará diferentes mercados da região, contemplando portos da costa oeste e da costa leste da América do Sul, além de América Central, Caribe e México.

Adicional será de US$ 1 mil por contêiner

Segundo a companhia francesa, o novo valor representará um acréscimo de US$ 1.000 por unidade conteinerizada.

O reajuste será aplicado a diferentes tipos de carga, incluindo cargas secas, refrigeradas, sobredimensionadas e contêineres vazios com frete pago.

A mudança afetará, portanto, uma ampla variedade de operações de transporte marítimo entre Ásia e América Latina, com impacto sobre os custos dos embarques realizados a partir da data estabelecida pela empresa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Confiabilidade do transporte marítimo cai na Costa Leste da América do Sul

A confiabilidade dos serviços marítimos de contêineres na Costa Leste da América do Sul (ECSA) caiu 12 pontos percentuais em agosto, chegando a 34%. No mesmo período, o atraso médio das embarcações dobrou, alcançando 5,4 dias, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O desempenho foi afetado, em parte, por uma paralisação de três dias dos práticos nos portos argentinos no início de agosto. A interrupção acrescentou 1,6 dia ao tempo médio de atraso nas operações de atracação em portos como Buenos Aires.

Diante do impacto da paralisação, algumas companhias marítimas redirecionaram cargas para terminais próximos, incluindo Montevidéu, no Uruguai, e Itajaí, no Brasil.

Paralisação ocorreu em período estratégico

De acordo com a Xeneta, o momento da paralisação contribuiu para ampliar seus efeitos sobre a logística marítima regional.

O movimento ocorreu no último mês da principal temporada de exportação da Argentina e pouco antes do início da temporada de maior movimentação de cargas do Brasil.

Mesmo com a queda em agosto, a ECSA permaneceu próxima do desempenho registrado na Costa Oeste da América do Sul. A região Oeste apresentou índice de confiabilidade de 37%.

Com o resultado, a ECSA continuou entre as três rotas marítimas com melhor desempenho global, embora tenha registrado uma deterioração significativa nos indicadores de pontualidade.

Atrasos aumentam antes da temporada de exportações do Brasil

A Xeneta destacou que o aumento do atraso médio para 5,4 dias e a redução da pontualidade para 34% diminuem a margem de segurança do setor diante de novas interrupções.

A consultoria também avalia que as restrições de calado no Canal do Panamá representam uma ameaça relativamente menor para as operações da ECSA. Isso ocorre porque, com exceção de um serviço, as rotas provenientes da Ásia utilizam atualmente o caminho pelo Cabo da Boa Esperança.

Outro fator considerado pela análise é a temporada de tempestades no Atlântico. Apesar de setembro marcar o período de maior atividade, as condições permaneceram relativamente tranquilas até o momento analisado.

Confiabilidade global recua pelo terceiro mês seguido

No cenário internacional, o índice de confiabilidade do transporte marítimo caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto.

O indicador global recuou quatro pontos percentuais em relação a julho, para 29%. Esse foi o segundo pior resultado dos 12 meses anteriores e praticamente anulou a recuperação observada após o mínimo de 27% registrado em fevereiro.

O atraso médio das embarcações também aumentou. O indicador passou de 4,2 dias em julho para 5,1 dias em agosto.

Segundo a Xeneta, a combinação entre atrasos mais longos e maior frequência de chegadas fora do horário previsto torna mais difícil recuperar a regularidade das operações.

Rotas registram queda de pontualidade

Entre as regiões com maior deterioração do desempenho está a África, onde a confiabilidade caiu 15 pontos percentuais, para 21%.

A Costa Leste da América do Sul teve queda de 12 pontos, enquanto a rota entre o Extremo Oriente e a Europa recuou dez pontos percentuais.

Nesta última, apenas 6% das embarcações chegaram dentro do prazo previsto, com atraso médio de 8,2 dias.

Maersk mantém maior índice entre grandes armadores

Entre as principais companhias marítimas, dez das 12 maiores registraram queda de desempenho em agosto.

A Maersk apresentou índice de confiabilidade de 51%, seguida pela Hapag-Lloyd, com 46%. Apesar de liderarem o indicador entre as empresas citadas, ambas tiveram redução em relação ao mês anterior: seis e sete pontos percentuais, respectivamente.

A CMA CGM caiu sete pontos, para 33%, enquanto a Cosco registrou redução de seis pontos e chegou a 22%.

A Xeneta avalia que a diferença de desempenho entre as companhias, que chegou a 45 pontos percentuais, mantém a escolha do armador como um dos principais fatores sob controle dos embarcadores para buscar maior previsibilidade logística durante a temporada de contratação de serviços.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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