Comércio Exterior, Evento

Exportar para a China em meio ao tarifaço dos EUA? Descubra como no workshop gratuito do Sebrae

As mudanças no comércio internacional têm colocado o Brasil em uma posição estratégica. Com a disputa comercial entre Estados Unidos e China gerando novas tarifas e barreiras, surgem também oportunidades para países emergentes que podem suprir demandas globais. Nesse cenário, a pergunta é inevitável: como os empresários brasileiros podem se preparar para conquistar espaço no mercado chinês?

Para responder a essa questão, o Sebrae promove no próximo dia 17 de setembro de 2025, às 9h, um workshop online e gratuito com Thomaz Machado, CEO da ChinaInvest. Radicado em Shenzhen desde 2018, Thomaz é especialista em conectar empresas brasileiras ao mercado chinês e global, acumulando experiência prática em um dos maiores polos comerciais do mundo.

Durante o encontro, os participantes terão acesso a insights estratégicos sobre como superar barreiras, se posicionar diante das transformações econômicas e aproveitar o momento para expandir seus negócios.

Por que participar?

  • Entenda como o tarifaço dos EUA contra a China abre brechas para fornecedores brasileiros;
  • Descubra caminhos práticos para inserir sua empresa no mercado chinês;
  • Aprenda a transformar incertezas geopolíticas em oportunidades de crescimento;
  • Conecte-se com a visão de quem vive diretamente no epicentro do comércio internacional.

O evento é voltado a empresários, gestores e empreendedores que desejam ampliar horizontes e encontrar novas rotas para internacionalização de seus negócios.

📅 Data: 17/09/2025
Hora: 9h
📍 Local: Transmissão online e gratuita
🔗 Inscrições: Clique aqui para garantir sua vaga

O comércio exterior está em constante transformação — e compreender essas mudanças é o primeiro passo para que o Brasil conquiste cada vez mais espaço no cenário global.

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Comércio Exterior

Fazenda: tarifaço pode cortar 0,2 p.p. do PIB e 138 mil empregos

Estimativa da equipe econômica compreende agosto de 2025 a dezembro de 2026; técnicos dizem que MP contra o tarifaço amenizou o impacto

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros devem reduzir o PIB em 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026 e gerar a perda de cerca de 138 mil empregos. Os cálculos estão no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (11).

“As tarifas devem levar à queda de 0,2 ponto percentual no PIB comparativamente ao cenário de referência. Esse impacto está associado à retração da demanda externa e seus efeitos, principalmente, sobre o investimento”, destaca o documento.

O estudo estima que aproximadamente 40% do total exportado para os EUA em 2024 passou a ser tributado com alíquota de 50%, atingindo segmentos como minerais não metálicos, máquinas, eletrônicos, móveis e agropecuária.

A indústria de transformação concentra a maior parte da perda de empregos, com 71,5 mil postos a menos, seguida por serviços (51,8 mil) e agropecuária (14,7 mil).

O impacto sobre a inflação é considerado pequeno, de apenas 0,1 ponto percentual, já que a redução da demanda externa aumenta a disponibilidade de produtos no mercado interno.

Para mitigar os efeitos, o governo lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com subsídio, deferimento de tributos e compras governamentais.

Segundo as simulações da SPE, as medidas podem reduzir pela metade a perda do PIB, para 0,1 ponto percentual, e preservar 73 mil empregos.

“Com o plano, o impacto das tarifas no PIB é reduzido pela metade, passando de -0,2 pp para -0,1 pp entre agosto de 2025 e dezembro de 2026. No mercado de trabalho, a perda estimada cai de 138 mil para 65 mil empregos”, aponta o boletim.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Celulose brasileira fica totalmente isenta de tarifaço de Trump

As vendas de celulose do Brasil para os EUA estão isentas até mesmo da “tarifa recíproca” de 10% introduzida pelo governo Donald Trump em abril, segundo mudanças recentes na lista de bens excluídos do tarifaço, previstas numa ordem executiva editada na última sexta-feira pela Casa Branca.

O Instituto Brasileiro de Árvores (Iba), que representa os fabricantes de celulose, confirmou o entendimento de que as tarifas americanas caíram.

A celulose já estava na lista de exceções da sobretaxa adicional de 40%, que foi anunciada por Trump no início de julho e entrou em vigor no início de agosto. Com o decreto da última sexta-feira, ficou de fora também da tarifa de 10% em vigor desde abril.

A ordem executiva publicada pela Casa Branca faz diversas modificações no rol dos produtos sujeitos ao tarifaço. Uma longa lista de códigos da classificação americana de bens para fins de comércio exterior foi colocada em três anexos do decreto

No Anexo 2, que lista produtos que “não estão cobertos” pelas tarifas recíprocas de 10%, estão três códigos que incluem a celulose e derivados. Segundo o Iba, esses três itens respondem por 90% das vendas de celulose do Brasil para os EUA.

Maior fornecedor do mundo
O Brasil é o maior fornecedor de celulose do mundo, segundo o Iba. O destaque da produção nacional é a celulose de fibra curta, usada na fabricação de papel branco, tipo ofício, e também na indústria de higiene e limpeza — papel higiênico, papel toalha, fraldas e absorventes.

As exportações de celulose do Brasil somaram US$ 6,9 bilhões no acumulado até agosto deste ano, alta de 1,4% ante igual período de 2024, segundo os dados da balança comercial, divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Os preços globais do insumo estão em queda, mas o valor das vendas externas subiu. Em quantidade, houve um salto de 15,6% na comparação anual das exportações brasileiras de celulose.

Fonte: Infomoney

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Comércio Exterior

Fazenda prevê queda à metade de efeito das tarifas com ações de ajuda

PIB deve sofrer redução de 0,1 ponto percentual

As ações do governo brasileiro devem reduzir pela metade o impacto do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos na economia brasileira, é o que aponta o boletim Macrofiscal divulgado nesta quinta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Segundo dados do boletim, as tarifas aos produtos brasileiros devem levar a uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) do Produto Interno Bruto. Com a resposta do governo, o impacto cai para 0,1 p.p..

No cenário avaliado, que abrange 22 setores da economia, sem as medidas do governo federal, a perda de empregos ficaria em aproximadamente 138 mil postos de trabalho, concentrada na indústria (71,5 mil), nos serviços (51,8 mil) e, em menor escala, na agropecuária (14,7 mil). Com a adoção das medidas, a perda ficará em 65 mil empregos.

Na inflação, o impacto previsto é de 0,1 p.p. A SPE diminuiu de 4,9% para 4,8% a projeção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025. 

Com isso, os efeitos decorrentes do menor saldo de balança comercial são parcialmente compensados pela maior disponibilidade de produtos no mercado interno.

As estimativas não incorporam choques de confiança, aumento da volatilidade financeira ou deterioração das condições de crédito. E levam em conta a aplicação da tarifa de 50% às exportações em comparação com cenário de referência, com tarifas de 10%.

Plano Brasil Soberano

Segundo a secretaria, o Plano Brasil Soberano aliado ao adiamento do pagamento de tributos pelas empresas, manutenção de empregos e compras públicas pode conter os efeitos do tarifaço.

O programa oferta linhas de crédito do Fundo Garantidor de Exportação com condições mais favoráveis a exportadores e micro, pequenas e médias empresas. As linhas disponibilizam capital de giro para compensar a queda com exportações aos EUA e estimular a busca por novos mercados, e capital para aquisição de bens de capital e para investimento, exigindo em contrapartida manutenção dos empregos.

“Embora as tarifas tenham impacto setorial relevante, impactam pouco no agregado da economia, e ainda menos quando consideradas as compensações com o Plano Brasil Soberano. Linhas de crédito e a oferta de garantias e diferimentos de tributos, além de compras governamentais, vão auxiliar o investimento em capital e inovação produtiva por parte de produtores e empresas, facilitando a diversificação dos destinos das exportações”, diz o estudo.

Tarifaço

Em julho de 2025, os Estados Unidos anunciaram tarifa de importação de 40% para alguns produtos brasileiros, em adição à tarifa de 10% anunciada em abril. A medida atingiu, sobretudo, minerais não metálicos, de metal, máquinas e equipamentos, eletrônicos, móveis e produtos agropecuários.

Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 40,3 bilhões, equivalente a 12% do total exportado. Deste total, cerca de US$ 16,4 bilhões passaram a contar com tarifas de 50%, de acordo com estimativas do governo. Muitos dos produtos taxados são exportados quase exclusivamente ao mercado norte-americano, sugerindo impactos setoriais relevantes.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Nota do MDIC sobre a Ordem Executiva dos EUA de 5 de setembro

Sobre a Ordem Executiva nº 14.346, divulgada pelo governo dos Estados Unidos em 5 de setembro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) entende que:

Produtos que tiveram redução tarifária:

A nova Ordem Executiva (OE) ajusta a OE nº 14.257, de 02 de abril deste ano, retirando da alíquota de 10% a maior parte das exportações brasileiras de celulose e de ferro-níquel para os EUA. Na prática, esses produtos passam a ficar livres de tarifas adicionais (não incide nem a alíquota de 10% nem a sobretaxa de 40%, aplicada em 30 de julho).

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,84 bilhão desse grupo de produtos aos EUA, o que representa 4,6% do total exportado para aquele país, com destaque para celulose (em particular “Pastas químicas de madeira não conífera” e “Pastas químicas de madeira conífera”), que responderam por US$ 1,55 bilhão.

Com essa mudança, esses itens se somam a outros produtos já fora do alcance das tarifas adicionais (10%, 40% ou Seção 232), de modo que, em 2024, o conjunto representaria 25,1% das exportações brasileiras para os EUA.

Além disso, outros 10 produtos também se beneficiaram da retirada da tarifa de 10%. Mas, no caso do Brasil, continuam sujeitos à tarifa de 40%. Entre estes estão certos minerais brutos, níquel e herbicidas, cujas exportações brasileiras para os EUA em 2024 foram de aproximadamente US$ 113 milhões no total.

O governo segue empenhado em diminuir a incidência de tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros. A mais recente ordem executiva dos EUA representa um avanço sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para isso”, afirmou o Vice-Presidente e Ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Produtos que tiveram aumento tarifário ou mudança de status (da lista de tarifa recíprocas para a Seção 232)

A OE excluiu produtos da lista de exceção da decisão de abril de 2025.

Nesse caso, 76 produtos passaram a estar, exclusivamente, sujeitos a tarifas da Seção 232 (situação em que já se encontravam) e 7 outros produtos, relativos a insumos químicos e plásticos industriais, passaram a estar cobertos pela tarifa de 10% (além dos 40% aplicados especificamente ao Brasil). Esses 7 itens representaram aproximadamente US$ 145 milhões em exportações brasileiras para os EUA em 2024.

Produtos que não tiveram alteração

Café e cacau originários do Brasil seguem sujeitos a tarifa de 50%. Ou seja, não houve alteração em razão da nova OE.

Status atual: abrangência das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras (dados computados pela SECEX/MDIC)

Obs.: Os dados são aproximados, pois os códigos tarifários das medidas foram agregados ao nível de seis dígitos do Sistema Harmonizado.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior

México propõe aumento de tarifas sobre importações com foco nos produtos chineses

O governo mexicano apresentou uma proposta para aumentar as tarifas sobre produtos de diversos países e proteger setores estratégicos de sua indústria, com taxas de até 50% e o foco em produtos chineses.

O Ministério da Economia divulgou o projeto de lei apresentado ao Congresso na quarta-feira, que visa países com os quais o México não possui acordos comerciais e surge em meio à pressão comercial dos Estados Unidos.

A China reagiu rapidamente nesta quinta-feira (11), chamando a proposta de “coerção”.

Pequim “se opõe de modo veemente a qualquer coerção de terceiros para impor restrições à China sob diferentes pretextos, o que prejudica os direitos e interesses legítimos da China”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa.

“Protegeremos os nossos interesses com determinação, de acordo com as circunstâncias atuais”, enfatizou Lin.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações entre China e México e espera que o México avance na mesma direção com a China”, acrescentou.

Segundo a proposta, veículos leves teriam uma tarifa de 50%, em comparação com a faixa atual de 15% a 20%.

A China, que o governo diz ser o maior exportador para o México sem um acordo comercial, seria severamente afetada, especialmente no setor automotivo, cujas vendas para o país cresceram quase 10% em 2024.

– Impacto em outros setores –

Segundo dados do setor, as empresas chinesas passaram de praticamente nenhuma exportação de carros há uma década para representar 30% do mercado de veículos leves no ano passado.

Além do gigante asiático, o projeto de lei propõe tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia e Turquia, que também não possuem acordo comercial com o México.

Outros setores afetados seriam o têxtil e o de vestuário, cujas taxas poderiam chegar a 50%, o que poderia afetar as principais marcas chinesas que vendem online.

Os impostos sobre o setor siderúrgico aumentarão da faixa atual de 0% a 50% para entre 20% e 50%, de acordo com o projeto de lei.

Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, terá impacto “em 52 bilhões de dólares (R$ 281 bilhões) em importações” e cobrirá “8,6% do total das importações nacionais”, explicou o Ministério da Economia no documento.

– Pressões dos EUA –

A iniciativa ocorre após a presidente Claudia Sheinbaum receber o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita oficial há uma semana, com quem discutiu segurança, combate ao tráfico de drogas e comércio.

Em meio às exigências do presidente americano, Donald Trump, para que seus parceiros comerciais aumentassem as tarifas sobre a China, a presidente mexicana já havia anunciado novas tarifas sobre países com os quais não possui acordos comerciais.

O aumento das tarifas busca “proteger a indústria nacional em setores estratégicos, substituir importações da Ásia por produção nacional” e “melhorar a balança comercial do México”, detalha o projeto divulgado pela pasta de Economia.

Segundo a iniciativa, 325 mil empregos em risco em indústrias estratégicas também serão protegidos, e espera-se que outros milhares sejam criados com o aumento da produção nacional.

O Ministério da Economia também afirmou que essas tarifas estão dentro do máximo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que os produtos foram selecionados com o objetivo de evitar gerar pressões inflacionárias.

Gigantes do setor automotivo, como as empresas americanas General Motors e Ford, a alemã Volkswagen e as japonesas Nissan, Honda e Toyota, estão estabelecidas no México.

O governo de esquerda de Sheinbaum tem ampla maioria no Congresso bicameral para aprovar a proposta.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior, Negócios, Portos

O HSBC projeta um impacto de US$ 2,1 bilhões em 2026 para a COSCO e a OOCL devido ao novo regime de tarifas portuárias

A COSCO Shipping e sua subsidiária listada em Hong Kong, OOIL/OOCL, podem enfrentar uma conta combinada de pouco mais de US$ 2,1 bilhões em 2026 sob o novo regime de tarifas portuárias que mira o transporte marítimo ligado à China, de acordo com modelagem feita pela equipe de pesquisa em ações do HSBC.

Os analistas estimam a exposição da COSCO em cerca de US$ 1,5 bilhão e da OOCL em aproximadamente US$ 654 milhões para 2026. O cenário considera um custo equivalente a US$ 600 por FEU em um navio de 10.000 TEUs — descrito como pouco mais de um quarto da tarifa spot mais recente entre Xangai e a Costa Oeste dos EUA — e contabiliza 86 navios operados pela COSCO que escalaram portos dos EUA em 1º de agosto de 2025. As medidas do USTR, finalizadas em abril, definiram um período de carência de seis meses a US$ 0 antes do início das cobranças em 14 de outubro de 2025.

A partir dessa data, operadores chineses pagarão por tonelada líquida em cada viagem aos EUA, enquanto operadores não chineses usando navios construídos na China pagarão o valor mais alto entre a taxa por tonelada líquida ou por contêiner — ambas aumentando anualmente até 2028. Cada embarcação pode ser tarifada no máximo cinco vezes por ano.

Embora o arcabouço já esteja definido, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ainda está estabelecendo os mecanismos de arrecadação, e o setor espera orientações adicionais antes do lançamento. O HSBC enquadra o impacto como desigual entre as companhias: transportadoras não chinesas podem, em grande parte, escapar do regime implantando navios não construídos na China em suas rotas para os EUA.

Em contraste, espera-se que a COSCO e a OOCL arquem com a maior parte da exposição nos serviços transpacificos e transatlânticos, a menos que reorganizem a capacidade.

Ambas as transportadoras já começaram a se ajustar. A OOCL lançou no mês passado um novo circuito Ásia–México (TLP8), com a primeira viagem em 20 de agosto, oferecendo escalas diretas em Ensenada e Manzanillo, além de transbordo via Yokohama. Comunicados de mercado também destacaram um circuito expresso Ásia–México (WSA8/TLP8) em parceria com a COSCO, empregando sete navios entre 3.300 e 4.300 TEUs. A COSCO já operava um serviço México Expresso desde 2024 e vem aumentando a capacidade para a América Latina. A OOIL, controladora da OOCL, reconheceu o risco da nova política nos resultados intermediários do mês passado: “As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA a transportadoras chinesas terão um impacto relativamente grande no Grupo”, afirmou a empresa.

A COSCO Shipping é uma operadora de transporte marítimo de contêineres que participa de serviços em aliança e tem expandido a capacidade em rotas para a América Latina, incluindo o México Expresso lançado em 2024.

A OOIL é a empresa controladora da marca de navegação OOCL.

Fonte: Port News

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Exportação

Exportações de manga e uva crescem, mas produtores do Vale seguem atentos ao mercado norte-americano após tarifaço de Trump

As exportações brasileiras de manga e uva registraram desempenho positivo em agosto de 2025, reforçando o protagonismo do Vale do São Francisco como principal polo produtor e exportador de frutas do país. No entanto, mesmo com os números em alta, os produtores locais seguem atentos ao cenário internacional, em especial ao mercado dos Estados Unidos, que ainda carrega os efeitos do chamado “tarifaço de Trump”, medida que elevou tarifas de importação para até 50% durante a gestão do ex-presidente norte-americano.

De acordo com dados do Comexstat (MDIC), o Brasil exportou em agosto 19,7 mil toneladas de manga, acima da média histórica de 14,9 mil toneladas. No acumulado de janeiro a agosto, foram embarcadas 131,7 mil toneladas, crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024. O destaque foi o mercado norte-americano, que recebeu 2,92 mil toneladas no mês — quase o dobro das 1,52 mil toneladas enviadas em agosto de 2024, um avanço de 92,4%.

Essa recuperação é especialmente simbólica porque as frutas brasileiras enfrentaram um cenário de incerteza nos Estados Unidos. Durante o governo Trump, a imposição de tarifas mais altas sobre produtos agrícolas de diferentes países, inclusive do Brasil, acendeu o alerta entre exportadores do Vale. A medida foi vista como protecionista, já que concorrentes como o México continuaram a ter entrada facilitada, enquanto a manga brasileira passou a enfrentar custos adicionais para chegar às prateleiras norte-americanas.

Apesar das dificuldades, a manga brasileira conseguiu preservar espaço pela qualidade e pela regularidade de entrega, especialmente em variedades como a Tommy Atkins, que encontra boa aceitação no mercado dos EUA. Ainda assim, entidades como a Abrafrutas e a Valexport reforçaram, ao longo dos últimos anos, a necessidade de ampliar o diálogo político e diversificar destinos de exportação para reduzir riscos. Em 2025, Holanda (52,2%), Espanha (23,27%) e Portugal (7,09%) seguem como os maiores compradores, enquanto países vizinhos como Argentina (2,36%) e Chile (2,11%) aparecem em crescimento.

No caso da uva, os embarques também superaram expectativas. Em agosto, foram exportadas 847 toneladas, número superior à média histórica (584 t) e maior do que nos dois anos anteriores. No acumulado de 2025, o Brasil já exportou 12,4 mil toneladas, quase o dobro em relação a 2024. Em valores, os embarques somaram US$ 31,5 milhões de janeiro a agosto, alta de 73% frente ao mesmo período do ano passado.

Os principais destinos da fruta foram Holanda (29,33%), Argentina (26,08%), Reino Unido (24,24%) e Estados Unidos (13,49%). A predominância da via marítima nos embarques (69,56%) reforça a importância da logística portuária, especialmente em Fortaleza e Salvador, pontos de saída do Vale.

Com a taxa de câmbio projetada em R$ 5,57 por dólar até o fim do ano, o setor enxerga oportunidade para ampliar a competitividade internacional. No entanto, o histórico recente do tarifaço nos EUA mostra que a política comercial norte-americana pode mudar rapidamente o cenário para os produtores. (Com informações da Embrapa Semiárido)

Fonte: Blog Nossa Voz

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Comércio Exterior

FIESC propõe redução temporária de taxas portuárias a exportadoras durante tarifaço

Em documento enviado aos administradores da Portonave e do Porto de Itajaí, entidade destaca impacto negativo das tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportadoras e cita corte de empregos

Num esforço para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Federação das Indústrias (FIESC), enviou ofício aos superintendentes da Portonave e do Porto de Itajaí sugerindo a redução de tarifas portuárias. A iniciativa é uma das medidas do desTarifaço, programa de apoio aos exportadores desenvolvido pelas entidades da FIESC.

“O chamado “tarifaço” têm exigido redução substancial dos preços de vendas e renegociação com os clientes com o objetivo de manter este mercado, que é estratégico, e que foi conquistado e consolidado com muito esforço ao longo de anos”, argumenta o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “A situação exige um esforço conjunto em todas as instâncias relacionadas ao tema, para mitigar os efeitos negativos para o País e Santa Catarina”, acrescenta.

A FIESC destaca que, diante do momento crítico, especialmente para setores como o de madeira e móveis, a concessão de incentivos como descontos temporários nas taxas de vistoria de container (scanner) e a ampliação do prazo de “free time” podem dar um alívio aos exportadores para manter custos competitivos no mercado externo.

A Federação também pede contribuições dos terminais para identificar medidas relacionadas aos órgãos auxiliares e intervenientes do Comércio Exterior que permitam a redução dos custos das operações.

Os setores de madeira e móveis exportaram em 2024 cerca de US$ 1,6 bilhão. Empregam mais de 70 mil trabalhadores, congregando cerca de 6 mil estabelecimentos. O mercado norte-americano é o principal destino das exportações do setor de madeira e de móveis catarinenses, representando cerca de 50% da destinação das vendas externas.

Embora foque principalmente na cadeia florestal, a Federação pede para que as medidas também sejam avaliadas para outros setores, colocando-se à disposição para apresentar as justificativas.

No documento, a FIESC lembrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho de 2025 só no setor de madeira e móveis, um dos mais impactados pelo aumento das tarifas, dada a exposição ao mercado norte-americano.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Exportação de calçados do Brasil cai em agosto com tarifaço e setor vê mais recuo em setembro

As vendas externas de calçados do Brasil caíram em volume e em valor em agosto sobre o mesmo período do ano passado, pressionadas em grande parte pelo desempenho do setor nos Estados Unidos, principal mercado do produto nacional, afirmou nesta segunda-feira a associação de fabricantes Abicalçados.

As exportações de agosto recuaram 0,5% no mês passado sobre agosto de 2024, para 7,64 milhões de pares. O volume representou negócios de US$77 milhões, segundo a entidade, uma queda de 9,1% na mesma comparação. No acumulado do ano até o final do mês passado, o setor exportou 67,5 milhões de pares, alta de 5,7% sobre o mesmo período de 2024. A receita, porém, mostra recuo de 0,6%, a US$651 milhões.

Segundo a Abicalçados, as vendas para os EUA despencaram 17,6% em volume em agosto, a 803,7 mil pares, e 1,4% em receita, para US$21,4 milhões.

“O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, país que responde por mais de 20% do total gerado pelas exportações brasileiras de calçados, já foi sentido em agosto”, afirmou o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, em comunicado à imprensa.

“Em setembro, quando teremos um mês inteiro de vigência da tarifa adicional, esse revés deve ser ainda maior”, acrescentou. Segundo ele, as tarifas de 50% praticadas pelos EUA contra os produtos nacionais tornam as exportações brasileiras “praticamente inviáveis”.

Mas nos outros dois principais mercados do Brasil para calçados – Argentina e Paraguai – as vendas externas cresceram em volume em agosto: 68% e 41,4%, respectivamente, segundo a Abicalçados.

A Argentina comprou 1,63 milhão de pares produzidos no Brasil e o Paraguai, 877 mil, afirmou a entidade.

Apesar de a China não ser a principal origem de calçados importados pelo Brasil, a Abicalçados citou uma “invasão” de produtos do país asiático. Segundo a entidade, após o tarifaço dos EUA, os fabricantes chineses “vêm escoando seus excedentes de exportação para outros mercados, inclusive no brasileiro, com preços muito baixos”.

Segundo os dados da Abicalçados, em agosto, a principal fonte de importação no Brasil foi o Vietnã, com um volume de 1,28 milhão de pares, crescimento de 17,3% sobre um ano antes e com o valor médio por par subindo 7,4%.

A China exportou ao Brasil 492 mil pares no mês passado, alta de 41,5% na comparação anual e com o valor médio por par crescendo 18,2%.

Fonte: Istoé Dinheiro

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