Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Guerra Comercial EUA-China: quem vai recuar primeiro, Trump ou Xi?

A tensão entre Estados Unidos e China se intensifica à medida que a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo ganha novos desdobramentos. As negociações seguem estagnadas, enquanto ambos os países impõem tarifas pesadas que podem impactar diretamente o comércio global.

Disputa entre Washington e Pequim se agrava

Apesar de sucessivas rodadas de conversas, Washington e Pequim não avançaram significativamente nas negociações, exceto em um possível acordo sobre o TikTok. As novas tarifas devem entrar em vigor no próximo mês, e a expectativa é de que tragam efeitos negativos sobre a economia global.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump declarou que a “guerra comercial já está em curso”, reforçando a postura de confronto. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu que ainda há espaço para uma trégua tarifária, mas ressaltou que as tratativas ocorrerão “nas próximas semanas”.

As tensões aumentaram após a China anunciar restrições à exportação de minerais críticos, insumos estratégicos usados na produção de veículos elétricos, semicondutores e equipamentos de inteligência artificial. O domínio chinês sobre esses recursos preocupa os EUA, que veem o movimento como um risco direto à indústria tecnológica e de defesa.

“Os Estados Unidos agora precisam lidar com um adversário capaz de ameaçar setores vitais da sua economia”, afirmou Henry Farrell, cientista político da Universidade Johns Hopkins, ao The New York Times.

A China, por sua vez, segue insatisfeita com as sanções tecnológicas impostas pelo Ocidente, especialmente as que restringem o acesso a chips e tecnologias avançadas de IA (inteligência artificial).

EUA tentam reduzir dependência dos minerais chineses

O governo Trump aposta em uma política industrial fortalecida para diminuir a dependência de insumos importados da China. O plano inclui investimentos estratégicos em empresas nacionais, como a Intel, para reforçar a competitividade americana.

“Quando se enfrenta uma economia não orientada pelo mercado, como a da China, é preciso adotar políticas industriais”, destacou Bessent em evento da CNBC.

Trump e o presidente Xi Jinping devem se encontrar na Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, ainda este mês. O encontro pode definir os próximos passos da disputa.

Ambos os lados precisam mostrar resultados: a China enfrenta baixo consumo interno e instabilidade econômica, enquanto os agricultores americanos sofrem com a redução das exportações de soja. Em outro ponto de sua política externa, Trump afirmou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se comprometeu a interromper a compra de petróleo russo, pressionando Pequim a seguir o mesmo caminho.

Justiça suspende demissões durante paralisação do governo

A juíza Susan Illston, do Tribunal Distrital de São Francisco, suspendeu temporariamente as demissões planejadas em meio ao fechamento parcial do governo. Segundo ela, a administração Trump “age como se as leis não se aplicassem mais”. O Departamento de Justiça alega que o presidente possui autoridade para reorganizar o funcionalismo federal.

Trump mira o Fisco americano

De acordo com o Wall Street Journal, o governo avalia indicar aliados de Trump para cargos estratégicos no IRS, o Fisco dos Estados Unidos. O objetivo seria enfraquecer a atuação de advogados internos e abrir espaço para investigações contra grupos ligados à esquerda, como a família Soros.

Suprema Corte analisa pacote bilionário de Elon Musk

A Suprema Corte de Delaware avaliou o pacote de remuneração de Elon Musk na Tesla, anulado anteriormente por questões de governança corporativa. Ainda sem decisão, o bilionário pode se beneficiar caso o novo plano de compensação seja aprovado após a reincorporação da Tesla no Texas.

Chobani alcança valor de mercado de US$ 20 bilhões

A Chobani levantou US$ 650 milhões em uma nova rodada de investimento, elevando sua avaliação para US$ 20 bilhões, segundo o DealBook. Os recursos financiarão a expansão da fábrica em Idaho (US$ 500 milhões) e a construção de uma nova planta em Nova York (US$ 1,2 bilhão).

Fundada há 20 anos, a empresa projeta US$ 3,8 bilhões em vendas líquidas em 2025, crescimento de 28% em relação ao ano anterior, e lucros de US$ 780 milhões, alta de 53%. A Chobani, que começou com iogurtes proteicos, agora aposta em leite vegetal, cafés e cremes, e recentemente adquiriu a Daily Harvest, produtora de alimentos à base de plantas.

“Este investimento é mais do que capital — é o reconhecimento do que construímos”, afirmou o fundador e CEO Hamdi Ulukaya.

Mammoth Brands compra fabricante de fraldas premium

A Mammoth Brands, dona das marcas Harry’s e Lume, anunciou a aquisição da Coterie, fabricante de fraldas premium, por um valor que pode ultrapassar US$ 1 bilhão. A Coterie, criada em 2018, tem receita anual acima de US$ 200 milhões e crescimento de 60% no último ano, mantendo lucratividade há três anos consecutivos.

O negócio inclui pagamento em dinheiro e ações, além de bônus vinculados ao desempenho. A empresa planeja entrar no varejo físico e ampliar sua linha de produtos para bebês.

“O segmento premium é o que mais cresce — estamos criando uma nova categoria”, declarou Jess Jacobs, CEO da Coterie.

Glass Lewis muda estratégia e abandona modelo único de voto

A consultoria Glass Lewis, uma das maiores do mundo em voto por procuração (proxy voting), anunciou que deixará de oferecer uma única recomendação de voto a partir de 2027. Seus 1.300 clientes poderão optar por políticas personalizadas, incluindo pautas ambientais, sociais e de governança (ESG).

A decisão ocorre após pressões políticas de republicanos contrários às recomendações favoráveis a pautas ESG. O CEO Bob Mann afirmou que o antigo modelo “não reflete mais a diversidade da base de clientes”.

“Com eleitores mais dispersos, a tendência é que a administração vença”, explicou Ann Lipton, professora de governança corporativa da Universidade do Colorado.

FONTE: New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Haiyun Jiang/The New York Times

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Comércio Exterior

Colômbia pode se tornar principal fornecedora de café dos EUA graças à guerra tarifária

A Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos, após a guerra tarifária impulsionada pelo presidente Donald Trump abrir espaço para o produto colombiano, aumentando suas exportações, principalmente para o mercado norte-americano.

De acordo com dados respaldados por análises da Associação Nacional de Comércio Exterior (Analdex) e da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), entre janeiro e agosto de 2025, as vendas para os EUA cresceram 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 3,3 milhões de sacas de 60 quilos.

Em 2024, a Colômbia ocupou a segunda posição com 19% de participação, atrás do Brasil, que detinha 32%; no entanto, a situação em 2025 pode reduzir essa diferença entre os dois países. Entre janeiro e agosto deste ano, os embarques brasileiros de café para os EUA caíram 20,7% em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil). As exportações passaram de 5 milhões para 4 milhões de sacas de 60 kg, confirmando o impacto das medidas tarifárias e a tensão política entre Brasil e EUA no comércio de café.

“Os fluxos de exportação de café no mundo estão mudando por causa das tarifas. Nesse sentido, a Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos. Esta é uma ótima notícia para o país, pois o aumento do interesse pelo café colombiano no mercado global pode gerar mais renda para as famílias cafeeiras na Colômbia”, explicou Gustavo Gómez, presidente da Asoexport.

“A boa produção de café, juntamente com os preços internacionais, tem feito do café colombiano um produto líder nas exportações do país. Devemos aproveitar essa janela tarifária favorável para consolidar nossa posição nos Estados Unidos”, afirmou Javier Díaz Molina, presidente da Analdex.

FONTE: Portal Portuário
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Comércio Exterior

Empresas chinesas migram para a Malásia em meio ao endurecimento das tarifas dos EUA

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos está provocando uma reorganização no cenário global de produção. Grandes empresas chinesas de tecnologia estão transferindo parte de suas operações para a Malásia, em busca de novos polos industriais fora do alcance direto das sanções norte-americanas. A movimentação é resultado das novas medidas do Departamento de Comércio dos EUA, que ampliaram o alcance das restrições a subsidiárias de empresas incluídas na chamada “lista negra”.

EUA fecham brechas e ampliam controle sobre subsidiárias estrangeiras

A mais recente regra, anunciada pelo Bureau de Indústria e Segurança (BIS) em 29 de setembro, determina que qualquer empresa com participação majoritária (50% ou mais) de uma entidade listada estará sujeita às mesmas restrições de exportação. A medida, segundo o governo norte-americano, fecha uma “brecha significativa” que permitia a empresas sancionadas continuarem operando por meio de afiliadas internacionais.

As novas regras também se estendem às companhias incluídas na Lista de Usuários Finais Militares e a entidades sujeitas a sanções específicas, ampliando o cerco contra conglomerados tecnológicos chineses.

Washington busca reduzir dependência de chips de Taiwan

Em paralelo, o governo dos EUA estabeleceu uma meta ambiciosa de independência tecnológica: reduzir pela metade a dependência de semicondutores avançados de Taiwan, responsável por 95% da produção global desses chips.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o objetivo é que 50% dos chips avançados utilizados no país sejam produzidos dentro dos EUA ou em nações aliadas, como Japão e países do Oriente Médio. A medida reflete preocupações com segurança nacional e com a vulnerabilidade das cadeias de suprimento em meio às tensões geopolíticas no Indo-Pacífico.

Malásia emerge como novo polo industrial chinês

A Malásia desponta como um dos principais destinos para o capital chinês em meio à guerra comercial. Segundo Dersenish Aresandiran, diretor comercial do Malaysia Aviation Group, a procura por voos executivos entre China e Malásia aumentou consideravelmente, impulsionada por novos investimentos industriais.

Empresas chinesas têm se instalado no país do Sudeste Asiático para contornar tarifas norte-americanas e aproveitar incentivos fiscais locais. Setores como semicondutores, veículos elétricos e infraestrutura são os mais beneficiados por essa reconfiguração da cadeia global de produção.

Pequim aposta em novo visto para atrair talentos globais

Enquanto os EUA restringem a entrada de profissionais estrangeiros, a China lançou o “visto K”, voltado para jovens talentos estrangeiros das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

O programa, anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, tem como objetivo atrair especialistas internacionais e fortalecer a capacidade tecnológica nacional, especialmente em segmentos estratégicos como os semicondutores. A medida faz parte da estratégia de Pequim para contrabalançar as sanções americanas e consolidar sua posição na disputa pela liderança tecnológica global.

Setor de alta tecnologia acelera na economia chinesa

Mesmo sob pressão internacional, a indústria de alta tecnologia chinesa continua em expansão. O Índice da Nova Economia (NEI), calculado pelo Caixin BBD, subiu para 31,2 pontos em setembro, alta de 1,3 ponto em relação a agosto.

O crescimento reflete o aumento dos investimentos em biotecnologia, inovação e mão de obra qualificada, compensando a retração dos aportes de capital. O índice monitora o peso das indústrias emergentes na economia chinesa, que hoje representam 31,2% do total de insumos econômicos do país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

PLANO BRASIL SOBERANO traz alívio Tributário e Prioridade em Restituições para Exportadores Afetados por Tarifas dos EUA

Saiba como obter os benefícios das medidas regulamentadas.

O Ministério da Fazenda anunciou, por meio da Portaria MF nº 1.862, de 22 de agosto de 2025, um conjunto de medidas de apoio para pessoas jurídicas exportadoras de bens que forem impactadas pela imposição de novas tarifas adicionais sobre exportações aos Estados Unidos da América. As ações incluem o diferimento (prorrogação) do prazo de vencimento de tributos federais e de prestações de dívida ativa da União, além da priorização na análise de restituição de créditos tributários.

Critérios de Elegibilidade

Serão consideradas elegíveis as pessoas jurídicas de direito privado que se enquadrem cumulativamente nos seguintes requisitos:

Afetadas pelas Novas Tarifas: Empresas cujas exportações para os Estados Unidos da América sejam atingidas pela ordem executiva de 30 de julho de 2025, conforme a tabela de produtos específicos a ser publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Isso inclui tanto exportadores diretos quanto aqueles que fornecem seus produtos a empresas comerciais exportadoras por conta e ordem.

Dependência de Exportação: Empresas cujo percentual de faturamento bruto decorrente das exportações mencionadas no item 1, apurado no período de doze meses (julho de 2024 a junho de 2025), seja igual ou superior a 5% (cinco por cento) do faturamento total no mesmo período.

A Receita Federal informa que a implementação dessas medidas será totalmente automática. A priorização da análise dos pedidos eletrônicos de restituição e ressarcimento de tributos, bem como a prorrogação dos prazos para o recolhimento de tributos federais e de parcelamentos ou transações tributárias, ocorrerá sem a necessidade de qualquer petição ou solicitação por parte dos contribuintes.

Prazos Específicos para o Diferimento (Prorrogação)

Conforme estabelecido no Art. 4º da Portaria MF 1.862, de 2025, os prazos para o recolhimento de tributos federais administrados pela RFB e de prestações de parcelamentos ou transações tributárias celebrados com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) serão prorrogados para as pessoas jurídicas elegíveis da seguinte forma:

– Vencimentos de 22 a 31 de agosto de 2025: Prorrogados para o último dia útil de outubro de 2025.

– Vencimentos em setembro de 2025: Prorrogados para o último dia útil de novembro de 2025.

Esta iniciativa visa mitigar os impactos financeiros diretos sobre os exportadores brasileiros, garantindo um fôlego no fluxo de caixa e contribuindo para a manutenção da competitividade no mercado internacional.

Para emissão de DARF com prorrogação automática do prazo de recolhimento, após a transmissão da DCTFWeb, o contribuinte elegível ao benefício deverá utilizar o Portal e-CAC da RFB, em consulta à sua situação fiscal, conforme roteiro abaixo.

Passo 1. Acessar o portal e-CAC no site da Receita Federal do Brasil

Passo 2. Após logar com a conta gov.br, selecionar a opção “Certidões e Situação Fiscal”.Fig. 2Fig. 2

Passo 3. Na próxima tela, selecionar a opção “Consulta Pendências – Situação Fiscal”.Fig. 3Fig. 3

Passo 4. Na próxima tela, expandir a opção “Diagnóstico Fiscal” até a opção “Conta Corrente”, selecionar os débitos que pretende pagar e clicar no botão “Emitir Daf”.Fig. 4

Exemplo de DARF gerado com vencimento prorrogado.Fig. 5Fig. 5

Alternativamente, o contribuinte poderá utilizar o sistema SicalcWeb para geração manual de um DARF para cada débito (código de receita) que pretende pagar.

Ressalta-se que, por limitações operacionais e em razão do reduzido espaço de tempo, a DCTFWeb não será atualizada para gerar DARF/DAE com prorrogação automática. Assim, caso o contribuinte seja elegível à prorrogação do prazo de vencimento, deve utilizar uma das opções citadas acima (Situação Fiscal ou SicalcWeb).

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior

China sinaliza que compras de soja dos EUA dependem da remoção de tarifas

China, o maior comprador mundial de soja, ainda não reservou nenhuma carga de soja dos EUA de sua safra de outono, disseram operadores, optando pelo fornecimento vindo da América do Sul

Os Estados Unidos devem remover o que a China descreveu como tarifas irracionais e criar condições para expandir o comércio bilateral, disse um porta-voz do Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (25), quando perguntado se a China compraria soja americana.

A China, o maior comprador mundial de soja, ainda não reservou nenhuma carga de soja dos EUA de sua safra de outono, disseram operadores, optando pelo fornecimento vindo da América do Sul.

Os agricultores dos EUA podem perder bilhões de dólares em vendas de soja devido às tensões comerciais não resolvidas que interromperam as exportações para a China.

Na segunda-feira (22), o negociador sênior de comércio da China, Li Chenggang, reuniu-se com líderes políticos e empresariais do Meio-Oeste dos EUA, onde a maior parte da soja norte-americana é colhida, sinalizando que a segunda maior economia do mundo poderia comprar alguns grãos de soja dos EUA antes de negociações comerciais mais abrangentes.

No entanto, a discordância em relação aos detalhes técnicos parece estar complicando as negociações, com as autoridades comerciais da China e dos EUA devendo se reunir novamente nesta quinta-feira.

“Com relação ao comércio de soja, os Estados Unidos devem tomar medidas positivas para cancelar as tarifas não razoáveis relevantes para criar condições para a expansão do comércio bilateral”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, em uma coletiva de imprensa.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

OCDE revisa para cima previsão de crescimento global, mas alerta para tarifas dos EUA

Investimentos em IA e apoio fiscal sustentam economia dos EUA, enquanto China desacelera; política monetária deve permanecer frouxa diante da desaceleração global

O crescimento global está se mantendo melhor do que o esperado, mas o impacto total do choque das tarifas de importação dos Estados Unidos ainda não foi sentido, uma vez que o investimento em inteligência artificial (IA) sustenta a atividade econômica dos EUA por enquanto, e o apoio fiscal amortece a desaceleração da China, afirmou a OCDE nesta terça-feira.

Em seu mais recente Relatório Interino de Perspectivas Econômicas, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico destacou que o impacto total dos aumentos das tarifas dos EUA ainda está se desenrolando, com as empresas até agora absorvendo grande parte do choque por meio de margens mais estreitas e estoques de segurança.

Muitas empresas estocaram produtos antes dos aumentos das tarifas do governo Trump, que elevaram a taxa efetiva dos EUA sobre as importações de mercadorias para um valor estimado em 19,5% até o final de agosto — o mais alto desde 1933, no auge da Grande Depressão.

“Os efeitos totais dessas tarifas ficarão mais claros à medida que as empresas reduzirem os estoques acumulados em resposta aos anúncios de tarifas e à medida que as taxas tarifárias mais altas continuarem a ser implementadas”, disse o diretor da OCDE, Mathias Cormann, em coletiva de imprensa.

Previsões de crescimento da OCDE para 2025 atualizadas

O crescimento econômico global deve sofrer apenas uma pequena desaceleração, de 3,3% no ano passado para 3,2% em 2025, em comparação com os 2,9% previstos pela OCDE em junho.

No entanto, a organização sediada em Paris manteve sua previsão para 2026 em 2,9%, com o impulso da formação de estoques já se dissipando e a expectativa de que tarifas mais altas pesem sobre o crescimento do investimento e do comércio.

“Aumentos adicionais nas barreiras ao comércio ou incerteza prolongada podem reduzir o crescimento, aumentando os custos de produção e pesando sobre o investimento e o consumo”, afirmou Cormann.

A OCDE prevê que o crescimento econômico dos EUA desacelerará para 1,8% em 2025 — acima dos 1,6% previstos em junho — após crescimento de 2,8% no ano passado. A estimativa para 2026 permanece em 1,5%.

Um boom de investimentos em IA, apoio fiscal e cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve devem ajudar a compensar o impacto das tarifas mais altas, a queda na imigração e os cortes de funcionários federais, segundo a OCDE.

Na China, o crescimento também deve desacelerar no segundo semestre, à medida que a corrida para enviar exportações antes da implementação das tarifas dos EUA e o apoio fiscal perdem força.

No entanto, espera-se que a economia chinesa cresça 4,9% este ano — acima dos 4,7% previstos em junho — antes de desacelerar para 4,4% em 2026, revisado para cima em relação aos 4,3% anteriores.

Na zona do euro, as tensões comerciais e geopolíticas devem compensar o impulso das taxas de juros mais baixas, segundo a OCDE.

A estimativa para a economia do bloco é de crescimento de 1,2% este ano — revisado de 1,0% anteriormente — e 1,0% em 2026 — de 1,2% — à medida que o aumento dos gastos públicos na Alemanha eleva o crescimento, enquanto o aperto fiscal pesa sobre França e Itália.

Para o Brasil, a OCDE estimou expansão de 2,3% este ano e de 1,7% em 2026, ante 2,1% e 1,6% respectivamente previstos em junho.

Política monetária deverá ser frouxa

Com a desaceleração do crescimento, a OCDE espera que a maioria dos principais bancos centrais reduza os custos de empréstimos ou mantenha a política monetária frouxa ao longo do próximo ano, desde que as pressões inflacionárias continuem a diminuir.

A OCDE projetou que o Federal Reserve reduzirá ainda mais os juros à medida que o mercado de trabalho enfraqueça — a menos que tarifas mais altas desencadeiem uma inflação mais ampla.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Brasileiros pagaram menos por legumes, carnes e ovos após tarifas dos EUA; entenda

Estudo aponta maior oferta dos produtos para o mercado brasileiro em meio às exportações em queda

Os brasileiros pagaram menos no mês de agosto por produtos listados nas tarifas de exportação dos Estados Unidos. Ovos e carne vermelha, por exemplo, apresentaram queda de 4% e 3,4%, respectivamente, nos preços ao consumidor.

Já a categoria de legumes apresentou a maior queda do período, com preços que caíram mais de 6,7%. É o que indica o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, divulgada com exclusividade ao InfoMoney.

No caso dos legumes, além das melhores condições climáticas que favoreceram as plantações, a maior oferta interna causada pelo tarifaço de Donald Trump também foi um fator importante para a redução dos preços.

As taxas de 50% sobre importações brasileiras aplicadas pelos EUA afetaram diretamente os produtores dos itens na mira de Trump, mas aliviaram o bolso dos consumidores brasileiros, em certa medida.

Entre os produtos de origem animal, por sua vez, o quilo dos cortes bovinos passaram de R$ 38,07 em julho para R$ 36,77 em agosto — o que representa queda de 3,4% —, enquanto a carne suína caiu de R$ 19,45 para R$ 18,87 — ou seja, recuo de 3%. O preço da farinha de mandioca também registrou baixa de 2,5%.

“Como os Estados Unidos são um dos maiores compradores de carnes e derivados de soja do Brasil, o ‘tarifaço’ reduziu o volume exportado, o que elevou a oferta interna e pressionou os preços para baixo nessas categorias”, explica Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid.

Fercher afirma que o efeito não fica restrito à balança comercial, pois impacta diretamente o carrinho de compras dos brasileiros. “Para os próximos meses, a expectativa é de que os preços permaneçam estáveis, refletindo uma inflação mais controlada. No entanto, o mercado segue sensível a fatores como safra, logística e câmbio”, analisa.

Produtos com aumento de preços

Em contrapartida, outras categorias registraram alta durante o período analisado, como visto para o creme dental (+1,9%), margarina (+1,7%), óleo de soja (+1,6%) e sal (+1,6%). A cerveja também apresentou elevação de 1,2%, com preço médio de R$ 13,21.

O café (em pó e em grãos) continua como líder na maior alta de preços considerando o acumulado de dezembro de 2024 até agosto de 2025.

O preço médio por quilo de café subiu de R$ 53,58 em dezembro do ano passado para R$ 73,75 em agosto deste ano, apresentando variação de 37,6%.

Na comparação anual, outros produtos que registraram aumentos foram margarina (6,3%), creme dental (5,7%), pão (2,1%) e refrigerantes (1,3%).

Fonte: InfoMoney

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Portos

APS recorre contra desconto de 34,6% em tarifas no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) entrou com recurso contra a decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que determinou a aplicação de um desconto linear de 34,6% nas tarifas da chamada Tabela III do Porto de Santos.

Conforme A Tribuna publicou no último dia 11, a medida havia sido imposta pela agência reguladora após representação feita pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), que questionou o não cumprimento de obras prometidas pela estatal.

O recurso, protocolado na quinta-feira, foi na forma de embargos de declaração. Esse instrumento jurídico é usado quando a parte entende que uma decisão contém omissões, contradições ou pontos obscuros que precisam ser esclarecidos. No pedido, a APS alega que a decisão da Antaq apresenta falhas em pontos centrais e pede que a diretoria da agência reveja os termos da determinação.

A Tabela III corresponde às tarifas cobradas pela utilização da infraestrutura terrestre do Porto, como pátios e vias de acesso. A cobrança dessa tabela é destinada a custear investimentos em obras e melhorias nessas áreas. Justamente por não ter realizado parte das obras previstas, a Autoridade Portuária foi obrigada pela Antaq a conceder o desconto nas cobranças até a conclusão da revisão tarifária extraordinária em andamento.

Argumentos

Entre os argumentos apresentados no recurso, a APS questiona a abrangência do desconto, afirmando que a medida não deixou claro se a redução beneficia apenas os associados do Sopesp ou todos os usuários do Porto. A estatal também contesta a vigência imediata da medida, alegando que a própria regulação da Antaq estabelece prazo mínimo de dez dias antes da entrada em vigor de qualquer alteração tarifária.

Outro ponto levantado pela gestora do Porto é a “ausência de fundamentação quanto à competência da Antaq para impor unilateralmente descontos tarifários”. Para a APS, a decisão impôs um percentual sem base na metodologia tarifária.

A empresa também sustenta que os investimentos não realizados corresponderiam a cerca de 8% do valor das tarifas, e não aos 34,6% fixados. Alega, ainda, que já havia adotado medidas de alívio, como a não aplicação de reajustes baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado desde 2021, além de descontos comerciais e fatores de incentivo.

“O somatório desses elementos demonstra que, mesmo antes da imposição do desconto de 34,6%, a APS já promovia abatimentos equivalentes a aproximadamente 36% (20,5% relativos ao não repasse da inflação, mais 8% de descontos vigentes e cerca de 8% pelo IESP — Índice de Eficiência e Sustentabilidade Portuária)”, ressalta a companhia, sustentando que a determinação da agência reguladora impõe duplicidade de abatimentos.

No recurso, a empresa solicita efeito suspensivo da decisão até julgamento definitivo da diretoria colegiada da Antaq. A APS estima que, entre setembro e dezembro de 2025, a medida reduziria sua receita em R$ 29,1 milhões, comprometendo investimentos e o custeio de despesas correntes. Caso o pedido não seja aceito, a estatal requer que os associados do Sopesp sejam obrigados a depositar em juízo os valores correspondentes ao desconto, como caução.

Em nota, a Antaq explica que o Acórdão 559-2025 aplicou um desconto linear de 34,6% na tarifa “até que seja finalizada a revisão tarifária extraordinária, que está em andamento na Agência”. E que, ao término da revisão, “serão propostos, com a anuência da APS, novos valores para o tarifário do Porto de Santos” a serem aprovados pela diretoria da agência.

Redução da Receita

A cobrança da Tabela III destina-se a custear investimentos em obras e melhorias. Como parte das obras previstas não foi realizada, a Autoridade Portuária de Santos (APS) foi obrigada pela Antaq a conceder o desconto. A APS estima que, entre setembro e dezembro de 2025, o desconto reduzirá sua receita em R$ 29,1 milhões, fazendo a Tabela III cair de R$ 76,4 milhões para R$ 47,3 milhões, comprometendo investimentos, custeio de despesas e a sustentabilidade financeira da companhia.

Fonte: A Tribuna

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