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Casa Branca confirma taxas de 25% para Canadá e México e 10% sobre a China

Um dia após anunciar tarifas de 25% contra Canadá e México, Casa Branca afirma que Trump também vai taxar a China

Após anunciar tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também vai taxar produtos vindos da China. A informação foi divulgada pela Casa Branca nesta sexta-feira (31/1). A medida passa a valer neste sábado (1º/2).

O que está acontecendo

  • Após assumir a Casa Branca, Donald Trump iniciou uma guerra tarifária contra países tidos como ameaças para os interesses dos Estados Unidos.
  • Em 30 de janeiro, Trump anunciou que vai taxar exportações vindas do México e Canadá em 25%. 
  • Segundo o presidente norte-americano, a medida busca impedir a “invasão” de drogas e imigrantes ilegais nos EUA. 

De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a China será taxada em 10%, como resposta a suposta entrada de fentanil nos EUA vinda do país.

Nos primeiros onze dias de seu segundo mandato, Trump tem subido o tom e usado a economia como arma contra alguns países.

Além das tarifas anunciadas contra México, Canadá e China, três dos principais parceiros comerciais dos EUA, o presidente republicano também fez ameaças semelhantes contra os países dos Brics.

Nesta sexta-feira, Trump afirmou que pode aplicar taxas de 100% em produtos vindos de países do bloco econômico, do qual o Brasil faz parte. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu, e afirmou que vai agir com reciprocidade caso as ameaças sejam cumpridas.

FONTE: Metrópoles
Casa Branca confirma taxa de 25% para Canadá e México e 10% para China | Metrópoles

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Dólar cai e fecha abaixo de R$ 6 pela 1ª vez desde dezembro; bolsa recua

O dólar encerrou em forte queda nesta quarta-feira (22) e se afastou do patamar de R$ 6 com mercados em todo o mundo acompanhando as medidas tarifárias apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A divisa norte-americana encerrou a sessão com recuo de 1,41%, negociada a R$ 5,946, no menor patamar desde 27 de novembro, quando a moeda encerrou em R$ 5,914.

O dólar se mantém majoritariamente acima de R$ 6 desde o fim de novembro do ano passado, com o recrudescimento do temor do mercado com as contas públicas do governo federal.

A última vez que a divisa encerrou abaixo da marca de R$ 6 foi em 11 de dezembro, a R$ 5,959.

Ignorando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa operou a maior parte da sessão próximo da estabilidade. O principal índice do mercado doméstico encerrou em queda de 0,30%, a 122.971,77 pontos.

Na terça-feira (21), o dólar à vista fechou em leve queda de 0,18%, a R$ 6,031.

O dólar se mantém majoritariamente acima de R$ 6 desde o fim de novembro do ano passado, com o recrudescimento do temor do mercado com as contas públicas do governo federal.

A última vez que a divisa encerrou abaixo da marca de R$ 6 foi em 11 de dezembro, a R$ 5,959.

Trump e tarifas
Mercados em todo o mundo acompanham os primeiros passos de Trump de volta à Casa Branca.

Na véspera, o republicano afirmou que seu governo está discutindo a imposição, a partir de fevereiro, de uma tarifa de 10% sobre os produtos importados da China.

Além disso, ele citou barreiras para produtos da União Europeia, Canadá e México.

Mais cedo, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que objetivo de Trump de fomentar a manufatura no país por meio do aumento de barreiras comerciais é uma abordagem questionável, uma vez que a economia já está funcionando perto de sua capacidade.

Apesar de renovar suas ameaças tarifárias nos primeiros dias do cargo, Trump apenas orientou até agora as agências federais a investigarem os déficits comerciais dos EUA e as práticas comerciais injustas de parceiros.

“Essa abordagem do governo Trump, de primeiro ameaçar para depois estudar se realmente vai ser implantada alguma tarifa sobre as outras economias, tem levado a um movimento de enfraquecimento global do dólar”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

“Visto o que se antecipava, o receio era de que ele teria uma postura agressiva já no seu primeiro dia de mandato”, completou.

Fonte: CNN Brasil
Dólar cai e fecha abaixo de R$ 6 pela 1ª vez desde dezembro; bolsa recua | CNN Brasil

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Fornecedores e importadores dos EUA se preparam para as tarifas prometidas por Trump

Algumas empresas dos Estados Unidos estão ativando planos para proteger seus negócios da promessa do presidente eleito Donald Trump de impor novas e possivelmente pesadas tarifas sobre uma ampla gama de produtos provenientes de países como China e México, os principais parceiros comerciais dos EUA.

Trump propôs uma tarifa de 10% sobre todas as importações dos EUA e um imposto de 60% sobre os produtos fabricados na China, o que, se implementado, afetaria toda a economia ao elevar os preços ao consumidor e gerar tarifas retaliatórias sobre as exportações americanas. Trump também ameaçou impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações do México.

Economistas alertam que os planos de tarifas de Trump, provavelmente sua política econômica mais significativa, poderiam elevar as taxas de impostos sobre importações dos EUA para os níveis da década de 1930, estimular a inflação, colapsar o comércio EUA-China, provocar represálias e reordenar drasticamente as cadeias de suprimentos.

A M.A.D. Furniture Design, baseada em Hong Kong, vai aumentar em 50% os embarques de suas cadeiras, mesas e luminárias de estilo moderno fabricadas na China para seu armazém em Minneapolis “para nos dar tempo para reagir após a eleição”, disse o cofundador Matt Cole.

Em Chicago, o cofundador da Joe & Bella, Jimmy Zollo, já quadruplicou os pedidos das camisas mais vendidas da varejista online, fabricadas na China, e dobrou os pedidos de suas calças mais populares para adultos com dificuldades de vestuário devido à artrite, demência ou uso de cadeira de rodas. “Dada a incerteza em torno das tarifas, queríamos que fosse entregue antes do Ano Novo Chinês”, em 29 de janeiro, disse Zollo sobre essa mercadoria.

Isso ocorre porque as fábricas chinesas fecham de duas a quatro semanas para permitir que os trabalhadores viajem para suas casas e celebrem o Ano Novo com suas famílias. Quando o trabalho é retomado, os pedidos de pequenas empresas como a de Zollo muitas vezes ficam para o final da fila, explicou ele.

Durante sua presidência de 2017 a 2021, Trump impôs ondas de tarifas sobre produtos como aço, máquinas de lavar, painéis solares e bens de consumo da China. Os importadores dos EUA reagiram apressando a chegada de mercadorias antes da implementação dessas tarifas.

Desta vez, a nova proposta de Trump afeta muito mais produtos e os portos marítimos dos EUA podem ficar sobrecarregados se as empresas americanas repetirem a estratégia de importação antecipada, conhecida como front-loading.

Essa medida protetiva exige recursos substanciais para cobrir o custo das mercadorias e o armazenamento prolongado, disseram os empresários à Reuters. Como resultado, alguns proprietários de pequenas empresas estão optando por não participar.

“Não estamos fazendo pedidos antecipados devido aos custos de armazenamento, envio expresso e outros custos associados”, disse Hilla Hascalovici, CEO da Periodally, com sede em Nova York, que vende adesivos de aquecimento fabricados na China para cólicas menstruais, que empregadores estocam em banheiros ao lado de absorventes e tampões.

Promessas de campanha podem divergir das políticas implementadas quando um presidente assume o cargo, afirmou Max Lemper-Tabatsky, cofundador da Oaktree Memorials, com sede em Denver, que vende urnas de cremação feitas na Ásia e na Europa.

“Em vez de comprometer um capital substancial com base em cenários hipotéticos de tarifas, estamos optando por uma abordagem de esperar para ver”, disse ele.

Alan Baer, presidente da OL USA, que lida com remessas de carga para clientes, espera que Trump leve adiante pelo menos parte de seu plano.

“As tarifas no setor de transporte são ruins, não importa como você olhe para isso”, disse Baer, acrescentando que a vitória de Trump provavelmente significa que sua empresa terá “menos coisas para mover e precisará de menos pessoas.”

Reportagem de Lisa Baertlein em Los Angeles e David Kirton em Shenzhen; Edição de Paul Simao

Fonte: Datamar News
Fornecedores e importadores dos EUA se preparam para as tarifas prometidas por Trump – DatamarNews

Clique aqui para ler o texto original: https://www.reuters.com/world/us/us-suppliers-importers-prepare-promised-trump-tariffs-2024-11-06/

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