Negócios

Aurora Coop anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão em 2026 com foco em suínos

Após enfrentar um ano desafiador em 2025, a Aurora Coop inicia 2026 ampliando seus planos de crescimento. A cooperativa prevê investir R$ 1,1 bilhão neste ano, com prioridade para a expansão da cadeia de suínos, segmento que deve concentrar a maior parte dos recursos.

Suínos lideram estratégia de expansão da cooperativa

Mesmo diante das adversidades do último ano, a Aurora encerrou 2025 com sobras de R$ 1,2 bilhão, avanço de 43,5% em relação ao exercício anterior. O resultado fortaleceu a decisão de intensificar os aportes no segmento de proteína suína, impulsionado pelo bom desempenho do consumo doméstico.

Segundo o presidente da cooperativa, Neivor Canton, a principal unidade a receber investimentos será a de São Miguel do Oeste (SC). Atualmente com capacidade para abater 2 mil suínos por dia, a planta passará a processar 5 mil animais diariamente até o segundo semestre de 2027, quando a ampliação será concluída.

“O mercado interno tem absorvido cada vez mais a proteína suína, e acreditamos que ainda há espaço para crescer”, afirmou Canton. Em contrapartida, ele destaca cautela no segmento de aves, que enfrenta excesso de oferta.

Investimentos mantêm ritmo após aportes em 2025

Em 2025, a cooperativa já havia investido R$ 885 milhões, direcionados principalmente à ampliação de fábricas em diferentes áreas. Além de suínos e aves, a Aurora atua nos segmentos de lácteos, massas, pescados, vegetais e, em menor escala, bovinos.

Mesmo com dificuldades no mercado avícola, a receita operacional bruta cresceu 8,3% no ano passado, alcançando R$ 26,9 bilhões, conforme balanço financeiro divulgado pela companhia.

Gripe aviária impactou exportações de frango

O desempenho limitado das aves em 2025 foi reflexo direto da suspensão temporária das exportações de frango para mercados estratégicos, como China e União Europeia. As restrições ocorreram após a confirmação de um foco de influenza aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, entre maio e junho.

“O ano teve dois momentos bem distintos. Até a gripe aviária, o desempenho era muito positivo. Depois, foi preciso administrar estoques elevados e gargalos operacionais”, relembrou Canton.

Com a retomada gradual das compras externas, o cenário voltou a apresentar sinais mais favoráveis, reforçado também pela boa resposta do mercado interno.

Mercado doméstico sustenta crescimento das vendas

As vendas da Aurora no Brasil avançaram 13,5% em 2025, somando R$ 15,6 bilhões. O destaque ficou para os segmentos de suínos, com faturamento de R$ 9,4 bilhões, e aves, que alcançaram R$ 3,3 bilhões. Ambos registraram crescimento superior a 14%.

Já as exportações totalizaram R$ 9,1 bilhões, alta de 2,2%. As carnes suínas responderam por R$ 4,3 bilhões, avanço de 7,6%, enquanto o faturamento com aves recuou 2,4%, para R$ 4,8 bilhões.

Produção cresce e expectativa para 2026 é positiva

Na produção industrial, os números também foram positivos. As oito plantas de suínos da Aurora abateram 8,2 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 2,6%. Já as nove unidades de aves processaram 347,9 milhões de frangos, leve alta de 1,4%.

Para 2026, a expectativa é de um cenário mais favorável no mercado externo, desde que não haja novos entraves sanitários. “Se não surgirem novos problemas, o próximo ano tende a ser bastante promissor”, avaliou Canton.

Custos pressionam margens e cooperativa avalia reajustes

Apesar do otimismo, a cooperativa acompanha de perto o avanço dos custos de produção. Gastos com grãos para ração, energia, embalagens e mão de obra têm pressionado as margens, o que pode levar a reajustes nos preços dos produtos.

Em relação ao emprego, a Aurora criou 3.591 novas vagas em 2025 e superou a marca de 50 mil colaboradores. Segundo Canton, cerca de dois terços da força de trabalho é formada por estrangeiros, diante da dificuldade de encontrar mão de obra disponível no setor.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Informação

Programa 100% subsidiado pelo Sebrae/SC está com as inscrições abertas na região da Foz do Itajaí

Estão abertas até 20 de fevereiro as inscrições para o ciclo 2026 do Programa Agentes Locais de Inovação – ALI Produtividade. A iniciativa gratuita do Sebrae/SC é direcionada a Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). Com foco na gestão e no aumento da competitividade, o Programa oferece soluções inovadoras e acompanhamento personalizado, que auxiliam os empreendedores a identificar problemas, reduzir custos e melhorar a gestão dos negócios. As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://www.sebrae-sc.com.br/ali/agentes-locais-de-inovacao.

O gestor de Projetos da Regional Foz do Sebrae/SC, Marcos Vinicius Moser Nascimento, explica que a jornada – estruturada em oito etapas – tem duração de seis meses e inclui encontros coletivos e individuais, além da aplicação de uma metodologia estratégica desenvolvida por consultores especializados. “O objetivo é identificar as necessidades e implementar soluções práticas de acordo com as demandas de cada empresa, para impulsionar a produtividade e a competitividade dos negócios”, afirma.

Ao todo, 15 agentes locais de inovação atuarão nos dois territórios que compõem a Regional Foz, atendendo empresas de Bombinhas, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Balneário Piçarras, Penha, Luiz Alves, Gaspar, Ilhota, Brusque, Guabiruba e Botuverá.

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Investimento

Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Logística

Lustre de R$ 6 milhões chega a Santa Catarina após transporte em contêiner refrigerado

Um lustre de cristal avaliado em 1 milhão de euros — cerca de R$ 6,24 milhões — desembarcou em Santa Catarina após uma operação logística de alta complexidade. A carga chegou ao Brasil pelo terminal da Portonave, em Navegantes, depois de uma viagem marítima iniciada na Itália e realizada com controle rigoroso de temperatura.

Transporte especial preservou peça de alto valor

Destinado à decoração de uma residência, o lustre foi dividido em 40 volumes, totalizando aproximadamente uma tonelada. Para garantir a integridade da peça durante o transporte, a carga foi acomodada em um contêiner refrigerado (reefer), apesar de não se tratar de um produto perecível.

A operação foi coordenada pela Allog, empresa especializada em logística internacional. De acordo com a especialista em contas estratégicas da companhia, Franciele Ribeiro, a opção pelo transporte marítimo partiu do próprio cliente. O embarque ocorreu no porto de Livorno, com rota direta ao Brasil e tempo de trânsito de 42 dias.

Controle térmico evitou danos ao material

O uso do contêiner refrigerado teve como objetivo evitar oxidação e danos estruturais provocados por variações de temperatura e umidade. Durante toda a travessia, o ambiente interno foi mantido entre 21 °C e 25 °C, dentro dos parâmetros definidos para a preservação do cristal.

Segundo Franciele Ribeiro, o alto valor e a fragilidade da carga exigiram planejamento detalhado e acompanhamento contínuo em todas as etapas da operação, com monitoramento em tempo integral.

Monitoramento contínuo nos portos de origem e destino

Na Itália, a estufagem do contêiner foi realizada por equipes especializadas, com supervisão completa do processo e escolha criteriosa de parceiros locais. Já no Brasil, a Portonave manteve o contêiner em área dedicada a cargas com controle térmico, garantindo a estabilidade das condições ambientais.

O terminal catarinense conta com mais de 3 mil tomadas para contêineres refrigerados e sistema de monitoramento contínuo, o que assegurou a preservação da carga durante a permanência no porto.

Seguro e crescimento da demanda por cargas de alto valor

A operação também incluiu seguro contratado pelo cliente e inspeções estruturais do contêiner nos portos de origem e destino, além de acompanhamento constante para minimizar riscos de impacto ou exposição à umidade.

Segundo a Allog, cresce a demanda por operações logísticas de alto valor agregado, envolvendo itens como decoração, obras de arte, roupas e veículos de luxo. Esse tipo de carga, destaca a empresa, requer procedimentos específicos, tecnologia adequada e parceiros altamente qualificados para garantir a integridade dos bens transportados.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog/Divulgação/ND Mais

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Portos

Obra de R$ 12 milhões remove obstáculo submerso em porto estratégico de Santa Catarina

Uma obra avaliada em R$ 12 milhões está em andamento no Porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, para eliminar um obstáculo submerso que limita a operação dos berços 101 e 102. A intervenção, iniciada em 2025, prevê a retirada de uma rocha submersa com volume equivalente a cinco contêineres, permitindo que o local atinja 14 metros de profundidade.

Atualmente, a presença da pedra obriga embarcações a realizarem manobras adicionais durante a atracação, o que eleva os custos logísticos e reduz a eficiência das operações portuárias.

Rocha está entre os principais berços do terminal

O obstáculo possui cerca de 370 metros cúbicos e está localizado a 10,5 metros de profundidade, entre dois dos berços mais utilizados do terminal. Os trabalhos são executados pela empresa Náutica Marítima Serviços, vencedora do processo licitatório.

Neste momento, a equipe concentra esforços na perfuração e fragmentação da rocha, etapa considerada uma das mais delicadas da obra. Ainda não há uma data definitiva para a conclusão dos serviços.

Derrocagem sem explosivos reduz impacto ambiental

A remoção da rocha está sendo feita por meio de derrocagem mecânica, sem o uso de explosivos. O método utiliza martelos de fundo, rompedores hidráulicos e, na etapa final, uma escavadeira hidráulica para retirar o material fragmentado.

Segundo a administração do porto, a técnica foi escolhida por minimizar impactos ambientais, além de garantir maior segurança operacional durante a execução dos trabalhos.

Obra foi dividida em duas etapas

A intervenção foi planejada em duas fases para evitar a paralisação prolongada das atividades portuárias. A primeira etapa ocorreu em janeiro de 2025 e durou aproximadamente um mês, período estrategicamente escolhido para não comprometer a operação dos navios graneleiros.

A segunda etapa teve início em dezembro de 2025, após o encerramento da safra de soja, permitindo a retomada dos trabalhos sem interferir no pico de movimentação do terminal.

Porto de São Francisco do Sul bate recordes

Considerado um porto estratégico para Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul é o maior do estado em volume de cargas. Em 2025, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas de mercadorias, o maior resultado em seus 70 anos de operação.

O crescimento foi de 39% nos últimos três anos: foram 12,6 milhões de toneladas em 2022, 16,8 milhões em 2023 e 17 milhões em 2024.

No mesmo ano, o porto também alcançou um recorde financeiro, com faturamento de R$ 189 milhões, alta de 8% em relação a 2024, quando registrou R$ 175 milhões.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de São Francisco do Sul/ND Mais

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 628 veículos de luxo e reforça liderança em cargas de alto valor

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, recebeu nesta segunda-feira (26) um navio transportando 628 veículos de luxo, em uma operação considerada de alto padrão logístico. A movimentação marca a chegada do primeiro navio roll-on/roll-off (Ro-Ro) de 2026 ao terminal catarinense.

Reconhecido como uma das principais portas de entrada de cargas de alto valor agregado no Brasil, o porto consolida sua posição estratégica no setor automotivo nacional.

Logística eficiente fortalece papel do porto

Segundo a administração do Porto de Itajaí, o desembarque dos veículos reforça a vocação do terminal para operações que exigem segurança, eficiência e alto nível operacional. A estrutura disponível tem sido decisiva para atrair cargas de maior valor e a confiança de grandes marcas internacionais.

De acordo com o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o volume expressivo confirma a relevância do porto no cenário nacional. Para ele, a operação demonstra a capacidade do terminal em atender com excelência o segmento automotivo de alto padrão.

Sistema Ro-Ro garante agilidade e menor risco

A movimentação dos veículos foi realizada por meio do sistema roll-on/roll-off, no qual os automóveis entram e saem do navio por rampas próprias, sem necessidade de guindastes.

Esse modelo proporciona maior agilidade, reduz o risco de avarias e aumenta a previsibilidade logística, características essenciais para o transporte de veículos de luxo. Segundo a gestão do porto, a combinação entre infraestrutura adequada e equipe especializada tem sido fundamental para o sucesso dessas operações.

Histórico confirma consolidação no setor automotivo

Ao longo de 2025, o Porto de Itajaí movimentou cerca de 8.100 veículos, distribuídos em 12 operações com navios Ro-Ro. Os números reforçam a consolidação do terminal como referência nacional na logística automotiva e no manuseio de cargas de elevado valor comercial.

A autoridade portuária destaca que os resultados refletem a confiabilidade operacional e a capacidade do porto de atender demandas complexas do comércio exterior.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí/Reprodução/ND Mais

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Portos

Reunião em Itajaí debate impactos do PL 733/2025 para os trabalhadores portuários

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, participou de uma reunião com trabalhadores portuários e lideranças sindicais para debater os impactos do Projeto de Lei nº 733/2025, que trata de mudanças no marco regulatório do setor portuário e está em tramitação na Câmara dos Deputados, em Itajaí. 

O encontro contou com a presença da deputada federal Ana Paula Lima e reuniu representantes sindicais de todas as categorias que atuam nos portos de Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba reforçando a importância da união dos trabalhadores neste momento decisivo da tramitação do projeto.

Principais pontos do PL 733/2025 debatidos na reunião
    •    Possíveis mudanças nas regras de contratação no setor portuário.
    •    Impactos sobre o trabalho portuário avulso e o modelo atual de escalação.
    •    Alterações no papel do OGMO, com reflexos na organização do trabalho.
    •    Riscos à segurança jurídica, à renda e aos direitos históricos da categoria.
    •    Necessidade de garantir que a modernização dos portos não resulte em precarização do trabalho.

​A reunião reforçou a importância da articulação entre trabalhadores, sindicatos, gestão portuária e representação parlamentar para assegurar que o avanço do PL 733/2025 ocorra com diálogo, responsabilidade social e respeito à história e ao papel dos trabalhadores portuários de Itajaí.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos reafirmou o posicionamento institucional do Porto de Itajaí: “o Porto de Itajaí tem compromisso com os trabalhadores portuários. A modernização dos portos é importante, mas o porto é feito pelas mãos dos trabalhadores. São eles que garantem a operação, a segurança e o desenvolvimento da cidade.”

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Sandro Vargas dos Santos, ressaltou a importância da mobilização da categoria: “este é um projeto que impacta diretamente a vida dos trabalhadores. Precisamos acompanhar de perto a tramitação e atuar de forma unificada para defender nossos direitos e a nossa renda.”

Já o presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí, Correio Júnior, destacou o papel da unidade sindical: ” o momento é de unir esforços. A reunião foi importante para somar forças em defesa dos trabalhadores portuários, garantindo direitos, renda e segurança para todas as categorias.”

A deputada federal Ana Paula Lima destacou que o diálogo com os trabalhadores é fundamental para a atuação no Parlamento:
“Estamos saindo desta reunião com as principais medidas que vamos defender na volta do Congresso Nacional, quando o PL será votado no plenário. Nosso compromisso é garantir que os trabalhadores portuários possam continuar trabalhando, com seus direitos assegurados.”

Participaram da reunião representantes dos Conferentes de Itajaí, São Francisco e Imbituba, Sindicato dos Conferentes de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Arrumadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Consertadores de Itajaí, Sindicato dos vigias do Porto de Itajaí e Intersindical de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

JBS Terminais avança para concessão definitiva do porto de Itajaí

Enquanto o mercado especula uma possível participação da JBS Terminais no leilão do Tecon 10, em Santos, a empresa mantém o foco voltado para Santa Catarina. O CEO da companhia, Aristides Russi Jr., afirma que qualquer decisão sobre Santos depende dos termos do edital, ainda não divulgado. No momento, a atenção está concentrada na operação do porto de Itajaí, onde a empresa atua há 14 meses sob concessão provisória.

Localizado às margens do rio Itajaí-Açu, o porto divide protagonismo regional com a Portonave, em Navegantes, terminal controlado pela TiL, braço da armadora suíça MSC.

Desempenho operacional e retomada rápida
Segundo Russi Jr., a JBS Terminais conseguiu recuperar a atividade do terminal em ritmo acelerado. Atualmente, o porto opera com dez linhas de navegação e atinge cerca de 93% do volume contratado.

O compromisso firmado prevê a movimentação de 44 mil TEUs por mês — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. De acordo com a empresa, a média atual gira em torno de 41 mil TEUs mensais, patamar próximo ao recorde histórico do terminal.

Ex-diretor da APM Terminals, antiga concessionária do porto, Russi Jr. destaca que parte da infraestrutura, como os portêineres, foi herdada da operação anterior, contribuindo para a retomada mais eficiente.

Histórico turbulento da concessão
O porto de Itajaí ficou cerca de um ano e meio sem operar após o fim do contrato com a APM. O processo licitatório enfrentou impasses, com desclassificação dos dois primeiros colocados. A empresa Mada Araújo, que obteve vitória judicial, assumiu a concessão, mas não chegou a movimentar cargas.

Posteriormente, com aval da Antaq, os direitos operacionais foram repassados à JBS Terminais, que iniciou a reativação do terminal. Para recuperar a confiança do mercado, a companhia investiu aproximadamente R$ 150 milhões.

Impacto econômico local
A operação emprega cerca de 600 trabalhadores, entre funcionários diretos e avulsos, com uma folha anual de aproximadamente R$ 50 milhões. A empresa também lidera a arrecadação de ISS no município, com cerca de R$ 7 milhões por ano.

Mesmo esperando concorrência no novo leilão, a JBS Terminais é vista como favorita à concessão definitiva. Dados do setor indicam que mais da metade dos leilões portuários realizados desde 2016 contou com apenas um proponente.

Questionamentos no TCU e posicionamento da empresa
O TCU analisou uma denúncia anônima relacionada à concessão, envolvendo metas de movimentação apresentadas pela Mada Araújo e suposto não pagamento de multas contratuais. A JBS Terminais afirma que atua em conformidade com todas as obrigações legais, que o tema já foi analisado pelo tribunal e que não há inadimplência.

Segundo a companhia, os volumes atuais já superam em 11% o melhor desempenho registrado antes da paralisação do porto, em 2022.

Desafios de infraestrutura e acesso
Apesar da recuperação operacional, o terminal enfrenta entraves estruturais. O calado médio do canal é de 13 metros, insuficiente para receber navios de grande porte, que exigem mais de 16 metros. A concessão do canal, dentro do programa de privatizações federais, é apontada como uma possível solução.

Limitações de espaço, dragagem deficiente e restrições operacionais obrigam manobras complexas das embarcações. Além disso, o acesso rodoviário preocupa o setor, com as BR-101 e BR-470 operando próximas ao limite de capacidade.

Para a empresa, a falta de infraestrutura viária adequada impacta diretamente a performance logística do porto e exige articulação com os governos estadual e federal.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/JBS Terminais

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Investimento

Indústria Naval de SC recebe impulso de R$ 2,3 bilhões para construção de embarcações em Navegantes

Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, celebra a retomada do setor que deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e fortalecer a cadeia de pequenos fornecedores no estado.

O setor naval de Santa Catarina inicia 2026 com um marco histórico para sua economia. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a liberação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo (offshore) no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O investimento, operado pelo BNDES, marca a consolidação da retomada da indústria naval catarinense como motor de desenvolvimento nacional.

O projeto foca na construção de embarcações de alta tecnologia, equipadas com sistemas híbridos de combustível, alinhando o polo naval catarinense à agenda global de sustentabilidade e transição energética. Para o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o investimento é o reflexo de uma política econômica que voltou a priorizar a produção nacional. “Estamos testemunhando a volta por cima da indústria naval em Santa Catarina. Esse investimento de R$ 2,3 bilhões é uma prova concreta de que o Brasil voltou a acreditar no seu potencial produtivo. Para nós, isso significa estaleiros cheios, tecnologia de ponta e, acima de tudo, dignidade para o trabalhador catarinense que é referência mundial em qualificação”, afirma Lima.

Impacto nos Pequenos Negócios
Além dos 1.200 empregos diretos no estaleiro, a movimentação financeira deve atingir centenas de micro e pequenas empresas catarinenses que compõem a cadeia de suprimentos, desde a metalurgia especializada até serviços de logística e alimentação. Décio Lima reforça que o impacto social é o principal benefício desse aporte: “A retomada da indústria naval não beneficia apenas as grandes empresas; ela irriga toda uma rede de pequenos negócios fornecedores. É um ciclo de prosperidade que gera renda e movimenta o comércio local, garantindo que o valor gerado aqui permaneça em solo catarinense”, completa o presidente do Sebrae.

Ciclo de Investimentos
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que Santa Catarina é peça fundamental no plano estratégico do Governo Federal para o setor portuário e naval até 2029. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, pontuou o ministro. Com o desembolso inicial de R$ 134 milhões já realizado, as obras no estaleiro Navship devem ganhar ritmo acelerado nas próximas semanas, consolidando a região da Foz do Rio Itajaí como o principal polo de construção naval do país.

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