Portos

TCU aprova concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí com previsão de R$ 300 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (19) a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e terá contrato inicial de 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos.

A medida busca garantir mais estabilidade operacional para os portos de Itajaí e Navegantes, especialmente em relação aos serviços de dragagem e à manutenção da profundidade do canal, fatores considerados estratégicos para a logística portuária da região.

Projeto busca solucionar problemas de dragagem

A concessão do canal de acesso surge após uma série de interrupções nos serviços de dragagem registrados nos últimos anos. Em abril, a profundidade operacional da área teve redução de cerca de 30 centímetros depois de quase dois meses sem manutenção, conforme atualização da Capitania dos Portos.

Atualmente, o canal possui profundidade de 13,5 metros. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para até 16 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a competitividade dos portos catarinenses.

A concessão será a segunda desse modelo no Brasil. O primeiro canal de acesso concedido no país foi o do Porto de Paranaguá, leiloado em 2025.

Impactos na logística portuária

A redução da profundidade do canal afeta diretamente a movimentação de cargas, principalmente de contêineres, principal segmento operado nos portos de Itajaí e Navegantes.

Segundo estimativas do setor portuário, as restrições operacionais podem provocar perdas de até 10% na movimentação logística da região, além de dificultar a atracação de embarcações de grande porte.

O serviço de dragagem ficou interrompido no início deste ano e foi retomado apenas em abril, por meio de contrato emergencial com a empresa Van Oord, responsável pela execução dos trabalhos.

Histórico recente de instabilidade no Porto de Itajaí

Além dos desafios operacionais, o Porto de Itajaí também enfrentou mudanças administrativas nos últimos anos. Em janeiro de 2025, após dificuldades financeiras e operacionais, a gestão portuária foi transferida para a Autoridade Portuária de Santos, por decisão do Ministério de Portos e Aeroportos.

Posteriormente, diante de disputas políticas e administrativas na região, o governo federal decidiu repassar a administração para a Codeba.

Governo prepara concessão definitiva do terminal

Paralelamente à concessão do canal de acesso, o governo federal segue trabalhando na modelagem definitiva para a concessão do terminal do Porto de Itajaí. Os estudos do projeto já foram aprovados em 2025.

Inicialmente, a proposta previa uma concessão conjunta do terminal e do canal de acesso, mas o governo optou por separar os ativos.

Atualmente, o terminal é operado temporariamente pela JBS, cujo contrato segue até o final de 2026. A empresa já manifestou interesse em participar do futuro leilão da concessão permanente.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação
Imagem: Reprodução CNN Brasil / Reuters

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Portos

Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Navio naufragado há 130 anos será removido do canal do Porto de Itajaí em SC

A administração do Porto de Itajaí anunciou o início das etapas para viabilizar a retirada dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada há mais de um século no canal de acesso portuário entre Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, informou nesta quarta-feira (14) que o contrato para elaboração do estudo técnico da remoção deve ser assinado nos próximos dias. A medida é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense.

Destroços do navio dificultam navegação no canal portuário

Segundo registros históricos, o Pallas afundou em 1893 durante a Revolta Armada, conflito militar que marcou os primeiros anos da República no Brasil. A embarcação permanece submersa no Rio Itajaí-Açu e, mesmo fragmentada em duas partes, ainda interfere na navegação de grandes navios que acessam os portos da região.

De acordo com a superintendência, a retirada da estrutura permitirá melhorar as condições de navegabilidade e abrir espaço para a operação de embarcações de maior porte no canal portuário.

Apesar da relevância da obra para a logística marítima e o setor de infraestrutura portuária, ainda não existe uma previsão oficial para o início ou conclusão dos trabalhos.

Navio Pallas foi construído na Inglaterra

Fabricado na Inglaterra em 1891, o Pallas era um paquete movido a vapor, considerado moderno para a época. A embarcação fazia o transporte de passageiros e cargas frigorificadas entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, realizando escalas em Itajaí, possivelmente para abastecimento.

O naufrágio aconteceu em 25 de outubro de 1893. Historiadores apontam que o comandante teria se recusado a apoiar os revoltosos da Revolta Armada, episódio que teria motivado ataques contra o navio. Antes de afundar, a embarcação também foi saqueada e perdeu diversos objetos de valor.

Entenda o que foi a Revolta Armada

A Revolta Armada ocorreu entre 1893 e 1894 e foi liderada por setores da Marinha brasileira contrários ao governo do então presidente Floriano Peixoto.

Os militares exigiam novas eleições presidenciais após a renúncia de Deodoro da Fonseca, alegando irregularidades na sucessão do poder.

O conflito teve confrontos importantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, incluindo batalhas navais e bombardeios. Ao final, o governo federal conseguiu conter a rebelião e consolidar o regime republicano recém-estabelecido no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SPI

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Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

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Agronegócio

Operação em SC desmonta esquema de fraude fiscal de R$ 129 milhões no agronegócio

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na quinta-feira (14) uma operação contra um grupo suspeito de aplicar um esquema milionário de fraude fiscal envolvendo empresas do agronegócio e do setor de transportes. De acordo com as investigações, a organização teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 129,7 milhões aos cofres públicos por meio de falsas operações de exportação.

A ação, denominada Operação Bilioagro, foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Fazenda Pública (DFAZ/DEIC), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina.

Esquema simulava exportações para obter benefícios fiscais

Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais frias e simular transações de compra, venda, transporte e exportação de grãos.

O objetivo era obter isenções irregulares de ICMS, além de facilitar o desvio de mercadorias sem o recolhimento do imposto estadual.

Mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, foram cumpridos em Santa Catarina e em outros oito estados, além do Distrito Federal.

Investigação aponta uso de “laranjas” no esquema

As apurações começaram após auditorias fiscais detectarem inconsistências em operações ligadas ao setor agrícola. Conforme a Polícia Civil, a quadrilha teria criado uma estrutura complexa para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas fraudes.

Entre os supostos “laranjas” utilizados pelo grupo estariam pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiários de programas assistenciais e indivíduos com antecedentes criminais.

Operação teve ações em diversos estados

Além de Santa Catarina, a operação ocorreu nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Alagoas e Pernambuco. A ofensiva contou com apoio de delegacias especializadas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e das polícias civis locais.

De acordo com os investigadores, o prejuízo estimado em R$ 129.741.511,96 impacta não apenas Santa Catarina, mas também outros estados brasileiros. A prática ainda teria provocado concorrência desleal no setor produtivo.

Materiais apreendidos serão analisados

Os documentos e equipamentos recolhidos durante a operação passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

A polícia também busca reunir novas provas relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraudes tributárias.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: PCSC; Marcello Casal Jr., Agência Brasil

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Evento

Global Trade Summit 26 debate comércio exterior e oportunidades internacionais em SC

O Global Trade Summit 26 reúne especialistas, empresários e profissionais do setor para discutir os principais desafios e tendências do comércio exterior. O encontro promove palestras, networking e debates sobre temas como logística, importação, exportação e inovação nos negócios internacionais.

Evento fortalece setor em Santa Catarina

O summit busca aproximar empresas de novas oportunidades comerciais e ampliar o conhecimento sobre o cenário econômico global. A programação também destaca a importância estratégica do mercado internacional para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Além disso, o evento reforça o papel do comércio exterior brasileiro na competitividade das empresas nacionais e na expansão de negócios em outros países.

Networking e inovação em destaque

Durante o encontro, empresários e profissionais do setor têm a oportunidade de trocar experiências, fortalecer conexões e acompanhar discussões sobre inovação e desenvolvimento no ambiente global de negócios.

Confira entrevista da CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, para o Programa Ver Mais Itajaí (NDTV)

*Entrevista concedida ontem, dia 13 de maio de 2026

FONTE: NDTV+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NDTV

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Portos

Incêndio no Porto de Itajaí não causou contaminação ambiental, aponta relatório inicial

O relatório preliminar sobre o incêndio registrado em um guindaste no Porto de Itajaí concluiu que não houve contaminação do rio Itajaí-Açu nem danos ambientais na área afetada. O documento também destaca a rapidez da resposta das equipes envolvidas no combate à ocorrência.

Comissão investiga causas do incêndio

As informações foram apresentadas durante reunião da Comissão de Investigação Administrativa e Preventiva, criada pela Superintendência do porto para apurar as circunstâncias do acidente ocorrido em 25 de abril.

A previsão é de que o relatório final seja concluído até 21 de maio, contendo o resultado completo da investigação e possíveis medidas preventivas para evitar novos incidentes.

Guindaste destruído armazenava óleo diesel

O incêndio atingiu um guindaste móvel pertencente à JBS Terminais. Segundo o relatório, o equipamento passava por manutenção no momento do incidente e possuía aproximadamente 12 mil litros de óleo diesel armazenados no tanque, além de óleo hidráulico.

Apesar da gravidade do incêndio, o documento aponta que a atuação integrada das equipes permitiu o controle rápido das chamas, sem registro de vítimas e sem impactos ambientais no entorno do porto.

Operação contou com atuação integrada

Participaram da operação representantes da Superintendência do Porto de Itajaí, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, da Ambipar e da Guarda Portuária.

De acordo com a administração portuária, as atividades no terminal seguem funcionando normalmente após o incidente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Divulgação CMBSC

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Comércio Internacional

Navio iraniano sancionado pelos EUA reacende alerta sobre crise dos fertilizantes no Brasil

A chegada do navio iraniano Delruba ao litoral catarinense voltou ao centro das discussões sobre a dependência brasileira de fertilizantes importados. A embarcação, alvo de sanções dos Estados Unidos desde 2018, atracou em outubro de 2025 no Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), em São Francisco do Sul, transportando 60 mil toneladas de ureia avaliadas em US$ 24,4 milhões.

O tema ganhou força novamente após a forte alta no preço da ureia, principal fertilizante nitrogenado utilizado pelo agronegócio brasileiro. Em maio de 2026, o produto atingiu US$ 710 por tonelada nos portos nacionais, avanço de 50% em apenas 30 dias, conforme levantamento do Itaú BBA Agribusiness.

Dependência externa expõe fragilidade do agronegócio

O episódio envolvendo o Delruba evidenciou uma vulnerabilidade histórica do país: o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Atualmente, o mercado brasileiro depende fortemente de fornecedores como Rússia, China e Irã.

A escalada nos preços afeta diretamente culturas estratégicas como soja, milho e café. Entre os fatores que pressionam o mercado estão as restrições de exportação impostas por russos e chineses, além dos impactos logísticos causados pelo bloqueio temporário do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo e fertilizantes.

Navio descarregou ureia produzida por estatal iraniana

O Delruba atracou no porto de São Francisco do Sul em 4 de outubro de 2025 e finalizou o desembarque quatro dias depois. A carga de ureia granulada foi produzida pela Pardis Petrochemical, estatal iraniana ligada ao Ministério do Petróleo do Irã e também incluída na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do governo norte-americano.

A importação foi realizada pela empresa brasileira Link Comercial, com intermediação da Eastoil Petroleum Products LLC, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo informações divulgadas à época, a operação recebeu autorização de órgãos federais, incluindo Marinha do Brasil, Anvisa e Polícia Federal.

Sanções secundárias elevam preocupação no setor financeiro

Além do aspecto comercial, o caso levanta preocupações jurídicas e diplomáticas. Em maio de 2026, a OFAC reforçou o alerta sobre possíveis sanções secundárias contra empresas, bancos ou governos que mantenham relações comerciais com entidades iranianas sancionadas.

Na prática, instituições financeiras envolvidas em operações desse tipo podem enfrentar restrições no sistema financeiro internacional baseado em dólar. O risco aumenta a pressão sobre importadores brasileiros, que dependem da compra de fertilizantes estrangeiros para manter a produtividade agrícola.

Crise global impulsiona alta dos fertilizantes

Especialistas apontam três fatores principais para a disparada recente da ureia no mercado internacional.

O primeiro é a tensão geopolítica no Oriente Médio, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz entre fevereiro e maio de 2026, que interrompeu o fluxo de cargas iranianas.

O segundo fator envolve as limitações impostas por Rússia e China. Moscou suspendeu temporariamente as exportações de nitrato de amônio para priorizar o mercado interno, enquanto os chineses restringiram as vendas de fertilizantes fosfatados.

Já o terceiro impacto veio do aumento nos custos logísticos. Os conflitos no Mar Vermelho obrigaram navios a realizarem desvios de rota, ampliando o tempo de transporte e encarecendo o frete marítimo.

Produção nacional ainda enfrenta entraves

Apesar do avanço da crise, o Brasil ainda encontra dificuldades para ampliar a fabricação doméstica de fertilizantes nitrogenados. O principal obstáculo é o custo elevado do gás natural, matéria-prima essencial para a produção de ureia.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o gás utilizado pelas fábricas brasileiras pode custar até US$ 14 por milhão de BTU, valor muito superior ao registrado em países como Estados Unidos e Rússia.

Na tentativa de reduzir a dependência externa, a Petrobras retomou operações em unidades de fertilizantes na Bahia e em Sergipe, além de reativar projetos industriais em Mato Grosso do Sul. A expectativa é ampliar gradualmente a participação da produção nacional no abastecimento interno.

Safra 2026/27 pode sofrer pressão nos custos

A preocupação agora se concentra na próxima safra agrícola. Caso a ureia permaneça acima dos US$ 700 por tonelada, produtores rurais devem enfrentar aumento significativo nos custos de produção.

Embora o Estreito de Ormuz tenha sido reaberto em maio, analistas avaliam que os problemas estruturais do mercado global de fertilizantes continuam sem solução definitiva. O caso Delruba, nesse contexto, tornou-se símbolo da dependência brasileira de insumos externos e dos riscos geopolíticos que cercam o setor.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

CMA CGM inclui Porto de Itajaí na rota do serviço Sirius e retira escala no Rio de Janeiro

A armadora francesa CMA CGM anunciou mudanças na operação do serviço marítimo Sirius, responsável pela conexão entre a América do Sul, a África e a Europa. A principal alteração envolve a inclusão do Porto de Itajaí na rota e a retirada da escala no Porto de Itaguaí.

Serviço Sirius terá nova escala em Santa Catarina

Com a atualização da rota, o Porto de Itajaí passa a integrar oficialmente o itinerário do serviço Sirius, fortalecendo a movimentação logística e o fluxo de transporte marítimo internacional em Santa Catarina.

De acordo com a companhia, a última operação no porto fluminense será realizada pelo navio Lisa Marie, prevista para o dia 13 de junho. Já a primeira atracação em Itajaí acontecerá em 16 de junho, com a embarcação Santa Ines.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Informação

Alta do petróleo eleva custos da construção civil em Santa Catarina, aponta estudo da FIESC

A construção civil em Santa Catarina enfrenta pressão crescente nos custos de produção em meio à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Um estudo preliminar do Observatório FIESC aponta que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de insumos e da logística do setor.

Petróleo pressiona insumos e eleva custos das obras

Segundo o levantamento, o aumento no preço dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, com tendência de repasse ao consumidor final.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, diversos materiais apresentaram alta significativa. O destaque é o PVC, que registrou aumento de 39,1% — produto diretamente ligado à cadeia do petróleo.

Outros insumos essenciais também tiveram reajustes relevantes:

  • Alumínio: alta de 30,3%
  • Aço: aumento de 15,8%
  • Concreto: elevação de 6,5%

Impacto direto no preço de imóveis e reformas

Para o presidente do Conselho da Indústria da Construção, Marcos Bellicanta, a alta desses materiais aumenta o custo final das obras e reduz o poder de compra de quem pretende construir ou reformar.

Além disso, o cenário pressiona o preço de novos imóveis, afetando toda a cadeia da construção civil.

Possível antecipação de reajustes preocupa setor

O estudo também aponta que parte dos aumentos pode estar sendo antecipada por fornecedores, diante da incerteza no mercado global de energia.

Segundo Bellicanta, há indícios de que empresas estejam se antecipando a possíveis altas do petróleo e do diesel, repassando custos antes mesmo da consolidação dos reajustes internacionais.

“A sinalização é de que fornecedores podem estar se aproveitando do cenário de incerteza para antecipar novos aumentos”, afirmou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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