Exportação

Santa Catarina alcança recorde histórico na exportação de carnes em 2025

Santa Catarina registrou um novo marco na exportação de carnes e consolidou sua posição de destaque no mercado internacional de proteínas animais. Ao longo de 2025, o estado comercializou mais de 2 milhões de toneladas de carnes para o exterior, alcançando crescimento de 2,8% em volume e 8,4% em valor na comparação com 2024. A receita total ultrapassou US$ 4,5 bilhões.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sistematizados pelo Epagri/Cepa. Com esse desempenho, Santa Catarina respondeu por 19,5% das exportações brasileiras de carnes, mantendo-se como o segundo maior estado exportador do país.

Produção de excelência impulsiona resultados

O governador Jorginho Mello atribuiu o desempenho à qualidade da produção e à atuação integrada da cadeia produtiva. Segundo ele, a combinação entre sanidade animal, profissionalismo dos produtores e políticas públicas voltadas à abertura de mercados internacionais tem sido decisiva para os resultados alcançados.

Exportações crescem no mercado internacional

Somente no mês de dezembro, os embarques catarinenses somaram 193 mil toneladas, com faturamento de US$ 428,6 milhões. Em relação a novembro de 2025, o crescimento foi de 23,5% em volume e 21,6% em valor. Na comparação com dezembro de 2024, os avanços chegaram a 14,1% em quantidade e 17% em receita.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números refletem a competitividade do agro catarinense. Ele destacou que o reconhecimento internacional do status sanitário permite que Santa Catarina exporte proteínas animais para mais de 150 países.

Carne de frango lidera exportações

No acumulado de 2025, o estado exportou 1,20 milhão de toneladas de carne de frango, com receita de US$ 2,45 bilhões. O resultado representa aumento de 3% em volume e 6,9% em valor frente ao ano anterior. Trata-se do maior faturamento da série histórica, iniciada em 1997, e do terceiro melhor desempenho em quantidade.

De acordo com o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a Arábia Saudita foi o principal destino da carne de frango catarinense, concentrando 11,9% da receita, seguida pelos Países Baixos (11,6%) e pelo Japão (10,4%). No cenário nacional, Santa Catarina respondeu por 25,6% da receita e 23,3% do volume exportado pelo Brasil, mantendo-se como o segundo maior exportador do produto.

Carne suína mantém liderança nacional

As exportações de carne suína também atingiram patamar recorde em 2025. O estado embarcou 748,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,85 bilhão, registrando crescimento de 4,1% em volume e 9,4% em valor na comparação com 2024. Esse é o melhor resultado anual da série histórica, consolidando Santa Catarina como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil.

O estado respondeu por 50,9% do volume e 51,8% da receita das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram Japão (21% da receita), Filipinas (19,2%) e China (15,6%). Também chamou atenção a expansão das vendas para o México, que alcançou a quarta posição no ranking estadual, com alta de 78,7% em volume e 82,8% em receita.

Avanço nas exportações de carne de peru

Santa Catarina também apresentou crescimento expressivo nas exportações de carne de peru, com aumento de 6,9% em quantidade e avanço de 60,3% em receita. O estado foi responsável por 44,8% do volume e 48% do faturamento brasileiro com esse produto, reforçando sua liderança nacional no segmento.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Secom

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Comércio Exterior

Exportações de Santa Catarina crescem 4,4% em 2025 e atingem maior valor da história

Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, somando US$ 12,19 bilhões

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal divulgados nesta terça-feira, 6. O percentual representa o salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional.

Entre as exportações catarinenses, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera, com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos, com US$ 620 milhões; e partes e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado é uma conquista que deve ser comemorada. “O ano de 2025 trouxe inúmeros desafios que soubemos superar. Somos um estado que pula o Brasil. A economia de Santa Catarina cresceu acima da média nacional e conseguiu ampliar o faturamento com as exportações. Esse desempenho é fruto de um povo trabalhador e de empresas que produzem com excelência, conquistando mercados internacionais e dos mais exigentes”, ressalta.

Estados Unidos e China entre os principais destinos

Os Estados Unidos seguem como o maior comprador dos produtos catarinenses. Em 2025 foram US$ 1,47 bilhão em produtos, principalmente madeira, motores e geradores elétricos, bem como partes de motores de pistão. Em segundo lugar está a China, que comprou US$ 1,2 bilhão de Santa Catarina, com destaque para soja e carnes suína e de frango.

Entre os principais destinos dos produtos catarinenses também estão países da América Latina. A Argentina, com US$ 889,3 milhões, é o terceiro maior comprador, e em seguida está o México, com US$ 782,4 milhões. O Japão e o Chile aparecem na sequência, com US$ 688,6 milhões e US$ 635,2 milhões, respectivamente.

“Santa Catarina exportou para mais de 200 destinos durante o ano de 2025, o que reforça a qualidade e a capacidade produtiva do nosso estado. Importante ressaltar que o governador Jorginho Mello está realizando investimentos históricos nos portos e aeroportos catarinenses, e isso faz a diferença para qualificar e ampliar a nossa logística”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Importações somam US$ 33,9 bilhões em 2025

Destaque nacional pela eficiência de seus portos, Santa Catarina registrou US$ 33,9 bilhões em importações durante o ano de 2025. O valor é resultado de uma alta de 0,6% em relação a 2024, quando as importações alcançaram US$ 33,7 bilhões.

Os principais produtos importados pelo estado em 2025 foram cobre (US$ 1,2 bilhão), partes e acessórios de veículos (US$ 965 milhões), e polímeros de etileno (US$ 684 milhões). Também tiveram grande participação os pneus de borracha (US$ 684 milhões) e adubos (US$ 663 milhões).

“Santa Catarina é a porta de entrada para muitos produtos que chegam ao Brasil graças à nossa eficiência logística e destaque econômico. Além disso, muitos desses itens são matérias-primas para nossa indústria, que aqui no estado vão ganhar valor e voltar a girar a economia”, complementou o secretário Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

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Portos

Porto de Itapoá recebe novo guindaste de 70 metros e amplia capacidade de contêineres

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, recebeu na sexta-feira um novo guindaste portêiner de grande porte, com braço de 70 metros, destinado à movimentação de contêineres. O equipamento, desembarcado no terminal do Litoral Norte catarinense, será o oitavo portêiner em operação no complexo portuário.

O guindaste chegou totalmente montado e está em fase de instalação. A previsão é de que entre em funcionamento dentro de dois meses, após os testes operacionais.

Evolução da estrutura portuária

Quando iniciou suas atividades, em 2011, o Porto de Itapoá contava com quatro portêineres. Em 2016, o terminal incorporou mais dois equipamentos e, no ano passado, passou a operar com o sétimo guindaste. A chegada do novo portêiner reforça o processo contínuo de modernização da infraestrutura.

O equipamento também conta com sistema automatizado de leitura de contêineres, tecnologia que aumenta a precisão, a segurança e a eficiência logística nas operações de carga e descarga.

Novos guindastes ampliam eficiência no pátio

Além do portêiner instalado no cais, o Porto de Itapoá também recebeu parte dos novos guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), utilizados no manuseio de contêineres no pátio. Ao todo, o terminal contará com seis novos RTGs, que irão reforçar a capacidade operacional interna.

Operação com tecnologia semiautônoma

Os novos RTGs terão movimentação parcialmente autônoma, incorporando soluções tecnológicas voltadas à automação portuária. A iniciativa busca otimizar fluxos, reduzir tempos operacionais e ampliar a produtividade do porto, acompanhando as tendências internacionais do setor.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Internacional, Negócios

Retrospectiva 2025: Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial

Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia

O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China

Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura

Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia

Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar

A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes

Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina

Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões

Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:

Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secom GOVSC

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Agronegócio

Sebrae/SC consolida protagonismo no desenvolvimento econômico de Santa Catarina em 2025

O ano de 2025 marcou a consolidação do Sebrae/SC como um dos principais agentes de transformação econômica e social de Santa Catarina. Com atuação estratégica em todas as regiões do estado, a instituição impulsionou a diversidade produtiva, fortaleceu o empreendedorismo e ampliou o acesso à inovação, sempre alinhando crescimento econômico e inclusão social.

Ao longo do período, o Sebrae/SC promoveu uma ampla agenda de ações voltadas à transformação digital, ao fortalecimento das vocações regionais e à criação de um ambiente mais favorável aos pequenos negócios. No cenário nacional, a entidade encerrou o ano como uma das marcas mais valiosas do país, com valor estimado em R$ 33,9 bilhões, resultado que reflete sua relevância institucional e impacto econômico.

Atuação recorde e impacto em todo o estado

Somente em 2025, o Sebrae/SC realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos, somou 311 mil horas de consultorias e promoveu mais de 3,6 mil eventos em Santa Catarina. Entre os destaques estão o Startup Summit, reconhecido como o maior evento de inovação e startups da América Latina, e o Delas Summit, que reuniu milhares de mulheres empreendedoras em Florianópolis.

Inovação como estratégia para o desenvolvimento regional

A inovação foi tratada como eixo estruturante das ações. O Programa Cidade Empreendedora ampliou sua presença e alcançou 167 municípios catarinenses, fortalecendo a gestão pública e os ambientes de negócios locais.

Na Grande Florianópolis, iniciativas ligadas à economia azul, gastronomia, turismo e tecnologia impulsionaram o ecossistema empreendedor. Programas de inclusão digital e capacitação em inteligência artificial alcançaram mais de 8,3 mil empreendedores, posicionando Santa Catarina como referência nacional em inovação aplicada.

Além disso, o Sebrae/SC promoveu conexões internacionais com missões empresariais para Argentina, Chile, China e Portugal, ampliando oportunidades de negócios e cooperação global.

Segundo Renato Campos Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, “as ações tiveram impacto social relevante e contribuíram para o desenvolvimento territorial, sempre pautadas por valores como ética, cooperação e inovação”.

Inclusão social como pilar do desenvolvimento

A inclusão social esteve no centro das iniciativas. Um levantamento inédito mapeou 143 cooperativas e associações de catadores, o maior já realizado em Santa Catarina. A partir desse diagnóstico, 62 organizações receberam apoio direto para gestão e profissionalização, com destaque para Joinville, onde seis cooperativas passaram a integrar oficialmente a coleta seletiva.

Projetos como a Padaria Artesanal, em Balneário Camboriú, capacitaram pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto o programa Guru para Guri, em Blumenau, levou educação empreendedora a jovens e ao público 60+.

Para o diretor administrativo e financeiro do Sebrae/SC, Anacleto Angelo Ortigara, a presença da instituição é capilar: “Onde há um empreendedor, o Sebrae está presente, oferecendo apoio e soluções”.

Agronegócio ganha eficiência e competitividade

O agronegócio catarinense também recebeu atenção estratégica. No Extremo Oeste, o programa de Encadeamento Produtivo, em parceria com a Cooperoeste, elevou a produtividade e a qualidade na cadeia do leite. Na pecuária de corte, produtores receberam orientação em manejo, nutrição e genética.

Em conjunto com a Epagri, teve início o diagnóstico da ovinocultura regional, enquanto no Oeste o programa Conexões Corporativas, em parceria com a Aurora, atendeu mais de 3 mil propriedades, gerando ganhos expressivos de produtividade e redução de perdas. Já no Meio Oeste, projetos de economia verde avançaram com foco em descarbonização.

Grandes eventos fortalecem inovação e empreendedorismo feminino

O Startup Summit 2025 consolidou Santa Catarina como polo de inovação ao gerar R$ 350 milhões em intenção de investimentos e movimentar cerca de R$ 25 milhões na economia local. O evento reuniu 10 mil participantes presenciais e 24 mil online, com programação intensa e forte compromisso com sustentabilidade.

O Delas Summit, voltado ao empreendedorismo feminino, bateu recorde ao reunir 7,5 mil mulheres presencialmente e outras 10 mil online. O evento reforçou debates sobre acesso ao crédito, tema central do programa Acredita Delas, diante das desigualdades enfrentadas por mulheres empreendedoras.

Inteligência de dados e apoio à tomada de decisão

O Observatório de Negócios ampliou sua atuação com mais de 80 estudos publicados ao longo do ano, oferecendo dados estratégicos para empresários e gestores públicos. Pesquisas como o Retrato do Consumidor auxiliaram empreendedores na identificação de oportunidades e tendências de mercado.

Programas fortalecem startups e microempresas

Iniciativas como o Inova Startups, o Startup Weekend, o Programa Nascer e a Semana do MEI impulsionaram negócios em diferentes estágios. Destaque também para o Programa Lucra Mais, voltado à rentabilidade de micro e pequenas empresas, e para o Startup SC, que registrou aumento médio de 31,9% no faturamento das participantes.

“O empreendedorismo é um caminho concreto para reduzir desigualdades”, destaca Carlos Henrique Ramos Fonseca, diretor-superintendente do Sebrae/SC.

Expansão institucional, reconhecimento e inovação em dados

O Sebrae/SC ampliou sua presença territorial com novas regionais em Caçador e São Miguel do Oeste, fortalecendo o atendimento local. Também promoveu a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que bateu recorde de inscrições e consolidou-se como a maior premiação do segmento no país.

A instituição também foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio ABEMD, graças ao projeto Data Persona – EPP, voltado à inteligência de dados e relacionamento com pequenas empresas. Além disso, recebeu destaque no programa Brasil Mais Produtivo pela otimização de processos industriais.

Economia criativa, moda e biodiversidade ganham protagonismo

A economia criativa avançou com o lançamento do Polo de Referência em Moda, em Florianópolis, fortalecendo a competitividade do setor. Já a exposição “Sinta o Sul – Bioma Mata Atlântica” movimentou o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, com destaque para o desempenho de Santa Catarina em vendas e visibilidade.

Gestão de pessoas fortalece resultados

Em 2025, o Sebrae/SC conquistou o selo “Lugares Incríveis para Trabalhar”, reconhecimento da FIA que reforça o compromisso da instituição com um ambiente organizacional saudável, inclusivo e orientado ao desenvolvimento humano.

Para o diretor técnico Fábio Búrigo Zanuzzi, os resultados refletem a integração entre equipes e regionais: “Avançamos na eficiência, na redução de burocracias e no apoio às vocações regionais”.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: SEBRAE-SC/ND

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Portos

Porto de Imbituba encerra 2025 com investimentos históricos e salto na capacidade operacional

O Porto de Imbituba conclui 2025 consolidado como um dos principais polos da logística portuária de Santa Catarina, impulsionado por um conjunto de obras estruturantes, modernização tecnológica e avanços institucionais. Entre os marcos do ano está a autorização da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de Santa Catarina, para a realização de 40 manobras experimentais com navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento (LOA).

A medida posiciona o terminal em um novo nível de competitividade, permitindo a operação de embarcações de grande porte e ampliando sua integração aos corredores logísticos internacionais.

Gestão e investimentos sustentam desempenho do complexo

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, os resultados refletem uma operação organizada, equipes qualificadas e investimentos focados na modernização do complexo portuário, com ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade.

Na avaliação do diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, o desempenho confirma a efetividade do planejamento estratégico adotado no estado. Segundo ele, o porto se consolida como ativo essencial para a indústria catarinense, o agronegócio e a ampliação da presença do estado no comércio exterior, reforçando a infraestrutura logística como referência nacional.

Cais 3 passa pela maior intervenção desde 1979

O ano de 2025 também marca o início do maior ciclo de obras da história do porto. O Cais 3 recebe investimentos públicos superiores a R$ 115 milhões, sendo R$ 91 milhões destinados às obras em execução. A intervenção inclui recuperação estrutural, reforço, ampliação, instalação de colunas de contenção e construção de dolfins de atracação e amarração.

Com as melhorias, o comprimento operacional do cais será ampliado de 200 para 335 metros. Além disso, está prevista para 2026 a contratação das obras de dragagem e derrocagem, com aprofundamento programado para ocorrer entre dezembro de 2026 e março de 2027, durante a paralisação das operações do Cais 3.

Intervenções ampliam eficiência dos berços de atracação

Paralelamente, o Cais 2 avança na implantação de um novo dolfim de amarração. Somadas às obras de derrocagem no Cais 1, os investimentos públicos chegam a cerca de R$ 15 milhões. As melhorias permitirão que os dois berços operem até quatro navios simultaneamente.

No Cais 1, seguem as obras de ampliação da área de acostagem, com previsão de elevação da profundidade para 15 metros, o que deve resultar em ganhos relevantes de eficiência operacional em todo o complexo portuário.

Mais de R$ 300 milhões em investimentos públicos previstos

Além das obras em cais, o Porto de Imbituba projeta mais de R$ 300 milhões em investimentos públicos, contemplando ações como dragagem, drenagem, recuperação do molhe de abrigo, melhorias em acessos, portarias e outros projetos estruturantes, além da expansão das conexões marítimas.

Outro avanço institucional foi a assinatura do novo Convênio de Delegação entre União, Estado e SCPAR Porto de Imbituba, que unifica a administração dos portos de Imbituba e Laguna pelos próximos 25 anos, fortalecendo a governança portuária catarinense e criando sinergias operacionais.

Novas rotas marítimas ampliam integração logística

No campo logístico, o porto incorporou a linha marítima semanal Puma, que se soma às rotas Brazex e ALCT-2. A ampliação das rotas fortalece a ligação entre Uruguai, Nordeste brasileiro e mercados da Ásia, com impacto direto no fluxo de cargas de maior valor agregado.

Modernização tecnológica avança com novo datacenter

A modernização tecnológica também foi destaque em 2025, com a inauguração de um novo datacenter, fruto de investimento de R$ 8,5 milhões. A estrutura amplia a capacidade de armazenamento e processamento de dados em tempo real, além de reforçar a conectividade entre empresas e operadores que atuam no complexo portuário.

Movimentação de cargas supera expectativas em 2025

Do ponto de vista operacional, o desempenho foi superior ao esperado. Entre janeiro e outubro, o Porto de Imbituba movimentou 6,17 milhões de toneladas e contabilizou 268 atracações. Outubro foi o mês mais intenso, com 714,7 mil toneladas e 27 navios atendidos.

As exportações somaram 2,53 milhões de toneladas, impulsionadas por coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações atingiram 2,86 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2024, com destaque para hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

A cabotagem também apresentou crescimento, com 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil desembarcadas, enquanto o transbordo avançou 113,1% na comparação anual.

Os granéis sólidos lideraram a movimentação, representando 77,8% do total, seguidos pela carga conteinerizada, com 17,3% e mais de 1,06 milhão de toneladas. No comércio exterior, o porto movimentou mais de US$ 1,44 bilhão, reforçando sua relevância para a balança comercial de Santa Catarina.

Relação com a comunidade e perspectivas para 2026

Além dos resultados operacionais, o Porto de Imbituba ampliou sua atuação social. Mais de R$ 170 mil foram destinados a entidades locais por meio do projeto Arraiá do Porto, e o programa Porto de Portas Abertas já recebeu mais de 8 mil visitantes. Somados, investimentos em cultura, esporte e projetos sociais alcançaram cerca de R$ 700 mil ao longo do ano.

Com a expectativa de ultrapassar 7 milhões de toneladas movimentadas em 2025 e com projetos estruturantes em andamento, o Porto de Imbituba encerra o ano preparado para um novo ciclo de crescimento, inovação e integração logística no Sul do Brasil.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Indústria

Empresas como Weg, Tupy e Schulz investem em terras raras para criar cadeia nacional de ímãs no Brasil

Um grupo estratégico de indústrias do Norte de Santa Catarina está na linha de frente de um projeto inédito no país voltado à exploração de terras raras no Brasil. Empresas como Weg, Tupy e Schulz, com operações em Jaraguá do Sul e Joinville, integram o MagBras, iniciativa que reúne 38 organizações com o objetivo de viabilizar a produção nacional de ímãs permanentes.

Coordenado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o projeto busca estruturar, pela primeira vez, uma cadeia produtiva completa, indo da extração mineral à fabricação de ímãs de alto desempenho, fundamentais para setores estratégicos da indústria.

O que são terras raras e por que são estratégicas

As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, geralmente associados a outros minérios, o que torna sua extração e separação processos caros e tecnologicamente complexos. Apesar do nome, esses elementos não são escassos, mas difíceis de isolar em alta pureza.

Entre os principais usos está o neodímio-ferro-boro, material essencial para a produção de ímãs permanentes, componentes críticos em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos, além de aplicações na indústria de defesa e energia.

Brasil tem grandes reservas, mas ainda depende da China

Atualmente, a China concentra cerca de 40% das reservas globais de terras raras, liderando também o processamento e fornecimento desses materiais. O Brasil aparece na sequência, com aproximadamente 23% das reservas mundiais, o equivalente a 21 milhões de toneladas, mas ainda não explora esse potencial de forma industrial, dependendo de importações.

Segundo Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador-chefe do Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser de Santa Catarina, a demanda por ímãs segue elevada no mercado global, impulsionada pela transição energética e pela eletrificação da economia.

Indústrias participam do desenvolvimento dos ímãs

Durante a execução do MagBras, empresas como Weg, Tupy e Schulz contribuem diretamente com dados técnicos para a pesquisa, especialmente relacionados à composição metálica dos ímãs. As proporções dos elementos influenciam diretamente a intensidade do campo magnético e a adequação do produto a diferentes aplicações industriais.

De acordo com Trabasso, cada uso exige uma configuração específica. Ímãs destinados a motores elétricos, por exemplo, possuem características distintas daqueles aplicados em geradores eólicos. A definição dessas “receitas” permitirá, no futuro, que as empresas fabriquem seus próprios componentes com maior eficiência e competitividade.

Aliança industrial reúne empresas, centros de pesquisa e universidades

O projeto MagBras é sustentado por uma aliança industrial que envolve empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa, universidades e fundações de apoio, cobrindo diferentes etapas da cadeia produtiva.

No lançamento oficial do projeto, realizado em julho, o superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, destacou o caráter estratégico da iniciativa. Segundo ele, o projeto nasceu de uma necessidade concreta do país e só se tornou viável graças à cooperação entre os diversos atores envolvidos.

Joinville tem papel-chave na manufatura dos ímãs

A cidade de Joinville, maior polo industrial de Santa Catarina, exerce papel central no MagBras por sua expertise em manufatura aditiva metálica, tecnologia que permite a produção de peças tridimensionais a partir de modelos digitais, semelhante à impressão 3D de metais.

Esse conhecimento é fundamental para a fabricação experimental de ímãs com geometrias específicas, adaptadas a diferentes tipos de motores e equipamentos. O objetivo não é a produção em escala comercial, mas o desenvolvimento de processos que possam ser replicados futuramente por outras indústrias interessadas.

Após a transformação dos minérios em metais, o projeto avança para a moldagem e fabricação dos ímãs, que posteriormente poderão ser aplicados em diversas soluções industriais, fortalecendo a indústria nacional de alta tecnologia.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Indústria

Mesorregião Oeste de Santa Catarina concentra polos industriais com forte presença internacional

A mesorregião Oeste de Santa Catarina abriga dois polos industriais com expressiva inserção internacional: alimentos e bebidas e madeira e móveis. Juntos, esses segmentos responderam pela maior parte das exportações regionais em 2024, que somaram US$ 1,45 bilhão.

Do total exportado, US$ 638 milhões tiveram origem no polo de alimentos e bebidas, enquanto a indústria de madeira e móveis contribuiu com US$ 385,9 milhões. Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, realizado pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho internacional desses setores confirma a relevância econômica do Oeste catarinense. “São cadeias produtivas consolidadas, com alta capacidade exportadora, forte geração de empregos e integração competitiva aos mercados globais”, afirma.

Indústria regional gera empregos e movimenta a economia

A mesorregião Oeste reúne 11,4 mil indústrias, inseridas em um universo de 50,2 mil estabelecimentos, e concentra 190,9 mil trabalhadores industriais, de um total de 437,3 mil empregos formais.

Chapecó lidera em número de trabalhadores na indústria, com 38,39 mil empregados, seguida por Caçador (13,9 mil) e Concórdia (11,7 mil). O município também ocupa a primeira posição em número de estabelecimentos industriais, com 2,4 mil indústrias, à frente de Concórdia (662) e Caçador (460).

Polo de alimentos e bebidas lidera exportações

O polo internacional de alimentos e bebidas é o maior da região em valor exportado. O segmento reúne 1.023 estabelecimentos e emprega 85,3 mil trabalhadores. Em 2024, os principais produtos exportados foram carne suína, com US$ 367 milhões, carnes de aves (US$ 129,4 milhões) e outras preparações de carnes (US$ 74,4 milhões).

Os principais destinos das exportações foram Chile (US$ 118 milhões), Filipinas (US$ 95,5 milhões) e Japão (US$ 79,6 milhões).

Entre as empresas de destaque está a Aurora Coop, que exporta para mais de 80 países. Em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango. De acordo com o presidente da Aurora, Neivor Canton, a expansão internacional é prioridade estratégica. Em maio de 2025, a cooperativa inaugurou seu primeiro escritório comercial na China, com foco no mercado de carnes suína e de aves, e planeja ampliar a atuação para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Outra grande exportadora é a BRF. A unidade de Chapecó é a maior produtora de perus de Santa Catarina e exporta peru, frango e empanados para mais de 50 países. As plantas de Concórdia e Herval d’Oeste exportam cortes suínos, enquanto a unidade de Videira atende também mercados do Oriente Médio.

Madeira e móveis ampliam presença no mercado externo

O polo de madeira e móveis da mesorregião Oeste reúne 1.263 estabelecimentos e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. Em 2024, as exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria (US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e madeira em forma (US$ 54,9 milhões).

Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$ 17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões).

Seleme destaca que a indústria regional se diferencia pelo uso de tecnologia e por processos sustentáveis, com reaproveitamento integral da madeira. A proximidade com o setor florestal, segundo ele, reforça a competitividade do polo.

Entre as exportadoras de madeira estão Frameport, Guararapes (unidade de Caçador) e Adami. A Frameport se destaca na exportação de portas, especialmente para o mercado norte-americano. A Adami atende clientes em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia Saudita. Já a unidade da Guararapes em Caçador é a maior produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção.

No setor moveleiro, ganham destaque empresas como a Móveis Henn, voltada a móveis populares; a Temasa, fornecedora de móveis de madeira maciça para marcas como a IKEA; e a Sollos, de Princesa, especializada em móveis de alto padrão e detentora de 120 prêmios de design, muitos assinados pelo designer Jader Almeida, reconhecido internacionalmente.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Plinio Bordin

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Exportação

BNDES libera R$ 2,26 bilhões para empresas de Santa Catarina impactadas pelo tarifaço dos EUA

O BNDES aprovou R$ 2,26 bilhões em crédito para empresas de Santa Catarina afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os recursos foram liberados por meio de 189 operações, contemplando diferentes linhas de financiamento voltadas à manutenção das atividades, expansão de mercados e apoio às exportações.

Do total aprovado, R$ 1 bilhão foi destinado à linha Giro Diversificação, criada para auxiliar empresas na busca por novos mercados internacionais. Outros R$ 1 bilhão atenderam demandas de capital de giro, enquanto R$ 13 milhões foram direcionados à linha de Bens de Capital e R$ 163 milhões ao apoio direto à exportação.

Santa Catarina é o segundo estado com maior volume contratado

O montante liberado corresponde a 100% dos pedidos de crédito apresentados por empresas catarinenses ao banco desde 18 de setembro. Com isso, Santa Catarina se consolidou como o segundo estado com maior volume de contratações no programa, ficando atrás apenas de São Paulo.

Em âmbito nacional, o BNDES aprovou R$ 16,18 bilhões para exportadores e fornecedores afetados pelo tarifaço, o que representa 99,75% das solicitações encaminhadas à instituição em todo o país.

Agilidade na análise e foco na preservação de empregos

O presidente do banco, Aloizio Mercadante, ressaltou a rapidez no processo de análise e liberação dos recursos. Segundo ele, o prazo médio de aprovação no programa Brasil Soberano foi de 26 dias, desempenho considerado sete vezes mais rápido do que a média histórica da instituição.

De acordo com Mercadante, a atuação célere foi essencial para preservar empregos, garantir a continuidade das operações e reduzir os impactos econômicos provocados pelas barreiras comerciais.

Micro e pequenas empresas concentram maior número de contratos

Ao todo, foram realizadas 1.131 operações com empresas de todos os portes, com destaque para 810 contratos firmados com micro, pequenas e médias empresas, reforçando o caráter distributivo da política de crédito.

Em relação aos setores atendidos, a maior parte dos recursos foi destinada à indústria de transformação, que recebeu R$ 12,4 bilhões. O comércio e serviços foram contemplados com R$ 2 bilhões, a agropecuária com R$ 1 bilhão e a indústria extrativa com R$ 203 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Portos

Codeba assume gestão do Porto de Itajaí em janeiro

A partir de 3 de janeiro de 2026, o Porto de Itajaí inicia oficialmente um novo ciclo de administração. A gestão passa a ser conduzida pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), encerrando o período de atuação da Autoridade Portuária de Santos (APS).

A formalização da transferência ocorreu por meio de convênio publicado no Diário Oficial da União, assinado pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, e pelo presidente da Codeba, Antônio Gobbo. O acordo tem validade inicial de um ano, até janeiro de 2027, e pode ser prorrogado. Paralelamente, avança o processo de criação da Companhia Docas de Santa Catarina, estatal federal que assumirá de forma definitiva a gestão do porto quando for autorizada pelo Congresso Nacional.

A mudança atende a uma determinação da Secretaria Nacional de Portos, que apontou “desalinhamento institucional” entre APS e a Superintendência do Porto de Itajaí ao longo de 2025. As tensões envolveram afastamentos, trocas de comando e disputas administrativas — situação considerada prejudicial à “harmonia da gestão portuária”.

APS destaca resultados e afirma ter cumprido sua missão

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (11), a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que encerra sua gestão após cumprir integralmente a missão dada pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo o presidente da entidade, Anderson Pomini, a administração garantiu a retomada operacional do Porto de Itajaí, com faturamento médio mensal de R$ 14,5 milhões, manutenção dos 70 empregos, dragagem de manutenção no valor de R$ 40,5 milhões, além da aprovação de R$ 154 milhões em investimentos para 2026.

A APS também destacou que, desde que assumiu o porto em 2 de janeiro de 2025 — após o fim da concessão municipal — Itajaí voltou a ser “atrativo e competitivo”. A gestão se encerra oficialmente em 1º de janeiro de 2026, quando a Codeba assume integralmente a responsabilidade.

Itajaí fortalece articulação com a Bahia para modernização portuária

Ainda nesta quinta-feira (11) representantes da Superintendência do Porto de Itajaí realizaram uma visita institucional ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em Salvador, consolidando a aproximação entre Itajaí, Codeba e governo baiano.

Participaram do encontro o superintendente João Paulo Tavares Bastos, diretores da autarquia e representantes da Codeba. A reunião tratou de temas como modernização portuária; investimentos e eficiência operacional; fortalecimento da governança; cooperação técnica entre estados e estruturação da futura Docas de Santa Catarina.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a gestão transitória da Codeba está garantindo segurança jurídica, planejamento e um “plano sólido de investimentos” voltado ao desenvolvimento logístico nacional. Já o presidente da Codeba, Antônio Gobbo, reforçou que a integração entre Bahia e Santa Catarina “fortalece o setor portuário como pilar do desenvolvimento do país”.

Porto registra crescimento expressivo em 2025

Durante a reunião, João Paulo apresentou dados que mostram a recuperação das operações. Segundo ele, o Porto de Itajaí registra em 2025 um crescimento superior a 1.500% em relação ao ano anterior – período em que o Porto estava paralisado -devendo encerrar o ano com cerca de R$ 180 milhões em faturamento, impulsionado pelo retorno dos navios de carga e da temporada de cruzeiros.

Em publicação anterior, o Ministério de Portos e Aeroportos havia destacado que o faturamento já ultrapassava R$ 140 milhões, com aumento superior a 431% em apenas oito meses — avanço associado à retomada das operações e ao modelo de federalização em curso desde janeiro de 2025.

Federalização avança e prepara terreno para a Docas de SC

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou, em novembro, o Despacho nº 19/2025, validando a transição da gestão da APS para a Codeba e reforçando o compromisso do governo federal com estabilidade institucional e governança moderna.

Segundo o documento, a Codeba reúne experiência e solidez financeira semelhantes ao modelo proposto para a futura Docas de Santa Catarina. A nova estatal está em fase de análise pelo Ministério da Gestão e da Inovação e ainda passará pela Casa Civil antes de seguir ao Congresso Nacional. “Chegamos a um momento histórico, com recordes de movimentação de cargas e retomada plena das operações”, afirmou João Paulo na mesma publicação.

Nova etapa para o setor portuário catarinense

Com a chegada da Codeba, o Porto de Itajaí entra em um período de transição considerado estratégico pelo governo federal. O movimento alinha Itajaí ao modelo nacional de governança e abre caminho para mais autonomia local; ampliação de investimentos; segurança jurídica para operadores; fortalecimento da logística regional; e consolidação do papel de Santa Catarina no cenário portuário brasileiro.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a cooperação federativa com a Bahia “abre oportunidades para novos investimentos e maior competitividade logística”, preparando o porto para um novo ciclo de desenvolvimento.

FONTES: DIARINHO / AGÊNCIA INFRA / PORTO DE ITAJAÍ / MINISTÉRIO DOS PORTOS E AEROPORTOS / CODEBA

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE ITAJAI

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