Economia

Cenário econômico mundial e efeitos para o Brasil serão debatidos em palestra na FIESC

A FIESC receberá, em 11 de dezembro, o presidente do IBEF-MG, Júlio Damião, para uma palestra dedicada aos impactos do cenário econômico mundial sobre o Brasil e, especialmente, sobre Santa Catarina. O encontro integra a agenda de debates sobre competitividade e tomada de decisão no setor industrial.

Indústria catarinense e os desafios internacionais
Com um ambiente global marcado por volatilidade, mudanças rápidas e maior incerteza, a capacidade de antecipar tendências, avaliar riscos e adaptar estratégias se tornou decisiva. Santa Catarina, reconhecida como um dos estados mais internacionalizados do país, sente de forma direta os efeitos das transformações no comércio exterior, nas cadeias produtivas e nas condições financeiras globais.

Evento presencial e transmissão online
O seminário será realizado às 14h, na sede da FIESC em Florianópolis, com participação presencial aberta ao público inscrito. A programação também contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube, ampliando o alcance do debate.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Agronegócio

SC avalia programa para fortalecer cooperativas e agroindústrias

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina passou a analisar, no dia 27, o Projeto Coopera Agro SC, proposta enviada pelo governo estadual para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer cooperativas e agroindústrias. O programa cria até dez linhas de financiamento que totalizam R$ 1 bilhão, com condições especiais para agricultores integrados a cooperativas e agroindústrias.

Setor vê avanço histórico no acesso ao crédito

Para o Sindicarne, a iniciativa atende demandas antigas ao oferecer mecanismos reais de financiamento.
Segundo o diretor executivo Jorge Luiz de Lima, o programa chega em um momento crucial para estimular investimentos, ampliar a competitividade e dar segurança ao planejamento do setor. Ele destaca que o alto custo do crédito rural sempre foi um entrave ao desenvolvimento e que políticas que reduzam essas barreiras são essenciais para o crescimento sustentável.

Como o financiamento será estruturado

A operação financeira será viabilizada em parceria com o BRDE, por meio da emissão de Letras Financeiras de longo prazo. Do total previsto, R$ 200 milhões virão do Governo do Estado e R$ 800 milhões do setor privado.
Um dos diferenciais apontados pelo setor é a possibilidade de cooperativas e agroindústrias utilizarem créditos acumulados de ICMS para abater até 50% do investimento. Para Lima, essa inovação torna os projetos mais viáveis e coloca Santa Catarina em posição equivalente à de outros estados que já adotam modelos semelhantes.

Impacto econômico e geração de empregos

O Coopera Agro SC prevê taxas de juros próximas de 9% ao ano, prazo de pagamento de dez anos e carência de dois anos. Estimativas do governo indicam potencial de gerar R$ 26 bilhões em impacto econômico e criar 40 mil empregos diretos e indiretos.
Para Lima, esses números reforçam a importância estratégica do agronegócio catarinense e evidenciam a necessidade de políticas que valorizem pequenos e médios produtores, essenciais à estrutura cooperativista do estado.

Próximos passos na Alesc

A proposta será analisada inicialmente pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa e, em seguida, seguirá para a Comissão de Finanças.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop/Divulgação

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Notícias

Receita Federal apreende cocaína diluída em garrafas de refrigerante no Complexo Portuário de Itajaí

Operação flagra droga escondida em carga com destino à Europa

Uma ação de inteligência da Receita Federal resultou, nesta sexta-feira (28), na apreensão de 300 garrafas de refrigerante contaminadas com cocaína no complexo portuário de Itajaí, em Santa Catarina. A carga ilícita estava escondida dentro de um contêiner com mercadorias regulares que seguiriam para a Eslovênia.

Tecnologia avançada e cães farejadores identificam a droga

A interceptação ocorreu em um terminal privado e envolveu o uso de escâneres, técnicas de monitoramento especializado e o apoio dos cães farejadores Daphne e Enzo. A cocaína diluída no líquido só pôde ser detectada por meio de equipamentos de inspeção de alta precisão, evidenciando o nível de sofisticação empregado pelos criminosos.

Cresce número de apreensões nos portos do Sul

Segundo a Receita Federal, apenas em 2025, as operações realizadas nos portos de Santa Catarina e Paraná já resultaram na apreensão de mais de 2,3 toneladas de cocaína. O órgão reforça que esse volume demonstra a efetividade das ações de fiscalização portuária no combate ao tráfico internacional de drogas.

Investigação segue com a polícia judiciária

Após a apreensão, o material foi encaminhado à polícia judiciária, que dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis pela tentativa de envio da carga contaminada ao exterior.

Ações integradas reforçam proteção das fronteiras

A Receita Federal destacou que atua em cooperação com diversas forças de segurança e que operações como essa evidenciam o compromisso institucional com o fortalecimento das fronteiras brasileiras e a proteção da sociedade.

Com informações da Receita Federal.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Facisc reúne representantes de 16 países para fortalecer parcerias internacionais em SC

A Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) promove, na tarde desta sexta-feira (28), em Florianópolis, um encontro estratégico com integrantes do corpo consular de 16 países presentes no estado. A iniciativa tem como foco ampliar conexões, estimular novas parcerias internacionais e fortalecer a presença catarinense no comércio exterior.

Debate ocorre em meio a mudanças no comércio global
O evento acontece em um momento marcado por transformações significativas no comércio internacional. Santa Catarina enfrenta impactos diretos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sobretudo os industriais — justamente aqueles mais exportados pelo estado. A articulação com os consulados pretende abrir portas e diversificar mercados, reduzindo riscos e ampliando oportunidades.

Entre os países representados, estão Alemanha, Argentina, Áustria, Cazaquistão, Costa Rica, Finlândia, Hungria, Luxemburgo, Marrocos, Ordem de Malta, Paraguai, Portugal, Reino Unido, Romênia, Suíça e Uruguai.

Exportações catarinenses mostram reação
Uma análise da balança comercial realizada pela Facisc aponta que os exportadores catarinenses têm buscado rapidamente alternativas diante da maior taxação norte-americana. As exportações de outubro cresceram 5% em relação ao mesmo mês de 2024, indicando adaptação rápida e busca por novos destinos.

O setor madeireiro foi um dos destaques: as vendas de madeira serrada avançaram 28%, com expansão para mercados como Índia, Emirados Árabes, Marrocos e Espanha.

Carnes abrem novos mercados após restrições
Outro exemplo de diversificação vem das exportações de carnes de aves. Durante o embargo chinês decorrente do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, empresas catarinenses fecharam negócios com importadores da Coreia do Sul, Gabão, Moçambique e Reino Unido.
A carne suína também registrou alta, impulsionada pelo aumento das vendas para Canadá, Vietnã, Geórgia e República do Congo.

Diversificação como estratégia de crescimento
Segundo o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Niehues Jr., os resultados positivos estão diretamente ligados à busca ativa por novos mercados. Para ele, o encontro com representantes consulares reforça essa estratégia:
Santa Catarina mostra resiliência ao ampliar parcerias justamente quando alguns mercados se fecham. A diversificação não é apenas uma alternativa; é uma estratégia inteligente que já traz resultados importantes para nossa economia”, afirma.

Apoio do governo catarinense
O movimento empresarial conta com o apoio do governo do estado, por meio da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Especiais. O secretário Paulo Bornhausen destaca que ampliar parcerias internacionais reduz vulnerabilidades e fortalece o setor produtivo catarinense no cenário global.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% até setembro

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 4,9% entre janeiro e setembro de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho positivo reflete o aquecimento da economia de Santa Catarina, que cresce acima da média nacional e tem a menor taxa de desemprego do país. O dado compõe o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, publicado nesta quarta-feira, 26.

Com a elevação de 4,9% em 2025, Santa Catarina é o segundo estado que mais avançou neste ano, dividindo a vice-liderança com Goiás. A lista tem o Pará como primeiro colocado, com 5,2%. O percentual catarinense ficou bem acima da média nacional no período, de 2,6%. O Banco Central divulga o IBCR para um grupo de 13 estados, além das regiões brasileiras.

“A economia de Santa Catarina está crescendo praticamente o dobro da média nacional. Isso porque somos um estado que vê o empreendedor como um parceiro. Em vez de criar dificuldades, estamos facilitando, simplificando a abertura de empresas, garantindo segurança jurídica e, principalmente, não aumentando impostos. Em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e de quem trabalha”, destaca o governador Jorginho Mello.

Elevação dos setores de indústria, comércio e serviços

A alta da economia catarinense reflete o aumento nos setores de indústria, comércio e serviços. Conforme o IBGE, o setor industrial catarinense cresceu 3,1% até setembro, contra uma média nacional de apenas 1%. Este resultado foi puxado principalmente por segmentos como fabricação de produtos de metal (16,7%), máquinas e equipamentos (6,4%), produtos alimentícios (5,3%) e minerais não metálicos (4,9%).

“Santa Catarina tem a produção e o trabalho no seu DNA. É por isso que, apesar dos desafios internos e externos, a nossa economia dá sinais de que segue crescendo forte. Nesse sentido, o Governo do Estado tem atuado para estimular a atividade econômica. Programas como o Prodec, Pró-Emprego, Pronampe SC e Juro Zero tem sido fundamentais para apoiar o crescimento econômico”, afirmou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. 

Já o comércio varejista no estado apresentou uma alta de 5,9%, enquanto o crescimento médio brasileiro foi de 1,5%. Os segmentos que mais se destacaram foram artigos de uso pessoal e doméstico (11,9%), hipermercados e supermercados (7,4%), artigos farmacêuticos (4,5%) e combustíveis (4,1%).

O setor de serviços em Santa Catarina também superou a média nacional, com uma variação de 4,1% frente a 2,8% do Brasil. Os serviços prestados às famílias (5,3%) e de informação e comunicação (5,2%) foram os que mais cresceram, seguidos por transportes e serviços profissionais (ambos com 3,9%).

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Secom/GOVSC

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Negócios

Ambev inaugura nova linha de produção de cervejas premium em SC e amplia capacidade em Lages

A Ambev colocou em operação, no sábado (22), uma nova linha de produção de cervejas premium na unidade de Lages (SC), dentro de um plano contínuo de modernização industrial. A ampliação busca acelerar a produção e atender à demanda crescente por cervejas premium e sem álcool, reforçando o papel estratégico de Santa Catarina no segmento.
Com a novidade, a fábrica passa de quatro para cinco linhas de envase, incluindo uma para garrafas, duas para latas e outra dedicada a long necks. A capacidade inclui rótulos como Stella Artois, Stella Pure Gold, Spaten, Corona, Corona Cero e Budweiser 0,0%.

Santa Catarina como polo estratégico da Ambev

Para Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev, a unidade catarinense é essencial para a operação no Sul:
“A localização estratégica da Cervejaria Santa Catarina nos permite atender diversos estados com agilidade. Os investimentos reforçam nosso compromisso de longo prazo com o estado e com a estratégia de liderar o crescimento das cervejas premium e sem álcool no Brasil”.

A presença da companhia tem forte impacto econômico na região. Desde o início das operações, mais de 14 mil empregos diretos, indiretos e induzidos foram gerados ao longo da cadeia produtiva. Dados do IBGE mostram que cada R$ 1 investido em uma cervejaria movimenta cerca de R$ 2,50 na economia nacional.

Investimentos e rede de distribuição

Santa Catarina ocupa posição estratégica não apenas na produção, mas também na fabricação de embalagens, fornecendo latas e garrafas para oito estados brasileiros. Desde sua inauguração, a unidade recebeu R$ 1,4 bilhão em investimentos.

A Ambev mantém ainda quatro centros de distribuição em Florianópolis, Joinville, Blumenau e Camboriú, além de oito revendedores parceiros no estado. A operação tecnológica também é destaque: o Ambev Tech, em Blumenau, funciona como um hub de inovação com mais de 500 colaboradores que desenvolvem soluções para toda a companhia.

A empresa segue fortalecendo sua presença cultural em Santa Catarina. É a cervejaria oficial da Oktoberfest de Blumenau e prepara o lançamento da Spaten Festbier, criada especialmente para a edição de 2025 do evento.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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Notícias

Apreensão de Sete Toneladas de Cocaína em Portugal Após Partida de Barcos de SC

Uma operação integrada entre forças de segurança de vários países resultou na apreensão de sete toneladas de cocaína em águas internacionais próximas à Ilha da Madeira, em Portugal. Segundo a Polícia Federal brasileira, o carregamento estava distribuído em dois barcos pesqueiros que haviam deixado o litoral de Santa Catarina.

Interceptação perto da Ilha da Madeira
As embarcações foram localizadas e abordadas pela Marinha portuguesa entre os dias 17 e 20 de novembro, durante patrulhamento no Oceano Atlântico. As equipes utilizaram navio e helicóptero para realizar a interceptação em alto-mar, segundo imagens divulgadas pelas autoridades portuguesas.

Dez brasileiros foram presos
Os dez tripulantes, todos brasileiros, acabaram detidos e responderão por tráfico internacional de drogas. A operação envolveu cooperação entre autoridades do Brasil, Portugal, Estados Unidos e organismos internacionais, que atuaram para impedir que o carregamento chegasse ao mercado europeu.

Investigações seguem com participação da PF
A Polícia Federal acompanhará o andamento das investigações. Até o momento, não foram confirmadas as identidades dos presos nem as cidades catarinenses de onde partiram as embarcações. O NSC Total solicitou essas informações, mas ainda não obteve retorno.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação PF

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Portos

Porto de Imbituba moderniza Cais 3 com maior obra de sua história

O Cais 3 do Porto de Imbituba está passando pela maior intervenção estrutural desde sua construção em 1979. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a obra visa recuperar, reforçar e ampliar a estrutura portuária, com previsão de conclusão para 2027. A modernização permitirá o recebimento de navios maiores, além de ampliar a capacidade de movimentação de cargas do complexo portuário, que atualmente concentra cerca de 30% das operações do Porto.

A iniciativa está sendo conduzida pela SCPAR Porto de Imbituba, com execução da CEJEN Engenharia e gerenciamento da ESTEL Engenharia, contratadas por meio de licitação. O projeto contempla não apenas o reforço da estrutura atual, mas também a ampliação do comprimento do cais, que passará de 245 para 271 metros. Com a nova configuração, o Porto poderá receber embarcações de até 270 metros de comprimento, frente ao limite atual de cerca de 200 metros. A estrutura contará ainda com novos equipamentos de operação e melhorias no sistema de pavimentação, drenagem e contenção, elevando o padrão técnico e operacional do complexo portuário.

Divisão em quatro fases

A obra foi dividida em quatro etapas principais, que envolvem desde a execução de colunas de contenção até a construção de dolfins, estruturas que ajudam na atracação e amarração dos navios. A intervenção também prevê reforço do solo e da laje, além da pavimentação em concreto da retroárea e a instalação de sistemas modernos de defensas para segurança das embarcações.

Na última fase da obra, será necessário interromper temporariamente as atividades no Cais 3 por até cinco meses, período que está sendo reavaliado para possível redução. Durante essa etapa, os trabalhos se concentrarão no trecho central do berço, impossibilitando a atracação simultânea de navios.

Compromisso ambiental

A modernização do Cais 3 está sendo conduzida com atenção especial às questões ambientais. O Porto mantém uma série de programas de monitoramento, que seguem ativos durante a execução da obra. Entre eles estão o controle da qualidade das águas oceânicas e subterrâneas, o monitoramento da biota aquática, sedimentos, ruídos subaquáticos e do ar, além da gestão de resíduos da construção civil.

Um dos principais destaques é o acompanhamento da presença das baleias-francas, espécie símbolo da região. O Porto de Imbituba realiza o monitoramento das baleias há 17 anos, com observações terrestres e aéreas durante toda a temporada migratória, entre os meses de julho e novembro. As baleias utilizam a costa catarinense como berçário, e a região abriga a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

Durante a execução da obra, estão sendo adotadas medidas adicionais de proteção à espécie. Estão definidas áreas de controle com diferentes níveis de alerta. Se uma baleia for avistada em áreas próximas ao local da obra durante o uso de martelos vibratórios ou bate-estacas, as atividades são suspensas ou alertadas, conforme a proximidade do animal.

“Essa obra simboliza o compromisso do Governo do Estado com a infraestrutura e a competitividade logística de Santa Catarina. A ampliação do Cais 3 é estratégica para atrair novos investimentos, gerar empregos e fortalecer o papel do Porto de Imbituba como um vetor de desenvolvimento regional e nacional, sem abrir mão da sustentabilidade”, destaca o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Porto mais competitivo

A modernização do Cais 3 representa um passo estratégico para o fortalecimento do Porto de Imbituba como um dos principais portos logísticos do Sul do Brasil. Além de atender às demandas crescentes do setor, a obra reforça o compromisso da gestão portuária com a sustentabilidade, a inovação tecnológica e o desenvolvimento regional.

O projeto está sendo realizado inteiramente dentro da área do Porto, sem impacto fora da sua poligonal. A expectativa é de que, ao fim das obras, o complexo portuário amplie significativamente sua capacidade de atendimento, tanto em volume quanto em tipos de cargas, atraindo novos negócios para a região.

“Estamos realizando a maior obra da história do Porto de Imbituba, com foco no futuro da logística portuária em Santa Catarina. A modernização do Cais 3 elevará o padrão técnico do complexo portuário, ampliando sua capacidade de movimentação e permitindo o recebimento de navios maiores e mais modernos. Tudo isso com responsabilidade ambiental e total alinhamento com as melhores práticas de engenharia portuária, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SCPAR Porto de Imbituba

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