Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 6,1% nos cinco primeiros meses do ano

Percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 6,1% entre janeiro e maio de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra sobretudo a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 23.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “É uma notícia que nos enche de orgulho, porque o crescimento de Santa Catarina vem da nossa indústria forte, do turismo, do agronegócio, mas principalmente porque o catarinense põe a mão na massa e faz acontecer. Estamos batendo recorde de abertura de empresas. Esse resultado positivo também impacta na geração de empregos. Só pelo Sine são mais de 9 mil vagas”, destaca.

Santa Catarina possui o segundo maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, atrás apenas do vizinho Paraná (6,8%). Em terceiro está Goiás, com 6%, e na sequência aparecem Pará (5,6%), Bahia (4,3%), bem como Minas Gerais (3%). No âmbito nacional destaca-se o resultado do setor de agropecuária, que acumula forte crescimento devido à boa safra de grãos. 

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 4,8% entre janeiro e maio, um dos maiores percentuais do país e à frente da média nacional de 1,8%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 7% nos primeiros cinco meses do ano, frente a uma média nacional de 2,2%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5% no período, a média brasileira ficou em 2,5%. O mesmo ocorre no setor do turismo: alta de 11,1% em Santa Catarina e de 6% no Brasil. 

“A economia de Santa Catarina está demonstrando muita solidez e competitividade frente a adversidades no cenário nacional e internacional. Assim, estamos produzindo mais, com inovação e exportações para diversos mercados pelo mundo. Isso é resultado de uma produção com excelência, competitividade, bem como qualidade. Portanto, Santa Catarina segue como modelo para o país e para o mundo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.  

:: Ranking dos estados (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Paraná +6,9%

2- Santa Catarina +6,1%

3- Goiás +6%

4- Pará +5,6%

5- Bahia +4,3%

6- Minas Gerais +3%

7- Ceará +2,9%

8- Espírito Santo +2,6%

9- São Paulo +2,3%

10- Amazonas +1,4%

11- Rio de Janeiro +1,4%

12- Rio Grande do Sul +0,6%

13- Pernambuco -0,9%

:: Ranking das regiões (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Centro-Oeste +8,1%

2- Sul +4,4%

3- Norte +3,8%

4- Nordeste +2,4%

5- Sudeste +2,2%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio

Com alta de 275%, Santa Catarina é líder em crescimento de entregas por e-commerce no país

Dados são de levantamento do “Mapa da Logística”, da Loggi, e correspondem ao segundo trimestre de 2025

Santa Catarina teve uma taxa de crescimento de 275% no envio de pacotes nacionais por e-commerce no segundo trimestre de 2025 — envolvendo pequenos, médios e grandes negócios, em relação ao mesmo período do ano anterior. O número posiciona o Estado com o maior índice de crescimento no país. Os números fazem parte da segunda edição do “Mapa da Logística”, realizado pela Loggi, que apresentou dados e tendências de entregas de pacotes no segundo trimestre de 2025 no Brasil.

Depois de Santa Catarina, estão os estados do Rio Grande do Sul, com aumento de 175% na emissão de pacotes, seguido por Goiás (167%), Espírito Santo (124%) e Minas Gerais (45%). 

Pequenas e médias empresas são destaque em SC

Além disso, Santa Catarina se destacou como vice-líder em quantidade de envio de pacotes por pequenas e médias empresas (PMEs), com 16% das remessas — mais que o dobro da participação das grandes marcas (6,5%).

De acordo com o levantamento, os empreendedores vêm se posicionando estrategicamente no mercado brasileiro, não apenas pela presença em diversas localidades do país, mas também pelo aumento no volume de envios, pelo valor agregado de suas mercadorias e pela adoção de modelos logísticos mais flexíveis, acessíveis e eficientes.

Veja quais são os produtos mais comercializados no Sul do Brasil no 2º trimestre de 2025

Cosméticos e perfumaria

Serviços financeiros

Jogos e brinquedos

Itens de livraria

Fonte: NSC Total

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Negócios

Têxteis da América Latina modernizam fábricas com máquinas de SC

Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode, embarcou os produtos para o México e a Guatemala

A Delta Máquinas Têxteis, indústria catarinense sediada em Pomerode, embarcou para o México e a Guatemala um conjunto de máquinas destinado à modernização do parque fabril das empresas Avante Têxtil e Moyel (México) e ShinWon (Guatemala) — que atuam em segmentos como confecção, beneficiamento e tinturaria.

Com presença consolidada na região há cerca de 15 anos, a Delta considera esse mercado estratégico na América Latina. “O México e a Guatemala são polos têxteis em crescimento e busca constante por modernização industrial. Esse movimento cria oportunidades consistentes para empresas que oferecem tecnologia, como a Delta”, afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da companhia.

Nos últimos anos, a Delta tem ampliado o alcance da marca em países que priorizam produtividade, eficiência energética e padronização de processos na indústria têxtil. Atualmente, a empresa exporta para oito países do continente americano, oferecendo além de máquinas, suporte técnico e serviços que ajudam seus clientes a obter o máximo desempenho das soluções adquiridas. 

Fundada em 2007, a Delta é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. 

A companhia desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

Fonte: FIESC

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Comércio, Exportação

Santa Catarina lidera exportações e prevê safra recorde de banana em 2025

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões

O mercado da banana em Santa Catarina enfrentou um período de desvalorização nos meses de maio e junho de 2025. A banana-caturra, por exemplo, teve queda de 25,3% nos preços pagos ao produtor, reflexo do aumento na oferta. A banana-prata também registrou recuo de 16,4%, influenciada pela concorrência com outras frutas da estação e pela redução na demanda.

Para julho, a expectativa é de recuperação nas cotações da caturra, com a redução na oferta decorrente do menor desenvolvimento das frutas. No caso da banana-prata, a tendência é de estabilidade, ainda sob influência da presença de outras frutas no mercado.

Em nível nacional, as variedades nanica e prata devem apresentar valorização, impulsionadas pela menor oferta provocada pelas baixas temperaturas que afetam o desenvolvimento dos cachos. Com isso, o preço ao consumidor deve subir um pouco.

Estimativa da safra da banana

Para a safra 2024/25, a estimativa é de aumento de 17,5% na produção estadual. Que pode chegar a 768 mil toneladas, impulsionada pela ampliação da área cultivada, que passou para 28,4 mil hectares. A produção de banana-caturra deve crescer 18%, enquanto a da banana-prata tem alta estimada de 15,2% em relação à safra anterior.

Conforme explica o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, o setor da bananicultura catarinense tem enfrentado um cenário desafiador. Também devido as condições climáticas também foram determinantes nesse período. “Tivemos chuvas frequentes e uma geada em junho que comprometeram a qualidade dos cachos. Muitos produtores precisaram colher antes do ponto ideal de maturação, o que impactou ainda mais o mercado”, observa.

Apesar das dificuldades, Goulart destaca que o cenário tende a melhorar para os produtores a partir de julho. O que também significa preços ,mais salgados ao consumidor.  “A expectativa é de valorização nos preços devido à redução da oferta, causada pelas baixas temperaturas e pelo menor desenvolvimento dos cachos nos bananais. A banana-caturra deve ter recuperação nos preços, enquanto a banana-prata tende a se manter estável, favorecida por uma demanda mais equilibrada no período”, projeta.

Painel temático de Comércio Exterior

De acordo com o painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense, Santa Catarina se mantém como o maior exportador de bananas do Brasil em 2025. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período de 2024. O estado gerou US$ 7,2 milhões, equivalente a 45,9% da receita nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Os dados dos painéis temáticos do Observatório Agro Catarinense são atualizados mensalmente, com isso, além de permitirem o monitoramento da variação da balança comercial catarinense, é possível comparar o desempenho de Santa Catarina com o restante do país.

Os principais compradores da banana catarinense são Argentina, responsável por 62% das exportações com um faturamento de US$ 4,5 milhões, e em segundo lugar é o Uruguai, com 37,8% gerando uma receita de US$ 2,7 milhões. Conforme o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, as perspectivas do setor para o mercado internacional são positivas. “Santa Catarina teve um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025 nas exportações brasileiras de banana. Para o segundo semestre, a expectativa é de uma queda sazonal na oferta, mas com perspectiva de melhores valores nas exportações, em comparação com anos anteriores”, conclui o analista.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior, Economia, Exportação

Santa Catarina é líder nacional em exportação de madeira e móveis

Exportações de madeira e móveis são destaque na economia catarinense com faturamento de mais de US$ 800 milhões no primeiro semestre 

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,6% no faturamento com exportações, principalmente pela contribuição de dois segmentos essenciais para a economia catarinense: o setor de madeira e o de móveis. O estado foi líder nacional em ambos os setores, que representaram cerca de 15% das exportações catarinenses entre janeiro e junho. Neste período, esses produtos chegaram a mais de 100 destinos em todo o mundo, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O governador Jorginho Mello afirma que o resultado mostra, mais uma vez, a pujança da economia catarinense. “Temos apenas 1% do território nacional, mas somos destaque em diversos setores porque em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e trabalha. Além de não aumentar impostos, estamos facilitando a abertura de empresas, desburocratizando, para facilitar a vida do empreendedor e permitir que a economia se desenvolva”, destaca.

Líder nacional em exportação de madeira

No primeiro semestre de 2025, Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais faturou com exportação de madeira e produtos derivados de madeira e cortiça. Foram 1,3 milhão de toneladas de produtos que renderam US$ 668,7 milhões. O valor representa 37% das exportações brasileiras de madeira e 11,4% de toda a exportação catarinense no período (US$ 5,85 bilhões).

No ranking nacional liderado por Santa Catarina, o segundo lugar é do Paraná, também grande exportador do produto. Os paranaenses tiveram faturamento de US$ 641,2 milhões. Rio Grande do Sul (US$ 148 milhões), São Paulo (US$ 106 milhões) e Pará (US$ 99 milhões) aparecem na sequência.

“Santa Catarina possui diversas indústrias especializadas em matérias-primas e produtos de madeira, como pallets, laminados, portas e compensados. O status de primeiro lugar no Brasil é mais um indicativo de que nossas empresas estão produzindo com excelência e competitividade. E muitas delas contaram com apoio do Governo do Estado por meio de programas como Prodec e Pró-Emprego. Ou seja, programas que deram resultado positivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de madeira são Caçador, Lages, Três Barras, Itajaí e Curitibanos.

Líder nacional em exportação de móveis

Santa Catarina também foi líder nacional na exportação de móveis durante o primeiro semestre de 2025. O estado faturou US$ 141,3 milhões, à frente do Rio Grande do Sul, com US$ 118,1 milhões; Paraná, com US$ 80,8 milhões; e São Paulo, com US$ 77,9 milhões. Conforme os dados, Santa Catarina responde por quase um terço (32%) do faturamento com exportações de móveis em todo o Brasil.

“O resultado positivo nas exportações de móveis é um orgulho para Santa Catarina. Isso porque a produção catarinense está ingressando em mercados muito exigentes, como América do Norte e Europa. Além disso, o faturamento em alta injeta recursos na economia catarinense, gerando emprego e renda e trazendo benefícios para toda a cadeia produtiva”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de móveis são, em ordem, São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre, Rio Negrinho e Fraiburgo. Entre os produtos mais exportados estão camas, colchões, mesas e cadeiras.

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Portos

Arrendamento temporário do Porto de Itajaí é fiscalizado pelo TCU

O Tribunal verificou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação no processo seletivo simplificado do porto catarinense

O Tribunal de Contas da União (TCU) realiza, sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, acompanhamento com o objetivo de examinar a execução de contrato para exploração transitória de arrendamento no Porto de Itajaí (SC) e de contribuir para o aprimoramento da eficiência logística em portos. 

Esse arrendamento transitório se refere aos berços 1 e 2 do Porto de Itajaí (Área A). Foi firmado em 15 de dezembro de 2023, pelo prazo de 24 meses, extensível por igual período, entre a empresa Mada Araujo Asset Management Ltda. e o Ministério de Portos e Aeroportos, na qualidade de poder concedente.  

“Houve ainda a interveniência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). O arrendamento resultou de processo seletivo simplificado da Antaq. O volume de recursos fiscalizados pelo TCU ultrapassou R$ 640 milhões”, explicou o ministro-relator Aroldo Cedraz.  

O que o TCU verificou  

O Tribunal encontrou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação técnico-operacional e econômico-financeira no processo seletivo simplificado. “A urgência para selecionar um novo arrendatário, em substituição à APM Terminals, a fim de não causar mais prejuízos pela paralisação da operação de contêineres, levou à definição de regras incompatíveis com a complexidade da operação portuária”, pontuou o ministro. 

Alguns exemplos são as exigências do edital para habilitação quanto à qualificação econômico-financeira, que se restringiram a solicitar as certidões negativas de pedido de falência, concordata remanescente, recuperação judicial e extrajudicial. 

Em relação à qualificação técnica, os requisitos incluem a apresentação de Atestado de Visita Técnica ou da Declaração de Pleno Conhecimento, e o compromisso de obter a pré-qualificação como operadora portuária junto à Administração do Porto de Itajaí ou, alternativamente, a possibilidade de contratar Operador Portuário pré-qualificado.  

“A título de benchmark, a Lei de Licitações (art. 69 da Lei 14.133/2021) estabelece, como exigência para efeito de habilitação econômico-financeira, a adoção de critérios objetivos, a exemplo de coeficientes e índices econômicos, além das certidões negativas de falência e recuperação judicial”, observou o relator.  

Quanto ao julgamento das propostas, o edital se restringiu ao critério de maior volume de Movimentação Mínima Exigida (MME), utilizado nos contratos de arrendamento portuário como parâmetro mínimo de performance dos arrendatários. “Para fins de obrigações prévias à execução e de garantias ao contrato, não houve exigência de seguro ou caução para sua execução”, afirmou Cedraz.  

“Os primeiros cinco meses a partir da contratação foram de idas e vindas na gestão do contrato de arrendamento transitório, até que, em 12 de maio de 2024, a Mada Araújo Asset Management Ltda. formalizou seu pedido de transferência de controle para a empresa Seara Alimentos Ltda., negócio que rendeu R$ 60 milhões para um dos sócios”, pontuou o ministro.  

As deliberações do Tribunal 

O TCU decidiu encaminhar cópia da deliberação ao procurador-chefe da Procuradoria da República em Santa Catarina, a título de representação, em face de indícios de ilicitude, nos termos do art. 178 da Lei 14.133/2021 (art. 337-F do Decreto-Lei 2.848/1940). 

A Corte de Contas determinou que o Ministério dos Portos, no prazo de 90 dias, busque solução conjunta com a Antaq para a questão do valor de indenização dos bens cedidos pela APM Terminals Ltda., levando em consideração o destino do encargo da depreciação dos bens instalados no terminal do Porto de Itajaí (SC), informando ao TCU sobre a solução adotada. 

Também foi determinado à Antaq que, no prazo de 90 dias, encaminhe ao TCU a apólice de seguro de lucros cess antes referente ao Contrato de Arrendamento Transitório 1/2023-MPor, a ser emitida pela Seara Operações Portuárias Ltda., ou, alternativamente, informe o resultado das medidas fiscalizatórias adotadas. 

Fonte: Tribunal de Contas da União

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Sustentabilidade

SC tem potencial para liderar suinocultura sustentável no mundo

Projeto da Embrapa quer criar protocolos de sustentabilidade para produtores; agroindústria de SC será parceira da proposta

Responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína, e por 33% do rebanho do país, Santa Catarina tem potencial para liderar a produção sustentável de suínos no globo. A importância da sustentabilidade no ramo ganha cada vez mais relevância, na medida em que mais países adotam políticas de descarbonização que impactam potenciais fornecedores.

O tema foi debatido nesta quarta-feira, dia 16, em reunião da Câmara de Desenvolvimento do setor, da Federação das Indústrias de SC (FIESC), com empresários do segmento e a Embrapa. A instituição está à frente do Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.

Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a sustentabilidade será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. “Quem provar que é sustentável venderá mais e por preço maior. Exercer a sustentabilidade, como melhoria de processo, será um diferencial de sobrevivência competitiva”, avalia.

O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e SC tem liderado processos de transformação na suinocultura nacional nas últimas sete décadas, segundo a Embrapa. A presidente da Câmara da Agroindústria, Irani Pamplona, colocou a indústria à disposição para colaborar com a iniciativa da Embrapa, que vai demandar também parceria com os produtores, cooperativas e outros órgãos do setor público.

Fonte: FIESC

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Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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Informação

Novos testes restringem atividades subaquáticas no Rio Itajaí-Açu sexta-feira

A realização de novos testes de sonar com transmissões subaquáticas irá restringir as atividades de mergulhadores ou qualquer atividade humana subaquática em um trecho do rio Itajaí-Açu nesta sexta-feira. De acordo com o comunicado da Proamar Agência Marítima, que atende o Estaleiro Thyssenkrupp e Águas Azuis, os testes serão realizados nesta sexta-feira, dia 18 de julho de 2025, das 08h30 às 17h00, nas proximidades do estaleiro Thyssenkrupp.

Para garantir a segurança, as atividades humanas subaquáticas estão proibidas na área demarcada na imagem.

Fonte: Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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