Aeroportos

SC registra o terceiro maior movimento internacional nos aeroportos do Brasil

Voos domésticos também registraram aumento no Estado

O movimento aéreo internacional em Santa Catarina cresceu de forma expressiva no primeiro semestre de 2025. De janeiro a junho, o Estado registrou aumento de 66,9% no volume de cargas e 62,3% no número de passageiros internacionais, em comparação com o mesmo período de 2024. A Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF) divulgou os dados com base em informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Somente pelo Aeroporto Internacional de Florianópolis, passaram 733,3 mil passageiros internacionais nos seis primeiros meses do ano. O número já representa 82,4% de toda a movimentação registrada em 2024, reforçando o desempenho acelerado do setor no Estado. Com esses resultados, Santa Catarina mantém-se na terceira posição no ranking nacional de movimento aéreo internacional, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Além disso, o secretário da SPAF, Beto Martins, destacou o otimismo com as projeções para o restante do ano. “Estamos confiantes de que ultrapassaremos a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. O crescimento atual já indica que essa meta será superada antes do previsto, principalmente com os novos voos para Lima e cidades do Mercosul”, afirmou.

Cargas aéreas e destaque latino-americano

No mesmo período, o Aeroporto de Florianópolis também movimentou 3,3 mil toneladas de cargas internacionais. Esse desempenho elevou o terminal ao posto de aeroporto que mais cresce no Brasil e ao terceiro lugar em crescimento na América Latina, de acordo com a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico também avança

Embora em ritmo mais moderado, o transporte aéreo doméstico também apresentou crescimento em Santa Catarina. No primeiro semestre de 2025, os aeroportos catarinenses registraram 3,5 milhões de passageiros domésticos, uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024.

O Aeroporto de Florianópolis registrou novamente o maior volume, com 1,8 milhão de passageiros.
. Em seguida aparecem Navegantes (1,1 milhão), Chapecó (295,1 mil) e Joinville, que registrou o maior crescimento percentual (12,8%) e somou 268,9 mil passageiros. Já os aeroportos de Jaguaruna (47,8 mil) e Correia Pinto (3,6 mil) também contribuíram com o saldo positivo.

Com resultados consistentes em todos os indicadores, Santa Catarina fortalece sua presença no cenário da aviação nacional e internacional, abrindo caminho para novas rotas, investimentos logísticos e o aumento da competitividade do turismo e do comércio exterior.

Fonte: Guararema News

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Comércio, Logística

Movimento aéreo internacional de passageiros e cargas em SC cresce acima de 62% no primeiro semestre de 2025

O movimento aéreo internacional de passageiros e cargas segue crescendo em Santa Catarina. O primeiro semestre de 2025 registrou alta de 66,9% nas cargas e 62,3% de passageiros, em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos primeiros seis meses de 2025 passaram pelo Aeroporto de Florianópolis 733,3 mil passageiros internacionais, que já correspondem a 82,4% de todo o movimento registrado no ano de 2024. Esta movimentação mantém Santa Catarina com o terceiro maior movimento aéreo internacional do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Nossas projeções é de que vamos superar a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. Mas o movimento registrado até agora aumenta as expectativas. Temos confiança de que essa meta será alcançada e ultrapassada antes das nossas previsões, com o incremento de voos para Lima e principais cidades do Mercosul”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

“Os números do movimento internacional registrados em Santa Catarina são extremamente animadores e refletem o trabalho contínuo que o Governo do Estado vem realizando para posicionar Santa Catarina como um destino de relevância global. Um crescimento de mais de 62% no fluxo de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2025 demonstra claramente que nossas ações de promoção turística e atração de novas rotas estão surtindo efeito”, acrescenta a secretária de Turismo (Setur), Catiane Seif.

Pelo Aeroporto de Florianópolis também foram movimentadas 3,3 mil toneladas de cargas. Estes números posicionam o aeroporto catarinense como o terceiro que mais cresce na América Latina e o número 1 no Brasil, segundo a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico

A movimentação doméstica de passageiros nos aeroportos catarinenses no primeiro semestre cresceu 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 3,5 milhões de passageiros. O maior movimento foi no Aeroporto de Florianópolis com 1,8 milhão de passageiros, seguido por Navegantes com 1,1 milhão de passageiros, Chapecó com 295,1 mil passageiros, Joinville (que teve a maior alta, 12,8%) com 268,9 mil passageiros, Jaguaruna com 47,8 mil passageiros e Correia Pinto com 3,6 mil passageiros.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Portos

Tarifaço de Trump pode afetar exportações via Porto de Itajaí e reduzir embarques para os EUA

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA

O anúncio do novo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou preocupações entre exportadores de Santa Catarina. A medida, com previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto, impõe uma tarifa de até 50% sobre produtos importados do Brasil, o que classifica o país com a maior taxa até o momento. Nesse sentido, a medida internacional pode afetar as operações logísticas do Porto de Itajaí.

Conforme nota enviada ao NSC Total nesta semana pela Superintendência do Porto de Itajaí, ainda não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos motivados pela nova tarifa. Porém, o eventual aumento deve atingir setores estratégicos, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, produtos com forte presença na região, com o mercado norte-americano como destino tradicional.

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA nos próximos meses. Para minimizar o impacto, empresas já avaliam alternativas, como o redirecionamento de cargas para outros destinos, incluindo países da Europa, Oriente Médio e América do Sul.

No entanto, o cenário ainda é acompanhado de perto, tendo em vista que o Brasil não chegou a firmar um novo acordo com os Estados Unidos. Países como Reino Unido, Vietnã e China já fecharam acordos e conseguiram aplicar estratégias para amenizar ou suspender as tarifas.

“O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior”, destaca a Superintendência do Porto de Itajaí.

Confira a nota na íntegra

O Porto de Itajaí informa que, até o momento, não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos em decorrência das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No entanto, a elevação tarifária de 50% sobre os produtos do Brasil — a mais alta entre os países afetados — tende a impactar setores relevantes da pauta exportadora de Santa Catarina, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, com forte presença nos estados de SC e PR.

A estimativa inicial é de redução superior a 30% nas exportações destinadas ao mercado norte-americano, ainda que os efeitos práticos estejam em fase de avaliação pelas empresas e entidades do setor.

Exportadores já vêm adotando ajustes estratégicos, como o redirecionamento de cargas para mercados alternativos, incluindo Europa, Oriente Médio e América do Sul, preservando sua competitividade internacional.

O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior.

Fonte: NSC Total

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 6,1% nos cinco primeiros meses do ano

Percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 6,1% entre janeiro e maio de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra sobretudo a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 23.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “É uma notícia que nos enche de orgulho, porque o crescimento de Santa Catarina vem da nossa indústria forte, do turismo, do agronegócio, mas principalmente porque o catarinense põe a mão na massa e faz acontecer. Estamos batendo recorde de abertura de empresas. Esse resultado positivo também impacta na geração de empregos. Só pelo Sine são mais de 9 mil vagas”, destaca.

Santa Catarina possui o segundo maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, atrás apenas do vizinho Paraná (6,8%). Em terceiro está Goiás, com 6%, e na sequência aparecem Pará (5,6%), Bahia (4,3%), bem como Minas Gerais (3%). No âmbito nacional destaca-se o resultado do setor de agropecuária, que acumula forte crescimento devido à boa safra de grãos. 

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 4,8% entre janeiro e maio, um dos maiores percentuais do país e à frente da média nacional de 1,8%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 7% nos primeiros cinco meses do ano, frente a uma média nacional de 2,2%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5% no período, a média brasileira ficou em 2,5%. O mesmo ocorre no setor do turismo: alta de 11,1% em Santa Catarina e de 6% no Brasil. 

“A economia de Santa Catarina está demonstrando muita solidez e competitividade frente a adversidades no cenário nacional e internacional. Assim, estamos produzindo mais, com inovação e exportações para diversos mercados pelo mundo. Isso é resultado de uma produção com excelência, competitividade, bem como qualidade. Portanto, Santa Catarina segue como modelo para o país e para o mundo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.  

:: Ranking dos estados (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Paraná +6,9%

2- Santa Catarina +6,1%

3- Goiás +6%

4- Pará +5,6%

5- Bahia +4,3%

6- Minas Gerais +3%

7- Ceará +2,9%

8- Espírito Santo +2,6%

9- São Paulo +2,3%

10- Amazonas +1,4%

11- Rio de Janeiro +1,4%

12- Rio Grande do Sul +0,6%

13- Pernambuco -0,9%

:: Ranking das regiões (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Centro-Oeste +8,1%

2- Sul +4,4%

3- Norte +3,8%

4- Nordeste +2,4%

5- Sudeste +2,2%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio

Com alta de 275%, Santa Catarina é líder em crescimento de entregas por e-commerce no país

Dados são de levantamento do “Mapa da Logística”, da Loggi, e correspondem ao segundo trimestre de 2025

Santa Catarina teve uma taxa de crescimento de 275% no envio de pacotes nacionais por e-commerce no segundo trimestre de 2025 — envolvendo pequenos, médios e grandes negócios, em relação ao mesmo período do ano anterior. O número posiciona o Estado com o maior índice de crescimento no país. Os números fazem parte da segunda edição do “Mapa da Logística”, realizado pela Loggi, que apresentou dados e tendências de entregas de pacotes no segundo trimestre de 2025 no Brasil.

Depois de Santa Catarina, estão os estados do Rio Grande do Sul, com aumento de 175% na emissão de pacotes, seguido por Goiás (167%), Espírito Santo (124%) e Minas Gerais (45%). 

Pequenas e médias empresas são destaque em SC

Além disso, Santa Catarina se destacou como vice-líder em quantidade de envio de pacotes por pequenas e médias empresas (PMEs), com 16% das remessas — mais que o dobro da participação das grandes marcas (6,5%).

De acordo com o levantamento, os empreendedores vêm se posicionando estrategicamente no mercado brasileiro, não apenas pela presença em diversas localidades do país, mas também pelo aumento no volume de envios, pelo valor agregado de suas mercadorias e pela adoção de modelos logísticos mais flexíveis, acessíveis e eficientes.

Veja quais são os produtos mais comercializados no Sul do Brasil no 2º trimestre de 2025

Cosméticos e perfumaria

Serviços financeiros

Jogos e brinquedos

Itens de livraria

Fonte: NSC Total

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Negócios

Têxteis da América Latina modernizam fábricas com máquinas de SC

Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode, embarcou os produtos para o México e a Guatemala

A Delta Máquinas Têxteis, indústria catarinense sediada em Pomerode, embarcou para o México e a Guatemala um conjunto de máquinas destinado à modernização do parque fabril das empresas Avante Têxtil e Moyel (México) e ShinWon (Guatemala) — que atuam em segmentos como confecção, beneficiamento e tinturaria.

Com presença consolidada na região há cerca de 15 anos, a Delta considera esse mercado estratégico na América Latina. “O México e a Guatemala são polos têxteis em crescimento e busca constante por modernização industrial. Esse movimento cria oportunidades consistentes para empresas que oferecem tecnologia, como a Delta”, afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da companhia.

Nos últimos anos, a Delta tem ampliado o alcance da marca em países que priorizam produtividade, eficiência energética e padronização de processos na indústria têxtil. Atualmente, a empresa exporta para oito países do continente americano, oferecendo além de máquinas, suporte técnico e serviços que ajudam seus clientes a obter o máximo desempenho das soluções adquiridas. 

Fundada em 2007, a Delta é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. 

A companhia desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

Fonte: FIESC

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Comércio, Exportação

Santa Catarina lidera exportações e prevê safra recorde de banana em 2025

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões

O mercado da banana em Santa Catarina enfrentou um período de desvalorização nos meses de maio e junho de 2025. A banana-caturra, por exemplo, teve queda de 25,3% nos preços pagos ao produtor, reflexo do aumento na oferta. A banana-prata também registrou recuo de 16,4%, influenciada pela concorrência com outras frutas da estação e pela redução na demanda.

Para julho, a expectativa é de recuperação nas cotações da caturra, com a redução na oferta decorrente do menor desenvolvimento das frutas. No caso da banana-prata, a tendência é de estabilidade, ainda sob influência da presença de outras frutas no mercado.

Em nível nacional, as variedades nanica e prata devem apresentar valorização, impulsionadas pela menor oferta provocada pelas baixas temperaturas que afetam o desenvolvimento dos cachos. Com isso, o preço ao consumidor deve subir um pouco.

Estimativa da safra da banana

Para a safra 2024/25, a estimativa é de aumento de 17,5% na produção estadual. Que pode chegar a 768 mil toneladas, impulsionada pela ampliação da área cultivada, que passou para 28,4 mil hectares. A produção de banana-caturra deve crescer 18%, enquanto a da banana-prata tem alta estimada de 15,2% em relação à safra anterior.

Conforme explica o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, o setor da bananicultura catarinense tem enfrentado um cenário desafiador. Também devido as condições climáticas também foram determinantes nesse período. “Tivemos chuvas frequentes e uma geada em junho que comprometeram a qualidade dos cachos. Muitos produtores precisaram colher antes do ponto ideal de maturação, o que impactou ainda mais o mercado”, observa.

Apesar das dificuldades, Goulart destaca que o cenário tende a melhorar para os produtores a partir de julho. O que também significa preços ,mais salgados ao consumidor.  “A expectativa é de valorização nos preços devido à redução da oferta, causada pelas baixas temperaturas e pelo menor desenvolvimento dos cachos nos bananais. A banana-caturra deve ter recuperação nos preços, enquanto a banana-prata tende a se manter estável, favorecida por uma demanda mais equilibrada no período”, projeta.

Painel temático de Comércio Exterior

De acordo com o painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense, Santa Catarina se mantém como o maior exportador de bananas do Brasil em 2025. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período de 2024. O estado gerou US$ 7,2 milhões, equivalente a 45,9% da receita nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Os dados dos painéis temáticos do Observatório Agro Catarinense são atualizados mensalmente, com isso, além de permitirem o monitoramento da variação da balança comercial catarinense, é possível comparar o desempenho de Santa Catarina com o restante do país.

Os principais compradores da banana catarinense são Argentina, responsável por 62% das exportações com um faturamento de US$ 4,5 milhões, e em segundo lugar é o Uruguai, com 37,8% gerando uma receita de US$ 2,7 milhões. Conforme o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, as perspectivas do setor para o mercado internacional são positivas. “Santa Catarina teve um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025 nas exportações brasileiras de banana. Para o segundo semestre, a expectativa é de uma queda sazonal na oferta, mas com perspectiva de melhores valores nas exportações, em comparação com anos anteriores”, conclui o analista.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior, Economia, Exportação

Santa Catarina é líder nacional em exportação de madeira e móveis

Exportações de madeira e móveis são destaque na economia catarinense com faturamento de mais de US$ 800 milhões no primeiro semestre 

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,6% no faturamento com exportações, principalmente pela contribuição de dois segmentos essenciais para a economia catarinense: o setor de madeira e o de móveis. O estado foi líder nacional em ambos os setores, que representaram cerca de 15% das exportações catarinenses entre janeiro e junho. Neste período, esses produtos chegaram a mais de 100 destinos em todo o mundo, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O governador Jorginho Mello afirma que o resultado mostra, mais uma vez, a pujança da economia catarinense. “Temos apenas 1% do território nacional, mas somos destaque em diversos setores porque em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e trabalha. Além de não aumentar impostos, estamos facilitando a abertura de empresas, desburocratizando, para facilitar a vida do empreendedor e permitir que a economia se desenvolva”, destaca.

Líder nacional em exportação de madeira

No primeiro semestre de 2025, Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais faturou com exportação de madeira e produtos derivados de madeira e cortiça. Foram 1,3 milhão de toneladas de produtos que renderam US$ 668,7 milhões. O valor representa 37% das exportações brasileiras de madeira e 11,4% de toda a exportação catarinense no período (US$ 5,85 bilhões).

No ranking nacional liderado por Santa Catarina, o segundo lugar é do Paraná, também grande exportador do produto. Os paranaenses tiveram faturamento de US$ 641,2 milhões. Rio Grande do Sul (US$ 148 milhões), São Paulo (US$ 106 milhões) e Pará (US$ 99 milhões) aparecem na sequência.

“Santa Catarina possui diversas indústrias especializadas em matérias-primas e produtos de madeira, como pallets, laminados, portas e compensados. O status de primeiro lugar no Brasil é mais um indicativo de que nossas empresas estão produzindo com excelência e competitividade. E muitas delas contaram com apoio do Governo do Estado por meio de programas como Prodec e Pró-Emprego. Ou seja, programas que deram resultado positivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de madeira são Caçador, Lages, Três Barras, Itajaí e Curitibanos.

Líder nacional em exportação de móveis

Santa Catarina também foi líder nacional na exportação de móveis durante o primeiro semestre de 2025. O estado faturou US$ 141,3 milhões, à frente do Rio Grande do Sul, com US$ 118,1 milhões; Paraná, com US$ 80,8 milhões; e São Paulo, com US$ 77,9 milhões. Conforme os dados, Santa Catarina responde por quase um terço (32%) do faturamento com exportações de móveis em todo o Brasil.

“O resultado positivo nas exportações de móveis é um orgulho para Santa Catarina. Isso porque a produção catarinense está ingressando em mercados muito exigentes, como América do Norte e Europa. Além disso, o faturamento em alta injeta recursos na economia catarinense, gerando emprego e renda e trazendo benefícios para toda a cadeia produtiva”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de móveis são, em ordem, São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre, Rio Negrinho e Fraiburgo. Entre os produtos mais exportados estão camas, colchões, mesas e cadeiras.

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Portos

Arrendamento temporário do Porto de Itajaí é fiscalizado pelo TCU

O Tribunal verificou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação no processo seletivo simplificado do porto catarinense

O Tribunal de Contas da União (TCU) realiza, sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, acompanhamento com o objetivo de examinar a execução de contrato para exploração transitória de arrendamento no Porto de Itajaí (SC) e de contribuir para o aprimoramento da eficiência logística em portos. 

Esse arrendamento transitório se refere aos berços 1 e 2 do Porto de Itajaí (Área A). Foi firmado em 15 de dezembro de 2023, pelo prazo de 24 meses, extensível por igual período, entre a empresa Mada Araujo Asset Management Ltda. e o Ministério de Portos e Aeroportos, na qualidade de poder concedente.  

“Houve ainda a interveniência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). O arrendamento resultou de processo seletivo simplificado da Antaq. O volume de recursos fiscalizados pelo TCU ultrapassou R$ 640 milhões”, explicou o ministro-relator Aroldo Cedraz.  

O que o TCU verificou  

O Tribunal encontrou falhas na definição de critérios objetivos para habilitação técnico-operacional e econômico-financeira no processo seletivo simplificado. “A urgência para selecionar um novo arrendatário, em substituição à APM Terminals, a fim de não causar mais prejuízos pela paralisação da operação de contêineres, levou à definição de regras incompatíveis com a complexidade da operação portuária”, pontuou o ministro. 

Alguns exemplos são as exigências do edital para habilitação quanto à qualificação econômico-financeira, que se restringiram a solicitar as certidões negativas de pedido de falência, concordata remanescente, recuperação judicial e extrajudicial. 

Em relação à qualificação técnica, os requisitos incluem a apresentação de Atestado de Visita Técnica ou da Declaração de Pleno Conhecimento, e o compromisso de obter a pré-qualificação como operadora portuária junto à Administração do Porto de Itajaí ou, alternativamente, a possibilidade de contratar Operador Portuário pré-qualificado.  

“A título de benchmark, a Lei de Licitações (art. 69 da Lei 14.133/2021) estabelece, como exigência para efeito de habilitação econômico-financeira, a adoção de critérios objetivos, a exemplo de coeficientes e índices econômicos, além das certidões negativas de falência e recuperação judicial”, observou o relator.  

Quanto ao julgamento das propostas, o edital se restringiu ao critério de maior volume de Movimentação Mínima Exigida (MME), utilizado nos contratos de arrendamento portuário como parâmetro mínimo de performance dos arrendatários. “Para fins de obrigações prévias à execução e de garantias ao contrato, não houve exigência de seguro ou caução para sua execução”, afirmou Cedraz.  

“Os primeiros cinco meses a partir da contratação foram de idas e vindas na gestão do contrato de arrendamento transitório, até que, em 12 de maio de 2024, a Mada Araújo Asset Management Ltda. formalizou seu pedido de transferência de controle para a empresa Seara Alimentos Ltda., negócio que rendeu R$ 60 milhões para um dos sócios”, pontuou o ministro.  

As deliberações do Tribunal 

O TCU decidiu encaminhar cópia da deliberação ao procurador-chefe da Procuradoria da República em Santa Catarina, a título de representação, em face de indícios de ilicitude, nos termos do art. 178 da Lei 14.133/2021 (art. 337-F do Decreto-Lei 2.848/1940). 

A Corte de Contas determinou que o Ministério dos Portos, no prazo de 90 dias, busque solução conjunta com a Antaq para a questão do valor de indenização dos bens cedidos pela APM Terminals Ltda., levando em consideração o destino do encargo da depreciação dos bens instalados no terminal do Porto de Itajaí (SC), informando ao TCU sobre a solução adotada. 

Também foi determinado à Antaq que, no prazo de 90 dias, encaminhe ao TCU a apólice de seguro de lucros cess antes referente ao Contrato de Arrendamento Transitório 1/2023-MPor, a ser emitida pela Seara Operações Portuárias Ltda., ou, alternativamente, informe o resultado das medidas fiscalizatórias adotadas. 

Fonte: Tribunal de Contas da União

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Sustentabilidade

SC tem potencial para liderar suinocultura sustentável no mundo

Projeto da Embrapa quer criar protocolos de sustentabilidade para produtores; agroindústria de SC será parceira da proposta

Responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína, e por 33% do rebanho do país, Santa Catarina tem potencial para liderar a produção sustentável de suínos no globo. A importância da sustentabilidade no ramo ganha cada vez mais relevância, na medida em que mais países adotam políticas de descarbonização que impactam potenciais fornecedores.

O tema foi debatido nesta quarta-feira, dia 16, em reunião da Câmara de Desenvolvimento do setor, da Federação das Indústrias de SC (FIESC), com empresários do segmento e a Embrapa. A instituição está à frente do Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.

Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a sustentabilidade será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. “Quem provar que é sustentável venderá mais e por preço maior. Exercer a sustentabilidade, como melhoria de processo, será um diferencial de sobrevivência competitiva”, avalia.

O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e SC tem liderado processos de transformação na suinocultura nacional nas últimas sete décadas, segundo a Embrapa. A presidente da Câmara da Agroindústria, Irani Pamplona, colocou a indústria à disposição para colaborar com a iniciativa da Embrapa, que vai demandar também parceria com os produtores, cooperativas e outros órgãos do setor público.

Fonte: FIESC

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