Comércio, Negócios

Com a faca e o queijo na mão: bilionária catarinense Aurora mira queijos nobres com Gran Mestri

Com consumo de leite instável nos últimos anos, setor aposta em nichos gourmet e na valorização da origem dos produtos para sair da “commodity”

A concorrência entre as grandes cooperativas do Sul do país não está só na carne ou leite. Também passou a ser uma disputa por espaço na gôndola de queijos especiais, um nicho que cresce com a gourmetização da mesa brasileira, mas que ainda exige escala e distribuição.

A Aurora Coop, terceira maior agroindústria de proteína animal do Brasil, está adquirindo a também catarinense Gran Mestri, especializada na produção de queijos nobres como parmesão, grana padano e gorgonzola. A informação é do jornal Valor Econômico.

Procuradas, as empresas não comentaram a negociação.

À EXAME, fontes a par do negócio afirmaram que o comunicado sobre o assunto deve ser feito ainda no início desta semana pela cooperativa. A transação já estaria em diligência final.

A aquisição é estratégica para a Aurora, que vem ampliando sua atuação no mercado lácteo.

Com uma receita líquida de 22,8 bilhões de reais em 2024 e um sistema verticalizado que inclui produção de leite, a cooperativa agora busca agregar valor ao portfólio. A entrada no mercado de queijos finos é uma tentativa de reposicionamento em categorias mais rentáveis e menos comoditizadas.

Recentemente, a Aurora foi reconhecida pela consultoria Deloitte como uma das empresas com melhor gestão do país. Saiba mais aqui: O que aprender com as empresas mais bem geridas do Brasil? Veja a lista

Quem é a Gran Mestri

Fundada em 2002, em Guaraciaba, cidade catarinense localizada praticamente na divisa com a Argentina, a Gran Mestri atua em toda a cadeia de produção de queijos, da captação de leite à maturação.

O portfólio inclui grana padano, parmesão, provolone, montanhês, gorgonzola, além de requeijão e manteiga. A empresa tem distribuição nacional e atende tanto o varejo quanto o canal de food service, voltado a bares e restaurantes.

A aquisição também insere a Aurora numa disputa mais direta com outras cooperativas do Sul, como a Frimesa e a Tirol, que têm investido em laticínios e derivados com maior valor agregado.

A região concentra não só a produção, mas também o consumo de queijos especiais, impulsionado por hábitos alimentares herdados da colonização europeia.

Fonte: Exame

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Comércio, Comércio Exterior

Comando de gigante têxtil de SC vai mudar de novo após reviravolta na Justiça

Decisão em segunda instância determinou extinção da gestão judicial provisória da empresa

Uma das mais tradicionais fabricantes de artigos de cama, mesa e banho de Santa Catarina vai mudar de comando – de novo. Em liminar publicada na última terça-feira (3), o desembargador Robson Luiz Varella, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, determinou a extinção da gestão judicial provisória da Teka, de Blumenau, que nos últimos meses esteve a cargo do executivo Rui Otte.

Otte, profissional que já teve passagem pela Karsten, foi indicado pelo administrador judicial da companhia têxtil, Pedro Cascaes Neto, para o cargo em julho do ano passado, após uma decisão judicial em primeira instância que afastou a antiga diretoria e membros do conselho de administração.

A decisão de agora atendeu, em parte, a um pedido apresentado em segunda instância pelo fundo de investimentos Alumni, acionista da Teka que já vinha questionando os rumos do processo de recuperação judicial, entre eles a decretação de falência continuada – mais tarde suspensa.

No despacho da última terça, o desembargador deu prazo de 10 dias úteis para a transição. A decisão abre caminho para dois nomes assumirem a dianteira da companhia na prática: Rogério Aparecido Marques, como diretor-presidente e de relação com investidores, e Caio de Moura Scarpellini na função de diretor administrativo e financeiro.

Ambos já haviam sido eleitos pelo conselho de administração da Teka no dia 31 de dezembro, um dia depois de uma assembleia geral que definiu a nova formação do colegiado. Mas, até então, eles não exerciam as funções de fato, já que vinha prevalecendo a gestão judicial.

Fonte: NSC Total

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Notícias

Operário é atingido por bobina de 1 tonelada e fica em estado grave

Vítima foi encaminhada ao Hospital Frei Bruno

Um operário de 35 anos foi atingido por uma bobina de uma tonelada e ficou gravemente ferido na noite desta quarta-feira (4). O caso ocorreu em uma empresa na Rua João Dedonati, no bairro Industrial Lunardi, em Xaxim, no Oeste de Santa Catarina, por volta das 22h30.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, que prestou socorro à vítima, quando os socorristas chegaram ao local, o homem estava em área de risco, ou seja, onde outras bobinas também poderiam cair. As equipes de socorro não especificaram o material da bobina que atingiu a vítima,

Segundo a guarnição, o trabalhador apresentava suspeita de fratura na perna esquerda, ferimento profundo no rosto com hemorragia ativa, possível lesão na coluna lombar e indícios de hemorragia interna. Além disso, a equipe de socorro informou que durante o atendimento, a vítima apresentou sinais de choque hipovolêmico, como palidez e sudorese.

Então, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram uma extração rápida com maca rígida, seguida de contenção das hemorragias e imobilização. Por fim, as equipes encaminharam a vítima com urgência ao Hospital Frei Bruno. Apesar de estar consciente, o caso necessitava de atenção imediata.

Ainda não houve o esclarecimento das causas do acidente. As forças de segurança irão investigar o caso.

Fonte: Guararema News

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Aeroportos, Investimento

Estado assina concessão do Aeroporto de Jaguaruna

Primeira PPP de Santa Catarina prevê investimento de mais de R$ 70 milhões pelos próximos 30 anos

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta terça (3) o contrato de concessão do Aeroporto de Jaguaruna, primeira parceria público-privada (PPP) do governo do estado. O Consórcio Regional Sul Airport, vencedor do leilão realizado na B3, administrará o aeroporto pelos próximos 30 anos. A nova gestora atuará na exploração, manutenção e expansão do local.

Considerando a participação pública e privada, o investimento estimado no projeto ao longo deste período pode superar R$ 70 milhões. Esses valores compreendem um aporte inicial, contraprestação anual e o eventual alargamento da pista.

“Estou aqui para definitivamente entregar o aeroporto para iniciativa privada, assinamos o contrato desta que é a primeira PPP feita na história de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

Melhorias previstas

O consórcio vencedor ficará responsável por melhorias operacionais e de infraestrutura. Serão realizadas obras para ampliação e reforma do terminal de passageiros, além de se preparar para um aumento de capacidade para lidar com um número maior de usuários e bagagens no aeroporto.

O consórcio deverá investir R$ 38 milhões durante o período do contrato, sem considerar os custos operacionais — o valor pode ser ainda maior, conforme os planos de exploração comercial do próprio consórcio.

Como se trata de uma modalidade de PPP patrocinada, caberá ao Estado fazer aportes limitados ao valor total de R$ 2.020.000,00, que serão liberados à medida que os investimentos forem realizados, além de contraprestação limitada ao valor de R$ 158 mil ao ano.

Aeroporto de Jaguaruna

O Aeroporto de Jaguaruna movimenta atualmente cerca de 11 mil passageiros por mês, chegando a 135 mil em 2024. O pico das operações ocorreu em 2017 quando foram registrados 143 mil passageiros. Com a concessão, estima-se que o aeroporto movimentará, em média, 188 mil passageiros por ano. Atualmente tem operações diárias da Latam, que já anunciou o aumento na oferta de assentos em 71% até o final de 2025.

Fonte: FIESC

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Internacional, Investimento, Negócios

Viagem de Jorginho Mello à Ásia pode ter anúncio de investimento chinês em SC

Governo catarinense vai ao Japão e à China buscar melhor interlocução em defesa do agro, falar sobre atração de investimentos e intercâmbio tecnológico para produção de maçã

Após o êxito da viagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Estados Unidos há poucos dias – de 12 a 16 de maio -, o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do estado, Paulo Bornhausen, avança na agenda da próxima missão internacional do governo, que será de 13 a 22 de junho para a Ásia, ao Japão e à China. As prioridades serão contatos para favorecer o agronegócio e atração de investimentos. Um ponto alto da missão deverá ser a oficialização de um relevante investimento de empresa chinesa em Santa Catarina.

– Vamos fazer contatos visando apoio à agroindústria catarinense que é grande vendedora para o Japão e para a China. Precisamos cuidar disso de perto, porque outros estados e países disputam esse mercado, onde Santa Catarina tem grande tradição. A presença do governador do estado e de empresários é importante. Além disso, o governador Jorginho Mello tem projetos de infraestrutura muito ambiciosos para rodovias e ferrovias. Precisamos apresentar esses projetos com profundidade para atrair investidores e parceiros – explica Bornhausen.

Nessa viagem à China, o governador deve aproveitar para consolidar um investimento chinês que está em fase avançada de negociações com o suporte da Invest SC, a agência de investimentos do estado.

– Pode ser que nessa missão seja possível anunciar a instalação de mais uma filial de indústria chinesa no Estado. Estamos em fase avançada de negociações com três ou quatro empresas. Em meados do ano passado, a TP-Link, grande fabricante chinesa de produtos para redes domésticas de computadores, anunciou unidade em Joinville. Ela já contratou 800 pessoas e planeja dobrar de tamanho por causa das novas tarifas dos Estados Unidos – afirmou o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, sem revelar quais são essas empresas chinesas estudam projetos no estado.  

Nessa viagem, o governo catarinense vai tentar conseguir uma interlocução com a China e o Japão para que deem maior atenção ao agro catarinense, em especial às proteínas, para que liberem as importações mais rápido quando ocorrem suspensões de compras em função de algum problema sanitário. O desejo de SC é que logo após a solução do problema sanitário, as compras sejam retomadas rapidamente. Em função do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul em 16 deste mês, que já foi erradicado, as vendas de SC a esses dois mercados e a outros, estão temporariamente suspendas.

Uma das razões da viagem à Ásia agora, apenas um mês após a missão aos EUA, é para levar essa pauta do agro. Outra é atender a um convite feito ao governador Jorginho Mello pelo embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, para ampliar a cooperação entre SC e a província japonesa de Aomori, de onde vieram as mudas e a cultura da maçã na Serra Catarinense. A intenção e ampliar a troca de informações técnicas sobre a cultura da maçã.

Para o secretário de Articulação Internacional, é importante Santa Catarina fazer mais conexões internacionais, apresentar sua economia e suas oportunidades de investimentos nessa fase de guerra de tarifas internacionais em que o Brasil é um dos países mais bem posicionados para a atração de capital.

Na missão aos EUA, o governo de SC apresentaram a economia do estado e setores para investidores globais em Nova York. Em Washington, o governo falou sobre projetos em andamento no Banco Mundial, apresentou novos projetos e também pediu apoio à embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, para trabalhar pela retomada rápida das exportações de proteína de franto à Ásia, depois do caso no Rio Grande do Sul.

Fonte: NSC Total

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Notícias, Portos

Remoção de navio naufragado há 130 anos deve destravar porto em Santa Catarina

A nova fase de dragagem na área de manobras do porto de Itajaí, em Santa Catarina, promete destravar o potencial logístico do terminal ao permitir a chegada de embarcações de até 366 metros. Além do avanço estratégico, as obras também proporcionaram uma fascinante redescoberta histórica: o navio cargueiro Pallas, afundado em 1893, no rio Itajaí-Açu.

Durante a etapa anterior das obras, em agosto de 2017, a equipe que operava a draga colidiu com uma estrutura submersa na bacia entre as cidades de Itajaí e Navegantes. O local foi investigado pelos técnicos e revelou que os destroços pertenciam ao Pallas, embarcação que participou da Revolta da Armada no final do século XIX.

Para identificar o navio, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com a empresa Sulmar, especializada em serviços subaquáticos, coordenou uma série de pesquisas. Os técnicos utilizaram sondas eletrônicas para localizar as estruturas submersas com precisão.

Posteriormente, mergulhadores entraram em ação, fotografando e medindo os restos da embarcação. Ao todo, eles realizaram 40 horas de mergulho em águas turvas e com visibilidade extremamente limitada — esforço que permitiu trazer à tona um importante capítulo da história naval brasileira.

Navio britânico foi tomado na Revolta da Armada

Em 1893, o Brasil enfrentou a Revolta da Armada, também conhecida como Revolução Federalista do final do século XIX. Após a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, dissolveu o Congresso e instaurou o estado de sítio. A medida provocou reação entre oficiais da Marinha, que, insatisfeitos com os salários e contrários ao governo, se rebelaram e passaram a exigir eleições diretas.

Os revoltosos iniciaram o conflito em 6 de setembro, na Baía da Guanabara, sob a liderança dos almirantes Saldanha da Gama e Custódio de Melo. Rapidamente, tomaram 15 navios mercantes — entre eles, o Pallas.

“Os rebelados apreenderam navios da Marinha e embarcações comerciais. O Pallas estava atracado no porto do Rio de Janeiro quando foi artilhado e passou ao comando de uma guarnição de marinheiros rebeldes”, explica o professor Edison d’Ávila, sócio emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

O navio margeava a costa sul do Brasil, atracando em diferentes portos para carregar e descarregar armas e suprimentos, garantindo o abastecimento das forças aliadas. O porto de Itajaí servia como ponto estratégico, mas a entrada exigia atenção redobrada. As marés alteravam constantemente o traçado do canal do rio e a navegação segura dependia da atuação do prático — profissional que conhece a fundo o acesso aos portos e conduz os navios com habilidade.

“Os marinheiros sabiam da existência de um depósito de carvão no porto e, por isso, o vapor entrou ali várias vezes para se abastecer. Em uma dessas ocasiões, vindo de Florianópolis, o cargueiro chegou durante uma noite de outubro. O capitão, confiando na própria experiência, decidiu não chamar o prático. Certamente acreditou que conhecia bem a entrada, já que havia feito o trajeto diversas vezes. Infelizmente, errou o rumo, desviou-se e colidiu com as rochas na margem esquerda. Entrou com o leme muito pendente ao norte e o navio começou a afundar”, relata o professor d’Ávila.

A tripulação abandonou o navio em canoas, mas ninguém tomou providências para evitar o naufrágio. O casco permaneceu encalhado por tempo suficiente para que a Companhia Frigorífica, então em dificuldades financeiras, entrasse com um pedido de indenização do seguro. Ainda encalhado, o Pallas foi leiloado em novembro de 1893, mas não atraiu compradores. Sem resgate e sem uso, acabou abandonado e desapareceu sob as águas.

O Pallas foi construído em 1891, pelo estaleiro Hawthorn Leslie and Company, em Newcastle, na Inglaterra, às margens do rio Tyne. O navio a vapor foi encomendado pela Companhia Frigorífica e Pastoril Brasileira. Era uma embarcação moderna e versátil, projetada para transportar passageiros, cargas refrigeradas e correspondências, por isso conhecida como paquete, do inglês “packet boat”, ou seja “navio de pacotes”. “Originalmente ele transportava carnes da Argentina para o Rio de Janeiro. O país vizinho já era um grande produtor de proteína bovina”, conta o professor.

Com 67 metros de comprimento, era o menor dos seis navios da frota da companhia, mas o mais avançado. Transportava até 500 toneladas de carga frigorificada e dispunha de luz elétrica, uma inovação para época. Sua estrutura permitia a navegação em rios de baixo calado, ou seja, com menor profundidade.

Porto de Itajaí: resgate de navio histório destrava o futuro

A remoção do casco do Pallas deve permitir a entrada de embarcações maiores, antes mesmo da conclusão de outras intervenções planejadas, como o alargamento do canal e a construção da nova bacia de evolução.

“É o início a um processo que vai viabilizar a entrada de navios de maior porte, ampliar a movimentação de cargas de alto valor agregado e gerar mais empregos, renda e arrecadação para o município”, afirma João Paulo Tavares Bastos, superintendente do porto de Itajaí.

Por isso, a atual gestão considera a remoção do navio essencial para ampliar a competitividade do terminal e impulsionar a economia nacional. Atualmente, o porto de Itajaí opera com infraestrutura defasada em cinco gerações. Enquanto isso, navios de 365 metros já circulam com frequência na costa oeste da América do Sul. Diante desse cenário, a direção do porto já iniciou tratativas com a Marinha, com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com o Ministério da Cultura para avançar com os próximos passos da operação.

A equipe técnica realizará um novo trabalho de mergulho para elaborar o projeto de retirada dos destroços, cujo orçamento está estimado em R$ 398 mil. Além disso, os responsáveis calculam que a remoção completa do casco custará entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Para viabilizar a operação, o governo federal anunciou o repasse de R$ 23 milhões.

Apesar do avanço, ainda não há uma data definida para o início da obra. Após a federalização do porto de Itajaí, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu a gestão do local e conduz o processo de contratação. “Consideramos essa etapa um grande avanço, pois conseguiremos receber navios maiores e aumentar a eficiência dos portos de Itajaí e Navegantes”, destaca Marcelo Peres, coordenador da remoção do navio Pallas.

Em 2024, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes movimentou 14,17 milhões de toneladas, 5% a menos que em 2023, quando registrou 14,97 milhões de toneladas. Apesar da queda, o porto de Itajaí apresentou desempenho positivo: faturou R$ 86,1 milhões e recebeu mais embarcações ao longo do ano.

Qual será o destino final do navio histórico após operação em Itajaí?

O arqueólogo Darlan Cordeiro, da Fundação Genésio Miranda Lins, instituição ligada à prefeitura de Itajaí, explica que a importância histórica do navio afundado está na participação dele na Revolta da Armada. A preservação da embarcação, como acervo histórico, deve demandar um investimento tão alto quanto ao da retirada do fundo das águas.

“Seria uma ação muito complexa, requer tecnologia e especialistas. Por isso, temos uma outra proposta: a retirada de alguns materiais possíveis, para compor um novo museu, e o redirecionamento do resto dos destroços para outra área mais próxima ao mar, para continuar sendo um sítio arqueológico e quem sabe, um local para pesquisa oceanográfica”, explica o arqueólogo.

O superintendente do porto de Itajaí confirmou que a remoção ainda está na fase de estudos. “Além do impacto econômico, estamos tratando de um símbolo da história de Itajaí. O Pallas faz parte da memória da cidade e sua remoção será feita com o devido respeito ao seu valor histórico e cultural”, disse Bastos.

Fonte: Gazeta do Povo

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Aeroportos, Evento

Aeroporto de Florianópolis é eleito o melhor do Brasil pela quinta vez seguida

Representantes de SC participaram do evento

Pela quinta vez seguida, o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, foi escondido o melhor do Brasil. O “penta” veio na noite desta terça-feira (27), no evento promovido pelo ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília. Os resultados divulgados são levantados anualmente a partir de entrevistas com passageiros que circulam pelos terminais brasileiros.

O CEO da Zurich AirPort, Ricardo Gesse, responsável por administra o aeroporto de Florianópolis, e o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, participaram do evento e receberam dois. Um dos prêmios foi pelo título de melhor aeroporto na categoria entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros.

O outro prêmio dado foi pela melhor avaliação dos passageiros entre todos 20 os aeroportos brasileiros pesquisados, incluindo aqueles com movimentação superior a 10 milhões de passageiros. Os resultados foram bastante comemorados pelos representantes de SC no evento.

O aeroporto de Florianópolis foi o único a ter nota acima de 4,70 entre os terminais, atingindo 4,72. Os passageiros dão notas de 0 a 5 para diferentes critérios com a limpeza, organização e qualidade da internet.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Exportação

SC pode ocupar espaço das exportações chinesas aos EUA

Estudo da FIESC aponta que setores como equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos e têxtil e de confecções têm potencial para substituir similares chineses nos EUA; Invasão de produtos chineses no mercado brasileiro é ameaça e pode chegar a US$ 7,46 bilhões.

As exportações da indústria catarinense aos Estados Unidos têm potencial de crescimento, mesmo com novas tarifas impostas aos produtos brasileiros. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de Santa Catarina e esse relacionamento comercial favorece a substituição de importações chinesas por produtos catarinenses em setores relevantes para a pauta exportadora do estado, segundo um estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

O trabalho identificou que as exportações de SC de itens similares aos itens que os chineses vendem para os Estados Unidos somaram US$ 488 milhões em 2023. “Entre os principais setores que poderiam ocupar o espaço deixado pela falta de competitividade de preços chineses dado o aumento de tarifas estão o de equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos, têxtil, confecções e calçados e produtos de madeira, que representam uma parcela relevante da atual pauta de exportações do estado”, explica o coordenador do estudo, o economista Marcelo de Albuquerque.

Hoje, as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses são superiores às impostas ao Brasil, o que poderia também fomentar novos negócios entre Brasil e  China para viabilizar exportações a partir do território brasileiro. “As oportunidades também podem incluir parcerias estratégicas com empresas chinesas para contornar o impacto tarifário”, afirma o economista.

Invasão de chineses
Por outro lado, o trabalho identificou também a possibilidade de direcionamento do excedente chinês ao mercado brasileiro e catarinense, levando em conta a tarifa máxima já aplicada pelos EUA à China, que chegou a alcançar 145%.

O estudo da FIESC aponta que o país poderia receber US$ 7,46 bilhões em novos produtos chineses entrando no mercado brasileiro – o que corresponde a 2,84% das compras externas do país, considerando o cenário extremo de tarifas.

Santa Catarina estaria exposta a uma entrada de até US$ 1,33 bilhão de produtos chineses neste contexto. De acordo com Albuquerque, os segmentos mais vulneráveis seriam: produtos químicos e plásticos, equipamentos elétricos, indústria diversa – que inclui a fabricação de produtos médicos, ópticos e brinquedos, por exemplo -, máquinas e equipamentos e também o setor têxtil, de confecções, calçados e acessórios. A projeção foi obtida a partir da participação de Santa Catarina sobre a pauta importadora desses produtos no Brasil.

“A consolidação desse cenário de tarifas extremas sobre a China projeta um aumento da competição no mercado doméstico e entradas de mais insumos para o setor industrial”, explica o coordenador do estudo da FIESC.

Novos destinos
O trabalho desenvolvido na FIESC aponta que o Japão será o país mais afetado pela invasão de produtos excedentes chineses nesse contexto, seguido pela Alemanha e Reino Unido. O Brasil seria o 23º país na lista dos que seriam mais impactados pelo redirecionamento das exportações da China.

Sobre o estudo
Para identificar o desvio de comércio e transbordamento do excedente Chinês para outros países, o estudo da FIESC levou conta as seguintes premissas: 
* Tarifas de 145% impostas pelos EUA à China
* Volume atual de importações de produtos chineses pelos EUA
* O PIB dos demais países, representando o tamanho do mercado consumidor potencial
* Tarifas aplicadas a cada um dos demais países
* Volumes de importação de produtos similares por outros países

Fonte: FIESC

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Negócios

Santa Catarina mostra sua força ao mundo

Por decisão do governador Jorginho Mello, Santa Catarina deu um passo ousado e estratégico ao realizar uma missão institucional e empresarial nos Estados Unidos.

Foi uma ação inédita e carregada de simbolismo: pela primeira vez, um governo catarinense promoveu o SC Day, evento que integrou a 14ª Brazilian Week em Nova York, colocando o Estado em evidência perante investidores e instituições internacionais de peso.

No SC Day, o governador apresentou as potencialidades catarinenses com clareza e confiança. Também participou de eventos de grande relevância como Lide, Apex e Valor Econômico, onde destacou o que somos: um Estado inovador, competitivo e cheio de oportunidades. A recepção foi calorosa e promissora. Ficou claro que há interesse real e crescente em Santa Catarina como destino de investimentos.

Mas foi em Washington que a missão atingiu seu ápice. No encontro com a IFC (International Finance Corporation) e no coração do Banco Mundial, Jorginho Mello não apenas apresentou projetos robustos de infraestrutura — como a Via Mar e o plano ferroviário estadual — como também estabeleceu um marco: segundo os próprios dirigentes do Banco Mundial, nunca um governador brasileiro dedicou tanto tempo e atenção à apresentação da carteira de projetos de seu Estado.

Essa atitude proativa, técnica e comprometida rendeu frutos imediatos. Com a confirmação de recursos para projetos como o Promobis, de mobilidade; a nova etapa do programa Estrada Boa; o Microbacias na Agricultura; a Resiliência Climática, já são considerados modelos a serem replicados interna e externamente, para estados brasileiros e outros países. Além disso, abriu-se espaço para novas colaborações, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis.

Mais do que uma agenda, foi uma demonstração de visão de futuro, com a possibilidade de injeção de mais de US$ 800 milhões em financiamentos de longo prazo.

A missão internacional liderada pelo governador foi uma conquista de toda Santa Catarina. Uma articulação que envolveu diferentes secretarias e instituições públicas, trabalhando de forma integrada e estratégica.

Ao levar nossa voz, projetos e valores para o mundo, o governador Jorginho Mello afirma o papel de Santa Catarina como protagonista no cenário nacional e internacional. Esse é um tributo à nossa gente e um sinal claro de que estamos prontos para alçar voos ainda maiores.

Fonte: ND+

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí incentiva a educação com projeto que aproxima estudantes do universo portuário

O Porto de Itajaí possui o projeto educacional “Escola no Porto”, que visa aproximar estudantes do funcionamento e da importância do complexo portuário. Na última sexta-feira (16), estudantes do curso de Direito da Unisul de Itajaí participaram de uma visita ao porto. 

Durante a atividade, assistiram a uma palestra introdutória realizada no auditório da Superintendência, que abordou a história do porto, suas operações, certificações e práticas ambientais. Após a palestra, os alunos tiveram uma visão panorâmica do porto, contemplando as áreas de armazenagem e as operações de atracação das embarcações.

Coordenado pela Superintendência do Porto, por meio da Coordenação de Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB), o programa oferece visitas monitoradas para alunos do ensino fundamental, médio, técnico e superior, de instituições públicas e privadas.

A próxima visita está programada para esta sexta-feira (23) e será destinada aos alunos do curso de Engenharia de Petróleo da UDESC, em Balneário Camboriú.
Instituições interessadas em participar devem enviar e-mail para meioambiente@portoitajai.com.br. As visitas são gratuitas, mas escolas e universidades privadas são incentivadas a contribuir com 1 kg de alimento não perecível por participante, que será destinado a instituições beneficentes locais.

Fonte: Porto de Itajaí

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