Comércio Exterior

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

O aumento de 50% das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do dia 6 de agosto, terá grandes impactos econômicos pra Santa Catarina. Conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado aparece em 4º lugar na lista de maior prejuízo financeiro do país (R$ 1,7 bilhão), e terá a segunda maior queda no PIB, com taxa prevista de -0,31%.

A CNI estima que o tarifaço pode gerar a perda de pelo menos 110 mil empregos, além de reduzir em 0,16% o PIB do Brasil e de provocar uma queda de 0,12% na economia global. Em Santa Catarina, quase tudo (99%) que o estado vende pros EUA vem da indústria. Antes mesmo da vigência da sobretaxa, os exportadores catarinenses já tiveram queda de 70% dos pedidos dos importadores norte-americanos.

Mesmo com a retirada de produtos do tarifaço, as principais mercadorias que Santa Catarina exporta pros EUA estão fora das exceções e serão impactadas. Entre elas estão as da indústria náutica, impactando o polo de Itajaí; de motores e transformadores, atingindo gigantes como Weg e Tupy; e de carnes, com impacto em empresas como Sadia, BRF, Seara e Aurora.

O complexo portuário de Itajaí, por onde passa a maioria das exportações do estado, deve sofrer o efeito das operações na indústria. Enquanto 61% das empresas já buscam novos mercados para reduzir os prejuízos, o Porto de Itajaí também articula com o governo federal a ampliação das exportações para a Ásia pra compensar as perdas dos pedidos dos EUA.

Segundo pesquisa da Fiesc, com a vigência da tarifa, 72,1% das indústrias do estado preveem demissões nos próximos seis meses. Também é previsto um tombo no faturamento, atingindo 94% dos exportadores catarinenses, dos quais 51% estimam queda de mais de 30% na receita. Entre as empresas pesquisadas, 54% já suspenderam embarques para os EUA e cerca de 39% estão renegociando preços com os clientes.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Governos estadual e federal anunciam medidas nesta semana

O governo de Santa Catarina vai anunciar nesta semana medidas de proteção da economia catarinense contra o tarifaço dos Estados Unidos. No pacote estão previstas prorrogação de pagamento de impostos, crédito de ICMS e linhas de crédito para as empresas prejudicadas.

As ações também preveem a manutenção dos empregos pelas indústrias beneficiadas com as medidas. O estudo do governo estadual levou em conta a análise dos impactos por setor e por região, o total das exportações catarinenses e a geração de emprego pelas empresas.

Um pacote de socorro às empresas brasileiras também será anunciado pelo governo federal. As medidas deverão ser por setor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou na sexta-feira já ter mandado pro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as propostas do plano, elaborado com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Porto discute abertura de novos mercados

A Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex-Brasil) discutiu em reunião na sexta-feira o impacto do tarifaço especialmente para os produtos cujas exportações são feitas pelo Porto de Itajaí. O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, participou do encontro.

Ele destacou preocupação sobre setores estratégicos de Santa Catarina, como os de proteína animal, pescados e móveis, entre outros. Segundo João Paulo Bastos, a medida tem gerado insegurança entre os produtores e ameaça comprometer o desempenho do comércio exterior na região.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, adiantou as iniciativas em andamento pelo governo federal pra reduzir os prejuízos, incluindo a abertura de novos mercados na Ásia, com destaque para a China, para produtos como pescados. Ainda estão previstas missões internacionais para ampliar o acesso de exportadores nacionais a novos destinos.

Empresários catarinenses devem integrar essas comitivas, inclusive com a participação de Lula. “Estamos aguardando as orientações do governo federal para construir alternativas no comércio internacional”, disse João Paulo. “O Brasil é gigante. Santa Catarina também. E o Porto de Itajaí saberá dar as respostas à altura, com agilidade e responsabilidade”, completou.

Setor náutico faz diagnóstico

Os impactos do tarifaço no setor náutico ainda são avaliados pelas empresas catarinenses. Nesta semana, o segmento, que também está à espera das medidas dos governos federal e estadual, deve fazer um balanço da situação, segundo o presidente da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Leandro “Mané” Ferrari.

A sobretaxa preocupa o setor, já que os EUA são um dos principais compradores de barcos brasileiros, principalmente das embarcações de lazer e iates de luxo que têm Itajaí como polo de construção em Santa Catarina. Neste ano, o Brasil exportou 559 barcos, sendo 68% da movimentação da receita vinda das exportações aos EUA.

De acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), SC responde por metade da produção nacional de barcos de lazer e 90% das exportações do setor. Itajaí é destaque, concentrando 70% da produção estadual e 35% da nacional, segundo a Acatmar. A cidade abriga 27% das empresas náuticas catarinenses e lidera a exportação estadual de embarcações de esporte e lazer.

Fonte: Diarinho


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Comércio Exterior

Tarifaço de Trump não encontrou resistência na política de SC

Entre as principais lideranças do Estado, foi mais conveniente livrar o presidente americano e atacar todo o resto

Apesar de comprometer receitas de dezenas de importantes setores da economia, atingir diretamente 130 das 295 cidades catarinenses que vendem para os Estados Unidos e ameaçar a geração e a manutenção de empregos, o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a exportações brasileiras, mesmo com uma lista considerável de exceções, não encontrou grande resistência política em Santa Catarina.

Em um estado de perfil conservador e que se tornou um dos principais redutos bolsonaristas, foi mais conveniente para muitas lideranças usar o episódio para atacar o governo federal, Lula, o STF e o ministro Alexandre de Moraes do que se engajar para reverter ou mitigar os impactos da medida. Não que isso fosse garantia de mudar algo – por que Trump ligaria para a opinião dos catarinenses? –, mas ao menos demonstraria certa empatia com empresas e produtores que fazem girar uma das economias mais diversificadas e competitivas do país.

Chama particularmente a atenção o fato de políticos que se elegeram sob as bandeiras do patriotismo e do liberalismo relativizarem uma intervenção estatal e externa dessa magnitude, independentemente dos motivos alegados. Até porque, sob o viés econômico, o tarifaço não se justifica: a relação comercial com o Brasil é vantajosa para os Estados Unidos, que vendem ao país mais do que compram – a balança comercial, portanto, é superavitária aos americanos.

As cidades de SC que mais exportaram aos EUA em 2025

1° Joinville

2° Jaraguá do Sul

3° Caçador

4° Itajaí

5° Lages

6° Blumenau

7° São Francisco do Sul

8° Rio Negrinho

9° São Bento do Sul

10° Salete

Como Trump citou, na primeira carta enviada ao Brasil, que considera o ex-presidente Jair Bolsonaro alvo de perseguição, qualquer crítica ao aumento das tarifas passou a ser encarada pela extrema direita como um gesto de traição, e isso explica a “cautela” na análise do assunto de muita gente que deve o mandato a esta turma. Este é um danoso efeito colateral da polarização, que não aceita um debate amplo e aberto ao contraditório.

O discurso bélico alimenta as bases e rende votos, mas costuma ter um preço alto, comprometendo a coerência na defesa dos interesses da sociedade. A reação comedida da maioria dos deputados federais, senadores e do governador Jorginho Mello, aqueles que mais deveriam zelar pelo bem-estar dos catarinenses, sugere que, neste caso, as principais lideranças do Estado ficaram reféns do radicalismo.

Aposta

Houve quem acreditasse que o tarifaço seria um blefe de Trump. Ao deixar quase 700 produtos brasileiros de fora do decreto que aumentou a alíquota, o presidente americano deu a entender que foi forçado a diminuir o tamanho da aposta.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto de Itajaí fatura R$ 100 milhões no 1º semestre

Resultado histórico marca nova fase da gestão federal e impulsiona a economia de Santa Catarina

O Porto de Itajaí alcançou um feito inédito em sua trajetória: R$ 100 milhões em faturamento no primeiro semestre de 2025. O resultado, registrado entre janeiro e julho, coincide com o período em que o Governo Federal reassumiu a administração da estrutura, marcando uma nova etapa para o setor portuário catarinense.

De acordo com a superintendência, o desempenho financeiro reflete uma gestão eficiente, aliada ao planejamento estratégico e ao comprometimento das equipes. A movimentação de cargas segue em ritmo estável, consolidando Itajaí como um dos pilares da logística nacional e referência na economia do Sul do país.

“O faturamento recorde não é só um número — representa geração de empregos, aumento da arrecadação municipal e novas oportunidades para a população”, destacou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. Para ele, o porto vive uma fase promissora que já impacta positivamente o desenvolvimento da cidade e de Santa Catarina.

A marca reforça a importância do Porto de Itajaí como ativo estratégico do estado, com efeitos diretos sobre a arrecadação de ISS, o dinamismo dos setores produtivos locais e a competitividade da região em mercados nacionais e internacionais.

Fonte: SC Todo Dia

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Comércio Exterior

Pedidos dos EUA caem para 70% das exportadoras de SC, diz FIESC

Se tarifa de 50% for mantida, 72,1% das indústrias respondentes preveem demissões nos próximos 6 meses, mostra pesquisa;

Principais produtos da pauta exportadora catarinense ao mercado norte-americano estão fora da lista de exceções

O impacto das tarifas de 50% sobre as exportações do Brasil para os Estados Unidos já afeta as exportadoras de SC mesmo antes da entrada da medida em vigor. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de SC (FIESC) mostra que, entre as indústrias exportadoras que responderam o questionário, 69,23% já tiveram recuo no volume de pedidos dos importadores norte-americanos.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

A queda na receita deve atingir 93,8% das exportadoras, e 51,2% delas preveem perdas de mais de 30% no faturamento. O reflexo nos empregos também é claro: 72,1% das indústrias pesquisadas estimam demissões.

Impactos já sentidos
O decreto que detalhou a nova tarifa norte-americana foi publicado ontem e vigora a partir da próxima quarta-feira (6), mas as indústrias catarinenses já vêm sentindo os impactos, em decorrência da insegurança gerada pelo anúncio, realizado no dia 9 de junho. Além de pedidos em queda, 53,84% das empresas foram obrigadas a suspender embarques. Os clientes norte-americanos pediram renegociação de preços para 38,46% das indústrias e 17,7% delas já deram férias coletivas aos trabalhadores. “O fator positivo é que 61,4% das indústrias já estão prospectando novos mercados internacionais, de forma a reduzir sua exposição aos Estados Unidos”, explica Pablo Bittencourt, economista-chefe da FIESC.

Próximos 6 meses
A pesquisa aponta que a manutenção das tarifas norte-americanas nos patamares anunciados no dia 30 teria efeitos sobre a capacidade das indústrias catarinenses de honrar seus compromissos com fornecedores e credores. As pequenas empresas devem ser as mais afetadas no curto prazo.

Em relação ao recuo do faturamento, 51,2% das empresas que responderam a pesquisa preveem queda superior a 30%. Já 20,9% das indústrias estimam redução de até 10%, enquanto 21,7% das empresas projetam perdas entre 10 e 20%.

“Esses são dados relevantes para considerarmos na elaboração de políticas públicas para minimizar o efeito do tarifaço. A perda de receita, combinada com endividamento, têm reflexos diretos sobre os níveis de emprego”, destaca Bittencourt.

O presidente da FIESC lembrou que a entidade se reuniu com o vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e executivos do ministério para debater os impactos do tarifaço, além de ter iniciado articulações com o governo do estado para propor medidas para mitigar os efeitos do tarifaço.

Apenas 27,9% das exportadoras não preveem demissões como consequência das tarifas. Das indústrias que estimam demissões, 29,5% projetam cortes de mais de 30% dos empregados, enquanto 22,5% estimam demitir entre 10 e 20%. Já 21,7% das indústrias afirmam que a expectativa é demitir até 10% da equipe nos próximos 6 meses se as tarifas continuarem em 50%.

Produtos isentos
Análise da FIESC aponta que, de forma geral, os principais produtos da pauta exportadora de Santa Catarina não estão na lista de produtos isentos. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, explica, no entanto, que a situação dos exportadores de SC deve ser avaliada caso a caso, considerando a longa lista de exceções.

“Os produtos de madeira e derivados, como móveis, que lideram as exportações catarinenses para os Estados Unidos, estão sob investigação pela seção 232. Até o fim da investigação, essas mercadorias seguem sendo tarifadas com alíquotas anteriores ao anúncio do tarifaço”, explica.

Já o segmento de veículos e autopeças, segundo na lista dos principais produtos, tem taxa fixada em 25%, a mesma para todos os países do mundo, explica Maitê Bustamante. Não haverá sobretaxa de 50% ao setor.

“A lista de produtos isentos é extensa e muito particular. Um setor pode ter produtos dentro e fora da lista. Cabe à indústria avaliar com cuidado o documento e identificar possíveis exclusões considerando a classificação de cada um de seus produtos conforme a Comissão de Comércio Internacional dos EUA”, explica.

Fonte: FIESC

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Importação

Com ICMS maior, leite importado perde espaço e produção catarinense cresce 26%

Prorrogação da suspensão dos incentivos fiscais até julho de 2026 fortalece a indústria local e valoriza o trabalho dos produtores de leite de Santa Catarina

Foi prorrogado por mais 12 meses a suspensão dos incentivos fiscais voltados à importação de leite e derivados em Santa Catarina. O decreto foi assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), na quarta-feira (30) e busca assegurar a competitividade da cadeia produtiva no estado.

A prorrogação é válida até 31 de julho de 2026. Com isso, as alíquotas das importações do leite e produtos lácteos continuarão com pagamento integral do ICMS variando entre 7% a 17%, a depender da mercadoria.

Conforme informações do governo, antes da suspensão, devido ao benefício fiscal, a carga tributária sobre essas operações fosse de apenas 1,4%. Isso favorecia a entrada de produtos estrangeiros a preços mais baixos.

“Quem trabalha no campo merece respeito e apoio do governo. A gente sabe o quanto é difícil acordar cedo, enfrentar sol, chuva e ainda competir com o produto que vem de fora. Essa medida é para proteger o nosso leite e garantir que o esforço dos nossos produtores tenha valor e mercado justo aqui em Santa Catarina”, destacou o governador.

A decisão corrige um desequilíbrio de mercado que prejudicava produtores catarinenses diante da concorrência da Argentina e Uruguai, por exemplo. Um dos exemplos críticos era o leite em pó integral. A importação catarinense cresceu 249% nos dois anos antes do decreto estadual.

A suspensão reflete positivamente na indústria catarinense. Indicadores da SEF (Secretaria de Estado da Fazenda) revelam que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. A redução foi de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões.

Em contrapartida, a produção leiteira em Santa Catarina aumentou em 26% no mesmo período. Com isso, subiu de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 6,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2025.

Segundo o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert os números confirmam que a suspensão dos incentivos fiscais para a importação teve efeito.

“Reduzimos expressivamente a entrada de leite importado e, ao mesmo tempo, impulsionamos a produção local. Essa é uma resposta concreta a um pleito antigo dos produtores de leite catarinenses, que vinham enfrentando dificuldades para competir com o excesso de subsídios governamentais concedidos pelos países exportadores”, observou.

Incentivo ao produtor

O governo do estado ainda garantiu incentivos fiscais à agroindústria do leite catarinense por meio do programa Leite Bom aprovado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) em agosto do ano passado.

A indústria passou a contar com benefícios semelhantes aos praticados nos estados vizinhos do Paraná e Rio Grande do Sul, elevando o equilíbrio competitivo.

Entre os benefícios está a garantia de crédito presumido para o leite UHT, queijos e derivados que tiveram um impacto financeiro de R$ 150 milhões em três anos, sendo R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões, no segundo ano, e R$ 25 milhões, no terceiro.

Mais de 100 empresas são beneficiadas e, consequentemente, cerca de 7,3 mil funcionários.

Cadeia produtiva do leite

A indústria leiteira é considerada a terceira maior cadeia produtiva do estado. Conta com 80 mil produtores, que fazem de Santa Catarina o 4º maior produtor de leite do país (com 3,2 bilhões de litros por ano), atrás apenas de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini ressaltou que o programa fortalece toda a cadeia produtiva do leite. Segundo ele, é mais uma demonstração concreta do compromisso do nosso Estado com a bovinocultura leiteira.

“Somos o quarto maior produtor de leite do país, e com esses investimentos criamos condições para que o produtor possa investir na propriedade, aumentar sua renda e continuar no campo. Ao mesmo tempo, estimulamos o crescimento e a competitividade da indústria leiteira”, acrescentou.

Fonte: ND+

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Inovação, Portos

PORTO DE ITAJAÍ E SEBRAE ESTUDAM PROJETO PARA FOMENTAR A INOVAÇÃO

O Porto de Itajaí e o Sebrae pretendem formalizar uma parceria inédita para impulsionar a inovação no setor portuário e conectar empresas catarinenses às novas demandas tecnológicas. A iniciativa prevê a capacitação de empreendedores, o estímulo à adoção de soluções inovadoras e o fortalecimento da cadeia logística e produtiva por meio do conceito de portos inteligentes.
A proposta foi tema de uma reunião entre o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a gerente regional do Sebrae no Vale do Itajaí, Juliana Bernardi Dall’antonia, e técnicos das duas instituições.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o objetivo é modernizar o Porto com apoio técnico especializado. “Estamos muito felizes com esta união. O Sebrae é sinônimo de profissionalismo e inovação, e trará um salto de qualidade para o processo de transformação digital do Porto de Itajaí”, destacou.

A parceria faz parte do planejamento estratégico da Superintendência para os próximos anos, com foco na adoção do modelo Smart Ports — que envolve a digitalização de processos, o uso de inteligência artificial, automação e a integração de dados em toda a cadeia portuária.

A gerente regional do Sebrae, Juliana Bernardi Dall’antonia, reforçou a importância da iniciativa para a economia regional. “O Porto de Itajaí é um agente fundamental no ecossistema da inovação. Vamos promover ações para conectá-lo a startups, universidades, centros de pesquisa e pequenas empresas, criando um ambiente fértil para o desenvolvimento de soluções tecnológicas”, afirmou.
A parceria prevê a realização de oficinas, mentorias, capacitações e projetos colaborativos voltados à inovação aberta, com foco em aumentar a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade das operações portuárias.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

Com tarifaço, SC é o estado que terá o 4° maior prejuízo financeiro do país

Quase tudo que o estado vende aos EUA vem da indústria (99%), mostra levantamento da CNI

O aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos, previsto para 1º de agosto, pode provocar impactos econômicos relevantes e desiguais entre as unidades da federação, com perdas superiores a R$ 19 bilhões para os estados brasileiros. Santa Catarina aparece em quarto lugar na lista de maior prejuízo financeiro (R$ 1,7 bi), mas é o estado com a segunda maior queda prevista no PIB: -0,31%. Isso é o que mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2024.

A CNI estima que, caso entre em vigor, a medida pode ocasionar a perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, além de reduzir em 0,16% o PIB do Brasil e de provocar uma queda de 0,12% na economia global, com retração de 2,1% no comércio mundial.

Prejuízo bilionário para Sul e Sudeste  
Em termos de impacto financeiro, os estados do Sudeste e do Sul serão os mais prejudicados. O estado de São Paulo, maior economia brasileira, deve liderar o prejuízo com as tarifas, com perdas estimadas em R$ 4,4 bilhões, representando uma queda de 0,13% no PIB. Segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2024, os EUA foram o principal destino das exportações paulistas, com 19% de tudo que o estado exportou no ano. Além disso, 92,1% do que o estado vendeu ao país veio da indústria de transformação.

Ocupando o segundo lugar de estado com maior impacto com o tarifaço, com potencial de retração de R$ 1,917 bilhão no PIB está o Rio Grande do Sul. Os Estados Unidos são o terceiro maior destino de exportações gaúchas, representando 8,4% do total exportado. 

No caso do Paraná, os EUA também aparecem como o terceiro principal destino comercial. Em 2024, 6,8% do que o estado exportou teve como destino o mercado norte-americano, sendo 97,5% provenientes da indústria de transformação. O PIB paranaense pode perder R$ 1,914 bilhão com o tarifaço de Donald Trump.  

Em quinto lugar, Minas Gerais pode amargar perdas de R$ 1,6 bilhão (-0,15% no PIB). A participação da indústria nas exportações aos EUA foi de 66,1% em 2024. Os EUA são o 3º maior destino das vendas externas do estado. 

Amazonas e Pará também terão perdas bilionárias  
Puxado pela exportação do polo industrial de Manaus, o estado do Amazonas pode sofrer o sexto maior impacto em volume financeiro: R$ 1,1 bilhão, uma queda de 0,67% no PIB. A indústria respondeu por 96,1% das vendas aos EUA no ano passado. No caso do Pará, o impacto de novas tarifas pode chegar a R$ 973 milhões, uma queda de 0,28% no PIB. Apesar de os EUA corresponderem por 3,6% das exportações do estado, a indústria responde por 95,2% dos bens vendidos aos americanos. 

Menos dependentes, com impactos significativos  
No Centro-Oeste, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul acumulam prejuízos superiores a R$ 1,9 bilhão. Já no Nordeste, as perdas são menores, mas ainda relevantes: Bahia (R$ 404 milhões), Pernambuco (R$ 377 milhões) e Ceará (R$ 190 milhões) lideram na região.

Com informações da CNI

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Após tarifaço dos EUA, madeireira catarinense anuncia férias coletivas

Após o anúncio de Donald Trump de que produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos serão taxados em 50%, as empresas exportadoras do Brasil buscam formas de adiar o impacto da medida.

Na cidade de Ipumirim, em Santa Catarina, uma empresa exportadora do setor madeireiro anunciou nesta terça-feira (29) que deu férias coletivas a quase 500 funcionários. A empresa fabrica molduras de madeira para o mercado externo – sendo 95% do total para os Estados Unidos.

A decisão de reduzir as operações foi motivada pela suspensão, na semana passada, dos contratos de exportação que ainda não haviam sido enviados aos portos.

Em comunicado ao mercado e aos colaboradores, o grupo diz que a medida “visa aguardar que ambos os governos cheguem a um acordo, permitindo que as atividades comerciais continuem fluindo”.

Com quase 500 colaboradores diretos, apenas um setor com 15 deve seguir trabalhando. 

Além de molduras, a empresa ainda atua na fabricação de paletes para o mercado interno e de portas de madeira e kits de portas prontas tanto para o Brasil quanto para o Uruguai e o Paraguai. Considerando toda a produção da empresa, o percentual de comércio com os Estados Unidos gira em torno de 50%.

Tarifas

Os EUA anunciaram que taxarão produtos de diversos países, sendo que o Brasil teve o maior índice anunciado: 50% sobre todas as exportações. 

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou na terça-feira que alguns produtos não cultivados no país, como café, manga e abacaxi, poderiam entrar nos Estados Unidos sem tarifa de importação, porém isenção depende de acordo entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Em meio à negociação do tarifaço, senador de SC apela a Lula por contato com Trump

Esperidião Amin (PP), que participa de reuniões nos Estados Unidos para tentar reverter tarifaço, disse que contato seria “dever do presidente da República”

O senador catarinense Esperidião Amin defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busque um contato com o presidente norte-americano Donald Trump para tentar negociar um recuo ou um adiamento no início do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, que tem entrada em vigor prevista para a sexta-feira (1º). A afirmação foi feita em um vídeo divulgado pelo senador após o primeiro dia de reuniões da missão de oito senadores que está nos Estados Unidos para tentar reverter a decisão do governo norte-americano de sobretaxar itens brasileiros.

Segundo Amin, a medida seria uma obrigação do presidente e respeitaria a confiança conquistada por empresas brasileiras no mercado norte-americano.

— Percebendo aqui as dificuldades criadas por este novelo de ideologia política, um pouco de radicalismo, é indispensável, é um dever do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, procurar um contato com o presidente Trump. É um dever. Pode não ser um prazer, mas é necessário, como homenagem aos trabalhadores, aos empresários que conquistaram confiança dos nossos compradores americanos, e agora, surpreendidos, podem ver comprometida essa confiança — afirmou.

Nos últimos dias, lideranças próximas a Lula afirmaram que o presidente teria descartado a possibilidade de uma ligação para Trump a fim de discutir o assunto, sob o entendimento de que o contato poderia ser um sinal de fraqueza. Apesar disso, o governo Lula deixou a porta aberta para negociar por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que está em agenda nos Estados Unidos e aguarda uma sinalização do governo norte-americano para negociações. Na sexta-feira, Lula afirmou em um discurso que o dia em que Trump quiser conversar, o Brasil estaria “pronto e preparado para discutir”.

Amin participou das reuniões esta segunda-feira, primeiro dos três dias de missão da comissão de senadores nos Estados Unidos. A primeira reunião, com a Câmara Americana de Comércio, abordou os impactos da medida sobre a economia brasileira e também norte-americana, já que o perfil dos produtos exportados pelo Brasil rende historicamente superávits ao governo dos Estados Unidos. O grupo ainda tem agendas até a quarta-feira para tentar reverter ou pelo menos adiar a entrada em vigor do tarifaço.

Fonte: NSC Total

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Portos

Perto do sétimo porto entrar em operação, SC busca investimentos nos acessos

Desafio é ampliar capacidade de rodovias e ferrovias

Em diferentes frentes, Santa Catarina busca ampliar a capacidade de acessos aos portos, seja por rodovias, ferrovias ou mesmo pelo mar. Em entrevista à CBN Joinville, o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, citou o desafio da mobilidade por causa do aumento da movimentação de cargas nos terminais. “No que diz respeito aos portos, as notícias são muito alvissareiras. Mas se não resolvermos a multimodalidade (logística), se não dermos condições de rodovias e ferrovias para escoamento dos portos, Santa Catarina poderá ter problema”, alegou o secretário. Beto Martins lamentou o que considera “falta de planejamento” multimodal nos últimos anos, principalmente em ferrovias.

O sétimo porto a entrar em operação em Santa Catarina, citado pelo secretário, é o Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC). O terminal privado está em fase de testes em São Francisco, com plena operação a iniciar ainda no segundo semestre. O porto terá capacidade de movimentar até 6 milhões de toneladas por ano, com foco na exportação de grãos.

O oitavo porto de Santa Catarina será em Itapoá, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa. O terminal, para atuação em exportação de grãos, importação de fertilizantes e movimentação de combustíveis, está fase de licenciamento. Há mais empreendimentos em preparação. Os portos em operação no Estado estão em São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Itapoá, Imbituba e Laguna (pesqueiro).

No acesso ao mar, o aprofundamento do canal externo de acesso à baía da Babitonga, usado pelos portos de São Francisco do Sul, está na fase final de licitação, com início das obras ainda neste ano. O aumento do calado vai permitir cargueiros de até 366 metros de extensão, em investimento em torno de R$ 300 milhões.

As rodovias são o desafio mais urgentes. Há projetos em andamento para duplicar as estradas estaduais SC-416 e SC-417, de acesso à região portuária de Itapoá. As vias fazem a ligação com a BR-101. Em São Francisco do Sul, o segmento de 36 km da ligação do porto com a BR-101 está com obras de duplicação paradas desde o final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT quer contratar a retomada parcial dos trabalhos ainda em 2025. A BR-470, um dos acessos aos terminais de Itajaí e Navegantes, está em fase final de duplicação de 75 km.

A BR-101, principal rodovia do Estado, com traçado litorâneo, está em fase de otimização do contrato de concessão do segmento Norte. O governo do Estado que construir estrada paralela, a Via Mar, com 145 km entre Joinville e a Grande Florianópolis. O plano é de iniciar um dos lotes até o final de 2026. Na entrevista na CBN Joinville, o secretário Beto Martins abordou a avaliação de juntar os traçados da Via Mar com a futura ferrovia entre os portos de São Francisco do Sul (via Araquari) e Itajaí/Navegantes.

“Se conseguirmos unir as construir as duas linhas juntas, teremos um só espaço para desapropriações, para licenças ambientais, será um ganho de escala maravilhoso”, afirmou Beto Martins. O secretário citou que apenas 6% das cargas movimentadas pelos portos de Santa Catarina são por meio de ferrovias.

Fonte: NSC Total

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