Comércio Exterior, Informação, Investimento, Tecnologia

Governo de Santa Catarina fortalece relações com Singapura como porta para a Ásia

A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, recebeu nesta segunda-feira, 1º de setembro, o chefe de missão e encarregado de Negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond Ng, em Florianópolis. A agenda contou com a presença de lideranças empresariais e representantes do Governo do Estado.

O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre Santa Catarina e Singapura, aproveitando o cenário de fortalecimento do comércio brasileiro com a Ásia. Para a vice-governadora a reunião foi altamente positiva. “O chefe de Missão e encarregado de negócios na embaixada de Singapura no Brasil foi muito claro ao afirmar que a nação asiática tem interesse em aumentar ainda mais as relações comerciais com Santa Catarina. Temos muitas similaridades como o investimento em tecnologia, educação e segurança pública, além da ampla infraestrutura portuária, que faz tanto o nosso estado quanto a nação asiática polos logísticos”, destacou. 

Fotos: Richard Casas/GVG

O representante da embaixada no Brasil confirmou que há um interesse robusto e crescente em Santa Catarina. “Nosso papel é ampliar nossa comunicação para que novos investimentos se estabeleçam”, informou Desmond. O diplomata de Singapura citou que viu, em Brasília no último dia 27 de agosto, o anúncio dos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, evento no qual SC foi representado pela vice-governadora Marilisa. Ele relatou que ficou impressionado com o fato de Santa Catarina ter ficado, pelo nono ano seguido, no segundo lugar geral, além de ser o primeiro colocado em Capital Humano e Segurança Pública. “Isso só reforçou a certeza de que precisamos nos aproximar ainda mais de Santa Catarina”, afirmou.

Na reunião desta segunda-feira foram discutidas oportunidades em setores como portos, inovação tecnológica, economia verde e comércio exterior. O governo catarinense reforçou ainda o potencial do Estado para atrair novos aportes, lembrando que fundos soberanos de Singapura já possuem participação em empresas instaladas em território catarinense.

Estratégico

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o momento que Santa Catarina vive em termos de relações internacionais é estratégico. “Singapura é referência mundial em inovação e tecnologia, e uma porta para outros países asiáticos que também têm interesse em conversar conosco sobre negócios e investimentos. Estamos prontos para inserir ainda mais o estado nesse contexto”, destacou. 

A secretária de Articulação Nacional, Vânia de Oliveira Franco, avaliou que a chegada da comitiva de Singapura ocorre no momento ideal. “A internacionalização de Santa Catarina é uma prioridade do nosso governo, uma determinação conjunta com o governador Jorginho Mello e com a vice-governadora Marilisa Boehm. Esta visita reforça nossa aposta em parcerias globais, mostrando que somos um estado altamente competitivo, seguro e que oferece toda a segurança jurídica necessária para que o investimento floresça. Estamos prontos para construir um futuro de sucesso juntos”, assegurou.

De acordo com o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, Singapura é um dos casos mais estudados de sucesso em desenvolvimento econômico e em inserção global de uma região pequena, mas extremamente estratégica. “Há várias lições que podem ser adaptadas à realidade catarinense.
Santa Catarina pode aprender com Singapura principalmente em promoção internacional e integração global, logística portuária, qualificação de mão de obra e, principalmente como políticas de inovação podem transformar a sociedade e alavancar o desenvolvimento”, comentou.

Comércio em expansão

De acordo com o Observatório da FIESC, Santa Catarina exportou para Singapura US$ 79 milhões apenas entre janeiro e julho de 2025. Entre os principais produtos estão alimentos processados, bombas de líquidos e transformadores elétricos. Do lado das importações, o destaque vai para circuitos integrados, polímeros e equipamentos eletrônicos, fundamentais para a indústria catarinense.

A agenda integra a programação da comitiva de Singapura em Santa Catarina, que inclui visitas a centros de inovação, reuniões com representantes do setor produtivo e encontros com secretarias estaduais.

Fonte: SECOM

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Industria

Indústria de SC é destaque no Prêmio Valor de Inovação

WEG integra lista das top 10 mais inovadoras e lidera categoria eletroeletrônicos; projeto da Tupy em parceria com SENAI é destaque

As empresas mais inovadoras do país foram homenageadas na 11ª edição do anuário “Valor Inovação Brasil”, principal premiação nacional no campo de pesquisa, desenvolvimento e inovação do país. Empresas de SC, ou com atuação relevante no estado, foram classificadas entre as mais inovadoras no ranking das 150 identificadas em pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Strategy&, da PwC, com destaque para a WEG, a única indústria catarinense entre as top 10 do país.

Na 10ª posição no anuário, a empresa teve 55% do faturamento do ano passado originado de produtos novos, lançados nos últimos cinco anos. Para manter o ritmo, investiu R$ 1,1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2024, o equivalente a aproximadamente 2,8% da receita operacional líquida.

Com 66 fábricas e 144 laboratórios de testes em 13 países, a empresa atua em duas grandes frentes de inovação. A primeira segue uma das principais tendências do setor: a busca de mais sustentabilidade, com redução nas emissões de carbono. O segundo eixo tem foco na inteligência artificial (IA) e digitalização de processos industriais, com criação de sistemas e software usados internamente e vendidos a terceiros. A WEG também é a primeira na categoria eletroeletrônicos, seguida pela Whirlpool.

A fabricante de eletrodomésticos de Joinville abriga o maior centro global de pesquisa e desenvolvimento em refrigeração da vice-campeã da categoria eletroeletrônicos. “Desenvolvemos aqui tecnologias que depois são adotadas em países como Estados Unidos, Índia e México”, afirmou ao Valor Eduardo Vasconcelos, diretor jurídico e de relações governamentais da Whirlpool. A companhia investe de 3% a 4% do faturamento em inovação.

Alimentos e Bebidas
Na categoria Alimentos e Bebidas, a Duas Rodas ficou na 5ª colocação. A posição leva em conta os investimentos de 5% a 6% de sua receita em inovação. “Nosso foco atual são os bioativos, que é tudo o que conseguimos concentrar dentro de uma planta, vegetal, fruta, e que tenha relevância para ser inserida em um alimento”, explicou Rosemeri Francener, CEO da Duas Rodas. Um exemplo de inovação da empresa de Jaraguá do Sul é a vitamina C que é extraída da acerola. “Estávamos querendo substituir completamente a vitamina sintética. Começamos com 5%, 10% e hoje estamos com 40% — o restante é um veículo natural, à base de mandioca. É única no mundo”.

Bens de Capital
A categoria bens de capital tem três empresas com atuação em SC. A Tupy, segunda colocada, destinou R$ 58,5 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, dos quais 74% foram aplicados em projetos relacionados à sustentabilidade. A solução, já disponível no mercado, mantém até 85% dos componentes originais dos motores, reduz custos operacionais, com uma economia de até 40% nos gastos com combustível, e permite uma queda de até 60% nas emissões de CO2. Neste ano a Tupy também lançou seu motor a etanol para tratores.

A companhia também desenvolveu uma plataforma própria de inteligência artificial (IA) estruturada em três frentes: IA clássica, para prever falhas ainda na etapa inicial da produção; IA embarcada, com reconhecimento de imagem para controle de montagem de moldes; e IA generativa, que atua como assistente interativo para os operadores e técnicos. O sistema foi desenvolvido em parceria com o SENAI/SC e empresas apoiadas pela ShiftT, a aceleradora de startups da companhia.

A Nidec, terceira colocada em bens de capital, que investe entre 3% e 4% de seu faturamento em desenvolvimento tecnológico, registrou entre 2023 e 2024 mais de 40 patentes desenvolvidas por suas equipes no Brasil. Uma das inovações da Nidec é um novo compressor para refrigeradores e freezers de uso doméstico, da linha VES. Os compressores tradicionais trabalham a uma velocidade fixa e desligam quando o refrigerador atinge a temperatura programada, enquanto nos equipamentos da linha VES a velocidade e a capacidade de refrigeração variam de acordo com a demanda, reduzindo o consumo de energia.

Na quarta posição, a Thyssenkrupp se destaca pelo projeto das Fragatas Tamandaré que envolve a construção simultânea de três embarcações em um único estaleiro, o que é inédito no país. Elas estão sendo construídas na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, estaleiro que pertence ao grupo alemão, em parceria com a Marinha do Brasil. Entre as inovações do projeto está a solução StandPipe Vision AI, um sistema baseado em IA que realiza inspeções automatizadas em fornos de coque de usinas siderúrgicas.

A empresa usa uma metodologia construtiva totalmente digitalizada e acessível em totens e tablets e que elimina o uso de uma grande quantidade de documentos impressos que precisam ser constantemente atualizados, além de uma ferramenta de realidade aumentada na montagem das fragatas, que permite validações em tempo real de cada etapa.

Materiais de construção
A primeira posição na categoria materiais de construção é da Dexco, detentora de marcas como Deca, Portinari e Hydra. Dos R$ 2,5 bilhões aprovados para o crescimento da empresa entre 2021 e 2026, 10% são voltados à inovação disruptiva. Só o programa Open Dexco alocou, nos últimos três anos, R$ 2,7 milhões em 35 projetos-piloto para resolver “dores” de qualquer natureza do negócio.

Segunda empresa do setor de materiais de construção mais inovadora do Brasil, a Ciser, fabricante de fixadores, aposta no hub Colmeia, que engloba as áreas de P&D avançada, inovação aberta e gestão de projetos. Além disso, desenvolve programas como o HackaCiser (hackaton voltado para solucionar problemas internos) e o Desafix (busca startups para solução de problemas operacionais, de custo etc.) Com investimento entre 1% e 5% da receita operacional líquida em inovação, a empresa desenvolveu uma série de novos produtos, como o Nanotec 45K (revestimento para aplicação em fixadores instalados em ambientes altamente corrosivos por chuva ácida).

Quarta colocada no ranking da categoria, a Tigre, líder em tubos e conexões de PVC, investe cerca de 1% do seu faturamento anual em inovação. A decisão tem mostrado resultados: entre 6% e 7% da receita da indústria de SC vem de produtos lançados nos últimos cinco anos. “Isso demonstra que a inovação não só abre portas em novos mercados, como também gera fidelização de clientes ao entregar soluções mais eficazes, sustentáveis e adaptadas às demandas atuais”, disse ao Valor o head de inovação, Guilherme Lutti. Um exemplo é a Multifam, estação de tratamento com capacidade para atender até duas mil residências e que, segundo a empresa, mantém a eficiência com menor impacto ambiental — consome 45% menos energia e ocupa área 40% menor.

Outros setores
A ArcelorMittal, com atuação em São Francisco do Sul, foi a 3ª colocada na categoria mineração, metalurgia e siderurgia. 
Na categoria papel e celulose, três empresas com atuação em SC foram classificadas entre as cinco primeiras: Klabin (2ª), Irani (3ª) e Smurfit Westrock (5ª)

O processo de apuração teve o apoio de três professores especializados: Dora Kaufman, professora do programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP; Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral; e Luiz Serafim, professor na FIA, FGV, Inov, Esalq/USP e O Novo Mercado.

Com informações do Valor Econômico e das assessorias de imprensa das empresas

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Notícias, Portos

Mergulhadores localizam grande quantidade de cocaína em navio atracado em porto de SC

Quase 300 quilos de entorpecentes foram apreendidos durante o exercício da PF e da PM; droga seria levada para Portugal.

O que começou como um mergulho de treinamento policial de vistoria em cascos de navios terminou em uma grande apreensão de cocaína no Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Durante o exercício realizado na tarde de domingo (31), policiais militares e federais encontraram 277 quilos da droga em um navio de carga de bandeira maltesa.

De acordo com a Polícia Militar, o entorpecente estava em um compartimento no casco do navio Allegra e seria enviado para Portugal. Nenhum suspeito foi localizado nas imediações do porto durante a ação, e o valor estimado da carga não foi divulgado.

Cocaína no Porto de Imbituba: operação envolveu núcleos especiais da PF e PM

A varredura foi conduzida por mergulhadores do Nepom (Núcleo Especial de Polícia Marítima) da Polícia Federal de Florianópolis e Itajaí, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do 34º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina.

Droga foi encontrada no casco de um navio de bandeira maltesa. Veja o vídeo:

Fonte vídeo: Misturebas

Conforme nota da Polícia Militar, a grande quantidade de cocaína apreendida no Porto de Imbituba estava distribuída em sete pacotes. O material foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Florianópolis e deverá ser incinerado.

“As equipes de mergulhadores do Nepom/PF/SC e Bope/PMSC vêm realizando mergulhos de treinamento e alinhamentos rotineiros nos portos de Santa Catarina. A droga será encaminhada para destruição”.

Fontes: ND+

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Tecnologia

SC bate recorde em tecnologia e vira 5º maior polo do Brasil

Setor fatura R$ 42,5 bilhões em 2024 e deve gerar 140 mil empregos até 2030

Santa Catarina vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do Brasil. O desempenho aparece em duas frentes: além de ultrapassar o Rio Grande do Sul e assumir a 5ª colocação no ranking nacional do setor de tecnologia, com faturamento de R$ 42,5 bilhões em 2024, o estado também deu um salto no Ranking de Competitividade dos Estados — estudo nacional que compara a força da economia e da gestão pública em todas as unidades da federação.

Nesse ranking, SC subiu sete posições no chamado “Potencial de Mercado”, chegando à 3ª colocação em 2025. Esse pilar avalia justamente se a economia de um estado está crescendo, se há geração de empregos e se a população tem capacidade de consumir e pagar suas contas.

📈 Tecnologia em alta

De acordo com o Observatório Acate, apresentado nesta quinta-feira durante o Startup Summit em Florianópolis, o setor catarinense de tecnologia cresceu 11% em 2024, bem acima da média nacional (7,7%). Esse avanço fez com que a área passasse a representar 7,75% de toda a riqueza produzida no estado (PIB) — a terceira maior participação do setor em todo o Brasil.

Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado já passa de 40%.

Ranking nacional do setor de tecnologia (2024)

  • 1º São Paulo – R$ 376 bi
  • 2º Rio de Janeiro – R$ 68 bi
  • 3º Minas Gerais – R$ 64 bi
  • 4º Paraná – R$ 55 bi
  • 5º Santa Catarina – R$ 42,5 bi
  • 6º Rio Grande do Sul – R$ 41 bi

Além do faturamento, cresceu também o número de empresas do setor. Hoje são mais de 29,3 mil negócios ativos, o que coloca SC em 6º lugar nacional nesse quesito. Mas o que chama atenção é a velocidade: o aumento foi de 6,2% em apenas um ano, a maior alta proporcional do Brasil.

🔮 Projeções

O futuro é promissor: até 2030, o setor de tecnologia de SC deve chegar a R$ 68 bilhões de faturamento, representando quase 10% do PIB estadual. A expectativa é gerar 140 mil empregos diretos, sendo 98 mil novas vagas até 2027, das quais 44 mil só para desenvolvedores de software.

💡 Competitividade nacional

Além dos resultados do setor de TI, Santa Catarina também se destacou em outro levantamento — o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, que mede indicadores de crescimento econômico, mercado de trabalho e ambiente de negócios.

Em 2025, no pilar Potencial de Mercado, o estado saiu da 10ª posição para a 3ª. O avanço foi puxado por dois indicadores principais:

• Crescimento do PIB – SC lidera a atividade econômica nacional em 2025.

• Mercado de trabalho – com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do Brasil (e uma das menores do mundo), o estado ganhou 360 mil trabalhadores em cinco anos, ampliando renda e consumo.

📊 Indicadores do Potencial de Mercado (SC em 2025)

• Crescimento do PIB: 12ª posição (↑5)

 Crescimento da força de trabalho: 11ª posição (↑11)

• Tamanho do mercado: 6ª posição (estável)

• Inadimplência: 1ª posição (melhor do Brasil, ou seja, menos gente devendo)

• Comprometimento da renda: 17ª posição (↑1)

• Qualidade do crédito: 14ª posição (estável)

• Volume de crédito: 9ª posição (↓2)

No ranking geral de competitividade, SC manteve a 2ª colocação nacional, atrás apenas de São Paulo. O estado é destaque principalmente em Segurança Pública, Inovação, Capital Humano (formação de pessoas) e Sustentabilidade Social.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribui o desempenho a um ambiente favorável:

“O estado está desburocratizando o ambiente de negócios, atraindo investimentos e garantindo mais infraestrutura e segurança pública. Tudo isso potencializa o crescimento da economia, impulsionado também por um povo criativo e empreendedor.”

Fonte: Diarinho

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Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

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Economia, Notícias, Portos

Leilão inédito vai decidir o futuro do porto de Itajaí

Concessão do canal portuário será licitada separadamente do arrendamento do porto

A concessão do canal de acesso portuário de Itajaí, em modelo inédito no país, avançou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na semana passada, a agência aprovou as minutas do edital e do contrato de concessão. Agora, o processo seguiu para o Ministério de Portos e Aeroportos, responsável por encaminhar o projeto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que fará a análise antes do lançamento do edital.

A etapa atual foi concluída após a avaliação das contribuições recebidas na audiência pública 03/2024, que discutiu melhorias nos documentos técnicos e jurídicos. No novo modelo adotado pelo governo federal, a concessão do canal de acesso foi separada do arrendamento do porto. A licitação do acesso portuário deve ser lançada ainda neste ano, enquanto o edital de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está previsto para 2026, com estudos em andamento pela Infra S.A.

O edital seguirá o formato já aprovado para o Porto de Paranaguá, cujo leilão acontece em 22 de outubro e prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Essa será a primeira vez no Brasil em que a operação portuária será desvinculada da concessão do canal de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os critérios usados em Paranaguá servirão como modelo para outros portos estratégicos, como Santos (SP), Itajaí (SC), Bahia e Rio Grande (RS). “Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, destacou o ministro Silvio Costa Filho.

A expectativa é que os próximos processos tenham maior agilidade por seguirem o mesmo padrão de Paranaguá. Sobre o prazo para a publicação do edital referente a Itajaí, a Antaq informou que a definição é feita pelo Ministério dos Portos, responsável pelo cronograma de leilões.

Navios gigantes

O canal de acesso de Itajaí e Navegantes terá investimentos de R$ 311,1 milhões ao longo dos 25 anos do contrato do canal de acesso ao porto, segundo a Antaq. A principal obra é a dragagem do rio Itajaí-açu, que vai aprofundar o calado operacional de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios maiores. Hoje, o porto recebe embarcações de até 350 metros. Com as melhorias, poderá receber cargueiros de até 400 metros.

Em Paranaguá, a profundidade vai passar de 13,1 para 15,5 metros. A cada dois metros a mais de calado, um navio pode transportar em média mil contêineres ou 14 mil toneladas adicionais.

Em Itajaí, a dragagem deve custar R$ 90 milhões. A concessão também inclui a retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões), a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

A futura concessionária será responsável ainda por estudos hidrográficos, dragagem, sinalização, balizamento náutico e monitoramento do tráfego de embarcações, atividades hoje sob a responsabilidade da autoridade portuária.

Fonte: Diarinho

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Portos

Em reunião com Jorginho Mello, Coamo anuncia o oitavo porto de Santa Catarina

O governador Jorginho Mello recebeu nesta segunda-feira, 25, executivos da cooperativa Coamo, do Paraná, para uma reunião onde foi feito o anúncio de um oitavo porto em Santa Catarina. A intenção é começar a operar o terminal em Itapoá no começo de 2030. O grupo está investindo R$ 3 bilhões no espaço de 43 hectares que vai contar com três berços de atracação com previsão de movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

“Eu não tenho dúvida que será um passo gigantesco para Santa Catarina. Nós vamos para esse o oitavo porto. Veja bem o tamanho que nós somos e a quantidade de portos. Nós somos o campeão do Brasil. Isso para Santa Catarina é música. É por isso que eu digo que vale a pena a gente trabalhar muito e sério, que os resultados acontecem. É um grande investimento, uma transformação somando com a Baía da Babitonga que nós vamos dragar lá em São Francisco. Isso é um corredor de importação e principalmente de exportação. É uma conquista maiúscula de Santa Catarina”, afirmou o governador. 

A Coamo já opera no Porto de Paranaguá, no Paraná, mas sofre com frequentes filas para escoar a produção de grãos como soja, milho e trigo, fruto do trabalho de 32 mil cooperados. O presidente da cooperativa Airton Galinari revelou que o ambiente de negócios de Santa Catarina foi fundamental para a escolha do local para a instalação do novo terminal que vai contar com terminais de GLP, granéis, líquidos combustíveis e fertilizantes. Ele destacou as iniciativas do Governo do Estado com o aumento da profundidade da Baía da Babitonga e com as duplicações da SC-416 e SC-417.

“Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano. É o maior exportador do Paraná já, é a maior empresa do Paraná também. E sentimos a necessidade dessa expansão porque tem negócios que realmente a gente não consegue fazer. Aqui já é um projeto diferente, é um projeto que nós estamos trabalhando já há quase 10 anos. E os projetos que estão em andamento em SC de duplicação das rodovias já daria essa malha de atendimento, que é fundamental para que a gente possa ter esse escoamento, já que esse terminal pode movimentar até mil caminhões por dia. Então isso nos motiva realmente a escolher Itapoá para esse grande investimento”, explicou o executivo Airton Galinari.

A previsão é de que sejam contratados 2 mil trabalhadores para as obras e que a operação do porto quando pronto gere 1.000 vagas de emprego. O secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, argumenta que a novidade é resultado da vocação catarinense para a logística.

“O impacto é muito significativo, Santa Catarina já era o único estado do Brasil que tinha seis portos, agora nós podemos falar que Santa Catarina vai ter oito portos, porque o sétimo porto catarinense já está em pré-teste, que é o Terminal Graneleiro de Santa Catarina, o TGSC. E para nossa alegria agora vem a Coamo, maior cooperativa do Brasil, uma cooperativa que que fatura mais de R$ 30 bilhões, que tem muita força no comércio exterior que só no ano passado a balança de exportação foi US$1,9 bilhão, e que traz para Santa Catarina um empreendimento privado que vai gerar 2.000 empregos durante as obras. E que vai gerar mil empregos diretos quando estiver em funcionamento. Isso é muito significativo e prova que a vocação de Santa Catarina para a logística é, sem dúvida alguma, uma situação ímpar em todo o Brasil”, disse o secretário

Fonte: Upiara

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Portos

Porto de São Francisco do Sul está entre os três mais eficientes do Brasil 

O Porto de São Francisco do Sul foi premiado na cerimônia Portos + Brasil, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, nesta quarta-feira, 20. O Porto catarinense foi reconhecido na categoria Melhores notas do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), ficando em terceiro lugar entre os 35 portos públicos do país.

Por meio do Igap, o Ministério de Portos analisa um ranking das autoridades portuárias de todo o Brasil, avaliando 30 índices, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações e capacidade de concretizar investimentos, além da qualidade da gestão ambiental, entre outros.

“Santa Catarina sente muito orgulho de ver São Francisco do Sul premiada nesta solenidade”, disse o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins. “O governador Jorginho me pediu pessoalmente para que estivesse aqui, para dar este parabéns em nome dele e em nome de toda a equipe do Governo do Estado de Santa Catarina”.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira,  o prêmio é um reconhecimento da eficiência portuária de São Francisco do Sul. “Este destaque é fruto do trabalho conjunto da nossa equipe, do governador Jorginho Mello e da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, que permite fazer importantes investimentos na nossa infraestrutura portuária”, ressaltou.

“Em nosso dia-a-dia buscamos oferecer sempre as melhores condições aos usuários do Porto, para que tenhamos sempre aquilo que Santa Catarina faz de melhor: uma logística diferenciada”, acrescentou.

Oscar dos portos

A premiação do governo federal é considerada o Oscar dos Portos. A expressão foi usada nos discursos, tanto pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, quanto pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Ávila ressaltou que o Prêmio Portos + Brasil já se consolidou como uma política pública de estímulo à modernização do setor.  Ele lembrou que o reconhecimento da relevância estratégica dos portos no país é relativamente recente e que a premiação reforça a transparência e a governança das ações do ministério. 

Criado em 2019, a iniciativa reconhece os avanços conquistados pelos portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs), reforçando a política pública de estímulo à modernização e à melhoria da gestão portuária.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Notícias

‘Balança, mas não cai’: forte vento atrapalha e navio vive momento de tensão em ancoragem em SC

A forte ventania que passou por Santa Catarina nesta quarta-feira (20) quase provocou um acidente no Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina.

Segundo informado pela administração do Porto de Imbituba, a situação foi controlada e não deixou feridos.

Ventania dificulta atracagem no Porto de Imbituba

Um navio de carga se aproxima do cais para atracar, mas não consegue em decorrência da forte ventania no Sul do estado.

A condição foi provocada pela passagem de um ciclone extratropical, que se deslocou pelo litoral catarinense em direção à Argentina e ao Uruguai. O fenômeno provocou ventos na casa dos 75 quilômetros por hora.

Em nota, o Porto de Imbituba afirmou que a embarcação teve “dificuldades de acesso ao cais ao tentar atracar, em razão dos fortes ventos”, mas que a situação foi controlada.

A administração informou também que “o navio retornou ao fundeio e aguarda o momento de estabilidade para realizar nova manobra de acesso e atracação”.

Fonte: ND+

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Investimento

Governo do Estado concede incentivos para atrair R$ 4,4 bilhões em investimentos privados e gerar quase 19 mil empregos em SC

Contratos dos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 assinados pelo governador Jorginho Mello nesta quarta, 20, contemplam 50 projetos de 42 empresas – Foto: Roberto Zacarias / SECOM

Com o objetivo de apoiar e atrair novos negócios para Santa Catarina, o governador Jorginho Mello aprovou a inclusão de 50 projetos em programas de incentivo fiscal oferecidos pelo Governo do Estado. Juntas, as 42 empresas contempladas nesta rodada pelos programas Prodec, Pró-Emprego e com o Tratamento Tributário Diferenciado 489 (TTD 489) vão investir R$ 4,4 bilhões e gerar 18,6 mil empregos diretos e indiretos até 2028.

A assinatura dos novos contratos ocorreu nesta quarta-feira, 20, na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. O ato contou com a participação da vice-governadora Marilisa Boehm, dos secretários Cleverson Siewert (Fazenda) e Jonianderson Menezes (adjunto da Indústria, Comércio e Serviço), de lideranças políticas, dirigentes de associações e federações industriais. A programação reuniu também representantes das empresas contempladas nesta que é a terceira rodada de assinaturas de 2025 e a 11ª edição desde o início do atual governo. 

“A nossa indústria é diversificada, competitiva e inova com produtos de alta qualidade, que abastecem o país e o mundo. É nosso papel apoiar estes empreendimentos e, também, trabalhar para atrair novos investimentos para Santa Catarina. O incentivo que é dado hoje movimenta a nossa economia amanhã, tem impacto na criação de novos empregos e garante mais oportunidades para quem vive aqui”, destacou o governador Jorginho Mello.

Balanço 

A política de incentivos implementada pela atual gestão vem dando excelentes resultados. Entre 2023 e agosto de 2025, 404 projetos já foram contemplados. Como contrapartida ao apoio governamental, as empresas assumiram o compromisso de investir um total de R$ 28 bilhões e a criar quase 104 mil empregos diretos e indiretos em Santa Catarina (confira o balanço no final da matéria).

Mais emprego e renda  

As propostas contempladas nesta rodada preveem a instalação e/ou expansão de fábricas, construção de subestações de energia elétrica e compra de maquinário para o aumento da produtividade industrial. 

Os incentivos concedidos pelo Governo do Estado vão da postergação de ICMS (Prodec) à desoneração do imposto na aquisição de bens, mercadorias e serviços (Pró-Emprego). Já o TTD 489 diz respeito à autorização de limites adicionais para transferência de créditos, sendo condicionado a investimentos em projetos de expansão de atividades ou à criação de novos negócios. 

As projeções da Secretaria de Estado da Fazenda mostram que, com o crescimento da produtividade viabilizado pelos incentivos estaduais, as empresas contempladas nesta rodada devem ter um incremento total de R$ 46,3 bilhões nos respectivos faturamentos até 2028. Este dinheiro voltará aos cofres públicos por meio da arrecadação de impostos.

“Os incentivos fiscais têm papel estratégico para a nossa economia porque impulsionam novos negócios, geram emprego e renda para o cidadão. É com esse olhar atento, com critério e responsabilidade que o governador Jorginho Mello aproxima a gestão pública da iniciativa privada, estabelecendo parcerias que tornam a indústria de Santa Catarina ainda mais competitiva no mercado nacional e internacional”, disse o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert.

Todas as regiões contempladas

A terceira rodada do ano de concessão de incentivos dos programas Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 contempla projetos em todo o Estado. Na lista estão indústrias de diversos segmentos: agroindústria, alimentícia, têxtil, máquinas e motores elétricos e de energia. 

“Os incentivos contemplam indústrias de todas as regiões e de variados setores, o que comprova a diversidade e capacidade produtiva de Santa Catarina. Com a nova rodada dos programas como o Prodec, Pró-Emprego e com o TTD 489, o Governo do Estado dá mais um passo na direção do empreendedorismo, o que tem repercussão direta no desenvolvimento econômico de Santa Catarina”, destacou o secretário Silvio Dreveck.

Também estiveram presentes os secretários Vânio Boing (Administração), Edgard Usuy (Ciência Tecnologia e Inovação), Fabricio Oliveira (Planejamento), Lucas Amancio (adjunto do Planejamento) e Catiane Seif (Turismo), além do presidente da InvestSC, Renato Lacerda, entre outras lideranças de órgãos ligados à administração estadual.

PRODEC

O Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense tem como finalidade conceder incentivo à implantação ou expansão de empreendimentos industriais que vierem a produzir e gerar emprego e renda no Estado. O incentivo se dá por meio da postergação de percentual pré-determinado sobre o valor do ICMS a ser gerado pelo novo projeto. Criado em 1988, o programa completou 37 anos em junho.

Empresas contempladas nesta rodada com o Prodec:

  • Plasbohn Indústria de Plásticos Ltda (Joinville)
  • Homeplast Indústria de Plásticos Ltda (Joinville)
  • Eletropoll Painéis – Indústria e Comércio Ltda (Corupá)
  • Laticínios Bela Vista S/A (Maravilha)
  • Cavazotto Industrial Ltda (Coronel Freitas)
  • Sucatas Orlando Dalmolin (Navegantes)
  • Ilpea do Brasil Ltda (Joinville)
  • PHS do Brasil Ltda (Joinville)

Números:

  • Quantidade de empresas: 8 empresas e 8 projetos
  • Investimentos: R$ 276,5 milhões
  • Empregos diretos e indiretos: 1.139
  • Faturamento acrescido: R$ 7,7 bilhão 
  • ICMS gerado: R$ 158,5 milhões

PRÓ-EMPREGO

Tem como objetivo a geração de emprego e renda por meio de tratamento tributário diferenciado do ICMS, destinando-se a incentivar empreendimentos de relevante interesse socioeconômico situados em SC ou que venham a se instalar no estado.

Novas empresas contempladas pelo PRÓ-EMPREGO:

  • Cooperativa Agroindustrial Alfa (Chapecó)
  • ABB Wood Brasil Ltda (Santa Cecília)
  • De Nez Produtos Alimentares Ltda (Nova Veneza)
  • Zini Geração de Energia Solar (Tangará)
  • Graúna Transmissora de Energia S/A (Florianópolis)
  • Triton Máquinas Agrícolas Ltda (Luzerna)
  • Cooperativa de Produção e Abastecimento do Vale Itajaí – Cooper (Mondaí)
  • Alto da Serra Energia SPE Ltda (Chapecó)
  • Itapoá Terminais Portuários S/A (Itapoá)
  • M7 Indústria e Comércio de Compensados e Laminados Ltda (Lages)
  • Empresa de Luz e Força Elétrica de Itaiópolis Ltda (Itaiópolis)
  • Alumínio São José Ltda (São José)
  • Schulz S/A (Joinville)
  • Copercampos: Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Filias 21, 28 e 62 (Campos Novos)
  • Ceral – Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica de Anitápolis (Anitápolis)
  • Duque Energética S/A (Florianópolis) 
  • Agil Equipamentos e Soluções Ltda (São Miguel do Oeste)
  • Docol Indústria e Comércio Ltda (Joinville)
  • Cooperativa Aliança – Cooperaliança (Içara)
  • Coperzem Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica (Armazém)

Números:

  • Quantidade de empresas: 20 empresas e 22 projetos
  • Investimentos: R$ 3,3 bilhões
  • Empregos diretos e indiretos: 15.181
  • Faturamento acrescido: R$ 35,9 bilhão 
  • ICMS gerado: R$ 1,1 bilhão 

TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO 489

Tem como objetivo autorizar limites adicionais para a transferência de créditos acumulados de ICMS decorrentes de operações ou prestações destinadas ao exterior, isentas ou diferidas.

Novas empresas contempladas com o TTD 489:

  • Menegotti Têxtil Ltda (Jaraguá do Sul)
  • Luiz Paulo Rodrigues Mendes (Armazém)
  • Rações Sertaneja (Água Doce)
  • Bold Energy Ltda (Itajaí)
  • Master Agroindustrial Ltda (Papanduva/Videira)
  • Transportes JR27 Ltda (Rio do Sul)
  • Seara Alimentos (7 projetos nas cidades de Itapiranga, Seara, Lages, São José e Salto Veloso)
  • Diamaju Distribuição Ltda (Curitibanos)
  • BRF S/A (Chapecó/Herval do Oeste)
  • Granja Schwendler Ltda (São Carlos)
  • Compensados Fuck (Três Barras)
  • Dellamed S/A (Navegantes)
  • Cooperativa Regional Auriverde (Cunha Porã)
  • RefriBrasil Indústria e Comércio Ltda (Maravilha)

Números:

  • Quantidade de empresas: 14 empresas e 20 projetos
  • Investimentos: R$ 800 milhões
  • Empregos diretos e indiretos: 2.254
  • Faturamento acrescido: R$ 2,8 bilhão 

BALANÇO DA TERCEIRA RODADA DE 2025

PRODEC

  • Projetos 8
  • Investimentos R$ 276,5 milhões

PRÓ-EMPREGO

  • Projetos 22
  • Investimentos R$ 3,3  bilhões

TTD 489

  • Projetos 20
  • Investimentos R$ 800 milhões

BALANÇO DE 2023 ATÉ AGOSTO DE 2025 (11 RODADAS)

  • 404 projetos
  • R$ 28 bilhões em investimentos
  • 103,8 mil empregos diretos e indiretos

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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