Portos

Porto de Itajaí cresce 1.494% e consolida retomada histórica

O Porto de Itajaí registrou um crescimento expressivo de 1.494,58% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025. Entre janeiro e junho, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas, contra apenas 104 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Mais do que números, o resultado representa retomada econômica, geração de empregos e novos investimentos para toda a região.

“O resultado de 1.494% de crescimento em 2025 não é apenas um número, mas a comprovação de que o Porto de Itajaí retomou sua força e voltou a ser um motor do desenvolvimento econômico da nossa região. Cada tonelada movimentada significa mais empregos, mais arrecadação para a cidade e a consolidação de novos investimentos. Estamos vivendo uma fase histórica de reconstrução e modernização, e Itajaí volta a ocupar seu papel de protagonista na logística nacional”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

No cenário nacional, os portos brasileiros somaram 653,7 milhões de toneladas movimentadas no período, alta de 1% em relação a 2024. O destaque, entretanto, foi Itajaí, que voltou a ocupar papel de protagonismo após ter ficado praticamente parado em 2022.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o avanço é reflexo da política de investimentos do Governo Federal e da reativação das operações no complexo.

“Encontramos em 2023 um porto praticamente abandonado em Itajaí, impactando fortemente a economia de Santa Catarina e do Sul do país. Sob orientação do presidente Lula, reativamos as operações e retomamos a gestão do complexo, restabelecendo a atividade econômica e empregos para a população do estado”, destacou.

O plano de modernização prevê R$ 844 milhões em investimentos até 2030, contemplando a dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e a construção de um píer para navios de cruzeiro, entre outras obras estruturantes.

O próximo passo será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, que dará autonomia administrativa total ao complexo. Para isso, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) já instituiu um Grupo Técnico de Trabalho (GTT) responsável por elaborar os aspectos da futura empresa pública federal, que substituirá a gestão transitória hoje exercida pela Autoridade Portuária de Santos.

Com isso, Itajaí caminha para consolidar-se novamente como um dos polos logísticos mais estratégicos do Brasil.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Portos

Movimentação de contêineres cai em junho, mas portos de SC fecham semestre com alta de 12,5%

Total de cargas movimentadas chega a 1,4 milhão de TEUs, o que equivale a 18,9% do total no país; dados de junho, no entanto, mostram queda de 6,5%

No primeiro semestre de 2025, a movimentação de contêineres pelos portos de Santa Catarina cresceu 12,5% em comparação com igual período do ano passado. Foram movimentados 1,38 milhão de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho nos terminais catarinenses, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O montante equivale a 18,9% do total da movimentação de cargas conteinerizadas no país.

Considerando apenas as operações de junho, no entanto, a movimentação de contêineres recuou 6,5% frente a junho de 2024, e atingiu 216,7 mil TEUs. “Os números sinalizam a antecipação de embarques por compradores dos Estados Unidos, que nos meses anteriores ampliaram seus estoques diante da incerteza sobre as tarifas”, avalia o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.

Dados da Antaq reforçam essa percepção. Produtos relevantes na pauta exportadora de SC mostram queda no mês de junho. Madeira serrada de espessura superior a 6mm registrou declínio de 36% no volume, enquanto madeira contraplacada ou compensada caiu 8%. O volume de carnes e miudezas comestíveis caiu 28,3%.

Bittencourt explica que as exportações do setor de madeira e derivados são impulsionadas pelo mercado de construção de residências nos Estados Unidos, que está em desaceleração ao menos desde maio. “A redução em junho também reflete, em parte, a antecipação de estoques”, avalia.

Portos
No acumulado do ano até junho, Itapoá teve incremento de 30,6% no número de contêineres movimentados, para 741,35 mil TEUs, ocupando a 3ª posição na movimentação. Portonave apresentou recuo de 20,7% (484,3 mil TEUs), enquanto o porto de Itajaí segue ampliando a operação e atingiu 103,9 mil contêineres movimentados no primeiro semestre. Esse desempenho levou o complexo portuário de Itajaí, que contempla os dados dos portos de Itajaí, Navegantes e Barra do Rio, à 4ª posição no país, com 588,3 mil TEUs. A movimentação de cargas conteinerizadas pelo Porto de Imbituba avançou 4,6%, para 52,24 mil TEUs.

Fonte: FIESC

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Negócios

Secretários definem agenda de ações para discutir a malha ferroviária Sul

Os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul definiram ações para dar continuidade ao movimento Ferrosul, em defesa do modal ferroviário. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 18, em Curitiba, da Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com representantes indicados pelos governadores, foi definido que serão buscadas agendas em Brasília com a Secretaria Nacional de Transportes Ferroviário (SNTF), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo dos encontros é buscar informações sobre a renovação da Malha Sul. Os governadores também buscarão agenda com o Ministério dos Transportes e TCU (Tribunal de Contas da União).

“Os estados vão mostrar aos órgãos federais que estamos unidos em torno de uma solução para a Malha Sul. Nós queremos fazer parte da discussão desse tema e não podemos ficar à margem. Esta reunião em Curitiba, é uma sequência da primeira organizada em Florianópolis pelo governador Jorginho Mello e demonstra que estamos buscando o nosso espaço”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.

Outro assunto definido na reunião é que será preparado um Termo de Referência para a contratação de um estudo sobre a necessidade de um traçado ferroviário comum, que atenda todos os estados. A condução desse processo será feita pelo Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul), que também ficará responsável pela organização do Grupo de Trabalho, que reúne os membros indicados pelos governadores.

Carta Manifesto

Em julho os governadores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. O texto destaca o papel dos Estados no desenvolvimento do país, que juntos respondem por 18,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a necessidade de receber investimentos em infraestrutura logística compatível com a dimensão produtiva da região.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Portos

Morretes passa a integrar Conselho de Autoridade Portuária de Antonina

Inclusão do município amplia o diálogo sobre as atividades portuárias e fortalece projetos para o desenvolvimento do litoral paranaense

Reconhecendo sua importância na logística regional, a cidade de Morretes passou a ocupar, a partir desta quinta-feira (14), um assento como convidado permanente no Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Antonina.

Toda carga que chega ou sai em direção ao Porto de Antonina passa pelo território morretense, o que justifica a participação direta de um representante do município nas discussões e deliberações relacionadas à atividade portuária. Um dos temas prioritários na pauta será o debate sobre novas rodovias para desafogar o tráfego urbano de caminhões.

“O CAP Antonina é de extrema importância para a região. E Morretes é parte essencial, pois concentra parte significativa do fluxo de cargas na entrada e na saída da cidade. É justo que o município esteja presente no Conselho”, afirmou Alex Ávila, secretário nacional de Portos e presidente do CAP Antonina.

Para o prefeito de Morretes, Junior Brindarolli, a representação será estratégica: “Tudo que vai para os portos de Paranaguá ou Antonina passa por Morretes, seja por rodovias ou por ferrovia. Temos o ônus do tráfego pesado, mas também queremos o bônus. Queremos trabalhar em conjunto para buscar alternativas, melhorias e um desenvolvimento sustentável que beneficie todo o Litoral do Paraná.”

Na primeira reunião com participação de Morretes, foram discutidas duas demandas históricas: a construção da BR-101 no Paraná e a ligação direta entre o perímetro urbano de Antonina e a BR-116. A BR-101, que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, é interrompida apenas no Paraná, e um dos trechos planejados passaria justamente por Antonina. “A comunidade reivindica há anos a retomada da discussão sobre o novo acesso ao Porto de Antonina, que é fundamental para a competitividade e eficiência logística”, destacou Ávila.

O diretor de Desenvolvimento Empresarial da Portos do Paraná e ex-presidente do CAP Antonina, Felipe Gama, também avaliou positivamente o encontro: “A presença do prefeito Brindarolli demonstra união e engajamento dos municípios em torno de projetos estruturantes, como a pavimentação rígida do acesso ao Porto de Antonina e a ligação direta à BR-277. Essas obras fortalecem a atividade portuária e a economia local.”

Durante a reunião, também foi apresentado o andamento do processo para o leilão do Canal de Acesso, além da posse dos novos conselheiros Giana Mariliza Custório (representante da ABTRA – Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) e do capitão de Mar e Guerra Maurício Tinoco dos Santos Benvenuto (representando a Marinha do Brasil).

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Negócios

Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

Governador Jorginho Mello definiu ações tributárias e financeiras para proteger empregos e manter a competitividade dos exportadores catarinensesFotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas. 

O pacote será dividido em três frentes de ação:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses 
  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses 
  • Financiamento emergencial por meio do BRDE

“É hora de manter os pés no chão e agir com firmeza para proteger quem está gerando emprego e renda em Santa Catarina. Vamos estar ao lado de quem mais precisa para continuar produzindo, investindo e fazendo a nossa economia girar”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O anúncio das medidas ocorreu em Florianópolis, durante coletiva realizada na FIESC, que participou ativamente da construção das propostas nos últimos dias. O presidente Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave.

Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “É um apoio importante para que as empresas atravessem esse momento com mais segurança, preservando sua atividade e os empregos que geram em todo o Estado”, manifestou Seleme.

Também participaram da elaboração das medidas as secretarias do Planejamento (Seplan); Indústria, Comércio e Serviço (SICOS); Agricultura (SAR); Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI); além da InvestSC, do BRDE e do Badesc. 

Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA

Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.

Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).

Classificação de risco

As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”. 

Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.

As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.

“Estudamos diversos cenários para que o governador Jorginho Mello definisse as melhores alternativas para Santa Catarina. As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

O Governo de Santa Catarina, observa o secretário, seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.

Veja a distribuição das empresas afetadas:

Nível de ImpactoExportações afetadas em relação ao faturamento EmpresasEmpregosExposição média EUA (%)FaturamentoExportações para os EUA
Crítico75% ou mais40 (5%)4 mil (1,4%)86%R$ 2,2 biR$ 1,9 bi (20%)
Alto50% a 75%45 (5,5%)5 mil (1,8%)60%R$ 2 biR$ 1,2 bi (13%)
Relevante25% a 50%55 (6,5%)6 mil (2%)33%R$ 2,7 biR$ 0,9 bi (10%)
Gerenciável5% a 25%155 (18,5%)58 mil (20,5%)11%R$ 39 biR$ 4,4 bi (47%)
BaixoAté 5%534 (64,5%)208 mil (74%)0,5%R$ 204 biR$ 1 bi (10%)
Total0 a 100%829281 mil13%R$ 250 biR$ 9,4 bi

Fonte: Dados da Declaração Única de Exportação (DUE), CAGED e declarações fiscais

Entenda as medidas:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
    R$ 62 milhões em créditos
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.

  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
    R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.

  • Financiamento emergencial
    R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
    18 mil empregos preservados
    Início da medida: Imediato

251 empresas se enquadram nos critérios
Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano

Empréstimo em Dólar (US$)
Total: R$ 165 milhões
Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Empréstimo em Reais (R$)
Total: R$ 100 milhões
Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Condições gerais
Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
Prazo p/ quitação: 36 meses
Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões

O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras. 

Por exemplo: um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.

Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.

“A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda

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Portos

Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Itajaí empossa novo presidente e apresenta balanço do primeiro semestre de 2025

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Itajaí empossou, nesta terça-feira (12), seus novos membros para o mandato 2025-2027, em cerimônia realizada no auditório da Superintendência, em Itajaí. O encontro contou com a presença do superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, e tratou de pautas estratégicas para a gestão e operação portuária.

O novo presidente do CAP é José Alfredo de Albuquerque e Silva, representante do Ministério dos Portos e Aeroportos. Também tomaram posse Paulo Rogério Silva, titular pela Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO); Silvano Domingos e Rodrigo Antônio Steffen, suplentes indicados pela Federação Nacional dos Portuários (FNP); e Ricardo de Souza, diretor de Operações do Porto de Itajaí, como representante da autoridade portuária.

Em seu discurso, José Alfredo destacou o otimismo com o atual momento do porto:

“O balanço apresentado me deixou bastante satisfeito. Depois de todos esses anos, o Porto de Itajaí tem um projeto consistente e que sinaliza a retomada de uma fase de crescimento e expansão”, afirmou.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos reforçou a relevância do Conselho e da parceria com o Governo Federal:

“Com a constituição da empresa pública federal, as ampliações, o adensamento de cargas, a entrega do Píer Turístico e demais ações previstas para a expansão do porto, tenho plena convicção de que Itajaí voltará ao mapa do comércio mundial”, declarou.

Balanço semestral
Durante a reunião, foi apresentado o balanço do primeiro semestre de 2025, que registrou crescimento no faturamento, aumento na arrecadação de ISS e na movimentação de cargas, além do avanço de ações estratégicas iniciadas após o processo de federalização.

Outro ponto de destaque foi a atualização sobre os serviços de dragagem, essenciais para garantir a competitividade e a capacidade operacional do porto.

O encontro reafirmou o compromisso do CAP com a transparência, o planejamento e o fortalecimento contínuo das operações portuárias de Itajaí.

Fonte: Porto de Itajaí

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Exportação

Exportadores de SC se antecipam ao tarifaço e vendas aos EUA disparam até 900%

Análise da FACISC aponta que, das 100 mercadorias mais vendidas aos EUA, metade delas vendeu pelo menos o dobro, em julho

As vendas de Santa Catarina aos Estados Unidos –  nosso principal parceiro comercial –  deram um salto no mês de julho, logo após o anúncio do tarifaço na segunda semana no mês, mas antes da vigência das taxas de 50%, o que passou a valer no dia seis de agosto. Os catarinenses aceleraram a remessa de carga para fugir das novas regras.

Houve um  crescimento expressivo das exportações catarinenses no mês. De acordo análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), dos 100 produtos catarinenses mais exportados aos EUA, metade deles aumentou suas vendas em pelo menos o dobro do registrado em julho de 2024 (veja lista no final do texto).

As cidades de SC que mais exportam aos EUA

1º: Jaraguá do Sul
2º: Joinville
3º: Caçador
4º: Blumenau
5º: Lages

As vendas aumentaram até para produtos isentos. Até itens que não eram comercializados com os EUA, como sucos de uva e maça, foram enviados. 

Esta antecipação impactou desde os setores do agronegócio aos que produzem maquinário para a produção industrial.

“Infelizmente, neste caso, o aumento destas exportações não é algo a ser celebrado. Pelo contrário. Demonstra o cenário de incerteza econômica que o setor produtivo catarinense está enfrentando”, explica  o diretor de Relações Internacionais da FACISC, Evaldo Niehues Junior.

Para se ter uma ideia, madeiras serradas e compensadas produzidas em SC aumentaram, respectivamente, em 137% e 117% as vendas para os EUA em julho, em relação ao mesmo período do ano passado.

O tabaco não manufaturado, que está entre os produtos taxados em 50%, registrou um aumento de 700% nas vendas para os EUA em julho. Isso que o país nem é o principal parceiro comercial do Brasil nesta cultura, que é produzida principalmente no Extremo Sul catarinense e tem como principal comprador a Bélgica.

Em julho do ano passado, empresas catarinenses não exportaram sucos de maçã e de uva aos EUA (posteriormente contemplados na lista de isenção tarifária) e, neste ano, no mesmo mês, venderam US$ 4,0 milhões,, além de óleos e gorduras animais, que cresceram 240% suas vendas no período. 

Máquinas e equipamentos mecânicos catarinenses aumentaram em 284% as vendas aos EUA – o maior montante já exportado de toda a série histórica. O produto, que se destaca no Vale do Itajaí, não está isento da tarifa de 50% e teve os EUA como segundo maior comprador em 2024.

No Planalto Norte de SC, o destaque para o crescimento das exportações aos EUA em julho ficou com os refrigeradores, com crescimento de 170%. No Norte, painéis para comando elétrico e máquinas e aparelhos para embalar mercadorias, com crescimento de 254% e 407%, respectivamente. No Oeste, turbinas hidráulicas, com crescimento de 959% em comparação a julho de 2024.

“Os efeitos negativos nas exportações virão nos próximos meses, principalmente aos setores não contemplados pela isenção tarifária”, avalia o diretor de Relações Internacionais.

Veja a lista dos 100 produtos de SC mais vendidos aos EUA

  • Obras de carpintaria para construções
  • Motores elétricos
  • Partes de motor
  • Madeira compensada
  • Madeira serrada
  • Outros móveis
  • Madeira em forma
  • Tabaco não manufaturado
  • Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria
  • Partes e acessórios para veículos
  • Compressores de ar
  • Suco de frutas
  • Transformadores elétricos
  • Cerâmica não vitrificada
  • Iates
  • Gorduras e óleos não comestíveis
  • Recipientes de papel
  • Outros preparos de couros de bovinos e equinos
  • Madeira MDF
  • Gelatina
  • Carne suína
  • Mel
  • Bombas de líquidos
  • Refrigeradores
  • Gordura de bovinos, ovinos e caprinos
  • Instrumentos médicos
  • Peixes congelados, exceto filé
  • Paineis para comando elétrico
  • Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico
  • Turbinas hidráulicas
  • Outros artigos de madeira
  • Outros aparelhos para conexão de circuitos elétricos
  • Máquinas e aparelhos para embalar mercadorias
  • Outras máquinas para fabricação de alimentos ou bebidas
  • Turbinas a gás
  • Madeira densificada
  • Aparelhos de elevação
  • Peptonas
  • Máquinas para colheita
  • Máquinas e aparelhos de uso agrícola
  • Aparelhos de controle
  • Peças de locomotivas
  • Outros compostos organo-inorgânicos
  • Álcoois cíclicos
  • Tampas de plástico
  • Peixes frescos, exceto filé
  • Ferramentas de madeira
  • Louças de cerâmica
  • Estruturas de ferro
  • Silicone
  • Farinhas de carnes, peixes e miudezas
  • Artefatos para construção, de plástico
  • Veios de transmissão
  • Roupas de cama, mesa e banho
  • Assentos
  • Sucos
  • Elementos de vias férreas
  • Produtos semimanufacturados de ferro ou aço
  • Gordura de porcos e aves
  • Aparelhos para análises físicas ou químicas
  • Utensílios de madeira para cozinha
  • Oxigênio compostos heterocíclicos
  • Outros produtos de plástico
  • Telefones
  • Extratos de chá e café
  • Moluscos
  • Tall oil
  • Outros produtos não comestíveis de animais
  • Chapas de plástico, não associadas a outros materiais
  • Semicondutores
  • Máquinas para seleção e peneiração de grãos
  • Válvulas
  • Máquinas para selecionar terra, pedras e minérios
  • Outras preparações alimentícias
  • Máquinas de terraplanagem
  • Jóias
  • Fios de algodão para venda a retalho
  • Carbonato de magnésio
  • Pigmentos
  • Partes de aparelhos de aeronaves e aparelhos espaciais
  • Lâminas de corte
  • Centrífugas
  • Laminadores de metais
  • Sobretudos e capas, masculinos
  • Acessórios elétricos de energia
  • Outros fármacos
  • Outros motores
  • Partes para máquinas e motores
  • Fios de algodão com pelo menos 85% de algodão
  • Veículos
  • Microfones e fones de ouvido
  • Aparelhos e instrumentos de pesagem
  • Carbonatos
  • Outros produtos de ferro
  • Equipamentos de transmissão
  • Mate
  • Camisetas de malha
  • Produtos para o cabelo

Fonte: NSC Total

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Exportação

Exportações de SC têm alta de 3% em julho

Itens como tabaco não-manufaturado e refrigeradores tiveram forte elevação no mês; carnes de aves, carne suína e compressores elétricos apresentaram recuo

Santa Catarina registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1,083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não-manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta, e refrigeradores, que tiveram alta de 151,4% e fecharam o mês na 16a posição.

Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carnes de aves caindo 4,3%, de carne suína diminuindo 6,7% e motores elétricos decrescendo 19,2%. A informação é do Observatório FIESC, compilada a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do ano
Considerando o período entre janeiro e julho, os embarques somaram US$ 6,952 bilhões, o que representa uma alta de 6,2% na comparação com os mesmos meses de 2024. Neste período, as vendas externas também foram lideradas carnes de aves (+7,9%, US$ 1,273 bilhão), carne suína (+15,8%, US$ 1,005 bilhão) e motores elétricos (-18,1%, US$ 341 milhões).

No período, os Estados Unidos ampliaram a liderança entre os principais compradores, com as vendas subindo 1,4%, para US$ 1,005 bilhão. Já a China teve recuo de 9,7% nas compras, para US$ 662 milhões. Com ganho de 33,1%, na terceira posição, a Argentina atingiu US$ 513 milhões e se distanciou do Japão, que está em quarto lugar.

Importações
As importações catarinenses subiram 4,2% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 2,919 bilhões. Com este resultado, os desembarques no estado chegam a US$ 19,734 bilhões no ano, alta de 4,8%. Entre os principais produtos que chegam ao estado estão: cobre refinado, partes e acessórios para veículos e polímeros de etileno.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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