Comércio Exterior

Tarifaço: duas cidades de SC estão entre as 20 mais atingidas pelas tarifas de Trump

A taxa adicional aplicada pelo presidente dos Estados Unidos de 50% aos produtos brasileiros entrou em vigor na quarta-feira (6) e afetou 906 municípios brasileiros

Jaraguá do Sul e Joinville estão entre as 20 cidades mais atingidas pelas tarifas de Donald Trump. A taxa adicional aplicada pelo presidente dos Estados Unidos de 50% aos produtos brasileiros entrou em vigor na quarta-feira (6) e afetou 906 municípios brasileiros.

As exportações de Santa Catarina de máquinas, equipamentos elétricos e mecânicos desses municípios somam quase R$ 474 milhões em vendas anuais para o mercado americano, agora sujeitas à nova taxação decretada por Trump.

Municípios mais atingidos pelas tarifas de Trump

A medida, decretada pelo presidente Donald Trump, atinge especialmente carne, café, máquinas, pescados e armas, poupando apenas setores como aeronaves, petróleo, celulose e suco de laranja. O levantamento é do Estadão, com base em dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Sudeste e Sul concentram maior impacto

As regiões Sudeste e Sul, líderes nas exportações para os EUA, concentram grande parte dos municípios afetados. Em São Paulo, Piracicaba, referência em máquinas e peças, lidera a lista.

Matão (SP) é forte em preparações de frutas; Guaxupé e Varginha (MG) exportam café; e cidades gaúchas e catarinenses têm fábricas de armas, equipamentos e materiais elétricos que perderão competitividade.

No Rio Grande do Sul, a sobretaxa afeta também as exportações de carnes e móveis, produtos com alta concorrência no mercado internacional. No Sul, Jaraguá do Sul (SC) e São Leopoldo (RS) se destacam entre os mais impactados.

Norte e Nordeste são mais vulneráveis

Segundo estudo do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste da FGV/IBRE, as regiões Norte e Nordeste tendem a sentir mais os efeitos econômicos e sociais do tarifaço. Isso porque suas exportações têm baixo valor agregado e forte peso no emprego local, como frutas, pescados, calçados e têxteis.

Estados como o Ceará, com forte dependência do mercado americano, estão entre os mais expostos. “As isenções beneficiaram proporcionalmente as regiões mais ricas do País e menos as regiões mais pobres”, afirma o pesquisador Flávio Atalibra Barreto.

Centro-Oeste sofre menos com a medida

O Centro-Oeste é a região menos afetada, por ter sua pauta de exportações centrada em commodities agropecuárias e minerais, com destino prioritário para China e Europa. Mesmo assim, há cidades da região que exportam carne e outros produtos que sofrerão com o aumento tarifário.

Produtos e municípios mais atingidos pelas tarifas de Trump

O levantamento do Estadão mapeou os 30 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2024. Entre os mais impactados estão:

Piracicaba – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 1.052.717,85

Matão – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor em MIL US$ 442.426,12

Guaxupé – MG

  • Produtos: café, chá, mate e especiarias
  • Valor: 410.456,63

Barcarena – PA

  • Produtos: produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos
  • Valor: 344.011,52

Varginha – MG

  • Produtos: café, chá, mate e especiarias
  • Valor: 290.403,23

Jaraguá do Sul – SC

  • Produtos: máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios
  • Valor: 245.120,49

Colina – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor: 244.896,53

Pederneiras – SP

  • Produtos: veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios
  • Valor: 236.728,72

Joinville – SC

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 228.366,36

Serra – ES

  • Produtos: obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes
  • Valor: 215.801,36

Araraquara – SP

  • Produtos: preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas
  • Valor: 206.007,26

Petrópolis – RJ

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 194.894,86

Campo Largo – PR

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 181.515,87

Lins – SP

  • Produtos: preparações de carne, de peixes ou de crustáceos, de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos
  • Valor: 179.662,9

Cachoeiro de Itapemirim – ES

  • Produtos: obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica ou de matérias semelhantes
  • Valor: 178.644,73

São Luís – MA

  • Produtos: produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos
  • Valor: 155.593,59

Contagem – MG

  • Produtos: máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios
  • Valor: 153.740,23

Ribeirão Pires – SP

  • Produtos: armas e munições; suas partes e acessórios
  • Valor: 153.369,0

Suzano – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 131.941,46

Campo Limpo Paulista – SP

  • Produtos: caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
  • Valor: 131.066,0

Apesar de algumas exceções, como aviões da Embraer e petróleo, a nova 2tarifa deve pressionar setores estratégicos, provocar perda de competitividade e abrir espaço para concorrentes internacionais.

Fonte: ND+

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Investimento, Portos

Porto de Itajaí arrecada mais de R$ 2 milhões em ISS e investe em cultura e esporte na cidade

O Porto de Itajaí segue impulsionando o desenvolvimento econômico e social do município. Apenas no primeiro semestre de 2025, a arrecadação com o Imposto Sobre Serviços (ISS) ultrapassou a marca de R$ 2 milhões.

“Esse porto movimentado é resultado da federalização, que já trouxe mais de R$ 2 milhões em ISS para o município e gerou um faturamento de R$ 105 milhões. Isso representa pão na mesa do trabalhador e investimentos diretos na nossa cidade. É um movimento para a economia local, enquanto o país enfrenta um verdadeiro atentado estrangeiro. O Porto segue firme”, afirmou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

Parte desse montante está sendo direcionada para iniciativas esportivas e culturais da cidade, por meio da Lei Municipal nº 6.825/2017 (Incentivo ao Esporte) e da Lei Municipal nº 6.637/2015 (Incentivo à Cultura). Isso permite que empresas contribuintes do ISS repassem até 30% do valor devido para apoiar projetos aprovados pelas fundações competentes.

Além de movimentar a economia e gerar empregos, o Porto de Itajaí também colabora para o fortalecimento da cidadania, contribuindo com investimentos que impactam positivamente a vida da população.

Fonte: Porto de Itajaí

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Exportação

Maçã catarinense ganha novo procedimento com inspeção na origem para exportação

O objetivo da medida é reduzir custos e preservar qualidade da fruta

As maçãs produzidas em Santa Catarina destinadas ao mercado externo passarão por inspeção e certificação nos polos de São Joaquim, na Serra catarinense, e Fraiburgo, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Segundo a medida, válida a partir da safra 2024/2025 e autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o processo conhecido como desembaraço aduaneiro na origem substituirá a prática anterior, que exigia o envio das cargas para o Rio Grande do Sul antes da liberação para exportação.

O objetivo é reduzir custos de transporte, encurtar o tempo de envio e preservar a qualidade da fruta, que perdia vida útil no deslocamento. Com isso, espera-se aumentar a competitividade da maçã catarinense no mercado internacional.

Desembaraço aduaneiro na origem

No novo formato, fiscais certificadores atuam diretamente no estado, verificando e liberando a mercadoria de acordo com as exigências sanitárias do país importador. A carga segue então para o Porto de Imbituba, sem necessidade de paradas fora do território catarinense.

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), responsável pela sanidade dos pomares, a descentralização atende a um pleito do setor produtivo e de entidades representativas, encaminhado ao Mapa em 2024.

“Santa Catarina é o maior produtor de maçã do Brasil e essa decisão desonera significativamente a logística da produção, aumenta a vida útil do produto e, portanto, o seu valor comercial. Essa era uma reivindicação da Cidasc e das associações e dos produtores na região de São Joaquim e Fraiburgo”, destacou a presidente da companhia, Celles Regina de Matos.

Ainda segundo Celles, os reflexos já puderam ser sentidos nesse ano. “E a partir da safra de maçã 2025/2026 teremos o resultado do impacto desta ação, que visa impulsionar o setor agropecuário catarinense”.

Impactos econômicos

Com a certificação realizada em Santa Catarina, tributos incidentes sobre as exportações, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), passam a permanecer no estado de origem da produção.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), Carlos Chiodini, “Isso garante retorno fiscal à economia estadual e reforça a importância da cadeia produtiva local”, explica.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de maçã, com destaque para São Joaquim, responsável por cerca de 50% da safra estadual. A expectativa é que a medida amplie a presença da fruta em mercados da Europa, Ásia e América Latina.

Fonte: NSC Total

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Notícias

Vice-presidente Geraldo Alckmin chega a SC para lançamento de “navio de guerra”

Vice-presidente participa do lançamento e cerimônia de batismo da fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201) nesta sexta-feira (8), em Itajaí

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) desembarcou em Santa Catarina nesta sexta-feira (8). A visita faz parte da programação da cerimônia de lançamento da segunda Fragata da Classe Tamandaré, da Marinha do Brasil. O evento começou às 11h20min, no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, no Litoral Norte do Estado. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, também participa da cerimônia.

O vice-presidente participa do lançamento e da cerimônia de batismo da Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201). O navio, de 107 metros de comprimento, é o segundo dos quatros previstos para serem fabricados em Santa Catarina até 2029, em um projeto nacional de defesa com investimento de R$ 11 bilhões. O primeiro, chamado de Tamandaré, foi lançada em agosto de 2024.

A Fragata “Jerônimo de Albuquerque” teve o primeiro corte de chapa feito em novembro de 2023. A previsão é de que seja entregue à Marinha do Brasil em janeiro de 2027, ampliando as capacidades operativas da Força Naval.

Segundo a assessoria das empresas responsáveis pela construção, após o lançamento, que ocorre nesta sexta-feira e terá a esposa do vice-presidente, Lu Alckmin, como madrinha, responsável por comandar a cerimônia de quebra da garrafa no casco do navio, a previsão é de que ocorram os trabalhos de finalização da fragata, com construções internas e de armamentos.

A programação conta com a presença de autoridades civis e militares. Itajaí é um polo na indústria náutica nacional e o projeto das fragatas reforçou a geração de empregos. A Marinha estima a geração de dois mil diretos, seis mil indiretos e 15 mil induzidos.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior

Governo deve anunciar medidas de apoio a empresas alvo das tarifas americanas

Diversificação de mercados; Encontro do PSD e outros destaques

O governador Jorginho Mello (PL) deve anunciar na próxima semana um pacote de medidas em apoio às empresas catarinenses que serão impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. O aumento das tarifas afetará setores estratégicos, o que fez com que o governo montasse uma verdadeira força-tarefa com as principais secretarias da sua área econômica. 

A Federação das Indústrias (Fiesc) tem auxiliado na elaboração das propostas, trocando informações com o governo e mantendo contato com a Confederação Nacional da Indústria em busca de dados sobre os impactos. Um escritório de advocacia americano também está prestando informações sobre o cenário. A ideia principal é manter os empregos, pelo menos por um período, para evitar a queda da renda no Estado. As pessoas ouvidas pela coluna deixaram a impressão de que o conceito está pronto; o que falta são os números. 

A força-tarefa é composta por técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda, junto com as secretarias de Indústria, Comércio e Serviços; Planejamento; Agricultura; Articulação Internacional; Badesc, BRDE e a InvestSC. A proposta, que deve ser concluída até amanhã, contempla três frentes principais: 

Apoio financeiro e fiscal – A ideia é dar um alívio imediato para as empresas impactadas pela nova tarifação. Entre as propostas que serão apresentadas ao governador, está a criação de linhas de crédito emergenciais com prazos mais estendidos, carência e taxas reduzidas. A operação ficará por conta do Badesc e do BRDE. Também deve entrar no pacote a ampliação ou reestruturação de programas estaduais já existentes, focando nas empresas exportadoras. 

As empresas, caso os estudos apontem que é possível e Jorginho Mello aprove as propostas, poderão contar com incentivos fiscais temporários e mecanismos de diferimento de tributos. Ou seja, as empresas que compram insumos para exportação ou industrialização deixarão de pagar o ICMS por um período, o que, na opinião das fontes, aliviará o fluxo de caixa. Na prática, não se trata de uma isenção, mas de um retardo no recolhimento do imposto. A antecipação da devolução de crédito de ICMS também está na mesa de discussão. 

Diversificação de mercados

A Secretaria de Articulação Internacional e a InvestSC trabalharão para identificar novos mercados para os produtos catarinenses que ficarão represados por conta do aumento das tarifas dos EUA. “A ideia é promover ações de diplomacia comercial e inteligência de mercado para reorientar parte das exportações atingidas”, relatou uma fonte. 

Para atender às empresas e reduzir os impactos, está sendo feito um mapeamento e diagnóstico técnico para identificar quais serão diretamente impactadas. A ideia é construir um retrato dos prejuízos, permitindo que o pacote seja direcionado com mais precisão às reais necessidades de quem for atingido. 

O que pode atrasar um pouco o anúncio é o fato de que o governo ainda não sabe quais produtos foram excluídos da taxação. A grande preocupação, por exemplo, é com a madeira, que representa um percentual muito grande no volume de exportações. O formato do plano dependerá dos possíveis prejuízos que esse setor, em específico, terá. 

Complementação 

Outro ponto importante é que o Governo do Estado pretende realizar ações que complementem as que serão realizadas pelo Governo Federal. Porém, há uma ideia de que, se não houver um anúncio de Brasília a curto prazo, o plano para Santa Catarina será colocado em prática e revisto quando houver alguma iniciativa federal. 

Balanço da missão 

O senador Esperidião Amin (Progressistas) participou ontem de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para apresentar um balanço da missão oficial de senadores aos Estados Unidos, liderada por Nelsinho Trad (PSD). O encontro tratou das tensões comerciais entre os dois países, agravadas pela compra de petróleo russo pelo Brasil.

Segundo Amin, parlamentares democratas e republicanos sinalizaram a aprovação de uma lei, entre agosto e setembro, que poderá punir países que mantêm relações comerciais com a Rússia. O Brasil, que importa óleo diesel e defensivos agrícolas russos, pode ser diretamente afetado. 

Impacto 

De acordo com o senador Esperidião Amin (Progressistas), a possível lei americana que poderá punir com mais taxas países que compram, principalmente, petróleo russo, poderá afetar fortemente Santa Catarina. 

“Isso é muito grave. Óleo diesel é vital para a nossa economia, assim como os defensivos para a competitividade do agro”, alertou Amin. O senador também demonstrou preocupação com as exportações de Santa Catarina, como madeira, pescado, compressores e motores elétricos, que ainda enfrentam barreiras tarifárias. 

Selecionando a imprensa? 

Uma novidade na comunicação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), como presidente da Fecam. Em agenda hoje, no Oeste, para a chamada “Rota Municipalista”, ele estará em Chapecó para se reunir com os prefeitos dos municípios da região da Amosc, em encontro que terá início às 08h30. Procurada por veículos interessados em uma entrevista com Topázio, a assessoria pediu foto dos jornalistas que farão a entrevista, uma biografia e, pasmem, o posicionamento político. Nem em cobertura presidencial se pede o posicionamento político do jornalista, que é algo irrelevante. Um verdadeiro ataque ao jornalismo livre. 

Encontro do PSD 

O PSD realizará na próxima segunda-feira (11), no Expocentro de Balneário Camboriú, mais um Encontro Estadual do partido. Entre as presenças confirmadas, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia; o prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues; e o governador do Paraná e pré-candidato à Presidência da República, Ratinho Júnior. O início está marcado para as 19h30 e terá como anfitriã a prefeita Juliana Pavan. Deputados estaduais e federais, além de prefeitos e vereadores, também são esperados. Entre os temas da pauta, estão o bem-estar animal, políticas públicas para as mulheres e o fortalecimento da família. “O PSD está ampliando sua presença e relevância em temas que fazem diferença na vida dos catarinenses”, afirmou o presidente estadual, Eron Giordani. 

Alesc Itinerante 

A forte presença de representantes da sociedade civil, prefeitos, vereadores e entidades foi um dos pontos altos da edição do programa Alesc Itinerante, realizada nesta semana em Mafra. O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), destacou o envolvimento da população como essencial para o sucesso da iniciativa. “Foram quase 100 vereadores, uma dezena de prefeitos, diversas entidades. Tivemos também o acompanhamento da juventude, com a presença das câmaras mirins”, comentou, mencionando a participação de jovens parlamentares de Mafra, São Bento do Sul e Itaiópolis. Segundo Garcia, o objetivo é justamente aproximar o Legislativo da sociedade. “O que tem de mais importante nessa aproximação é a participação da sociedade, como vimos aqui em Mafra”, concluiu. 

Quinto 

A advogada Giane Bello oficializou sua candidatura ao Quinto Constitucional da OAB, para disputar uma vaga no Tribunal de Justiça. Com quase 30 anos de atuação, Giane destacou o compromisso com a transparência e com o diálogo igualitário entre os profissionais. “Coloco meu nome à disposição com o propósito de servir e bem representar a classe junto ao Poder Judiciário”, afirmou.

A advogada foi diretora da Caixa de Assistência dos Advogados e conselheira estadual, com atuação na reformulação da tabela de honorários e em ações de proteção à advocacia. Após sofrer agressão no exercício da profissão, foi uma das responsáveis pela elaboração do projeto de lei que tramita no Senado e propõe medidas de proteção para advogados.

Fonte: Guararema News

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Negócios

SC e PR assinam acordo de R$ 340 milhões sobre royalties do petróleo

Acerto encerra disputa judicial de 34 anos; valor devido pelo estado vizinho será aplicado em obras na rodovia SC-417

 Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira, 6, o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva.

A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 80.

O acordo prevê a restauração e duplicação na rodovia de 19,188 km, divididos em três trechos. O segmento 1 começa na divisa entre Santa Catarina e Paraná e vai até o entroncamento com a SC-416 para Itapoá. Ele vai receber pavimento flexível. Já o segmento 2 vai do entroncamento até o final da rodovia, encontrando o contorno de Garuva e vai contar com pavimento rígido (de concreto) Somadas as duas partes chegam a 10,610 km.

Já o terceiro segmento liga o contorno de Garuva à BR 101, com 8,52 km em pavimento rígido. Dentro desse trajeto, há três interseções importantes que exigem a construção de viadutos, também contemplados no pacote: viaduto na entrada de Itapoá (Interseção SC-416 com a SC-417); viaduto de acesso a Garuva (no início do Contorno de Garuva); e um viaduto sobre a BR-101, duplicando o viaduto existente.

Segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os recursos vão permitir uma melhor condição de mobilidade, resolvendo o problema de trânsito na região de Garuva, no Norte do estado.

Em outra frente, o Governo do Estado vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 km com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.


“A relação Paraná e Santa Catarina é uma relação de humanidade, de amigos, de vizinhos, de parceiros, são estados que foram colonizados de forma muito parecida. Então, a ideia é justamente para melhorar uma questão logística das divisas dos estados”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Em 2009, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) elaborou e entregou ao então presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Jorginho Mello, um estudo que dimensionava as perdas para o estado com o recebimento de menos royalties que o devido. O imbróglio, no entanto, é anterior.  

Ação se estende por mais de três décadas

A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Portos

Portonave estreia primeira empilhadeira elétrica adquirida do país

Equipamento não emite Gases de Efeito Estufa (GEE), como dióxido de carbono (CO₂), óxido de nitrogênio (NOx) ou óxido de enxofre (SOx)

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Portonave

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Informação

Cooperativismo catarinense é recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal

A agenda integra a missão do Sistema OCESC para ampliar a internacionalização das cooperativas de Santa Catarina.

Na segunda-feira (04), o Cooperativismo Catarinense foi recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal. A agenda integra a missão do Sistema OCESC para ampliar a internacionalização das cooperativas de Santa Catarina. A comitiva cooperativista foi recebida pelo conselheiro e diplomata da Embaixada do Brasil, Luiz Felipe Rosa dos Santos.

“O povo de Santa Catarina é trabalhador, ordeiro, disciplinado e isso reflete no modo de fazer negócios e de empreender aqui em Portugal.  A palestra desta manhã chama a atenção para a receptividade de Portugal com os brasileiros que querem empreender de forma séria, a partir das sinergias, da proximidade linguística, dos laços culturais e histórico que unem nossos dois países”, destaca Rosa dos Santos.

No encontro foram apresentadas as oportunidades para ampliar a presença internacional das cooperativas catarinenses e reforçar as relações institucionais e comerciais entre Santa Catarina e Portugal. “Portugal está aberto a mais investimentos e conexões com o Brasil e é por isso que as cooperativas catarinenses precisam internacionalizar nossos produtos e serviços. Nós temos um cooperativismo de excelência e precisamos ir para outros lados do mundo, a Europa é um dos caminhos. Escolhemos Portugal como nossa porta de entrada justamente pela facilidade criada pelos laços culturais. Futuramente queremos expandir para países que também têm laços e raízes com nossos descendentes, como Itália e Alemanha”, ressalta o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

Zanatta, apresentou o cooperativismo catarinense e seu alto impacto e importância socioeconômica para o Estado. Em 2024 as cooperativas de SC geraram 102,2 mil empregos, somaram 4,7 milhões de cooperados e obtiveram um faturamento de R$ 91 bilhões.

No período da tarde, a missão cumprirá uma série de agendas voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional no setor produtivo. A primeira visita será à Associação de Produtores de Suínos (Grupo Ali). Criada em 1994 e reconhecida pelo Ministério da Agricultura português, a instituição nasceu da necessidade de enfrentar os desafios da suinocultura diante da concorrência europeia e hoje é referência em organização e produtividade no setor.

Na sequência, a comitiva será recebida pela Adega Cooperativa de Palmela, fundada em 1955 e considerada uma das principais produtoras de vinho da Península de Setúbal. Com cerca de 300 associados e 1.000 hectares de vinha, a cooperativa produz mais de 8 milhões de litros de vinho por ano.

Para encerrar as agendas do dia, os líderes cooperativistas catarinenses se reunirão com a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI). Os representantes serão recebidos pela secretária-geral adjunta, Aldina Fernandes, que realizará uma apresentação especial sobre o Ano Internacional das Cooperativas. Aldina ressaltará o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, na inclusão social e no fortalecimento da economia, reforçando a importância da integração entre cooperativas brasileiras e portuguesas.

Fonte: AviSite

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Negócios

Webinar destaca oportunidades de negócios entre SC e União Europeia

Transmissão será nesta quinta-feira, dia 7, às 10h, pelo YouTube

Nesta quinta-feira, dia 7, às 10 horas, será realizado o webinar “o contexto internacional e as oportunidades de exportação e importação na União Europeia”. No encontro, serão discutidas as mudanças no comércio global e como as novas tarifas sobre produtos brasileiros exigem a busca por novos mercados. Nesse cenário, a União Europeia representa uma alternativa, com potencial para vários segmentos da economia catarinense.

A iniciativa é da Câmara Italiana de Santa Catarina e contará com a participação da presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC, Micheli Poli; do embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca; do deputado italiano Fabio Porta, além do secretário de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Frigo.

Fonte: FIESC

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Industria

Exército se aproxima da indústria de SC para reduzir importações

Departamento de engenharia da Força apresenta demandas para empresas de SC; ideia é firmar parcerias para desenvolvimento de produtos nacionais, fortalecendo a base industrial de defesa

Fortalecimento da base industrial de defesa, redução de custos, autonomia e agilidade no fornecimento estão entre os benefícios de ampliar o volume de compras nacionais pelas Forças Armadas. Com o objetivo de ampliar a aproximação do Exército com a indústria catarinense para encontrar e desenvolver produtos brasileiros para as necessidades do Departamento de Engenharia da Força, o General de Brigada Luís Cláudio Brion Cardoso, diretor de Material de Engenharia do Exército Brasileiro, detalhou nesta quarta-feira (30) as demandas de materiais para os membros do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa – CONDEFESA da FIESC.

A lista inclui embarcações de trabalho, embarcações blindadas e embarcações pneumáticas. A ideia é desenvolver em conjunto com a indústria, reduzindo a dependência de importações – o que reduz custos, dá mais agilidade e fomenta a soberania tecnológica. 

As demandas contemplam kits de defesa civil – com materiais necessários pelas unidades de engenharia -, placas reforçadoras de solo, lançadores de esteiras e membranas para estações de tratamento de água. Na área de tecnologia, as necessidades incluem drones, robôs e equipamentos para controle de máquinas à distância que possam ser acoplados. Explosores e equipamentos de mergulho também estão entre as possibilidades de compra. 

Durante a reunião, José Augusto Crepaldi Affonso, Presidente Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança – ABIMDE, destacou os desafios atuais do setor de defesa, considerando o cenário geopolítico. Ele salientou que contratos de empresas brasileiras já estão sendo afetados. Salientou ainda que parcerias estratégicas ao redor do globo estão sendo questionadas em um cenário de desconfiança e aumenta o receio de que – em caso de importações de produtos ou tecnologias – o suporte ao longo do ciclo de vida seja descontinuado. Isso afetaria a compra de peças de reposição, assistência técnica e atualizações de programas, por exemplo. Diante do ambiente mais hostil, Crepaldi reforçou a necessidade de as Forças Armadas ampliarem parcerias com a base industrial de defesa brasileira. 

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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