Agronegócio

Algodão do Matopiba ganha nova rota ferroviária para exportação pelo Porto de Santos

A cadeia do algodão do Matopiba passou a contar com uma nova alternativa logística para atender o mercado internacional. A Brado e a SLC Agrícola concluíram a primeira operação multimodal de transporte da fibra produzida no Maranhão com destino ao Porto de Santos (SP), criando um novo corredor de exportação para uma das regiões agrícolas que mais crescem no país.

O embarque inaugural transportou 246,2 toneladas de pluma de algodão. A carga saiu de Davinópolis (MA), percorreu a Ferrovia Norte-Sul até Sumaré (SP) e, na etapa final, seguiu por caminhão até o porto paulista, de onde foi enviada ao Sudeste Asiático. A expectativa das empresas é ampliar gradualmente o volume de operações nos próximos meses.

Operação fortalece integração entre ferrovia e rodovia

A nova rota representa mais um avanço na parceria entre Brado e SLC Agrícola, que desde 2020 trabalham juntas no transporte de algodão para exportação produzido em Mato Grosso, maior estado produtor da fibra no Brasil.

Com a expansão da cultura para o Matopiba — região formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, a necessidade de soluções logísticas mais eficientes se tornou estratégica para acompanhar o crescimento da produção.

Segundo a Brado, a utilização da Ferrovia Norte-Sul oferece mais capacidade operacional, previsibilidade e eficiência, além de contribuir para preservar a qualidade da carga durante todo o trajeto por meio de monitoramento e planejamento especializado.

Porto de Santos amplia competitividade das exportações

A escolha do Porto de Santos como ponto de embarque também foi considerada estratégica. O maior complexo portuário da América Latina concentra elevado fluxo de navios e ampla disponibilidade de contêineres, fatores que facilitam o escoamento da produção e fortalecem a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Para a SLC Agrícola, a nova alternativa logística amplia a integração entre os diferentes modais de transporte e gera conhecimento para futuras operações, tornando a cadeia mais eficiente, segura e sustentável.

Expansão do Matopiba impulsiona novos corredores logísticos

O desenvolvimento dessa nova rota acompanha o avanço da produção agrícola na região do Matopiba, considerada uma das principais fronteiras de expansão do agronegócio brasileiro.

Nas últimas décadas, o cultivo de algodão avançou para além das áreas tradicionais, aumentando a necessidade de corredores logísticos capazes de atender à crescente demanda por transporte até os portos exportadores.

Antes da nova operação, grande parte da produção seguia exclusivamente por rodovias. Agora, a integração entre ferrovia e transporte rodoviário surge como alternativa para reduzir custos, aumentar a eficiência logística e ampliar a competitividade do setor.

Brasil consolida liderança nas exportações de algodão

O fortalecimento da infraestrutura logística acompanha o crescimento da produção nacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de algodão em 2025, resultado 9,1% superior ao registrado no ano anterior.

Atualmente, o país responde por 30,7% das importações globais da fibra, consolidando-se como líder mundial no segmento.

Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam ainda que a área cultivada com algodão mais que dobrou nas últimas duas décadas e já ultrapassa 2 milhões de hectares. Parte significativa dessa expansão ocorreu justamente no Matopiba, onde as condições de produção e a disponibilidade de terras favoreceram o crescimento da atividade.

Com a abertura de novos corredores ferroviários, o setor espera garantir maior eficiência logística, reduzir gargalos no transporte e fortalecer a presença do algodão brasileiro nos principais mercados internacionais.

FONTE: Conexão Tocantins
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Conexão Tocantins

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Logística

Abu Dhabi Ports compra CLI por R$ 4,1 bilhões e estreia no mercado portuário da América Latina

A Abu Dhabi Ports (AD Ports) oficializou a aquisição da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) por US$ 835 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 4,18 bilhões. A operação marca a entrada do grupo portuário dos Emirados Árabes Unidos no mercado da América Latina e representa o maior investimento já realizado pela companhia desde sua fundação, há cerca de duas décadas.

Do montante negociado, US$ 500 milhões correspondem à compra da participação acionária da empresa, enquanto o restante refere-se à assunção das dívidas da CLI.

A transação contou com assessoria do BTG Pactual e do escritório Machado Meyer pelo lado da compradora. Já a CLI foi representada pelo Citi, Pinheiro Neto e Lefosse.

Terminais movimentam cerca de 10% das exportações brasileiras

Com a aquisição, a AD Ports passa a controlar dois importantes terminais voltados ao escoamento de produtos agrícolas.

Os ativos estão localizados no Porto de Santos (SP), por meio do terminal CLI Sul, e no Porto de Itaqui (MA). Em 2025, as duas estruturas movimentaram mais de 17 milhões de toneladas de grãos e açúcar, volume equivalente a aproximadamente 10% de todas as exportações brasileiras desses produtos no período.

No mesmo exercício, a CLI registrou receita de cerca de R$ 1 bilhão. Apesar do faturamento, a empresa encerrou o ano com prejuízo líquido de R$ 12 milhões.

Negociação envolveu os dois acionistas da CLI

O processo de venda foi iniciado no começo de 2025, quando a CLI era controlada igualmente pela gestora brasileira IG4 e pela australiana Macquarie, cada uma com 50% de participação.

Embora a Macquarie não tivesse intenção inicial de se desfazer de sua fatia, a AD Ports iniciou as negociações no fim do ano passado com o objetivo de adquirir a totalidade da companhia, estratégia que acabou sendo concretizada.

Compra reforça estratégia de segurança alimentar dos Emirados Árabes

A aquisição está alinhada ao plano da Abu Dhabi Ports de fortalecer sua presença na cadeia global de abastecimento de alimentos.

Ao assumir o controle de uma infraestrutura relevante para o escoamento da produção agrícola brasileira, o grupo amplia sua participação em um dos principais corredores logísticos do maior exportador mundial de commodities agrícolas.

Essa não é a primeira iniciativa da companhia com esse perfil. Em 2022, a AD Ports adquiriu a empresa espanhola Noatum por US$ 645 milhões, ampliando sua atuação internacional em logística e infraestrutura com foco em mercados estratégicos.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Portos

Tecon Santos 10: impasse sobre regras do leilão adia expansão do Porto de Santos para 2027

A licitação do Tecon Santos 10, projeto considerado estratégico para ampliar a capacidade do Porto de Santos, continua sem definição. Inicialmente prevista para 2022, a disputa já sofreu nove adiamentos e, segundo a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos, deverá ocorrer apenas em 2027.

O principal obstáculo é a definição das regras de participação no leilão, tema que divide governo, operadores portuários, armadores, entidades do setor e órgãos de controle.

Expansão é considerada essencial para o Porto de Santos

O adiamento ocorre em um momento de elevada demanda. O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, opera próximo ao limite de sua capacidade para movimentação de contêineres, cenário que tem pressionado os custos logísticos e gerado preocupação entre exportadores e empresas do setor.

A expectativa é que o Tecon Santos 10 aumente em aproximadamente 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto, contribuindo para reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Apesar do consenso sobre a necessidade do novo terminal, ainda não há acordo sobre o modelo de concorrência que será adotado na licitação.

Regras de participação concentram o debate

O principal ponto de discussão envolve a definição de quem poderá disputar o leilão. Parte dos especialistas defende restrições à participação de grupos que já administram terminais de contêineres em Santos, como forma de evitar maior concentração de mercado.

Essa proposta foi incorporada em parecer técnico divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 2025. Pelo modelo apresentado, empresas que já operam no porto só poderiam participar em uma segunda etapa do certame, caso a primeira não recebesse propostas. Mesmo nessa hipótese, a vitória estaria condicionada ao desinvestimento dos ativos atualmente controlados.

A medida alcança operadores dos três principais terminais de contêineres do porto — BTP, Santos Brasil e DP World —, além de armadores que possuem participação societária nessas estruturas.

TCU amplia debate sobre concorrência

Durante a análise do projeto, o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu que todos os armadores fossem automaticamente direcionados para a segunda fase do leilão, tornando as regras ainda mais restritivas.

Para defensores desse modelo, limitar a participação de empresas já estabelecidas ajuda a preservar a concorrência e evita concentração excessiva no maior porto brasileiro.

O economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, avalia que ampliar a capacidade do Porto de Santos exige um ambiente competitivo, destacando que mecanismos semelhantes já são utilizados em outros mercados para garantir equilíbrio entre os participantes.

Setor defende leilão com ampla concorrência

Outra corrente do debate sustenta que o leilão deve ser aberto a todos os interessados desde o início, independentemente de já atuarem no porto. Nesse modelo, eventuais problemas concorrenciais seriam resolvidos posteriormente, por meio de exigências de desinvestimento para o vencedor.

Os defensores dessa alternativa argumentam que uma disputa mais ampla tende a aumentar a competitividade do certame, atrair mais investidores e gerar ganhos de eficiência, além de reduzir custos para usuários e operadores do sistema portuário.

O jurista José Eduardo Cardozo afirmou que a expansão do terminal é necessária para eliminar os gargalos logísticos que afetam a economia brasileira, desde que o processo de licitação combine ampla concorrência com respeito às exigências legais e ao interesse público.

Grupo de trabalho ainda busca consenso

Após as análises da Antaq e do TCU, a Casa Civil manifestou preferência por um modelo que permita a participação de todos os operadores, incluindo aqueles que já atuam no Porto de Santos, desde que o vencedor realize o desinvestimento dos ativos existentes para preservar a concorrência.

A proposta foi encaminhada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, mas a agência solicitou diretrizes mais detalhadas para concluir a modelagem do edital.

Como resultado, o governo federal instituiu um grupo de trabalho responsável por consolidar as orientações da Casa Civil e buscar uma solução para o impasse. As reuniões continuam em andamento, mas, até o momento, não houve anúncio de uma definição oficial sobre o formato do leilão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Informação

Audiência Pública da ANTAQ sobre concessão do Canal de Santos tem prazo prorrogado

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) ampliou o período para envio de contribuições à Audiência Pública nº 02/2026, que discute o processo de concessão do Canal de Acesso do Porto de Santos, em São Paulo.

Com a decisão, os interessados poderão encaminhar sugestões e manifestações até o dia 29 de setembro de 2026.

Prorrogação foi oficializada no Diário Oficial

A extensão do prazo foi determinada pela Deliberação-DG nº 55/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (3).

Segundo a ANTAQ, a medida amplia o período de participação da sociedade na consulta pública relacionada ao processo licitatório de um dos principais projetos de infraestrutura portuária do país.

Contribuições devem ser enviadas pela internet

As manifestações deverão ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível na página de Audiências Públicas no portal da ANTAQ.

De acordo com a agência, todas as contribuições enviadas dentro do novo prazo serão analisadas e poderão servir de base para o aperfeiçoamento dos documentos que integram o processo de concessão do Canal de Acesso do Porto de Santos.

A participação pública é uma das etapas previstas antes da conclusão da modelagem do projeto e da realização da licitação.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Portos brasileiros ampliam movimentação de cargas estratégicas no primeiro semestre de 2026

Os portos brasileiros reforçaram sua importância para a logística nacional e o comércio exterior ao registrar crescimento na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026. Terminais localizados em diferentes regiões do país apresentaram resultados positivos, impulsionados pelo transporte de grãos, contêineres, combustíveis, minérios, veículos e outros produtos destinados tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Entre os principais destaques do semestre estão os portos de Santos (SP), Paranaguá e Antonina (PR), Itaqui (MA), Suape (PE), os portos administrados pela Codeba, na Bahia, e o Porto de Itajaí (SC).

Porto de Santos mantém liderança na América Latina

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,05% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As exportações responderam por 68,71 milhões de toneladas, enquanto as importações totalizaram 24,08 milhões de toneladas.

Nas vendas ao exterior, a soja em grãos foi o principal produto embarcado, com 25,61 milhões de toneladas, seguida pela carga conteinerizada e pelos granéis líquidos, com destaque para óleo combustível, sucos cítricos e óleo diesel.

Já nas importações, a movimentação foi liderada pelas cargas em contêineres, fertilizantes e combustíveis.

Paraná registra alta impulsionada pela soja e pelos contêineres

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas no semestre, avanço de 0,6% sobre o mesmo período de 2025.

A soja permaneceu como principal destaque, alcançando 9,47 milhões de toneladas embarcadas, volume 21% superior ao registrado no ano anterior.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de cargas conteinerizadas, que atingiu 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9%.

Porto do Itaqui fortalece o Arco Norte

Fundamental para o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, movimentou 16,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho.

Os granéis sólidos concentraram a maior parte da operação, somando 11,97 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja.

Também tiveram participação relevante os granéis líquidos, especialmente derivados de petróleo, além da carga geral, liderada pela movimentação de celulose.

Suape cresce com petróleo, contêineres e veículos

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, registrou movimentação de 13,7 milhões de toneladas, crescimento de 25,6% na comparação anual.

Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, responderam pela maior parte das operações, com 9,14 milhões de toneladas.

O terminal também movimentou 333.786 TEUs, unidade utilizada para medir o volume de contêineres, além de registrar aumento na movimentação de granéis sólidos e de 33.779 veículos ao longo do semestre.

Portos da Bahia apresentam crescimento acima de 22%

Os portos públicos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) encerraram o semestre com crescimento de 22,49% na movimentação de cargas.

O Porto de Salvador liderou o desempenho, com 3,79 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das importações.

Já o Porto de Aratu-Candeias movimentou 3,70 milhões de toneladas, registrando forte expansão das exportações.

No sul do estado, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas e passou a operar uma nova carga: o óxido de magnésio, embarcado pela primeira vez com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Porto de Itajaí registra um dos maiores crescimentos do país

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, movimentou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, resultado 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, o terminal alcançou 238.873 TEUs, crescimento de 75% em relação ao ano anterior, reforçando sua recuperação e expansão operacional.

Portos impulsionam a logística e o comércio brasileiro

Os resultados registrados no primeiro semestre demonstram a relevância dos portos brasileiros para o escoamento da produção nacional, abastecimento da indústria e fortalecimento das exportações. A evolução da movimentação de cargas evidencia a importância da infraestrutura portuária para ampliar a competitividade do país e integrar diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Antaq analisa revisão das tarifas do Porto de Santos e processo entra na fase final

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concluiu a análise técnica da proposta de revisão tarifária extraordinária do Porto de Santos. Com a etapa encerrada, o processo foi considerado apto e segue agora para avaliação da Diretoria Colegiada, instância responsável pela decisão final dentro da agência reguladora.

Segundo a Antaq, o caso já foi distribuído ao relator, que deverá incluir a matéria na pauta para apreciação do colegiado. Somente após essa deliberação será possível avançar para as etapas seguintes previstas na legislação.

Novo tarifário depende de homologação e prazos legais

Depois da decisão da Diretoria Colegiada, o procedimento prevê a comunicação oficial ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

A homologação definitiva da revisão e a publicação dos novos valores das tarifas ocorrerão apenas após o cumprimento de todas as exigências administrativas e dos prazos legais estabelecidos.

Desconto de 34,6% continua em vigor

Enquanto o processo não é concluído, permanece válido o desconto de 34,6% na chamada Tabela 3, tarifa cobrada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) pelo uso da infraestrutura operacional e terrestre do porto.

A redução foi determinada pela Antaq em setembro do ano passado após constatar que parte dos investimentos previstos com recursos arrecadados entre 2022 e 2024, superiores a R$ 600 milhões, não foi executada pela APS.

Com a medida, o valor da tarifa caiu de R$ 28,06 para R$ 18,35 por contêiner movimentado entre a embarcação e as áreas de armazenagem ou os limites do porto, representando redução de R$ 9,71 por unidade.

APS afirma que cumpriu determinação e aguarda decisão

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que apresentou os recursos administrativos previstos após a publicação do Acórdão nº 559/2025 e implementou o abatimento tarifário determinado pela agência reguladora.

A administração do porto destacou que, até o momento, não houve decisão administrativa ou judicial que modificasse esse cenário. Também reforçou que a revisão extraordinária segue em análise na Antaq e que ainda não existe definição oficial sobre os novos valores das tarifas.

Revisão define limites máximos das tarifas

A Antaq esclareceu que o processo em andamento não trata da concessão de descontos comerciais, mas da atualização dos limites máximos das tarifas portuárias, conhecidos como preços-teto, aplicáveis às tabelas tarifárias do porto.

Os valores finais dependerão da análise da capacidade de geração de receitas do complexo portuário, dos custos operacionais e da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro da operação, fatores que serão apreciados pela Diretoria Colegiada.

Execução dos investimentos será determinante

Outro ponto considerado pela agência reguladora é o cumprimento das obras previstas no ciclo tarifário anterior. A Antaq avalia o nível de execução física e financeira dos investimentos para verificar se a estrutura tarifária reflete efetivamente as melhorias entregues aos usuários do porto.

Segundo a agência, essa análise é essencial para garantir que os recursos arrecadados por meio das tarifas sejam compatíveis com as obras executadas e com os benefícios oferecidos ao setor portuário.

Sopesp mantém silêncio enquanto discussão continua

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), responsável pela denúncia que questionou a falta de investimentos da APS e defendia a suspensão integral da cobrança da tarifa, informou que não irá se pronunciar neste momento.

De acordo com a entidade, o tema ainda está em discussão tanto na esfera administrativa quanto no Poder Judiciário.

Entenda a origem do desconto tarifário

Em 2021, a APS aprovou um cronograma de investimentos financiados com os recursos da Tabela 3, incluindo obras nas avenidas perimetrais das margens direita e esquerda do porto, melhorias no acesso à Ilha Barnabé e a recuperação dos Armazéns 1 ao 11.

Posteriormente, a autoridade portuária revisou o planejamento e informou que apenas 65,4% dos investimentos originalmente previstos seriam concluídos dentro do prazo estabelecido. Diante desse cenário, a Antaq calculou que 34,6% das obras deixariam de ser executadas no período previsto, percentual que serviu de base para o desconto aplicado sobre a tarifa.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Notícias

Ventania acima de 100 km/h derruba contêineres no Porto de Santos e provoca morte no litoral paulista

A forte ventania que atingiu o litoral de São Paulo nesta quarta-feira (29) também causou transtornos nas operações do Porto de Santos. Imagens compartilhadas nas redes sociais e em grupos de mensagens mostram um caminhão completamente destruído após um contêiner cair sobre o veículo durante as rajadas de vento.

Os vídeos registram a intensidade dos ventos dentro da área portuária e mostram trabalhadores tentando se proteger enquanto equipamentos e cargas eram atingidos pela tempestade. Até o momento, não há registro de feridos relacionado ao incidente no porto.

Além da queda de contêineres, as rajadas de vento afetaram parte das operações em terminais portuários, gerando impactos na movimentação de cargas ao longo da tarde.

Rajadas superaram os 100 km/h

O fenômeno foi provocado pela passagem de uma frente fria pelo estado de São Paulo. Embora a previsão inicial indicasse ventos de até 90 km/h, a Defesa Civil registrou rajadas de 103 km/h em Itanhaém por volta das 12h30.

As condições climáticas severas mobilizaram a Defesa Civil paulista, que emitiu alerta para toda a faixa litorânea, entre Itanhaém e Ubatuba, devido ao risco de ventos intensos, chuvas fortes, descargas elétricas e granizo.

Ventania deixa uma vítima fatal

A tempestade também provocou uma morte em Santos. Uma pessoa foi atingida por uma árvore durante a ventania e não resistiu aos ferimentos.

Diante da intensidade dos fenômenos, a Defesa Civil ativou o Gabinete de Crise para acompanhar os impactos da frente fria, que deve continuar influenciando o tempo até quinta-feira (30).

Defesa Civil orienta população

O órgão recomenda que a população evite permanecer sob árvores, postes, placas, coberturas frágeis e estruturas metálicas durante as rajadas de vento. Motoristas também devem redobrar a atenção nas rodovias devido ao risco de queda de árvores, objetos sobre as pistas e redução da visibilidade causada pelas chuvas.

No litoral, além dos ventos intensos, há previsão de ressaca e mar agitado, condições que podem continuar afetando as atividades portuárias e a navegação.

Fonte: Defesa Civil do Estado de São Paulo e CNN Brasil.
Texto: Redação
Imagem: Reprodução Internet

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Portos

Porto de Santos firma acordo para estudar transbordo offshore de soja e ampliar eficiência logística

A Autoridade Portuária de Santos assinou, na última segunda-feira (20), um memorando de entendimentos com o porto de Ningbo Zhoushan, na China, para desenvolver estudos voltados à implantação do transbordo offshore de soja. A iniciativa busca tornar mais eficiente o transporte marítimo da commodity, com operações realizadas ainda na costa brasileira.

Modelo pode reduzir custos e acelerar operações

A proposta prevê que navios de menor porte, carregados no cais do Porto de Santos, transfiram a carga para embarcações do tipo capesize em alto-mar. Esses gigantes do transporte marítimo têm capacidade superior a 150 mil toneladas, enquanto os maiores graneleiros que atualmente atracam no terminal santista comportam cerca de 80 mil toneladas.

Com esse sistema, os navios menores retornariam ao porto mais rapidamente para novos carregamentos, aumentando a produtividade das operações. Além disso, o uso de embarcações de maior capacidade tende a reduzir os custos com frete marítimo e otimizar a logística portuária.

Grupo bilateral vai avaliar viabilidade do projeto

O memorando estabelece a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos dois portos. A equipe será responsável pela troca de informações e pela realização de estudos técnicos para avaliar a implementação do modelo de transbordo offshore entre Brasil e China.

Maior porto do mundo participa da iniciativa

O porto de Ningbo Zhoushan é atualmente o maior do mundo em volume de cargas movimentadas. O complexo portuário registra uma movimentação anual superior a 1,4 bilhão de toneladas, consolidando-se como uma das principais referências globais em infraestrutura e eficiência logística.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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