Negócios

Cabe reconhecer a legitimidade e a importância da pejotização para a produtividade das empresas

Em artigo publicado no Estadão, a advogada e superintendente de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, e o professor aposentado da USP, José Pastore, refletem sobre o que é o fenômeno da pejotização e defendem esse modelo de trabalho para aumentar a produtividade e competitividade das empresas

A pejotização se refere aos contratos de prestação de serviços específicos estabelecidos entre duas pessoas jurídicas – o tomador e o prestador dos serviços, no caso, o PJ, um profissional especializado. Esse tipo de contrato tem aumentado em grande parte por força das novas tecnologias que facilitam a colaboração desses profissionais. Os que entendem de produção e comercialização recomendam: “na sua empresa, não tente fazer tudo sozinho – você pode quebrar. Busque a ajuda de especialistas que resolvem melhor seus problemas específicos”.

É isso que, mundialmente, tem propelido o uso do trabalho externo às empresas que contratam médicos, advogados, engenheiros, pesquisadores, jornalistas, tradutores, professores e vários outros. Todos têm autonomia para escolher o método, e, em muitos casos, o local e o horário de trabalho.

As formas de prestar serviços são variadas. Há PJs que entregam produtos. Outros entregam serviços. Há atividades realizadas no local da contratante. Outras, nas instalações do PJ ou à distância. Há casos em que o PJ serve apenas uma contratante. Em outros, serve várias. Há tarefas executadas exclusivamente pelo PJ. Outras, em parceria com empregados da contratante. Os contratos podem ser por prazo determinado ou indeterminado, em tempo parcial ou integral. Há contratos em que a profissão do PJ é diferente da profissão dos empregados da contratante. 

Em outros é a mesma – quando a contratante busca talentos especiais. Há tarefas que se realizam de uma só vez. Outras são recorrentes. Há atividades na jornada normal da contratante. Outras, em horários atípicos. Todas contribuem para a melhoria da produtividade e da competitividade das contratantes.

Os PJs recebem apenas orientações técnicas das contratantes, sem subordinação jurídica; são pagos pelos seus serviços; e contribuem para a Previdência Social. É uma relação de natureza civil, pautada pela liberdade contratual. Muito moderna. As eventuais disputas devem ser dirimidas pela Justiça Cível.

A pejotização reflete uma organização de produzir, que valoriza a especialização. Cabe reconhecer a legitimidade e importância desse modelo de trabalho para a produtividade e competitividade das empresas e afastar as fraudes que mascaram vínculos de emprego.

É isso que está sendo discutido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema n.º 1.389, cuja decisão é esperada para breve.

*Sylvia Lorena é advogada e superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

*José Pastore é professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP)

O artigo foi publicado no Estadão no dia 27 de agosto de 2025.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Negócios

Inventor, industrial funda duas multinacionais e o maior parque empresarial do Brasil

O empresário italiano Fabio Perini desenvolveu uma trajetória sem igual. Começou inventando máquinas para indústrias de papel, fundou duas multinacionais, registrou mais de 100 patentes, abriu um estaleiro e fundou em Joinville o Perini Business Park

Entre os empresários que são ícones em Santa Catarina, um dos estados com economia mais dinâmica no Brasil, está o empreendedor e inventor italiano Fabio Perini. No final dos anos de 1970 ele abriu uma fábrica de máquinas para papel em Joinville, a maior cidade do estado, e em 2001 fundou o Perini Business Park, hoje o maior condomínio empresarial da América do Sul, onde estão sediadas mais de 300 empresas que faturam mais de R$ 10 bilhões por ano e respondem por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. 

Inventor e empreendedor, Fabio Perini, sempre foi muito discreto. Veio a Joinville no começo deste mês – dia 06 de agosto – quando foi homenageado com a Medalha do Mérito Princesa Dona Francisca, o mais importante reconhecimento do município, pela colaboração ao desenvolvimento econômico. No mesmo dia, também foi assinado acordo de irmandade de Joinville com a cidade italiana de Lucca, onde está a sede do Grupo Perini, na Itália.

O evento foi na “casa” de Fabio Perini, o Ágora Tech Park, dentro do Perini Business Park. No dia seguinte, ele concedeu esta entrevista exclusiva ao portal NSC Total, contando sua trajetória no mundo das invenções e dos negócios.

Embora não tenha cursado engenharia mecânica, ele é brilhante na arte de inventar máquinas. Foi essa capacidade de inovar que permitiu a ele ser o industrial que transformou mundialmente o setor de conversão do papel tissue. Registrou mais de 100 patentes, é considerado o fundador do Tissue Valley na cidade de Lucca, abriu duas multinacionais nesse segmento, a Fabio Perini e a Futura, fundou também o estaleiro Perini Navi e outros negócios.

Em 1974, veio ao Brasil para investir no país e se encantou por Joinville, uma cidade organizada como as italianas. Por isso abriu filial da indústria Fabio Perini e, décadas depois, inovou ao fundar o Perini Business Park.

Engana-se quem pensa que ele reduziu o ritmo aos 85 anos. Ao lado do CEO do Grupo Perini na América Latina, o engenheiro civil catarinense Marcelo Hack, ele destacou vários projetos para o mega condomínio empresarial. Uma creche para todas as crianças, prestação de serviços para empresas, área para pequenas empresas e um futuro shopping aberto no empreendimento. Leia a entrevista a seguir: 

Como foi o início da sua carreira? O seu pai tinha um negócio na área de papel e o senhor deu continuidade?

– Meu pai e irmãos tinham três papeleiras (fábricas de papel) e uma oficina mecânica (de máquinas produtoras de papel). Depois, dividiram o negócio e o meu pai ficou com a oficina. Nós morávamos num lugar antigo e eu pensei que tinha pessoas pouco interessadas em investimentos. Mas meu pai tinha empreendedorismo na cabeça e só sabia fazer papel, não sabia o que se fazia em outras partes do mundo.

Trabalhávamos nessas indústrias, mas com uma oficina. Não tinha engenheiro. Tudo era feito na prática. Então, eu trabalhava aí. Me acostumei à maneira do meu pai de não desenhar as coisas, mas pensar. Comecei a ver uma parte de máquina, mas era tudo no pensamento, não era como um engenheiro de hoje que vai desenhando.

Então, me acostumei a pensar as coisas como deveriam ser feitas e contratava um desenhista porque eu não sabia desenhar. É bem diferente a cultura em que você, através do desenho, chega a ter um projeto, do que quem trabalha vendo o projeto e depois desenha. Assim começamos a trabalhar, a fazer máquinas e, depois, chegamos ao Brasil.

Que idade o senhor tinha quando começou a fabricar máquinas?

– Eu estava com 17 anos quando comecei a fazer máquinas. Mas a firma era pequena, era eu, meu pai, meus irmãos e mais dois trabalhadores. Eu estava fazendo coisas um pouco novas. A gente não estava acostumado a pensar no novo. Sempre gostava de fazer algo como o que já existia. Então, aí eu me tornei o problema da família. Daí eu comecei a sair da empresa da família e trabalhar sozinho. Meu pai me deu a emancipação.

Quando o senhor registrou a primeira patente?

– Comecei a criar. Eu registrei a primeira patente de uma máquina para produção de papel quando eu tinha 17 anos. A primeira máquina que fiz não teve sucesso. Mas, depois, fiz uma outra, parecida, que deu resultado.

A máquina produtora de papel tem uma correia de um tecido grosso onde vai a água com a fibra e sai papel. Essa correia se movimenta e isso é regulado por um operador. E eu fiz um dispositivo que fazia esse movimento sem a necessidade de um operador. Mas depois fizemos vários tipos, até chegar a um para uma máquina importante, fabricada na Itália.

O que destacou o senhor internacionalmente como inventor de máquinas de papel?

– No setor de papel existem equipamentos que, a partir da celulose, produzem folhas de papel. Esses equipamentos fazem bobinas de papel. Eu trabalho especificamente com máquinas para papel tissue, que é o papel macio e mais absorvente para guardanapos, toalhas, lenços e papel higiênico. É um papel que tem entre 14 e 18 gramas de gramatura.

As máquinas que eu projeto prendem as bobinas jumbo, que são as bobinas maiores de papel tissue, e fazem a conversão, ou seja, transformam o papel que está em rolos grandes em papel toalha e papel higiênico. São máquinas de um segmento do setor chamado “converting”, que fazem a conversão das bobinas grandes em produtos menores, para o uso dos consumidores.

Quando fundou a primeira fábrica dessas máquinas?

– Eu tinha 26 anos quando fundei a indústria Fabio Perini, no ano de 1966. Ela cresceu, alcançou liderança nesse segmento, vendemos produtos para diversos países. Abrimos filiais no Brasil (em Joinville), nos Estados Unidos e no Japão. Tínhamos escritórios em 18 países. Em 1994 eu vendi parte da empresa para o grupo alemão Körber e em 1999 vendi toda a empresa Fabio Perini para eles que, há cinco anos, venderam para o grupo sueco Valmet. 

Passado um tempo, em 2001, comecei uma empresa nova, a Futura, que atua no mesmo setor, mas com tecnologias completamente novas. Todas as máquinas são novas, sem sobreposição de patentes. Agora, 25 anos depois, a Futura é líder mundial em tecnologia.

Como chegou a essa série de mais de 100 patentes registradas?

– Precisei fazer muitas máquinas. Quando tive papeleiras na Inglaterra e Romênia, por exemplo, criei uma máquina para elas, mas os clientes viram, gostaram e quiseram também. Então eu fiz para eles.

Eu penso que nem todas as patentes que fiz foram registradas no meu nome porque eu gosto de fazer projetos, mas depois o que acontece com eles não me interessa. Acredito que fiz cerca de 200 patentes. Tem algumas registradas em nome de outras pessoas, mas tudo bem.

Não é comum um dono de indústria projetar os equipamentos fabricados por ela, como o senhor faz…

– São 60 anos que eu trabalho nisso, que estou me dedicando ao setor de papel tissue. Hoje, todo o construtor de máquinas do setor imita o que eu fiz anos atrás, o que estou fazendo. Isso me enche de orgulho.

E como está a sua mais recente indústria de máquinas de papel, a Futura?

– Está bem. Tem sede em Lucca, na Itália e em Joinville é o centro de assistência técnica para as Américas. Atendente Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina, Chile e Colômbia.

Por que o senhor escolheu Joinville para ser a primeira cidade com filial da sua primeira indústria, a Fabio Perini?

– Todo mundo que vem ao Brasil chega em São Paulo primeiro. Eu tinha um amigo em São Paulo e eu queria fazer uma firma. Diziam que tudo o que eu precisaria, eu poderia fazer em São Paulo. Mas eu comecei a visitar o Brasil, de Norte a Sul. Visitei todos os estados. Tinha locais que eu gostava um pouco mais e outros, um pouco menos.

Quando cheguei em Joinville foi paixão imediata. Vi todas as casas das ruas com jardins, plantações de verduras e de árvores frutíferas como na minha cidade, na Itália. Mas o que me tocou mais foi ver tanta criança de uniforme indo para a escola. Ao mesmo tempo, muitas pessoas estavam indo trabalhar de bicicleta porque naquela época quase todos usavam bicicletas. Eu fiquei hospedado no Hotel Anthurium, no centro da cidade.

E como surgiu a ideia de fazer o condomínio   Perini Business Park?

– Eu vendi a indústria Fabio Perini e pensei em investir o resultado também no Brasil, em Joinville. Começamos a estudar um pouco sobre como fazer construções empresariais. Aprendi como se faz concreto armado. Aí fizemos uma indústria para produzir material pré-fabricado, hoje a Perville Construtora. Fizemos o primeiro galpão, este onde está a administração do condomínio.

Recebemos as primeiras máquinas e fizemos um piso de concreto em céu aberto, foram instaladas as máquinas, começaram a fazer as peças de concreto e foram montando por cima das próprias formas. Eu acompanhei no início. Sempre faço isso. Depois, quando a coisa passa a funcionar, me afasto.

Quando começou o condomínio o senhor imaginava que ele se tornaria esse gigante?

– Não, não pensava que seria um sucesso. Na realidade, quando eu comecei, pensava um pouco diferente, porque eu pensava em fazer galpões, principalmente para alugar a quem queria começar porque sempre sei o quão difícil é começar. Então, eu pensava que essa era a maneira certa para que funcionasse.

Mas, na realidade, depois que chegou uma firma mais importante, pediram e nós acompanhamos a necessidade do mercado dela. Uma ideia minha era fazer para pequenas empresas. Mas aí vieram muitas grandes empresas e hoje já são mais de 300. Eu amo as pequenas empresas.

O que mais impressiona o senhor hoje no Perini Business Park?

– Pelo que vejo, tem muita segurança e tudo é fácil porque tem muito serviço para todo mundo. É muito prático trabalhar aqui. Tem transporte e várias outras coisas importantes. Mas nós estamos planejando mais coisas novas para o condomínio.

Quais são esses novos planos para o Perini?

– Eu gostaria de instalar uma firma para manutenção das indústrias locais, aqui do condomínio. Isso porque cada indústria tem que ter um eletricista, um mecânico e que depois trabalha só na emergência.

Mas a emergência seria uma empresa que poderia prestar trabalho para todo mundo. Seria mais econômico e de grande ajuda para os inquilinos. Isso porque cada um tem à sua maneira de trabalhar.

Eu penso que a melhor maneira de trabalhar é sempre oferecer vantagem aos outros. Depois, de qualquer forma, volta para nós também. Eu penso que é uma vantagem importante ter uma pessoa para fazer manutenção elétrica. Precisamos fazer algo para ajudar os inquilinos.

O senhor disse também que planeja construir uma creche dentro do condomínio. Como será essa creche?

– Nós gostaríamos, sim, de ter uma creche aqui. Quem tem filho, traz para cá. Será uma creche tanto para filhos de empresários, quanto de trabalhadores. E as crianças dessa creche, quando forem para as escolas públicas, têm que chegar mais preparadas do que as outras. Temos esse projeto há um bom tempo. Agora vamos fazer.

Veja, os empreendedores normalmente pensam em como ter mais lucro possível. É justo porque o sucesso se tem com o lucro. Penso também que quando você tem o lucro, o que faz? Como pode aproveitar mais o lucro? Se você faz uma coisa linda, bem-feita, que dá uma satisfação grande, já chega. Não precisa fazer a volta do dinheiro. Então, se a pessoa tem lucro, investe numa coisa boa e tem um grande retorno.

A sua trajetória é de sucesso desde o início. O que representa o sucesso para o senhor?

– O sucesso para mim é quase um problema. Porque eu gosto de fazer coisas, mas o sucesso acaba tendo custos. Ontem foi um dia ótimo para mim (o empresário recebeu homenagem da prefeitura de Joinville). Normalmente eu não gosto de falar. Gosto de fazer. E ao receber essa homenagem eu falei.

Eu lembro que quando tivemos a indústria de barcos a vela fizemos um barco fantástico. Ele teve muitas premiações, mas eu nunca fui receber esses prêmios. Sempre mandei outra pessoa nas premiações. O prêmio é quando você faz uma coisa boa e reconhece o que você tem feito. Esse é o prêmio verdadeiro. O sucesso paga você direto, o prêmio é algo mais.

Por que o senhor fundou um estaleiro para fabricar veleiros e o vendeu mais tarde?

– Fundei a Perini Navi, empresa que projetou e fabricou um dos maiores barcos a vela do mundo. Gosto muito de navegar. Na década de 1980 vim da Itália até o Brasil de veleiro. Esse estaleiro (na cidade italiana de Viareggio) foi muito importante. Recebemos o prêmio de melhor barco do mundo várias vezes. Isso teve um grande sucesso. Depois eu vendi. Eu pensava que a empresa ia crescer mais sem eu estar na liderança, mas depois de dois anos ela quebrou. Foi uma pena.

Veja um dos projetos (ele mostra um veleiro em tamanho miniatura no escritório). Esta vela é uma das patentes que registrei. Esse mastro gira. As velas são fixas, mas o mastro gira. Este foi um barco com muita inovação. Ele foi adquirido na época pelo empresário Tom Perkins, presidente da Compaq, dos EUA. Este barco é um navio. Levou cinco anos para ser construído e custou mais de US$ 100 milhões.

Qual será o próximo projeto para expandir o número de empresas no Perini Business Park?

– Gostaria de oferecer espaços para firmas pequenas. Penso que é útil. A firma grande nasce porque tem uma assistência da firma pequena. A criação nasce do pequeno. Eu penso que é preciso. Se está perdendo em todo o mundo a parte de produção de empresas de pequeno porte com alta qualidade e baixa escala.

São firmas que empregam, por exemplo, três jovens que acabam aprendendo mais naquela empresa pequena do que na escola. Se tornam pessoas com alta capacidade produtiva. Na Itália, muitas empresas são pequenas, têm seis ou sete empregados. E aí eles fazem tudo e acabam se tornando especialistas em fazer determinados produtos.

Podemos ter empresas assim também aqui no Perini Business Park para dar suporte às empresas maiores. Um exemplo é a Cisa, empresa italiana do grupo que aqui contrata muitos serviços de fora de casa quando necessita.

O que mais o senhor está prevendo para este condomínio empresarial crescer?

– Eu tenho que perguntar ao Marcelo Hack, CEO do Grupo Perini na América Latina (que acompanhou a entrevista). Nós temos que fazer aquilo que o mercado precisa. Mas, temos uma ideia fantástica de que, antes ou depois, vamos construir numa parte aqui do parque, que é mais elevada, linda, que era ocupada por um reflorestamento e chamamos de morro.

Isso porque a lei mudou e, então, poderemos fazer construções com altura de 30 metros. Antes, onde está o Ágora Tech Park, podíamos fazer somente com até 15 metros de altura. Nosso plano para essa parte mais elevada é fazer um centro comercial, um open mall com algumas torres, mas deixando muitos espaços para lazer, como praças e outras estruturas.

É um projeto que vamos desenvolver ainda. Atualmente, estamos numa fase de retirada de terra do morro. Vamos demorar ainda uns três ou quatro anos para chegar na cota que a gente quer. Até lá, estaremos com um projeto pronto para submeter à aprovação dos órgãos competentes.

Quanto o Perini está investindo?

– Estamos executando um plano de investimento de R$ 100 milhões para um período de 20 meses que começou em abril de 2024 e vai até janeiro de 2026 para a expansão do parque. Acreditamos que quando finalizado esse investimento gerará 1.000 empregos.

Como o senhor avalia a instalação de um parque tecnológico dentro do Perini?

– Eu penso que a tecnologia atrai, desenvolve soluções para problemas tecnológicos. Penso que o Ágora ajuda também empresas internas de tecnologia aqui do condomínio. O desenvolvimento tecnológico é sempre importante.

O diferencial que o senhor incluiu nas suas indústrias, no Perini Business Park, é a inovação. Qual é a importância da inovação para negócios, na sua opinião?

– Eu penso que a coisa mais importante é ver se consegue ensinar as pessoas a terem coragem de ir para frente. Isso porque eu vejo que muda. Todo mundo gosta de fazer o que se fazia, porque não dá erro, é mais fácil fazer o mesmo. Na minha experiência, vejo um problema, vejo pessoas capazes, que muitas vezes pensam que são muito mais capazes do que eu, e se eu deixo, eles não conseguem ir em frente. Eu tenho coragem. Muitas vezes eu conquisto coisas porque tenho coragem de ir em frente. Eu errei muito, mas tive sorte que alguma coisa deu certo.

Qual é a importância da homenagem que o senhor recebeu com a Medalha Dona Francisca, da prefeitura de Joinville?

– Sinceramente, eu não sabia que receberia esse prêmio. E não sei nem se mereço. Mas gostei. Penso que junto com o Marcelo Hack (presidente do Perini) alguma coisa fizemos de bom. Mas penso também que temos tempo para fazer mais ainda. No começo, as pessoas não acreditavam que o Perini Business Park ia dar certo.

Qual empresa mais chama atenção aqui no condomínio, na sua avaliação?

– É a Wetzel, uma tradicional indústria metalúrgica que deixou de ter uma sede própria no município para se instalar dentro do Perini. Quando ela veio, proporcionou uma virada de chave para o parque. Mais empresas vieram.

Fonte: NSC Total

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Industria

Indústria pede prudência e insistência no processo de negociações com os EUA

FIESC integra comitiva da CNI a Washington na semana que vem para reuniões bilaterais e preparação da defesa do setor produtivo brasileiro na investigação nos termos da Seção 301

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias de SC (FIESC) defendem a persistência no uso de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos nocivos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige cautela e discussões técnicas. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

Entre os participantes da missão aos EUA estará o primeiro vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, que representará os interesses do setor exportador catarinense. Segundo Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o objetivo será a busca de abertura de exceções nas tarifas para os principais produtos da pauta exportadora de SC.

Alban destaca também que é importante observar que as economias brasileira e americana são complementares. Na corrente de comércio, os bens intermediários (insumos produtivos) representaram 58% do que foi comercializado entre os dois países na última década.

A agenda em Washington contempla encontros bilaterais entre instituições empresariais brasileiras e suas contrapartes e parceiros nos EUA, e reunião plenária para discutir os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

A CNI também vai promover encontros estratégicos preparatórios para a defesa do setor industrial na audiência pública, marcada para o dia 3 de setembro, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o país não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Evento

Couro e negócios: Brasil estará na Feira de Xangai com 11 empresas

O crescimento das exportações de couro acabado, com alto valor agregado, é uma busca constante da indústria curtidora do Brasil. A China, principal cliente do couro brasileiro no mercado internacional, aumentou em 10% o valor de suas importações desse tipo de couro do Brasil na comparação com 2024 até o mês de julho. Trata-se de um dado importante, diante de um cenário atípico no comércio global, e se revela às vésperas da feira All China Leather Exhibition (ACLE), que ocorre entre os dias 3 e 5 de setembro. O evento terá 11 empresas do setor de couros do Brasil com estandes individuais com o apoio do Brazilian Leather – projeto de incentivo às exportações de peles do país desenvolvido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

As empresas brasileiras apoiadas serão: America Leather, Couros Bom Retiro, Coming, Durlicouros, Euro-América, Fuga Couros, Gobba Leather, Hason International, Liderkoll, Minerva e JBS Couros. Além dos estandes individuais, o Brazilian Leather contará com um espaço institucional dedicado à promoção do setor, apresentando peles desenvolvidas para a mostra Preview do Couro, que tem o trabalho de curtumes de todo o país. Estão previstas ainda ações de relacionamento com a imprensa internacional e participação em seminários da feira, incluindo uma apresentação na Cúpula Internacional de Executivos da Indústria de Curtumes, em que serão debatidas as perspectivas globais para o setor.

“A ACLE é uma vitrine essencial o couro brasileiro manter seu protagonismo no maior mercado consumidor do mundo. Mesmo em um ano de ajustes e muitos desafios no comércio mundial, vemos espaço para artigos de maior valor agregado, como o couro acabado, e para diferenciais que o Brasil já domina: inovação e sustentabilidade”, afirma Letícia Luft, gerente do Brazilian Leather, que acompanhará o grupo no evento.

A China é o principal destino das exportações brasileiras de couro, em uma liderança sucessiva de décadas. Entre janeiro e julho de 2025, o país (somado a Hong Kong) representou 31,2% do total exportado pelo Brasil, com embarques de US$ 206,2 milhões. Dos cinco maiores exportadores mundiais de calçados em couro, três estão na Ásia. O continente responde sozinho por 88% da produção mundial de pares (em quantidade, de todos os materiais), com uma participação de 54,33% exclusivamente da China.

Sobre o Brazilian Leather – Projeto setorial de internacionalização do couro brasileiro, o Brazilian Leather é conduzido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Várias são as estratégias de consolidação do produto nacional em mercados estrangeiros – incentivo à participação de curtumes nas principais feiras mundiais ligadas ao ramo e missões empresariais focadas ao estreitamento de relações entre fornecedores brasileiros e compradores de outros países são algumas delas. Mais informações em www.brazilianleather.com.br

SOBRE A APEXBRASIL  – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Sobre o CICB – O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) é a entidade que representa as empresas que produzem couro no país. Desde 1957 – ano de sua fundação – o CICB busca o crescimento, a qualificação, o fortalecimento e a união do setor. O direcionador da organização é a sustentabilidade, por meio da qual a entidade atua em projetos de tecnologia e formação de novos profissionais, diálogo com entes governamentais, fazendo a interface das pautas da indústria com os poderes públicos, promoção comercial do couro e defesa de interesses, construção de reputação e promoção de imagem, qualificação técnica, de design e pesquisa e informação de mercado. Também atua com representação institucional, conexão e diálogo com a cadeia produtiva e realiza grupos de trabalho – Rastreabilidade e Comunicação – com associados em todo o país.

Fonte: Brazilian Leather

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Negócios

ARGE11: conheça o primeiro ETF local de empresas argentinas

O investidor brasileiro interessado em diversificar sua carteira com exposição internacional tem mais uma opção a partir de hoje: o ARGE11, primeiro fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) listado na B3 que replica o desempenho de ações de empresas da Argentina listadas em Nova York.

O veículo de investimento foi lançado pela Investo, empresa do grupo VanEck e gestora especializada em ETFs. O fundo possui taxa de administração de 0,75% ao ano e abrange setores como energia, finanças, bens industriais e comunicações.

“O ARGE11 oferece uma forma eficiente de acessar o mercado da Argentina, além de contar com a liquidez e a transparência regulatória norte-americanas”, afirma Cauê Mançanares, CEO da Investo.

Segundo a gestora, o ETF pode capturar os frutos positivos da recuperação do país, em especial de companhias exportadoras, favorecidas pela melhora da competitividade do peso argentino em relação ao dólar.

O que é o ARGE11?

Por ser um ETF, o ARGE11 precisa ter um índice de referência. No caso, será o MarketVector US Listed Argentina Index, indicador que reúne 15 American Depositary Receipts (ADRs) de companhias argentinas listadas em Wall Street.

Essas empresas, em conjunto, têm valor de mercado de aproximadamente US$ 49,2 bilhões. Desde janeiro de 2023, o índice MarketVector US Listed Argentina acumula valorização acima de 180% em reais.

Quais empresas argentinas compõem o índice?

A petroleira YPF possui o maior peso dentro do MarketVector US Listed Argentina Index, respondendo por 19,79%. Em seguida, estão o grupo financeiro Galícia (17,65%), a holding elétrica Pampa Energia (12,67%), a mineradora Ternium (10,98%) e o Banco Macro (8,00%).

Fonte: InvesTalk

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Comércio Exterior

Brasil e México vão ampliar acordo de comércio e investimentos

Missão brasileira aproximou os dois países e abriu caminho para novas parcerias, avalia vice-presidente Geraldo Alckmin

Nos próximos 12 meses, Brasil e México vão se debruçar sobre a proposta de ampliação dos acordos vigentes de comércio exterior e investimentos recíprocos. O documento dando o passo inicial desse trabalho foi assinado nesta quinta-feira (28/8) durante a reunião do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Após o encontro, Alckmin apresentou o cronograma de trabalho para aumentar a complementariedade econômica entre os dois países, que será concluído em julho de 2026.

Para o ministro, a missão brasileira cumpriu seu objetivo de aproximar as duas maiores economias e democracias da América Latina, que alcançaram uma corrente de comércio de US$ 13,6 bilhões em 2024.

“Foi um trabalho bastante amplo e bastante proveitoso. Vou levar ao presidente Lula uma boa notícia de que o Brasil e o México estão mais próximos em benefício das nossas populações e como motor do desenvolvimento da América Latina”, avaliou.

Atualmente, o comércio entre Brasil e México é regulado por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE): o ACE-55,que abrange produtos automotivos, e o ACE-53, que estabelece redução ou eliminação de tarifas de importação de aproximadamente 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

“O que nós estamos trabalhando com o México é atualizar, ampliar os acordos de comércio exterior e investimento. Eles têm mais de 20 anos. No caso do ACE-53, ele cobre praticamente 12% do fluxo do comércio bilateral. Uma cobertura pequena. Foi feito um entendimento para discutir a ampliação”, explicou Alckmin.

“Nos últimos dois dias, foram realizadas reuniões altamente produtivas entre autoridades mexicanas e brasileiras e líderes empresariais para fortalecer a cooperação em desenvolvimento científico, econômico e ambiental; também compartilharam experiências na promoção da industrialização”, ressaltou a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Saúde, Agro, biocombustíveis e mais

Alckmin liderou a comitiva brasileira em encontros com empresas, parlamentares e representantes do governo mexicano. O resultado desses encontros foi a celebração de parcerias que vão fortalecer ainda mais a relação entre os dois países em setores estratégicos.

Na área da saúde, foram firmados dois acordos que vão permitir parcerias para pesquisa e desenvolvimento de vacinas com RNA mensageiro. Além disso, Brasil e México vão modernizar processos regulatórios e ampliar o acesso a tecnologias de saúde seguras e eficazes.

O memorando que trata de biocombustíveis será base para futuras ações de cooperação, com o objetivo de impulsionar um crescimento do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

No agro, a cooperação terá como foco áreas como produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica. Além disso, os dois países também se comprometeram a adequar as legislações sobre a rastreabilidade da carne bovina, sem prejuízo às exportações brasileiras de carne para o México.

Com o objetivo de impulsionar o comércio e abrir novas oportunidades de negócios, a ApexBrasil e a Secretaria de Economia do México assinaram um memorando de entendimento para promover o intercâmbio de bens, serviços e investimentos entre os dois países.

Para o fortalecimento comercial, a cooperação cria uma sinergia entre duas importantes políticas de desenvolvimento: a Nova Indústria Brasil, que busca fortalecer a inovação, a sustentabilidade e a produtividade da indústria brasileira, e o Plano México, uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo do país.

Comitiva

A comitiva brasileira é formada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; e da Conab, Edegar Pretto; o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Mota; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fotos: Jessica Ramírez / Presidencia do México

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Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

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Agronegócio

Brasil e México fecham parcerias em agro e biocombustível

Parcerias preveem intercâmbio de experiência e transferência de tecnologia entre dos dois países

Brasil e México fecharam, na quarta-feira (27), parcerias para aprofundar a cooperação nos setores da agropecuária, de biocombustíveis, fortalecimento comercial e atração de investimentos. Em evento de assinatura dos memorandos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin destacou o impacto que a parceria terá em diversos setores, como o econômico e social.

“Quero destacar a importância do que acabamos de assinar. A importância social, que significa emprego, renda, novas oportunidades, vida digna para a população; a importância econômica, investimentos, crescimento do setor produtivo; importância científica e tecnológica, novas formas tecnológicas para a descarbonização; a importância ambiental”, afirmou Alckmin.

O memorando que trata de biocombustíveis é a base para futuras ações de cooperação, com o objetivo de impulsionar um crescimento do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

A parceria prevê o intercâmbio de experiências e a transferência de tecnologia, equipamentos, metodologias e experiências entre os dois países para acelerar o desenvolvimento do setor de matérias-primas e da indústria de biocombustíveis, estimulando a captura e armazenamento de carbono a partir da bioenergia. Isso abre caminho para o crescimento ordenado e sustentável da produção de biocombustíveis, como etanol, SAF e combustíveis marítimos sustentáveis.

A cooperação faz parte da estratégia do Brasil de aprofundar a integração econômica com o fortalecimento de parcerias em setores estratégicos, gerando benefício recíprocos para as duas maiores economias e democracias da América Latina.

Cooperação agropecuária

Em reunião na sede da chancelaria mexicana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Julio Sacristán, assinaram Memorando de Entendimento sobre cooperação entre os dois países em áreas de produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

O memorando prevê a criação de um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

Na reunião com secretário de Agricultura, os dois países também se comprometeram a adequar as legislações sobre a rastreabilidade da carne bovina, sem prejuízo às exportações brasileiras de carne para o México.

Fonte: Canal Rural

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Negócios

Webinar | Diferenças de tributação entre empresas no BR e nos EUA

Compreender as diferenças entre os regimes tributários no Brasil e nos Estados Unidos é essencial para empresas que desejam expandir internacionalmente com segurança e eficiência.

Enquanto no Brasil o modelo padrão envolve estruturas como LTDA, com alta carga tributária (superior a 34%) e uma série de obrigações acessórias como SPED, ECF e DCTF, nos EUA há mais flexibilidade, especialmente com estruturas como LLCs (pass-through) ou C-Corporations, que podem ser mais vantajosas em termos de carga fiscal e planejamento estratégico.

Além disso, a fiscalização e o cumprimento das obrigações variam significativamente entre os dois países: no Brasil, a Receita Federal e os órgãos estaduais estão à frente da regulação, enquanto nos EUA, o IRS e secretarias estaduais assumem esse papel com exigências como o Form 1120/1065, BOI Report e outras declarações estaduais.

Participe do nosso webinar exclusivo para entender como essas diferenças impactam diretamente sua operação e descubra como otimizar sua estrutura empresarial com segurança tributária.

Link para inscrição

Fonte: Drummond

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Negócios

Número de empresas autorizadas a vender gás natural no país sobe 15% ao ano

Dados do Observatório do Gás Natural indicam que mercado apresenta sinais de desconcentração, mas permanece restrito a grandes consumidores industriais

O mercado de gás natural brasileiro apresenta sinais de desconcentração de mercado, mostram dados da plataforma Observatório do Gás Natural.

Apesar do crescimento no número de agentes autorizados para operar no setor, os preços do gás continuam altos.

Até agosto, 226 companhias tinham autorização para operar no mercado de gás natural do Brasil. De 2021 a 2024, a participação da Petrobras nos contratos de longo prazo com distribuidoras caiu de 100% para 69%, sinalizando a abertura gradual do setor.

Os dados são do Observatório do Gás Natural, plataforma lançada pelo Movimento Brasil Competitivo e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apoio do Ministério de Minas e Energia e execução técnica do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o Observatório do Gás Natural, o número de empresas autorizadas a comercializar gás natural no Brasil cresceu, em média, 15% ao ano. Já os agentes autorizados ao carregamento na malha de transporte aumentaram 19% ao ano.

No mercado livre, o número de consumidores — grandes empresas que compram gás diretamente, sem intermediários — cresce em média 70% ao ano.

Na avaliação do Observatório do Gás Natural, embora a abertura do setor tenha registrado avanços, grande parte das empresas autorizadas ainda não atua efetivamente devido a limitações operacionais, falta de escala e entraves regulatórios, principalmente em nível estadual.

Para Rogério Caiuby, conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo, o mercado permanece concentrado e restrito a grandes consumidores industriais, que detêm maior capacidade de negociação e infraestrutura própria.

“Ainda que haja crescimento no número de agentes, a concorrência real não se concretizou […]. As barreiras são regulatórias, operacionais e comerciais”, diz.

Impacto nos preços

De acordo com o Observatório do Gás Natural, as principais barreiras do setor são operacionais e comerciais, o que reflete nos preços. Os dados da plataforma mostram que a indústria brasileira paga em média R$ 43,65 a mais por milhão de BTUs (medida internacional) do que nos Estados Unidos.

Na região Nordeste, por exemplo, o preço do gás é cerca de 20% menor que no Sudeste. A diferença é reflexo das regras estaduais mais flexíveis que ampliam o acesso e estimulam a concorrência.

O Observatório do Custo Brasil projeta que a abertura plena do mercado pode gerar uma economia anual de até R$ 21 bilhões.

“O aumento do número de importadores diversifica o suprimento e reforça a segurança energética, pressionando a queda do preço médio do gás, que ainda é significativamente superior ao dos países da OCDE”, afirma Caiuby.

“No entanto, gargalos logísticos, como falta de terminais de regaseificação e integração limitada da infraestrutura interna, dificultam o pleno aproveitamento dessas oportunidades.”

Fonte: CNN Brasil

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