Negócios

Fusão entre Marfrig e BRF dá origem à MBRF: rei saudita vira sócio do colosso brasileiro com faturamento de R$ 150 bilhões e coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no setor

O setor de alimentos brasileiro ganhou um novo capítulo histórico. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a fusão entre Marfrig e BRF. O resultado é a criação da MBRF, um conglomerado com faturamento estimado em R$ 150 bilhões por ano.

O movimento coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no mercado global de proteínas, porque reúne duas das maiores companhias do setor.

Além disso, traz um detalhe inédito: a entrada direta do rei da Arábia Saudita como sócio relevante, por meio do fundo soberano do país.

Participação saudita e influência internacional

A presença do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) foi decisiva. O fundo já possuía participação significativa na BRF e, com a união, passa a deter espaço ainda maior dentro da nova companhia.

Considerado um dos maiores fundos soberanos do mundo, o PIF tem histórico de investimentos em áreas estratégicas como energia, logística, tecnologia e alimentos.

Portanto, a entrada saudita não é apenas financeira, mas também política, já que amplia a projeção da MBRF em mercados do Oriente Médio e da Ásia.

Essa ligação é vista como estratégica porque a Arábia Saudita exerce forte influência comercial na região e garante credibilidade na exportação de carnes halal, requisito essencial para consumidores muçulmanos.

Duas forças que se completam

A união envolve empresas de perfis distintos, mas complementares. Marfrig é reconhecida como a maior produtora de hambúrgueres do mundo e uma das líderes em carne bovina.

Já a BRF controla marcas históricas como Sadia e Perdigão, com amplo portfólio de processados, aves e suínos.

Com a fusão, a MBRF passa a operar de ponta a ponta, do abate ao fornecimento de produtos industrializados.

Essa amplitude oferece escala global, maior solidez financeira e diversidade de portfólio, fatores que fortalecem sua posição frente a concorrentes como JBS e Minerva.

Decisão do Cade e impacto na concorrência

O aval do Cade foi concedido com algumas condicionantes para preservar a competição. Mesmo assim, não impediu a formação do grupo.

As autoridades entenderam que, embora concentrada, a nova estrutura ainda convive com outros grandes players nacionais e internacionais.

Especialistas destacam que a medida deve ampliar o peso do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, porque aumenta a capacidade de fechar contratos internacionais bilionários e fortalece o país como protagonista na segurança alimentar global.

A fusão é vista como mais do que um negócio empresarial. Representa também um alinhamento entre Brasil e Arábia Saudita em torno de interesses comuns no agronegócio.

A presença do rei saudita como sócio direto é simbólica porque transmite confiança ao mercado internacional.

Mas é prática ao abrir portas para novos investimentos, acordos comerciais preferenciais e ampliação das exportações de proteína brasileira.

Portanto, a MBRF nasce não apenas como gigante da carne, mas como peça estratégica no cenário mundial.

Sua criação marca um ponto de virada para o agronegócio brasileiro, que reforça sua posição como um dos pilares da alimentação global.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Negócios

Dois suecos criaram o Flightradar24 como hobby em 2006; acabaram de vendê-lo por uma fortuna

Eles eram dois entusiastas da aviação que chegaram ao monopólio global do monitoramento aéreo, marcado por margens de lucro estratosféricas

O Flightradar24 vendeu 35% de suas ações para o fundo londrino Sprints Capital, avaliando a empresa em 500 milhões de dólares. Os fundadores embolsaram 175 milhões, mantendo o controle com os 65% restantes.

A operação torna Mikael Robertsson e Olov Lindberg bilionários, dois entusiastas da aviação que criaram a plataforma em 2006 como projeto pessoal. Hoje, o Flightradar é o líder mundial incontestável em monitoramento aéreo em tempo real.

O Flightradar24 faturou 420 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 242.700.000) em 2024, com crescimento de 18% e margem de lucro de 52%. Uma rentabilidade extraordinária no setor tecnológico.

A empresa combina três fontes principais de receita:

  1. Assinaturas premium (Silver, Gold e Business), que desbloqueiam funções avançadas como dados históricos e camadas meteorológicas.
  2. Publicidade na versão gratuita básica.
  3. Venda de dados comerciais para companhias aéreas, reguladores e empresas do setor.

O sucesso se baseia em uma rede global de mais de 30.000 receptores ADS-B operados por voluntários, que captam os sinais dos aviões. Essa infraestrutura colaborativa deu à empresa uma vantagem competitiva decisiva sobre rivais como o FlightAware.

Em fóruns como o Reddit, alguns usuários já manifestaram preocupação sobre o futuro do Flightradar sob propriedade de capital de risco. Temem que seja priorizada a monetização agressiva em detrimento da qualidade do serviço e do acesso gratuito.

Os fundadores suecos mantiveram o controle por 18 anos, construindo um monopólio de fato antes de abrir o capital — algo que ocorreu apenas parcialmente, com a dupla mantendo o controle. Uma lição de paciência estratégica.

Agora, a Sprints Capital, conhecida por seus investimentos na Hemnet e na Modular Finance, fornecerá recursos para a expansão internacional. Os fundadores garantiram uma fortuna considerável sem perder o comando de sua própria criação.

Imagem: FlightRadar24
Fonte: Xataka Brasil

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Negócios

Economista critica transição energética via mercado de carbono

Ele avalia que é necessário robusto planejamento estatal

A criação de um mercado de carbono para incentivar as empresas a substituírem suas fontes de energia “sujas”, baseada em combustíveis fósseis, para fontes “limpas” ou renováveis, não é capaz de promover a transição energética na velocidade necessária para impedir a catástrofe climática.

O alerta é do professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, em publicação recente na Phenomenal World, revista de economia política editada em Nova York.  

Construída nos últimos 30 anos sob coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU) e concluída na COP29, em Baku, no Azerbaijão, a proposta do mercado de carbono, segundo o economista, “serviu mais para desviar a discussão do que realmente funcionar no combate à crise climática do que promover soluções significativas”.

O economista brasileiro argumenta que o mercado de carbono não é capaz de incentivar a transição energética sem um robusto planejamento estatal para substituição dos combustíveis fósseis.

“Os mercados de carbono têm estado no centro da diplomacia multilateralista sobre mudanças climáticas”, mas a solução “aprovada em Baku não resolverá esse problema”, lamenta o especialista.

Mercado de carbono

Os defensores do mercado de carbono argumentam que, ao aumentar o custo da emissão de gases do efeito estufa, seja por meio da tributação governamental ou de associações voluntárias, as empresas tenderiam a alterar suas fontes de energia para outras renováveis, acelerando assim a transição energética.

O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos para as empresas que ultrapassaram a meta.

O pesquisador Pedro Paulo Zahluth argumenta que, ao contrário do pretendido, esse mecanismo atrasa os investimentos verdes por causa da incapacidade de fixar um preço global do carbono.

Ele aponta que há evidências de que os mercados e impostos não conseguiram encarecer o valor da emissão de carbono no valor estabelecido pelo Acordo de Paris.

“Isso cria um problema de coordenação, impossibilitando o estabelecimento de um preço internacional único para o carbono. A divergência internacional nos preços do carbono prejudica um sistema eficaz de redução das emissões globais”, avalia Pedro Paulo Zahluth.

Para o especialista, o estabelecimento de um preço do carbono por mecanismos de mercado não é capaz de sustentar a transição para energias renováveis.

“Os governos não devem confiar no poder mágico do sistema de preços para fornecer redes alternativas do nada”, alerta. 

Ele defende que, primeiro, o Estado deve criar a oferta de tecnologias verdes.

“Somente depois que essas tecnologias e infraestrutura estiverem acessíveis, o aumento dos preços do carbono poderá induzir uma substituição rápida”, avalia.

Energia renovável

O professor de economia da Unicamp acredita que, mesmo que os preços das emissões de carbono subam, as empresas continuarão a pagar por combustíveis fósseis. 

“Mesmo que os preços subam, os usuários de tecnologias poluentes e combustíveis fósseis continuarão a pagar, mesmo que empobreçam, por não conseguirem encontrar substitutos viáveis. Não existem tecnologias e infraestrutura substitutivas facilmente acessíveis, muito menos aquelas com custos comparáveis ​​às alternativas fósseis”, afirma Pedro Paulo Zahluth.

O artigo do economista cita a baixa lucratividade esperada das empresas de energia renovável como obstáculo à descarbonização da economia.  

“Enquanto o retorno anual da energia verde oscila entre 6% e 8%, em média, os bancos privados buscam financiar projetos com retornos acima de 10%, um valor tipicamente alcançado por empresas de combustíveis fósseis”, explica. 

Pedro Paulo Zahluth lembra que as empresas de petróleo e gás operam em mercados formados por oligopólios, ou cartéis, protegidos pela Organização dos Estados Produtores de Petróleo (Opep), que traz segurança para retornos mais altos e seguros dos investimentos.

Por outro lado, ainda segundo o economista, há poucas barreiras para a entrada de empresas na produção de energia renovável. 

“Como resultado, breves períodos de expansão de investimentos descoordenados são seguidos por longos períodos de superprodução, preços baixos e baixas taxas de lucro [nas indústrias de energia renovável]”, completou.

O alto custo de armazenamento de energia renovável também força as empresas a aceitar preços desfavoráveis para escoar a produção à medida que ela é gerada, segundo o professor.

“Além disso, a geração renovável exige muita terra, o que leva os produtores a buscar áreas onde a terra é mais barata, geralmente longe das redes de transmissão existentes e das áreas mais densamente povoadas onde a demanda está concentrada”, acrescentou.

Entre a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997, e 2024, o consumo de combustíveis fósseis aumentou 58%. No ano da assinatura do Protocolo de Kyoto, os combustíveis fósseis representavam 85,8% da matriz energética mundial, caindo para apenas 81% em 2024.

“Como resultado, os ganhos em eficiência energética e o uso de tecnologias limpas reduziram apenas marginalmente a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global”, lembra o professor Bastos.

Poluidores

O professor da Unicamp destacou ainda que até 2010, 90 instituições foram responsáveis por 63% das emissões de gases do efeito estufa.

“A grande maioria dessas corporações globais estão sediadas em regiões temperadas menos impactadas pelo aquecimento global. Entre 2016 e 2022, 80% das emissões globais vieram de apenas 57 dessas corporações”, destacou.

Pedro Paulo Zahluth ressalta ainda que, durante as eleições de 2024 nos Estados Unidos as corporações de combustíveis fósseis gastaram US$ 445 milhões para eleger Donald Trump e outros políticos favoráveis ​​à energia suja. 

O governo Trump abandonou o Acordo de Paris, desmontou uma série de políticas para transição energética e tem apostado no incentivo aos combustíveis fósseis para reduzir o valor da energia, lembra o economista.

Florestas

Para o pesquisador, outra solução para reduzir o aquecimento do planeta é compensar a emissão de gases do efeito estufa por meio do aumento da conservação e regeneração de florestas. 

“Afinal, elas são capazes de absorver o carbono acumulado na atmosfera”.

Porém, o professor Pedro Paulo Zahluth sustenta que essa solução é inviável devido às limitações de terra disponível. O economista calcula que seria possível, no máximo, reflorestar cerca de 900 milhões de hectares em todo o mundo devido à degradação dos solos e o uso da terra para cidades e infraestruturas.

“Uma área capaz de absorver 205 bilhões de toneladas de carbono nas décadas necessárias para que as florestas atinjam a maturidade. Isso equivale a apenas 5 anos de emissões na taxa anual atual”, pondera.

O professor avalia, no entanto, que o mercado de carbono e a compensação florestal não devem ser descartadas e podem funcionar caso já esteja implementado e disponível “um sistema elétrico alternativo”.

“O que deve ser descartado é a ideia, prevalente na grande mídia mundial, e até mesmo na ONU, de que cobrar pelo custo social do carbono e sua compensação [florestal] pode substituir o planejamento público para a transição sociotecnológica”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Brasil será território de disputa entre China e EUA, diz professor

Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, reservas naturais e estratégias geográficas motivam cobiças das potências, que também atingem outros países da América Latina

O Brasil, com sua vasta capacidade de garantir a segurança alimentar global e abundância de recursos hídricos, está se consolidando como um território estratégico e cobiçado por grandes potências globais, China e Estados Unidos. A análise é do historiador Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, que aponta para uma dinâmica geopolítica mais complexa do que se imagina. 

Segundo Trevisan, a visão de que o Brasil é alvo de cobiça apenas por um lado, como os americanos interessados em influência política, é incompleta. “Nós seremos cobiçados porque nós temos 13% da reserva aquífera no mundo”, afirmou o professor durante participação no programa ‘WW Especial’, da CNN, que discutiu a hipótese de o Brasil recorrer à tecnologia nuclear para o seu sistema de defesa diante das tensões mundiais. 

Ele ressalta que o país possui o maior potencial para garantir a segurança alimentar mundial, um fator crucial que atrai a atenção de potências. “Este território aqui, não só a América Latina, mas especialmente o Brasil, tem duas cobiças. A soja, por exemplo, é um produto-chave que demanda muita água e permite a transformação de proteína vegetal em animal, algo que o mundo inteiro buscará”, complementou Trevisan. 

A ascensão da China na América Latina e, especificamente, no Brasil, é um ponto central da análise de Trevisan. “A gente está olhando para isso sem perceber a chegada do outro lado porque a China está entrando no Brasil, disse ele.  

De acordo com o professor, os investimentos chineses no país tiveram um aumento expressivo de 113% entre 2023 e 2024. Trevisan destaca a construção do porto peruano de Chancay, um projeto de US$ 4 bilhões de dólares que poderá receber petroleiros “que o porto de Santos não consegue”.  

“Chancay é um polo de atração, só que Chancay não está apenas no Peru, está aqui dentro do Brasil. Nós temos cinco rotas construídas para chegar a Chancay por dentro do Brasil com as ferrovias bioceânicas, tudo com capital chinês”, enfatizou o professor. 

Diante desse cenário, Trevisan questiona a percepção de que o Brasil não será um território de disputa geopolítica. “Será que nós não vamos ser território de disputa geopolítica muito maior do que a gente está imaginando?”, indagou.  

Ele diferencia as abordagens das duas potências: “Se os Estados Unidos querem trocar o domínio político, a China quer nos colocar cada vez mais numa dependência concreta”, explicou.  

O Brasil, segundo o especialista, é visto no cenário internacional como uma “grande fazenda”, uma realidade que China e Estados Unidos têm em seus alvos. 

Fonte: CNN Brasil

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina Logistics reforçam parceria global e participam do Comex Tech Forum 2025

No dia 17 de setembro, o São Paulo Expo será palco do Comex Tech Forum (CTF25), o maior evento do Brasil dedicado ao Comércio Exterior, Inovação e Tecnologia, reunindo lideranças nacionais e internacionais para debater tendências, apresentar soluções práticas e explorar os desafios do comércio global.

Entre os destaques da programação, está a participação de Marcelo Borges, CEO da Tramontina USA, que ministrará do painel “Exportações inteligentes: operações otimizadas para explorar novos mercados”, trazendo insights sobre como a eficiência logística e a integração de processos podem impulsionar a competitividade internacional das empresas. 

Além da palestra de Marcelo Borges, a PLEX e a Tramontina Logistics também marcarão presença com um estande exclusivo no Comex Tech Forum 2025, onde irão apresentar suas soluções integradas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e operações globais, reforçando a parceria estratégica entre as empresas.

Parceria sólida: PLEX + Tramontina Logistics

A parceria entre PLEX Internacional Logistics e a Tramontina Logistics, iniciada em 2021, já se consolidou como referência no setor. O que começou com apenas alguns processos de desconsolidação de cargas, passou rapidamente também para alguns processos de desembaraço aduaneiro das importações da Tramontina, evoluindo para quase 90% das operações. Hoje, as empresas trabalham lado a lado oferecendo soluções completas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e armazenagem e distribuição estratégica.

Com uma estrutura de peso, a Tramontina Logistics conta com 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a unidade localizada em Sugar Land (Texas) é a maior operação internacional da companhia, responsável por 31% dos colaboradores no exterior e atendimento a gigantes do varejo como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot.

A infraestrutura logística inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, controle de temperatura e sistemas de segurança de ponta, além de operações de cross-docking, dropshipping com capacidade para movimentar mais de 30 mil caixas por dia e soluções digitais que permitem acompanhamento em tempo real.

Sobre a PLEX Internacional Logistics

A PLEX International Logistics é uma empresa americana com sede em Doral, Flórida, especializada em soluções de logística internacional, transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos Estados Unidos, a companhia tem raízes brasileiras, em especial em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua atuação global com a agilidade e a proximidade típicas da região.

O que esperar do CTF25

Organizado pela Logcomex, o Comex Tech Forum contará com trilhas de conteúdo que abordarão desde inteligência artificial, geopolítica e inovação até temas técnicos como compliance aduaneiro, nearshoring, portos, terminais e supply chain.

O evento oferecerá:

  • Keynotes nacionais e internacionais sobre inovação, liderança e comércio global.
  • Painéis dinâmicos sobre aduanas, trade finance, logística integrada e indústria 4.0.
  • Uma área de exposição com soluções tecnológicas e serviços logísticos de ponta.
  • Um happy hour de encerramento com música ao vivo, estimulando o networking em um ambiente mais descontraído.

Conexão para o futuro

Com a participação de líderes como Marcelo Borges e a presença de empresas inovadoras, o Comex Tech Forum 2025 promete reforçar seu papel como ponto de encontro estratégico do setor. Mais do que discutir tendências, o evento deve mostrar como a união entre tecnologia, inovação e expertise logística pode transformar a forma como o comércio exterior será conduzido no Brasil e no mundo.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Negócios

Receita Federal oportuniza autorregularização para empresas com pendências na tributação do IPI

Divergências em montante superior a R$ 240 milhões foram identificadas em quase 1,5 mil empresas.

A Receita Federal iniciou nova edição da ação de conformidade para regularização de divergências tributárias relativas ao Imposto de Produtos Industrializados – IPI. Os alertas foram enviados a 1.469 contribuintes PJ, totalizando R$ 244,9 milhões.

A operação faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza análise de dados e cruzamento de informações prestadas pela própria pessoa jurídica e por terceiros, visando orientar a autorregularização das divergências identificadas.

Nesse parâmetro de malha se analisa saldo devedor de IPI na Escrituração Fiscal Digital do tributo – EFD ICMS/IPI – e inexistência de declaração em DCTF/DCOMP e/ou não recolhimento dos correspondentes valores, total ou parcialmente.

A primeira etapa da operação foi o envio de Avisos de Autorregularização (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informações e orientações de como se regularizar.

O prazo para autorregularização indicado é 24/10/2025. Após, os contribuintes estarão sujeitos à lavratura de autos de infração para constituição do crédito tributário, com os devidos acréscimos legais (juros de mora e multa de ofício).

A edição realizada em 2024 resultou no envio de 1.400 avisos de autorregularização com valor de divergência na ordem de R$ 544 milhões. Foram autuados 544 contribuintes que não se regularizaram, no valor de crédito tributário total de cerca de R$ 163 milhões.

Informações sobre a ação e orientações sobre como se regularizar estão disponíveis neste endereço eletrônico.

Para esse parâmetro de malha, nessa edição, 59,8% dos contribuintes e 64,4% dos valores de divergências estão em Estados da região sudeste. Os dados estão detalhados na tabela a seguir.

RegiãoQuantidade empresasValor divergência
Norte44 11.095.172 
Nordeste15520.304.766 
Centro-Oeste659.899.118 
Sudeste878 157.711.741 
Sul 327 45.964.888 
Brasil1.469244.975.684

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior, Negócios, Portos

O HSBC projeta um impacto de US$ 2,1 bilhões em 2026 para a COSCO e a OOCL devido ao novo regime de tarifas portuárias

A COSCO Shipping e sua subsidiária listada em Hong Kong, OOIL/OOCL, podem enfrentar uma conta combinada de pouco mais de US$ 2,1 bilhões em 2026 sob o novo regime de tarifas portuárias que mira o transporte marítimo ligado à China, de acordo com modelagem feita pela equipe de pesquisa em ações do HSBC.

Os analistas estimam a exposição da COSCO em cerca de US$ 1,5 bilhão e da OOCL em aproximadamente US$ 654 milhões para 2026. O cenário considera um custo equivalente a US$ 600 por FEU em um navio de 10.000 TEUs — descrito como pouco mais de um quarto da tarifa spot mais recente entre Xangai e a Costa Oeste dos EUA — e contabiliza 86 navios operados pela COSCO que escalaram portos dos EUA em 1º de agosto de 2025. As medidas do USTR, finalizadas em abril, definiram um período de carência de seis meses a US$ 0 antes do início das cobranças em 14 de outubro de 2025.

A partir dessa data, operadores chineses pagarão por tonelada líquida em cada viagem aos EUA, enquanto operadores não chineses usando navios construídos na China pagarão o valor mais alto entre a taxa por tonelada líquida ou por contêiner — ambas aumentando anualmente até 2028. Cada embarcação pode ser tarifada no máximo cinco vezes por ano.

Embora o arcabouço já esteja definido, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ainda está estabelecendo os mecanismos de arrecadação, e o setor espera orientações adicionais antes do lançamento. O HSBC enquadra o impacto como desigual entre as companhias: transportadoras não chinesas podem, em grande parte, escapar do regime implantando navios não construídos na China em suas rotas para os EUA.

Em contraste, espera-se que a COSCO e a OOCL arquem com a maior parte da exposição nos serviços transpacificos e transatlânticos, a menos que reorganizem a capacidade.

Ambas as transportadoras já começaram a se ajustar. A OOCL lançou no mês passado um novo circuito Ásia–México (TLP8), com a primeira viagem em 20 de agosto, oferecendo escalas diretas em Ensenada e Manzanillo, além de transbordo via Yokohama. Comunicados de mercado também destacaram um circuito expresso Ásia–México (WSA8/TLP8) em parceria com a COSCO, empregando sete navios entre 3.300 e 4.300 TEUs. A COSCO já operava um serviço México Expresso desde 2024 e vem aumentando a capacidade para a América Latina. A OOIL, controladora da OOCL, reconheceu o risco da nova política nos resultados intermediários do mês passado: “As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA a transportadoras chinesas terão um impacto relativamente grande no Grupo”, afirmou a empresa.

A COSCO Shipping é uma operadora de transporte marítimo de contêineres que participa de serviços em aliança e tem expandido a capacidade em rotas para a América Latina, incluindo o México Expresso lançado em 2024.

A OOIL é a empresa controladora da marca de navegação OOCL.

Fonte: Port News

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Comércio Exterior, Negócios

22 empresas embarcam para missão comercial do Franchising Brasil na Argentina

A delegação irá participar de workshops, de visitas técnicas e da 30ª Expo Franquicias Argentina 2025 em Buenos Aires

Dos dias 9 a 12 de setembro, 22 marcas de franquias brasileiras estarão em Buenos Aires, Argentina, para uma missão comercial. Essa é uma iniciativa do programa Franchising Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focado na internacionalização de empresas brasileiras do setor de franquias. 

A agenda inclui imersão no mercado de franquias argentino por meio de workshops, visitas técnicas a stakeholders do setor e dois dias de participação na Expo Franquicias 2025. Conta também com o apoio da Embaixada do Brasil, órgãos do governo local e da Associação Argentina de Marcas e Franquias (AAMF).

A missão tem como objetivo expandir o intercâmbio comercial entre os países e reforçar a atuação das marcas brasileiras no mercado internacional. Dentre as 22 franquias que farão parte da delegação, estão: Aramis, Bateras Beat, Bee Delivery, Buddha Spa, Casa do Construtor, Corpo Bueno, Doutor Sofá, Fast4You, Global Franchise, HGM, Ital’in House, Lavateria, Lave & Pegue, Maria Pitanga, Mercadão dos Óculos, New Shoes, Popcorn Gourmet, Rede Vistorias, Space Hunters, Urban Performance, VC.autor e Yungas.

Na agenda do primeiro dia, os participantes se reunirão para um Workshop de Soft Landing na Embaixada do Brasil na Argentina. A partir de conversas e apresentações com advogados, consultores e franqueados locais, o encontro visa capacitar os empresários brasileiros para sua expansão internacional, com foco no mercado argentino. Para finalizar o dia, será realizado um coquetel de boas-vindas da AAMF, evento de networking que reunirá empresários de diversos países e servirá como preparação para os dois dias de feira.

No segundo dia, os participantes terão a oportunidade de visitar a Café Martínez, uma das mais tradicionais redes de cafeterias argentinas; a Arredo, uma rede argentina de casa e decoração; e o Shopping Alto Palermo, um dos shoppings mais emblemáticos de Buenos Aires. O objetivo desta etapa é compreender os desafios enfrentados pelos franqueadores, as adaptações realizadas pelos franqueados e as especificações técnicas exigidas pelos centros comerciais na Argentina.

No terceiro e no quarto dia, os representantes das marcas participarão da Expo Franquicias Argentina 2025, no espaço para eventos La Rural, no pavilhão Ocre. A feira reúne, anualmente, marcas locais e internacionais, consultores, fornecedores e potenciais investidores. O evento já realizou 29 edições de sucesso, consolidando-se como a maior vitrine de negócios de franquias na Argentina.

O Franchising Brasil terá um estande no qual oito empresas terão a oportunidade de ser expositoras, representar suas marcas e fazer reuniões. As empresas visitantes terão uma abertura maior para conhecerem os demais estandes e estabelecer novos contatos.

Bruno Amado, gerente executivo do Franchising Brasil e de Projetos Internacionais da ABF, explica que a participação de marcas brasileiras no evento reforça o compromisso de conectar o franchising brasileiro a novos mercados estratégicos. “A Argentina é um parceiro comercial de grande relevância para o Brasil, e essa missão abre portas para que nossas marcas conheçam de perto o ecossistema local, construam relacionamentos e identifiquem oportunidades de expansão”, afirma. “Essa troca de experiências fortalece não só as empresas participantes, mas também todo o setor de franquias brasileiro”, conclui.

Fonte: Franchising Brasil

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Negócios

WEG se torna líder global em motores elétricos de baixa tensão

A empresa brasileira alcança 16% de participação no mercado global, superando a ABB, histórica líder do setor

A WEG se tornou a maior produtora mundial de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, segundo dados do relatório de 2025 da Omdia. A companhia ultrapassou a ABB, que ficou com 15,5%. Esse marco reflete a estratégia de internacionalização da WEG e sua contínua verticalização, com destaque para operações em países como China e México, que visam ampliar a produção local.

Rodrigo Fumo Fernandes, Diretor de Motores da WEG, comentou que o foco em produção local e a constante revisão do portfólio de produtos foram essenciais para alcançar a liderança. Ele ressaltou que a expansão internacional foi um dos principais motores dessa conquista. A mudança no ranking global também é atribuída ao desempenho competitivo da WEG em comparação com empresas tradicionais europeias, cujos custos de produção mais elevados limitaram seu crescimento.

Além disso, a chinesa Wolong se destacou ao conquistar 7,5% de participação de mercado, enquanto a Siemens perdeu força após vender suas operações de motores para um fundo de private equity. Mesmo com desafios, como as políticas tarifárias nos EUA, a WEG segue consolidando sua posição de liderança no setor.

Fonte: Brasil 247

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Negócios

Adecoagro anuncia compra de 50% da maior produtora de ureia da América do Sul

A Adecoagro, empresa líder em produção sustentável na América do Sul, anunciou nesta segunda-feira, 8, que assinou um acordo para adquirir a participação de 50% da Nutrien na Profertil, a maior produtora de ureia granular da América do Sul, com sede na Argentina. Os 50% restantes da Profertil são de propriedade da YPF, a maior produtora de petróleo e gás da Argentina, informou em comunicado a Adecoagro, que tem 210,4 mil hectares de terras agrícolas e várias instalações industriais espalhadas pelas regiões mais produtivas da Argentina, Brasil e Uruguai, onde produz cerca de 3,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas e mais de 1 milhão de MWh de eletricidade renovável.

A companhia realizará a aquisição por meio de uma parceria de 80%-20% com a Asociación de Cooperativas Argentinas (ACA), uma das principais operadores da Argentina na comercialização de grãos e oleaginosas, bem como na produção e distribuição de insumos agrícolas.

Conforme o acordo de acionistas da Profertil, o proprietário dos 50% restantes tem um direito de preferência de 90 dias para comprar a participação da Nutrien nos mesmos termos e condições. O preço de compra das ações da Nutrien na Profertil é estimado em aproximadamente US$ 600 milhões.

A Profertil é uma das produtoras de ureia e amônia mais eficientes em termos de custo globalmente. Com uma capacidade anual de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas métricas de ureia e 790 mil toneladas métricas de amônia, a empresa fornece aproximadamente 60% do consumo de ureia da Argentina. Seu complexo industrial de última geração em Bahía Blanca – o mais importante polo petroquímico da Argentina – tem acesso a gás natural e eletricidade a preços competitivos. A Profertil tem um negócio com receita totalmente dolarizada, dada a natureza de exportação do produto. A empresa gerou um EBITDA médio anual de aproximadamente US$ 390 milhões no período de 2020-2024.

“Esta transação constitui uma oportunidade estratégica para a Adecoagro”, disse Mariano Bosch, cofundador e CEO da Adecoagro.

Ele acrescentou: “A Profertil é uma das melhores empresas da Argentina, estrategicamente localizada com acesso a um fornecimento de gás competitivo, em uma região que é importadora líquida de ureia. Na Adecoagro, sempre nos concentramos em ser o produtor de menor custo, e a Profertil compartilha essa mesma filosofia. Acreditamos que esta aquisição é um excelente ajuste para nossa plataforma agroindustrial, permitindo-nos continuar diversificando nossas operações e reduzindo a volatilidade em nossos resultados.”

A transação está sujeita às condições habituais de fechamento e espera-se que seja concluída antes do fim de 2025. O Rabobank está atuando como consultor financeiro exclusivo da Adecoagro/ACA.

Fonte: Diário do Grande ABC

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