Negócios

Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Economia

Brasil atrai mais investimentos estrangeiros do que a média global

O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) destinado a novos projetos produtivos no Brasil cresceu 67% entre 2022 e maio de 2025, na comparação com o período entre 2015 e 2019. O dado integra um estudo da consultoria McKinsey, que analisou o comportamento de grandes multinacionais em meio ao atual cenário de fragmentação política e mudanças geoeconômicas. No mundo, o crescimento médio do IDE no mesmo intervalo foi de 24%.

O movimento acontece mesmo com o aumento de barreiras comerciais e da disputa geopolítica entre grandes potências. Países desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, passaram a direcionar mais capital entre si, enquanto reduziram aportes na China. Já o país asiático intensificou investimentos em outras regiões, principalmente na Europa, América Latina e Oriente Médio.

Vantagem brasileira: distância geopolítica menor

O estudo mostra que economias emergentes têm atraído investimentos de diversos blocos políticos, especialmente aquelas consideradas neutras — caso do Brasil. Segundo a McKinsey, cerca de 65% das empresas que anunciaram aportes no Brasil, Singapura e Emirados Árabes Unidos mantiveram o mesmo “alcance geopolítico” de investimento, índice significativamente maior do que o registrado em países como EUA, Japão e China.

“O Brasil é historicamente neutro do ponto de vista geopolítico, e isso se tornou um ativo importante. Observamos uma diversificação da origem dos investimentos, com novos fluxos vindos da Ásia e do Oriente Médio”, afirma Nelson Ferreira, sócio sênior da McKinsey.

A Europa lidera o volume de aportes no Brasil desde 2022, responsável por aproximadamente 50% do investimento estrangeiro anunciado. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com cerca de 15%.

Aportes brasileiros no exterior diminuem

Enquanto a entrada de investimentos aumentou, a saída seguiu direção oposta. O volume de IDE de empresas brasileiras no exterior caiu 19%, passando de US$ 2,9 bilhões (2015–2019) para US$ 3,2 bilhões (2022–maio/2025).

A pesquisa considera apenas investimentos greenfield — isto é, novos projetos produtivos — e não inclui fusões, aquisições ou reinvestimentos de lucro.

Energia lidera os aportes estrangeiros no Brasil

O setor de energia é o principal destino dos recursos internacionais, concentrando 46% dos investimentos estrangeiros anunciados para o Brasil desde 2022. Entre os projetos de maior destaque estão:

  • Usina de hidrogênio verde no Ceará
  • Projetos de petróleo e gás na Bacia de Campos

Esses investimentos fazem parte de uma tendência de meganegócios: embora representem apenas 1% dos anúncios globais, são responsáveis por 50% do valor total investido — proporção que vem crescendo nos últimos cinco anos.

Próximos passos para ampliar a competitividade

Para avançar na atração de capital produtivo, o Brasil ainda enfrenta desafios, especialmente relacionados a custos e ambiente de negócios. De acordo com Ferreira, juros elevados e custo de capital alto limitam a expansão da indústria de manufatura avançada. “Para ganhar competitividade em indústrias estratégicas, o país precisa de um novo ciclo de investimento e modernização com tecnologias como digitalização, automação e inteligência artificial.”

A combinação de energia renovável abundante, grande mercado consumidor e mão de obra disponível coloca o Brasil em posição de destaque para setores de agricultura, energia e commodities.

FONTE: INFOMONEY

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INFOMONEY

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Especialista

O ESPECIALISTA: GREICE FERREIRA


NR-1: como a nova exigência de riscos psicossociais muda a forma de cuidar das pessoas nas empresas

Quando o risco não é visível, mas é real

O mundo corporativo mudou. Processos estão mais ágeis,metas mais exigentes e o nível de cobrança — interna e externa — nunca foi tão alto. Nos bastidores dessa rotinaacelerada, um novo tipo de risco começou a ganhar nome e, agora, espaço legal: os riscos psicossociais.

Esses riscos estão diretamente ligados à saúde mental, à forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e à cultura organizacional. Quando nãoreconhecidos, afetam produtividade, clima e até a reputaçãoda empresa.

O que é a NR-1 e o que ela exige das empresas

Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) define as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho. Desde a atualização publicada em 2022, ela passou a incluir aobrigatoriedade de identificar e avaliar os riscos psicossociais — um marco que aproxima, pela primeira vez, a psicologia organizacional da segurança do trabalho.

Na prática, isso significa que:

● As​empresas​precisam​avaliarfatoresdeestresse,sobrecarga, comunicação e relações de trabalho;

● Elaborar relatórios técnicos e planos de ação que comprovem a análise;

● E​atuarpreventivamente,​promovendo​ambientes​saudáveis​e emocionalmente seguros.

Ignorar essa etapa pode gerar não conformidade legal, além de custos indiretos altos: afastamentos, queda de performance e rotatividade.

Pontos de atenção: onde estão os principais riscos

Os riscos psicossociais não aparecem em máquinas, planilhas ou EPIs — eles aparecem em comportamentos e sinais sutis do dia a dia. Entre os principais pontos de atenção estão:

1. Sobrecarga e prazos excessivos, que geram estresse crônico e exaustão.

2. Lideranças despreparadas, que comunicam pressão sem suporte.

3. Falta de escuta e diálogo, que criam sensação de isolamento e medo.

4. Ambientes competitivos e desumanizados, que adoecem silenciosamente.

5. Ausência de políticas claras de apoio psicológico e emocional.

Esses fatores comprometem não apenas a saúde doscolaboradores, mas também

a sustentabilidade emocional e financeira do negócio.

Como transformar a exigência em oportunidade

Cumprir a NR-1 vai muito além do compliance: é uma chancede rever a cultura organizacional e fortalecer o capital humano. Empresas que tratam o tema de forma preventiva colhem resultados concretos:

● Menos afastamentos e processos trabalhistas;

● Equipes mais engajadas e criativas;

● Maior retenção de talentos;

● Clima de confiança e pertencimento.

Como psicóloga organizacional, percebo que quando as lideranças aprendem a equilibrar exigência e humanidade, a empresa ganha em todos os sentidos — inclusive financeiramente. Cuidar de quem sustentatudo é, hoje, uma das estratégias de gestão mais inteligentes.

Como começar o processo de adequação

O primeiro passo é realizar um Diagnóstico de RiscosPsicossociais, que mapeia as condições emocionais e relacionais que impactam o ambiente de trabalho. Esse diagnóstico serve de base para o plano de ação exigido pela NR-1, e deve ser conduzido por profissionais habilitados em psicologia organizacional e segurança do trabalho.

A partir desse diagnóstico, a empresa pode implementar programas de Desenvolvimento Humano e Compliance Emocional, voltados à redução dos riscos psicossociais identificados — que normalmente envolvem aspectos de liderança, comunicação, clima organizacional e sobrecarga emocional.

As ações podem incluir treinamentos de liderança saudável, aprimoramento da comunicação assertiva e estratégias de prevenção do burnout, entre outras intervenções personalizadas conforme o perfil da empresa.

Cumprir a NR-1 não é um custo. É um investimento inteligente em pessoas, reputação e resultado. Ofuturo das empresas será definido por quem entender quesaúde mental também é estratégia de negócio.

Greice Ferreira é psicóloga clínica e organizacional, com mais de 15 anos de experiência em saúde mental e 10 anos de atuação em programas de Saúde e Segurança do Trabalho (NRs 33 e 35).

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Negócios

CMA CGM assina carta de intenção para seis novos navios porta-contêineres de 1.700 TEUs com combustível dual LNG construídos na Índia

O Grupo CMA CGM, um dos principais players globais em soluções marítimas, terrestres, aéreas e logísticas, assinou uma carta de intenção para a construção de seis navios porta-contêineres de última geração movidos a GNL (gás natural liquefeito) no estaleiro Cochin Shipyard Limited (CSL), na Índia. Esse movimento estratégico torna o Grupo o primeiro grande armador estrangeiro a encomendar navios movidos a GNL de um estaleiro indiano. Todos os seis navios serão registrados sob a bandeira da Índia.

Cada novo navio terá capacidade para 1.700 TEUs e poderá operar com GNL, estando preparado para combustíveis de baixo carbono, o que reduzirá significativamente as emissões de gases de efeito estufa — alinhando-se à meta do grupo de atingir emissões líquidas zero até 2050. O projeto no estaleiro Cochin contará também com a cooperação técnica do construtor naval sul-coreano HD Hyundai Heavy Industries.

Essa iniciativa reforça o forte compromisso da CMA CGM com a visão marítima da Índia e suas prioridades estratégicas nacionais, incluindo os programas Make in India¹ e Atmanirbhar Bharat². O grupo está investindo ativamente em toda a cadeia de valor marítima indiana — desde terminais estratégicos e serviços marítimos até a construção naval — e também está reatribuindo embarcações ao registro indiano. Ao mesmo tempo, vem ampliando o emprego marítimo local, com operações de tripulação e gestão na Índia.

A CMA CGM reatribuirá quatro embarcações ao registro indiano em 2025 e pretende recrutar 1.000 marinheiros indianos até o final do ano, além de contratar mais 500 em 2026.

O presidente e CEO do grupo, Rodolphe Saadé, declarou:“Tenho o prazer de ver a CMA CGM como a primeira empresa internacional de transporte marítimo a encomendar navios movidos a GNL construídos na Índia. Este marco reflete a confiança que depositamos nas capacidades industriais e tecnológicas da Índia e apoia a ambição do primeiro-ministro Modi de transformar o país em uma potência global de construção naval. A Índia é estratégica para a CMA CGM — é onde investimos, treinamos e inovamos. Além da construção naval, estamos fortalecendo parcerias em logística, treinamento marítimo e transporte sustentável para apoiar o crescimento da Índia e contribuir para a descarbonização do comércio global.”

A parceria entre a CMA CGM e o Cochin Shipyard reflete um comprometimento mútuo com a inovação, sustentabilidade e excelência marítima global. As entregas dos navios ocorrerão entre 2029 e 2031, em linha com a estratégia do grupo de renovação de frota e transição energética.

O presidente do Cochin Shipyard, Madhu S. Nair, afirmou: “Estamos muito satisfeitos que a CMA CGM tenha escolhido o CSL para fazer parte desta iniciativa histórica. O CSL está comprometido em entregar navios de alta qualidade com soluções sustentáveis que atendam às expectativas futuras do mercado. Este projeto é de grande importância também por envolver a colaboração com o maior grupo de construção naval, o HD KSOE, o que reforça nosso compromisso em oferecer soluções de classe mundial por meio de parcerias globais.”

A Índia representa um mercado estratégico para o grupo CMA CGM, ocupando uma posição central na rede global de agências do grupo. Com 34 anos de presença no país e uma equipe de aproximadamente 17.000 funcionários, a CMA CGM desempenha um papel essencial na conexão da Índia com os mercados globais por meio de 19 serviços marítimos semanais.

Além das operações de transporte marítimo, o grupo investe em infraestrutura portuária, com participações estratégicas em terminais como o Nhava Sheva Freeport Terminal (NSFT), próximo a Mumbai, e o Porto de Mundra.

A CMA CGM também estabeleceu, em Chennai (Tamil Nadu), a sede de sua organização Global Business Services (GBS), que atua como um centro estratégico global de suporte para funções de transporte, logística, finanças, jurídico, atendimento ao cliente e transformação. Com uma equipe de mais de 9.000 colaboradores, o GBS apoia 160 agências em todo o mundo, supervisionando 261 processos e 158 departamentos, sendo responsável por mais de 60% dos principais processos transacionais do grupo.

A subsidiária CEVA Logistics, pertencente à CMA CGM, opera 105 unidades em 31 cidades indianas, gerenciando cerca de 900.000 m² de armazéns. A aquisição da Stellar VCS em 2023 fortaleceu ainda mais a presença da CEVA no setor de logística contratual na Índia, oferecendo soluções inovadoras e expertise global para aumentar a eficiência operacional.

Cochin Shipyard, principal estaleiro da Índia, é pioneiro nos esforços do governo para transformar o país em um hub marítimo global, conforme as visões Maritime India Vision 2030 e Maritime Amrit Kaal Vision 2047 — e este projeto é um exemplo emblemático dessa iniciativa.

¹ Make in India: iniciativa do governo indiano lançada para promover a manufatura local e atrair investimentos, incentivando empresas a produzirem bens no país.
² Atmanirbhar Bharat: programa governamental voltado para tornar a Índia mais autossuficiente, promovendo a produção local, a inovação e a redução da dependência de importações.

FONTE: CMA CGM
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Economia

Dólar hoje recua na abertura dos negócios no Brasil

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400

O dólar comercial opera em baixa ante real nesta sexta-feira, enquanto no exterior a divisão oscila em baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) siga cortando juros nos próximos meses, mesmo com a paralisação parcial do governo dos EUA ameaçando atrapalhar a atuação dos agentes, ao congelar a divulgação de dados econômicos.

Qual a cotação do dólar?

Às 9h22, o dólar à vista tinha queda de 0,19%, para R$ 5,330 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,08%, a R$ 5,3835.

No mesmo horário, no exterior o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisões fortes — caiu 0,04%, para 97,783.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,329
  • Venda: R$ 5,330

Dólar Turismo

  • Venda: R$ 5,368
  • Compra: R$ 5,548

FONTE: Reuters e InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Comércio Exterior, Negócios

Empresas brasileiras fazem lobby nos EUA para reduzir tarifas impostas por Trump

O lobby da JBS, EMS, Suzano e Embraer destaca as divisões políticas nos EUA sobre o comércio com o Brasil

Executivos e líderes empresariais brasileiros de grandes companhias afetadas pelo aumento de tarifas de Donald Trump vêm fazendo intenso lobby em Washington para reverter os impactos das medidas comerciais impostas pelo presidente dos EUA desde agosto.

A Embraer conseguiu negociar com sucesso, servindo de exemplo para outros grandes empresários — como os irmãos Batista, donos da JBS, Carlos Sanchez, da gigante farmacêutica EMS, e empresas de outros setores, como a Suzano — buscarem reduções ou eliminações das tarifas.

Fontes indicam que há uma divisão dentro do governo norte-americano em relação à política tarifária rígida de Trump contra o Brasil. De um lado, uma ala mais dura apoia as sobretaxas; de outro, um grupo pragmático de parlamentares acredita que a decisão está “empurrando o Brasil para os braços da China” e fortalecendo a narrativa do presidente Lula.

“Parlamentares moderados entendem que o Brasil exporta produtos que não são produzidos nos EUA, e muitas empresas americanas estão sendo prejudicadas”, disse uma fonte. “Há também preocupação com a inflação.”

Empresas brasileiras vêm realizando reuniões regulares com autoridades da Casa Branca para negociar inclusão na lista de isenções — cerca de 700 itens foram acrescentados no mês passado. A celulose foi retirada da lista, mas o papel continua sujeito às tarifas americanas.

Carlos Sanchez, da EMS, disse ao Valor que contratou uma empresa de lobby nos EUA. O empresário esteve em Washington há cerca de duas semanas para defender os interesses de sua companhia. Embora os medicamentos não tenham sido diretamente afetados pelas medidas americanas, a EMS importa matéria-prima dos EUA e possui uma fábrica em Atlanta. “Trump sinalizou que está revendo o setor farmacêutico porque os remédios são caros nos EUA, e grande parte do fornecimento vem da Europa”, afirmou Sanchez.

“Muitos [parlamentares] não têm ideia do que acontece no Brasil. Explicamos que somos um país democrático”, acrescentou Sanchez. Ele disse ainda que, há cerca de duas semanas, também se reuniu com representantes da JBS em Washington.

Joesley Batista, do grupo J&F, holding controlada pela família Batista e dona da JBS, conhecido por sua proximidade com o presidente Lula, esteve entre os que tiveram acesso direto a Trump.

O encontro, realizado na Casa Branca no início de setembro, pode ter ajudado a convencer o líder americano a considerar a reabertura das negociações com o Brasil, cujas tarifas afetaram severamente as exportações de carne bovina.

O Valor apurou que a reunião entre Joesley Batista e Trump não tinha, inicialmente, como objetivo discutir a sobretaxa sobre a proteína animal brasileira. Em vez disso, foi organizada como parte de uma agenda institucional devido ao porte e à importância da J&F nos EUA, onde o grupo emprega 75 mil pessoas e responde por metade de sua receita.

Nesse contexto, a conversa começou tratando dos investimentos da J&F nos EUA, mas Batista aproveitou para levantar preocupações sobre o efeito das tarifas nos produtos brasileiros e nos preços ao consumidor no mercado americano.

Segundo pessoas próximas à reunião, Batista disse ao presidente Trump que a tarifa de 50% afetaria diretamente o preço do hambúrguer nos EUA. Ele argumentou que, sem a carne bovina brasileira, os processadores americanos seriam obrigados a usar carne mais cara para a produção.

Batista também teria alertado Trump sobre consequências semelhantes em relação ao café e ao suco de laranja — outros dois importantes produtos brasileiros exportados para os EUA.

Agora, as atenções se voltam para o próximo encontro entre os presidentes Lula e Trump, marcado para a semana que vem.

Fonte: Valor International

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Negócios

Fórum Empresarial Brasil–Itália incentiva novos negócios

Evento realizado na FIESC integra celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil e celebra ligações históricas entre países

O Fórum Empresarial Brasil–Itália, promovido pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), reuniu autoridades, empresários e representantes do Governo para debater o potencial de estabelecimento de novas parcerias comerciais entre organizações dos dois países. O encontro, parte das celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil, destacou a proximidade cultural entre catarinenses e italianos, fator que pode garantir ao estado papel de protagonista em intercâmbios futuros.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, ressaltou o estreito relacionamento da indústria de SC com o mercado italiano e com a Câmara de Comércio. “Temos fortalecido a nossa atuação comercial para a Itália por meio de missões empresariais. Com esse encontro de hoje, ampliamos o relacionamento diplomático, cultural e de negócios”, afirmou.

Eugênia Berti, Cônsul da Itália em Curitiba, também destacou a proximidade entre os dois países e lembrou dos fortes laços culturais que unem brasileiros e italianos. Segundo ela, é preciso aproveitar esse relacionamento e gerar oportunidades que beneficiem os dois países.

A recente implementação do tarifaço sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano serviu de alerta para a importância de diversificação de mercados externos para as empresas brasileiras. Segundo o Presidente da CCIESC, Tullo Cavallazzi Filho, essa percepção reforça a importância de eventos como o Fórum. Prova disso, acrescentou, foi a presença de representantes de empresas de diversas partes do estado na plateia. “O comparecimento de executivos do Vale do Itajaí, do Sul, do Oeste, do Norte e da Grande Florianópolis mostra que o tema interessa a todos”.

Representando o governo estadual, o presidente da InvestSC, Renato Lacerda, destacou a missão da agência em apoiar a internacionalização das empresas catarinenses. Ele apontou o potencial logístico do estado, que deve abrigar dois novos portos (além dos seis já em operação) em um período de dois anos e lembrou que o poder público tem feito investimentos importantes em estradas que vão melhorar o tráfego de mercadorias.

Logística também foi tema da fala do diretor de Indústria e Artesanato da região do Vêneto, Marco Geron. Ele destacou as oportunidades de investimentos na chamada Zona Logística Simplificada (ZLS) na região do Vêneto. Empresários que investirem na área podem ser beneficiados por incentivos fiscais e pela maior agilidade na análise de projetos. Segundo Geron, a região deve receber 2,4 bilhões de euros em investimentos privados nos próximos dez anos.

O potencial de negócios não se restringe a grandes corporações. Eva Micheli, que atua em projetos de internacionalização de empresas italianas, lembrou que é possível a organizações locais fazer o caminho inverso e chamou atenção para o potencial de empresas catarinenses de médio ou até pequeno porte, que podem ingressar no bilionário mercado Europeu a partir da Itália. Equipamentos para os setores de saúde, moda e têxtil podem ser competitivos.

Alexandre Leite, diretor técnico da Itaipu Parquetec, lembrou que países desenvolvidos enfrentam o desafio da descarbonização da geração de energia e destacou o potencial brasileiro para o setor. Ligado à Itaipú Binacional, o Parquetec tem mais de duas dezenas de pedidos de propriedade intelectual e desenvolve soluções focadas em aumento de eficiência e combate ao desperdício no setor elétrico. “A tecnologia não tem fronteiras e o Brasil pode contribuir de forma estratégica com outros países”.

Com informações da assessoria de imprensa da Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Negócios

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

As cem maiores empresas catarinenses apresentam o menor índice de endividamento quando comparadas com suas concorrentes do Paraná e do Rio Grande do Sul; levantamento é da Revista Amanhã e foi conduzido em parceria com a pWc

Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel “O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul”.  

Com informações do Grupo Amanhã.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Negócios

Iates de luxo acima de R$ 25 milhões dominam mercado, afirma CEO do Okean

Grupo Okean investe em verticalização e diversificação para enfrentar pressões do mercado, enquanto inovações sustentáveis ganham destaque nas embarcações

O mercado náutico brasileiro está passando por uma transformação significativa, com um aumento de 60% na demanda por iates de 70 a 100 pés desde 2024. Essa mudança reflete uma migração de consumidores para embarcações mais caras, enquanto a procura por barcos menores, até 60 pés, diminui. Roberto Paião, CEO do Grupo Okean, destaca que essa tendência é uma resposta natural à saturação do mercado de embarcações menores.

O principal modelo em vendas do estaleiro, a Ferretti 850, exemplifica essa nova demanda, com preço médio de R$ 36 milhões. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como pressões regulatórias e tarifas de importação. Paião considera a inclusão do IPVA para embarcações na reforma tributária uma ameaça significativa, citando experiências negativas em outros países que resultaram em perda de empregos.

Estratégias de Diversificação

Para enfrentar esses desafios, o Grupo Okean está adotando estratégias de diversificação e verticalização. A empresa inaugurou uma nova fábrica de móveis náuticos em Santa Catarina, que produzirá itens para substituir importações. Além disso, avalia investimentos nos Estados Unidos para montagem final de embarcações, visando evitar tarifas mais altas.

A diversificação geográfica também é uma prioridade, com exportações para países como Austrália, Japão e prospecção nos Emirados Árabes Unidos. O grupo também lançou o programa Concierge & Co, que oferece compartilhamento de embarcações menores, visando aumentar a utilização e a produção.

Inovação e Sustentabilidade

O setor está incorporando inovações tecnológicas focadas em sustentabilidade e eficiência, como propulsão elétrica e sistemas de hidrogênio. Paião observa que essas tecnologias estão se tornando cada vez mais relevantes entre consumidores de luxo. O futuro do grupo inclui a expansão para embarcações acima de 100 pés, acompanhando a tendência de crescimento do segmento ultra luxo.

Com 8.000 quilômetros de costa, o Brasil apresenta um potencial significativo para o mercado náutico, apesar dos desafios de infraestrutura. A estratégia do Grupo Okean visa aproveitar esse potencial, focando em um nicho de mercado com menor concorrência e maior margem de lucro.

Fonte: Portal Tela

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Agronegócio, Negócios

ApexBrasil terá escritório em Cuiabá e aproxima Mato Grosso do mercado internacional

Brasília testemunhou nesta terça-feira (23/09) um marco histórico para a agricultura e pecuária mato-grossense. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, assinou, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, um termo de cooperação que oficializa a instalação de um escritório regional da ApexBrasil no Edifício Famato, em Cuiabá.

A iniciativa, proposta pela Famato, consolida Mato Grosso como protagonista no cenário global do agronegócio. Com a chegada da ApexBrasil, o estado passa a contar com uma estrutura dedicada a preparar e conectar cadeias produtivas diretamente ao mercado internacional, garantindo acesso a certificações, orientação estratégica e atração de novos investidores.

Maior produtor nacional de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso concentra números que o colocam entre as maiores potências do setor no planeta. Agora, com a presença física da ApexBrasil em Cuiabá, os produtores rurais terão acesso facilitado a serviços que antes dependiam de articulações em Brasília ou em outros polos do país, o que representa mais agilidade e competitividade.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a medida coloca o produtor rural como protagonista no processo de internacionalização. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos. É o agro mato-grossense, de mãos dadas com o Brasil, mostrando sua força e sustentabilidade ao planeta”, afirmou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que também é de Mato Grosso, destacou a importância do momento para o estado e para o país. “Ter um escritório da ApexBrasil em Cuiabá significa aproximar ainda mais o agro mato-grossense das oportunidades globais. Mato Grosso é a maior potência agropecuária do Brasil, e essa estrutura permitirá que os produtores tenham acesso direto a programas de internacionalização, certificações e parcerias estratégicas. É um passo que fortalece o produtor e projeta o Brasil no cenário mundial”, disse Fávaro.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, reforçou o papel da Agência e a relevância da nova regional. “A missão da ApexBrasil é abrir portas, criar pontes e apoiar empresas e produtores que querem conquistar mercados internacionais. Estar em Cuiabá, coração do agronegócio brasileiro, é estratégico. Mato Grosso produz em grande escala e com qualidade, e merece ter esse apoio de perto. Esse escritório vai permitir que os produtores tenham mais acesso a programas de capacitação, feiras internacionais e investidores, ampliando o alcance da produção mato-grossense no mundo”, afirmou Viana.

O ato contou ainda com a participação do superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer. Pela ApexBrasil, estiveram presentes a diretora de negócios, Ana Repezza, o coordenador de Relações Institucionais e Governamentais, Lucas Brandão, a gerente de Relações Institucionais e Governamentais, Carla Duarte, o gerente executivo da presidência, Raphael Cittadino, a coordenadora do Agronegócio, Luciana Pecegueiro, e o coordenador regional, Fellipe Paulino. Do Ministério da Agricultura e Pecuária participaram o chefe de gabinete, Wilson Taques, e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Institucionais, Marcel Moreira.

Para o presidente da Famato, mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o maior beneficiado, o produtor rural, possa transformar potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo.

Fonte: Famato

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