Negócios, Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática
O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização
A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna

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Tecnologia

Tecnologia e interoperabilidade permitem nova abordagem na segurança logística

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas.

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas. A Fractal, especializada em soluções de controle de violação e integridade logística, defende que o uso de lacres inteligentes com RFID e NFC, aliados à interoperabilidade de dados, amplia o controle sobre a cadeia de custódia sem depender de rastreadores ou fontes de energia.

Conforme informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos de roubo de cargas em 2024 (APISUL, 2024). Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que atuem na prevenção de violações e na integridade das cargas.

Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, explica que “a proposta da tecnologia passiva é garantir a integridade da carga sem depender de dispositivos ativos, como rastreadores com bateria. O lacre eletrônico é de uso único, sem fonte de energia, e utiliza RFID para longas distâncias e NFC para curta distância, garantindo a leitura e validação em qualquer ponto da operação”.

Ainda segundo Amorim, uma das principais características do lacre passivo é não exigir logística reversa. “Como é de uso único, o lacre não precisa ser recolhido ao final da operação, o que reduz custos operacionais e simplifica o processo. Essa solução foi desenvolvida justamente para oferecer ao mercado uma alternativa mais acessível, sem abrir mão da eficácia no controle de violações”.

Além do controle físico da integridade, afirma Amorim, “a interoperabilidade permite que os dados dos lacres sejam integrados a sistemas de gestão, ERPs e plataformas de rastreamento já utilizados pelos operadores logísticos. Essa integração proporciona visibilidade sobre eventos como abertura não autorizada, rompimento ou desvio de rota. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil registrou mais de 6 mil casos de roubo de cargas em 2023, conforme informações do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)“.

A expectativa é que a expansão dessas tecnologias contribua para a redução de perdas e fortalecimento da segurança logística em diferentes setores.

Fonte: Estado de Minas

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Investimento, Negócios

Empresa espanhola do setor agroalimentar confirma investimento de R$ 800 milhões em Santa Catarina

Um dos maiores grupos do setor agroalimentar da Europa confirmou um investimento de R$ 800 milhões para instalar uma nova unidade em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante missão internacional na Europa, em reunião com a vice-governadora do Estado, Marilisa Boehm, a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, e a consultora de atração de investimentos da InvestSC, Caroline Canale e representantes do Grupo Vall Companys. 

A comitiva do governo catarinense foi recebida pelo CEO da empresa, Josep Pedrós, o diretor de expansão internacional, Tomás Blasco, e o diretor de assuntos públicos, Tomás Rubiato. A reunião de negócios com a vice-governadora foi realizada na noite desta quinta-feira, 19, em Barcelona, na Espanha.

A planta será expandida no município de Videira, no Meio-Oeste catarinense, através de uma parceria com a Master Agroindustrial. As negociações para fomentar a vinda do grupo ao estado já vinham sendo conduzidas pelo governador Jorginho Mello e agora foram oficialmente concluídas, com a definição do local da operação.

“O contato com a empresa vinha sendo feito há mais de um ano. O grupo espanhol comprou parte das ações dessa empresa brasileira, que sinalizou interesse de abrir sede na região Oeste, que já é referência no nosso agro catarinense. É um orgulho muito grande para Santa Catarina receber mais uma empresa internacional que agora bateu o martelo e terá sua operação no nosso estado. Aqui da Ásia estou comemorando essa conquista anunciada pela nossa vice-governadora em missão na Europa. Estamos trabalhando forte junto à InvestSC para trazer mais empresas internacionais como essa, que queiram investir em Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

A expectativa é de que o novo empreendimento gere centenas de empregos diretos e indiretos, impulsione a cadeia produtiva local e amplie as exportações catarinenses para mercados estratégicos da Ásia, Europa e América. “É mais uma grande conquista para Santa Catarina. A chegada dessa empresa fortalece ainda mais o nosso agro, gera empregos, movimenta a economia regional e amplia nossa presença no mercado internacional. O nosso governador foi o grande articulador desse projeto que de fato foi oficializado essa noite pelos diretores do grupo europeu”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm.

Grupo europeu reforça presença no Brasil

O Grupo Vall Companys responsável pelo investimento em Santa Catarina é referência internacional na produção de suínos, aves e bovinos, com atuação integrada em toda a cadeia de valor agroalimentar, além de segmentos como rações, farinhas, produtos farmacêuticos e nutrição animal. Fundado em 1956, na Espanha, o conglomerado é composto por mais de 50 empresas, emprega mais de 12 mil pessoas e exporta cerca de 30% da sua produção para países como Japão, Coreia do Sul, além de atuar fortemente no mercado europeu e latino-americano.

“Há uns três anos fizemos contato com diferentes empresas referência no setor agro alimentar do Brasil e a empresa Master Agroindustrial foi a que a gente mais gostou, pela filosofia de trabalho muito semelhante a nossa. E Santa Catarina nos chamou a atenção e nos mostrou ser um estado super favorável para iniciar nossas atividades internacionais. Tínhamos uma expectativa, mas a realidade que vimos superou tudo que esperávamos. Temos um projeto fantástico para o Brasil e estamos surpreendidos pela capacidade e generosidade da equipe do Governo de Santa Catarina juntamente com a vice-governadora”, destacou o diretor de expansão internacional do Grupo Vall Companys, Tomaz Blasco.

Ampliar a produção para poder exportar

No Brasil, o grupo vai se instalar em Santa Catarina por meio de uma parceria recente com participação na empresa Master Agroindustrial, reforçando sua presença estratégica no país e completando o processo de internacionalização na América Latina.

A InvestSC vem trabalhando em cooperação com a Secretaria da Fazenda avaliando os melhores cenários e apoio para instalação da Master Agroindustrial, já prevendo possíveis expansões na região.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Internacional, Negócios

Brasil e Honduras discutem a ampliação do comércio bilateral

Em reunião no MDIC, representantes dos dois países debatem formas de cooperação

Café, frutos do mar, têxteis máquinas e veículos integram a lista de potenciais produtos que podem fortalecer a balança comercial entre Brasil e Honduras. As oportunidades foram discutidas na reunião realizada nesta quarta-feira (18/6) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Promoção de Investimentos de Honduras, Miguel Medina, que está em visita ao Brasil.

Além da pauta comercial, o ministro hondurenho manifestou interesse também em aumentar ações de cooperação com o Brasil. “Temos uma relação comercial já exitosa com o Brasil e queremos ampliar outras formas de parcerias”, disse. Medina solicitou apoio ao MDIC para a concretização de uma missão empresarial brasileira para Honduras, que está sendo organizada para o segundo semestre.

O secretário Márcio Elias Rosa avalia que há interesse significativo das empresas brasileiras em incrementar o comércio e os investimentos com Honduras. Assegurou ainda o interesse do governo brasileiro em impulsionar a agenda comercial. “Queremos prosperar nesta parceria e desenvolver a complementariedade econômica, especialmente em áreas estratégicas como descarbonização e digitalização”, observou.

Em 2024, Honduras foi o 97º com maior fluxo de comércio com o Brasil. As exportações brasileiras para Honduras, no ano passado, somaram US$ 205,4 milhões. Predominam nesta pauta produtos da indústria de transformação (95,1%) e agropecuária (4,6%). Já as importações brasileiras de Honduras, em 2024, chegaram a US$ 23,9 milhões. As compras se devem em 65,9% de produtos variados; 31,8% da indústria de transformação e 2,3% da agropecuária.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios, Portos

Ministro do MPor recebe diretores do Porto de Itajaí para tratar da criação da nova estatal

O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, recebeu os diretores do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira (chefe de gabinete), Marcelo Peres (assessor executivo) e Rafael Vano Canela (assessor executivo), nesta quarta-feira (18), para avançar nas tratativas sobre a criação da nova empresa pública federal: Docas de Itajaí.

A estatal será responsável pela administração do porto e estará diretamente vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. A implantação da nova empresa não acarretará custos ao orçamento da União, uma vez que o Porto de Itajaí possui receita própria suficiente para manter sua operação.

A estruturação da Docas de Itajaí segue em ritmo acelerado. O grupo de trabalho responsável pelo processo terá até 90 dias para concluir os trâmites legais. Um plano de ação, com metas e cronograma de execução, deverá ser apresentado nos próximos 15 dias, sinalizando o compromisso do Governo Federal com a criação da nova empresa.

Fonte: Porto de Itajaí

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Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

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Negócios

Exxon, Chevron e Petrobras vencem licitações de alto valor na Margem Equatorial do Brasil

Petrobras, ExxonMobil e Chevron conquistaram direitos de exploração na Margem Equatorial do Brasil, uma nova fronteira de petróleo offshore com grandes expectativas, apesar de anos de atrasos regulatórios. Dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, 19 foram vendidos, tornando-a a área mais disputada no mais recente leilão de petróleo do país.

Petrobras e Exxon garantiram juntas 10 blocos, enquanto a Chevron, em parceria com a chinesa CNPC, levou nove — superando a Petrobras em algumas disputas. Isso representa uma forte demonstração de confiança no potencial da bacia, assim como na capacidade do Brasil de eventualmente superar a resistência ambiental.

A Petrobras ainda aguarda aprovação do Ibama para perfurar seu primeiro poço na Foz do Amazonas, localizado a cerca de 540 km da foz do Rio Amazonas. A região é vista como potencial rival do prolífico pré-sal brasileiro.

Analistas apontam que a Exxon pode aproveitar sua experiência operacional na vizinha Guiana, e sua parceria com a Petrobras ajuda a mitigar riscos regulatórios. Já os lances agressivos da Chevron, mesmo sem uma parceira brasileira, reforçam o interesse crescente em replicar o sucesso offshore da Guiana e do Suriname.

O momento do leilão — durante um período de tensões elevadas no Oriente Médio — também ressaltou a atratividade do Brasil como uma fonte de petróleo geopoliticamente mais segura.

A Shell e a Karoon atuaram na Bacia de Santos, embora apenas 11 dos 54 blocos ofertados nessa região tenham sido vendidos. A Shell optou por não participar da Margem Equatorial devido a “múltiplos riscos”, apesar de manter parcerias de exploração com a Petrobras na vizinha Bacia de Pelotas.

A oposição ambiental foi forte, especialmente em antecipação à cúpula climática COP30, que será sediada no Brasil. Críticos expressaram preocupações quanto à proximidade dos blocos com territórios indígenas e áreas de alta biodiversidade, como Fernando de Noronha.

Ainda assim, o governo considerou o leilão um sucesso, arrecadando mais de 989 milhões de reais (US$ 181 milhões) em bônus de assinatura e com previsão de atrair 1,5 bilhão de reais em investimentos para a fase de exploração.

Fonte: Oil Price

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Negócios, Portos

MSC compra Wilson Sons por mais de R$ 4 bilhões, expande negócios em Santos e na América Latina

A gigante global MSC, dona de navios e terminais, tem como meta expandir a presença na América Latina, em especial no Brasil, ao adquirir controle acionário da Wilson Sons por R$ 4,35 bilhões. “Fortalecer a capacidade logística na região e gerar sinergias operacionais e ganhos de eficiência”, declarou a MSC.

A negociação, iniciada em outubro do ano passado, foi concluída no último dia 4, após aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme comunicado pela armadora, com a transação concluída, a MSC adquiriu pouco mais de 248,6 mil ações ordinárias de emissão da companhia, correspondentes a aproximadamente 56,39% do capital social total e votante.

Considerando, adicionalmente, a aquisição prévia de 52,9 mil ações, realizada em bolsa de valores, a MSC passou a deter um total de 301,5 mil ações ordinárias, representando aproximadamente 68,39% do capital social da Wilson Sons.

A MSC também quer comprar as ações dos acionistas minoritários e retirar a Wilson Sons do mercado da Bolsa de Valores (B3). Para isso, protocolará pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações unificadas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A armadora informou que a oferta pública unificada será destinada à aquisição da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia, “a ser pago à vista e em moeda corrente nacional aos acionistas que aderirem à oferta pública unificada”, informa o comunicado.

Conselho
A MSC recebeu as cartas de renúncia de William Henry Salomon e Christopher Robert William Townsend aos cargos de membros do Conselho de Administração da Wilson Sons. Passam a integrá-lo o diretor de Investimentos da MSC, Hugues Ronan Favard, e o diretor-presidente da MSC do Brasil, Elber Alves Justo.

Wilson Sons
Fundada há 187 anos, a Wilson Sons possui infraestrutura logística e portuária que engloba o Terminal de Contêineres (Tecon) Salvador, na Bahia; Tecon Rio Grande, no Rio Grande do Sul; o Centro Logístico Santo André, na Grande São Paulo; frota de rebocadores; agência marítima; um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos; bases de apoio offshore em Salvador e Rio de Janeiro (Niterói e Capital), dedicadas ao setor de petróleo e gás; embarcações de apoio offshore; e soluções de logística internacional.

Empresas
Em nota, a Wilson Sons confirmou a venda e que “eventuais desdobramentos decorrentes da operação seguirão sendo devidamente comunicados por meio de fato relevante sempre que exigido pela regulamentação do mercado de capitais”.

A Tribuna também contatou a MSC, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Mais atrativo
Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, a aquisição mostra o potencial do Porto de Santos perante o mundo. “Recentemente, a francesa CMA GCM adquiriu um grande terminal na Margem Esquerda (Santos Brasil). Agora, a MSC amplia seu investimento no setor de rebocadores. Ou seja, o Porto de Santos está cada vez mais atrativo aos grandes players do mercado”.

Rebocadores
Cinco empresas prestam serviços de assistência à navegação no Porto de Santos, somando uma frota de 21 rebocadores, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS). A maior parte dessas embarcações é da Wilson Sons, considerada líder no segmento no Brasil. A empresa tem mais de 80 embarcações na frota brasileira atendendo aos mais diversos navios nas chegadas e saídas dos portos. Todo navio que chega ou deixa o Porto de Santos é auxiliado por dois ou mais rebocadores entre a entrada do canal de navegação e o ponto de atracação. A medida é para garantir segurança e ajuda nas manobras feitas pelos práticos que sobem nos navios. A Wilson Sons também tem um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos.

Fonte: A Tribuna

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Comércio

Brasil avança e é 58º em competitividade global, mas precisa de mudanças estruturais

Desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento.

O Brasil avançou quatro posições no Ranking Mundial de Competitividade 2025, saindo do 62º para o 58º lugar entre 69 países analisados. Embora este seja o melhor desempenho desde 2021, a análise aponta que a melhora não representa um avanço estrutural e que ainda há muito a ser feito – afinal, o país ainda está entre as nações com desempenho inferior à média.

Os dados da 37ª edição do ranking foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Eles mostram que o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

O ranking é liderado por Suíça (1º), Singapura (2º), Hong Kong (3º), Dinamarca (4ª), e Emirados Árabes Unidos (5º). Na sequência, vem Taiwan (6º), Irlanda (7º), Suécia (8º), Qatar (9º) e Países Baixos (10º). 

Abaixo do Brasil (58º) estão Botswana (59º), Peru (60º), Gana (61º), Argentina (62º), Eslováquia (63º) e África do Sul (64º). Fecham o ranking Mongólia (65º), Turquia (66º), Nigéria (67º), Namíbia (68º) e Venezuela (69º).

Brasil avança, mas se mantém atrás

Os dados apontam que o Brasil melhorou em áreas como desempenho econômico e eficiência empresarial, mas ainda encontra dificuldades em exportar serviços, distribuir riqueza (PIB per capita), controlar a inflação, diminuir o custo do capital, melhorar o marco regulatório e qualificar a mão-de-obra, entre outros pontos.

Na análise por setores, o Brasil saiu da 38ª e agora está na 30ª posição no ranking geral de performance econômica. Dentro dos subitens analisados neste setor, o país é o 5º em fluxo de investimento direto estrangeiro, o 7º em crescimento de longo prazo de emprego, e o 11º em formação bruta de capital fixo (crescimento real). O desempenho do país é puxado para baixo em exportações de serviços comerciais, em que ocupa a 67ª posição, seguido por receitas de turismo (66ª) e proporção comércio-PIB (65º).

Nos demais setores, o Brasil também está entre os países com piores desempenhos. Embora tenha saído da 61ª posição, ainda é o 56º em eficiência empresarial, com pontos positivos em total de atividade empreendedora em estágio inicial (8º), salário mínimo (13º), níveis de compensação (14º) e remuneração de gestão (14º). Ainda neste subitem, o país vai mal em dívida corporativa (68º), mão de obra qualificada (68º) e sistema de valores (68º).

Pelo indicador de infraestrutura, o Brasil é o 58º do ranking de competitividade, mesma posição do ano anterior. Puxam o indicador para cima os subitens de energias renováveis (5º), taxa de dependência (13º), custo de telefonia móvel (15º). Mas está na última posição em habilidades linguísticas (69º), educação primária e secundária (68º) e educação em gestão (67º).

Na leitura de Eficiência Governamental, o país é o 68º do ranking, atrás apenas da Venezuela. Na edição anterior, o Brasil ocupava a 65ª posição. Dentro deste subitem, o país está em 5º lugar em subsídios governamentais, 16º em viés de mídia (conversão de notícias em prol do governo) e 21º em renda disponível para consumo. Os pontos fracos do indicador são custo de capital (69º), protecionismo (68º) e finanças públicas (67º).

Custo de capital e dívida

Entre os principais pontos de atenção sobre os dados do Ranking Mundial de Competitividade estão o custo do capital e da dívida corporativa. O Brasil está na lanterninha da dívida corporativa e do crédito, ocupando a 68ª posição nos dois indicadores, o que aponta para a dificuldade em obter recursos para investimentos, expansão e inovação.

Para melhorar e avançar, o Brasil precisaria reduzir a taxa de juros, que está em 14,75%, desburocratizar o acesso ao crédito e fortalecer o mercado de capitais, segundo o relatório.

“O dinheiro está indo embora, o governo está gastando muito, e as empresas estão pagando por seus projetos em uma taxa de financiamento cada vez maior. Isso afugenta nosso potencial de crescimento”, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da FDC, responsável pela divulgação dos dados no Brasil.

Melhora virá com políticas de longo prazo

Na avaliação de Tadeu, os países mais competitivos são os mais abertos para o avanço tecnológico e o comércio internacional. Já o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

Ele afirma que a divulgação dos dados em meio às discussões sobre novas tributações, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aponta que estamos escolhendo caminhos contrários ao necessário, que seria o de simplificar a estrutura brasileira para investimentos.

“O Brasil continua no mesmo patamar de 10 anos atrás, no bloco final da competitividade. [Isso ocorre] Porque a gente insiste em uma agenda que não é de reforma, abertura comercial, investimento direto estrangeiro, simplificação tributária do ambiente de negócios, livre comércio, inovação e tecnologia e, consequentemente, que não é uma agenda de formação de mão-de-obra”, analisa Tadeu.]

Para ele, competitividade não é “agenda de curtíssimo prazo”, e precisa ser vista como estratégia permanente. “Não adianta as lideranças públicas continuarem a insistir na agenda de riqueza por commodities. Precisamos pensar seriamente em plano de estado e em que país queremos para daqui 10 a 15 anos”, afirma.

Fonte: InfoMoney

 

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Industria, Negócios

Brasil sobe em ranking global de competitividade, mas continua entre os últimos

País avança 4 posições e aparece no 58º lugar entre 69 nações avaliadas; dados mostram que Brasil está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo

Mesmo com o avanço de quatro posições em ranking global de competitividade, o Brasil continua entre os últimos colocados. Neste ano, o País aparece na 58ª posição entre 69 nações avaliadas pelo Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).

O levantamento mostra que a melhora foi impulsionada por fatores conjunturais, como o aumento do investimento direto estrangeiro e da geração de empregos, mas que o Brasil ainda está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo.

“Subir no ranking é uma boa notícia, mas, do ponto de vista estrutural, não há o que comemorar. O Brasil ainda precisa enfrentar desafios profundos para ser competitivo de verdade”, afirmou Hugo Tadeu, diretor do núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da FDC, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, 16.

O ranking avalia quatro pilares principais: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

O Brasil teve seu melhor desempenho no pilar de performance econômica (30º lugar), impulsionado por indicadores como o fluxo de investimento direto estrangeiro (5º), o crescimento de longo prazo do emprego (7º), a atividade empreendedora em estágio inicial (8º) e a participação em energias renováveis (5º).

Por outro lado, segue entre os últimos colocados em áreas essenciais para a competitividade global, como educação básica (69º), habilidades linguísticas (69º), produtividade da força de trabalho (67º), mão de obra qualificada (68º) e custo de capital (69º).

“O Brasil está crescendo com o apoio de setores tradicionais, como o agronegócio e a mineração, mas falta qualidade nesse crescimento. Sem força de trabalho qualificada, tecnologia e inovação, não vamos sustentar esse avanço no longo prazo”, avaliou Tadeu.

O salto de quatro posições é considerado positivo, mas frágil. “Houve uma melhora em indicadores conjunturais, como renda per capita, formação bruta de capital e investimento industrial. Mas são movimentos de curto prazo, que não garantem continuidade. Competitividade se constrói com políticas públicas de longo prazo, e não com medidas emergenciais.”

 Segundo ele, países que lideram o ranking, como Suíça (1º), Cingapura (2º), Dinamarca (4º) e Taiwan (6º), compartilham características como abertura comercial, estabilidade regulatória, sistema educacional de excelência e estratégias de transferência de conhecimento entre universidades e o setor produtivo.

“Esses países têm uma visão de futuro. O Brasil, por outro lado, continua reagindo às circunstâncias com medidas fragmentadas. Se não enfrentarmos nossos gargalos estruturais, como o custo do capital e a baixa qualificação, vamos continuar presos ao que a economia chama de voo de galinha”, disse.

Aumento de impostos afugenta capital

Tadeu aponta que o Brasil segue na contramão das principais economias competitivas ao elevar impostos. A recente alta do IOF e o aumento da carga tributária, segundo ele, tornam o ambiente de negócios mais hostil e afastam investimentos. “Estamos sufocando o setor produtivo. O aumento de impostos encarece o custo do dinheiro e afugenta o capital privado. Estamos na contramão do mundo”, afirmou.

Ele alertou também para o uso crescente de subsídios como ferramenta econômica. Embora o Brasil tenha avançado nesse indicador, o resultado não representa, necessariamente, uma melhora estrutural. “Destinar recursos a setores específicos pode significar menos recursos para outras áreas importantes. Esses incentivos precisam estar ligados a uma estratégia nacional de longo prazo”, completou.

Caminhos possíveis

Para começar a reverter o cenário, Tadeu defende que reduzir o custo de capital deve ser prioridade. Isso envolve simplificar o sistema tributário, garantir um ambiente regulatório mais estável e oferecer previsibilidade para investidores.

Ele ressalta também a necessidade de investir na qualificação da mão de obra, especialmente nas médias empresas, e de preparar lideranças para lidar com a transformação digital. “O mundo já surfa ondas tecnológicas, e o Brasil precisa formar profissionais capazes de acompanhar esse ritmo.”

Apesar dos entraves, o relatório reconhece que o País tem ativos importantes, como a matriz energética limpa, a capacidade de atrair capital estrangeiro e setores resilientes, como o agronegócio e os serviços. No entanto, Tadeu reforça que é preciso ir além: “O Brasil tem potencial, mas precisa deixar de ser apenas uma promessa. Crescimento sustentável exige estratégia, educação e inovação.”

Fonte: Estadãow


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