Negócios

Santa Catarina e Aomori renovam parceria histórica iniciada em 1980

Apoio do Japão tornou Santa Catarina o maior produtor de Maçã do Brasil – Foto: Divulgação / Secom GOVSC

O Governo de Santa Catarina e a Província de Aomori, no Japão, reafirmaram nesta segunda-feira, 16, a parceria de mais de quatro décadas que une os dois territórios. A agenda oficial marcou a assinatura de um documento que renova o compromisso de amizade entre as regiões, firmado originalmente em 23 de outubro de 1980. A cerimônia contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do governador da Província de Aomori, Soichiro Miyashita, além de autoridades locais, representantes da missão catarinense e lideranças do setor produtivo.

A cooperação entre Aomori e Santa Catarina tem raízes na agricultura, especialmente na introdução de técnicas de cultivo da maçã. No início da década de 1980, especialistas japoneses colaboraram com produtores catarinenses, fornecendo conhecimento e tecnologia adaptados ao clima da Serra catarinense. O resultado foi um salto de produtividade e qualidade que consolidou Santa Catarina como o maior produtor de maçãs do Brasil, enquanto Aomori segue como a região líder no Japão.

O vínculo entre os dois povos também se fortaleceu em momentos difíceis. Em 1983, durante as enchentes que devastaram o Vale do Itajaí, o governo de Aomori prestou apoio humanitário a Santa Catarina, ampliando a relação para além da cooperação técnica e fortalecendo os laços de solidariedade.

Durante o encontro desta segunda-feira, o governador Jorginho Mello manifestou também o desejo de abrir mercados para a exportação da maçã catarinense ao Japão. “Nosso Estado se tornou referência em produtividade e qualidade na fruticultura. Sabemos que o Japão enfrenta desafios climáticos que limitam a produção interna, e queremos ser parceiros para atender essa demanda com a excelência da maçã de Santa Catarina”, afirmou.

“Estamos aqui não apenas para celebrar o passado, mas para abrir novas portas para o futuro. Aomori e Santa Catarina têm muito a trocar, seja na agricultura, na educação, no intercâmbio cultural ou no comércio”, destacou o governador após a assinatura.

O novo documento assinado pelas autoridades reforça a intenção de estreitar laços institucionais, econômicos e culturais, ampliando o escopo da parceria entre os dois governos. O texto também reconhece o papel dessa relação no fortalecimento da amizade entre Japão e Brasil como um todo.

A renovação da parceria ocorre no contexto da Missão Internacional à Ásia, liderada pelo governador de Santa Catarina, com passagens por Japão e China, e tem como objetivo fortalecer vínculos estratégicos para inovação, investimentos e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Investimento, Portos

Presidente da Portos do Paraná detalha investimentos a cooperativas 

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, foi o convidado para a reunião mensal das diretorias da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) e da Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná), realizada nesta quinta-feira (12), em Curitiba. 

Garcia apresentou os recentes resultados alcançados pela empresa portuária e os projetos de investimentos que estão sendo realizados na estrutura do Porto de Paranaguá. Ele ressaltou a importância do hub de logística marítima que coloca o Paraná como referência de mercado para todo o mundo. 

O diretor-presidente ressaltou que a capacidade de movimentação da Portos do Paraná superou a média internacional de embarque e desembarque de produtos por quilômetro de cais ao atingir mais de 66 milhões de toneladas movimentadas em 2024. E apontou que esses números, aliados à conjuntura atual de mercado, foram fundamentais para atrair o interesse de grandes empreendimentos econômicos que participaram dos leilões de áreas portuárias realizados em abril. 

“Nós batemos o recorde da Bolsa de Valores ao ter cinco, seis empresas disputando os PARs 14, 15 e 25. Isso mostra a confiança do mercado no trabalho que está sendo feito ou não teríamos alcançado outro recorde na mesma ocasião, que foi o valor total das outorgas que chegou a R$ 855 milhões”, complementou Garcia. 

O Moegão foi outro destaque da reunião. Garcia detalhou o andamento da maior obra portuária do Brasil, responsável por  ampliar a capacidade de recebimentos de granéis vegetais (grãos) e farelos em mais de 60%. A estrutura deverá ser finalizada em dezembro deste ano e entrar em operação em 2026. 

O Píer em “T”, como novo corredor de exportação, também chamou a atenção dos membros das diretorias que representam o setor primário da economia. O diretor-presidente contou detalhes da estrutura que terá a capacidade de carregar 8 mil toneladas/hora em cada um dos novos quatro berços de atracação.

Garcia finalizou a sua fala mostrando como será a concessão do canal de acesso à Baía de Paranaguá. Ele demonstrou as vantagens comerciais que a concessão irá trazer. A empresa que vencer a disputa terá que aprofundar e alargar o canal.  Hoje, o calado (a distância entre o ponto mais profundo da embarcação (quilha) e a superfície da água) tem em média 13,1 m e deverá chegar a 15,5 m. “A cada metro de calado, são 7 mil toneladas a mais dentro de um navio. No nosso caso serão 14 mil toneladas a mais com um custo operacional menor que o atual”.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, agradeceu a presença de Luiz Fernando Garcia na reunião e elogiou os projetos e resultados alcançados pela Portos do Paraná. “Recebemos uma aula sobre porto. E ao conhecer, com mais detalhes, essa importante atividade, nos dá mais responsabilidade para produzir e para exportar”, finalizou.

Fonte: Portos do Paraná

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Negócios, Notícias

Refinaria Abreu e Lima se tornará a segunda maior da Petrobras com construção do Trem 2

Com a construção do Trem 2, a Refinaria Abreu e Lima, localizada no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, deve se tornar a segunda maior refinaria da Petrobras em capacidade de processamento no Brasil.

Na última quinta-feira, 12 de junho, a governadora Raquel Lyra visitou as instalações da refinaria para acompanhar de perto o andamento dos projetos.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, Raquel se reuniu com dirigentes da Petrobras para conhecer os detalhes dos investimentos que integram o novo ciclo de retomada da estatal.

A obra do Trem 2 marca uma etapa decisiva na retomada dos grandes investimentos da Petrobras no Nordeste. Anunciado em janeiro de 2024, durante cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto tem o objetivo de dobrar a capacidade da refinaria, que passará a processar até 260 mil barris de petróleo por dia após a conclusão da nova unidade.

O impacto econômico da obra também é significativo. Segundo estimativas preliminares, a construção do novo trem vai gerar cerca de 30 mil empregos, entre postos diretos e indiretos. A previsão é que o projeto movimente diversos setores da economia pernambucana, como engenharia, construção civil, transporte e alimentação.

A conclusão total do Trem 2 está prevista para 2029. No entanto, a Petrobras anunciou que pretende antecipar parte da produção. A previsão é que, já em 2026, a nova estrutura comece a operar com capacidade inicial de 180 mil barris por dia. Essa antecipação deve acelerar os efeitos econômicos do projeto, tanto no mercado de trabalho quanto na arrecadação do estado.

O canteiro de obras contará com empresas locais e nacionais, o que deve atrair novos contratos e abrir oportunidades para trabalhadores de diversas áreas. A movimentação também fortalece o porto de Suape, que será um dos principais pontos de entrada de equipamentos e insumos para o projeto.

A construção do Trem 2 é acompanhada de perto por técnicos e engenheiros da Petrobras. A estatal também iniciou programas de qualificação profissional na região, preparando a mão de obra local para atuar nos serviços exigidos durante a ampliação.

Fonte: Portal da Prefeitura 

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Portos

China avança sobre os portos do Brasil: Estatal chinesa negocia compra participação em terminal estratégico de petróleo no Porto do Açu e acende alerta sobre soberania nacional

Brasil negocia venda de participação em empresa operadora do Porto de Açu para gigante chinesa. O que isso significa para a exportação de petróleo e a segurança estratégica do país?

Imagine o seguinte cenário: uma potência estrangeira passa a controlar parte de uma empresa ligada à infraestrutura estratégica de exportação de petróleo do seu país. Parece ficção, mas é o que está acontecendo no Brasil com a China. O gigante asiático vem expandindo agressivamente sua presença em portos da América do Sul, e agora adquiriu uma participação na Vast Infraestrutura, uma das empresas operadoras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

Apesar de o movimento não significar a venda do Porto do Açu como um todo — um complexo que abriga 28 empresas e 11 terminais privados — a transação gerou preocupações em setores ligados à soberania nacional. Afinal, estamos falando de um terminal que lida com uma parcela importante das exportações brasileiras de petróleo.

O que está em jogo com a nova aquisição chinesa

A operação acontece por meio da China Merchants Port Holdings (CMPORT), braço do grupo estatal China Merchants Group (CMG). No final de fevereiro, a CMPORT anunciou a assinatura de um contrato para adquirir uma participação na Vast Infraestrutura, empresa controlada pela Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu.

A negociação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, mas já provoca repercussão. O motivo é simples: o terminal operado pela Vast é o único da América do Sul capaz de receber navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), essenciais para escoar grandes volumes de petróleo.

Atualmente, o Porto de Açu movimenta cerca de 560 mil barris por dia, com capacidade licenciada para até 1,2 milhão de barris diários. Embora a Vast seja apenas uma das empresas do complexo, ela desempenha um papel estratégico dentro da infraestrutura de exportação de petróleo nacional.

Prumo Logística esclareceu a operação em nota oficial:

“A Prumo Logística e a China Merchants Port concluíram os termos para uma potencial venda de participação societária na Vast Infraestrutura, subsidiária da Prumo, proprietária do terminal de petróleo do Porto do Açu. A conclusão da transação está sujeita a condições precedentes. A transação está em linha com a estratégia da Prumo de estabelecer parcerias com players globais para o desenvolvimento conjunto de negócios no Porto do Açu. Subsidiária do China Merchants Group, a China Merchants Port é uma desenvolvedora, investidora e operadora portuária líder mundial, que inclui os principais hubs ao longo da costa da China.”

Expansão sistemática da China nos portos da América do Sul

A compra de uma participação na Vast faz parte de uma estratégia mais ampla da China para consolidar presença em portos da região. Em 2018, a CMPORT já havia adquirido o Terminal de Contêineres de Paranaguá, o maior da América do Sul. Além disso, o grupo está envolvido em projetos no Porto de Santos e na construção de um novo terminal no Maranhão.

Segundo o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, trata-se de um movimento coordenado:

“Os casos de Chancay [megaporto chinês recém-inaugurado no Peru], Paranaguá e agora a participação na Vast, no Açu, são exemplos da penetração das empresas chinesas em áreas portuárias e outras estruturas de manuseio de commodities na América do Sul”, afirmou em entrevista ao Diálogo.

Pedlowski alerta que tais investimentos criam riscos para a soberania nacional e dificultam o monitoramento do trânsito de mercadorias pelos países anfitriões.

Os temores por trás do avanço chinês: diplomacia da armadilha da dívida

A atuação do grupo CMG em portos globais já levantou suspeitas em outros países. O caso mais emblemático é o do porto de Hambantota, no Sri Lanka. Em um clássico exemplo de “diplomacia da armadilha da dívida”, o governo do país asiático, incapaz de pagar empréstimos chineses, entregou 80% do controle do porto à CMG, junto com um contrato de arrendamento de 99 anos.

Mesmo que o porto tenha sido concebido para fins civis, a China chegou a enviar um navio de pesquisa militar para Hambantota em 2022, evidenciando o potencial de uso estratégico das instalações.

Impactos para o Brasil: riscos de “sinicização” da infraestrutura portuária

Embora a aquisição não envolva o Porto do Açu como um todo, a presença de uma estatal chinesa em uma empresa responsável por um terminal tão sensível acende alertas. Segundo Pedlowski, o Porto de Açu já enfrenta dificuldades de fiscalização por parte das autoridades brasileiras. Com a entrada da CMPORT, existe o risco de que o acesso às informações e operações da Vast se torne ainda mais restrito.

“Não vejo por que a situação atual seria minimizada com o controle chinês. Ao contrário, a tendência é que o monitoramento se torne mais rigoroso”, alerta o professor.

Ele também aponta que a aquisição da Vast pode ser apenas um passo inicial em um processo maior de “sinicização” de partes da infraestrutura portuária brasileira — uma estratégia já observada em outros países da região.

O desafio para a soberania nacional

A entrada da China em setores críticos da infraestrutura brasileira reacende debates sobre os limites da participação estrangeira em áreas consideradas estratégicas. Embora o Brasil tenha se beneficiado dos investimentos externos, o caso da Vast Infraestrutura mostra que há riscos quando se permite que estatais estrangeiras controlem ativos sensíveis.

Como destaca Pedlowski:

“O controle de áreas estratégicas por empresas estatais chinesas em outro país cria uma série de dificuldades em relação à soberania nacional e ao exercício da autoridade nacional sobre a área adquirida.”

Cabe agora às autoridades brasileiras avaliar com cautela as implicações dessa operação. O debate não é apenas econômico: trata-se do futuro do controle nacional sobre setores-chave como a infraestrutura portuária e a exportação de petróleo.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Negócios

Brasil impulsiona sua liderança no setor offshore com US$ 316 milhões em negócios na OTC 2025

Empresas brasileiras reforçaram a competitividade do país na cadeia global de petróleo e gás.

Apoiadas pelo projeto Brazil Machinery Solutions, 31 empresas brasileiras participaram da OTC 2025, o maior evento mundial do setor offshore, e geraram negócios no valor de 316 milhões de dólares, incluindo acordos fechados e estimativas para os próximos 12 meses.

A Offshore Technology Conference (OTC), realizada de 5 a 8 de maio em Houston, nos Estados Unidos, consolidou-se mais uma vez como o principal ponto de encontro global para o setor de petróleo e gás, e foi palco do fortalecimento da indústria brasileira no cenário internacional. As 31 empresas que viajaram ao Texas representaram uma amostra do dinamismo e da diversidade da cadeia de valor do petróleo e gás do Brasil.

A participação foi possível graças ao projeto Brazil Machinery Solutions (BMS), uma iniciativa conjunta da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). As empresas participantes incluíram Açoforja, Altave, Altus, Cladtek, Cognittiv, Conexled, CSL Ropes, Delp, DLC, Engemasa, Flexprin Marine, Gascat, Gavea Group, HBR, Inovaren Partners, L.C.D. Engenharia, Maxepoxy, MB Group, MI Electric Brasil, MRM Logistics, Natec, Neptune Marine, Qualitech, Shape Digital, Supplylog, TechnoFink, Technomar, TGS, The Insight, Vanasa Multigas e WEB Nordeste.

Participação estratégica
O pavilhão brasileiro atraiu visitantes de 30 países, entre eles Estados Unidos, Nigéria, Argentina, Arábia Saudita e Países Baixos. “Essa participação marca um momento estratégico para a indústria brasileira e um projeto sem precedentes para o nosso setor”, afirmou Patrícia Gomes, Diretora Executiva de Mercados Externos da ABIMAQ.

“Estar presente em um dos maiores palcos mundiais da tecnologia offshore é ao mesmo tempo um desafio e uma grande oportunidade de posicionamento internacional”, destacou. “A feira é reconhecida mundialmente como um dos principais pontos de encontro do setor de óleo e gás – mais do que os Estados Unidos, há atores do mundo todo atentos às inovações e soluções apresentadas no evento”, acrescentou.

“Levamos uma amostra representativa e interessante de empresas para representar o nosso país — desde fabricantes de máquinas e equipamentos, prestadores de serviços de engenharia e logística, até empresas que desenvolvem software e inteligência artificial para o setor — o que demonstra a força e diversidade de toda a nossa cadeia de petróleo e gás”, ressaltou Gomes.

Além disso, ela destacou que esse passo “reforça nosso compromisso de apresentar soluções cada vez mais integradas e alinhadas com as transformações globais do setor. E, mais do que nunca, queremos evidenciar o papel que a indústria brasileira pode desempenhar na transição energética. Acreditamos que o setor de petróleo e gás tem um papel importante a cumprir, especialmente quando guiado por práticas ESG responsáveis e pela inovação sustentável”.

Crescimento das exportações
As empresas presentes na OTC 2025 fazem parte de um mercado que, em 2024, já havia registrado exportações de 920 milhões de dólares — um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Estados Unidos (18,3%), Catar (14,9%) e Arábia Saudita (12,5%), além de outros 47 países, foram os principais destinos desses produtos.

Entre os produtos mais exportados pelo Brasil, destacaram-se os tubos de aço ligado sem revestimento nem solda para revestimento de poços (49%), os tubos soldados longitudinalmente por arco submerso utilizados em oleodutos e gasodutos de grande diâmetro (17%) e outros tubos de aço para poços (14%).

Organizada anualmente desde 1969 em Houston, e realizada também em edições regionais no Brasil e na Ásia, a Offshore Technology Conference é o evento mais influente do setor. Em 2025, a feira reuniu mais de 1.200 expositores, distribuídos em 252 mil metros quadrados, e foi visitada por mais de 30 mil profissionais dos Estados Unidos e de outros 107 países.

O Brasil teve uma das delegações internacionais mais destacadas, com mais de mil participantes e três espaços de exposição: o Pavilhão da ABIMAQ/BMS, um estande da Petrobras e um pavilhão institucional coordenado pela ApexBrasil.

Este último contou com a participação de 11 parceiros estratégicos, incluindo o Conselho de Petróleo e Gás da ABIMAQ, a ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), o Consulado do Brasil em Houston, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a FIEPA, a FIRJAN, o IBP, a ONIP, o Porto de Suape, a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) e o Sebrae-RJ.

Além de ser uma plataforma comercial, a feira ofereceu mais de 450 palestras técnicas, focadas em temas-chave para a inovação e o desenvolvimento sustentável no setor offshore. As discussões abrangeram desde novos processos de exploração e produção em águas profundas até a transformação digital e a integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Fonte: Ser Industria



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Industria

Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

Pautas serão discutidas no Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), nos dias 16 e 17 de junho, na Bahia. Exportações para o mercado alemão caíram e indústria brasileira quer retomar vendas externas

Reposicionar o Brasil no ranking de principais fornecedores da Alemanha é estratégico para o desenvolvimento econômico nacional e está no centro das discussões do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, no SENAI Cimatec, em Salvador. Para orientar esse esforço, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou um pacote de propostas prioritárias do setor produtivo brasileiro, com foco em inovação, sustentabilidade e investimentos.

O encontro é promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), como parte da agenda bilateral entre os países, que são parceiros históricos no comércio e na indústria. As propostas foram construídas com diferentes setores para transformar desafios em oportunidades para ambos os lados.

“Este momento é estratégico. Retomar o crescimento das exportações para a Alemanha não é somente uma questão comercial, é uma decisão essencial para o desenvolvimento do Brasil. As oportunidades nesse mercado representam emprego, renda e estímulo à inovação no nosso setor produtivo”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

1. Ratificação do Acordo Mercosul – União Europeia

A indústria entende que o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia marca um avanço estratégico na integração entre os blocos, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 20% da economia global e um mercado de mais de 720 milhões de pessoas. Em um cenário de crescente protecionismo e tensões comerciais internacionais, o acordo garante ao Brasil e aos países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, fortalecendo sua inserção no comércio internacional e ampliando oportunidades de comércio, investimentos e geração de empregos.

2. Novo acordo para evitar a dupla tributação

A ausência de um acordo vigente desde 2005 causa insegurança jurídica e desestimula investimentos bilaterais. Para a indústria, a retomada das negociações para um novo Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT), adaptado aos padrões atuais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai estimular o ambiente de negócios e a cooperação tecnológica entre os dois países.

3. Cooperação sobre regras ambientais da União Europeia (EUDR e CBAM)

Empresários brasileiros querem debater com a Alemanha o Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) – que fazem parte do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal). A preocupação é que a aplicação unilateral desses pacotes de regras crie barreiras comerciais e prejudique exportadores brasileiros.

4. Integração energética regional com apoio europeu

A proposta é mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina. A medida transformaria o Brasil em uma referência de energia renovável, com benefícios também para empresas alemãs interessadas em infraestrutura verde.

5. Parceria em energia

A indústria defende uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde. O objetivo é tornar o Brasil fornecedor confiável desses insumos à Alemanha, em um modelo baseado em inovação, certificação ambiental e promoção de valor local.

6. Cooperação em saúde e insumos farmacêuticos

A pandemia expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento na área da saúde, por isso o setor industrial propõe a criação de uma plataforma de inovação para ampliar a produção nacional de vacinas, medicamentos e dispositivos médicos, com transferência de tecnologia e harmonização regulatória com a União Europeia.

7. Digitalização e rastreabilidade de cadeias produtivas

Para garantir acesso aos mercados europeus, a indústria também propõe uma parceria para promover a digitalização, rastreabilidade e sustentabilidade das cadeias produtivas brasileiras, com apoio técnico e financeiro da Alemanha.

8. Cooperação em hidrogênio verde

Outra proposta é a criação de uma plataforma bilateral para desenvolver tecnologias, certificações e rotas de exportação de hidrogênio verde, com projetos-piloto e marcos regulatórios comuns. A CNI considera a medida essencial para a transição energética brasileira e para o cumprimento das metas climáticas alemãs.

9. Agregação de valor nos minerais críticos

O Brasil quer deixar de ser apenas fornecedor de matérias-primas e passar a industrializar seus minerais estratégicos com apoio da tecnologia alemã. A proposta inclui um roteiro de cooperação para agregar valor local, atrair investimentos e garantir certificação ambiental dos processos.

10. Fomento aos biocombustíveis e bioprodutos

A indústria brasileira aposta no uso da biomassa para produzir combustíveis sustentáveis, como o SAF (usado na aviação), e defende a ampliação da cooperação com centros de pesquisa alemães. A meta é tornar o país líder na produção de biocombustíveis de baixo carbono.

11. Capacitação para a indústria verde

Para viabilizar a transição energética e aumentar a produtividade industrial, a CNI propõe criar programas conjuntos de qualificação técnica voltados à economia verde. A iniciativa pretende ampliar a cooperação entre instituições como o SENAI e organizações alemãs, com foco em pequenas e médias empresas.

Parceria para o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha

O encontro tem o apoio da Volkswagen Caminhões-Ônibus, Basf, Deutsch-Brasilianische Industrie – und Hendelskammer (Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha), Banco do Nordeste, Governo Federal do Brasil, Governo do Estado da Bahia, BDI – The voice of German Industry, FIEB e CNI.

Evento terá rodada de negócios com compradores internacionais

Em uma parceria dos realizadores do EEBA com a ApexBrasil, acontecerá também nos dias 16 e 17 a Rodada Internacional de Negócios – evento híbrido que já conta com 60 empresas brasileiras inscritas. Os empresários, que participarão presencialmente e virtualmente, integram setores como alimentos e bebidas, cosméticos, energia, farmacêutico, moda e acessórios, construção civil e mineração. Além disso, potenciais compradores internacionais da Alemanha estarão nas agendas de negócios, ampliando as oportunidades de parcerias estratégicas e investimentos bilaterais.

Fonte: Portal da Indústria

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Negócios

CNDI: GT apresenta balanço com a conclusão de 11 ações para melhorar competitividade das empresas

Medidas buscam desonerar, desburocratizar e dar mais segurança, transparência e previsibilidade ao ambiente regulatório

O Grupo de Trabalho do Custo Brasil, constituído no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), apresentou nesta quarta-feira (11) um balanço com a conclusão de 11 das 44 de ações destinadas a aumentar a produtividade e competitividade da economia brasileira a longo prazo.

Durante a reunião, a Secretaria de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SCPR/MDIC) anunciou a inclusão de três projetos sobre Propriedade Intelectual e Melhoria Regulatória entre as entregas.

“A Agenda de Redução do Custo Brasil parte de instrumentos regulatórios, legais ou infralegais, com o intuito de evitar recorrência excessiva de gastos fiscais ou subsídios”, explicou a secretária da SCPR, Andrea Macera. “São atos normativos sem custos para o Estado, mas que podem modernizar, desburocratizar e dar maior segurança jurídica ao ambiente regulatório”, detalhou.

Para a secretária, a execução dessa agenda garantirá a competitividade do setor produtivo no longo prazo. “Trata-se de uma política de estado que busca reduzir custos sistêmicos, promover previsibilidade regulatória e aumentar a segurança jurídica, de modo a garantir transparência, escuta ativa e acompanhamento da nossa carteira de projetos”, ressaltou.

Confira as ações já realizadas para auxiliar a redução do Custo Brasil:

1)       Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD): instrumento de captação mais eficiente e menos oneroso para os bancos de desenvolvimento, permitindo uma ampliação da oferta de crédito em condições mais atrativas.

2)      Projeto de Lei nº 2.925: trata da transparência em processos arbitrais e do fortalecimento do sistema de tutela privada dos direitos de investidores no mercado de valores imobiliários.

3)      Reforma Tributária sobre consumo: disciplina os principais tributos do novo modelo, com destaque para o Imposto sobre Valor Adicionado – IVA Dual, composto por Imposto sobre Bens e Serviços (substitui ICMS e ISS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (substitui PIS e Cofins).

4)      Projeto de Lei nº 3.278/2021: novo Marco Legal do Transporte Coletivo Urbano; busca garantir maior aderência às demandas atuais do setor e às diretrizes de uma política pública moderna de mobilidade.

5)      Debêntures de infraestrutura: Busca ampliar fontes de financiamento para projetos de infraestrutura e inovação tecnológica no país, complementando o modelo já existente de debêntures incentivadas.

6)      Programa Navegue Simples: estabelece conjunto de diretrizes voltadas à modernização do sistema de outorgas do setor portuário brasileiro.

7)      Programa de Financiamento à Exportação (PROEX): aprimoração das condições do programa, com realização de melhorias regulatórias, revisão do prazo máximo de financiamentos nas operações e permissão de desembolso prévio à exportação.

8)      Transição energética: Mapeamento de políticas internacionais à transição energética, com elaboração de relatório técnico do Ministério de Relações Exteriores com informações estratégicas sobre estratégias adotadas por 26 países.

9)      Decreto nº 12.153/2024: Remoção de barreiras à entrada de novos investidores no mercado de gás natural.

10) Projeto de Lei nº 5.719/2023: Busca viabilizar a retomada das operações de apoio às exportações de serviços, interrompidas desde 2017.

11) Projeto de Lei nº 04/2025: busca aprimorar o sistema geral de garantias da economia brasileira.

Monitoramento

A reunião também contou com a apresentação do Observatório do Custo Brasil, uma plataforma desenvolvida pelo MDIC, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza o acompanhamento e avaliação de políticas estratégicas com potencial de reduzir entraves estruturais à competitividade da economia brasileira. O chamado Custo Brasil representa um ônus estimado de R$ 1,7 trilhão por ano, de acordo com estudo realizado pelo MBC em parceria com o MDIC.

Conheça a plataforma neste link

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


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Negócios

Marca Sebrae bate recorde de valorização em 2025

Marca está avaliada em R$ 33,9 bilhões, segundo Instituto Ipsos

A marca Sebrae é uma das mais valiosas do Brasil. Esse é o dado apontado pela pesquisa do Instituto Ipsos, que avaliou a marca em R$ 33,9 bilhões em 2025 – o maior valor de sua história. Em 2021, a marca estava em R$ 7,6 bilhões. Em quatro anos, a valorização foi de 346%.

Para o público entender a grandeza da marca Sebrae, o instituto fez uma comparação: se o Sebrae atuasse no mercado de capitais, ele estaria em quarto lugar no ranking TM20 de 2025 das marcas mais valiosas do Brasil, ficando atrás somente de Nubank, Mercado Livre e Itaú.

Para definir a importância da marca Sebrae nos resultados das empresas, especialmente no faturamento e lucro, o levantamento ouviu seis mil microempreendedores individuais (MEIs) e donos de micro e pequenas empresas (MPEs) de todo o país, entre janeiro e fevereiro deste ano. “É indiscutível o papel do Sebrae na geração de lucros dos MEIs e MPEs. Esse resultado reforça o relacionamento próximo e sólido que construímos com os empreendedores, visando a entrega de valor e o sucesso dos pequenos negócios”, destaca o itajaiense Décio Lima, presidente nacional do Sebrae.

O valor apresentado no relatório resulta do aumento de pequenos negócios no Brasil, da ampliação da base de clientes do Sebrae e da sua contribuição para ampliar o faturamento e a lucratividade. A fala de Décio Lima está embasada nos indicadores financeiros da pesquisa, que mostram que a variação financeira foi o principal fator de valorização da marca.

Um dos destaques foi o crescimento de 51% no número de donos de pequenos negócios em comparação com 2021. Entre os MEIs, o faturamento subiu 16%. Já as micro e pequenas empresas tiveram um crescimento de 20% e faturaram, em média, 92% a mais do que em 2021.

Pesquisa em quatro etapas

Promovida desde 2009, a pesquisa Valor de Marca Sebrae 2025 foi conduzida este ano pelo Instituto Ipsos e percorreu quatro etapas estruturadas: diagnóstico inicial, pesquisa com clientes, análise financeira e relatório final. Os seis mil entrevistados foram questionados sobre diversos aspectos do relacionamento do seu negócio com o Sebrae. A pesquisa foi aplicada entre janeiro e fevereiro deste ano, com 19 perguntas, tendo intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 1,3 ponto percentual.

As principais conclusões do estudo reforçam o papel essencial da instituição no sucesso financeiro dos pequenos negócios. “A valorização de 346% no valor da marca em 2025 em relação a 2021, se dá, majoritariamente, em função da variação do componente financeiro (R$ 28,6 bilhões). O crescimento resulta do aumento de pequenos negócios no Brasil, da ampliação da base clientes e da contribuição do Sebrae para ampliar o faturamento e o lucro dessas empresas”, destaca o Sebrae como resultado da pesquisa.

Fonte: Diarinho

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Internacional

China vê avanço e relação estável com EUA, mas diz que ‘não há vencedores em guerra comercial’

As conversas comerciais com os Estados Unidos em Londres avançaram, afirmou o ministério do Comércio da China nesta quarta-feira (11), mas o país fez cobranças diretas a Washington e reiterou sua disposição de manter firmeza em disputas tarifárias. Segundo comunicado de Pequim, “não há vencedores em uma guerra comercial” e, embora o país não esteja disposto a “travá-la”, também “não teme enfrentá-la”.

A China disse ainda que está disposta a negociar com sinceridade, mas sempre com “princípios”, e apelou aos EUA que “cumpram com seriedade os compromissos assumidos” e a “implementarem ativamente os consensos alcançados”. O comunicado expressa esperança em uma relação mais “estável”, afirmando que as duas partes devem promover laços econômicos e comerciais estáveis e de longo prazo e reafirma a intenção de Pequim de reforçar a cooperação com os EUA.

O governo chinês pediu que os dois lados “ampliem consensos e mantenham a comunicação para reduzir mal-entendidos”. O texto reforça que “a essência da relação econômico-comercial entre os dois países é de benefício mútuo e ganha-ganha”, e que “cooperação leva a vantagens para ambos, enquanto o confronto traz prejuízos a ambos”.

Washington, segundo o texto, avaliou as reuniões desta semana em Londres como positivas e se comprometeu a trabalhar junto com a China na implementação do que foi acordado.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em publicação em sua rede social que o acordo está concluído e sujeito à aprovação final do próprio republicano e do presidente da China, Xi Jinping.

Fonte: Times Brasil

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Comércio

Participação do setor produtivo é essencial na regulamentação do mercado de carbono

Indústria precisa aderir ao debate para propor soluções economicamente viáveis e efetivas; agenda do clima vai além de descarbonização

A abordagem do setor produtivo em relação às mudanças climáticas não deve se ater à descarbonização. Planos de ação para mitigar os efeitos e também para adaptar as indústrias para possíveis reflexos de eventos climáticos mais extremos e frequentes também devem estar no escopo das ações planejadas. A avaliação é dos especialistas que participaram da reunião conjunta do Comitê de Logística Reversa e da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias de Santa Catarina nesta terça-feira (10). 

“Temos de pensar a agenda climática de forma ampla e preparar as empresas para serem resilientes”, avalia o advogado Leonardo Papp, membro do CONSEMA/SC. Em sua palestra, Papp detalhou as premissas de operação de mercados de carbono em todo o mundo, e também a lei brasileira que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Para o especialista, o setor produtivo tem uma excelente oportunidade de ser proativo em relação ao funcionamento do mercado brasileiro de carbono, já que a lei deixou muitos pontos importantes para definições na regulamentação. “O setor produtivo precisa participar ativamente do debate, para garantir que as propostas sejam efetivas e que as soluções visem o desenvolvimento sustentável”, explica. 

Para Flávia Gayotto Hilla, uma boa maneira de as empresas se anteciparem à regulamentação é construir uma base de conhecimento interna, com a criação de grupos de trabalho ou comitês para conhecer as ferramentas disponíveis para diagnóstico e medição, por exemplo. “Existe uma curva de aprendizado, e quem começar antes estará mais preparado para não só cumprir a legislação, mas contribuir para sua construção”, analisa. 

O executivo da Descarbonize, Antonio Clark Portinho, destaca que, embora a lei não tenha trazido detalhes sobre como fazer a medição das emissões, por exemplo, as empresas podem começar a se inteirar das soluções disponíveis no mercado. “Medir as emissões permite enxergar ineficiências ocultas não só nas emissões de carbono, mas também no uso de recursos e em desperdícios operacionais. “Fazer um inventário permite reduzir custos de longo prazo, melhora a imagem e a reputação do negócio e ainda fomenta a inovação, oferecendo uma vantagem competitiva. No fim das contas, se reflete em um ganho econômico, com efetiva redução de custos”, explica. 

Experiência da Engie
Durante a reunião, a Engie detalhou a iniciativa Jornada pelo Clima e seu Programa de Descarbonização de Fornecedores, case ganhador do prêmio Expressão de Ecologia. A ccordenadora de mudanças climáticas da empresa, Camila Rodriguez, identificou que, desde a venda de seu último ativo de geração a carvão, a maior parte de suas emissões era oriunda de seus fornecedores, o chamado escopo 3 de emissões. Segundo a analista de mudanças climáticas Flávia Perucci, 90% das emissões do escopo 3 vinham de 52 fornecedores estratégicos, que foram convidados a participar do programa. 

Os que aceitam o convite, participam de um diagnóstico de maturidade da empresa em relação à descarbonização e contam com o apoio da Engie para saber como a geradora pode apoiar os esforços nesse sentido. Após essa etapa, formalizam voluntariamente sua adesão e podem contar com a solução da Descarbonize para o inventário de emissões, para embasar o Plano de ação e o compromisso com metas alinhadas à ciência. 

Entre os benefícios da adesão ao programa estão o inventário, treinamentos e capacitações para as equipes dos fornecedores, descontos na aquisição de I-RECs, uma diagnóstico de eficiência energética, avaliações de desempenho e ainda a oportunidade de apresentar novos produtos e serviços para a Engie. 

Dos 52 fornecedores convidados, 50% já aderiram ao programa e 40% já possuem inventários concluídos. De acordo com a Engie, 30% dos fornecedores já têm planos de descarbonização e também estipularam metas internas de redução de emissões.

Fonte: FIESC

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