Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Brasil e Índia querem ampliar negócios em diferentes mercados

Os destaques são energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes

Ampliar as relações comerciais entre Brasil e Índia em diferentes mercados, com destaque para energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes. Autoridades e representantes da indústria dos dois países avaliaram essa necessidade, nesta segunda-feira, durante o Fórum Econômico Brasil-Índia, no Rio de Janeiro.  A conferência acontece em paralelo ao segundo dia da Cúpula de Líderes do Brics, que reúne chefes de Estado de 11 países sob a presidência temporária do Brasil.

Segundo levantamento da ApexBrasil, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram em média 13,7% ao ano desde 2019, totalizando US$ 5,3 bilhões em 2024. Os destaques da pauta incluem açúcar, petróleo, óleos vegetais e algodão bruto.

Entre as mais de 380 oportunidades comerciais identificadas, destacam-se os setores de combustíveis, celulose e máquinas e equipamentos. Os dados são do estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia, realizado pela ApexBrasil e publicado em junho de 2025.

O presidente da CNI, Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, destacou as similaridades entre os dois países.

Também no evento, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou as convergências econômicas e políticas entre os dois países, que defendem o multilateralismo e o compromisso com o crescimento sustentável. Rosa comentou, por exemplo, sobre a possibilidade de cooperação nas áreas de fertilizantes e tecnologia digital. E reafirmou o desejo do governo Lula de ampliar a integração, a cooperação e o comércio exterior.

Para o embaixador e presidente da Cop-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, André Corrêa do Lago, as questões energética e climática estão entre os principais temas da agenda comum entre Brasil e Índia.

“A Índia tem que colocar ainda centenas de milhões de habitantes numa média de consumo de energia muito mais alta do que a atual, o que faz com que a Índia tenha uma escala extraordinária para investimentos.”

André Corrêa do Lago comentou também que a Índia, ao adotar os biocombustíveis, se tornou um dos maiores produtores cana de açúcar do mundo, ultrapassando o Brasil; e que o Brasil já tem uma matriz energética limpa. O embaixador disse ainda que uma das principais metas do governo brasileiro é acabar com o desmatamento e aumentar a restauração florestal.

Em 2025, o relacionamento diplomático Brasil-Índia completou 76 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Negócios

Mato Grosso na rota do Pacífico: acordo entre Brasil e China impulsiona Ferrovia Bioceânica

Novo corredor ferroviário prevê ligar Mato Grosso ao Oceano Pacífico, ampliando exportações e reduzindo custos logísticos

Mato Grosso deve se tornar um dos principais pontos de conexão do Brasil com o mercado asiático. Um acordo firmado nesta segunda-feira (7) entre o Governo Federal e o Instituto de Planejamento da China State Railway Group marca o início dos estudos para viabilizar a Ferrovia Bioceânica — corredor ferroviário que promete ligar o país ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru.

O memorando de entendimento foi assinado pelo Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., e representa um avanço estratégico na integração logística sul-americana.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Conforme o Ministério dos Transportes, equipes técnicas do Brasil e China desde então realizam análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

A Fiol (Ferrovia Integração Oeste-Leste) liga Ilhéus, na Bahia, a Mara Rosa, no estado de Goiás. Já a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), cujas obras já alcançaram 39% de execução, como destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, vai de Mara Rosa até Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, em um percurso de 888 quilômetros.

Com potencial para transformar a matriz de exportações do agronegócio mato-grossense, o projeto visa impulsionar o escoamento da produção de grãos e minerais da região, encurtando o caminho até a Ásia e reduzindo a dependência de portos do Sudeste e Sul do país.

A assinatura do memorando é considerada “um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária”, conforme o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Para o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, a “parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”.

Ainda durante a assinatura do memorando, o secretário Leonardo Ribeiro ressaltou que “o Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Negócios

Brasil e China firmam parceria estratégica para integração ferroviária continental

Memorando assinado nesta segunda (7) marca avanço na integração logística sul-americana e amplia cooperação internacional no setor. Corredor ligará Brasil e Peru

Governo Federal deu mais um passo rumo à modernização da infraestrutura de transportes do país. Nesta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa pública ferroviária do mundo.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a relevância estratégica da parceria. “Celebramos hoje a assinatura deste memorando de entendimento, um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária. Este não é apenas um gesto formal, é o primeiro passo de uma jornada técnica, institucional e diplomática que visa aproximar continentes, reduzir distâncias e fortalecer laços entre nações que compartilham uma visão de longo prazo”, afirmou.

O acordo prevê a realização de estudos conjuntos para avaliar a viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru. A proposta busca reposicionar o país no comércio internacional, promovendo ganhos logísticos, econômicos e ambientais, especialmente para as exportações brasileiras com destino ao mercado asiático.

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil, Maurício Muniz, destacou que o projeto integra uma diretriz definida pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, dentro da nova agenda de cooperação estratégica entre os países.

“Tenho confiança que nossas instituições estão estruturadas e melhor organizadas, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., assim como o governo chinês, dando todo o suporte para que esses estudos dessa vez se concluam e tragam bons resultados para os nossos países”, destacou.

A diretora de Administração e Finanças da Infra S.A., Elisabeth Braga, enfatizou o papel da empresa no desenvolvimento técnico do projeto.

“Estamos iniciando uma parceria estratégica para construir os melhores estudos para alavancar a infraestrutura ferroviária no Brasil, em especial, esse estudo específico da conexão do continente americano na parte sul do continente. A Infra S.A. está pronta para desenvolver essa parceria”, ressaltou.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário Leonardo Ribeiro acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Desde então, equipes dos dois países vêm conduzindo análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

O projeto considera ainda a integração com outros modais, como rodovias e hidrovias, e está alinhado às diretrizes do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pelo mapeamento das rotas bioceânicas na América do Sul. O objetivo é consolidar uma malha logística integrada, sustentável e conectada aos principais corredores comerciais do mundo.

Representando o lado chinês, o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, reforçou o compromisso da empresa com a cooperação.

“Esta parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”, disse.

Parceria global 

A parceria com a China insere o Brasil em uma nova dinâmica de planejamento estratégico de longo prazo. Com ampla experiência no setor ferroviário, a China State Railway Group é referência mundial em eficiência, inovação e velocidade de expansão. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o sistema chinês transportou mais de 1,46 bilhão de passageiros, estabelecendo um novo recorde. A empresa opera a maior malha de trens de alta velocidade do planeta e acumula projetos de destaque internacional, como a ferrovia Jacarta–Bandung, na Indonésia.

O Brasil, por sua vez, fortalece sua agenda de integração regional e infraestrutura sustentável, alinhada aos princípios da cooperação Sul-Sul e às metas do Novo PAC. A expectativa é que os estudos em andamento deem suporte a futuros investimentos e concessões ferroviárias, contribuindo para reduzir o custo logístico e ampliar a eficiência do transporte de cargas no país.

“O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Também participaram da cerimônia representantes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da Embaixada da China no Brasil.

Assista à reunião na íntegra no canal do Ministério dos Transportes no YouTube

Fonte: Ministério dos Transportes

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Negócios

Ministro Fávaro destaca potencial do BRICS para novas oportunidades

Na ocasião, ressaltou que o multilateralismo para promover um sistema internacional mais justo

Neste domingo (6), foi realizada a 17ª Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Na Sessão Plenária Paz e Segurança e Reforma da Governança Global, o presidente Lula destacou o potencial do BRICS para a mediação e prevenção de conflitos no mundo. “Se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século XXI, cabe ao BRICS contribuir para sua atualização. Sua representatividade e diversidade o torna uma força capaz de promover a paz e de prevenir e mediar conflitos. Podemos lançar as bases de uma governança revigorada”.

Já o ministro Carlos Fávaro, em entrevista, ressaltou sua percepção durante o evento. “O que ouvi de todos os líderes, nas plenárias e nas reuniões bilaterais, foi uma defesa firme do multilateralismo. O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço nesse cenário, por meio do diálogo e da construção de pontes. O BRICS é uma grande oportunidade para levar essa mensagem positiva a diversos setores”, declarou.

O ministro também comentou que o mercado está cada vez mais exigente e que boas práticas abrem novas oportunidades. “O mundo está cada vez mais atento à procedência dos alimentos e é natural que seja assim. O consumidor não aceita mais produtos de origem ambiental questionável, envolvendo desmatamento, queimadas ilegais ou degradação. Também não aceita produtos sem boas práticas sanitárias”, explicou.

Fávaro elogiou ainda a robustez do sistema sanitário brasileiro. “O Brasil tem um nível baixíssimo de restrições ao comércio internacional. A nossa eficiência no enfrentamento da gripe aviária demonstrou a força e a solidez do sistema”.

Comentou também o processo em curso para a recuperação de mercados. “Hoje, apenas nove países ainda mantêm restrições à carne de frango brasileira. Desses, três não têm relação comercial relevante conosco. Então, são apenas seis países em que precisamos focar para retomar as vendas. Tive a oportunidade de tratar do assunto durante a bilateral entre o presidente Lula e o primeiro-ministro da China. Ele disse que já estava ciente do caso e que os protocolos estão sendo revistos rapidamente para retomar as compras”, relatou o ministro.

Outro destaque foi a exportação do primeiro lote de carne bovina brasileira para o Vietnã, realizada no último sábado (5). O mercado foi aberto em março, durante missão oficial ao país asiático, fruto de reuniões com as principais lideranças políticas vietnamitas.

BRICS

Os países do BRICS representam 48,5% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio internacional (fonte: TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o grupo totalizou US$ 210 bilhões, o equivalente a 35% do comércio exterior brasileiro em 2024.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Venezuela quis vir ao Brics e driblar calote com Brasil antes de parar negociação

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula

Antes de suspender as negociações da dívida bilionária com o Brasil, a ditadura da Venezuela sugeriu ao governo brasileiro pagar os débitos de mais de US$ 1,7 bilhão ( R$ 9,8 bilhões) com “lucros” obtidos por novos investimentos brasileiros no país.

Em paralelo, a ditadura chavista voltou a manifestar o desejo de participar das atividades do Brics, grupo do qual tentou fazer parte, mas foi barrado no ano passado por objeção política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula. O evento é o principal do calendário do Brics neste ano, mas o País segue no comando até dezembro, quando passa a presidência do bloco para a Índia.

A vontade da Venezuela foi comunicada à Coordenação-Geral do Brics. Mas o Estadão/Broadcast apurou que o governo Lula jamais considerou convidar Maduro ou membros de sua equipe. Interlocutores dizem que, se o fizesse, Lula passaria por uma “humilhação” depois do que ocorreu na eleição passada, quando a ditadura chavista fraudou abertamente o pleito.

Como presidente do Brics até dezembro, o Brasil tem o poder de sugerir uma pauta ao bloco e estender convites a países aliados da própria região ou de nações relevantes do Sul Global – essas reuniões costumam ser chamadas de Brics+ e Brics Outreach. Para a cúpula, o governo convidou México, Uruguai, Colômbia, Chile, Angola e Turquia, além de dois outros não revelados pelo Itamaraty.

Um telegrama obtido pelo Estadão revela que a Venezuela fez sugestões diplomáticas e mantinha vivo o desejo de participar do Brics durante a presidência brasileira do grupo. A ofensiva ocorreu a despeito do veto exercido pelo Brasil contra Maduro em 2024. O argumento foi que somente países com relações políticas amigáveis com todos os membros seriam aceitos.

Na cúpula anterior, em Kazan, a Venezuela tinha tanta certeza de que seria admitida como “parceira do Brics”, uma nova categoria de associação criada na época, que Maduro viajou para a Rússia de surpresa. No entanto, saiu de lá frustrado e furioso com o governo Lula e o Itamaraty, a quem acusou de lhe “apunhalar pelas costas”. O bloqueio deteriorou ainda mais as relações entre os antigos aliados de esquerda.

O veto foi motivado pelo fato de o Brasil não ter reconhecido a alegada e não comprovada reeleição de Maduro na eleição presidencial marcada por fraudes do chavismo e restrições e perseguição à oposição, em julho do ano passado. Lula gastara prestígio político para tentar reabilitar o chavista e mediar a realização de eleições transparentes e livres. Mas se viu enganado e ignorado pela ditadura, ao passar meses cobrando a divulgação de documentos que atestassem a suposta vitória de Maduro.

Lula, por sua vez, deixou de atender telefonemas de Maduro e determinou um esfriamento das relações políticas, enquanto o chavismo o acusava de ingerência externa e de atuar como “agente imperialista dos Estados Unidos”, entre outras provocações e ofensas.

Mesmo com as rusgas, a Venezuela voltou à carga, depois de o governo brasileiro retomar laços discretos e explicitar que não romperia relações diplomáticas. Em 5 de março, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, reportou ao Itamaraty um encontro com a ministra do Comércio Exterior, Coromoto Godoy.

Na conversa, ocorrida em 28 de fevereiro, a embaixadora brasileira deixou claro à ditadura que “uma grande barreira para o maior adensamento do comércio bilateral seria a dívida venezuelana, referente às operações de financiamento às exportações de bens e serviços por empresas brasileiras”.

Segundo a diplomata brasileira, a ministra venezuelana respondeu de forma vaga e logo compartilhou sua “expectativa” de participar do Brics. A ministra venezuelana sugeriu que um convite fosse feito pelo governo brasileiro a algum representante da ditadura chavista.

“Minha interlocutora disse estar ciente da questão da dívida e manifestou, em tom vago, a expectativa de que esse entrave possa ser equacionado entre os dois países. Adicionou que o distanciamento não gerou benefícios para nenhum país e que um dos caminhos para a retomada do desenvolvimento da Venezuela seria a aproximação com o Brics. Nesse contexto, fez um apelo a que o Brasil considerasse convidar representante venezuelano para participar de eventuais atividades que possam contribuir para estreitar laços com o grupamento”, reportou Glivânia.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul fecha acordo comercial com EFTA

O Mercosul anunciou ontem a conclusão de um acordo de livre-comércio com a EFTA – bloco de países formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Este é o segundo acordo comercial do Mercosul desde dezembro do ano passado. A aliança anterior foi fechada com a União Europeia, fator que, segundo as fontes, também contribuiu para que as tratativas com a EFTA ganhassem força política.

O anúncio foi feito durante a 66ª cúpula do bloco sul-americano, que acontece em Buenos Aires. O Valor já havia antecipado, há alguns meses, que o acordo com os quatro países europeus era aguardado para este mês de julho.

Segundo o Itamaraty, o tratado vai facilitar o comércio para cerca de 97% dos produtos que já são exportados entre os dois blocos. “Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, explicou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado à imprensa.

Na prática, o acordo resultará na criação de uma zona de livre-comércio com quase 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. A efetividade dessa zona de livre-comércio ainda depende, entretanto, de um plebiscito popular a ser realizado pelos suíços – uma particulariedade do país.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) também divulgou uma nota na qual afirma que, com a finalização desses acordos, e a assinatura de um tratado com Cingapura, em 2023, o bloco sul-americano aumentará em 1,5 vez a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre-comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

“Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais. É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, explicou o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, que está na Argentina.

Pressões
Os termos do acordo ainda não são conhecidos, mas o Valor apurou que o Brasil não cedeu à pressão dos suíços para que fossem adotadas cláusulas extras no campo de propriedade intelectual. Os pedidos da Suíça se devem à força da indústria farmacêutica do país, que manifestou um temor quanto à possível quebra compulsória de patentes por parte dos sul-americanos.

Outro assunto que ainda estava travando a conclusão das negociações são as chamadas regras de origem, um conjunto de normas que determina se um produto pode ser considerado originário de uma região ou não. O assunto é sensível para a EFTA devido às características geográficas dos países que integram o bloco. Muitas vezes os produtos fabricados na Suíça ou Noruega podem ter uma etapa de sua produção realizada em nações vizinhas, o que poderia afetar o conceito de regras de origem.

O acordo anunciado ontem abre 724 oportunidades comerciais para o Brasil exportar 495 produtos, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, cada oportunidade de exportação é contada por produto e por país. Como a EFTA tem quatro países, o mesmo produto pode ter mais de uma chance de exportação.

Fonte: Valor Econômico 

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Mercado Internacional, Negócios

Acordo do Mercosul com bloco europeu elimina imposto sobre chocolate suíço

Bloco sul-americano fez acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein

Os países do Mercosul anunciaram nesta quarta-feira conclusão das negociações para um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.

Entre os benefícios para os consumidores do Mercosul está a redução de tarifas, como a eliminação do imposto sobre o chocolate suíço, que atualmente paga 20% para entrar nos países do bloco sul-americano.

Por outro lado, a carne bovina brasileira terá maior acesso ao mercado suíço, com uma cota anual de 3 mil toneladas com imposto zerado, um aumento significativo em relação ao volume exportado atualmente.

O pacto prevê a eliminação total das tarifas de importação para os setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor, além de concessões parciais para produtos agrícolas, como aves, milho, café e frutas.

O acordo, que estava em negociação desde 2017, deve criar um mercado conjunto de cerca de 290 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 4,3 trilhões.

O Brasil liberalizará cerca de 97% do comércio com a EFTA em regime de livre comércio, com o restante sujeito a desonerações graduais ao longo dos próximos anos.

Além das questões tarifárias, o entendimento inclui capítulos sobre compras governamentais, propriedade intelectual, investimentos e resolução de controvérsias, alinhando-se a padrões internacionais de comércio.

O acordo ainda passará por processos jurídicos e políticos antes de sua assinatura oficial, prevista para o final deste ano.

Fonte: InfoMoney

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Mercado de trabalho, Negócios

Microsoft demitirá cerca de 9 mil empregados em seu maior corte em 2 anos

Companhia fala em “mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”

A Microsoft está demitindo milhares de funcionários, sua terceira rodada de cortes nos últimos meses, confirmou a empresa na quarta-feira (2).

A redução de pessoal afetará menos de 4% da força de trabalho total da empresa, ou cerca de 9.000 trabalhadores, de acordo com um porta-voz da companhia.

Isso marca as maiores demissões da gigante da tecnologia desde que cortou 10.000 funcionários em 2023 e ocorre em meio a cortes de pessoal em outras áreas do setor de tecnologia.

As ações da Microsoft permaneceram inalteradas após o anúncio.

“Continuamos a implementar as mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”, disse um porta-voz da Microsoft em comunicado, acrescentando que a empresa está reduzindo os níveis gerenciais e tornando os funcionários mais produtivos com novas tecnologias.

A redução de pessoal também ocorre porque empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, estão usando IA (inteligência artificial) para tornar sua força de trabalho mais eficiente.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou no início deste ano que 20% a 30% do código da empresa estava sendo gerado por IA, e a empresa está investindo bilhões em investimentos em infraestrutura para a tecnologia.

Não está claro se a IA contribuiu diretamente para os cortes de quarta-feira e quais divisões da Microsoft serão afetadas. O The Verge noticiou que o líder do Xbox, Phil Spencer, enviou uma nota interna informando que sua equipe seria impactada.

A Bloomberg também noticiou anteriormente que as demissões planejadas para julho teriam como alvo as equipes de vendas e do Xbox.

Os cortes de quarta-feira ocorrem depois que a Microsoft demitiu 3% de sua equipe, cerca de 7.000 funcionários, em maio.

Em julho de 2024, a última vez que a Microsoft divulgou formalmente seu quadro total de funcionários, a empresa contava com 228.000 trabalhadores.

Outras empresas de tecnologia também realizaram demissões neste ano, incluindo a Meta e a Bumble. O CEO da Amazon, Andy Jassy, ​​também alertou sua equipe no mês passado que a IA acabaria ajudando a empresa a reduzir o número de funcionários.

Em abril, a Microsoft anunciou que seus lucros trimestrais aumentaram 18%, para US$ 25,8 bilhões, durante o trimestre encerrado em 31 de março, impulsionados pelo forte desempenho de seus negócios em nuvem e serviços de IA. A empresa deve divulgar os resultados do quarto trimestre fiscal ainda este mês.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Integração estratégica: Porto de Imbituba recebe comitiva da FIESC

No dia 1º de julho, o Porto de Imbituba recebeu a visita institucional da comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O grupo foi liderado pelo Presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e contou com a presença de outros diretores e convidados. A Autoridade Portuária foi representada pelo diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

A programação teve início com uma apresentação institucional, na qual foram detalhados o funcionamento e os projetos da Autoridade Portuária. Na sequência, os visitantes realizaram uma visita guiada ao cais, onde puderam acompanhar, in loco, as operações portuárias em andamento.

“Receber a comitiva da FIESC é uma grande honra para o Porto de Imbituba. Esta visita marca uma importante aproximação entre o setor portuário e a indústria catarinense, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento integrado e sustentável do estado”, destacou Christiano Lopes.

“É uma alegria estar no Porto de Imbituba. Santa Catarina tem a vantagem de contar com cinco portos, o que nos torna o segundo estado em movimentação de contêineres no país”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

“As cidades portuárias, como Imbituba, crescem acima da média, mostrando que o porto é um verdadeiro motor de desenvolvimento regional. Com a conclusão da BR-285, o Sul terá ainda mais potencial logístico. Parabéns à gestão do porto. A FIESC segue ao lado de iniciativas que fortalecem nossa indústria e economia”, completa Aguiar.

A visita reforça o papel estratégico do Porto de Imbituba como elo entre a produção industrial de Santa Catarina e os mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Porto de Imbituba

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