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Mercosul prepara cúpula decisiva para possível assinatura do acordo com a União Europeia

Expectativa para o tratado Mercosul–UE
O governo Lula confirmou para 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR), a cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, encontro no qual o bloco pretende finalmente concluir o acordo comercial com a União Europeia. A UE será representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A assinatura do tratado é vista como prioridade diplomática para o Brasil e países vizinhos.

Pressão francesa dificulta avanço
Apesar do esforço sul-americano, o governo da França, liderado por Emmanuel Macron, tem sinalizado resistência. Segundo o Politico Europe, Paris tenta adiar a votação de ratificação do acordo para janeiro, pressionado por agricultores franceses contrários à abertura do mercado europeu para produtos do agro brasileiro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que o país, considerado “um grande poder agrícola”, defenderá seus “interesses agrícolas muito firmemente” e que o texto atual não é aceitável para Macron.

Declarações de Lula sobre o acordo
Durante o encontro do G20 na África do Sul, em novembro, o presidente Lula havia declarado que o tratado seria assinado em 20 de dezembro. O petista destacou a relevância econômica do pacto, que envolveria cerca de 722 milhões de pessoas e movimentaria aproximadamente US$ 22 trilhões em PIB, podendo se tornar o maior acordo comercial do mundo. Lula ainda lembrou que, mesmo após a assinatura, haverá um processo extenso até que os países possam usufruir plenamente dos benefícios previstos.

Agenda completa em Foz do Iguaçu
Na véspera da cúpula presidencial, o Conselho do Mercado Comum (CMC) realizará sua reunião ordinária. A programação inclui ainda encontros entre ministros das Relações Exteriores, ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais dos países do bloco, além da presença de convidados especiais, conforme informou o Palácio do Planalto.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons

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Aeroportos

Aviação no Sul do Brasil registra melhor desempenho da história em 2025

A aviação civil no Sul do Brasil atingiu um marco histórico em outubro de 2025. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que 1.178.785 passageiros embarcaram nos aeroportos da região, o melhor resultado já registrado para um mês de outubro na série histórica de 25 anos.

O desempenho não se limita a uma estatística isolada. A recuperação reflete a resiliência econômica de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, superando o nível pré-pandemia de 2019, que registrou 1,13 milhão de embarques, e demonstrando crescimento expressivo em relação a outubro de 2024, com 923 mil passageiros, ano marcado por enchentes no território gaúcho.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, relaciona o crescimento à melhora econômica da região: “Alcançar o melhor resultado em embarques em duas décadas demonstra a confiança das pessoas na retomada econômica e a força do mercado de aviação no Sul. Vemos passageiros viajando tanto a lazer quanto a negócios, o que valida todo o esforço de apoio ao setor”, afirmou.

Recorde anual impulsionado por turismo e negócios

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, 10,94 milhões de passageiros decolaram de aeroportos do Sul, superando o recorde anterior de 2019 (10,6 milhões) e o número de 2024 (9,1 milhões).

O crescimento reflete tanto a atividade corporativa intensa, impulsionada por um agronegócio pujante e uma indústria diversificada, quanto o aumento do turismo de lazer, resultado da recuperação do poder de compra e da confiança do consumidor.

Principais aeroportos do Sul

O levantamento da Anac mostra que o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, lidera o ranking de embarques, com 2.912.768 passageiros entre janeiro e outubro de 2025. Curitiba (São José dos Pinhais) aparece em segundo, com 2.462.015 embarques, seguida de Florianópolis, com 2.046.119 passageiros.

Outros polos regionais e turísticos também se destacam: Navegantes (SC) registrou 927.294 embarques, Foz do Iguaçu (PR) 918.409, enquanto Maringá (PR) e Londrina (PR) contabilizaram 356 mil e 293 mil passageiros, respectivamente.

Integração com o Mercosul e voos internacionais

A aviação do Sul também se diferencia pela integração com a América do Sul. Em outubro, o Chile foi o principal destino internacional direto, concentrando 41% dos passageiros, seguido pela Argentina, com 35%. Juntos, esses países representam mais de três quartos do tráfego internacional da região.

Outros destinos internacionais importantes incluem Panamá (8,52%), Portugal (7,39%) e Peru (4,64%), reforçando o papel do Sul do Brasil como hub estratégico regional, reduzindo a necessidade de conexões em grandes centros do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Internacional

UE cria mecanismo de salvaguardas e ameaça acordo com Mercosul

O Parlamento Europeu aprovou na segunda-feira (8) um mecanismo de salvaguardas que pode reduzir os ganhos potenciais de produtores agrícolas brasileiros com o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. A decisão gerou reação negativa em Brasília, que prometeu resistir à inclusão da medida no tratado.

O acordo UE-Mercosul, que teve suas negociações concluídas após duas décadas, tem assinatura prevista para 20 de dezembro. Especialistas alertam que a criação dessas salvaguardas pode provocar impasses de última hora, colocando o tratado em risco.

Conselho Europeu deve deliberar sobre o acordo

No dia 18 de dezembro, o Conselho Europeu, composto pelos chefes de governo dos 27 países-membros, votará sobre a aprovação do acordo. Para que ele siga para assinatura em Brasília, é necessário o aval de 55% dos países (15 de 27), representando ao menos 65% da população da UE.

O desafio vem de países com forte presença agrícola, como França, Polônia, Irlanda e Itália, que resistem à abertura do mercado europeu para produtos do Mercosul, mesmo com cotas limitadas.

Como funciona o mecanismo de salvaguardas

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, propôs suspender os descontos em tarifas de importação para produtos agrícolas do Mercosul caso haja impacto negativo aos produtores europeus.

O Comitê de Comércio Internacional do Parlamento Europeu aprovou a proposta por 27 votos a favor e oito contra, com ajustes que restringem ainda mais a possibilidade de crescimento das exportações. O texto permite a abertura de investigações comerciais quando as vendas de produtos considerados sensíveis — como carne bovina e frango — aumentarem mais de 5% em média ao longo de três anos ou quando os preços caírem 5% no mercado europeu.

Após a aprovação no comitê, o plenário do Parlamento Europeu deve deliberar sobre o mecanismo na próxima terça-feira (16). Fontes diplomáticas europeias indicam que a votação final deve confirmar a aprovação, reduzindo a resistência de França, Polônia, Itália e Irlanda.

Impacto para o Mercosul e Brasil

Altos funcionários do governo brasileiro alertam que a medida pode comprometer a viabilidade do acordo de livre comércio. Atualmente, o Mercosul já enfrenta cotas anuais restritivas: 99 mil toneladas de carne bovina, 180 mil toneladas de frango, 25 mil toneladas de carne suína, 180 mil toneladas de açúcar e 30 mil toneladas de queijos.

Segundo um representante brasileiro, se o agronegócio do Cone Sul não puder se beneficiar nem dessas cotas limitadas, será necessário reavaliar a própria assinatura do tratado.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Competição entre Mercosul e União Europeia impulsiona desenvolvimento, diz Ingo Plöger

A reunião-almoço que marcou o fim da programação empresarial de 2025 da Câmara de Indústria e Comércio Alemã-Brasileira no Rio Grande do Sul reuniu, em Porto Alegre, empresários e especialistas para discutir o acordo Mercosul–União Europeia e o papel geopolítico do Brasil em um cenário global mais volátil. O convidado principal foi o engenheiro e economista Ingo Plöger, presidente da Abag e do Ceal Brasil.

Origem das negociações e mudanças no cenário internacional

Plöger relembrou que as tratativas entre os dois blocos começaram no fim dos anos 1990, quando havia maior confiança no multilateralismo e na integração entre democracias. Na época, a União Europeia avançava como modelo de compartilhamento de soberania, enquanto o Mercosul buscava consolidar estrutura semelhante na América do Sul. Segundo ele, a intenção inicial era fortalecer “autonomias compartilhadas que promovessem paz e prosperidade”.

Competição entre os blocos é vista como motor de prosperidade

O economista destacou que um equívoco comum é tratar Mercosul e União Europeia como economias naturalmente complementares. Na avaliação de Plöger, ambos são blocos altamente competitivos — e isso deve ser entendido como um fator positivo. “Competição gera prosperidade”, afirmou, lembrando que a própria formação europeia nasceu da disputa entre polos industriais robustos.

Transformações da economia global dificultam avanços

O longo impasse nas negociações, que já dura mais de 20 anos, também decorre das profundas mudanças na economia mundial. Quando o diálogo começou, a indústria ocupava posição central. Hoje, mais de metade do PIB tanto do Mercosul quanto da UE está concentrado em serviços, setor complexo de regular e pouco contemplado nos instrumentos tradicionais de comércio internacional.

Novo tabuleiro geopolítico e as vantagens brasileiras

Plöger observou que as recentes mudanças geopolíticas — como o enfraquecimento do multilateralismo, a ascensão de acordos bilaterais e a força crescente de potências com modelos distintos das democracias liberais — remodelaram o comércio global. Nesse contexto, o mundo passou a operar em três frentes simultâneas: segurança internacional, segurança alimentar e segurança energética.

É nesse ambiente que o Brasil se destaca. Na segurança alimentar, o País lidera pela produção de proteínas animais sustentada por cadeias logísticas avançadas, o que pressiona sistemas de subsídios de economias desenvolvidas. No campo energético, o diferencial brasileiro está na matriz elétrica limpa e na expertise em biocombustíveis. “O Brasil domina tecnologias que o mundo vai demandar ainda mais”, resumiu.

Futuro do acordo e necessidade de olhar adiante

Ao comentar as perspectivas do acordo Mercosul–UE, Plöger avaliou que o debate não deve ficar preso a tarifas ou prazos de desgravação. Para ele, quando — e se — o tratado for concluído, será essencial evitar uma análise limitada ao passado.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lisa Ross/Divulgação/JC

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Economia

Governo adia Cúpula do Mercosul, mas mantém acordo de livre-comércio com a União Europeia

Brasil confirma acordo Mercosul–União Europeia em dezembro

O governo federal decidiu adiar a Cúpula do Mercosul para janeiro do próximo ano, informaram interlocutores do Palácio do Planalto. Apesar da mudança no calendário, está mantida para 20 de dezembro, em Brasília, a assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) — um dos compromissos mais aguardados da agenda diplomática.

A formalização do tratado ocorrerá ainda sob a presidência brasileira do Mercosul, já que a troca de comando do bloco será concluída antes da reunião de chefes de Estado.

Lula busca consolidar protagonismo nas negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido o principal articulador, pelo lado sul-americano, do avanço nas negociações com a UE. O governo vê na assinatura do acordo uma oportunidade de reforçar o protagonismo brasileiro no cenário internacional e capitalizar politicamente o desfecho das tratativas.

Ausências de Milei e Peña levaram ao adiamento

O adiamento da cúpula foi motivado, principalmente, pela impossibilidade de participação dos presidentes Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai) na data inicialmente prevista.

A nova reunião deverá ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), escolha considerada simbólica pelo Planalto: além de marcar a transição da presidência do bloco para o Paraguai, a cidade abriga uma das principais fronteiras entre os dois países.

Com informações do Palácio do Planalto.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Uruguai entra na Parceria Transpacífica e aumenta pressão sobre o futuro do Mercosul

A decisão do Uruguai de ingressar na Parceria Transpacífica (CPTPP) — grupo que reúne economias como Japão, Canadá, Austrália, Chile e Reino Unido — acendeu um alerta na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Para a entidade, o movimento pode fragilizar o Mercosul e interferir diretamente nas negociações do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia, previsto para ser discutido em 19 de dezembro, em Foz do Iguaçu.

Cláusula do Mercosul é ponto central da tensão

Segundo a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, a preocupação decorre do possível descumprimento de uma cláusula fundamental do Mercosul, que impede que seus membros firmem acordos comerciais individuais com outros países ou blocos.

Bustamante afirma que essa regra sempre limitou a atuação do Brasil no cenário internacional.
Nenhum dos quatro países pode assinar acordos comerciais isolados. Essa é uma das razões pelas quais o Brasil tem poucos tratados”, explicou.

Precedente também envolve a Argentina

A entrada do Uruguai no CPTPP, segundo Bustamante, rompe o entendimento tradicional do bloco e abre um precedente delicado — tendência que já seria perceptível na Argentina.
Ela lembrou que Buenos Aires mantém tratativas para um acordo comercial com os Estados Unidos, com declaração oficial de que o processo está em andamento.

Impacto direto no acordo Mercosul–União Europeia

O maior receio da Fiesc é que a instabilidade gerada pelas decisões unilaterais afete o acordo Mercosul–União Europeia, considerado estratégico para o Brasil.
Bustamante destacou que não há clareza sobre o posicionamento que Uruguai e Argentina levarão à reunião de dezembro, o que pode comprometer a coesão do bloco.

Indústria defende revisão do Tratado de Assunção

Diante do cenário, a Fiesc sugere que o Brasil articule uma revisão da cláusula do Tratado de Assunção que impede acordos bilaterais. Para Bustamante, abrir essa possibilidade fortaleceria o comércio regional.
“O Brasil não pode continuar sem essa oportunidade”, afirmou. Segundo ela, permitir negociações individuais sem extinguir o Mercosul seria uma adaptação necessária aos novos tempos.

Incertezas sobre punições e presença dos presidentes

O tratado prevê punições, como suspensão de países, para quem descumprir as regras. No entanto, ainda não há sinalização oficial sobre quais medidas podem ser aplicadas ao Uruguai ou à Argentina.

Outro fator que aumenta a tensão é a dúvida sobre a participação dos presidentes dos dois países na cúpula de dezembro — presença ainda não confirmada.

Reunião em Foz do Iguaçu deve ter clima tenso

Para Bustamante, o encontro tem tudo para ocorrer em um ambiente de pressão e incerteza, já que os membros do bloco não deram sinais claros de alinhamento. Ela avalia que o risco de impasse é alto, especialmente num momento decisivo para as negociações internacionais e para o futuro do Mercosul.

FONTE: Ligado no Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ligado no Sul

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Internacional

Macron sinaliza assinatura do acordo UE–Mercosul para o dia 20, dizem empresários brasileiros

A expectativa pela assinatura do acordo UE–Mercosul ganhou novo impulso após empresários brasileiros relatarem que o presidente francês, Emmanuel Macron, indicou o dia 20 como data possível para a conclusão do trato comercial. A sinalização ocorreu durante encontros realizados em Paris nesta quinta-feira (27), dentro da programação do Lide, fórum empresarial fundado por João Doria.

Reunidos no Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros, representantes de grandes companhias e líderes políticos discutiram parcerias estratégicas, taxação de produtos brasileiros e entraves que ainda travam o acordo birregional. No período da tarde, parte dos executivos foi recebida por Macron para aprofundar o diálogo.

Resistências francesas continuam no debate

Apesar do otimismo, a resistência da França permanece como principal obstáculo. Pressionado por agricultores, Macron tem adotado uma postura mais conservadora em relação ao tratado — posição já demonstrada durante a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Paris e em encontros internacionais como a COP30, em Belém.

O ex-presidente Michel Temer, presente ao evento, voltou a cobrar a conclusão das negociações. Ele lembrou que, durante sua gestão, houve forte empenho dos países do Mercosul para finalizar o acordo, mas entraves do setor agrícola francês dificultaram o processo.

Temer ressaltou que, após duas décadas de tratativas, o entendimento deveria ter sido alcançado há anos, e afirmou acreditar no esforço conjunto de Macron e Lula para finalizar o texto.

Expectativa por assinatura ainda em dezembro

A ex-ministra Kátia Abreu, defensora histórica da aproximação entre os blocos, também demonstrou otimismo. Ela afirmou aguardar a conclusão do acordo há 15 anos e reforçou que a data de 20 de dezembro, proposta por Lula, pode finalmente marcar a formalização do pacto.

Para Kátia, o tratado representaria um avanço estratégico para o Brasil, para o Mercosul e para os europeus, quebrando um período prolongado sem novos acordos comerciais. Segundo ela, o entendimento ajudaria a “tirar a Europa do isolamento” e ofereceria ganho econômico para ambos os lados.

Produtores franceses buscam garantias

O presidente da JBJ Agropecuária, José Batista Júnior, destacou que a missão brasileira busca tranquilizar o governo francês e seus produtores rurais quanto à concorrência com o agronegócio brasileiro. Ele afirmou que o objetivo é mostrar que o comércio entre os blocos pode contribuir para estabilidade de preços, controle da inflação e equilíbrio nas importações e exportações.

Kátia Abreu também reconheceu que setores brasileiros podem sentir impactos, citando especialmente os produtores de vinho, preocupados com o aumento da competitividade dos rótulos franceses — amplamente apreciados no mercado nacional.

Energia, tecnologia e sustentabilidade em pauta

Além da discussão comercial, o fórum empresarial abordou temas como transição energética, minerais estratégicos, segurança alimentar, sustentabilidade e potencial tecnológico. Entre as autoridades francesas presentes estavam representantes de empresas como a Engie, além da ministra da Francofonia, Eleonore Caroit, e da presidente do Conselho Regional de Île-de-France, Valérie Pécresse.

Pécresse reforçou que França e Brasil precisam de uma parceria mais robusta, construída sobre equilíbrio e benefícios mútuos.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DC News

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Saúde

Brasil e Paraguai ampliam integração sanitária e firmam novo acordo no Mercosul

Cooperação bilateral reforça parcerias em saúde digital, vigilância, fronteiras e formação de especialistas.

Ás vésperas da 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, realizada nesta quarta-feira (26), Brasil e Paraguai formalizaram um novo Memorando de Entendimento (MoU) para ampliar e aprofundar a cooperação bilateral em saúde. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro Alexandre Padilha e pela ministra paraguaia María Teresa Barán horas antes da transferência brasileira da Presidência Pro Tempore (PPT) da Saúde do bloco para o Paraguai.

“Este acordo é mais um passo para proteger nossa população nas regiões de fronteira. Brasil e Paraguai fortalecem juntos a vigilância, o cuidado e a adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, que já impactam nossos países. A cooperação integrada nos torna mais preparados e garante melhor assistência ao nosso povo”, afirmou Padilha.

O acordo atualiza as bases da cooperação sanitária entre os dois países e reforça compromissos assumidos desde os anos 1970, quando o primeiro tratado bilateral sobre saúde foi firmado. A nova etapa coloca foco em temas contemporâneos como saúde digital, vigilância de emergências, mudança climática, acesso a medicamentos e fortalecimento da atenção primária, pontos cruciais para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Agenda ampliada de cooperação

O memorando estabelece oito áreas prioritárias, entre elas:

A ampliação da agenda mira, segundo diplomatas que acompanham o processo, “harmonizar respostas sanitárias” em uma região marcada pelo intenso fluxo populacional e por assimetrias nos sistemas de atenção.

Fronteira como eixo estratégico

Um dos pontos de maior destaque do acordo é a formalização de um espaço permanente de articulação entre localidades fronteiriças vinculadas. A iniciativa envolve coordenação conjunta entre as diretorias internacionais dos dois ministérios e prevê planejamento compartilhado de ações com o objetivo de reduzir riscos epidemiológicos em áreas de grande circulação entre brasileiros e paraguaios.

O mecanismo permitirá, por exemplo, que os países troquem dados em tempo real sobre surtos, aprimorem o fluxo de pacientes transfronteiriços e estabeleçam operações de saúde integradas.

Governança, confidencialidade e execução

O MoU cria um modelo de governança baseado em pontos focais indicados por ambos os ministérios, responsáveis por acompanhar, financiar e monitorar o avanço das iniciativas. O acordo prevê ainda:

  • Intercâmbio de informações técnicas;
  • Compartilhamento de políticas públicas e experiências de gestão;
  • Formação de profissionais e especialistas em saúde;
  • Desenvolvimento conjunto de projetos de cooperação Sul-Sul;
  • Respeito às regras de confidencialidade e proteção de dados, conforme a legislação de cada país.
  • O memorando entra em vigor a partir da assinatura e tem duração inicial de cinco anos, com renovação automática por igual período.

Transição no Mercosul e novo ciclo regional

A assinatura ocorre em um momento simbólico para a integração sanitária regional: o Paraguai assume a Presidência Pro Tempore da Saúde do Mercosul com a missão de dar continuidade à agenda conduzida pelo Brasil, marcada pelo reforço da produção regional de medicamentos, fortalecimento das vigilâncias e construção de respostas comuns a emergências sanitárias.

Com a assinatura do memorando e a transferência da PPT, Brasil e Paraguai sinalizam que a cooperação técnica continua a ser um dos pilares mais concretos da integração regional.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

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Economia

Acordo Mercosul–União Europeia deve ser oficializado em 20 de dezembro, afirma Lula

Expectativa de conclusão após mais de 20 anos de negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que pretende formalizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no próximo dia 20 de dezembro. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em Johannesburgo, na África do Sul, onde Lula participa da programação da Cúpula do G20.

O tratado, discutido há mais de duas décadas, é considerado o mais abrangente já articulado entre os dois blocos econômicos e envolve temas como comércio internacional, cooperação econômica e sustentabilidade.

Assinatura deve ocorrer na Cúpula dos Líderes do Mercosul

Lula informou que a assinatura está prevista para a Cúpula dos Líderes do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), período em que o Brasil ainda ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano. Segundo o presidente, a agenda internacional de 2025 deve ser encerrada justamente com esse anúncio oficial.

“Eu regresso para o Brasil, onde eu pretendo não viajar mais esse ano, a não ser para Brasília ou para Foz do Iguaçu, para assinar o acordo Mercosul-União Europeia, que eu penso que vai ser assinado dia 20 de dezembro”, declarou o presidente.

Marco estratégico para integração internacional

A expectativa positiva de Lula reforça o interesse do governo em concluir um acordo visto como estratégico para ampliar competitividade, exportações e parcerias econômicas entre América do Sul e Europa. Caso seja formalizado, o tratado representará um avanço significativo no processo de integração entre os blocos e poderá redefinir rotas comerciais nos próximos anos.

Com informações de Dimitrius Dantas.
Texto: Redação

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Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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