Informação

Certificado de Origem Digital ganha relevância com acordo Mercosul–União Europeia

O avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia colocou o Certificado de Origem Digital (COD) em posição estratégica para o comércio exterior brasileiro. O documento é fundamental para comprovar o cumprimento das regras de origem e garantir benefícios tarifários, como redução ou isenção de impostos de importação nos países parceiros.

Com a implementação dos novos acordos comerciais, empresas brasileiras passaram a depender ainda mais da certificação para acessar mercados internacionais com maior competitividade e segurança jurídica.

Emissões do COD crescem em 2025

Dados da Confederação Nacional da Indústria apontam que o sistema COD-Brasil registrou aumento de aproximadamente 20% nas emissões em 2025 na comparação com o ano anterior.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos segmentos automotivo, alimentício e pela ampliação da participação da indústria de transformação nas exportações brasileiras.

Segundo a entidade, mais de cinco mil produtos nacionais passaram a contar com tarifa zero no mercado europeu após a entrada em vigor do acordo Mercosul–UE. Nesse cenário, o certificado de origem se tornou essencial para assegurar o acesso aos benefícios previstos no tratado comercial.

Plataforma digital simplifica emissão de certificados

O Sistema COD Brasil é a plataforma digital administrada pela Confederação Nacional da Indústria destinada à emissão de documentos voltados às exportações brasileiras.

Por meio da ferramenta, empresas exportadoras conseguem solicitar certificados necessários para o desembaraço aduaneiro de mercadorias no exterior, especialmente o certificado de origem, documento que assegura vantagens tarifárias e melhores condições comerciais nos mercados de destino.

Atualmente, o governo brasileiro autoriza 48 entidades para emissão do documento, incluindo 26 federações das indústrias distribuídas pelo país. O serviço integra a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios, coordenada pela CNI em parceria com federações estaduais e o Distrito Federal.

Federações oferecem suporte técnico às exportadoras

Além da emissão do certificado, as federações industriais atuam no suporte técnico às empresas, oferecendo orientação especializada e atendimento próximo durante todo o processo.

Esse acompanhamento facilita o acesso ao comércio internacional para negócios de diferentes portes, inclusive empresas que estão iniciando suas atividades de exportação.

Modelo híbrido marca nova fase do acordo Mercosul–UE

O acordo entre Mercosul e União Europeia também introduziu o modelo de autocertificação pelo exportador, previsto para funcionar em período de transição.

Desde março de 2025, passou a valer um sistema híbrido, permitindo que as empresas escolham entre emitir a declaração de origem por conta própria ou solicitar o certificado junto às entidades brasileiras habilitadas.

Na modalidade de autocertificação, o exportador assume integralmente a responsabilidade pelo cumprimento das regras de origem. O processo exige controle documental rigoroso, conhecimento técnico e armazenamento das informações por pelo menos três anos.

Segurança jurídica fortalece exportações

Especialistas destacam que o suporte das federações industriais continua sendo estratégico para as empresas exportadoras, já que a certificação realizada por entidades autorizadas oferece maior segurança jurídica e reduz riscos de inconformidade com as exigências internacionais.

O uso do Certificado de Origem Digital também vem crescendo entre empresas médias, que apresentam potencial de expansão no mercado externo ao contar com apoio técnico para aproveitar os benefícios dos acordos comerciais internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

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Importação

Importações de lácteos recuam em abril, mas mercado segue pressionado no Brasil

O mercado brasileiro de lácteos registrou desaceleração nas importações e exportações em abril na comparação com março. Apesar da retração mensal, os volumes negociados continuam elevados e mantêm o setor atento ao comportamento do mercado internacional.

A redução nas compras externas foi de 10% no período, mas a entrada de produtos importados ainda segue favorecida pelo câmbio e pela maior competitividade dos derivados estrangeiros frente à produção nacional.

Queijos e muçarela ampliam presença no mercado

Entre os principais destaques do mês, as importações de queijos avançaram 49%, indicando maior demanda por produtos externos no mercado brasileiro.

A muçarela importada apresentou crescimento ainda mais expressivo, com alta de 98% em relação ao período anterior.

Por outro lado, alguns segmentos registraram retração. As compras de leite em pó integral caíram 16%, refletindo ajustes na demanda e no cenário internacional de preços.

Exportações de manteiga têm forte retração

No comércio exterior, as exportações brasileiras de derivados lácteos também perderam força em abril.

O principal recuo ocorreu nas vendas externas de manteiga, que registraram queda de 51% no comparativo mensal.

O movimento reforça o cenário de cautela entre produtores e indústrias do setor, que acompanham as oscilações de preços globais e os impactos da concorrência internacional.

Setor monitora dólar e medidas no Mercosul

Especialistas avaliam que os próximos meses serão decisivos para o mercado de lácteos no Brasil.

Entre os fatores de atenção estão o comportamento do dólar, a evolução dos preços internacionais e as discussões envolvendo possíveis medidas antidumping no Mercosul.

A combinação desses elementos pode influenciar diretamente a competitividade da indústria brasileira e o ritmo das importações de derivados lácteos.

FONTE: Milk Point
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Milk Point

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Exportação

Abiec alerta para risco nas exportações de carne com impasse sobre cotas no Mercosul

A disputa entre os países do Mercosul sobre a divisão das cotas de exportação de carne bovina para a União Europeia tem gerado preocupação no setor frigorífico brasileiro. A avaliação da ABIEC é de que a falta de consenso pode provocar perdas financeiras, reduzir a competitividade das exportações e comprometer o equilíbrio comercial do bloco.

Setor critica proposta do Paraguai para divisão igualitária

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, existe há cerca de duas décadas um entendimento firmado entre representantes privados dos países do Mercosul para definir a participação de cada integrante nas cotas de exportação.

O modelo atual considera fatores como capacidade produtiva e volume exportado por cada país. No entanto, o Paraguai passou a defender uma nova divisão com participação igual de 25% para cada membro do bloco — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Para a entidade brasileira, a proposta não acompanha a realidade do mercado internacional. De acordo com Perosa, o market share paraguaio representa atualmente cerca de 2,5% das exportações do setor, índice muito inferior ao percentual reivindicado nas cotas destinadas ao mercado europeu.

Exportadores temem perdas e desorganização no comércio

A Abiec avalia que uma eventual redistribuição das cotas nos moldes sugeridos pelo Paraguai pode afetar diretamente os exportadores brasileiros de carne bovina e desestruturar o sistema historicamente utilizado pelo bloco.

Na tentativa de buscar consenso, o Foro Mercosul da Carne deve realizar nas próximas semanas uma reunião virtual com representantes do setor agropecuário e da indústria frigorífica. O encontro contará com a participação de entidades como a Abiec e a CNA.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia relevância da discussão

As negociações acontecem em um momento estratégico para o setor, especialmente após os avanços do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Perosa destacou que o tratado prevê mecanismos de salvaguarda para limitar aumentos excessivos nos volumes exportados ou nos preços. Caso o crescimento ultrapasse 5%, poderão ser acionadas medidas de proteção comercial junto ao mercado europeu.

Ainda assim, a expectativa da indústria é de ganho de competitividade para a carne brasileira na Europa.

Redução de tarifas favorece carne bovina brasileira

Antes da entrada em vigor do acordo provisório, o Brasil já exportava volumes expressivos para a União Europeia, mas enfrentava tarifas elevadas.

Dentro da chamada Cota Hilton, destinada aos cortes nobres, a taxação chegava a cerca de 27,8%, com embarques anuais próximos de 8 mil toneladas. Já as demais exportações, que somam aproximadamente 100 mil toneladas por ano, acumulavam tarifas de até 147%, considerando diferentes cobranças aplicadas ao longo da operação.

Com o novo acordo, a tarifa da Cota Hilton foi zerada em maio. Nas demais categorias, a alíquota deve cair para 7,5%.

Segundo a Abiec, a medida representa uma oportunidade histórica para ampliar a presença da carne bovina brasileira no mercado europeu.

Controle das cotas preocupa setor frigorífico

Apesar do cenário favorável, o setor teme perder autonomia sobre o gerenciamento das cotas caso o controle fique concentrado nas mãos dos importadores europeus.

A proposta defendida pelos países do Mercosul é manter o gerenciamento interno por meio de um sistema de certificação conhecido como FIFO (First In, First Out), modelo que acompanha os embarques por ordem de entrada.

Na avaliação da entidade, sem um acordo sobre os percentuais destinados a cada país, pode haver desorganização logística e redução da competitividade regional.

Brasil e Argentina avançam em certificação

Brasil e Argentina já discutem uma certificação própria junto ao MDIC para atender às exigências da União Europeia tanto na exportação de carne bovina quanto de frango.

O Uruguai ainda avalia qual posição adotará nas negociações.

Perosa afirmou que a Abiec pretende ampliar o diálogo com o setor privado e os governos envolvidos para buscar uma solução que preserve os interesses do Mercosul.

Setor estima perdas de até US$ 700 por tonelada

A associação calcula que, caso prevaleça apenas a lógica de “quem embarca primeiro”, os exportadores poderão perder entre US$ 600 e US$ 700 por tonelada exportada.

Além do impacto financeiro, o setor avalia que o Mercosul perderia poder de negociação internacional, favorecendo principalmente os importadores europeus.

Governo aposta em consenso entre países do bloco

A Abiec já iniciou conversas com o Ministério da Agricultura para tentar destravar as negociações. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, afirmou confiar no entendimento entre os países do bloco.

Segundo ele, neste primeiro ano não haverá uma divisão formal das cotas entre os integrantes do Mercosul. O acesso ao volume disponível ocorrerá inicialmente pelo sistema de ordem de chegada.

Rua destacou, no entanto, que os governos já discutem a possibilidade de definir cotas específicas por país a partir do próximo ano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Comércio Internacional

Acordo de Facilitação do Comércio no Mercosul é promulgado pelo Brasil

O Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, iniciativa voltada à modernização e simplificação das operações comerciais entre os países do bloco econômico, foi promulgado pelo Governo Federal. A medida, publicada no Diário Oficial da União, na última sexta-feira (08), foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República.

Acordo busca agilizar operações no Mercosul

O acordo havia sido firmado em dezembro de 2019 entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e recebeu aprovação do Congresso Nacional em setembro de 2023.

A proposta estabelece diretrizes comuns para tornar o comércio intrabloco mais eficiente, seguindo parâmetros internacionais definidos pela Organização Mundial do Comércio e pela Organização Mundial de Aduanas.

Entre os principais objetivos estão:

  • ampliação do uso de documentos eletrônicos;
  • adoção de processos aduaneiros mais rápidos;
  • implementação de sistemas baseados em gestão de riscos;
  • aumento da transparência regulatória;
  • fortalecimento da cooperação entre autoridades de fronteira.

Comércio exterior deve ganhar mais eficiência

O texto também prevê ações para acelerar o despacho de mercadorias, incluindo produtos perecíveis, além da expansão do intercâmbio digital de certificados sanitários e de origem.

Outro ponto importante é a consolidação do Guichê Único de Comércio Exterior, ferramenta que busca integrar procedimentos e reduzir a burocracia nas operações internacionais.

Com a regulamentação, o governo espera reduzir custos logísticos, diminuir prazos de liberação de cargas e ampliar a segurança jurídica para empresas que atuam no comércio exterior.

Micro e pequenas empresas estão entre as beneficiadas

O acordo também prevê impactos positivos para micro, pequenas e médias empresas, que poderão contar com regras mais previsíveis e processos menos complexos para exportação e importação dentro do Mercosul.

Segundo o decreto, eventuais mudanças futuras no acordo ou novos compromissos financeiros assumidos pelo Brasil continuarão dependendo de aprovação do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Júlio César Silva / MDIC

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Comércio

Acordo Mercosul-Canadá avança e nova rodada de negociações é marcada para maio

As negociações para o acordo de livre comércio Mercosul-Canadá registraram avanços importantes após a nona rodada realizada em Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril. Segundo o governo brasileiro, ao menos três capítulos do tratado estão próximos de serem concluídos.

Uma nova rodada de discussões já está prevista para maio, com o objetivo de acelerar o fechamento das pendências e consolidar o entendimento entre as partes.

Progresso nas negociações comerciais

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios envolvidos, o diálogo entre Mercosul e Canadá tem avançado de forma consistente desde a retomada das tratativas, em outubro do ano passado.

O esforço conjunto busca fortalecer as relações bilaterais e ampliar a integração econômica internacional, promovendo mais oportunidades de comércio e investimentos.

Temas discutidos na rodada

Durante os encontros presenciais, grupos técnicos trataram de diversos pontos estratégicos do acordo, incluindo:

  • comércio de bens e serviços
  • serviços financeiros
  • regras de origem
  • propriedade intelectual
  • barreiras sanitárias e fitossanitárias
  • comércio sustentável

Além disso, reuniões híbridas abordaram temas como compras governamentais, barreiras técnicas ao comércio e questões relacionadas ao trabalho.

Governo brasileiro busca conclusão do acordo

O avanço das negociações ocorre em meio ao esforço do governo federal para concluir o tratado. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil trabalha para finalizar o acordo comercial com o Canadá.

A expectativa é que o tratado amplie o acesso a mercados, reduza tarifas e fortaleça a presença de produtos do Mercosul no comércio internacional.

Próximos passos

Com capítulos já próximos do encerramento, a próxima rodada será decisiva para avançar nos pontos restantes e aproximar as partes de um consenso final.

O acordo é considerado estratégico para diversificar parcerias comerciais e impulsionar o comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Agronegócio

Agronegócio Brasil–Uruguai: ministros discutem cooperação e expansão do comércio bilateral

O agronegócio Brasil–Uruguai foi tema de reunião realizada na terça-feira (28), em Brasília (DF), entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tratou de pautas consideradas prioritárias para o setor na região.

Relação bilateral e integração no agronegócio

Durante a reunião, os ministros destacaram a importância da parceria entre Brasil e Uruguai, marcada por cooperação histórica, integração regional e forte intercâmbio comercial.

André de Paula ressaltou o papel estratégico do Uruguai nas relações comerciais, técnicas e institucionais com o Brasil, reforçando a relevância da agenda conjunta no comércio agrícola internacional.

Diálogo permanente e interesses comuns

O ministro uruguaio Alfredo Fratti destacou a necessidade de manter o diálogo constante entre os países, com foco na construção de soluções conjuntas para desafios do agronegócio regional e de temas de interesse mútuo.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, além de iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades comerciais entre os dois países.

Cooperação em ciência, tecnologia e inovação

Outro ponto de destaque foi o avanço da parceria em ciência, tecnologia e inovação no agronegócio, incluindo a criação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. O projeto envolve a Embrapa, o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi abordado o Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de tecnologias de base biológica, voltadas à melhoria da produção agrícola e pecuária. As iniciativas foram formalizadas em dezembro de 2025.

Bioinsumos e comércio bilateral

O ministro uruguaio reforçou o interesse na agenda de bioinsumos, área que vem ganhando relevância na cooperação bilateral. O governo brasileiro afirmou estar aberto à ampliação do intercâmbio técnico e científico nesse segmento, considerado estratégico para a inovação e sustentabilidade agropecuária.

Comércio entre Brasil e Uruguai

Brasil e Uruguai mantêm posição de parceiros estratégicos dentro do Mercosul e de fóruns regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Em 2025, o comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2,22 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 989,9 milhões corresponderam às exportações brasileiras, enquanto as importações vindas do Uruguai somaram cerca de US$ 1,23 bilhão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportações para a Argentina crescem e abrem novas oportunidades para Santa Catarina

A relação econômica entre Brasil e Argentina segue marcada por ciclos de instabilidade, mas vive um novo momento de retomada. Apesar das divergências políticas entre Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, o comércio bilateral tem ganhado força — e já mostra resultados concretos.

Dados da ApexBrasil indicam que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 31% no último ano, consolidando o país como principal fornecedor do mercado argentino. Em Santa Catarina, o avanço foi de 17%, atingindo o maior nível da década.

Relação histórica e perda de protagonismo

Durante décadas, a Argentina figurou como principal destino das exportações catarinenses, com forte presença de setores como têxtil, metalmecânico e alimentício. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990.

A ascensão da China e o fortalecimento dos Estados Unidos como parceiros comerciais reduziram a participação argentina. Ao mesmo tempo, crises econômicas recorrentes e barreiras comerciais impostas pelo país vizinho tornaram o ambiente mais arriscado e menos previsível para exportadores brasileiros — mesmo com o Mercosul em vigor.

Mudança econômica impulsiona comércio exterior

O cenário recente, porém, aponta para uma virada. A política econômica adotada pelo governo Milei tem como base a redução da intervenção estatal e a liberalização do comércio exterior.

Medidas como desregulamentação, flexibilização de controles e redução de licenças de importação trouxeram mais previsibilidade ao ambiente de negócios. Com isso, a inflação desacelerou, a confiança empresarial aumentou e o mercado argentino voltou a importar com maior fluidez.

Para empresas brasileiras, isso significa menos entraves operacionais e maior segurança jurídica nas transações — além de um mercado mais dependente de fornecedores externos.

Setor moveleiro aposta no mercado argentino

Diante desse novo contexto, empresas catarinenses têm intensificado a busca por oportunidades. O setor moveleiro é um dos destaques.

Uma missão empresarial organizada pela FIESC levou mais de 20 empresários à Argentina, resultando em mais de 200 reuniões e expectativa de negócios de cerca de US$ 4 milhões.

A empresa Interlink, de São Bento do Sul, projeta gerar até US$ 600 mil em vendas para o mercado argentino até 2026. O foco está no segmento de móveis de quarto, que representa quase metade das importações do setor no país vizinho.

Diversificação de mercados ganha força

A movimentação também reflete mudanças no cenário global. Empresas exportadoras vêm buscando alternativas diante dos impactos da Guerra da Ucrânia e de barreiras comerciais impostas por outros mercados.

Nesse contexto, a estratégia passa por diversificar destinos. A meta de algumas companhias é equilibrar o faturamento entre América Latina e Europa, com destaque para países como Argentina, Paraguai e México.

Cautela no curto prazo, otimismo no médio prazo

Apesar do crescimento recente, o início do ano trouxe uma desaceleração nas exportações, influenciada por instabilidade cambial e incertezas políticas.

Ainda assim, o mercado é visto como estratégico. Empresas relatam um comportamento mais cauteloso por parte dos importadores argentinos, com negociações mais detalhadas, pedidos menores e maior exigência por previsibilidade.

Por outro lado, Santa Catarina mantém vantagens competitivas relevantes, como proximidade geográfica, prazo de entrega reduzido, flexibilidade produtiva e suporte pós-venda — fatores que diferenciam o estado frente a concorrentes internacionais.

Integração produtiva e novas parcerias

As oportunidades vão além da exportação de produtos acabados. A tendência é de fortalecimento das cadeias produtivas regionais, especialmente com a perspectiva de ampliação de acordos comerciais envolvendo o Mercosul e a União Europeia.

Esse movimento pode estimular parcerias em áreas como tecnologia, investimentos e capital humano, ampliando o nível de integração entre os países.

Indústria e máquinas também ganham espaço

A melhora no ambiente de negócios argentino, reforçada por reformas estruturais, pode impulsionar a reindustrialização do país. Esse processo tende a aumentar a demanda por máquinas, equipamentos e insumos industriais.

Empresas como a Potenza, de Lages, já avaliam expandir sua presença no país. Entre as possibilidades está até a instalação de uma unidade local para facilitar o acesso a outros mercados, incluindo os Estados Unidos, dependendo de fatores como custos e logística.

Perspectivas para o comércio bilateral

O avanço recente das exportações para a Argentina reforça o potencial de retomada da parceria econômica. Mesmo diante de desafios pontuais, o país vizinho volta a ocupar posição estratégica para empresas brasileiras.

A combinação de reformas econômicas, demanda reprimida e proximidade regional indica um cenário favorável para o fortalecimento do comércio e da integração produtiva nos próximos anos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobestock

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Internacional

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ser fechado ainda em 2026

As negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá avançam em ritmo acelerado e podem resultar em um entendimento até o fim de 2026. Uma nova rodada de conversas está prevista para abril, em Brasília, segundo fontes próximas às tratativas.

Representantes de governos envolvidos indicam que o diálogo evolui de forma positiva, com possibilidade de conclusão antes mesmo do segundo semestre. Há expectativa de assinatura entre setembro e outubro, cerca de um ano após a retomada formal das negociações.

Expectativa de avanço rápido nas tratativas

Diplomatas afirmam que o processo ocorre em velocidade considerada inédita. A avaliação é de que o acordo comercial internacional pode ser fechado ainda este ano, caso o ritmo atual seja mantido.

A visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ao Brasil, prevista para os próximos meses, é vista como um fator que pode impulsionar as negociações, embora não haja previsão de anúncio oficial durante o encontro.

Retomada após impasse e foco na diversificação comercial

As tratativas entre o Mercosul e Canadá foram retomadas no ano passado após ficarem paralisadas desde 2021. O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão como membro pleno.

O Canadá tem intensificado sua estratégia de diversificação comercial, especialmente diante das incertezas relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos. Nesse cenário, a América do Sul, com destaque para o Brasil, ganha relevância como parceiro estratégico.

Benefícios econômicos e ampliação de mercados

Para o Mercosul, um dos principais exportadores globais de carne bovina, soja e minérios, o acordo representa uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos estrangeiros.

Já para o Canadá, o fortalecimento das relações comerciais com a região pode reduzir a dependência econômica dos EUA e abrir novas frentes de negócios em setores como tecnologia e mineração.

Missões comerciais reforçam aproximação

No início de março, representantes da província de Ontário realizaram visitas à Argentina e ao Uruguai para estreitar relações comerciais e preparar o terreno para o acordo. A iniciativa deu continuidade a agendas semelhantes realizadas anteriormente no Brasil.

Autoridades locais destacaram que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional, impulsionada pela necessidade de diversificar parceiros comerciais.

Contexto global favorece novos acordos

O avanço nas negociações com o Canadá ocorre após o acordo Mercosul-União Europeia, firmado em janeiro após mais de duas décadas de negociações. A implementação provisória de parte das medidas está prevista para começar em maio.

Esse cenário reforça a tendência de ampliação de acordos comerciais do bloco sul-americano, em um momento de reorganização das cadeias globais de comércio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Ingrid Bulmer

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